Menino que passou por transplante de coração tem alta da UTI
Da redação em 22/02/2012 18:37:00
Agência Brasília
A equipe médica responsável pelo menino de 11 anos que passou por um transplante de coração no dia 13 avalia como bastante satisfatória a evolução dele. De acordo com informações divulgadas hoje pelo hospital, o paciente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nessa terça-feira e já ocupa um quarto no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Ainda nesta semana deve ser removido o marcapasso que precisou ser usado para o transplante.
Uma criança de nove anos que sofreu traumatismo craniano no Rio de Janeiro foi a doadora do coração. O paciente que recebeu o órgão sofria um grave problema cardíaco e esperava havia seis meses na fila da Central de Captação de Órgãos. As identidades do doador e do receptor são preservadas por questões éticas.
O sucesso da cirurgia foi graças ao empenho da equipe médica e à logística montada em poucas horas pelo Governo do Distrito Federal para realizar o transporte do órgão: foi preciso coordenar a retirada do coração no Rio de Janeiro, o horário de um vôo comercial com destino a Brasília, a recepção do órgão em solo candango por um helicóptero do Corpo de Bombeiro e a cirurgia do garoto de 11 anos no Instituto de Cardiologia. Todo o processo deveria ser concluído em até quatro horas para garantir que o coração transplantado de fato salvasse mais uma vida. As equipes conseguiram realizar essa complexa operação em três horas e meia, e hoje comemoram a recuperação do paciente.
Rotina – A meta do GDF é ampliar o número de procedimentos desse tipo e transformar a capital da República em referência nacional para transplantes. A tendência é que essas cirurgias tornem-se mais comuns. O Distrito Federal foi credenciado em novembro do ano passado para realizar transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 13 de janeiro, após três anos sem a realização de transplantes desse órgão no DF, foi realizada com sucesso cirurgia pela Secretaria de Saúde, em parceria com o ICDF.
Para coordenar todo o processo de doação e transplante de órgãos, o DF conta com a Central de Captação de Órgãos, da Secretaria de Saúde. A instituição é responsável por cadastrar receptores de órgãos e tecidos do DF, detectar possíveis doadores e mantê-los em condições adequadas, além de consultar a família a respeito da doação, providenciando a remoção e doação dos órgãos captados.
Quando deputado distrital, em 1992, o governador Agnelo Queiroz foi autor de lei distrital que autorizou o GDF a criar a Central de Captação de Órgãos e o documento de autorização oficial de doação de órgãos da atual gestão, que vem investindo na infraestrutura dos hospitais e na logística de captação e transporte de órgãos.
Fazer de Brasília núcleo de referência em transplantes de órgãos é uma das metas da atual gestão. Somente em 2011 foram realizadas no DF, nas redes pública e privada de saúde, 419 cirurgias de córnea, rins e coração, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Outra novidade é que o Hospital Universitário de Brasília (HUB) busca, junto ao SUS, autorização para transplantar medula, dando início a um novo serviço.
Memória – No mês de janeiro, além do transplante de fígado realizado no dia 13, uma criança de apenas um ano e oito meses, que sofria de graves problemas cardíacos, foi operada com sucesso.
Já em fevereiro, foi a vez de outra criança, de dois anos, sair da fila de espera por um coração. O órgão veio de São Paulo e foi doado por um menino de dois anos e 11 meses que morreu vítima de atropelamento. A criança, que sofria de cardiomegalia (inflamação que dilata o coração) e entrou para a fila de receptores em novembro do ano passado, também foi transplantada no ICDF.
Ainda neste mês, um homem de 62 anos e uma mulher de 45 anos receberam, respectivamente, fígado e coração, doados por uma única paciente, que havia tido morte cerebral diagnosticada. Além disso, os rins da doadora foram transplantados em outras duas pacientes, no Hospital de Base.
ARTIGO
Boas-vindas de um promotor de Justiça a um novo deputado distrital
Da redação em 22/02/2012 18:34:30
Chico Leite*
Seja bem-vindo à Câmara Legislativa, deputado Siqueira Campos. O poeta mineiro disse que “a lição sabemos de cor, só nos resta aprender”. Aqui todos foram eleitos. Nenhum de nós foi designado ou indicado. Há alguma parcela da população que aprova, que aceita, que acolhe e que propôs aquela determinada candidatura. Por isso, luto tanto pela transparência, pela fiscalização, para que a população possa fazer um julgamento daquilo que nós fazemos. Por isso a consagração da nossa luta pelo voto aberto, naquela última sessão de 2006 – eu que estou aqui aprendendo há três mandatos.
