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Brasília-DF, 01 de Fevereiro de 2009. Ano 5
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DISTRITO FEDERAL
Artistas do Varjão comemoram novo espaço na cidade
Enviado por Da Redação em 28/02/2009 17:43:45

O grupo de capoeira Grito de Liberdade deixou para trás os dias de ensaios nas praças do Varjão, sob sol e chuva, sem estrutura para acomodar os integrantes. A partir deste sábado (28), os capoeiristas e pelo menos 140 jovens artistas poderão usar um novo espaço, bem na entrada da cidade, para aprender a dançar, tocar instrumentos, atuar e fazer suas apresentações. Inaugurada pelo secretário de Governo, José Humberto Pires, a nova Casa de Cultura do Varjão pretende ser um caldeirão cultural para abrigar toda a produção artística local. 

De acordo com a administradora Luíza Helena Werneck, o prédio era a casa de uma antiga chácara reintegrada ao GDF e que durante três meses passou por uma grande reforma. A obra custou R$ 55 mil e deu uma nova cara ao lugar, que ainda ganhou duas amplas salas de aula, um pequeno anfiteatro e uma espaçosa varanda, para receber as apresentações. “A comunidade foi ouvida e pediu exatamente uma área assim. A cidade tem pelo menos 170 artistas, está ganhando identidade”, explica Luíza. 

Uma grande área verde ao lado da casa também poderá ser usada pela população. A casa vai se integrar com o futuro espaço de eventos do Varjão, que está sendo erguido ao lado e deve ser inaugurado em 40 dias.  

“Antes ensaiávamos em uma creche, sem área coberta, tendo que dividir o espaço com as crianças. Agora ficou bem melhor”, comemoram os jovens músicos Jonas de Morais, 17 anos, e Leiliane Izidro da Costa, 15. Eles tocam clarinete na banda Tocando Sonhos, formada por meninos e meninas do Varjão. A banda, os capoeristas e um grupo de teatro foram os primeiros a se inscrever para usar o novo espaço da cidade, que ficará aberto de manhã, à tarde e à noite. 

Além de abrir as portas do novo prédio neste sábado, Pires anunciou outras benfeitorias para a população do Varjão, que serão autorizadas pelo governador José Roberto Arruda em duas semanas: a construção de um campo de grama sintética, o início dos trabalhos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) na cidade e a entrega dos primeiros 200 cheques-moradia do DF.  

Reciclagem 

A Casa de Cultura do Varjão fica ao lado do galpão de reciclagem da cidade, que atualmente transforma em novos materiais os resíduos sólidos (papel, alumínio, embalagem tetrapack) recolhidos de 5,2 mil residências do vizinho Lago Norte. A campanha para a coleta seletiva começou no ano passado e hoje a atividade sustenta 30 famílias do Varjão. Segundo Luíza Helena, há dois anos havia 300 barracos e muita desorganização no espaço onde hoje estão a Casa de Cultura, o galpão de reciclagem e uma praça pública. 

Em parceria com a Oscip Ecoatitude Ações Ambientais, a administração vai começar nos próximos dias a reciclar entulho de construções, em um galpão localizado na Quadra 5. O material descartado em reformas vai virar cascalho ecológico, usado em pavimentações, calçadas e na recuperação de áreas de risco. De acordo com o diretor de Obras da administração, Rodolfo Brito, apenas o Varjão e a Estrutural fazem este tipo de trabalho na região Centro-Oeste. “Vamos incentivar a bioconstrução nas próximas obras aqui do Varjão”, afirma Brito, contando que a futura casa de eventos terá “tijolos” feitos de garrafas pet, caibros de bambu e piso de concreto ecológico. 



TRT de Campinas suspende demissões da Embraer
Enviado por Da Redação em 27/02/2009 15:33:55

O desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, suspendeu nesta sexta-feira todas as demissões sem justa causa feitas pela Embraer desde 19 de fevereiro até 5 de março. Na última semana, a indústria aeronáutica anunciou um corte de 20% de sua força de trabalho, cerca de 4,2 mil funcionários, afirmando que a crise internacional pesou sobre as encomendas de aeronaves.

A decisão do desembargador é válida até a data da audiência de conciliação e instrução entre os diretores da indústria aeronáutica e as entidades sindicais, marcada para as 9h no próprio TRT de Campinas. Caso as partes não entrem em acordo, o processo protocolado pelo Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Botucatu, junto a Força Sindical e a Conlutas, vai a julgamento na seção de dissídios coletivos do tribunal - colegiado formado por 12 desembargadores de Campinas.

Em contato com o Terra, a assessoria da Embraer ainda não sabia se a empresa vai se pronunciar sobre a decisão. Depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira, o presidente da Embraer, Frederico Curado, afirmou que as cerca de 4 mil demissões anunciadas não serão revertidas.

Em nota, o sindicato de São José dos Campos afirmou que a companhia "não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa". A decisão sobre a continuidade das suspensões durante o julgamento dependerá de decisão de juiz na audiência da próxima semana.

Segundo o advogado do sindicato Aristeu Pinto Neto, a liminar concedida pelo TRT tem como efeito a manutenção dos contratos dos trabalhadores e, por conseqüência, a obrigação da Embraer de pagar os salários - cabe à empresa decidir se os funcionários retomarão suas atividades imediatamente ou não. Ainda de acordo com o advogado, a empresa pode entrar com recurso de agravo regimental para tentar suspender a liminar. No entanto, Neto acredita que a próxima iniciativa da empresa será participar da audiência de conciliação. As informações são do Terra



Remédios ficarão mais caros
Enviado por Da Redação em 27/02/2009 07:06:59

A compra de remédios vai pesar ainda mais no bolso do consumidor a partir do mês que vem. Os novos valores entrarão em vigor no dia 31 de março, com aumentos de até 5,91%. O reajuste anual é mais um motivo para se prestar atenção nos genéricos, com reduções que podem passar de 80% dos remédios de referência. Pelo menos 20 mil apresentações de medicamentos serão atingidas pelo reajuste. A Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicou no ‘Diário Oficial’, nesta semana, a fórmula que será utilizada para calcular o reajuste anual.

A conta feita pela Câmara de Regulação considera, além do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado nos últimos 12 meses — de março de 2008 e fevereiro deste ano —, ganhos de produtividade das indústrias farmacêuticas e o nível de participação de medicamentos genéricos nas vendas de cada segmento. De acordo com a Anvisa, o percentual do reajuste deve ser definido entre os dias 10 e 15 deste mês. No ano passado, foi de até 4,61%.

Desde 2005, o reajuste máximo tem sido igual ou menor ao IPCA acumulado nos 12 meses anteriores. Este ano, de acordo com projeção da LCA Consultores, o índice deve terminar fevereiro acumulando 5,91%. Segundo a Anvisa, remédios fitoterápicos, homeopáticos e isentos de prescrição médica, como paracetamol e melhoral, não serão submetidos ao reajuste, já que, como a concorrência é muito grande nesse segmento, o próprio mercado se regula.

