BRB vai lançar concurso público
Da redação em 30/04/2011 08:27:54
Daise Lisboa - Jornal da Comunidade
Há
quase três meses na presidência do Banco de Brasília (BRB), Edmilson
Gama da Silva é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal e há
mais de 28 anos atua no mercado financeiro. Aliás, experiência no setor é
o que não lhe falta. Também atuou na iniciativa privada e de volta à
Caixa esteve, mais recentemente, na área de distribuição e atendimento. E
para ser nomeado como presidente do BRB foi um passo, resultado de seu
extenso currículo. Seu nome foi anunciado nos primeiros dias do novo
governo, mas teve de seguir a tramitação que o cargo exige. E
diferentemente das indicações para os outros cargos nomeados pelo
governador do Distrito Federal para o Executivo, por tratar-se de uma
instituição financeira, seu nome foi sabatinado na Câmara Legislativa do
Distrito Federal e referendado pelos deputados distritais, além de ter
sido aprovado pelo Banco Central. Edmilson é formado em engenharia
operacional e direito, além de ter seis especializações em áreas como
finanças, políticas públicas, gerenciamento de crises e desenvolvimento
regional sustentável.
Como tem sido a gestão do BRB nesses primeiros quatro meses?
Nessa
primeira etapa, achamos importante realizar um diagnóstico da situação,
levantando dados, informações e documentos que pudessem nortear as
primeiras ações que tínhamos para fazer no banco. A partir daí
apresentamos uma proposta com 134 ações no sentido de ampliar a
eficiência operacional do banco, aumentar a nossa participação em outros
mercados, redução de algumas despesas administrativas, revisão de
alguns contratos que haviam sido assinados no passado, de forma que a
gente pudesse ter mais governança em relação às questões do banco, e
colocar o banco num diapasão para fortalecer a sua atuação enquanto
banco regional. Esse foi o primeiro movimento importante quando a gente
tomou posse.
O que essa nova gestão do BRB está trazendo para seus clientes?
Nossa
atuação tem sido no sentido de mostrar uma diferenciação em relação às
outras instituições financeiras. Temos uma preocupação muito grande com o
aprimoramento do atendimento, tanto que aprovamos uma política de
atendimento no banco. Todo cliente, independentemente de sua renda, da
sua faixa etária, do sexo, da cor dos olhos, todos merecem ser tratados
com respeito, com cidadania, e ter um atendimento de qualidade. Então,
um entendimento que tivemos foi de assegurar que as pessoas tenham esse
atendimento em nossas agências.
Que outras ações estão voltada para atender aos clientes?
Outro
movimento grande o qual está em fase de desenvolvimento é uma revisão
do nosso portfólio de produtos, assegurando que o Banco de Brasília
tenha sempre as melhores opções de prazo, de taxas e de tarifas. E nesse
sentido a nossa política de atendimento consagra que o nosso cliente é
todo cidadão do Distrito Federal. O fato de ele ter ou não ter conta no
Banco de Brasília ele por si só não responde a esta questão. A partir do
momento que ele é usuário do serviço do banco, para nós ele já é
considerado cliente, o que aumenta a nossa responsabilidade. Então, eu
diria que nesse primeiro momento, estamos atuando na revisão do
portfólio de produtos e no aprimoramento da nossa sistemática de
atendimento.
Que tipo de produtos fazem parte do portfólio?
O
banco vem atuando de forma que inclui sete eixos de estratégicas de
gestão. Um deles é o da tecnologia da informação. O banco vem
desenvolvendo metodologias para revisão dos seus produtos de cartão de
crédito e de débito, vindo com chip, porque além de dar mais segurança
dá mais conforto para os clientes. Portanto, esperamos terminar até a
próxima semana todos esses procedimentos.
E quanto ao crédito, tem alguma ação prevista?
Sim.
Estamos desenvolvendo também uma sistemática de dotar o banco de opções
de acesso a crédito para financiamento do crédito imobiliário, no caso
utilizando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O
banco não trata disso, mas protocolamos um pedido para a Caixa Econômica
e já foi autorizado, e partir do mês que vem vamos retomar os
financiamentos da casa própria também com recursos do FGTS. Temos a
expectativa de operar com recursos da ordem de R$ 100 milhões,
inicialmente, para a população do DF e do Entorno. Ou seja, a ideia é
rever definitivamente todos os produtos e em especial os de crédito, e
apresentar sempre a melhor opção para o cliente do banco.