Esse aprendizado, embora tenha mostrado não haver fórmula para que nós, deputados, representemos o povo, serviu para confirmar algumas convicções que eu tinha antes mesmo de ingressar na vida pública. Para representar o povo, é preciso privilegiar sempre o interesse público e coletivo ao invés do interesse particular e individual. Estar sempre disposto a prestar contas, porque vem do direito romano: aquele que administra o que é dos outros tem o dever de prestar contas. Da maneira mais detalhada, da maneira mais franca, da maneira mais firme, de sorte a compreender que a antipatia e a simpatia passam, as vaias e os aplausos se vão, o que não se vai é o princípio, e é por ele que nós precisamos nos basear.
A política é mesmo o ofício de harmonizar interesses (lícitos, por óbvio) e dirimir conflitos. Nós, que tivemos a formação aristotélica do “sim/não”, do “certo/errado”, da “verdade/mentira”, nos defrontamos com uma linha dialética em que há, na verdade, muitas posições, não apenas duas; em que há, na verdade, muitas versões, não apenas duas. E nós ficamos entre todas. E, entre todas, não há nenhuma mais verdadeira que aquela que é a nossa, que é a da nossa consciência, que é a favor da sociedade, daqueles que mais precisam; e que é assumida de público, pagando o preço de representar com dignidade.
Nessa caminhada, eu — que tantas vezes fui oposição aqui — nunca preguei na oposição aquilo que não faria quando governo. Não faria isso em hipótese alguma. A coerência é um patrimônio. Nunca deixei de fiscalizar para ajudar, tanto os governos a que me opus quanto o nosso, liderado pelo Governador Agnelo, para não deixar que existam desvios de finalidade e para assegurar que Sua Excelência possa cumprir os compromissos que fez.
Vossa Excelência vai notar. Aqui, pela troca de experiências, pelo debate franco, pelo crescimento conjunto, todos vencem quando a institucionalidade é pautada na seriedade. Negócios não rimam com política. Interesses privados, econômicos ou corporativos, não rimam com a defesa da sociedade. E todas as vezes em que se ignora isso, há problemas. Eu costumo dizer que quem entra na política para fazer negócio está cometendo crime contra o direito transindividual, difuso. Muito mais difícil de ser perdoado que aquele cometido pelo batedor de carteira ou pelo menor infrator que muitos, lamentavelmente, querem ver preso com a antecipação da maioridade penal — enquanto abraçam, nas colunas sociais, os bandidos de colarinho branco, aqueles que não matam só um, matam uma geração inteira. Prejudicam até quem não nasceu e que tem o direito de encontrar aqui um ambiente muito melhor do que nós encontramos ao chegar.
Deputado, conte com esse modesto cearense para aprender junto com Vossa Excelência. Seja bem-vindo!
*Chico Leite é procurador de Justiça (licenciado), professor de Direito Penal e Deputado Distrital pelo Partido dos Trabalhadores
GOVERNO FEDERAL
Governo bloqueia conta de 729 mil benefíciários do Bolsa Família
Da redação em 22/02/2012 11:32:51
Agência Brasil
Os beneficiários do Bolsa Família que não receberam o benefício em janeiro e fevereiro têm até o próximo dia 29 para atualizar os dados cadastrais. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os responsáveis pelas famílias devem procurar a prefeitura a fim de confirmar ou alterar as informações que constam do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e evitar o cancelamento do pagamento em março.
O ministério informou que 729 mil famílias tiveram os benefícios bloqueados por não atualizar as informações no Cadastro Único. A atualização cadastral é periódica e funciona como um dos mecanismo de controle do programa de transferência de renda, que atende a 13,3 milhões de famílias.
O governo determinou que os beneficiários dos municípios afetados pelas enchentes em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, cujas prefeituras decretaram estado de emergência ou de calamidade pública, não tivessem o recurso bloqueado. Mas é importante que as famílias procurem o gestor municipal o mais rápido possível para fazer a atualização cadastral.
Segundo o Ministério, no início de cada ano, o ministério identifica todas as famílias com cadastros sem atualização nos últimos dois anos e publica a relação no Sistema de Gestão Integrada do Programa Bolsa Família. Também emite avisos nos extratos bancários dos beneficiários para que façam a atualização e não tenham os benefícios bloqueados.
O programa atende famílias com renda por pessoa de até R$ 140 por mês. Os valores dos benefícios variam de R$ 32 a R$ 306, de acordo com o perfil de renda e o número de integrantes. As famílias precisam manter os filhos na escola, a agenda de saúde em dia e atualizar, pelo menos a cada dois anos, os dados de renda, número de integrantes, endereço e escola dos filhos.