Os medicamentos são divididos em três faixas, cada uma com um índice diferenciado. Em 2008, a faixa 1 (com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%) foi reajustada em até 4,61%; faixa 2 (igual ou superior a 15% e abaixo de 20%), 3,56%; e faixa 3 (faturamento abaixo de 15%), 2,52%. De acordo com a Anvisa, no ano passado, a faixa 3, que tem o menor índice, concentrava o maior número de apresentações, aproximadamente 14 mil. Outras 2 mil ficaram na faixa 2 e cerca de 8 mil na 1.

Mas a Anvisa explica que em torno de 4 mil medicamentos não estão sendo comercializados. No ano passado, as empresas que não respeitaram o índice máximo definido pela Cmed foram multadas em valores que variaram de R$ 212 a R$ 3,2 milhões. Caberá às indústrias farmacêuticas decidir se o reajuste — total ou parcial — será ou não repassado ao consumidor. Informações de O Dia.



GM faz novas demissões
Enviado por Da Redação em 27/02/2009 06:23:45

A General Motors do Brasil iniciou ontem a dispensa de 1.633 empregados com contrato temporário até abril na fábrica de São Caetano do Sul (SP). Outros 900 foram colocados em licença remunerada por 30 dias — 300 de São Caetano e 600 de São José dos Campos, também em São Paulo. O grupo dispensados estava em licença desde janeiro. Todos trabalhavam no terceiro turno, que a empresa decidiu desativar no mês passado devido à queda nas vendas. Sessenta temporários serão desligados até hoje e, a partir de segunda-feira, a média será de 50 por dia.

Em janeiro, a GM já havia dispensado 744 temporários em São José dos Campos, cujos contratos venceriam em meados do ano. Ontem, em São Caetano do Sul, centenas de metalúrgicos participaram de manifestação contra as demissões.

“Aqui a produção estava a todo o vapor, mas seria difícil essa manutenção no pico em que estava. Se ganhássemos um fôlego de três ou quatro meses, tudo indica que poderíamos retomar à normalidade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva. A empresa anunciou as dispensas justamente no momento em que teve aumento de produção em janeiro, pela primeira vez em cinco meses.

No dia 19, o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, informou que a empresa não iria dispensar funcionários fixos, mas não garantiu a vaga dos temporários.

Prejuízo de US$ 30,9 bi em 2008 - A General Motors anunciou ontem um prejuízo de US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre de 2008, quando estourou a crise financeira mundial. No ano, a montadora perdeu US$ 30,9 bilhões. É o segundo pior resultado na história da empresa, atrás apenas do registrado em 2007, quando a gigante americana teve prejuízo de US$ 38,7 bilhões.

A GM espera uma análise de seus auditores sobre a capacidade de se manter financeiramente viável. O relatório anual sobre a saúde da empresa deve sair em março. Segundo o executivo-chefe financeiro, Ray Young, a sobrevivência da GM está diretamente ligada a futuros empréstimos do governo dos EUA e ao sucesso do projeto de reestruturação. A montadora já recebeu empréstimo do governo de US$ 13,4 bilhões e tenta um novo crédito, de até US$ 30 bilhões.


Operação Satiagraha
Araponga move ação contra Abin
Enviado por Da Redação em 26/02/2009 08:50:44

O oficial de inteligência Nery Kluwe, ex-presidente da Asbin (Associação dos Servidores da Abin), vai ajuizar na Justiça Federal em Brasília, na próxima terça-feira, nova ação popular pedindo que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) restitua aos cofres públicos os R$ 381 mil gastos na Operação Satiagraha, coordenada pela Polícia Federal. Kluwe argumenta que houve desvio de finalidade da agência ao atuar com a PF na investigação que apura crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Uma primeira ação, com a mesma finalidade, foi apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas indeferida neste mês pelo ministro Ricardo Lewandowski, que considerou o tribunal "incompetente para processar e julgar ação constitucional".

O araponga vai pedir também que o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Abin, seja responsabilizado com o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Felix, e o atual diretor da agência, Wilson Trezza. Se a Justiça acolher a ação, ganhará força a tese da defesa de Dantas, de que a Abin teria cooperado de forma irregular com a PF realizando escutas telefônicas. O Ministério Público defende que os cerca de 80 agentes atuaram dentro da lei e que as provas colhidas não podem ser anuladas.

Depois de deixar a presidência da Asbin, Kluwe foi para o Sindisep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal). Kluwe também recorreu à Justiça para travar procedimentos disciplinares por suposto abandono de função e pede reparação por danos morais por abuso de autoridade por parte da delegada Maria do Socorro Tinoco. A 25ª Vara Federal em Brasília acolheu o processo e marcou para o dia 23 de abril audiência de conciliação.
O oficial acusa a Corregedoria de "atemorizar e amedrontar os servidores que ao promoverem denúncias de irregularidades passam a ser alvo de investigação". Consultada pela Folha, a Abin disse que "os métodos empregados pela Corregedoria estão em estrita observância às diretrizes da Controladoria-Geral da União". (CDS). Informações da Folha.



Governo é cúmplice de atos ilegais do MST, diz Mendes
Enviado por Da Redação em 26/02/2009 08:47:06

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, disse ontem que invasões de terra como as que aconteceram neste Carnaval em Pernambuco e no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, são ilegais, da mesma forma que foge à lei a concessão de financiamento público a entidades que promovem tal prática. "Há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esse tipo de movimento. [Repassar] dinheiro público para quem comete ilícito é também uma ilicitude, e aí a responsabilidade é de quem subsidia", disse o ministro em entrevista coletiva.

Para Mendes, "a sociedade tolerou esse tipo de ação, por razões diversas, como um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição nem com o Estado de Direito". Questionado se os movimentos extrapolam a legalidade, ele respondeu estar "certo de que sim" e disse ser fundamental que não ocorra invasão de propriedade pública ou privada. Também afirmou que "está faltando talvez uma reação coordenada e ativa do Ministério Público" para coibir tais ações.

Ao comentar as declarações de Mendes, o líder sem terra José Rainha Jr. disse que quem comete ilegalidades na região do Pontal do Paranapanema são os fazendeiros que ocupam áreas que já foram consideradas públicas pela primeira e segunda instâncias da Justiça. "No Estado democrático de Direito, os movimentos sociais existem para pressionar. Quem não cumpre a lei no Pontal são aqueles que invadiram as terras", afirmou Rainha.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou ontem que não iria se manifestar sobre as críticas de Mendes.
Levantamento feito pela ONG Contas Abertas indica que, entre três das principais entidades que têm ligação com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola) foi a que recebeu mais recursos de 2002 até ontem do governo federal: R$ 23,81 milhões. Se considerado apenas o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, houve um aumento de 315% no volume de verbas repassadas para essas entidades três entidades -Anca, Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária), com R$ 10,69 milhões, e Iterra (Instituto de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária)- em relação ao segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Os repasses vêm diminuindo no segundo governo de Lula.

