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Brasília-DF, 01 de Janeiro de 2006. Ano 2
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Governadores podem não emplacar reeleição no NE
Enviado por Carlos Honorato em 29/01/2006 01:19:39


Agência Nordeste*


Dos nove governadores nordestinos, seis devem disputar a reeleição este ano – Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Desses, apenas dois - o da Bahia, Paulo Souto (PFL), e o do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB) - estão em situações confortáveis, de acordo com os cenários políticos atuais. E são justamente os que ainda não se declararam candidatos oficialmente. Nos estados onde já houve divulgação de pesquisas de intenção de votos, os chefes dos executivos estaduais não se saíram bem. A governadora potiguar Wilma de Faria (PSB) aparece com 22,98% no levantamento realizado pelo instituto Certus, bem atrás do senador Garibaldi Filho (PMDB), que obteve 41,76%. O paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) também ficou com a segunda colocação (com 31,85%), de acordo com o Instituto Consult, perdendo a dianteira para o senador José Maranhão (PMDB), com 48,45% da preferência popular.



Confira abaixo, estado por estado, a quantas anda as articulações em torno da sucessão estadual deste ano no Nordeste.


ALAGOAS

O xadrez político no Estado de Alagoas deve começar a ter suas peças definidas para o início do jogo somente no final do próximo mês. A disputa pelo cargo de governador só possui, até o momento, um candidato declarado, o deputado federal João Lyra (PTB). O parlamentar já, inclusive, elencou a geração de emprego e renda como prioridade em seu governo, no caso de ser eleito. O mesmo não vem ocorrendo com os demais possíveis candidatos.



No lado oposto da disputa, estão dois nomes fortes da política alagoana: um deles é do atual vice-governador de Alagoas, Luís Abílio (PDT), e o outro, do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois têm apoio incondicional do atual governador do Estado, Ronaldo Lessa (PDT).



Como Renan Calheiros afirmou que só irá definir se disputa ou não o pleito no próximo mês, todos aguardam um pronunciamento dele para anunciar quem entrará na guerra pelos votos para o cargo majoritário do Estado. O próprio Luís Abílio colocou seu nome à disposição dos dois partidos, o PDT e PMDB, caso Renan decida permanecer como líder do legislativo nacional.



Para o Senado Federal, os que pretendem disputar a única cadeira que ficará vaga na câmara alta do Congresso também são incógnitos ou se encontram impossibilitados de participar do pleito. É justamente o caso do governador, Ronaldo Lessa (PDT). Apesar de ter deixado claro sua vontade de ir para Brasília, só quem irá definir isso serão os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lessa terá que reverter a decisão da Justiça eleitoral alagoana que o tornou inelegível por três anos. O atual governador é acusado de abuso de poder político por pedir votos para o candidato a prefeito de Maceió, Alberto Sextafeira (PSB-AL), em reunião de servidores públicos e por ter reajustado os salários de servidores estaduais às vésperas do primeiro turno das eleições municipais de 2004.



Uma intenção não revelada até o momento é a do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo (PRTB). Circulam nos bastidores da política alagoana que o ex-presidente será candidato ao Senado Federal, mas o próprio Collor já forneceu declarações se dizendo extremamente decepcionado com a política brasileira. Outros nomes cogitados para o posto são da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que parece estar mais interessada numa cadeira localizada do outro lado da Praça dos Três Poderes, e o do deputado federal José Thomaz Nono (PFL-AL) que, apesar de revelar um interesse pelo Senado, não deverá dispensar a possibilidade de cumprir seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados, numa casa onde, atualmente, exerce o cargo de vice-presidente.



BAHIA

O quadro sucessório da Bahia começa a se definir neste início de ano eleitoral e já existem pelo menos quatro candidatos pré-definidos dentro das principais legendas, embora nenhuma candidatura tenha sido oficialmente confirmada. Nos bastidores do PFL, o nome que prevalece é o do governador Paulo Souto, que se lançaria à reeleição. Ele diz que ainda é cedo e a sua candidatura depende de acordos internos. Souto é tido também como favorito, tendo em vista a sua grande aceitação no Interior do Estado.



No PDT, embora se falasse em ter o prefeito de Salvador João Henrique encabeçando a chapa que representará o partido, a executiva tem alardeado o nome do pai dele, o ex-governador João Durval. Oficialmente, o prefeito descarta qualquer possibilidade em deixar este ano o Palácio Thomé de Souza.



Também é vista como certa a candidatura do ministro da Coordenação Institucional, Jaques Wagner, pelo PT. O ministro já declarou em várias oportunidades que gostaria de ser o candidato do PT, mas depende de uma liberação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A minha disposição é concorrer ao Governo da Bahia, isso não é segredo, mas integro um projeto nacional, que é prioridade. Se o presidente Lula decidir sair candidato e me convidar para coordenar a sua campanha, não poderei recusar”, disse o ministro.



O nome do ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB) já é tido como certo no ninho tucano. Recém-filiado ao partido, é visto como o grande nome para as próximas eleições, sobretudo por ter deixado a Prefeitura da Capital baiana, pela qual respondeu por oito anos, como o mais bem avaliado prefeito do País.



Ainda não se discute no Estado nomes que concorrerão ao Senado.



CEARÁ

A sucessão do governador Lúcio Alcântara (PSDB) em outubro deste ano até agora está polarizada entre a candidatura à reeleição de Lúcio e a do ex-prefeito de Sobral (a 240 quilômetros de Fortaleza), Cid Gomes (PSB), irmão do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. O PFL ensaia o lançamento do deputado federal Moroni Torgan e o PMDB o do deputado federal e ex-ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Lúcio teria o apoio do PSDC, PTB, PL e PPS. Cid contaria com uma aliança formada pelo PCdoB, PCB e PP.