MÚSICA
Ana Carolina - Aqui
Enviado por Carlos Honorato em 22/02/2012 11:28:41
POLÍTICA
PDT e PR cobram mais espaço no governo Dilma
Da redação em 22/02/2012 09:22:10
A presidente Dilma Rousseff vai inciar, depois do carnaval, uma série de encontros com partidos da base aliada, em especial com as bancadas da Câmara. A promessa foi feita na reunião do Conselho Político, e os encontros devem ocorrer em março. As conversas servirão para resolver “contenciosos”, como o espaço do PDT e até do PR no primeiro escalão do governo. As informações são de O Globo.
O PDT já não esconde mais a insatisfação com a demora na escolha de um nome da sigla para ocupar do Ministério do Trabalho, onde o interino Paulo Roberto Pinto está desde o início de dezembro, quando Carlos Lupi deixou o cargo. Na semana passada, o próprio Lupi disse que trataria do assunto com o Palácio do Planalto.
PDT ameaça votar contra fundo do servidor
O incômodo do PDT tem aparecido nas sessões da Câmara. O partido tem ameaçado votar contra o projeto que cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União (Funpresp). Aliado ao PSDB, DEM, PSOL e ao PR, o PDT fez coro à proposta de adiamento da votação do Funpresp na primeira semana de fevereiro, o que irritou o Planalto.
Dentro do PDT, os nomes cotados continuam sendo do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), que foi colega de Dilma quando era pedetista, e o secretário-geral da sigla Manuel Dias. A presidente baterá o martelo sobre o escolhido, devendo pesar muito na sua decisão a proximidade que tem com Vieira da Cunha.
A presidente tem que resolver também o futuro do PR, que já tem promessa de voltar à Esplanada. Nesta semana o PR voltou, oficialmente, a frequentar o Palácio do Planalto.
No mesmo dia da reunião do Conselho Político, os líderes do partido na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), e no Senado, Blairo Maggi (MT), estiveram com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Cauteloso, Lincoln evita falar em cargos, preferindo dizer que se trata de reaproximação, mas repete uma frase do colega Blairo Maggi:
— Se você me convida para o baile, é porque quer dançar comigo.
PR vota com governo, mas se diz independente
O PR tem votado com o governo, mas se autodenomina como “independente”. Para Lincoln, eventuais espaços dentro da administração ocorrerão como “consequência” dessa volta do partido à base aliada:
— O governo vai querer que o PR dê a sua contribuição. Mas isso é consequência.
— A presidente vai receber os partidos da base a partir de março, para tratar das pendências — afirma o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), depois da reunião do Conselho Político.
Dilma volta hoje pela manhã para Brasília com a família, encerrando o descanso carnavalesco na Praia de Inema, área privativa da Marinha na Base Naval de Aratu, na Região Metropolitana da Bahia. Antes de embarcar, ela vai se encontrar com o governador Jaques Wagner (PT).
A assessoria da Presidência da República não confirmou que Dilma tenha aproveitado a terça de sol para um giro de lancha pelas ilhas da Baía de Todos os Santos. A presidente passou o carnaval em companhia da mãe, dona Dilma Jane, da tia, dona Arilda, da filha Paula, do genro e do neto Gabriel. (Com a agência A Tarde)
DISTRITO FEDERAL
Folga da Câmara Legislativa pode chegar a 12 dias
Da redação em 22/02/2012 09:10:12
Camila Costa, Jornal de Brasília
Depois de uma semana de trabalhos reduzida a três dias de atividades, por conta de uma obra no sistema de som do Plenário da Câmara Legislativa, os deputados distritais ensaiam um feriado prolongado esta semana, por conta do Carnaval. Hoje, é ponto facultativo na Casa e a maioria dos servidores só retornará amanhã. Já os deputados, devem voltar ao plenário apenas na próxima terça-feira. No total, são 12 dias de descanso.
Apesar de terem aproximadamente 32 vetos para analisarem e cerca de 16 projetos de deputados para discutir, acumulados do ano passado, o presidente da Casa, Patrício (PT), garante o ritmo da Câmara está normal e não há preocupações com cronograma, já que muitos projetos que precisavam de atenção, como matérias ligadas ao transporte, a segurança e a saúde, foram apreciadas no ano passado.
SEM PRESSA
Além disso, como em 2011 boa parte destes projetos foram votados a toque de caixa, inclusive sem seguir o rito de passar por todas as comissões permanentes, Patrício garante que em 2012 a Câmara quer fazer diferente. “A expectativa é que tenhamos quórum, hoje. Eu não viajei, vou estar na Casa e a pauta está normal. Queremos tranquilidade para discutir os projetos como o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT) e a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos).