Ao criticar o repasse de recursos a entidades envolvidas com movimentos que invadem terras, Mendes tem como base o Estatuto da Terra, que em 2001 sofreu mudanças aplicadas por meio de medida provisória que fixou um período de dois anos para desapropriação destinada à reforma agrária de terras ocupadas e carimbou como ilegal a concessão de dinheiro público para entidades que articulassem invasões de propriedades para tentar conseguir a desapropriação.

O diretor regional do MST no Pontal, Cido Maia, disse ontem que os sem-terra vão continuar a pressionar pela reforma agrária e que "pouco importa a opinião de Mendes". Para Maia, o ministro não estaria fazendo os mesmos comentários se fossem sem-terra que tivessem morrido em Pernambuco. Informações da Folha.



PMDB é filho de FHC e neto de Lula
Enviado por Da Redação em 26/02/2009 08:38:16

Editorial do jornal Opção
 
Os tucanos dizem que o presidente Lula da Silva deu ou está dando certo porque não mudou a política econômica do governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso e, sobretudo, de Pedro Malan, verdadeiro cérebro do pensamento econômico tucano, pelo menos durante oito anos. Os bicudos estão certos: Lula e seu grupo tiveram bom senso e não mudaram o essencial das regras econômicas, que, na verdade, são mais universais do que criação dos tucanos patropis. Entretanto, se os tucanos se dizem donos da política econômica do governo petista, e por isso têm dificuldade de criticá-la, sentindo-se, até mesmo, na obrigação de defendê-la, há uma questão à qual passam ao largo: quem inventou o PMDB como parceiro político?

É certo que, seguindo o estilo de Antonio Carlos Magalhães, que sobreviveu muito bem ao fim da ditadura, se tornando Toninho Ternura, depois de ter sido Toninho Malvadeza, e de José Sarney, outro vigoroso sobrevivente, o PMDB participa de praticamente todos os governos. Mas é possível dizer, também, que o PMDB fortaleceu-se ainda mais nos oito anos de mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

Na verdade, foi o PSDB que, se não inventou, alimentou e fortaleceu o PMDB fisiológico. Sim, o PSDB do príncipe dos sociólogos, Fernando Henrique, e do economista-governador José Serra (íntimo de Orestes Quércia). Portanto, apesar de parte da imprensa não aceitar, é possível concluir que, de algum modo, o PSDB, com a rara habilidade do Mulatinho (FHC) para a conciliação pelo alto, deixou uma herança maldita para Lula, o PMDB. Aliás, nem tão maldita, porque Lula, se reclama nos bastidores da gula peemedebista, elogia seus líderes publicamente.

O compositor Caetano Veloso diz que, de perto, ninguém é normal. Pois, na política, se um partido (ou político) for examinado com lente de aumento, é provável que resulte em escândalo. O PMDB, de fato com amplos tentáculos fisiológicos, se tornou a Geni da política brasileira. Mas não funciona muito diferente de outros partidos, como PSDB e, mesmo, o ex-vestal PT. Foi pego para Cristo, por conta de suas figuras carimbadas, como Jáder Barbalho, Joaquim Roriz (200 milhões de patrimônio, segundo “Veja”), Renan Calheiros, José Sarney e Newton Cardoso (3 bilhões de patrimônio, com imóveis em Paris e na Itália).

Estranhamente, mas explicável, a reportagem da revista “Veja” que detonou alguns dos milionários políticos do PMDB — jornalismo, diga-se, louvável —, esqueceu-se de outros, ou citou-os episodicamente. Os mencionados com destaque estão todos pendurados no governo de Lula. Os que estão ao lado do tucano Serra foram preservados. O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia era tido, até pouco tempo, como “inimigo” figadal da “Veja”. Uma vez, mereceu destaque na capa, apontado como o homem de 52 milhões de dólares. Dinheiro, segundo a publicação, obtido a partir de sua passagem pelo governo paulista. Quércia perdeu o processo contra a revista. O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, duas vezes governador de seu Estado, não teve o patrimônio exposto (sequer ridicularizaram, desta vez, sua paixão por uma ninfeta). Pelo contrário, foi apresentado como a vestal da hora, o santo de um novo tempo.

Na entrevista à “Veja”, Jarbas Vasconcelos disse, com todas as letras, que o PMDB é um partido corrupto e teceu loas a José Serra, de quem, diz-se no Congresso, gostaria de ser vice, como representante do Nordeste. Jarbas citou Renan Calheiros e José Sarney como símbolos da degradação política e moral do partido. No geral, não está errado, e os dois citados supostamente são indefensáveis. O ataque frontal à corrupção agrada diretamente o leitorado da revista, tipicamente de classe média e, com justiça, revoltado com a malversação dos recursos públicos. Mas o jogo principal de Jarbas nada tem de inocente, embora não tenha sido revelado — por ele e pela revista.

Na política, como toda inocência é castigada, não há pureza nem idealismos duráveis. Jarbas não é o puro da paróquia nem José Sarney e Renan são os únicos impuros. O jogo não tem a ver com o debate sobre corrupção, que é universal e, sejamos verdadeiros, não vai acabar. Pode até diminuir, com a consolidação das instituições. Mas não acabou em nenhum outro país, como Alemanha, Japão, França e Estados Unidos.

O que está em jogo é a sucessão de Lula. O principal nome do PSDB para a disputa da Presidência da República em 2010 é José Serra, o político que controla uma banda do PMDB — a de Quércia e Jarbas.

Ao perceber que o PMDB, forte no Congresso, pode se apropriar ainda mais do governo Lula, mas ao custo de ter de indicar o vice da ministra Dilma Rousseff (custo, sim, porque o PMDB gostaria de ficar livre para negociar com os dois candidatos e, no fundo, vai fazê-lo), Serra, com seus aliados peemedebistas, decidiu agir. Arrancou o “corajoso” Jarbas de um anonimato constrangedor — a revista nunca lhe deu qualquer destaque — e o pôs nas páginas amarelas da “Veja”. O motivo?

Por intermédio de Jarbas, o vociferante, Serra está dizendo ao eleitor que a “banda boa” do PMDB está com ele, custe o que custar, e que a banda podre está com Dilma Rousseff. Não há como negar: foi uma tacada de mestre. Kasparov não faria melhor.

