Carregando...
 

 
Brasília-DF, 18 de Maio de 2012. Ano 8
Hoje
MAIO/2012
D S T Q Q S S
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31
Total de  notícias
BRB vai lançar concurso público
DISTRITO FEDERAL
BRB vai lançar concurso público
Da redação em 30/04/2011 08:27:54

 

 

[credito=Foto: Rúbio Guimarães]Daise Lisboa - Jornal da Comunidade

Há quase três meses na presidência do Banco de Brasília (BRB), Edmilson Gama da Silva é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal e há mais de 28 anos atua no mercado financeiro. Aliás, experiência no setor é o que não lhe falta. Também atuou na iniciativa privada e de volta à Caixa esteve, mais recentemente, na área de distribuição e atendimento. E para ser nomeado como presidente do BRB foi um passo, resultado de seu extenso currículo. Seu nome foi anunciado nos primeiros dias do novo governo, mas teve de seguir a tramitação que o cargo exige. E diferentemente das indicações para os outros cargos nomeados pelo governador do Distrito Federal para o Executivo, por tratar-se de uma instituição financeira, seu nome foi sabatinado na Câmara Legislativa do Distrito Federal e referendado pelos deputados distritais, além de ter sido aprovado pelo Banco Central. Edmilson é formado em engenharia operacional e direito, além de ter seis especializações em áreas como finanças, políticas públicas, gerenciamento de crises e desenvolvimento regional sustentável.

Como tem sido a gestão do BRB nesses primeiros quatro meses?
Nessa primeira etapa, achamos importante realizar um diagnóstico da situação, levantando dados, informações e documentos que pudessem nortear as primeiras ações que tínhamos para fazer no banco. A partir daí apresentamos uma proposta com 134 ações no sentido de ampliar a eficiência operacional do banco, aumentar a nossa participação em outros mercados, redução de algumas despesas administrativas, revisão de alguns contratos que haviam sido assinados no passado, de forma que a gente pudesse ter mais governança em relação às questões do banco, e colocar o banco num diapasão para fortalecer a sua atuação enquanto banco regional. Esse foi o primeiro movimento importante quando a gente tomou posse.

O que essa nova gestão do BRB está trazendo para seus clientes?
Nossa atuação tem sido no sentido de mostrar uma diferenciação em relação às outras instituições financeiras. Temos uma preocupação muito grande com o aprimoramento do atendimento, tanto que aprovamos uma política de atendimento no banco. Todo cliente, independentemente de sua renda, da sua faixa etária, do sexo, da cor dos olhos, todos merecem ser tratados com respeito, com cidadania, e ter um atendimento de qualidade. Então, um entendimento que tivemos foi de assegurar que as pessoas tenham esse atendimento em nossas agências.

Que outras ações estão voltada para atender aos clientes?
Outro movimento grande o qual está em fase de desenvolvimento é uma revisão do nosso portfólio de produtos, assegurando que o Banco de Brasília tenha sempre as melhores opções de prazo, de taxas e de tarifas. E nesse sentido a nossa política de atendimento consagra que o nosso cliente é todo cidadão do Distrito Federal. O fato de ele ter ou não ter conta no Banco de Brasília ele por si só não responde a esta questão. A partir do momento que ele é usuário do serviço do banco, para nós ele já é considerado cliente, o que aumenta a nossa responsabilidade. Então, eu diria que nesse primeiro momento, estamos atuando na revisão do portfólio de produtos e no aprimoramento da nossa sistemática de atendimento.

Que tipo de produtos fazem parte do portfólio?
O banco vem atuando de forma que inclui sete eixos de estratégicas de gestão. Um deles é o da tecnologia da informação. O banco vem desenvolvendo metodologias para revisão dos seus produtos de cartão de crédito e de débito, vindo com chip, porque além de dar mais segurança dá mais conforto para os clientes. Portanto, esperamos terminar até a próxima semana todos esses procedimentos.

E quanto ao crédito, tem alguma ação prevista?
Sim. Estamos desenvolvendo também uma sistemática de dotar o banco de opções de acesso a crédito para financiamento do crédito imobiliário, no caso utilizando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O banco não trata disso, mas protocolamos um pedido para a Caixa Econômica e já foi autorizado, e partir do mês que vem vamos retomar os financiamentos da casa própria também com recursos do FGTS. Temos a expectativa de operar com recursos da ordem de R$ 100 milhões, inicialmente, para a população do DF e do Entorno. Ou seja, a ideia é rever definitivamente todos os produtos e em especial os de crédito, e apresentar sempre a melhor opção para o cliente do banco.