Precisamos é de qualidade”, diz. Segundo Patrício, apesar do tempo de descanso, os parlamentares deixaram resolvidos alguns vetos, a votação de dois projetos adicionais de crédito, e mais a eleição dos presidentes e vice-presidentes das nove comissões da Casa. “Não tem com o que se preocupar. Resolvemos muitas coisas semana passada e, agora, os projetos de deputados que estiverem com a tramitação concluída poderão ser votados”, indica o presidente da Câmara.
Cláudio Abrantes (PPS) terá, hoje, reunião interna de gabinete, para discutir o projeto de lei antitabagismo, que proibirá o consumo de "cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer produto fumígero" em carros que transportem menores de 18 anos e gestantes. Para o parlamentar, que também não aparecerá no Plenário, a possibilidade de se ter quórum para sessão legislativa é quase nula. “Isso é uma prática, mas não é bom para a imagem da Câmara Legislativa. Não precisava deste recesso todo, principalmente porque o último dia de trabalho foi na quarta-feira”, avalia o deputado, que passou o feriado em Planaltina.
Mesmo com a semana passada reduzida, os deputados votaram créditos para a Lei Orçamentária Anual do DF, manteram três vetos da pauta e votaram as comissões. Entretanto, para o deputado, uma semana fraca. “Se não fossem os créditos não seria nada, até porque isso vem de uma demanda do Executivo, e não propriamente dos parlamentares. Esta Casa ainda precisa ser independente”, justifica Cláudio.
POLÍTICA
O silêncio da ex-senadora Marina Silva
Da redação em 22/02/2012 08:48:00
À parte da polarização de boa parte da política brasileira na disputa entre PT e PSDB, uma das questões que se anunciam para as próximas eleições municipais diz respeito a como será utilizado o capital político construído pela ex-senadora Marina Silva (AC) no último pleito presidencial, quando ela atingiu a surpreendente marca de 19,5 milhões de votos em todo o país. Segundo aliados de Marina, o atual silêncio da política acreana é estratégico. “A Marina está num momento de 100% de controle da sua agenda”, ressalta João Paulo Capobianco, coordenador de campanha da ex-senadora nas eleições de 2010.
O silêncio também coloca uma incógnita sobre o futuro partidário de Marina. O ingresso numa nova legenda está descartado, no momento. A criação de um novo partido não passa de um possibilidade distante, a ser materializada depois de outubro. “Ela poderá ter um peso muito grande nas eleições municipais, com os candidatos que aderirem à agenda da sustentabilidade urbana”, acrescenta Capobianco.
Para os especialistas, ao privilegiar a agenda da sustentabilidade, a candidata se afasta da política partidária, o que pode confundir seu eleitorado. “Dentro desse contexto, vai ser muito eclético. Pode ocorrer apoio ao PT em um lugar e em outro ao PSDB. Isso pode confundir um pouco”, avaliou o cientista político da Universidade de Brasília David Fleischer.
Em razão da falta de um palanque, Marina deve permanecer sob os holofotes em eventos como a Rio+20, prevista para junho. Em relação aos debates previstos no Congresso Nacional, Marina também deve ter destaque no debate do Código Florestal previsto para ser votado nesse semestre.Informações do EM.
POLÍTICA
Sigla de Kassab ‘teve‘ 5,1 mi de votos em 2010, diz TSE
Da redação em 22/02/2012 08:42:46
Estudo do Tribunal Superior Eleitoral aponta que o PSD (Partido Social Democrático) reúne políticos que disputaram vagas de deputado federal em 2010 e receberam um total de 5,1 milhões de votos, informa reportagem de Fernando Rodrigues, publicada na Folha desta quarta-feira.A legenda seria a sétima maior do país se existisse à época da última eleição.
Esse dado será considerado para que o TSE conceda ou não à agremiação acesso ao dinheiro do Fundo Partidário, uma das maiores fontes de receita das siglas.
Idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD recebeu seu registro definitivo no ano passado. Como nunca disputou uma eleição, tem direito apenas a uma parcela mínima do fundo (R$ 18,5 mil por mês) e alguns segundos do tempo de TV e de rádio durante eleições.
CARNAVAL
Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval de SP
Da redação em 22/02/2012 08:36:26
A Liga Independente das Escolas de Samba anunciou, em entrevista coletiva pouco antes das 23h desta terça-feira (21), que a Mocidade Alegre é campeã do carnaval de São Paulo. O anúncio foi feito em meio a brigas e confusão entre presidentes de escola de samba que estavam no Anhembi desde o fim da tarde, quando um integrante da Império da Casa Verde interrompeu a leitura e rasgou parte das notas. A segunda colocada foi a Rosas de Ouro, seguida de Vai-Vai, Mancha Verde e Vila Maria.