De qualquer maneira, as diatribes de Jarbas, sensacionais, admitamos, foram precisas pelo menos num ponto: a política brasileira mediocrizou-se. Um dos ídolos de Jarbas, Fernando “Mulatinho” Cardoso, avaliou que, para desmontar o Estado varguista, era fundamental vender as estatais. Porém, como o Estado varguista era mais do que as estatais, o que mudou de concreto? Praticamente nada. Sem contar que o fernando-henriquismo financiou a compra de estatais com dinheiro público. Capitalistas estrangeiros certamente ficaram espantados com a “boa vontade” do brasileiro. FHC é o típico intelectual patropi: explica o país, mas não o entende. Ou não quer entendê-lo.

Pois sim: Jarbas tem razão. O que esperar de alguns políticos da situação, como Renan Calheiros, Jader Barbalho, o atabalhoado Eduardo “Mogadon” Suplicy e Tião Viana? Jarbas disse que Tião Viana, se eleito presidente do Senado, iria conferir-lhe dignidade. Puro mito. Viana, talvez mais do que Sarney, iria transformar o Senado num ministério de Lula. Acrescentemos: o que esperar de alguns políticos da oposição, como Tasso Jereissati, Jarbas, Quércia, Roriz? Em décadas passadas, o Brasil teve, na oposição, figuras do nível de Carlos Lacerda, Ulysses Guimarães, Alencar Furtado e mesmo o moderadíssimo Tancredo Neves. Agora, precisa de um Jarbas que virou Diógenes. Em que, leitor, Jarbas é menos medíocre do que Sarney? É provável, até, que Sarney seja menos medíocre que o pernambucano. Estamos perdidos? Talvez não.

Nas décadas de 30, 40, 50, o Brasil teve dois presidentes emblemáticos. Getúlio Vargas governou sob ditadura e na democracia. A ditadura é imperdoável, mas Getúlio era um homem de Estado. Legou ao Brasil um Estado estruturado, com falhas, mas, examinado no contexto de sua criação, era mesmo um avanço. Pode-se dizer que, de certo modo, “legalizou” e legitimou o capitalismo brasileiro, conferindo-lhe modernidade, ainda que, politicamente, entre 1937 e 1945, tenha se vivido sob uma ditadura, em si, indefensável.

Depois de Getúlio, indicando que o eleitor é, no fundo, sábio, assumiu o governo Juscelino Kubitschek, uma democrata, ao contrário do seu “patrono”. Como Getúlio, JK tinha uma idéia clara de nação e entendeu, como o primeiro, que, para arrancá-la do sono da acomodação, era preciso ter muita energia e capacidade administrativa. Por isso montou uma equipe eficiente e, enquanto fazia política, para conter o atraso, deixava os técnicos trabalhando. Deu certo. Mas os néscios João Goulart e Jânio Quadros, que entendiam de política, mas nada de economia e de nação, puseram todo o esforço de JK por terra. Jango e Jânio, despreparados para o mando, “entregaram” o poder aos militares.

Portanto, Jarbas tem razão: o País piorou. Muito. Se não tivesse piorado, o grito de alerta teria partido de um político mais qualificado do que o pernambucano. Teria partido de um José Serra. Mas este instrumentalizou um peemedebista para tentar arrancar o PMDB de Lula. Todos querem o PMDB, independentemente de pureza e impureza. O jogo do real exclui o método-Poliana e é implacável. Serra ganhou o primeiro round. Veremos a (re)ação de Lula-Dilma.



Salgueiro é a campeã do Rio de Janeiro
Enviado por Da Redação em 25/02/2009 18:25:09

 
O Globo Online   

O Salgueiro é a grande campeã do carnaval 2009 do Rio de Janeiro. A escola totalizou 399 pontos, um a mais do que a segunda colocada, a Beija-Flor. Com o enredo "Tambor", o carnavalesco Renato Lage acabou com um jejum de 15 anos da escola, que foi vice-campeã em 2008. Em terceiro lugar ficou a Portela, seguida de Vila Isabel, Grande Rio, Mangueira e Imperatriz, que voltam a desfilar no Sábado das Campeãs. A Império Serrano caiu para o grupo de acesso com 390,7 pontos. Ano passado, a escola de Madureira voltou ao Grupo Especial.

O Salgueiro foi a única escola a receber gritos de "é campeã" do público na Apoteose e levou o trófeu de melhor escola do Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo jornal "O Globo.

Já no primeiro quesito, alegorias e adereços, foi a única a receber dez dos quatro jurados. E depois de disputar o primeiro lugar décimo a décimo com a Vila Isabel no início da apuração, a escola tijucana abriu vantagem de sete décimos de vantagem em relação à segunda colocada já no sexto quesito (conjunto).

O Salgueiro perdeu somente um décimo em evolução, apesar do grande buraco na frente do terceiro carro, ainda no início do desfile. O incidente, porém, não atrapalhou o desfile. A bateria furiosa também perdeu um décimo para revolta dos salgueirenses. Desde 1993, com o enredo Peguei um Ita no Norte e o famoso samba Explode Coração, a Vermelho-e-Branca da Tijuca não ganha um campeonato.



Justiça Eleitoral amplia rigor contra caixa 2 em campanhas
Enviado por Da Redação em 25/02/2009 08:25:25

A cassação do mandato do deputado federal Juvenil Alves Ferreira Filho (PRTB-MG) e a denúncia contra o ex-ministro dos Transportes e prefeito de Uberaba (MG), Anderson Adauto Pereira (PL-MG), acusado de falsidade ideológica na prestação de contas de campanha de 2002, são vistos como exemplos de mais rigor da Justiça Eleitoral para inibir o caixa dois e outras fraudes no financiamento de eleições.

"É um divisor de águas", diz o procurador regional eleitoral de Minas Gerais, José Jairo Gomes, autor das duas peças de acusação. No caso de Juvenil, Gomes vislumbrou, em 2006, a possibilidade de usar um artigo, introduzido naquele ano na legislação eleitoral, que permite de forma rápida negar ou cassar o diploma do eleito se forem comprovados ilícitos na captação ou gasto de recursos.

Foi com base nesse artigo (30-A da lei 9.504/97), criado em razão do escândalo do mensalão, que o Tribunal Superior Eleitoral manteve, no último dia 12, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que cassara o mandato de Juvenil em abril de 2008.

"É um sinal dos novos tempos", diz o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do TSE. "Já houve aplicação do dispositivo para autoridades municipais e estaduais, mas é o primeiro caso envolvendo uma autoridade federal." Segundo ele, a decisão reflete a disposição de atacar "o financiamento espúrio e dar maior visibilidade à prestação de contas".

Outro precedente destacado -tanto no caso de Juvenil como no de Adauto- foi o fato de a Justiça Eleitoral acolher provas obtidas em investigações conduzidas por Ministério Público Federal, Polícia Federal e Justiça Federal. O relator, ministro Joaquim Barbosa, rejeitou as alegações de Juvenil de que havia "vício de compartilhamento de provas". O plenário acompanhou seu voto, diante das "evidências de fraudes na campanha".Juvenil foi eleito pelo PT em 2006 e deixou o partido em 2007. Foi preso em novembro de 2006 pela Polícia Federal, em Minas, durante a Operação Castelhana. Era suspeito de chefiar uma organização criminosa especializada na prática de crimes financeiros.

