Governo pagará cirurgia de implantes de mama rompidos
Da redação em 11/01/2012 18:47:12
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira que o governo vai pagar por todas as cirurgias de mulheres que tiveram problemas com próteses de silicone da marca francesa PIP e da marca holandesa Rofil, que apresentaram problemas de vazamento do material usado no implante. As mulheres serão convocadas a fazerem exames no Sistema Único de Saúde (SUS).
Além das que receberam próteses dessas duas marcas, aquelas que não sabem a marca de silicone que possuem no seio também serão encorajadas a realizar exames. Os exames servirão para identificar se há necessidade de cirurgia para retirada ou troca do silicone.
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, essa foi uma orientação da própria presidente Dilma Rousseff, preocupada com as mulheres que podem vir a ter problemas de saúde. O vazamento do silicone industrial usado por essas duas empresas pode causar dores, inflamações e deformidade da prótese, segundo Barbano. Ele informou que a assistência pública que o governo vai oferecer independe de o implante ter sido feito na rede pública ou privada.
- O entendimento que o governo federal tem é que a ruptura dos implantes implica numa cirurgia reparadora, que poderá ser realizada pelo SUS. A mulher que tem implante estético privada, à medida que se rompe, será uma cirurgia reparadora amparada pelo SUS - disse o diretor-presidente da Anvisa
A Anvisa informou que no Brasil há 12,5 mil mulheres portadoras da prótese PIP e 7 mil portadoras da prótese Rofil. Outras 10,1 mil próteses da marca PIP foram recolhidas no Paraná. Na quinta-feira, será publicada uma notificação para que as próteses da Rofil também sejam recolhidas.
Além da realização das cirurgias, a Anvisa - que está reunida com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, representantes do Departamento de Defesa ao Consumidor do Ministério da Justiça e do Conselho Federal de Medicina - decidiu que será feito um registro de todas as próteses mamárias feitas no Brasil e disponibilizado um cadastro no site da agência para que mulheres portadoras de implantes de silicone relatem se estão tendo problemas. As duas medidas levarão 60 dias para entrarem em vigor.Informações de O Globo.
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