Segundo o presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, a decisão de manter os pontos apurados até o início da confusão foi tomada por sete votos a cinco na reunião de quase cinco horas entre os presidentes das escolas. Ferreira disse que ficou valendo o artigo 29 do regulamento da Liga, que prevê uma média das notas quando alguma delas falta. Informações do G1.
CARNAVAL
Confusão interrompe apuração do Carnaval de São Paulo
Da redação em 21/02/2012 17:51:15

Integrante da Império de Casa Verde invade a área onde as notas eram lidas e rasga documentos
Uma confusão interrompeu a leitura das últimas notas das escolas de samba do Carnaval de São Paulo, no Anhembi, na tarde desta terça-feira.Um integrante de uma escola invadiu a área onde as notas eram lidas, agrediu o locutor com um chute, e roubou os documentos com as notas.
Ele rasgou os papeis e deixou a área. Ainda não se sabe quem foi o homem que invadiu a área, mas ele usava uma camisa da Império de Casa Verde. A escola estava em 11º lugar até a interrupção, mas não deveria ser rebaixada para o Grupo de Acesso. Policiais militares tentam proteger os locutores e jurados.
A apuração já havia começado com clima tenso, após um atraso de mais de 20 minutos. Representantes de cada escola foram convocados para uma reunião à porta fechadas, em que foi informado sobre a troca de jurados. Segundo a Liga, jurados dos quesitos samba-enredo e mestre-sala e porta-bandeira passaram mal durante os desfiles e foram substituídos por um suplente. A troca é prevista no regulamento do Carnaval.
O presidente da Vai-Vai, Darly Silva, reclamou da troca dos jurados e que por isso as escolas ficaram indignadas. "Nós não vamos aceitar isso. Estão roubando escolas, beneficiando essa daí [Mocidade] que só tira dez", disse.
No momento da interrupção, a Mocidade Alegre liderava o Carnaval e era a única com notas 10 em todos os quesitos avaliados. Uma integrante da Camisa Verde e Branco identificada como Joselia gritou pouco após a interrupção "Acabou o Carnaval de São Paulo. Não vai haver mais apuração. Não admitimos que as escolas sejam roubadas." Informações da Folha.
DISTRITO FEDERAL
UTI na ponte aérea
Enviado por Carlos Honorato em 21/02/2012 16:46:10
Do blog do Riela
A Secretaria de Saúde precisa fazer estudo profundo e rápido sobre o déficit na estrutura hospitalar do DF. Não é somente um déficit gerado pelo mercantilismo e pela falta de atenção aos pacientes, mas um déficit estrutural, que precisa ser compensado por ações governamentais.
Não há dados confiáveis que nos mostrem quanto da população brasiliense é dependente dos planos de saúde. No entanto, pelo poder aquisitivo dos habitantes da cidade, podemos afirmar que mais da metade podem recorrer a hospitais particulares – o que, de certa forma, deveria desafogar a rede oficial.
(Parênteses: os planos de saúde são um terror à nossa disposição)
A verdade é que a capacidade da rede privada está esgotada. No Santa Lúcia, no Santa Luzia, no Hospital Brasília e em muitos outros, o atendimento caiu a níveis baixíssimos, gerando revolta na população rica do DF, que nem sempre tem tempo para pegar o avião em direção a São Paulo. E, de vez em quanto, morre um paciente sem atendimento, gerando drama e revolta.
Não há como se fugir da realidade. Com a atual estrutura, vai morrer muito mais gente. Muitos outros inquéritos serão abertos pela polícia, até que se conclua: Brasília não está minimamente preparada para receber público extra, em eventos culturais, esportivos ou mesmo institucionais. Diga-se Copa do Mundo.
O conselho que dou, daqui do BLOG, é duro: fujam de Brasília. Uma crise de apendicite, ou de convulsão, ou de asma, uma infecção por bactéria letal, etc – qualquer causa desse tipo pode ser fatal.
Se o Governo do DF não pressionar os grupos empresariais que exploram hospitais para que façam investimentos, melhorem suas equipes médicas, aumentem seus equipamentos, etc, a situação vai piorar muito.
Vai piorar porque a população amplia seu poder aquisitivo ano a ano, ao tempo em que nascem mais pessoas e muitas outras vêm para Brasília em busca da melhor renda per capita do país. Em compensação, o atendimento hospitalar...