Na busca e apreensão, a PF localizou farta documentação apontando uso irregular de recursos. Juvenil foi acusado de declarar gastos de R$ 415 mil, quando as despesas alcançaram mais de R$ 5 milhões. O caso de Anderson Adauto, por sua vez, é desdobramento do mensalão. Ele confessara na Comissão Parlamentar de Inquérito ter recebido R$ 410 mil do empresário Marcos Valério, alegando que o dinheiro se destinava a pagar dívidas da campanha para deputado federal em 2002. A prestação de contas de Adauto à Justiça Eleitoral, contudo, fechou "redonda": ele não declarou o dinheiro recebido de Valério nem as despesas que teria deixado de pagar.

A denúncia transcreve depoimentos de Valério e de Delúbio Soares, então tesoureiro do PT. Ambos afirmam que os recursos do mensalão destinavam-se a pagar dívidas das eleições de 2002 e à preparação da campanha de 2004. O advogado Renato Ventura Ribeiro, professor da USP que participou da elaboração da Lei Eleitoral, concorda com a avaliação do procurador eleitoral de Minas. Segundo Ribeiro, antes do mensalão a prestação de contas era ficção. "Depois de eliminar boca-de-urna e combater compra de voto, a Justiça Eleitoral começou a ser mais rígida com prestação de contas." Informações da Folha.



O “país do PMDB”
Enviado por Da Redação em 25/02/2009 08:10:42

Ricardo Brito, do Correio Braziliense

Por pressão do PMDB da Câmara, o fundo de pensão Real Grandeza (FRG), responsável por administrar um patrimônio de R$ 7 bilhões dos funcionários de Furnas, se reúne amanhã para decidir se destitui o diretor-presidente do fundo, Sérgio Wilson Fontes, e o diretor de investimentos, Ricardo Carneiro Gurgel. O problema com os dois diretores não está relacionado à má gestão, até porque a atual administração tirou o fundo do vermelho, levando-o a um superávit de R$ 1,2 bilhão. A questão é apenas de relacionamento com o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti, indicado pelas bancadas do partido de Minas e do Rio de Janeiro. Esse é um exemplo mais visível — e dizem os críticos, mais rentável — da força que o PMDB tem com o apadrinhamento político na máquina pública federal.

O partido tem seis ministros no governo Lula e comanda os principais cargos dessas pastas: Agricultura, Comunicações, Defesa, Integração Nacional, Minas e Energia e Saúde. Contudo, segundo levantamento realizado ao longo da semana passada com lideranças partidárias, lobistas e empresários, o PMDB conta com indicados em postos-chave nos ministérios das Cidades, da Justiça, dos Transportes e nos órgãos e bancos de fomento vinculados à Fazenda, além de fundos de pensão vinculados a algumas categorias.

Estimativas mais conservadoras apontam que esses cargos dão à legenda o poder para influir em decisões da ordem de R$ 220 bilhões em recursos federais das mais diversas áreas — um valor correspondente a 13% dos R$ 1,6 trilhão previstos para gastos no Orçamento da União deste ano.

A amplitude desses cargos permite que um cidadão comum viva num “país do PMDB”. O partido comanda a geração e transmissão de energia elétrica, a política de abastecimento de alimentos, investimentos de bancos estatais e os sistemas de comunicação, seja via telefonia, seja por cartas. Tem também influência sobre a fiscalização de estradas federais, sobre a escolha de projetos de habitação e da malha ferroviária e ainda sobre a regulação dos serviços de combustíveis, de telecomunicações e de transportes aquaviários.

O poder dos caciques do PMDB pode ser medido pelo orçamento administrado pelas indicações de cada um. O triunvirato do partido tem aliados em postos-chave. O atual e dois ex-presidentes do Senado, José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), ratearam os principais cargos do setor de energia no país (veja quadro). Indicação de Sarney, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) tornou-se ministro de Minas e Energia ano passado. O grupo tem aliados nas presidências da Eletrobrás e da Eletronorte, dois dos principais cargos da área. Somado às estatais, o orçamento do ministério chega a R$ 80 bilhões — o maior da Esplanada.

Num segundo escalão de força, existem as nomeações pulverizadas pelas bancadas da Câmara e do Senado. Nelas, estão inclusos cargos menos expressivos do setor de energia, mas há indicações com capilaridade e poder nas bases: os projetos do Ministério da Integração Nacional, as diretorias e superintendências dos Correios, responsável pela distribuição de mercadorias país afora, e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que cuida da saúde indígena. Nesse segundo nível, destacam-se o senador Romero Jucá (RR) e os deputados Eduardo Cunha (RJ), Eunício Oliveira (CE), Fernando Diniz (MG) e o ministro Geddel Vieira Lima (BA).

Na terceira esfera, encontram-se nomeações de cota pessoal ou de políticos sem mandato. O economista Djalma Bezerra, por exemplo, foi indicado pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), para comandar a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Renovado, o órgão foi um epicentro de escândalos de corrupção na gestão FHC, levando Jader Barbalho a deixar a presidência e, depois, o Senado para não ser cassado.

“O PMDB nunca foi tão bem atendido no governo Lula”, afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O recorrente apetite do partido por mais cargos cessou. A legenda saciou-se e o Palácio do Planalto avalia que o aliado recebeu o que queria, até mesmo para apoiar em 2010 a ministra Dilma Rousseff para suceder Lula.

Afinal, para que tanto cargo? “É o tipo de loteamento que todos os governos no país fizeram e fazem para governar”, conta o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB). “Mas podem ser frutos de corrupção e até caixa eleitoral como demonstrou o escândalo do mensalão”, ressalva o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), ao lembrar que o esquema de compra de votos no Congresso veio à tona depois que se revelou o recebimento de propina por um funcionário de terceiro escalão indicado pelo PTB. Ambos pregam uma reforma do Estado para reduzir boa parte dos 20 mil cargos federais de livre nomeação.

Não se sabe quantos desses postos passaram pela bênção de peemedebistas. A assessoria do presidente do partido e da Câmara, Michel Temer (SP), não dispõe de informações. Nem as lideranças partidárias arriscam um número.
 