Qual é o número de clientes, hoje, do BRB?
Hoje ele tem sete
bilhões de ativos e apresenta, considerando os chamados clientes
cativos, que são aqueles que recebem o salário pelo banco, os servidores
do GDF e os espontâneos, chega a quase um milhão de correntistas. Temos
um portfólio de clientes bem satisfatório, do ponto de vista do DF e do
Entorno.
Quais são as maiores áreas de atuação do banco?
Atuamos
muito fortemente no crédito imobiliário, no comercial e ampliamos
nossas operações também no crédito rural. O banco tem agora uma operação
chamada pré-custeio, em que você antecipa recursos para que os
agricultores possam usar no fomento do custeio do seu negócio.
Esses investimentos para atender melhor os clientes também visa captar mais correntistas?
A
nossa proposta é de sempre atender o cliente do banco, como cliente
único. A questão dele ter uma renda maior ou menor é um detalhe
importante na hora de desenhar os produtos e serviços, Mas isso não pode
ser um limitador. Nós temos de ter em mente que é uma diretriz do banco
a gente apresentar a alternativa independentemente da faixa de renda do
cliente. Temos uma preocupação grande com a chamada “bancalização”, que
são pessoas que não têm conta corrente, não têm acesso aos bancos e a
partir de uma conta corrente ela pode obter um crédito, um empréstimo e a
partir desse crédito ela pode incrementar um negócio para montar um
empreendimento e melhorar de vida. A preocupação do banco é também
incentivar esse tipo de ação. Inclusive, nesse sentido, em parceria com a
Secretaria do Trabalho, nós vamos retomar as atividades do
microcrédito, chamada microfinanças, onde as pessoas poderão obter
recursos do Funger, por meio do banco, para geração de emprego e renda, e
montar pequenos negócios.
Como o BRB pode contribuir para o desenvolvimento do Distrito Federal?
Brasília
completou 51 anos e o Banco de Brasília em setembro deste anos vai
completar 45 anos de existência. A história do Banco de Brasília se
confunde com a da cidade. Tanto que é nossa responsabilidade enquanto
banco público é atuar nesse fomento do desenvolvimento social. Criamos
uma superintendência de responsabilidade socioempresarial e estamos
atuando em dois segmentos: o primeiro é apoiar os arranjos produtivos
locais. Estamos atuando fortemente no sentido de identificar vocações e
potencialidades como o setor moveleiro, o do vestuário, o do turismo
rural – temos em Planaltina, Ceilândia, entre outros – e partir desses
arranjos vamos apoiar essas iniciativas com crédito, com assistência e
até de consultoria. O gerente do Banco de Brasília, diferentemente dos
demais, ele conhece com profundidade a região que ele atua. Então, ele
pode ser considerado como especialista naquela região. Verificando o
interesse do empresário, ele pode contribuir com uma consultoria
gratuita e apoiar esses investimentos. Outro segmento importante do
ponto de vista da responsabilidade socioempresarial são as ações que
estamos fazendo em relação às áreas financeira, às ações ligadas ao
fomento de incentivo de novos ativos energéticos, o apoio para economia
de água, proteção do solo, reciclagem do lixo, enfim, são iniciativas
importantes que contribuem para políticas públicas do Governo do DF.
O BRB hoje tem quantos funcionários?
Considerando
as cinco empresas do conglomerado (corretora, administradora de
cartão, a financeira, distribuidora de títulos e valores imobiliários)
temos quatro mil empregados.
Com tantas perspectivas de crescimento do banco há, previsão de concurso público?
Sim.
E já foi aprovado o edital para que possamos ampliar o número de
colaboradores, especialmente para podermos abrir mais agências. Nos
próximos oito meses pretendemos ampliar em 30% a nossa rede de agências,
especialmente nas regiões satélites. Hoje temos diversas cidades do
Entorno e do DF que necessitam de mais de uma agência. E também vamos
abrir agências nas regiões da chamada RIDE. Nossa proposta é de expandir
nossa atuação no Centro-Oeste. Com o concursos também vamos aumentar
nosso quadro para técnicos na área de informática, devido à nossa
expansão em tecnologia. Hoje o banco precisa de técnicos nessa área e
por isso vamos aumentar o pessoal nesse segmento. É mais uma iniciativa
do banco de gerar emprego e renda no DF.
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