Há muito havia abolido da minha mente a frase: “O melhor hospital de Brasília é a ponte aérea para São Paulo”. Mas voltarei a usá-la. Torna-se útil neste momento.
DISTRITO FEDERAL
Ivelise Longhi: revolucionária em pesquisas
Da redação em 21/02/2012 16:35:46
![]()
Walberto Maciel, Brasília Agora
A arquiteta Ivelise Longhi mudou sua rota na política do DF. Depois de ser deputada distrital, secretária de governo e vice-governadora deu uma guinada quando apoiou a candidatura do governador Agnelo Queiroz e do vice, Tadeu Filippelli, indo de encontro ao grupo que estava com ela no governo Rosso/Ivelise. Algumas pessoas acharam que ela havia enterrado sua história política se unindo ao PT junto com Filippelli, mas Ivelise, hoje na presidência da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), vive uma nova história na sua carreira técnico-política. Lá, ela está fazendo uma verdadeira revolução em pesquisas e levantamentos de dados para conhecer quem são os brasilienses, definindo o perfil do verdadeiro cliente do governo, o morador das 31 Regiões Administrativas, dos usuários do Metrô e de serviços como o 156. Como ela gosta de dizer, está sempre pronta a colocar a mão na massa. Politicamente, ela garante que prefere dar um passo de cada vez e garante que o futuro depende de tudo que está fazendo agora.
Brasília Agora – Ivelise, como está sendo este desafio de dirigir a Codeplan?
Ivelise Longhi – Está sendo muito positivo. Como sempre eu enfrento os desafios, com muita garra, muita vontade, vontade de acertar e com muita dedicação.
Mudou alguma coisa com sua vinda para a Codeplan?
Sim, mudou porque estou trabalhando para fazer a empresa voltar a ser o que era antes. Estamos retomando o seu papel quando da sua criação, na década de 70. Então, estamos orientando a Codeplan para que ela volte a fazer os grandes projetos de planejamento urbano, realizar os trabalhos regionais. Aqui foi feita toda a base cartográfica da cidade, os estudos que criaram a Ride e com o tempo ela foi perdendo este foco.
Então você está resgatando a empresa?
Houve uma mudança muito grande no papel da Codeplan. É muito importante para a área de planejamento ter dados confiáveis para desenvolver políticas públicas eficientes. Estamos fazendo pesquisas de cada região administrativa. Temos um estudo chamado Pedade, que está fazendo o levantamento de cada uma das 31 Regiões Administrativas do DF. Já foram feitas 24, dando ao governo subsídios para ele desenvolver trabalhos voltados para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Como é esta pesquisa?
Estamos buscando conhecer as potencialidades e vulnerabilidades das cidades. Levantamos a renda das famílias, se o chefe de família é mulher ou homem, quantos formam cada família, o tamanho das casas, as condições de habitabilidade, construção das casas e de satisfação das pessoas com aquilo que o governo está fazendo.
Então, para a senhora, que sempre trabalhou com habitação, está sendo uma grande experiência?
Com certeza, tenho aprendido muito. Claro que tenho trazido uma grande experiência no desenvolvimento urbano e na área de gestão como vice-governadora. Temos aqui uma grande equipe, que é pequena em número, mas formada por pessoas de excelente nível e que trabalha muito. São doutores e mestres nas diversas áreas, sociólogos, geógrafos, arquitetos, engenheiros, demógrafos, todos imbuídos no mesmo espírito de muita vontade de trabalhar e dar a sua contribuição para a cidade.
A senhora falou nessa mudança na forma da empresa trabalhar. A função de dados e tecnologia foi abandonada?
Não, ainda temos uma parte destas funções, mas hoje não é preciso ter um grande banco de dados, como a empresa passou a funcionar, quando começou a cuidar de toda a parte de informática do GDF. Hoje esta parte é uma atividade de governo e está na Secretaria de Planejamento. Atualmente tudo é mais compartimentado, não é inteligente ter todos os dados em um único local.
O que ainda é feito na Codeplan nessa área de tecnologia?
Trabalhamos com o Telematrícula, com o 156 e o 160, que estão sob responsabilidade da Codeplan, que repassa todos esses dados à Ouvidoria do GDF, e ao próprio governo, para atender à população. Fazemos recadastramento dos programas sociais, operações tapa-buraco, programas de atendimento de saúde. Procuramos passar informações e dar este feed back ao governo.
A Copa de 2014 vem aí. Onde a Codeplan está inserida neste grande evento mundial?
