Deputado Dr. Michel alerta que é da base, mas não é capacho
Da redação em 07/01/2012 08:54:40

A Câmara Legislativa começa o ano com algumas mudanças. Para comentar essas alterações, esteve ontem (05) no Diário Brasil, da TV Gênesis, o deputado distrital Dr. Michel (PSL), vice-presidente da Casa. Delegado de carreira, o parlamentar foi incisivo em suas colocações e respostas aos telespectadores. Principalmente ao afirmar sua direção política dentro da CLDF. “Sou da base, mas não sou capacho do governo”, ressaltou.
A primeira alteração na configuração da Casa comentada foi a entrada do empresário Robério Negreiros (PMDB) no lugar do combalido Benício Tavares, do mesmo partido. Na tarde de ontem, o presidente da CLDF Patrício (PT) e o próprio deputado Michel deram posse ao novo ocupante das 24 cadeiras legislativas.
Dr. Michel (foto) defendeu a profissionalização do quadro e explicou que isso significaria colocar pessoas competentes para o cargo a despeito da relação dos trabalhadores com os deputados. Além disso, é bom lembrar que não há concurso público para a Câmara há muito tempo. O último foi em 2005 para provimento de cargos de segurança e técnicos judiciário. O próprio secretário Executivo da CLDF, Getúlio Novaes Frota, recém-empossado na função, admitiu a falta de servidores efetivos e estuda um possível certame para preenchimento dessas vagas.
O deputado criticou a falta de autonomia financeira do DF alegando a capital da República depende muito do orçamento da união.
O parlamentar foi questionado por um telespectador sobre a implantação de um Caje em Sobradinho. Ele explicou que é favor da criação de Centros de Internação e Ressocialização em alguns pontos do DF. Porém, é contra o governo tomar qualquer atitude, quando há uma grande influência na vida dos moradores, sem consultar a população. Mas disse que onde há o Estado, não há traficante.
Sobre a “herança maldita”, termo muito usado pelo governo para justificar os problemas do DF, o deputado Michel disse que “está do lado de Agnelo, mas a herança maldita já acabou”. E “que agora quer ver o governo” trabalhando. Ou seja, não pode mais haver desculpas para a falta de melhorias na cidade.
Outro tema abordado foi a criação da Região Administrativa da Fercal que espera apenas a “canetada” de Agnelo para existir. O deputado disse haver necessidade dessa medida, porque o local precisava de autonomia e que estava apensada em outra região administrativa pobre. E defendeu também a criação de outra secretaria: a de Condomínios. “Esta secretaria se faz necessária agora”, opinou.Informações do programa Diário Brasil, TV Gênesis.
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