Os donos do poder

O PMDB é uma máquina com representação política em 85% dos municípios brasileiros. O partido administra oito dos 27 governos estaduais e fez nas eleições municipais passadas 23% dos 5,5 mil prefeitos. Tem ainda as presidências da Câmara e do Senado. Saiba quais os cargos sob influência dos três principais caciques e qual a importância de cada um deles (*):

José Sarney

Ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão — Administra um orçamento previsto para este ano, somado ao das estatais, de R$ 80 bilhões

Secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann — Substituto do ministro nas ausências

Presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz — Maior companhia do setor da América Latina, é responsável por controlar grande parte do sistema de geração e transmissão de energia do país

Diretor financeiro da Eletrobrás, Astrogildo Quental — Uma das seis diretorias que tem direito a voto em grandes investimentos da Eletrobrás

Conselheiro de Administração da Petrobras, Silas Rondeau — Participa de decisões de investimento estratégicas da estatal petrolífera

Diretor da Agência Nacional de Petróleo, Alan Kardec — Decide juntamente com outros quatro diretores da política de regulação do setor

Diretora da Agência Nacional de Telecomunicações, Emília Ribeiro — Participa de decisões sobre políticas de regulagem do setor

Vice-presidente de Logística da Caixa, Sérgio Pinheiro Rodrigues — Responsável pela política de criação e aumento da rede bancária da Caixa

Diretor de Engenharia da Valec, Ulisses Assad — Responsável por construir e reformar a malha ferroviária brasileira

Diretores do Banco da Amazônia, João Alberto e Evandro Bessa — Participam da decisão de administrar recursos bilionários para o desenvolvimento da Região Norte

Diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre, Fernando Fialho — Autarquia responsável por regular e supervisionar a prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração de infraestrutura aeroportuária

Renan Calheiros
Secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann — Substituto do ministro nas ausências

Diretor de Distribuição da Eletrobrás, Flávio Decat — Responsável por coordenar as ações de sete distribuidoras de energia do Norte e Nordeste federalizadas

Presidência da Transpetro, Sérgio Machado — Comanda licitação bilionária para a compra de navios e é a principal empresa da Petrobras de logística e transporte de combustíveis

Jader Barbalho

Presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz — Maior companhia do setor da América Latina, é responsável por controlar grande parte do sistema de geração e transmissão de energia do país

Presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira — Subsidiária da Eletrobrás, gera e fornece energia para nove estados da Amazônia Legal



Obama promete reduzir gastos no Iraque
Enviado por Da Redação em 25/02/2009 07:55:53

Em seu primeiro discurso na sessão conjunta no Congresso, o presidente americano, Barack Obama, prometeu ontem reduzir significativamente os gastos no Iraque, rompendo contratos sem licitação assumidos por seu antecessor, George W. Bush. Obama anunciou ainda a revisão dos gastos do país com defesa que, segundo Obama, ?vêm desperdiçando bilhões? dos contribuintes americanos. O presidente disse também que estava iniciando uma ?nova era de diálogo? com o mundo e comprometeu-se a oferecer uma ?justiça rápida? aos acusados de terrorismo, numa referência indireta aos presos de Guantánamo, que estão detidos há anos sem julgamento.

Embora fontes do governo tivessem antecipado que Obama anunciaria até o fim da semana a decisão de retirar todas as tropas de combate do Iraque até agosto de 2010, o presidente não tratou especificamente do tema do retorno das tropas. Obama usou o discurso para prometer uma estratégia ampla para Afeganistão e Paquistão com o objetivo de ?derrotar a Al-Qaeda e combater o extremismo?. O presidente evitou usar a expressão ?guerra ao terror?, cunhada por Bush.

Com uma retórica quase totalmente voltada para a economia, em meio à pior crise financeira dos Estados Unidos desde a Grande Depressão de 1929, o discurso enviou uma mensagem ?sóbria, mas otimista? aos americanos. ?Aquelas qualidades que têm feito da América a maior força do progresso e da prosperidade da história da humanidade serão mantidas?, disse. O presidente disse que, apesar da crise, investirá em educação e saúde - segundo ele, é possível reduzir os custos e aumentar a cobertura do sistema de saúde, para que todos possam ter acesso a atendimento de qualidade. Atualmente 46 milhões de americanos não têm nenhuma cobertura médica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



PSDB rejeita indicado de Sarney como líder da minoria
Enviado por Da Redação em 24/02/2009 16:01:10

O pivô da briga que o PSDB e o DEM travam nos bastidores em torno da liderança da minoria no Congresso tem nome: chama-se senador Efraim Morais (DEM-PB). Mesmo depois das denúncias de suposto envolvimento em fraudes nas licitações do Senado, que desgastou sua imagem como primeiro-secretário da Casa nos dois últimos anos, Efraim deseja agora o cargo de líder da minoria no Congresso.

Para aumentar a irritação de parlamentares do PSDB, que não querem o senador como representante da oposição no Legislativo, Morais tem o apoio do presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP). "Não há hipótese de o PSDB aceitar que o líder da minoria no Congresso seja indicado pelo senador Sarney", reagiu o líder do PSDB na Câmara, José Anibal (SP), abrindo a polêmica. O cargo foi criado no ano passado, mas só este ano será ocupado pela oposição.

Para o desempenho da função, o novo líder terá uma estrutura própria, com gabinete e três assessores que poderão ser contratados. Para não acirrar a briga com o DEM, senadores do PSDB tratam do pleito de Morais com reservas. O líder do DEM, senador José Agripino (RN), confirma a reivindicação do colega, mas disse que a oposição vai decidir só depois da posse dos presidentes das comissões permanentes do Senado, que rachou a base aliada do governo.

José Aníbal, por sua vez, defende que a representação da oposição no Congresso fique com o PSDB para evitar que o DEM tenha as três lideranças da minoria: da Câmara, do Senado e do Congresso. Para irritação do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), o tucano ainda condiciona a posse do deputado André de Paula (DEM-PE), indicado pelo DEM para comandar a minoria na Câmara, à definição do novo cargo no Congresso.

Caiado contesta afirmando que não há nenhuma vinculação, mesmo porque, pelo rodízio, cabe agora ao DEM indicar os líderes da minoria nas duas casas legislativas, já que ambos ficaram com o PSDB no ano passado. O deputado acusa o líder do PSDB de descumprir o acordo na Câmara, homologado pela direção nacional dos dois partidos. Ele disse que há três semanas tenta empossar André, ligado ao senador Marco Maciel (DEM), mas enfrenta o boicote de Aníbal. "A posição do PSDB na Câmara está causando sério constrangimento ao DEM e trará consequências graves se o acordo não for cumprido", reagiu Caiado, acrescentando que já levou o assunto à Executiva Nacional de seu partido e citando como eventual consequência tremores na aliança para as eleições de 2010. Informações do Estadão.


DISTRITO FEDERAL
Justiça do DF é a que mais investe em estrutura
Enviado por Da Redação em 24/02/2009 09:42:23

Por Alessandro Cristo, do Consultor Jurídico

A Justiça do Distrito Federal foi a que mais investiu em estrutura para atender à população em 2007. Do total de R$ 8,1 bilhões gastos pelo governo distrital, R$ 1 bilhão foi com a Justiça, o equivalente a 12,5% da despesa pública. O segundo colocado em proporção de gastos, Rondônia, teve quase a metade disso: 6,5% das despesas foram gastas com a Justiça. No Rio Grande do Sul, por exemplo, estado que recebeu em 2007 o maior número de processos por habitante (14 ações em primeiro grau para cada cem pessoas), a despesa judiciária comparada com os gastos públicos foi de 5,87%, quinto que mais investiu na Justiça.

Os números fazem parte do balanço da Justiça Estadual feito pelo Conselho Nacional de Justiça, o chamado Justiça em Números. O relatório é feito anualmente e foi divulgado pelo órgão de controle do Judiciário em relação a 2007. Clique aqui para ver a pesquisa.

Por habitante, o gasto da Justiça distrital também foi duas vezes e meia maior que o do segundo colocado, o Amapá. Levando em consideração as 2,5 milhões de pessoas que moram no Distrito Federal, o gasto da Justiça foi de R$ 416 para cada uma. O Amapá teve a segunda maior cifra — R$ 165 por habitante, seguido pelo Acre, com R$ 137 para cada morador. O Maranhão foi o que menos gastou, R$ 45 por cidadão.

A grande fatia do orçamento destinada à Justiça permite que o Distrito Federal seja a segunda maior unidade da federação em número de magistrados (juízes e desembargadores) proporcional à população. Há 12 julgadores para cada cem mil habitantes, levando em conta os 2,5 milhões de moradores. Maior que o Distrito Federal só o Espírito Santo, que tem 13 magistrados para cada grupo de cem mil pessoas. A maior defasagem está no Pará, com quatro julgadores para cada cem mil pessoas.

É também no Distrito Federal onde há o maior número de funcionários da Justiça em relação à população. A cada cem mil pessoas, 286 são servidores que atuam em fóruns e no tribunal. No Acre, onde essa proporção também é grande, há 249,5 servidores a cada cem mil habitantes. Isso também se reflete no quadro de efetivos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. São 170 concursados para cada cem mil moradores. Nesse quesito, o Acre também vem em segundo lugar, com 160 efetivados dentro de cada grupo de cem mil pessoas.

Embora uma parte muito pequena dos investimentos tenha sido feita em informática — apenas 1,1% da despesa total da Justiça —, o Distrito Federal é um dos que mais fornece computadores para o andamento dos trabalhos. Há mais de uma máquina para cada funcionário — 1,11, para ser preciso. O número só é superado por Santa Catarina, em que há 1,17 computador para cada servidor. Há 7.027 servidores auxiliares trabalhando em Brasília e 7.532 em todo o estado catarinense.

Resultados do investimento
A maior preocupação da administração ajudou o Distrito Federal a ter um dos menores estoques de processos do país. A carga de trabalho de cada um dos 209 juízes — soma dos processos pendentes com os que entraram em 2007 — é de apenas 1,7 mil. As piores colocações foram de Goiás, com 15,3 mil processos para cada um dos 119 juízes, e São Paulo, com 9,6 mil processos a cada um dos 1,8 mil juízes. A melhor relação é do Piauí, com 567 ações para cada juiz de primeira instância, função ocupada por 109 pessoas.

Em segundo grau, o maior estoque ficou com o Ceará, que terminou 2007 com quatro mil recursos aguardando decisão definitiva. Em seguida vêm o Rio Grande do Sul, com 3,5 mil, São Paulo, com 3 mil e Bahia, com 2,4 mil. Mas gaúchos e paulistas possuem muito mais desembargadores para cuidar do acervo, ao contrário da Bahia. O Rio Grande do Sul conta com 125 e São Paulo, com 360 — o maior do país. Os baianos têm 31 magistrados de segundo grau.

O menor estoque é o do Amapá, com 234 processos. Os nove desembargadores do estado deram conta do recado em 2007, quando entraram 1,8 mil novos recursos, somados aos 342 que sobraram do ano anterior. Rendimento próximo tiveram os tribunais do Acre, Tocantins e Roraima, com menos de 500 recursos virando o ano em 2008.

A estrutura da Justiça do Distrito Federal é refletida também na taxa de congestionamento dos processos. De cada cem ações em primeiro grau, 55 ainda aguardam uma sentença definitiva. É a terceira melhor posição na comparação feita pelo CNJ, que tem em Rondônia e no Sergipe os julgadores mais rápidos, com, respectivamente, 34,5% e 52% dos processos aguardando esse tipo de decisão. A Justiça maranhense é a mais lenta em primeiro grau, com 93 de cada cem processos ainda esperando definição.

Já em segunda instância, Ceará, Pernambuco e Bahia mostram ter mais dificuldades em processar os recursos que despencam nos tribunais. No Ceará, de cada cem recursos, 89 estão parados esperando decisão. O estado tem 27 desembargadores. Em Pernambuco, a quantidade é de 73 recursos para cada cem, ainda não julgados pelos 39 desembargadores. A Bahia tem 68 processos parados de cada cem recursos que sobem. Muito mais ágil foi Mato Grosso que, com 39 desembargadores, tem uma taxa de congestionamento de apenas oito de cada cem processos. O Rio de Janeiro — em que a Justiça fica com 100% do que arrecada em custas e taxas judiciais — é o quarto mais rápido, com 22 recursos parados para cada cem que entram.

Avalanche de processos
Como era de se esperar, São Paulo e os estados do Sul encabeçaram a lista de processos ajuizados em 2007. A Justiça gaúcha foi a mais acionada, com 14,2 mil novos processos a cada cem mil habitantes. Logo após vem Santa Catarina, com 10,8 mil, e São Paulo, com 10,6 mil. No Piauí, essa relação cai para 719 processos para cada cem mil moradores, o que mostra que a população do estado procura menos o Judiciário. Esse número também é baixo no Maranhão (1,5 mil), no Pará (2 mil) e em Alagoas (2,2 mil).

O Sul e o Sudeste também estão entre os primeiros no número de recursos recebidos em segundo grau. No Rio Grande do Sul, foram 3,5 mil recursos para cada cem mil pessoas. Santa Catarina e São Paulo, atrás de Mato Grosso do Sul, receberam, respectivamente, 1,3 e 1,2 mil recursos, enquanto os sul-mato-grossenses interpuseram 1,7 mil. Pará, Alagoas e Maranhão novamente foram os que menos tiveram recursos.


Tribuna do Brasil
Milionários do PMDB
Enviado por Da Redação em 24/02/2009 08:58:25

Em uma longa reportagem dos jornalistas Otávio Cabral e Diego Escosteguy, a revista Veja volta ao tema da corrupção no PMDB, após a bombástica entrevista – ainda não respondida pelo partido – do senador Jarbas Vasconcelos (PE). Informa que “o PMDB abdicou de almejar a Presidência da República, a aspiração suprema de qualquer partido político, para vender seu apoio a outras siglas e, assim, continuar a fazer negócios nos ministérios e demais repartições federais”. A publicação diz ainda que “seja no plano federal, estadual ou municipal, o objetivo principal doi PMDB tornou-se o mesmo: cair na folia com o dinheiro público, como se crescesse em jabuticabeiras”.

A reportagem cita as fortunas de alguns caciques do partido. O ex-senador Renan Calheiros entrou na política em 1978 com apenas um Fusca. Só que progrediu e hoje tem um patrimônio estimado em R$ 10 milhões. Outro peemedebista que se deu bem na política foi Jader Barbalho, que chegou a renunciar ao mandato para não perder os seus direitos políticos. Entrou na política em 1974 quando tinha um carro e uma casa para morar em Belém. Hoje tem um patrimônio estimado em R$ 30 milhões.

Outro cacique peemedebista que se deu bem na política foi o ex-governador do DF, Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato de senador para não ser cassado no episódio da “bezerra de ouro”. Segundo a revista, Roriz em 1991 declarou à Receita Federal um patrimônio de R$ 500 mil reais, que hoje está estimado em R$ 200 milhões.
Depois de ser presidente da FUNAI, Romero Jucá  prosperou. Em 2002  declarou um patrimônio de R$ 360 mil reais. Em menos de dez anos Jucá amealhou algo em torno de R$ 2 milhões. Mas o top peemedebista é o ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso. Em 1972, ele declarou um patrimônio de R$ 4,9 milhões, que hoje chega a R$ 3 bilhões de reais. 


DISTRITO FEDERAL
Aruc, a tradição candanga
Enviado por Da Redação em 24/02/2009 07:47:58

São 48 anos de carnaval, 28 vitórias e oito vice-campeonatos. A maior campeã do carnaval brasiliense entra hoje à noite na avenida do Ceilambódromo em busca de mais um título. A Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) apresenta o enredo O gavião abre as asas para Joãosinho Trinta, uma homenagem ao carnavalesco maranhense que marcou o carnaval carioca e hoje vive em Brasília. A agremiação recebeu do governo do Distrito Federal o título de Patrimônio Cultural e Imaterial. Apenas cinco manifestações locais contam com o reconhecimento: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Boi de Seu Teodoro, o Clube do Choro, o Ideário Pedagógico de Anísio Teixeira e a Via-Sacra de Planaltina.

A história de Joãosinho Trinta e suas conquistas dentro e fora da Marquês de Sapucaí serão contadas por 900 integrantes da escola distribuídos em 18 alas, três carros e um tripé. A ideia surgiu na quarta-feira de cinzas de 2008. “Começamos a pensar no carnaval do outro ano assim que acaba o desfile. Em abril, fizemos a parte de pesquisa, enredo e croquis das fantasias e dos carros” explicou o presidente, Moacyr de Oliveira. O desfile do Grupo Especial começa às 20h no Ceilambódromo. Além da Aruc, cinco agremiações se apresentam na avenida esta noite.

A Aruc deu início à produção dos carros e fantasias no início do ano. Parte das roupas foi confeccionada no Rio de Janeiro. O barracão da escola, no Cruzeiro, abrigou os carros alegóricos. Cerca de 100 pessoas trabalharam para fazer o desfile virar realidade. Boa parte dos foliões que usarão as fantasias mora no Cruzeiro e tem origem carioca. Além deles, há legítimos brasilienses filhos e netos de amantes da Portela, escola madrinha da Aruc, e outros nascidos na capital que nada têm a ver com a festa no Rio. “A Aruc é uma grande família. Estamos na quarta geração”, comentou o presidente.

Os 120 músicos da bateria treinaram o ano todo para a noite de hoje. No comando dos ritmistas, o segundo diretor, Flávio Vitorino, 44 anos, conta que a bateria cruzeirense tem todo tipo de gente. “Acabou aquele estigma de sambista, chamamos todos os interessados em aprender a tocar”, disse. Flávio começou a tocar cuíca depois que o pai, um dos fundadores da escola, morreu, em 2001.

Estrelas da festa
Escola de samba que se preze é representada por uma bela rainha. A musa vem à frente da bateria, animando a plateia. A escolhida da Aruc para ocupar o posto desde 2008 é a estudante de direito Kerlen Oliveira, 34 anos, casada e mãe de dois filhos. Ela se orgulha de ter virado inspiração para as passistas que desejam alcançar o reinado. Carioca e portelense de coração, Kerlen logo se identificou com a Aruc e sempre assistia aos desfiles da escola. Na madrugada de hoje, ela desfilaria em um dos carros da Portela, no Rio de Janeiro. Em seguida, pegaria um avião para chegar a tempo de ir ao Ceilambódromo. E qual o segredo para ganhar a coroa? “Ser simpática, ter contato com o público e intimidade com os componentes da bateria”, revelou a rainha.

O símbolo da escola ficará nas mãos da funcionária pública Crystianne Lustosa, 27, durante os 50 minutos de festa. A segunda porta-bandeira carregará o mastro durante todo o desfile, ao lado do mestre-sala. Crystianne estreou na avenida aos 7 anos vestida de palhaço na ala das crianças da Aruc. O posto de porta-bandeira vem de família: uma tia o ocupava antes dela. Neste ano, a jovem entra na avenida com o professor Evaldo Cognasc, 38, carioca que começou no carnaval como passista mirim. “O mestre-sala é gracioso, levanta a galera. Ele corteja a porta-bandeira, como se quisesse conquistá-la e é o guardião da bandeira.”

Prêmios
Uma visita à sala de troféus e fotografias do barracão da Aruc revela o passado da agremiação. Dos 42 desfiles de que participou, só não levou medalha de ouro ou prata em seis apresentações. Até hoje, alguns vice-campeonatos estão entalados na garganta. O único troféu de segundo lugar que ganhou espaço na sala das vitórias é o do ano passado, quando a Aruc perdeu para a Águia Imperial de Ceilândia. “Para mim, foi o melhor carnaval da história da Aruc. Em alguns anos merecíamos perder, mas esse foi inexplicável”, lamentou Moacyr. Em 47 anos de história, a Aruc deixou de desfilar em cinco vezes — em 1981, 1994, 1995, 1996 e 2003. Em 1996, a direção não concordou com as regras da festa e, nos outros anos, não houve desfile oficial na cidade.

Uma das derrotas mais emblemáticas da Aruc é a de 1979, ano em que o enredo escolhido foi Iemanjá, um poema de amor. Um mistério ainda não esclarecido deu nota zero à escola no quesito porta-bandeira e mestre-sala. “A bandeira sumiu, ninguém sabe o que aconteceu. A porta-bandeira entrou na avenida segurando uma pluma”, lembrou o presidente da escola. Por um ponto, a Aruc perdeu o título de campeã daquele ano para a Acadêmicos da Asa Norte. Informações do Correio Braziliense.



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