Carregando...
 

 
Brasília-DF, 18 de Maio de 2012. Ano 8
Hoje
MAIO/2012
D S T Q Q S S
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31
Total de  notícias
Marconi trabalha para tirar o atraso
GOIÁS
Marconi trabalha para tirar o atraso
Da redação em 28/02/2011 07:47:52

Afonso Lopes, jornal Opção
 
Chorar pelo leite não fervido sim, mas fazendo logo uma fogueira para voltar a ganhar fervura. Essa é a imagem que se pode ter deste início de terceiro mandato do governador Marconi Perillo (PSDB): diante das inúmeras dificuldades econômico-financeiras, o jeito é pedalar pra não cair no marasmo. Em dois meses, Marconi já esteve em São Paulo e Brasília várias vezes. Foi ver de perto como estão os ânimos dos empreendedores paulistas e sentir a temperatura política do governo da presidente Dilma Roussef (PT). Ao mesmo tempo, escancarou de vez as portas então semifechadas do Palácio das Esmeraldas para empresários goianos, prefeitos e lideranças políticas governistas e oposicionistas. Enumerar cada ação do governador nesse curto espaço de tempo é complicado. A agenda oficial, antes tão vazia, agora vive cheia.
 
Há problemas? Claro que sim. As coisas simplesmente não andam como se esperava que deveriam andar. É como se fosse um carro com o freio de mão puxado e os quatro pneus furados: se não empurrar, só embala na descida. O problema é que o carro está na subida
 
É mais uma das muitas heranças que o governo recebeu. Durante quase cinco anos, o Estado viveu praticamente sem qualquer esforço para se exteriorizar. O resultado é que Goiás saiu da pauta de investimentos nacionais e internacionais. Num período de vacas gordíssimas, em que a economia crescia aos saltos e estabelecia recordes a cada mês, Goiás não conquistou nenhuma empresa multinacional nem viu grandes investimentos nacionais.
 
Retomar o caminho para o Brasil e para o exterior não é fácil, e nem deve se esperar por resultados imediatos. As grandes empresas preparam-se durante anos para investir em novas plantas. Nada é feito do dia para a noite. Isso significa que, apesar de algumas boas notícias aqui e ali, como a possibilidade de instalação de uma fábrica holandesa de aviões a jato em Goiás, a normalização do fluxo de competitividade do Estado deve evoluir em ritmo menos intenso em relação àquele que se via antes de 2006.
 
Política
 
Se a situação econômico-financeira está complicada, o jeito é compensar politicamente. O governador tem feito o possível para atingir esse objetivo, seja em Brasília, junto ao governo federal, seja em Goiás, a partir do Palácio das Esmeraldas.
 
Tanto lá como cá o que se vê é a mesma coisa. Em Brasília, Marconi tem se esforçado nos elogios à postura da presidente Dilma, e tem conversado bastante com ministros. A todos, sinaliza com nítidas intenções de estabelecer parcerias administrativas que sejam positivas para as duas esferas de governo, estadual e federal. No Palácio das Esmeraldas, o governador repete esse mesmíssimo discurso aos prefeitos, inclusive do PMDB, partido que em tese seria oposicionista.
 
É óbvio que, na paróquia, muitos aliados estaduais vejam nas atitudes dos prefeitos peemedebistas uma forte conotação adesista. É uma tremenda bobagem, da mesma forma como não se pode dizer que Marconi está prestes a aderir ao PT por defender uma boa relação administrativa com o governo da presidente Dilma. A grande diferença é que já se sabe a intensidade da abertura do governo Marconi aos prefeitos de outros partidos, mas até agora o governo Dilma ainda não passou de pequenos acenos aos governantes de partidos oposicionistas.
 
No eixo meramente administrativo, a equipe do atual governo de Goiás apresenta altos desempenhos de alguns e uma turma que ainda não sabe como fazer. É natural que seja assim. Quando falta dinheiro pra quase tudo, inclusive para quitar salários dentro do mês trabalhado, e sobram encrencas nos cofres, há quem consiga superar a crise e deslanchar. Para ficar em alguns exemplos, basta citar o que tem sido feito pelo diretor do Centro Cultural Oscar Niemeyer, Nasr Chaul, pelo secretário que cuida das questões metropolitanas, deputado Jânio Darrot, o secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, ou o secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy. Mesmo sem dinheiro, há intensa movimentação em suas áreas.
 
Paralelamente ao desempenho dos secretários e presidentes de agências e empresas, o governador também tem trabalhado para ampliar as possibilidades de viabilização de projetos, como a ferrovia entre Goiânia e Brasília. Em solenidade no Palácio, Marconi ouviu do presidente da Valec, estatal federal que cuida da construção do sistema ferroviário, Francisco das Neves, o Juquinha, que a nova estrada entre as duas capitais poderá ser feita no atual governo.
 
O setor de transporte de passageiros poderá dar uma boa guinada caso os planos do presidente da Metrobus, Carlos Maranhão, saiam do papel. Maranhão quer renovar a velhíssima frota do eixo Anhanguera e modernizar o sistema como um todo, inclusive com sua ampliação até Senador Canedo e Trindade. Mas, antes, ele precisa que a concessão já vencida há um ano seja renovada por mais 20 anos. O presidente da Metrobus está animado. Ele diz que há dinheiro para fazer isso em Brasília, no chamado PAC da mobilidade.
 
Na Agetop, uma operação de emergência foi desencadeada para corrigir problemas gravíssimos em inúmeros trechos de rodovias estaduais. Já se sabe, porém, que isso é apenas um paliativo. O presidente Jayme Rincon diz que vai viabilizar recursos para reforçar o combalido caixa estadual e dar sustentabilidade para reformar as estradas.
 
Enfim, há grande movimentação em inúmeros setores do governo Marconi. A questão é saber quando sobrará algum dinheiro para investimentos. Por enquanto, administrar as folhas de pagamento dos servidores tem consumido boa parte das preocupações do secretário da Fazenda, Simão Cirineu. Em Minas Gerais, no primeiro mandato do hoje senador Aécio Neves, Simão encontrou uma situação bem pior e conseguiu dar conta do recado. Foram quatro anos de controle total. O problema dele é que Goiás voltou a ter pressa.



DEIXE SEU COMENTÁRIO

 

Sem frase

Sem enquetes no momento.

Sem broncas

Enviar bronca
MP3 Player


Iniciar sessao