No seu programa de rádio da sexta-feira (27), no entanto, Lúcio declarou que apoiaria o senador Tasso Jereissati (PSDB), “se ele quiser se candidatar a governador este ano”. “O Tasso tem meu apoio incondicional. Se ele tomar esta decisão de se candidatar a governador, conta com meu apoio sim”, garantiu Lúcio. Tasso já foi governador cearense por três vezes (1987-1990, 1991-1994 e 1999-2002).



O PT está dividido. Uma ala apóia Cid e outra quer candidatura própria. Os pré-candidatos petistas são Ilário Marques (prefeito de Quixadá), José Airton Cirilo (candidato derrotado do partido em 2002) e Eduardo Barbosa (superintendente regional do Incra).



PV, PHS, PSTU e PDT pretendem lançar candidatos e os nomes falados são de ambientalista Marcelo Silva (PV), a vereadora Fátima Leite (PHS), o sapateiro Raimundão (PSTU) e o professor Flávio Torres (PDT).



Para o Senado, os pré-candidatos até agora apresentados são Luiz Pontes (PSDB) - candidato à reeleição; ex-deputado estadual Iranildo Pereira (PL) e o deputado federal Inácio Arruda (PCdoB). Ainda não foi divulgada nenhuma pesquisa autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Ceará.



MARANHÃO

No Maranhão, dois candidatos estão postos até agora para concorrer às eleições ao Governo do Estado este ano. A senadora Roseana Sarney (PFL) e o ex-prefeito de São Luís, Jackson Lago (PDT), apoiado pelo governador José Reinaldo Tavares (PSB). Ele, que rompeu com o grupo da senadora, de quem foi vice-governador no mandato anterior, integra a Frente de Libertação do Maranhão – de oposição ao grupo Sarney – formada pelo PDT, PSB, PSDB, PT, PMN, PPS, PAN, PCB e PcdoB.



“Estamos unidos para vencer um grupo que está encastelado no poder há muitos anos e que só trouxe prejuízos para o povo do Maranhão”, criticou o governador. “Pela primeira vez no Maranhão se constrói a unidade oposicionista a esse grupo que está há quatro décadas no poder”, acrescentou Jackson Lago.



O vice de Jackson Lago ainda não foi divulgado, mas está sendo cotado o ex-deputado federal Roberto Rocha (PSDB). O governador já anunciou também o deputado federal João Castelo (PSDB) ao Senado, que deverá ter como suplente a primeira-dama de São Luís, Tati Palácio (PSDB).



O presidente Estadual do PFL, deputado federal César Bandeira, afirmou que o partido terá candidatura própria e que o nome indicado é o de Roseana Sarney. O partido deverá fazer aliança com o PMDB e PV. O grupo da senadora já denominou de “frente da traição” a Frente de oposição, por ser formada por um ex-aliado, o governador José Reinado Tavares.



O PSOL e PSTU discutem a proposta de formar um terceiro grupo para concorrer à sucessão estadual. O PSTU até agora não manifestou intenção de lançar candidatura própria ao Governo do Estado. Já o PSOL descartou a possibilidade de compor a Frente de Libertação e irá indicar o professor universitário e economista Saturnino Moreira como pré-candidato a governador.



PARAÍBA

O senador José Maranhão (PMDB) cresceu 2,16% na preferência popular para as eleições deste ano para o Governo da Paraíba. De acordo com pesquisa do Instituto Consult, publicada na última semana pelo Correio da Paraíba, enquanto em dezembro ele aparecia com 46,3% das intenções de voto, esse percentual aumentou para 48,45% na consulta realizada entre os dias 15 e 19 deste mês. Já o governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que tinha 32,3% em dezembro, recuou para 31,85% na pesquisa.



Em terceiro lugar permanece o deputado federal Frei Anastácio (PT), que tinha 3% das intenções de voto em dezembro e agora se encontra com 2,55%. De acordo com os dados divulgados ontem, 9,45% dos entrevistados não quiseram opinar e 7,7% disseram que não preferem nenhum dos candidatos.



O PT, no entanto, definiu apenas que terá candidato próprio para as eleições deste ano. O presidente do partido na Paraíba, Frei Anastácio, disse que o nome deverá ser definido em convenção. Os mais fortes pretendentes são o próprio Anastácio, o deputado federal Luís Couto e o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Severino Paiva. Ainda não há data para a definição.



Também na semana passada, o mesmo instituto divulgou uma pesquisa com preferência para o Senado. Nela, o senador Ney Suassuna (PMDB) aparece com 36,6% das intenções de voto, enquanto que o ex-prefeito Cícero Lucena (PSDB) surge com 24,65%. O mais surpreendente, no entanto, foi o fato dos que não sabem e dos que disseram não votar em nenhum dos candidatos somarem 29,40%, portanto, mais que o segundo colocado na pesquisa.



PERNAMBUCO

O cenário da sucessão estadual em Pernambuco, pelo menos no momento, é favorável ao pré-candidato da situação, o vice-governador Mendonça Filho (PFL), que aparece em primeiro lugar na preferência do eleitor, com 19,2% das intenções de voto, segundo pesquisa publicada no último dia 16 pelo Opine/Folha de Pernambuco. Mendoncinha, como é conhecido, faz parte da aliança liderada pelo atual governador, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que disputará o Senado. No entanto, outros dois jarbistas ainda postulam a candidatura pela aliança: o senador Sérgio Guerra (PSDB), com 12,6%, e o deputado federal Inocêncio Oliveira (PL), com 6,5%, e ameaçam a unidade da aliança. Com o intuito de pôr fim às querelas e costurando a coesão na base aliada, Jarbas prometeu anunciar ainda este mês o candidato que será apoiado por ele nas eleições de outubro.