Qual é o número de clientes, hoje, do BRB?
Hoje ele tem sete bilhões de ativos e apresenta, considerando os chamados clientes cativos, que são aqueles que recebem o salário pelo banco, os servidores do GDF e os espontâneos, chega a quase um milhão de correntistas. Temos um portfólio de clientes bem satisfatório, do ponto de vista do DF e do Entorno.

Quais são as maiores áreas de atuação do banco?
Atuamos muito fortemente no crédito imobiliário, no comercial e ampliamos nossas operações também no crédito rural. O banco tem agora uma operação chamada pré-custeio, em que você antecipa recursos para que os agricultores possam usar no fomento do custeio do seu negócio.

Esses investimentos para atender melhor os clientes também visa captar mais correntistas?
A nossa proposta é de sempre atender o cliente do banco, como cliente único. A questão dele ter uma renda maior ou menor é um detalhe importante na hora de desenhar os produtos e serviços, Mas isso não pode ser um limitador. Nós temos de ter em mente que é uma diretriz do banco a gente apresentar a alternativa independentemente da faixa de renda do cliente. Temos uma preocupação grande com a chamada “bancalização”, que são pessoas que não têm conta corrente, não têm acesso aos bancos e a partir de uma conta corrente ela pode obter um crédito, um empréstimo e a partir desse crédito ela pode incrementar um negócio para montar um empreendimento e melhorar de vida. A preocupação do banco é também incentivar esse tipo de ação. Inclusive, nesse sentido, em parceria com a Secretaria do Trabalho, nós vamos retomar as atividades do microcrédito, chamada microfinanças, onde as pessoas poderão obter recursos do Funger, por meio do banco, para geração de emprego e renda, e montar pequenos negócios.

Como o BRB pode contribuir para o desenvolvimento do Distrito Federal?
Brasília completou 51 anos e o Banco de Brasília em setembro deste anos vai completar 45 anos de existência. A história do Banco de Brasília se confunde com a da cidade. Tanto que é nossa responsabilidade enquanto banco público é atuar nesse fomento do desenvolvimento social. Criamos uma superintendência de responsabilidade socioempresarial e estamos atuando em dois segmentos: o primeiro é apoiar os arranjos produtivos locais. Estamos atuando fortemente no sentido de identificar vocações e potencialidades como o setor moveleiro, o do vestuário, o do turismo rural – temos em Planaltina, Ceilândia, entre outros – e partir desses arranjos vamos apoiar essas iniciativas com crédito, com assistência e até de consultoria. O gerente do Banco de Brasília, diferentemente dos demais, ele conhece com profundidade a região que ele atua. Então, ele pode ser considerado como especialista naquela região. Verificando o interesse do empresário, ele pode contribuir com uma consultoria gratuita e apoiar esses investimentos. Outro segmento importante do ponto de vista da responsabilidade socioempresarial são as ações que estamos fazendo em relação às áreas financeira, às ações ligadas ao fomento de incentivo de novos ativos energéticos, o apoio para economia de água, proteção do solo, reciclagem do lixo, enfim, são iniciativas importantes que contribuem para políticas públicas do Governo do DF.

O BRB hoje tem quantos funcionários?
Considerando as cinco empresas do conglomerado (corretora, adminis­tradora de cartão, a financeira, distribuidora de títulos e valores imobiliários) temos quatro mil empregados.

Com tantas perspectivas de crescimento do banco há,  previsão de concurso público?
Sim. E já foi aprovado o edital para que possamos ampliar o número de colaboradores, especialmente para podermos abrir mais agências. Nos próximos oito meses pretendemos ampliar em 30% a nossa rede de agências, especialmente nas regiões satélites. Hoje temos diversas cidades do Entorno e do DF que necessitam de mais de uma agência. E também vamos abrir agências nas regiões da chamada RIDE. Nossa proposta é de expandir nossa atuação no Cen­tro-Oes­te. Com o concursos também vamos aumentar nosso quadro para técnicos na área de informática, devido à nossa expansão em tecnologia. Hoje o banco precisa de técnicos nessa área e por isso vamos aumentar o pessoal nesse segmento. É mais uma iniciativa do banco de gerar emprego e renda no DF.



DEIXE SEU COMENTÁRIO

 

Sem frase

Sem enquetes no momento.

Sem broncas

Enviar bronca
MP3 Player


Iniciar sessao