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Brasília-DF, 21 de Maio de 2012. Ano 8
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MP pede bloqueio de bens de Arruda e Joaquim Roriz
DISTRITO FEDERAL
MP pede bloqueio de bens de Arruda e Joaquim Roriz
Da redação em 30/09/2011 22:08:16

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entrou nesta sexta-feira (30) com ações de improbidade contra os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz e outros quatro suspeitos de envolvimento no suposto esquema de corrupção no DF conhecido como mensalão do DEM.

Os procuradores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas pediram o bloqueio dos bens dos suspeitos até o limite de R$ 1milhão para garantir que, caso sejam condenados, eles tenham condições de devolver os valores supostamente desviados dos cofres públicos.

O advogado de Arruda, Nélio Machado, afirmou que não pode comentar a ação contra seu cliente por não conhecer as acusações. Segundo ele, porém, se trata de episódios anteriores ao governo Arruda e que, dois anos depois da operação da PF, ainda não há denúncia na esfera criminal contra o ex-governador. Ele atribui o processo a uma estratégia do MP para “perseguir” Arruda e diz que os fatos serão esclarecidos na Justiça.

“De repente a DF começou a pulverizar várias medidas contra o Arruda para ver se surte o efeito que é perturbar o sossego de Arruda, que já foi vítima de uma prisão indevida. É como se tentassem viabilizar uma justificativa para perseguir Arruda”, disse o advogado. O G1 tenta contato com a defesa de Joaquim Roriz e outros suspeitos.

Entre os processados também estão o delator do suposto esquema, Durval Barbosa, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF, Domingos Lamoglia, o policial civil aposentado Marcelo Toledo e o ex-assessor do governo local Omézio Pontes.

A advogada de Durval Barbosa, Margarete Almeida, informou que ainda não foi notificada sobre a ação de improbidade e o pedido de bloqueio de bens. Ela classificou a ação como “natural” e afirmou que Barbosa já imaginava que seria alvo porque se dispôs a colaborar com o inquérito que investiga o esquema. Afirmou ainda que Barbosa já disponibilizou todos à Justiça os bens que adquiriu com dinheiro obtido irregularmente.

Mensalão do DEM
O suposto esquema do mensalão do DEM de Brasília foi descoberto depois que a PF deflagrou, em novembro de 2009, a operação Caixa de Pandora, para investigar o envolvimento de deputados distritais, integrantes do governo do DF, além do então governador Arruda e de seu vice, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM). Octávio e Arruda sempre negaram envolvimento com o suposto esquema de propina.

Embora não haja vídeos que apontem o elo de Joaquim Roriz com o suposto esquema, Roriz está sendo processado uma vez que era o governador na época e há indícios da participação de integrantes do governo.

Arruda chegou a ser preso, deixou o DEM para não ser expulso e foi cassado pela Justiça Eleitoral. Paulo Octávio renunciou ao cargo para defender-se das acusações. Durante meses, o DF esteve ameaçado de intervenção federal, devido ao suposto envolvimento de deputados distritais, integrantes do Ministério Público e do Executivo com o esquema denunciado por Durval Barbosa. Informações do G1.



COMENTÁRIOS

Hermenegildo
01/10/2011 19:29:02

Deveria pedir também o bloqueio dos bens de Cristovam Buarque. O cara se acha o dono da educação no DF e esquece que no seu (des)governo professores comeram o pão que o diabo amassou com o rabo. Demagogo, Cristovam virou as costas para a categoria que apostou todas as fichas em seu (des)governo. Há que se lembrar que o professor (rsrs) foi condenado há pouco por improbidade administrativa juntamente com seu secretário de comunicação social. Não esqueçamos também que, durante seu (des)governo, foi criado um monstro chamado Instituto Candango de Solidariedade.



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