O papel da Codeplan se reforça bastante neste momento que se antecipa e durante a Copa do Mundo porque estamos voltados para desenvolver indicadores, acompanhar todas as secretarias de governo, verificar se as metas estão sendo atingidas ou não, desenvolvendo para o governo uma ferramenta de avaliação e também como membro desse conselho que o governador criou agora e que tem por objetivo fazer todo este acompanhamento temos que trabalhar com todos os envolvidos da preparação do evento para não acontecerem falhas. É a Codeplan mostrando a sua cara positiva.
Inicia-se o segundo ano do governo Agnelo/Filippelli. Qual é a sua avaliação desse governo?
Foi um primeiro ano de muita dificuldade, de adequação, da própria coligação que representa um marco muito forte na política do Distrito Federal, a união do PT com o PMDB, que sempre foram partidos antagônicos e que resolveram andar juntos para mostrar para a cidade que é possível se desenvolver políticas públicas eficientes quando se busca o diálogo, a parceria. Acho que conseguimos vencer as grandes barreiras e estamos no caminho certo. Estou confiante nos resultados a partir deste segundo ano.
E o futuro político?
Eu sou muito focada no que estou fazendo. Gosto de dar um passo de cada vez. Confio muito no trabalho que está sendo feito na Codeplan. Toda esta equipe que está comigo é muito unida e eu, como em todos os lugares por onde passei, gosto de mostra o meu trabalho primeiro. Não sou daqueles políticos que se elegem para depois fazer. Eu faço e mostro o que fiz. O meu futuro depende do que estou fazendo aqui.
A senhora está fazendo falta na Câmara Legislativa?
Não sei. Eu prefiro pensar que estou sendo útil aqui. Ajudando o governo a melhorar a vida da população do Distrito Federal.
SÃO PAULO
Aliança com Chalita é o Plano B de Lula para afastamento de Kassab
Da redação em 21/02/2012 13:11:23
Tales Faria, Poder Online (IG)
Se for confirmada a candidatura do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo e sua aliança com o PSD de Gilberto Kassab, o ex-presidente Lula já tem um plano B.
Vai partir com tudo para tentar convencer o vice-presidente da República, Michel Temer, a trazer o PMDB e Gabriel Chalita para a vice da chapa do candidato petista, Fernando Haddad.
O argumento é que, com Serra candidato, a disputa na cidade de São Paulo ficará polarizada entre o PSDB e o PT. E o máximo que sobraria para Chalita seria um terceiro lugar.Nesse caso, a vice até que não seria uma opção ruim…
DISTRITO FEDERAL
Magela e Cristovam no caminho de Agnelo
Da redação em 21/02/2012 11:35:28



Geraldo Magela e Cristovam no caminho de Agnelo Queiroz. 2014 já começou nos bastidores
Caso Agnelo Queiroz (PT) não consiga fazer deslanchar o seu governo até o final do ano, alguns petistas já trabalham o nome do secretário Geraldo Magela (PT). Ele tem negado tal opção em conversas informais, mas não deixa de falar sobre o assunto nos bastidores.
Paralelo a isso, petistas trabalham uma estratégia para tentar minar as forças políticas do senador Cristovam Buarque, que já diz que poderá disputar o Palácio do Buriti em 2014. Resta saber se o PDT vai apoiar a pretensão do senador. Outro que está procurando montar um grupo político para ter influência em 2014 é o senador e presidente do PTB-DF, Gim Argello.
POLÍTICA
Com aval do Congresso, 1.700 cidades vão ampliar a câmara
Da redação em 21/02/2012 10:28:32
A fatura a ser paga por contribuintes de todo o país pelo aumento do número de vereadores em cerca de 7 mil, a partir de 2013, será cobrada já neste ano. Para acomodar esse contingente, câmaras municipais têm incluído no orçamento de 2012 reformas para ampliações de suas sedes, locação de imóveis para instalar gabinetes ou até mesmo a construção de novo prédio para o Legislativo. Ao todo, 2.153 municípios brasileiros tiveram permissão do Congresso para ter mais vereadores. A conta final promete ser milionária, apesar de todo o discurso feito por deputados e senadores, na época da aprovação da PEC dos Vereadores, em 2009, de que a medida não traria despesas.
Não existem levantamentos nem estimativas oficiais ou extraoficiais do tamanho desses gastos nos legislativos municipais. Mas casos reunidos pelo GLOBO em vários estados indicam que o total dessa fatura será alto. Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, a previsão é gastar R$ 6 milhões com a construção de uma nova sede para 27 parlamentares. Hoje eles são 21. Em Maceió, a Câmara estima desembolsar cerca de R$ 5 milhões na compra de um novo prédio. O município terá 31 cadeiras em 2013, contra as atuais 21.