Se a situação ainda vislumbra a possibilidade de candidato único, a oposição deve ter três nomes disputando a sucessão. Líder nas primeiras pesquisas, o secretário nacional de Comunicação do PT, ex-ministro Humberto Costa, caiu para a segunda posição na abordagem feita pelo Instituto Opine. O petista hoje tem 16,8%, e já se vê ameaçado pela candidatura do presidente nacional do PSB, deputado federal e ex-ministro Eduardo Campos, que surge com 16,1% das intenções de voto, o que corresponde a um empate técnico. O terceiro oposicionista é o candidato da Frente Trabalhista, deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB), com 7%. Apesar de três postulações independestes, a oposição tenta manter o discurso de unidade política para um possível apoio no segundo turno, o qual já é dado como certo para todos no Estado.



Apesar de brigas e desencontros, o panorama da disputa pelo Palácio do Governo já está mais ou menos desenhado, diferentemente do Senado. Até o momento, apenas o governador de Pernambuco colocou sua candidatura, que representa as forças da aliança. Pela popularidade e o alto índice de aprovação, Jarbas é dado como grande favorito para a vaga de senador. Por essa razão, a oposição ainda não decidiu quem enfrentará o peemedebista nas eleições de outubro. Mesmo com três candidatos distintos à sucessão estadual, a intenção dos oposicionistas é aglutinar em torno de apenas um nome para a disputa do Senado, no intuito de promover uma candidatura competitiva.



PIAUÍ

O cenário da política piauiense para as eleições deste ano começa a se definir agora. Até agora, só há três candidatos anunciados: o governador Wellington Dias (PT), o senador Mão Santa (PMDB), e o ex-prefeito Firmino Filho (PSDB). Mas não há definição oficial sobre nenhuma dessas candidaturas.



O governador Wellington Dias diz que não anda fazendo campanha e só vai tratar de candidaturas no momento adequado: depois de abril. Apesar de estar andando todo o Interior e apertando mão de todo mundo, Wellington nunca afirmou sua candidatura à reeleição. A chapa do PT ainda está se costurando pelas alianças que se buscam. O governador quer o PMDB com ele, e ainda os partidos que compuseram a base do Governo, mas não tem desenho da chapa. Ainda estão em aberto as vagas de vice e de senador para as costuras políticas. O PT deu carta branca para Wellington Dias negociar quaisquer alianças que achar viável. Não vai criar entraves com nenhum partido.



O senador Mão Santa enfrenta um embate no PMDB para ser candidato a governador. Boa parte do PMDB está fazendo parte do Governo, com o qual o senador não se entende. Ele anunciou candidatura própria e arrastou o senador Alberto Silva (PMDB) para a chapa, lhe prometendo o retorno à cadeira no Senado. Mão Santa corre atrás dos convencionais do PMDB para garantir uma vitória da tese de candidatura própria na convenção. Por enquanto, o partido tem somente uma chapa pura, sem aliados. O senador tentar unificar pequenos partidos em torno de sua candidatura. “Eles sabem que comigo vão participar do Governo”, promete.



Já o ex-prefeito de Teresina Firmino Filho anuncia uma candidatura a governador contando com o apoio do PFL para rodar todo o Interior. Mas a chapa está indefinida, já que seu aliado, senador Heráclito Fortes (PFL), é potencial candidato e reivindicado pelas bases como tal. Com isso, Firmino pode figurar na chapa, não como candidato a governador, mas como senador, ou mesmo deputado federal.



Heráclito tenta aproximar o presidente do PTB, João Vicente Claudino, do bloco das oposições, que conta com PFL, PSDB e PP. Para tanto, a promessa para o PTB é a vaga de senador. Por enquanto, as oposições estão unidas em torno de um propósito: derrotar o Governo e vencer o pleito elegendo o maior número de cargos possíveis.



RIO GRANDE DO NORTE

Uma nova pesquisa sobre a disputa majoritária no Rio Grande do Norte traça um quadro do que pode ser o pleito de outubro. A primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apontou a liderança do senador Garibaldi Filho (PMDB) na preferência do eleitorado potiguar. Ele aparece com 41,76% da preferência. Em segundo lugar, está a governadora Wilma de Faria (PSB), com 22,98%, e em terceiro o senador José Agripino (PFL), com 20,76%.



A pesquisa foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte e a resposta foi dada na pesquisa estimulada. Outro índice que chama atenção no estudo é a rejeição dos candidatos. A governadora Wilma de Faria é a primeira do “ranking”, com 23,66% que jamais votariam nela. Em seguida, o nome mais citado neste quesito é o de José Agripino, com 16,26%. A resposta “candidato do PT” teve 13,51%. Garibaldi tem a menor rejeição (10,23).



O cenário da pesquisa estimulada ainda poderá ter alteração. O senador José Agripino só deverá ser candidato ao Governo do Rio Grande do Norte caso não consiga viabilizar sua candidatura a vice-presidente na chapa do PSDB.



O instituto Certus também ouviu os eleitores sobre a preferência para o Senado. E, literalmente, o senador Fernando Bezerra (PTB) e Geraldo Melo (PSDB) estão empatados. Bezerra aparece com 23,51% e Melo com 23,28%. Em terceiro está Rosalba Ciarlini (PFL), com 18,55%. O outro candidato do PFL, deputado federal Ney Lopes, aparece com 10,15%.



A governadora Wilma de Faria (PSB) deverá contar com o apoio do PT, do PL, do PMN e do PTB. Na chapa encabeçada por ela, o candidato ao Senado será o atual senador Fernando Bezerra (PTB). A dúvida fica na indicação para vice, que pode vir dos quadros do PT, liderado pela deputada Fátima Bezerra, ou do PMN, presidido pelo deputado estadual Robinson Faria. Neste último caso, o vice poderia ser o próprio Robinson. Já se a indicação ficar com o PT, o mais cotado é o atual secretário estadual de Saúde, Ruy Pereira.



A mesma situação não tem o senador Garibaldi Filho (PMDB). Na Unidade Popular ele tem o apoio do PSDB e trabalha forte para se aliar ao PFL, do senador José Agripino. Há inclusive um compromisso do partido de Garibaldi Filho de indicar o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) para a candidatura ao Senado. O que os analistas políticos acreditam é que Geraldo não conseguirá viabilizar sua candidatura.



O PFL está ainda no cenário da indefinição, mas tudo indica que se aliará ao PMDB. Incerto também está o futuro do PV, partido da vice-prefeita de Natal Micarla de Souza. É explícito o desejo dela se candidatar ao Senado, o que é pouco provável no cenário da política local. O PV já conversou com a governadora Wilma de Faria, mas agora está em entendimentos com o senador Garibaldi Filho. Além da própria Micarla, que quer tentar vôos mais altos, o PV quer também tentar fazer seu primeiro deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Neste caso, o nome apontado é o do radialista Miguel Weber, marido de Micarla de Souza.



SERGIPE

Em Sergipe, certos estão dois pré-candidatos, com reais chances, que são o governador João Alves Filho (PFL), que tenta a reeleição, e o prefeito da Capital, Marcelo Déda (PT). Os dois se declararam candidatos no fim do ano passado e disseram que consideram o outro o melhor adversário do pleito.



O PFL tem o apoio do PMDB e do PPS. Há setores que defendem a candidatura de João Alves Filho e da senadora Maria do Carmo Alves ao Senado. No entanto, o deputado federal José Carlos Machado (PFL) acredita que o melhor é buscar uma aliança com o ex-governador Albano Franco (PSDB). Neste caso, Franco seria candidato ao Senado pela coligação, no lugar de Maria do Carmo.



No entanto, o deputado estadual Ulices Andrade (PSDB) descarta qualquer aliança de seu partido com o PFL. “A relação do PSDB com o PFL é boa nacionalmente, mas aqui em Sergipe não é, por causa das disputas locais”. Segundo Andrade, os tucanos vão buscar uma candidatura própria, mas se ela ficar inviável, a aliança será com um partido que aceite a participação do PSDB no Governo. Neste caso, ele não descarta nem uma aliança com o PT. “A política é a arte do entendimento. Nada é impossível”, afirma Andrade.



Já Marcelo Déda está buscando entendimentos dentro e fora do seu arco de coligações. Certas estão as alianças com PSB, PTB, PL e PCdoB e o prefeito de Aracaju já visitou os líderes do PMDB em Sergipe e o deputado federal João Fontes (PDT).



Em Sergipe ainda não foi divulgada nenhuma pesquisa eleitoral.



* Com os correspondentes da Agência Nordeste nos estados: Anna Ruth Dantas (RN), Antonio Filho (SE), Lauriberto Braga (CE), Luciano Coelho (PI), Luiz Mazo (AL), Maria Lina (BA), Suetoni Souto Maior (PB), Valquíria Santana (MA) e Wagner Sarmento (PE).




Contrato milionário sem licitação no AM
Enviado por Carlos Honorato em 23/01/2006 02:04:56

Um contrato milionário sem exigência de licitação, no valor de US$ 1.780.171,00 (Um milhão, setecentos e oitenta mil, cento e setenta e um dólares norte americanos), ou seja, R$ 3.551.441,15 (Três milhões, quinhentos e cinqüenta e um mil, quatrocentos e quarenta e um reais e quinze centavos), na cotação do dólar da época, foi descoberto pelo Em Tempo para o fornecimento de sistemas de rádio em seis cidades do interior do Amazonas, no ano de 2000. A prestação de serviços foi celebrada entre o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e a empresa INN (FAR EAST) LIMITED, sediada na cidade de Hong Kong (China), que monopolizava o serviço de segurança eletrônica durante o governo anterior.

De acordo com documentos a que a reportagem teve acesso, no texto do contrato 018/2000, foi decidida a inexigibilidade da licitação, ou seja, a empresa foi contratada sem concorrência pública e teve o ato publicado mesmo assim no Diário Oficial do Estado, edição de 19/12/2000, página 02, tendo em vista o que consta no Processo Administrativo nº 1783/2000 da SSP, com despacho autorizado pelo secretário de segurança. O Termo de Contrato de Fornecimento teve a minuta aprovada pela Consultoria Técnica da própria Comissão Geral de Licitação (CGL).

Outro fato que gerou dúvida é que mesmo o prazo para a entrega de equipamentos dos sistemas de localização de veículos, rádios base/portáteis e equipamentos para atualização da infra-estrutura de comunicações serem num prazo de 120 dias, as cláusulas do contrato estabeleciam que o pagamento total do projeto seria efetuado em apenas uma única parcela, paga em adiantamento em carta de crédito por um banco de primeira classe (Banco do Brasil), em favor da contratada. O pagamento deveria ser emitido pela contratante em tempo recorde, ou seja, sete dias após a assinatura do contrato, conforme o contrato.

O Em Tempo teve acesso aos dois depósitos bancários feitos pela Secretaria de Segurança Pública, que foram realizados no dia 15 de janeiro de 2001, na agência 1856-2 do Banco do Brasil, conta 31.027858-9. O primeiro depósito foi no valor de R$ 3.483,794.65 e segundo no valor de R$ 20.902,78, totalizando R$ 3.504,697,43, com a atualização cambial do dia.

O objeto do contrato era o fornecimento de equipamento LAV/GPS de localização de viaturas, sistema de comunicação digital troncalizado e sistemas de rádio do interior, conectados ao sistema de rádio troncalizado, com treinamento de pessoal, auxílio técnico local, com garantia e manutenção por doze meses.







Cavaco Silva é o novo presidente de Portugal
Enviado por Carlos Honorato em 22/01/2006 21:31:35


EFE

O candidato de centro-direita às eleições de Portugal, Cavaco Silva, foi confirmado neste domingo como o novo presidente do país nos próximos cinco anos. Segundo dados oficiais do governo, Cavaco ficou com 50,8% dos votos.

Até agora, 97% das urnas já foram apuradas. O poeta e deputado socialista Manuel Alegre ficou com segundo lugar, com 20% dos votos. Em terceiro, ficou o ex-presidente do país Mario Soares, com 13,6% da preferência do eleitorado.

Soares reconheceu a vitória de Cavaco Silva e disse que já o havia parabenizado pela vitória. O ex-presidente também disse ter desejado ao futuro chefe de estado do país muito êxito em sua primeira gestão.



Kaká marca dois gols em seu jogo 300
Enviado por Carlos Honorato em 22/01/2006 15:32:52

Globo Online


Kaká comemorou em grande estilo sua 300ª partida profissional neste domingo contra o Siena. O craque teve boa atuação e fez dois gols na vitória do Milan por 3 a 0, fora de casa, pela 21ª rodada do Campeonato Italiano. O primeiro gol foi aos 12 minutos da etapa inicial, abrindo o placar para o Rubro-Negro. Após cruzamento para a área, a bola sobrou com Kaká, que só teve o trabalho de colocar para dentro. Aos 24 do segundo, Shevchenko ampliou para o Milan. Já aos 39, Kaká fechou a goleada com um belo chute cruzado. Três minutos depois, o craque brasileiro foi substituído por Jankulovski.

Com estes dois gols, Kaká chega a um total de 103 em sua carreira profissional, contando partidas pelo Milan, São Paulo, seleção brasileira principal e olímpica, e dois amistosos da Fifa. Com a vitória, o Milan chega 46 pontos, e continua em terceiro lugar, atrás de e Juventus e Inter de Milão.



Tribunal de Contas da União se reúne para analisar contratos
Enviado por Carlos Honorato em 13/01/2006 20:58:25


Alessandra Goiaz, do Diário da Manhã


O Tribunal de Contas da União (TCU) quer saber mais detalhes sobre as obras emergenciais para reformas das rodovias federais, o Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas. Para a próxima semana, está prevista uma reunião do órgão com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), Ministério do Transporte e Casa Civil, para que questões de ordem técnica sejam resolvidas. O TCU quer trocar informações sobre a operação e levantar dados para saber se é realmente necessário liberar as obras sem licitação.

Uma segunda reunião está prevista para o final do mês entre o presidente do TCU, Adylson Motta, o Ministério do Transporte e a Casa Civil. Esta também será feita para discutir os procedimentos para a execução das obras. Segundo o TCU, esta será uma oportunidade dos responsáveis responderem a questionamentos sobre a urgência de reformar trechos sem licitação. Adylson Motta diz que a situação de emergência citada pelo governo federal para apressar as obras não justifica a dispensa de licitação.

Outra questão levantada é que, contratadas sem licitação, duas das empreiteiras responsáveis pelas obras já prestaram serviço ao governo com indícios de “irregularidades graves”, segundo auditorias do órgão. As irregularidades identificadas pelo TCU vão de pagamentos sem cobertura contratual, passam por serviços não comprovados e chegam até obras superfaturadas - num dos contratos investigados, o sobrepreço atinge 117%.

Esta não é a primeira polêmica causada pelo programa emergencial. Especialistas no setor de logística criticaram a ação, afirmando que são obras para desperdiçar dinheiro, uma vez que não durará mais que um ano. A iniciativa do programa visa recuperar, em seis meses, 26,4 mil quilômetros de rodovias em 25 Estados - dos quais 2,3 mil quilômetros em Goiás, com investimentos de R$ 24,7 milhões.



Tucanos cobram "unidade" de Alckmin e Serra
Enviado por Carlos Honorato em 11/01/2006 02:18:22


CATIA SEABRA - Folha de S.Paulo


Um dia depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciar que deixará o cargo até 31 de março para concorrer à Presidência da República, a cúpula do PSDB manifestou ontem temor de um acirramento da disputa com o prefeito de São Paulo, José Serra. E apelou para a unidade.
Segundo tucanos, o lance de Alckmin precipitou a discussão da candidatura no PSDB e reforçou a necessidade de atuação do comando do partido.
Dizendo reproduzir as preocupações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirma que "chegou o momento de o PSDB avançar nas consultas para ter a decisão tomada até março", evitando um confronto entre os dois. "Se não tivermos unidade, não estaremos preparados para o embate. E não acho que essa seja uma eleição ganha", alertou Aécio, após receber um telefonema de Alckmin.



Aldo Rebelo apóia redução do recesso parlamentar
Enviado por Carlos Honorato em 11/01/2006 02:14:06



O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), voltou a enaltecer a importância de se votar o fim do pagamento a salários extras a senadores e deputados durante a convocação extraordinária do Congresso Nacional e a redução do recesso parlamentar. "Eu defendo a tese da redução do recesso, acho que é uma necessidade para o país e para o funcionamento do Congresso", disse Rebelo, durante entrevista concedida nesta terça-feira, no Salão Verde.

No entanto, o presidente da Casa ficou em cima do muro quando questionado se era favorável à redução do recesso para 45 ou 60 dias. Atualmente, as 'férias' dos parlamentares duram 90 dias. De acordo com o deputado, as duas propostas "vão ao encontro da expectativa da população do País e da imensa maioria do Congresso".

O parlamentar informou que vai se reunir na próxima segunda-feira com os líderes dos partidos para tratar das matérias que já constam da pauta da convocação extraordinária, mas ressaltou que há uma ordem de prioridade para votação e que ela não será desrespeitada. "Sou o presidente da Câmara, não sou imperador que decide tudo o que deve ser votado nesta casa das leis."

Entre as matérias da pauta, estão a resolução que trata do pagamento extra; a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do recesso parlamentar; a PEC do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica); e a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

Aldo Rebelo negou que haja projeto para aumentar o número de deputados na Casa de 513 para 541. Segundo ele, trata-se de uma correção e de um acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para modificar a representação parlamentar nos estados onde há expansão da população



Governo federal deve realizar 19 concursos até junho
Enviado por Carlos Honorato em 11/01/2006 02:12:11


O governo federal deve realizar até o final de junho concursos públicos em 19 órgãos e homologar a aprovação de cerca de 16,5 mil candidatos. De acordo com a secretária de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Marilene Lucas, o objetivo dos concursos é substituir os funcionários terceirizados por servidores concursados e repor a força de trabalho inativa.

Sobre a substituição dos terceirizados, Marilene explicou que a idéia é de que isso ocorra ao longo de cinco anos. "No ano de 2006 vamos substituir mais de 6 mil trabalhadores", afirmou.

Os candidatos aprovados, mesmo que não sejam nomeados no primeiro semestre, têm a garantia de validade do concurso até o prazo máximo estipulado nos editais. Para conferir os concursos para este semestre acesse o site www.servidor.gov.br.




Justiça garante licitação da Terracap
Enviado por Carlos Honorato em 10/01/2006 14:44:38

Por Jairo Viana - Jornal de Brasília

A Justiça garantiu a realização, pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), hoje, a partir das 9h, da licitação para a venda de 32 lotes vagos, no Setor Habitacional Jardim Botânico, no Lago Sul. O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Marco Antônio da Silva Lemos, negou o pedido de liminar na principal ação cautelar incidental proposta pelos pretensos proprietários dos imóveis.
Para o magistrado, falta à ação, impetrada pelo escritório do advogado Raul Canal, os dois requisitos básicos para a concessão de medida: "A fumaça do bom direito e o perigo de demora".
Sentença semelhante foi proferida, ontem, pelo juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública, Donizete Aparecido da Silva. Na decisão, ele argumentou que, "segundo prova documental carreada (juntada) aos autos, constam tão-somente instrumentos particulares de cessão de direitos sobre frações de terrenos".
O que significa que os pretensos proprietários "são meros cessionários de frações em condomínios irregulares, cujas identificações não guardam relação com os terrenos incluídos no certame promovido pela Terracap".
Se não bastasse, Donizete da Silva reconhece que os terrenos liticados pela Terracap "são os imóveis constantes do memorial de loteamento denominado Setor Habitacional Jardim Botânico, objeto da matrícula 95.020, do Cartório do 2º Ofício do Registro de Imóveis, segundo certidão".
Na ação cautelar, os advogados de defesa dos pretensos donos dos lotes sustentam que eles são proprietários dos terrenos constantes dos itens 72 a 103 do edital de licitação da Terracap, localizados na gleba denominada Fazenda Taboquinha, objeto de ação demarcatória promovida pela empresa, em curso na 3ª Vara da Fazenda Pública, que, para eles, são de propriedade privada e não-pública.
contradiçãoNo entanto, na fundamentação da sentença, o juiz Donizete da Silva estranha que "na mesma data e com patrocínio dos mesmos advogados, foi ajuizada ação cautelar, distribuída aleatoriamente a este juízo, pela qual Alírio de Oliveira Neto e Ilca Vicentina Teixeira, sob os mesmos fundamentos e dizendo-se igualmente proprietários dos mesmos lotes em vias de licitação, reivindicam proteção igual".
Para o juiz, "os fatos realçados evidenciam a ausência da fumaça do bom direito. Ao seu ver, "os demandantes faltam com a verdade quando assentam que são proprietários dos 32 terrenos, em flagrante contradição com a prova documental, que sinaliza pela condição de cessionários de frações em áreas que não guardam conformação com as indicadas no edital".
A informação corrente nos meios jurídicos da capital da República, ontem, era de que os advogados dos pretensos proprietários dos lotes entraram com 19 ações cautelares para tentar excluir os 32 terrenos da licitação da Terracap. Até as 21h, mais de dez pedidos haviam sido negados.
Embora aguardassem que o resultado dos demais pedidos fossem negados igual aos outros, os membros do Departamento Jurídico da Terracap informaram que a empresa vai cumprir fielmente a decisão judicial.
Garantiram que eles vão manter plantão permanente até a hora do leilão, para derrubar qualquer liminar, que seja concedida. A licitação será no auditório do Detran, onde moradores prometem fazer manifestação contra a venda.



Câncer avança e já é segunda maior causa de morte no DF
Enviado por Carlos Honorato em 10/01/2006 14:41:35

Por Márcia Delgado-Jornal de Brasília


As Doenças do Aparelho Circulatório (DAC), incluindo hipertensão e enfarte, são as que mais matam no Distrito Federal. Em segundo lugar, vem o câncer, que já faz mais vítimas fatais que a violência. Em terceiro, surgem as causas externas, como acidentes de trânsito e homicídios. O mapa da mortalidade no DF, que acaba de ser divulgado pela Secretaria de Saúde, serve como um alerta para os brasilienses.
Os Indicadores Epidemiológicos de Saúde do DF de 2004, da Secretaria de Saúde, mostram que de 9.299 óbitos registrados no período, 2.746 foram em decorrência de DACs, o que representa 30% do total (veja quadro ao lado). Em 2003, foram 2.504. De um ano para o outro, o aumento foi de 10%. Na década de 80, as doenças relacionadas ao aparelho circulatório representavam 20% dos óbitos no DF.

Silencioso, o câncer também está matando mais no DF. Em 2003, 1.430 pessoas morreram em decorrência de neoplasias (tumores). Em 2004, foram 1.556. Os mais letais são os de traquéia, brônquios e pulmões, com 172 mortes no período analisado. Em seguida, vem o câncer de estômago, com 132 óbitos. As estatísticas soam como um alerta principalmente para quem tem hábitos não-saudáveis, como o de fumar.

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Senador confirma convite de Lula a Delfim
Enviado por Carlos Honorato em 09/01/2006 03:13:44

Do Jornal Meio Norte, de Teresina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o deputado federal Delfim Neto (PP-SP) para substituir o ministro da Fazenda, Antônio Palloci, caso dispute uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições gerais deste ano. O convite foi feito por Lula na semana passada quando se reuniu no Palácio do Planalto com Delfim Neto. A reunião ocorreu entre o Natal e o Ano Novo. A informação foi fornecida ontem pelo senador Heráclito Fortes, presidente da Comissão de Infra-estrutura e corregedor do Senado.

Apesar de ser da oposição, Heráclito Fortes recebeu a informação do convite a Delfim Neto de um ministro do presidente Lula. “A partir do momento em que Delfim Neto é convidado ou a própria intenção do convite já mostra que as intenções do presidente Lula não têm nada a ver com aquelas pregadas nos palanques no passado”, falou Heráclito Fortes. O senador piauiense não vê diferença entre a política de Delfim Neto, que foi ministro da Fazenda nos governos militares, com alguns acertos em relação a juros e modificações conceituais, e a do ministro Antônio Palloci.

“O que eu questiono é outro aspecto. O Delfim foi o patinho feio do PT, quando o partido estava na oposição e o governo era de uma ditadura. Que processo, que purgatório foi esse que o Delfim passou para ser redimido a ponto a ser um dos anjos do governo”, falou o Heráclito Fortes. Delfim Neto pediu um tempo para pensar e responder ao convite feito pelo presidente Lula.

Heráclito Fortes afirma que a crise mundial está fazendo com que os empresários corram para o Brasil pela estabilidade econômica e pela tranquilidade institucional que estamos vivendo.

“Tudo isso se deve ao amadurecimento da oposição do Brasil. Nos últimos 50 anos, nós não tivemos nenhum parlamento com mais equilíbrio e discernimento das suas funções do que o atual.

Por mais erros que o presidente Lula cometa erros ou diga que não sabe nada pelos escândalos, a oposição tem tido cautela de não desestabilizar o governo democraticamente”, falou Heráclito Fortes.



Filha de Sarney usou máquina pública na eleição
Enviado por Carlos Honorato em 09/01/2006 03:03:58


Por J. Canavieira, do Jornal Pequeno

“Os maranhenses e os líderes políticos de fato comprometidos com o seu povo se preparam para enfrentar o mal que se desenha. Todos estão conscientes de que é criminoso usar a máquina pública e seus recursos na seara eleitoral, e estão dispostos a reagir à altura. Exatamente porque entendem que usar prestígio em disputa eleitoral é lícito, mas usar dinheiro do contribuinte é crime”.

Inacreditável, mas o recado acima fechou o editorial do jornal da senadora Roseana Sarney, domingo passado. Ataca-os a síndrome do pânico, do pavor de ver o Governo do Estado ou a máquina pública como a ele se referem, pela primeira vez em 40 anos, em mãos que não são as suas. “Quem disso cuida disso usa”, reza o antigo adágio. Na memória recente ninguém melhor que Cafeteira conhece os efeitos do uso da máquina pública numa disputa eleitoral. Hoje ajoelhado aos pés do seu antigo algoz, é provável que o velho político leve para o túmulo o sabor amargo de ver tomada de suas mãos a vitória legitimamente conquistada nas urnas em 1994. Cafeteira foi triturado pelo “rolo compressor” e a máquina pública em mãos da família Sarney, foi o agente catalisador utilizado na química que permitiu que os cerca de 60 mil votos de diferença a seu favor fossem transformados nos pouco mais de 18 mil que cederam a vitória a Roseana.

Faltavam poucos dias para a realização do 2º turno das eleições de governador, quando acendeu a luz amarela no staf sarneisista sinalizando que Cafeteira ultrapassara a barreira dos 50% nas pesquisas, enquanto Roseana patinava em pouco mais de 35%. A derrota se desenhava cristalina, para desespero do grupo roseanista. Os deputados, já eleitos, pouco ou nada se mexiam e os prefeitos aliados não mostravam qualquer disposição para a luta. A eleição inexoravelmente se tornara uma questão de vida ou morte apenas para Roseana Sarney. Já com seu mandato de senador garantido Lobão foi chamado às pressas para ajudar a reverter o sombrio quadro que se descortinava. E foi ele quem chamou ao seu escritório, na TV Difusora, os prefeitos que apoiavam Roseana para a celebração de convênios com a Sinfra para a realização de “obras” em seus municípios. Na pressa sequer chegaram a ser formalizados os processos correspondentes aos supostos convênios e já, no dia seguinte, caía em suas contas 50% do valor com a promessa de liberação do restante para dali a uma semana. Passado o pleito, foram os prefeitos informados de que o candidato derrotado Epitácio Cafeteira denunciara ao TCU a falcatrua e que a única saída encontrada fora a conversão em “adiantamento de receita do ICMS” do dinheiro dos convênios gastos na campanha de Roseana Sarney.

O temor de que o governador José Reinaldo possa vir a fazer uso da máquina pública na disputa eleitoral deste ano, manifestado domingo no jornal de Roseana Sarney fundamenta-se, portanto, na larga experiência acumulada ao longo de 40 anos pelo grupo Sarney. Enganam-se, contudo, quando imaginam que podem ser derrotados pelo uso de “dinheiros públicos” na campanha que se prenuncia. Há fantasmas bem mais ameaçadores a rondar suas cabeças, e o maior deles é, sem dúvida, a união da oposição no seio da qual sempre semearam discórdias. Some-se a isso a adesão quase maciça da classe política à Frente de Libertação do Maranhão e está explicado porque mesmo se dizendo favoritos nas pesquisas, na prática, adotam comportamento típico de quem vislumbra fragorosa derrota.



Exercício militar com índios será investigado
Enviado por Carlos Honorato em 09/01/2006 01:26:02



Antero Gomes, do Extra

O Ministério Público Federal vai investigar a utilização de índios e descendentes em exercícios militares das Forças Especiais do Exército no interior do país. É o que diz a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Ela Wiecko, que se mostrou bastante surpresa com o material sobre a denúncia, publicada ontem pelo jornal “Extra”. A Câmara dos Deputados e a Funai também vão cobrar explicações do Ministério da Defesa e do Exército.

— Do ponto de vista dos povos indígenas, esse contato com armas é prejudicial. Não tem nada a ver com os índios — disse a procuradora. — Fiquei surpresa, sobretudo ao ver mulheres nesses exercícios (portando fuzis).

A mesma surpresa foi demostrada pelo procurador-geral da Fundação Nacional dos Índios (Funai), Luiz Fernando Villares e Silva. Segundo ele, a Funai não tinha conhecimento de que tais exercícios eram feitos, apesar de o Exército dizer que são atividades regulares e, até anuais, mesmo que de forma voluntária e sem emprego de munição.

— Não faz parte da cultura dos índios portar armas de fogo — diz Villares, acrescentando que a prática fere o artigo 231 da Constituição, que reconhece aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições.

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Justiça condena governo a informar
Enviado por Carlos Honorato em 09/01/2006 01:23:44



Evandro Éboli - O Globo

O juiz federal substituto de Goiânia Waldemar Cláudio de Carvalho, em sentença inédita, determinou que o ministro da Defesa e vice-presidente da República, José Alencar, numa audiência reservada, comunique aos familiares do desaparecido político Marcos Antônio Dias Batista onde estão localizados os seus restos mortais, as circunstâncias que levaram à sua prisão, tortura e morte e entregue a ossada aos parentes.

A União ainda foi condenada pelo juiz a pagar indenização de R$ 500 mil à mãe de Marcos, Maria de Campos Batista, por danos morais decorrentes do desaparecimento de seu filho, em 1970. Alencar tem 90 dias para cumprir a decisão, prazo que expira na próxima semana. A sentença é do final de setembro de 2005.

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Como não pensei nisso antes?
Enviado por Carlos Honorato em 09/01/2006 01:19:56

De Peter Graff, da Reuters - O Globo

Se você é de sentir inveja, não deveria ler isto. Porque é bem provável que Alex Tew, um jovem de 21 anos natural de uma cidadezinha na Inglaterra, seja mais esperto que você. E ele provou isso ao abiscoitar a quantia de US$ 1 milhão em apenas quatro meses na internet. (!)

Mas como? Vendendo pornografia? Traficando remédios? Nada disso. Tudo o que ele vende são pixels — os pequenos pontos que aparecem na tela quando você acessa o site dele.

Alex teve a idéia para seu website de US$ 1 milhão — chamado, logicamente, The Million Dollar Homepage , enquanto estava deitado na cama, pensando em como faria para pagar sua universidade.

A idéia: transformar o site num painel de um milhão de pontos, e vendê-los por um dólar cada um para quem quisesse botar o logotipo de seu negócio na página. Um quadrado de dez por dez pontos, do tamanho de uma letra, custaria, desse modo, US$ 100.

Alex vendeu alguns pontos para para os irmãos e os amigos e, quando juntou mil dólares, publicou um press release sobre a iniciativa.

O release chamou a atenção da imprensa, espalhou-se pela internet e logo anunciantes de todo tipo de coisa — desde sites de encontros, cassinos, corretoras de imóveis até o “The Times” de Londres e o Yahoo! começaram a pagar um bom dinheiro pelos pixels, botando links para seus sites.

Últimos mil pixels estão sendo leiloados no eBay

Até agora, foram comprados 999 mil pixels. Os últimos mil estão sendo leiloados no eBay, segundo um post que o estudante pôs no site no primeiro dia de 2006. (O maior lance até o fechamento desta edição do “Info Etc” foi de US$ 152.300. Ótimo negócio. E ainda dá tempo para mais apostas, já que o leilão online só vai terminar depois de amanhã.)

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