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Brasília-DF, 01 de Março de 2006. Ano 2
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Marconi Perillo deixa governo de Goiás
Enviado por Carlos Honorato em 31/03/2006 12:24:26


O governador Marconi Perillo tem uma agenda cheia hoje, seu último dia à frente da administração estadual. Seu primeiro compromisso é em Palmeiras de Goiás, às 7h45, quando inaugura uma creche do Programa Criança Cidadã, para 120 crianças, e a sede da UEG, construída pela Agetop, que custou mais de R$ 5,5 milhões ao Tesouro Estadual. Em seguida, assiste ao desfile cívico-militar, na Academia de Polícia.

Em Aparecida de Goiânia, o governador entrega benefícios e uma série de obras, a partir das 9h30: pavimentação asfáltica da GO-040, trecho Setor Garavelo/Jardim Alto Paraíso, Colégio Estadual Telma Vieira, Hospital de Urgências, reforma e ampliação do Colégio Dom Fernando, reservatório da Saneago, duas creches e Escola Municipal Jardim Bonanza. Marconi faz, ainda, o lançamento da pedra fundamental da Delegacia Fiscal da cidade e visita os estandes do Governo Itinerante, no Setor Colina Azul.

No período da tarde, o governador lança uma linha de crédito para micro e pequenos empresários da indústria de informática. A solenidade está marcada para as 14 horas, no auditório Mauro Borges Teixeira, no Palácio Pedro Ludovico. Às 15 horas, Marconi estará no Palácio das Esmeraldas, para o lançamento do VIII Fica, que contou com 338 inscrições de 43 países, das quais 196 são do Brasil (42 de Goiás). O festival será realizado de 6 a 11 de junho, na cidade de Goiás. As 17 horas, dá posse ao governador Alcides Rodrigues Filho, na Assembléia Legislativa, e às 20 horas, na Praça Cívica, procede à transmissão do cargo.

Fonte: Agecom



PFL vai administrar orçamentos de R$ 97,8 bi em SP
Enviado por Carlos Honorato em 31/03/2006 12:19:06


Da Agência Estado



Na manhã de quinta-feira, os pefelistas Claudio Lembo e Gilberto Kassab conversaram por telefone e combinaram de fazer uma reunião na segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes. No evento, ambos posarão juntos para fotos, já como o novo governador do Estado e novo prefeito de São Paulo, respectivamente. De perfil discreto e com expressão bem maior nos bastidores do que nas urnas, eles entrarão pela porta lateral no comando dos dois principais cargos paulistas e de suas cifras gigantescas – orçamento de R$ 80,6 bilhões, no Estado, e R$ 17,2 bilhões, no município.

O PFL chega ao poder em São Paulo por força de uma aliança política – e não por uma vitória pura nas urnas. À multidão de pessoas que observa o golpe de sorte do partido ao substituir os titulares do PSDB e assumir R$ 9,1 bilhões para investimentos no Estado e R$ 2 bilhões no município, já há resposta pronta dentro da legenda. "A chegada de Lembo e Kassab ao poder não é obra do acaso. Nós reorganizamos o partido, fizemos alianças programáticas, ganhamos as eleições e agora vamos mostrar que estamos prontos para governar", afirma o deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa Rodrigo Garcia, um dos políticos encarregados pela direção nacional do PFL de fazer uma faxina na imagem fisiológica.

"É um erro dizer que somos um partido de vices. Podem esperar: em outubro de 2008 vamos vir com muitos quadros", diz Lembo.



Site do PFL 'confirma' saída de Serra da Prefeitura
Enviado por Carlos Honorato em 31/03/2006 12:17:36


O PFL tratou de colocar um ponto final na história do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), se candidatar ou não ao governo do Estado. Nesta sexta-feira, o site pefelista divulgou uma nota já colocando Gilberto Kassab, vice-prefeito da capital, como substituto de Serra. O site também comenta o fato de Cláudio Lembo (PFL) assumir a administração Estado de São Paulo no lugar de Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência da República.

"O Partido da Frente Liberal passa a administrar, a partir de hoje, o segundo e o terceiro maiores orçamentos do País – atrás somente do Orçamento da União", diz a página pefelista na internet. "No governo de São Paulo, Alckmin já apresentou sua carta de renúncia, e deve passar o cargo para Cláudio Lembo nesta sexta-feira. Serra deve apresentar sua renúncia hoje, no final do dia", completa a nota do partido que faz oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.



Roriz inicia busca do consenso na 2ª feira
Enviado por Carlos Honorato em 31/03/2006 12:16:18


No penúltimo dia à frente do GDF, o governador Joaquim Roriz deixou claro que começará, na segunda-feira, a traçar estratégias para escolher seu sucessor. Durante a inauguração do Metrô em Ceilândia, Roriz disse que continuará trabalhando para formar uma chapa única, com o consenso dos cinco pré-candidatos.
"A partir de segunda-feira vou começar a trabalhar e vou me reunir com eles, vou discutir com eles. Não tem um tempo certo, não tem prazo. Temos até junho, quando será realizada a convenção. Mas vamos fazer com cautela, com segurança, com muita tolerância, uns cedendo o espaço, outros avançando", afirmou no final da cerimônia.
O governador ressaltou que trabalhará para manter a unidade entre os candidatos. "É isso que eu vou tentar. Isso é entendimento. Eu serei apenas o árbitro de tudo isso. Vou procurar uni-los, porque aí a vitória é certa. Não unindo, tem-se uma interrogação. Eu vou cumprir o meu dever, a minha tarefa e a minha obrigação. Claro que não sou o dono da verdade. Posso não ser capaz de resolver o problema, mas vou lutar", disse.
De acordo com o governador, ainda não há nomes definidos para cada posição na chapa. "Quando outros estados estão tendo dificuldades para encontrar um candidato a governador, nós temos cinco excelentes. Ponham-se no meu lugar. Todos eles lutaram e trabalharam para mim. E agora, o que eu faço? Por isso quero o entendimento", explicou.
A princípio, o governador deve disputar uma vaga ao Senado, mas ele voltou a afirmar que pode abrir mão em nome da composição da chapa. "Se houver um entendimento perfeito, vou disputar a eleição para senador. Mas, que fique bem claro, se precisar da vaga de senador para fazer um entendimento e a conciliação dos meus companheiros, abro mão da vaga para disputar outra eleição que pode ser para deputado federal".
Estavam presentes os pré-candidatos pefelistas José Roberto Arruda e Paulo Octávio, o chefe da Agência de Infra-Estrutura e Obras, Tadeu Filippeli, pré-candidato pelo PMDB, secretários, administradores e demais ocupantes de cargos no primeiro escalão do GDF.



Sigmaringa preside comissão mais importante da Câmara
Enviado por Carlos Honorato em 31/03/2006 12:15:14

Do Jornal de Brasília

Odeputado federal do DF Sigmaringa Seixas (PT) é o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele fica no cargo até 31 de janeiro do ano que vem e substitui Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ). Após vários dias de negociação na Casa, ele foi eleito quarta-feira e ontem começou a tomar as primeiras providências da nova função.
Amigo pessoal do presidente Lula, Sigmaringa tem um importante desafio pela frente, já que a CCJ (composta por 61 membros titulares e 60 suplentes) é considerada a comissão mais importante da Câmara. Do trabalho dela depende a tramitação de todos os projetos, pois seu trabalho é avaliar a constitucionalidade ou não das proposições.
Logo no primeiro dia, Sigmaringa tomou pé das prioridades. "Temos vários projetos sobre a reforma do Judiciário, alterações no Código Civil, na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e projetos sobre crimes hediondos", enumerou. Ele pretende organizar grupos de estudos para agilizar o trabalho de certos temas, como a reforma do Judiciário, as alterações do Código Civil e as proposições sobre os crimes hediondos.
A primeira reunião da comissão sob presidência de Sigmaringa será terça-feira. "Já na semana que vem acredito que teremos que dar parecer sobre a consulta feita pelo presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B), sobre a aposentadoria por invalidez do deputado José Janene (PP-PR). Ele é processado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar por envolvimento no esquema do mensalão. Além disso, há cerca de 3.400 proposições na CCJ, sendo mais de 2000 já com pareceres, prontas para serem votadas, e cerca de 980 em fase de elaboração do relatório.
otimismoSigmaringa está otimista em relação ao ritmo de trabalho a ser desenvolvido este ano, mesmo diante das dificuldades do período pré-eleitoral. "Acredito que até junho conseguiremos trabalhar normalmente. No segundo semestre, precisaremos conversar", disse.
O nome do deputado tem sido citado, em conversas de bastidores, como o possível próximo ministro da Coordenação Política, em substituição a Jacques Wagner, que deve ser candidato ao governo da Bahia e, por isso, precisa deixar o cargo. "Não fui procurado, sondado, nem recebi nenhum convite", garante Sigmaringa.
Notável articulador, ele seria uma das pessoas que o presidente Lula gostaria de ver no posto. Mas, para isso, precisaria abrir mão das eleições de outubro, quando pretende concorrer à reeleição.



American Virginia entra com processo contra Souza Cruz
Enviado por Carlos Honorato em 30/03/2006 00:21:05


Aempresa de tabaco American Virginia entrou ontem na Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, com uma representação contra a Souza Cruz por infração à ordem econômica. A SDE acolheu a representação da American Virginia e as juntará a um processo semelhante da Philip Morris para apuração das denúncias.
Seis anos atrás, a empresa norte-americana produtora de cigarros Philip Morris também entrou com representação na SDE contra a mesma empresa por infração à ordem econômica. O motivo foi a celebração de contratos de exclusividade de vendas de cigarros firmados na ocasião pela Souza Cruz com um grande número de pontos de venda, o que teria impedido a concorrência nesses pontos, limitando o acesso da concorrente a uma parte significativa dos canais de distribuição.
De acordo com o advogado Fernando Passos, a Souza Cruz tem violado os princípios da livre concorrência e descumprido o Termo de Cessação de Conduta (TCC) assinado com o Cade em decorrência dos Contratos de Exclusividade de Merchandising para determinados pontos de venda de cigarros. “Isso constitui uma violação à livre concorrência e uma infração à ordem econômica”, garantiu.
MultasPelo acordo firmado com o Cade, a Souza Cruz se comprometeria a não mais realizar acordos de exclusividade de vendas de cigarros com varejistas, bem como se absteria de “criar obstáculos para que estabelecimentos comercializem ou venham a comercializar, ou exponham ao consumidor marcas concorrentes de cigarros”. No ano passado foram impostas multas à Souza Cruz por descumprir o acordo assinado com o Cade.
Para as empresas que querem entrar no acirrado mercado de tabaco, a consolidação das marcas frente ao público e a estrutura de comercialização constituem os principais determinantes de ganhos ou perdas no mercado de cigarros e as principais barreiras à entrada. Com a restrição da publicidade massificada de cigarros, o merchandising exposto nos pontos de venda transformou-se na única possibilidade de as empresas cigarreiras exporem seus produtos aos consumidores.
ProibiçãoCom esta iniciativa, o advogado da American Virginia espera que sejam apuradas as denúncias e decretada em seguida uma medida preventiva com a proibição de cláusulas de exclusividade nos contratos de merchandising entre varejistas e fabricantes de cigarros.
Junto à documentação, foi entregue à diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica do SDE, Mariana Tavares de Araújo, um parecer elaborado pela consultoria Tendência, liderada pelo economista Gesner de Oliveira, no qual constam as medidas a serem tomadas para um equilíbrio no mercado de cigarros. Os documentos, após serem anexados ao processo da Philip Morris, serão avaliados.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Direito Econômico disse que ainda é cedo para falar ou emitir um parecer sobre a representação. A Philip Morris também foi procurada pela reportagem, mas não havia, no momento, ninguém disponível para falar sobre o assunto.
Entre as propostas apresentadas no parecer para a regulação do mercado cigarreiro está exposição neutra do produto, compartilhamento de rede de distribuição, regulamentação dos espaços publicitários, proibição de merchandising, eqüidade de acesso aos espaços publicitários, fixação de prazo máximo para os contratos de propaganda e “desinvestimentos da Souza Cruz, ordenando a empresa a vender uma ou mais de suas marcas líderes”.



Roriz admite lançar chapa só do PMDB
Enviado por Carlos Honorato em 30/03/2006 00:19:05

Do Jornal de Brasília

O governador Joaquim Roriz admitiu ontem que pode pensar na hipótese de lançar uma chapa formada apenas por integrantes do PMDB, a chamada "chapa puro sangue", para disputar a sucessão ao Palácio do Buriti. A decisão foi motivada depois de uma declaração do presidente de honra do PFL, Osório Adriano, sobre a possibilidade de uma chapa única da legenda em caso de não haver aliança com o PMDB.
"Admitida a hipótese de não nos juntarmos com o governador Roriz, não nos restará outro caminho a não ser lançar uma chapa dita 'sangue puro'", disse Osório. Durante solenidade de entrega de cartas de crédito do Fundo de Geração de Emprego e Renda (Funger/DF), na Secretaria de Trabalho, o governador reagiu. "É uma decisão pessoal dele. Não posso dizer se está certo ou errado. Eu vou pensar nisso. Se for para ter várias chapas, eu terei uma e vou para a rua lutar pela vitória da minha chapa", disse.
À tarde, durante o lançamento do Memorial João Goulart, o presidente do PFL no DF, senador Paulo Octávio, negou a possibilidade da "chapa puro sangue". "Estamos nessa discussão de candidatos o tempo todo para não ter chapa pura. Se fosse o contrário, já teríamos nos decidido. Não vou, de maneira nenhuma, deixar que isso aconteça. Tenho a plena convicção de que faremos aliança com o governador. Não queremos o isolamento político, queremos aglutinação política", afirmou.
Sucessão - O imbróglio vem tomando conta da cena política do DF desde que o governador afirmou que, caso o PMDB não tenha candidatura própria, vai lutar por uma aliança com o PSDB. "A partir do momento que o PMDB confirmar que tem ou não candidato próprio, entro para valer, para apaziguar ou não. Se for possível entendimento, vou fazer esforço. Mas se não for, não sou o culpado de qualquer revés. O certo é que vou ter o meu candidato, para lutar com ele dentro das minhas possibilidades", afirmou.
Roriz falou, ainda, sobre a disputa dos cinco pré-candidatos (dois do PMDB, dois do PFL e um do PSDB) pelo seu apoio e sobre sua indefinição na escolha do preferido. "Se acho que um é melhor para ser governador, tenho que apaziguar essa gente para ter sucesso. Como vou fazer entendimento agora, se nem sei se o PMDB vai confirmar que não tem candidato próprio".
Para Roriz, ao contrário de outros estados onde há dificuldade na escolha de um nome, o DF conta com cinco bons candidatos. "Qualquer um dos cinco pré-candidatos vai desempenhar suas funções com competência", disse.



Cúpula fechada com Magela
Enviado por Carlos Honorato em 30/03/2006 00:17:25

Do Jornal de Brasília

As prévias do PT, marcadas para 21 de abril, caminham para ser apenas uma formalidade, prevista pelo regimento do partido. As principais lideranças da legenda trabalham há alguns dias para declarar apoio da maioria ao pré-candidato Geraldo Magela, que perdeu as últimas eleições por pouco mais de 15 mil votos em relação ao governador Joaquim Roriz. "Há uma grande chance disso acontecer", afirmou Chico Vigilante, presidente regional do partidos. Os outros pré-candidatos são o deputado distrital Chico Floresta, Cláudio Santana, Carlos Roberto e Dorgil Marinho.
O anúncio deve ser feito até a próxima quarta. Se dependesse de Chico Vigilante, o apoio a Magela seria anunciado em reunião da executiva na segunda-feira. Mas, o próprio Magela já tem compromisso nesse dia e Arlete Sampaio, deputada distrital e peça importante do jogo, também não poderá comparecer.
pactoMagela interpreta as movimentações recentes como um "ajeitamento natural" diante das definições que faltavam, como a da manutenção da verticalização. A expectativa dele em relação à próxima reunião é de que "seja fumado o cachimbo da paz".
Ele se fortaleceu após a retirada da pré-candidatura de Arlete Sampaio (deputada distrital mais votada da atual legislatura, com 35.466 votos). Com a saída dela do jogo, ele, os dois deputados federais petistas (Wasny de Roure e Sigmaringa Seixas) e cinco dos seis distritais (Arlete Sampaio, Chico Leite, Chico Vigilante, Erika Kokay e Paulo Tadeu) fizeram um pacto de unidade para apoiarem um só nome.
Desde então, essas oito pessoas tem conversado diariamente, em encontros às vezes com a presença de todos, às vezes entre apenas dois deles, com um único objetivo: chegar ao nome de consenso. Apesar de convidado, o distrital Chico Floresta ficou fora do pacto, formalizado em um café-da-manhã no dia 15 de março, na casa de Wasny de Roure.
Arlete Sampaio garante que não voltará atrás, caso precise disputar as prévias. "Sou candidata a deputada distrital. Já me coloquei como pré-candidata e não tive aceitação. Quem ainda levanta meu nome, faz isso à toa", assegurou. Já Chico Floresta reitera sua pré-candidatura. "Se nada acontecer de diferente, farei minha inscrição para as prévias dia 7 de abril", disse. Mas, se a esquerda do partido, representada por Paulo Tadeu e Arlete Sampaio declararem apoio à Magela, Floresta admite: "Terei que abandonar, diante dessa situação nova."
O que ainda atrapalha a comemoração antecipada de Magela é um ponto importante levantado por alguns dos integrantes do "grupo articulador": a rejeição a ele, mensurada em pesquisas com índices acima de 60%. "Isso precisa ser levado em consideração. É uma rejeição subjetiva, que não sabemos de onde vem, se tem fundamento ou não", explica um deputado.
Na avaliação racional de alguns petistas, Magela precisará lutar contra isso. Caso contrário, pode até chegar ao segundo turno, mas perderia novamente. "Ele precisará reverter, como fez Arruda, depois do episódio do painel eletrônico", completou. Wasny de Roure acredita que isso não será problema. "Magela construiu uma relação muito próxima com a militância", defendeu.



Romário sai do Vasco e vai jogar nos Estados Unidos
Enviado por Carlos Honorato em 30/03/2006 00:10:09


O atacante Romário anunciou nesta quarta-feira à noite a rescisão de seu contrato com o Vasco da Gama. O jogador, 40 anos, aceitou a proposta do Miami FC e vai defender o time em uma liga alternativa à MLS.
O clube norte-americano, fundado em 2005, pertence à Traffic, empresa brasileira de marketing esportivo, e contratatou recentemente o tetracampeão mundial Zinho, que disputou o Campeonato Carioca deste ano pelo Nova Iguaçu.

O treinador da equipe é o brasileiro Chiquinho de Assis, ex-técnico das categorias de base do Vitória (BA). Seu auxiliar é o ex-jogador colombiano Luis Carlos Perea. O Miami FC vai disputar a United Soccer League (USL), espécie de rival da Major League Soccer (MLS), e estréia no torneio no dia 23, contra o Montreal Impact.



PF investigará Palocci
Enviado por Carlos Honorato em 29/03/2006 01:57:56

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou nesta terça-feira que o ex-ministro Antonio Palocci será investigado pela Polícia Federal no caso da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. "Acho que ele precisa ser investigado e vai ser investigado. Democracia é isso", disse Bastos.

Mesmo defendendo a apuração das acusações, o ministro ressaltou que Palocci prestou grandes serviços ao país, sendo um dos melhores ministros da Fazenda que o país já teve. "No entanto, dentro das circunstâncias, perdeu as condições políticas de continuar no governo." Bastos evitou fazer julgamentos sobre as denúncias contra o ex-ministro. "Quem vai dizer algo é a apuração e a decisão judicial. Eu não vou me antecipar. Existe no Brasil um estado democrático de direito funcionando plenamente, e que tem que obedecer aos seus ritos."

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Mantega diz que economia e Banco Central não mudam
Enviado por Carlos Honorato em 29/03/2006 01:55:11


O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira em entrevista logo depois de sua posse em Brasília, que não haverá mudanças no Banco Central – nem na condução da linha econômica nem de pessoal. Mesmo sem mudanças drásticas, Mantega afirmou que tem como meta crescer no mínimo 4% este ano, 1,4 ponto porcentual a mais que os 2,6% de crescimento do PIB em 2005 - índice que, na América Latina, superou apenas o do Haiti. Mas o novo ministro disse que quer desenvolvimento "responsável e diz ser avesso às aventuras e ao entusiasmo infantil".

Sobre como conseguir um crescimento de 4% sem alterar a política econômica, o ministro falou que eventuais mudanças nas taxas de juros não seriam um "pecado mortal". "As autoridades monetárias, quando percebem que se aproxima um surto inflacionário, têm de aumentar as taxas, porque isto é natural. Mas se elas percebem que há uma retração de inflação - e é o que estamos vendo neste momento - podem manter um ritmo de redução dos juros."




GDF aperta cerco às vans
Enviado por Carlos Honorato em 29/03/2006 01:40:01

Do Jornal de Brasília

Desde janeiro deste ano, mais de cinco mil vans foram fiscalizadas nas blitze do DFTrans. Destas, cerca de 70%, ou 3,5 mil, foram autuadas pela prática de irregularidades, como circular com excesso de passageiros, dirigir com velocidade acima da permitida, falta de documentação, transportar fora do itinerário e o motorista não usar o uniforme obrigatório.
Ontem, por exemplo, o DFTrans realizou uma megablitz conjunta com a Polícia Militar Rodoviária, na pista da Rodovia DF-003 (Epia), em frente ao posto da CPRV, na descida do Colorado. Os fiscais vistoriaram cerca de 200 veículos, e autuaram 127 vans, a maioria por falta de documentação correta. O valor das multas varia de R$ 270 a R$ 540, e dobram com a reincidência.
Pôr um freio nas irregularidades praticadas pelas vans do transporte alternativo. Este é o objetivo da Secretaria de Transportes com a série de medidas que vem adotando para coibir os abusos dos permissionários e motoristas.
Entre elas, a realização constante de blitze de fiscalização; promoção de cursos de capacitação e, por último, a criação do Sistema de Informação de Transporte (SIT), que permite a consulta eletrônica em tempo real sobre a situação das vans.
Com a entrada do SIT em operação, as autuações aumentaram 700% em média, desde o segundo semestre do ano passado. A aplicação de multas cresceu 50% nos casos de pirataria e resultou no aumento de 72% na arrecadação do período em relação ao primeiro semestre de 2005.
O SIT, segundo o secretário de Transportes, Mauro Cateb, proporciona maior agilidade e eficiência na aplicação do auto de infração, pois contabiliza de imediato os pontos na permissão do infrator, de acordo com o Código Disciplinar Unificado.

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PF pode quebrar sigilo telefônico em investigações sobre extrato
Enviado por Carlos Honorato em 29/03/2006 01:31:08

Da Agência Brasil


A continuidade das investigações sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa depende agora da Justiça Federal. Amanhã (29), de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF), a Justiça começa a responder aos pedidos de quebra de sigilo e de buscas e apreensões.

A polícia não divulgou os pedidos para não atrapalhar as investigações, mas adiantou que o sigilo telefônico dos principais envolvidos pode ser quebrado. No início da noite, o delegado responsável pelo inquérito, Rodrigo Carneiro Gomes, foi à Justiça Federal, acompanhar pessoalmente a tramitação do caso.

Mais cedo, por meio da assessoria de imprensa, ele havia dito que pretende ouvir o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, antes que este volte a São Paulo. O delegado explicou que a intimação ainda não foi feita porque a polícia quer primeiro traçar estratégias e se preparar para colher os próximos depoimentos, entre eles o de Palocci.

A preparação inclui, por exemplo, o acesso ao circuito interno e ao registro de entrada e saída da Caixa Econômica Federal, o que depende de autorização judicial. A polícia também não tem ainda permissão para acessar o computador usado para a retirar o extrato bancário do caseiro foi entregue a Palocci, de acordo com depoimento do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. Ele e Palocci pediram demissão ontem depois de ter o nome citado nas investigações da polícia.

O delegado aguarda também o resultado do relatório que está sendo feito por peritos sobre o sistema de segurança da Caixa Econômica, assim como das simulações realizadas sobre o processo de retirada do extrato.

O computador foi entregue à PF no último domingo pelo funcionário da Caixa Jetter de Souza. O funcionário confessou que foi ele quem entrou no sistema e mandou imprimir o extrato após ter recebido ordens superiores. Em depoimento, de acordo com a PF, Souza contou que tinha apagado as movimentações e arquivos do computador, mas que antes fez um back up (cópia de segurança) dos arquivos em um outro disco rígido, entregue ontem (27) à polícia.

A PF informou hoje que não está claro como Jorge Mattoso recebeu a informação inicial sobre as movimentações financeiras de Francenildo. Ontem, a assessoria de imprensa do órgão havia informado que, no depoimento, Mattoso relatou ter sido avisado por técnicos da Caixa sobre as movimentações na conta do caseiro, já que os depósitos de quase R$ 40 mil na conta de Francenildo não condizem com o seu salário.

Hoje, a própria polícia desmentiu a versão. A assessoria explicou que, segundo o depoimento, Mattoso pediu aos técnicos uma verificação de conta e que junto com a verificação veio um extrato. Ele não teria justificado no depoimento o porquê do pedido.

Ao contrário do que ocorre nas comissões parlamentares de inquérito (CPIs), na polícia federal os depoimentos são sigilosos. Só permanecem na sala o delegado, o depoente e o advogado de defesa. Cópias dos depoimentos não são divulgadas.

Fonte: Agência Brasil



Como a IstoÉ tornou-se IstoEra
Enviado por Carlos Honorato em 29/03/2006 01:28:14



Luiz Cláudio Cunha (*)

Mensagem enviada pelo signatário, editor de Política da sucursal de Brasília da IstoÉ, a Carlos José Marques, diretor-editorial da IstoÉ – com cópias para Domingo Alzugaray, diretor responsável da Editora Três, e Alberto Dines, editor responsável deste Observatório. O OI procurou Marques por e-mail, às 19h43 de segunda-feira (27/3), solicitando uma manifestação sua; passadas 24 horas, não obteve resposta. De todo modo, o espaço para sua réplica está garantido. Intertítulos da Redação do OI. (L.E.)

"Jornalismo é a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter." Cláudio Abramo (1923-1987)

Marques, eu não o conheço e, certamente, V. me conhece menos ainda. Sou um devoto da palavra escrita. Minha inspiração é o bravo Churchill, meu conservador predileto, que atravessou as madrugadas de Londres iluminadas pelas bombas da Luftwaffe ditando bilhetes, lapidando discursos memoráveis e escrevendo a História que o faria ganhar a guerra. Como o velho bulldog inglês, estou com a alma angustiada pelo bombardeio da semana passada, que detonou o emprego de dois editores na sucursal, Amaury Ribeiro Jr. e Donizete Arruda e, por conseqüência, do chefe Tales Faria, demitido ao reagir com a dignidade devida à sua injustificada blitzkrieg. Sei que nem bilhete, nem discurso vão apagar este incêndio, mas silenciar agora seria admitir que V. está no caminho da vitória. "Não se ganham guerras com retiradas", advertiu o sábio Winston ao povo inglês, ainda inebriado pelo épico milagroso de Dunquerque. A inglória e enganosa retirada de Brasília marca um atalho perigoso para a derrota. Não se abate impunemente um profissional do talento e da integridade de Tales Faria sem lançar um véu de maus presságios sobre os novos tempos. Sob o comando dele, ao longo de sete anos, a Sucursal de Brasília de ISTOÉ chegou a sete finais de Prêmio Esso – e faturou três, uma delas com o demitido Amaury. O Tales – ao contrário de V., Marques – atende com sobras aos dois paradigmas expressos pelo Cláudio Abramo para esta profissão tão marcada por bombas, retiradas, derrotas, vitórias, dignidade e vilanias.

Com 55 anos de vida e 37 de estrada, já vi muita coisa bonita e muita coisa feia nas redações de jornais e revistas. Com este longo prontuário, sou praticamente uma página virada e, neste aspecto, V. ainda é um noviço no jornalismo. Eu só tenho passado e V., pelo que vejo, só tem futuro, muito futuro. Por isso, não quero perder aqui a chance de discutir não nossas carreiras, com inflexões tão distintas, mas o futuro imediato de algo que preocupa a todos nós: a revista ISTOÉ. Compartilho este debate com outras duas pessoas, e justifico. O Seu Domingo, por ser o interessado direto no futuro de sua revista, condicionado ao perfil e ao conteúdo dos profissionais que vão garantir sua qualidade e sua relevância. E o Dines, por ser o responsável e mentor do Observatório de Imprensa, um espaço nobre e influente na internet dedicado justamente ao objetivo central desta carta: a reflexão, a crítica, o debate maduro e responsável do que pensamos e do que fazemos como jornalistas, desde o mais modesto repórter até o mais poderoso chefão – como V., Marques.

Vivemos tempos muito estranhos, em que as coisas que precisam ser ditas ficam escamoteadas, camufladas, sussurradas, caladas. Nada se reclama, nada se critica, para preservar amigos, cargos, salários, posições, espaços de poder, enquanto o jornalismo vai se diluindo e dissolvendo na sua incapacidade de autocrítica. Não sou de freqüentar boteco, nem de extravasar minhas mágoas em mesa de bar, Marques. Prefiro ganhar a guerra resistindo, pensando e escrevendo. Sem mágoa, nem ressentimento, prefiro escancarar aqui – com a ajuda do Observatório da Imprensa – uma discussão que, na nossa restrita área de influência, ficaria confinada às conversas pouco conclusivas que envolvem só os personagens diretamente interessados – o diretor que demite, o chefe demitido, os editores perplexos, os repórteres confusos, todos nós desorientados e apreensivos com o novo passaralho que vem por aí na semana que vem, no mês seguinte, quem sabe?

Quero quebrar esta caixa preta e propor, com a serenidade recomendável e a prudência necessária, um debate sobre o papel que todos nós temos no empobrecimento continuado de algumas de nossas principais revistas semanais. A crise econômica, o custo do papel, a retração dos anunciantes, a concorrência da TV, o surgimento da internet e outros quesitos geralmente justificam a recorrente onda de enxugamentos nas redações de jornais e revistas, nivelando por baixo salários e profissionais. Esta é uma dura realidade, que não é nova nem parece prestes a acabar. Pelo contrário.

Onde o norte?

Neste quadro recessivo, que inquieta patrões e assusta empregados, é natural o surgimento do "jornalismo de resultado" e seus profetas – os executivos moderninhos que prometem redações baratas, revistas idem, amenidades muitas e reflexão zero. Apostam no padrão do leitor que consome mas não pensa, no perfil Homer Simpson que se satisfaz com o atendimento às suas demandas meramente consumistas, do estilo shopping center que simboliza o templo de devoção da classe média e seus periféricos. Para este tipo de leitor, com tanto a comprar e tão pouca disposição para ler, o jeito é o modelito USA Today, o jornalão fast food destes tempos midiáticos para uma leitura rápida, calórica e saborosa como um Big Mac. Assim, nossas semanais sofrem cada vez mais a tentação de atender a este novo mercado emergente, abdicando de sua função primordial: o texto mais consistente, mais abrangente, para refletir e ponderar sobre a salada de informações frenéticas e redundantes que o dia-a-dia de jornais, rádios, TVs e internet enfia goela abaixo do cidadão.

A revista, que devia ser o oásis de reflexão para ajudar o pobre leitor a atravessar esta overdose semanal de notícias e mais notícias, abdica de seu papel e mergulha no turbilhão do jornalismo rápido e rasteiro. A estética vale mais do que a essência. A forma se impõe ao conteúdo. O texto curto confina os detalhes. A foto, espelhada e escancarada, come os espaços de uma informação cada vez mais estrangulada. Tudo induz uma leitura ligeira, quase leviana, para não afrontar o relógio e a agenda do nosso leitor tão apressado. E, em vez de procurar saciar a fome de informação e conteúdo, a revista sucumbe e se submete à magra dieta jornalística que ela diz ser exigência do leitor moderno. Alguém está enganando alguém neste jogo.

Como a idéia, aqui, é dizer o que precisa ser dito, devo ser franco e direto: a atual ISTOÉ conseguiu, no espaço de poucas semanas, conquistar a merecida pole position no grid da mediocridade nacional. Uma revista, como diria Otto Lara Resende, bonitinha mas ordinária. Das grandes semanais brasileiras, clube que ela sempre integrou com honra e mérito, ISTOÉ hoje se transformou num arremedo da revista instigante, provocativa, inteligente que era. Sob seu tacão, Marques, a revista afundou num mar de futilidades e amenidades, tragada por uma pauta desorientada e açoitada por textos curtinhos de idéias e de talento.

Para uma semanal que já teve em seu timão capitães do porte de Mino Carta, Tão Gomes Pinto, Milton Coelho da Graça e Hélio Campos Mello, seria justo esperar uma travessia e um rumo mais definido. A revista perdeu o norte e corre o sério risco de virar uma publicação fútil e irrelevante, incapaz de arrastar o leitor de sua casa até a banca mais próxima. Leitor só levanta o traseiro do comodismo, como diria o companheiro Lula, atraído pelo furo, pela reportagem bem apurada e bem escrita, pela matéria que faz história, que consola os aflitos e aflige os consolados.

Bicada inexistente

ISTOÉ, pelo jeito, não quer afligir mais ninguém, principalmente os poderosos. Deve ser por isso que a ISTOÉ desta semana consegue o milagre de produzir uma matéria sobre o caseiro Nildo, aquele que viu as bandalheiras da "República de Ribeirão Preto", sem citar uma única vez o santo nome de Antonio Palocci. E discorre sobre a vergonhosa quebra de sigilo do caseiro omitindo acintosamente o nome do assessor de imprensa Marcelo Netto, um dos suspeitos de envolvimento no crime. Reclamo porque fui eu que escrevi a matéria, e nela constavam os dois nomes – Palocci e Marcelo. Meu texto foi lipoaspirado, desintoxicado dos nomes do ministro e do assessor, e assim publicado. Por isso, recusei assinar a matéria, que não refletia o que o repórter mandou de Brasília na noite de quinta-feira 23 . E nem precisaria tanto drama, porque os nomes da dupla já estavam, desde manhã cedo, nas edições da Folha de S.Paulo e do Correio Braziliense. A revista não estaria fazendo carga contra ninguém, estaria apenas sendo fiel aos fatos. Perdeu uma bela oportunidade de não ficar calada. Até porque, momentos atrás, o Palocci acaba de se demitir, por todos os motivos que tínhamos e não explicitamos.

Ainda bem que a concorrente, a VEJA, cumpriu seu dever direitinho, colocando inclusive uma foto do Marcelo ao lado de seu protegido. Até o colunista Diogo Mainardi, sob o título um tanto explícito de "Marcelo Netto, Marcelo Netto", disse com toda a clareza: "Quem difundiu o extrato bancário do caseiro foi o assessor de imprensa de Palocci, Marcelo Netto. Desde a semana passada, todos os jornalistas sabiam disso. Marcelo Netto é jornalista. E jornalistas não denunciam jornalistas".

Silêncios assim, inexplicáveis, é que incomodam tanta gente que, como o filósofo Millôr Fernandes, acha que jornalismo é oposição – o resto é armazém de secos e molhados. Uma revista semanal com a história de ISTOÉ não pode acabar disputando espaço no cesto de revistinhas de sala de espera de dentista. Ninguém tem o direito de malbaratar o esforço sério de tantos profissionais talentosos, ao longo de tantos anos, que ajudaram a construir o prestígio e a importância de ISTOÉ no jornalismo brasileiro.

Falo isso porque o exemplo que vem de cima é preocupante. Sua estréia na direção da revista, na edição 1894 (de 8 de fevereiro de 2006), foi bombástica: uma entrevista forte de FHC. Título da chamada na capa: "A ética do PT é roubar". Só pra lembrar:



Era uma frase candente, que até destoava um pouco do estilo medido e comedido do elegante doutor honoris causa de Cambridge, Sorbonne e quetais. Por isso, valia o quanto pesava. O PT ficou tão furibundo que anunciou processo na Justiça pela injúria publicada. Mas exatamente um mês depois (8 de março de 2006), Cláudio Humberto publica a seguinte nota em sua coluna, sempre bem informada e comentada:



A dedução que se faz, a partir destes fatos, é que a bicada do tucano-rei simplesmente não existiu. Alguém no comando da revista achou por bem melhorar o que FHC diz, sempre com elegância e na maioria das vezes com propriedade. Ou seja, enxertaram uma frase, dura e agressiva, na conversa gravada de um ex-presidente da República, e tascaram o remendo na capa da revista! Em qualquer publicação séria, isso seria motivo para uma rápida apuração e inapelável demissão. Mas nada aconteceu.

Explicação possível

Podia ter sido um acidente de percurso, algo a ser relevado, travessura que não se repetiria mais. Bola pra frente! Mas eis que, quatro edições seguintes, na ISTOÉ 1898 (de 8 de março de 2006), que tinha como capa a pandemia da gripe aviária, é reservada a entrevista das páginas vermelhas ao ex-governador Anthony Garotinho, candidato dali a dez dias nas prévias do PMDB. E a gripe que deixou bicudo FHC também contaminou o coitado do Garotinho. A assessoria do ex-governador percebeu, com natural perplexidade, que o texto trazia não só respostas não dadas, mas perguntas que não haviam sido feitas, conforme os registros gravados da conversa. Vou reproduzir apenas o trecho que melhor identifica o foco da doença. É o seguinte:

1) TEXTO GRAVADO E TRANSCRITO DA CONVERSA:

ISTOÉ – Como o sr. vê a tentativa dos governistas de abortar as prévias?

Garotinho – Sem dúvida, é golpe. A prévia foi estabelecida em convenção e regulamentada pela executiva nacional. Todos participaram de tudo, inclusive os governistas. O verdadeiro motivo que os move é a vontade de entregar o partido ao PT.

2) TEXTO PUBLICADO NA REVISTA:

ISTOÉ – Líderes do PMDB intencionam ir à Justiça contra as prévias no partido. O sr. gosta dessa idéia?

Garotinho – (...) É uma tentativa de golpe, sem dúvida. A prévia foi estabelecida em convenção e regulamentada pela Executiva Nacional. Todos participaram de tudo, inclusive os governistas. Não dá para mudar as coisas assim, de uma hora para outra, como se fazia antigamente, num acerto de caciques que os índios têm de cumprir. O verdadeiro motivo que os move é a vontade de entregar o partido ao PT.

Menos mal, cara-pálida, que o Garotinho tenha deixado pra lá a travessura e evitado repetir FHC. Mas, cá pra nós, Marques, não dá para mudar as coisas assim, de uma hora para outra (...) num acerto de caciques que os índios têm de cumprir! (Sei não, mas fui tomado, agora, por uma enorme sensação de dèja vu...)

Pesquisando nos arquivos implacáveis do Google, que já não nos deixa dormir em paz, descobri que este mal insidioso grassou em outra redação, por coincidência dirigida por V. Muito antes do Garotinho, foi o garotão de Mr. Bush no Brasil, o embaixador John Danilovich, que protestou contra os graves sintomas da gripe. Pelo jeito, é pandemia mesmo! O vigilante Observatório da Imprensa publicou, no dia 17 de agosto de 2004, a seguinte matéria:

ISTOÉ DINHEIRO

Embaixada americana contesta entrevista

[do release da embaixada]

IstoÉ Dinheiro montou "entrevista" com embaixador Danilovich

A "entrevista" com o embaixador John Danilovich apresentada pela revista IstoÉ Dinheiro na edição de 11 de agosto, intitulada "10 Perguntas para John Danilovich", foi uma montagem.

O artigo apresenta uma colagem de trechos da palestra do embaixador Danilovich no Instituto Fernando Henrique Cardoso, dia 3 de agosto, além de respostas dadas pelo embaixador a um grupo de jornalistas no mesmo evento - a "entrevista" da IstoÉ Dinheiro não menciona o fato de que o jornalista Marco Damiani fez apenas três das cinco perguntas colocadas durante aquela conversa.

A embaixada enviou à redação da IstoÉ Dinheiro a seguinte carta, que não foi publicada na edição desta semana (18 de agosto):

Brasília, 11 de agosto de 2004

Diretor de Redação, Dinheiro

Fax: 11-3611-6411

dinheiro@zaz.com.br

Gostaria de alertar os leitores sobre o fato de que sua recente "entrevista" com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, foi montada. O repórter Marco Damiani, da Istoé Dinheiro, na realidade não fez uma entrevista com o embaixador. Em vez disso, entre cinco perguntas que alguns jornalistas dirigiram ao embaixador durante o intervalo de um seminário, três foram feitas pelo repórter . Várias das "perguntas" incluídas na sua entrevista nunca foram formuladas. O repórter tirou as últimas três respostas, fora de contexto, dos comentários preparados pelo embaixador para o seminário, cujo texto pode ser encontrado na íntegra na homepage da embaixada: (http://brasilia.usembassy.gov).

Esse formato montado de "entrevista" foi desonesto e é um desserviço aos seus leitores.

Obrigado

R. Wesley Carrington, adido de Imprensa

Um atento infectologista perceberia que o ponto em comum entre os dois pacientes, o ex-presidente e o ex-embaixador, é o editor executivo de ISTOÉ Marco Damiani, que ciscou nos dois quintais e deve ter sido contaminado. É a única explicação possível. Esta gripe quase secreta, que não deveria jamais atingir redações saudáveis e imunes ao vírus do esquentamento, não é o único problema da revista. Outro, mais escancarado e visível, atinge o coração do atual projeto editorial da revista: as fotos. Antes expressão da verdade, estágio cru da notícia, a foto nas suas talentosas mãos virou artifício para dourar a realidade e, desta forma atravessada, pregar pequenas peças no leitor incauto.

Boa idéia, mal copiada

Na edição 1895 da ISTOÉ (de 15 de fevereiro de 2006), V. publicou uma matéria de Comportamento, "Na onda das mulheres surfistas", no velho modelito 1 x 1 – uma página com uma bela foto, uma página com um texto leve, ligeiro, rapidinho, no gênero bobinho que V. imagina fazer tanto sucesso. Pois a foto, um belíssimo tubo de onda azul por onde desliza a catarinense Jacqueline Silva, campeã mundial do circuito em 2001, é uma pegadinha, um truque para enganar o leitor.

Alguém desatento pensaria que era um tubo portentoso num santuário havaiano. Alguém mais atento veria, no canto esquerdo inferior da página 48, que era uma reles montagem. Cruzes!, V. adora montagens, Marques! Como a contenção de despesas não recomenda gastar uma passagem ida e volta São Paulo-Havaí, o que lhe pareceu mais inteligente foi recortar o rosto da garota e colar sua carinha bonita no corpo – certamente não tão bonito quanto o original verde-amarelo – de alguma surfista privilegiada do Pacífico. (Espero que a Jacqueline, a surfista americana e o fotógrafo da AP, Pierre Tostee, autor da foto remendada, não nos leiam, senão os advogados terão ainda mais trabalho...) E viva o Santo Photoshop!

Só pra relembrar, aqui vai de novo a foto, aliás muito bonitinha:



No caso da Jacqueline, ainda existe a atenuante do crime confessado, a montagem. E quando ela não é anunciada? Bem, aí é processo na certa, como anunciou o ex-ministro José Dirceu. Na edição 437 (de 1º de fevereiro de 2006), a ISTOÉ Dinheiro, também dirigida por V., conseguiu fazer tudo errado numa única página, a 31. Na matéria "Dirceu sem destino", o ministro easy-rider aparece como o futuro proprietário de uma bela moto Harley Davidson de R$ 90 mil, que já estaria sendo produzida na fábrica de York, EUA. Para coroar o bolo, uma bela foto do Dirceu, todo pimpão, com tênis, jeans, jaqueta e luvas, montado na poderosa V-Road da Harley. Para quem duvida, olha ele aí, gente!



De novo, o velho truque: é a cara do ministro num corpinho que nunca foi dele. E, desta vez, nem há indicação de que tudo é montagem. O Zé Dirceu, que não é nenhum Garotinho, leu a travessura no exterior e mandou o advogado processar a revista pela traquinagem. Ele diz que não comprou, não vai comprar e, pior, nunca pilotou uma moto.

Quando não é a montagem, é a clonagem. É uma rima, mas não é uma solução. Por tudo que tenho ouvido a seu respeito, V. é um obcecado por belas fotos, especialmente fotos da imprensa americana, tipo Time ou Newsweek. Acho uma boa, até porque a imprensa de Tio Sam ainda é a melhor do mundo, apesar do momento vil e covarde que vive, intimidada pela direita, pelos falcões do Pentágono e pelo fundamentalismo religioso do bando de paranóicos que cerca o apalermado W.Bush. Voltemos às fotos: V. junta, reúne, espalha, guarda na gaveta toda e qualquer foto que lhe pareça boa. Acho bom se inspirar em coisas de qualidade. Mas inspirar não é copiar! Assim como a foto da gatinha surfista, V. distribui cópias via fax da foto eleita e pede outra igual, exatamente igual.

Se não é possível a clonagem, pura e simples, vem a montagem, dura e seca. Na capa da edição 1899 da ISTOÉ (de 15 de março de 2006), V. nos brindou com uma capa do nosso astronauta. Lembra?


Pois é. Parecia uma boa sacada. O rosto sorridente do nosso herói espacial enfiado no seu reluzente capacete prateado, metido num terno com gravata num tom azulado – uniforme esquisito para um tenente-coronel da ativa da FAB, como é o caso do nosso simpático Marcos César Pontes. Mas, na semana passada, um amigo chato, desses que não deixa passar nada, passou diante da prateleira de revistas importadas, no aeroporto de São Paulo, e o que ele viu ali? Uma ISTOÉ importada? Não, uma ISTOÉ clonada. Observe:



É uma edição da revista americana Business 2.0 , que pode ser acessada no sítio www.cnnmoney.com, com uma capa exatamente igual. É um sujeito, sem o sorriso e a simpatia do nosso astronauta, enfiado no mesmo capacete prateado, com um terno escuro e a gravata, aqui, vermelha. Mas, neste caso, o terno não parece inadequado, diante do título da capa: The Entrepreneurs´s Guide to the Galaxy (algo como o "Guia de Empreendedores para a Galáxia"). O tema aqui é o filão de milionários e aventureiros abonados que, um dia, farão turismo espacial. Nada a ver com coronel de salário mixuruca de Força Aérea.

No caso da Businnes, a foto fazia sentido. No caso da ISTOÉ, a foto é um absurdo. O pior é que a ISTOÉ não foi clonada. É o contrário. A edição americana tem a data de capa de 27 de fevereiro de 2006 – duas semanas antes da brasileira. Mais uma grande idéia, mal copiada e mal executada, que brotou da gaveta inesgotável do diretor de ISTOÉ. Que mau exemplo, Marques!

A velha e boa semanal

V. poderia alegar que este é apenas mais um caso de "foto-referência", que hoje virou clichê na redação da revista, junto com a "foto-conceito" e a "foto-atitude". Não tenho a menor idéia do que seja isso, nem os atarantados fotógrafos de sua equipe, mas talvez seja outro belo tema para o Dines abordar no Observatório. Entre algumas das máximas da "ideologia marquesista", explicitada em reuniões com seus editores e repassada a suas equipes, destaco três preciosidades: A saber:

** Jóia 1: "Não gosto de suíte."

Para sorte do jornalismo mundial e da história americana, Mr. Marques não usurpava a cadeira de Ben Bradlee como editor do The Washington Post em 1972. Na noite de 17 de junho, cinco homens invadiram as salas do QG do partido Democrata, na capital americana. Se a dupla Woodward e Bernstein, que assumiu o caso, voltasse dias depois à sala de Mr. Marques pedindo mais espaço para a série que começava a nascer, seriam enxotados: "Não gosto de suíte". E o mundo não conheceria o Caso Watergate, uma bobagem de mais de dois anos que só acabou na noite de 8 de agosto de 1974, com a renúncia do vigarista Nixon.

Na II Guerra Mundial, uma tediosa suíte de cinco intermináveis anos, o gênio Marques teria que escolher um ou outro tema para não cansar seus leitores com a dura rotina do maior conflito bélico da humanidade. O Dia D talvez, Pearl Harbor quem sabe, provavelmente Hiroshima, um ou outro poderiam ter espaço no seu jornal ou revista. Stalingrado? Não, não, é sempre a mesma coisa todo dia, quero novidades. Vladimir Herzog? Vamos dar a missa na Catedral da Sé. E não quero suíte. O Riocentro? Publique o acidente com a bombinha no Puma do DOI-CODI. O resto é suíte. A história que não couber no espaço de uma edição do mestre Marques, bem.....azar da história.

O pior é que a vida, as guerras, os escândalos, os fatos insistem em se estender, prolongar e até repetir, semana após semana, para desespero de nosso intransigente diretor, que deve odiar até a Quebra-Nozes de Tchaikowski. Como o poeta Chico Buarque avisou, o tempo passou na janela e só Marques não viu.

** Jóia 2: "Não quero preto, nem pobre na revista".

É uma visão clean da vida que combina bem com seu estilo aprumado, fashion, de ternos bem cortados e etiqueta de griffe. Mas ficaria bem na Quinta Avenida, em Nova York, não na Lapa de Baixo paulistana. Sua visão estreita e preconceituosa ignora o fato de que o Brasil se estende além dos prédios modernosos, de vidro espelhado, da opulenta Avenida Paulista. Este país varonil de 190 milhões em ação, prontos para vestir verde-amarelo para torcer pelo Brasil-il-il na Copa do Mundo, ainda tem 55 milhões de pobres – gente com renda familiar de meio salário mínimo. É o Brasil que certamente não mostra sua cara na ISTOÉ de Marques.

Pretos e pobres – que coisa mais desagradável! – asseguram ao Brasil o vice-campeonato mundial em concentração de renda, atrás apenas de Serra Leoa. Não fazemos revista para este tipo de gente, até porque, se tivesse algum dinheiro no bolso, certamente iria gastar em comida, não numa edição amena e colorida de ISTOÉ, não é, Marques?

Os leitores apressadinhos da nova ISTOÉ provavelmente não gostariam de perder tempo com as constrangedoras comparações da ONU, mostrando que o mundo gasta US$ 18 bilhões por ano com maquiagem, quando bastariam US$ 19 bilhões para sustentar os 800 milhões de seres humanos – na maioria pretos, seguramente todos pobres – que não têm o que comer. Outros US$ 15 bilhões são desperdiçados com perfumes, US$ 5 bilhões a mais do que o exigido para garantir água num planeta onde 1,1 bilhão de pessoas – todas pobres, muitas pretas – não têm o que beber.

** Jóia 3: "Não gosto de política".

Acho desconcertante que o diretor de uma das mais importantes revistas semanais do país diga tamanha sandice. Goste V. ou não, a Política está aí, desde a Grécia Clássica, para nos apontar os caminhos que o cidadão tem para atender suas necessidades de forma organizada e evoluir como sociedade. Uma revista como ISTOÉ e jornalistas como nós, Marques, devemos sempre pensar e agir, pela via do bom e relevante jornalismo, para que se faça a melhor política e se exclua do meio os maus políticos que a degradam, como ferramenta fundamental da democracia e da liberdade.

V. ainda é muito jovem, Marques, para abdicar desta missão. Brasília, com todos os seus vícios e defeitos, é fundamental para que o país saia do buraco em que está. O Brasil que trate de melhorar Brasília, votando e elegendo em gente melhor. E V., faça sua parte, fazendo uma ISTOÉ boa como antigamente. Nas suas mãos, a velha e boa semanal do Seu Domingo morreu, acabou, já era.

Acabou de nascer a ISTOEra, a ISTOÉ da Era Marques.

Eu, e milhares de leitores, lamentamos.

Saudações, Luiz Cláudio Cunha

[Brasília, 27 de março de 2006]

(*) Jornalista




Baiana Mara é vencedora do BBB6
Enviado por Carlos Honorato em 28/03/2006 23:20:37


Com 47% dos votos, a baiana Mara foi a vencedora da 6ª edição do Big Brother Brasil. Mara, que já foi bóia-fria, receberá o prêmio de R$ 1 milhão.



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