O fenômeno atinge também cidades pequenas. Em João Monlevade, no interior de Minas Gerais, município de 75 mil habitantes, a reforma para ampliar o número de gabinetes está orçada em R$ 1,7 milhão.
O aumento de vagas é resultado da aprovação, em 2009, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 58, que estabeleceu uma nova relação entre o número de habitantes e a quantidade de vereadores. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 2.153 câmaras ganharam, com isso, o direito de ampliar suas cadeiras. A emenda, entretanto, não obriga os legislativos a fazerem os ajustes. A adequação é facultativa. Pesquisa feita em outubro passado pela CNM mostrou que a maioria deles, cerca de 1,7 mil, já tinha decidido pelo aumento. Atualmente são 51.748 vereadores no país.
Sobra é usada para novas despesas
A PEC 58 também reduziu o repasse de recursos das prefeituras para as câmaras a partir de 2011. Ele variava de 5% a 8% e agora é de 3,5% a 7%. Em alguns municípios é praxe as câmaras devolverem recursos ao caixa das prefeituras no fim do ano. É com essa “sobra”, segundo presidentes de legislativo, que muitas câmaras estão contando para custear as novas despesas.
A adaptação dos prédios é apenas uma parte do problema. A partir de 2013, o aumento de vereadores também significará maior pressão sobre folha de pagamento e despesas em geral.
Presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB) explica que, em 2011, a casa devolveu aos cofres da prefeitura cerca de R$ 8 milhões. Para este ano, ele adianta que a “sobra” orçamentária ou não acontecerá ou será menor porque é com essa verba que pretende comprar a nova sede do legislativo.
- Estamos analisando propostas de alguns terrenos e, na volta do recesso, vamos tomar uma decisão para que em 2013 a câmara tenha condição de receber com dignidade os dez novos vereadores. Nosso prédio não comporta esse aumento - afirmou Novaes.
Hoje, 12 vereadores da capital alagoana já despacham em imóveis alugados, ao custo mensal de R$ 1 mil cada, por falta de espaço. O mesmo acontece em São Gonçalo com três parlamentares.
Mas nem mesmo essa situação dramática de falta de estrutura sensibilizou a maioria dos vereadores nas duas casas a rejeitar o aumento de cadeiras para 2013.
- Há muitos anos os vereadores brigam por uma nova sede. Um terreno está comprado desde 2008. A entrada dos novos só adiantou o processo de construção. Não dá para ficar pagando aluguel a vida toda. É o dinheiro público que está indo embora - disse o vice-presidente do legislativo de São Gonçalo, Amarildo Aguiar (PV), favorável ao aumento das vagas.
A direção da Câmara de Maceió tentou no fim de 2011 reduzir algumas regalias dos vereadores, como o valor da verba de gabinete e o número de assessores por parlamentar, além da revogação do reajuste salarial previsto para 2013, para compensar as novas despesas. A proposta foi rejeitada pelos parlamentares.
- Vou reapresentar esses projetos quando voltarmos ao trabalho e espero que, por ser um ano eleitoral, a gente consiga aprová-los. Sem esse ajuste, não sei se temos condição de administrar essas novas despesas - afirmou Novaes.
A situação do legislativo de Campo Grande (MS) é ainda mais complicada. O imóvel onde funciona a câmara é alugado, mas, devido a desentendimentos sobre o valor do aluguel, desde 2005 não é feito nenhum pagamento ao proprietário. O caso está na Justiça e a Casa já foi alvo de uma ação de despejo. Mesmo assim, os vereadores decidiram aumentar de 21 para 29 o número de cadeiras. Agora, não sabem o que fazer para acomodar os novos colegas.
- Eu fui contra esse aumento desde o início da discussão lá em Brasília. Digo, sem nenhum medo, que foi um abacaxi que o Congresso jogou no nosso colo. Os deputados e senadores se renderam porque vereadores são seus cabos eleitorais de luxo. Uma vez aprovada lá, não pude evitar aqui. Recebi documento de todos os partidos querendo as vagas. Mesmo não concordando, fui voto vencido e tive que fazer - afirmou o vereador Paulo Siufi (PMDB).
Presidente de um fórum que representa as câmaras municipais de Mato Grosso do Sul, Siufi diz que o assunto tem preocupado dirigentes.
- Muitos presidentes têm me ligado preocupados. Não sabem como vão administrar essas despesas. Vai ser um ano difícil de eleição e com o pires na mão.Informações de O Globo
Edição:








