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Brasília-DF, 01 de Maio de 2011. Ano 7
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Com mais de 20 milhões de idosos, Brasil tem apenas 218 asilos públicos
Da redação em 24/05/2011 14:53:31

Carlyle Jr., do R7, no Rio

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta terça-feira (24), revelou que o número de instituições públicas que abrigam os idosos não acompanha o crescimento da terceira idade, que já chega a mais de 20 milhões de pessoas, segundo o Censo de 2010. No Brasil, funcionam 3.548 asilos (públicos e privados). No entanto, a pesquisa mostrou que o governo, nas esferas municipal, estadual e municipal, tem apenas 218 asilos em todo o país.
 
O governo federal tem apenas uma instituição para os idosos, o Abrigo Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que atende 298 pessoas. O estudo apontou que mais da metade das instituições brasileiras, 65,2%, são filantrópicas. E a contribuição do setor público representa apenas 22% das receitas desses lugares.
 
A pesquisa concluiu que os asilos brasileiros são mantidos pelos recursos dos idosos ou de familiares, mesmo as filantrópicas que recebem financiamento público. O Estatuto do Idoso estabelece que as instituições podem contar com até 70% do valor do benefício da aposentadoria.

Cerca de 83 mil idosos vivem em asilos no Brasil, informou o estudo, que também apontou que as mulheres são maioria nessas instituições. Mas, de acordo com Ana Amélia Camarano, responsável pela pesquisa do Ipea, esse número ainda é muito pequeno se for considerar o número total de idosos no país.
 
Responsabilidade do Estado
 
Para ela, muitos idosos precisam de cuidados fora do ambiente familiar, mas a oferta de instituições que oferecem esse tipo de serviço ainda é muito pequena no país. Segundo Ana Amélia, a ausência de uma política estruturada de cuidados formais do idoso, faz com que a família seja a única responsável, sem nenhum apoio do Estado ou da iniciativa privada.
 
– Eu acho que o Estado tem, sim, que assumir uma posição mais efetiva na criação de mecanismos de proteção e cuidado das pessoas idosas. Porque a capacidade de as famílias desempenharem esse papel está diminuindo ano a ano e, paralelamente, aumenta a demanda e alguém tem que assumir isso. A perda da capacidade para atividades diárias é um resultado decorrente da idade avançada. E o Estado deve se responsabilizar por isso, já que criou a Previdência Social e a aposentadoria por invalidez.
 
A pesquisadora lembra que a Constituição Brasileira, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso responsabilizam as famílias por esses cuidados. Ana Amélia destaca que é preciso pensar uma política de cuidados de longa duração para a população idosa brasileira, inclusive porque, segundo ela, a oferta de cuidadores familiares tende a se reduzir nos próximos anos.
 
- Hoje, as pessoas trabalham e estudam mais que no passado. E essas pessoas não dispõem de tempo para cuidar dos idosos que precisam de cuidados diários e específicos.
 
Mas ela ressalta que a opção por uma instituição para cuidar do idoso não significa que haverá uma ruptura familiar definitiva A pesquisadora destaca que os asilos são historicamente associados ao abandono familiar e à pobreza. E, nessa associação, está a origem do preconceito.
 
- Não existem rupturas como se imagina. O idoso deve e precisa manter relações com a família quando está em um asilo.


POLITICA
Oposição retira pedido de convocação de Palocci
Da redação em 24/05/2011 14:43:15

A oposição decidiu retirar o requerimento que pedia a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado. A ação ocorreu depois que a base aliada escalou seus principais líderes para derrubar a proposta, que já estava em votação.
 
A estratégia de retirar o requerimento é para que o tema possa ser reapresentado novamente em outra sessão. Autora da proposta, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) disse que vai esperar pelas explicações do ministro à PGR (Procuradoria-Geral da República) para tentar novamente chamar Palocci na comissão.
 
- Retirar não significa desistir de ouvir o ministro. Ele deve uma prestação de contas à Casa e vamos exigir isso em outro momento.
 
A sessão da comissão foi concorrida. Líderes partidários que não fazem parte da comissão, como Humberto Costa (PT-PE), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gim Argello (PTB-DF), também estavam presentes à sessão. A base trabalhou para que a votação fosse no tempo mais breve possível e tentou impedir até que muitos parlamentares de oposição tivessem direito a falar durante a reunião.
 
Durante a discussão do requerimento, Marinor considerou "hipocrisia" a justificativa do ministro de que não pode divulgar o nome de seus clientes devido a cláusulas de confidencialidade.
 
- A linha que separa o ético e o antiético, o lícito e o ilícito foi quebrada.
 
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) destacou que a oposição busca assinaturas para uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o caso e sugeriu que a convocação dele na comissão poderia resolver o problema sem a necessidade de uma investigação parlamentar.
 
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), destacou que o faturamento da empresa de Palocci é similar aos das maiores consultorias do país, que têm dezenas de funcionários.
 
- O Brasil inteiro quer saber como o ministro ganhou tanto dinheiro em tão curto período.
 
O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), cobrou o afastamento do ministro da função até que as denúncias sejam esclarecidas. Ele afirmou ainda que esta atitude deveria partir da presidente Dilma Rousseff.
 
- O silêncio da presidente Dilma consagra a cumplicidade.
 
Ele disse ainda que a blindagem do governo a Palocci é "prevaricação".
 
 Defesa
 
Governistas defenderam o ministro. O líder do PT, Humberto Costa (PE), disse que não se pode acusar Palocci sem provas.
 
- Várias das coisas que foram ditas e levantadas pela imprensa são suspeitas, ilações, dúvidas. Acusações formais, provas daquilo levantado, não surgiram.
 
- O que está por trás destes fatos não é a busca da verdade, do esclarecimento, é a busca da disputa política.
 
O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), afirmou que a questão está sendo alimentada "obsessivamente". Disse que "não há nada a explicar". Calheiros afirmou ainda que se há algum aperfeiçoamento a se fazer na lei ele tem de ser feito, mas sem implicar no caso de Palocci.
 
 Na semana passada, a oposição já tinha sido derrotada na Câmara ao tentar convocar Palocci. Naquela Casa, os governistas impediram as comissões de funcionar e numa votação em plenário decidiu-se pela rejeição de requerimento sobre o tema. Informações da Agência Estado.


CÓDIGO FLORESTAL
Dilma diz que vetará anistia aos desmatadores
Da redação em 24/05/2011 14:33:18

A presidente Dilma Rousseff disse a ex-ministros do Meio Ambiente, nesta terça-feira, que não aceitará a inclusão no Código Florestal de anistia a desmatadores, como quer o PMDB. A presidente deixou claro que vetará qualquer emenda nesse sentido, assim como propostas para os estados executarem política ambiental e a consolidação da produção agropecuária em área de proteção permanente. Dilma, porém, deixou claro que seria muito difícil retirar a discussão da ordem do dia no plenário da Câmara. Dez ex-ministros se reúniram nesta terça com Dilma para entregar uma carta em que condenam o texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do código na Câmara, e pedem o adiamento da votação.

Um novo impasse , porém, surgiu após a reunião dos líderes do PT, Paulo Teixeira (SP), e do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), com Aldo Rebelo, com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e com ministro das Relações institucionais, Luiz Sérgio. Embora Aldo tenha gostado da proposta do governo de diminuir a exigência de preservação de rios para pequenos produtores, já não há mais tempo de incluir este ponto em seu texto antes da votação. Com isso, a proposta do governo teria de ser incorporada ao texto que reforma o código apenas no Senado, para onde segue depois de votado na Câmara. E a votação nesta terça-feira, garantida mais cedo pelos líderes do PT e do PMDB, pode não acontecer.

- A presidente se mostrou disposta a impedir retrocessos na legislação ambiental. Ela se mostrou solidária com a nossa posição - disse o ex-ministro Rubens Ricupero.

Segundo Ricupero, a presidente disse que já houve muitos adiamentos da votação e que seria muito complicado adiar novamente.

- Mas ela disse que não aceita o aumento do desmatamento e deixou claro que vetará a emenda (que anistia desmatadores). Se usarem de subterfúgios, ela poderá vetar o projeto inteiro - disse Ricupero.

Segundo o ex-ministro Carlos Minc, a presidente concorda com a avaliação de que o aumento do desmatamento está relacionado com a votação do Código Florestal e com a possibilidade de anistia. A emenda é perdoar os desmatamentos feitos até julho de 2008.

- A presidente tem a impressão de que o aumento do desmatamento em Mato Grosso tem a ver com a possibilidade de impunidade - disse Minc.

Dilma recebeu os ex-ministros do Meio Ambiente no Palácio do Planalto. Acompanhada da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ela ficou por cerca de uma hora com os oito ex-ministros. Estiveram no Palácio do Planalto os ex-ministros Carlos Minc, Marina Silva, José Carlos Carvalho, Sarney Filho, Henrique Brandão Cavalcanti, Rubens Ricupero, Fernando Coutinho Jorge e Paulo Nogueira Neto. Informações de O Globo


DISTRITO FEDERAL
Luiz Estevão será convocado
Da redação em 24/05/2011 14:23:27

Camila Costa, jornal Alô Brasília

A CPI do Pró-DF listou os próximos nomes a serem convocados para prestarem esclarecimentos à comissão. Ao todo, nove pessoas, entre elas o ex-senador Luiz Estevão, devem começar a ser ouvidas já na próxima segunda-feira (30). A convocação foi  feita tarde de ontem (23), durante a primeira oitiva da CPI. O ex-senador foi citado pelo ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, José Moacir de Sousa Vieira, como um dos beneficiados irregularmente pelo Programa. O subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Laerte de Oliveira Santos, também foi ouvido. Vilmar Lacerda, secretário de assuntos parlamentares do GDF, e o secretário de Transparência, Carlos Higino, acompanharam os depoimentos.
 
O ex-secretário foi convocado na qualidade de técnico e não de testemunha ou investigado, para explicar e confirmar as declarações dadas quando se afastou do cargo. Moacir deixou a pasta alegando ter encontrado diversas irregularidades e que estaria, com isso, recebendo ameaças de morte. Na oitiva, Moacir respondeu perguntas feitas pelos deputados e relatou como foi sua breve passagem pela secretaria – três meses. Segundo ele, faltam profissionais qualificados e a secretaria está contaminada por laranjas. “A maioria dos cargos é de livre provimento, funcionários sem vínculo com o governo que emitem pareceres de processos com valores altíssimos.”
 
Para exemplificar a declaração, Moacir citou o processo do ex-senador Luiz Estevão, que entrou com pedido de lote na secretaria, no último governo. A empresa Santa Fé Construções e Incorporações LTDA está no nome da esposa de Estevão, Fernanda Meirelles Estevão de Oliveira Resende, sócia de Cleuci Meirelles Estevão de Oliveira. As duas também foram convocadas a prestarem esclarecimentos à CPI.
 
“Esse é um exemplo de laranja. São deputados, ex-governadores, ex-vices, que usam nomes de parentes. Os números confirmam a máfia dos terrenos”, observou. Os dados levantados pela secretaria apontam que de 194 processos analisados, 181 foram considerados irregulares. No depoimento, Moacir também ressaltou a importância de incluir nas investigações a Terracap. “Ela é um elo com a secretaria na concessão dos terrenos. Houve favorecimentos.”
 
Logo após o ex-secretário, o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Laerte Santos, que foi convocado para, entre outras coisas, confirmar a declaração feita a uma revista de que “os projetos não seguiram os tramites legais”. Negou a afirmação. “A revista fez um corte no que eu disse e colocou o que eu disse ter ouvido de outras pessoas sobre o programa”, explicou. Santos também apontou um grupo de empresas no ramo de materiais de construção, que já estariam, inclusive, na Secretaria da Transparência. São elas: Simex, Dura Mar, Mapa Atacadista e Belo Toque Materiais de construção. Outras seis também estariam listadas, mas não foram informadas pelo subsecretário.


POLITICA
Código Florestal volta à pauta da Câmara
Da redação em 24/05/2011 12:58:02

 A votação do Projeto de Lei que muda o Código Florestal está prevista para a sessão extraordinária desta terça-feira do plenário da Câmara dos Deputados, ainda pela manhã. Há possibilidade de convocação de outras sessões, até amanhã, para a votação das emendas e destaques. A informação é da Agência Câmara.
 
Depois de um impasse entre governo e oposição em torno de mudanças no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), os líderes fecharam um acordo para votar o texto e uma emenda que será destacada para votação em separado. Um dos principais pontos de discórdia no texto apresentado pelo relator no último dia 11, o uso das áreas de preservação permanente (APPs), será decidido no voto.
 
O relatório de Rebelo prevê a regulamentação por decreto das atividades que poderão continuar em APPs já desmatadas, como quer o governo, com base em requisitos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental . Já o texto da emenda dá aos Estados, por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA), o poder de estabelecer atividades - além de agrossilvipastoris (que integra atividades agrícolas, pecuárias e a cultura de árvores), de ecoturismo e turismo rural - outras que podem justificar a regularização de áreas desmatadas.


POLITICA
Assessor de Palocci também tem empresa de consultoria
Da redação em 24/05/2011 11:48:18

Leila Suwwan e Tatiana Farah, O Globo

Assim como o chefe, o braço-direito do ministro Antonio Palocci e hoje assessor especial da Casa Civil, Branislav Kontic, também é dono de uma consultoria de gestão empresarial em São Paulo, a Anagrama. A empresa foi criada em 1997 e continua ativa, segundo registros oficiais. Tem como endereço formal uma pequena sala no Centro de São Paulo e atua nos setores de consultoria em gestão empresarial, entre outros. Brani, como é conhecido, também é sócio minoritário de Luis Favre, ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT), em outra empresa, a Epoke Consultoria, que atua no ramo de prestação de serviços de informação.

Brani afirma estar afastado do comando da Anagrama desde 2007, quando repassou a função oficial de administrador para o sócio minoritário, Marco Antonio Campagnolli, assessor da prefeitura petista de Guarulhos. Este, por sua vez, nega saber das atividades da consultoria. Brani assessorou Palocci durante o mandato do petista na Câmara dos Deputados (2007-2010), no mesmo período em que Palocci manteve sua consultoria, a Projeto, em São Paulo.

Ele esteve formalmente à frente dos negócios enquanto era secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, em Guarulhos, e tem como sócio um ex-subordinado, Campagnolli, que trabalha na prefeitura desde a gestão de Elói Pietá, hoje secretário-geral do PT. Campagnolli nega saber sobre as atividades da empresa, apesar de ter sido nomeado administrador a partir de 2007, quando Brani tornou-se assessor parlamentar de Palocci na Câmara.

Ex-assessor de Marta em São Paulo


A Anagrama, empresa de Brani, está ativa nos registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) e tem como objeto social, entre outros, "atividades de consultoria em gestão empresarial", o mesmo ramo da empresa Projeto, de Palocci, pela qual o ministro mantém patrimônio imobiliário de cerca de R$ 7,5 milhões. Mas, diferentemente do ministro, que mudou o objeto social da Projeto para "administração de imóveis próprios", Brani apenas saiu da administração da empresa, continuando sócio majoritário.

Nomeado em 28 de fevereiro para a Casa Civil, Brani tornou-se interlocutor da Presidência com diversos setores da sociedade, de empresários a trabalhadores. Foi escalado recentemente para negociações com empresários do setor de tabaco.

- Eu não sei se ele usa ela (a empresa) para alguma coisa. Não sei dizer, é só com ele - disse Campagnolli, que ainda trabalha na Secretaria de Desenvolvimento de Guarulhos.

Apesar de constar como administrador, Campagnolli disse que a empresa fica a cargo do outro sócio, cujo nome tentou proteger, e disse que sequer lembrava de sua participação exata. A última vez em que tratou do assunto com Brani teria sido em 2009.

- Que eu saiba, não (está funcionando). Só se ele fez, teve alguma coisa assim, de consultoria, para aproveitar nota fiscal, esse negócio todo. Mas eu mesmo não presto consultoria, eu trabalho só aqui na prefeitura, há cinco anos - completou Campagnolli.

No endereço oficial da Anagrama, na Avenida Ipiranga, Centro de São Paulo, funciona um pequeno escritório de contabilidade, sem placas ou identificação na portaria. Um atendente disse não poder prestar qualquer informação. Pelo telefone, outro atendente recebe recados em nome do "Dr. Brani". Esse funcionário recusou-se a esclarecer, ao GLOBO, se o endereço era emprestado ao escritório da Anagrama.

No mesmo período em que esteve à frente da consultoria, Brani teve diversos postos públicos. Durante a gestão Marta Suplicy em São Paulo (2001-2004), Brani ajudou a coordenar o plano de desenvolvimento econômico da Zona Leste da cidade e esteve à frente de vários projetos.

Brani também já foi assessor de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo - a casa da petista ainda consta como sede dessa empresa na Junta Comercial de São Paulo. Com a derrota de Marta à reeleição, Brani foi nomeado secretário de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos, na gestão de Elói Pietá. No cargo, trabalhou para revisar o plano diretor e de zoneamento da cidade.

Na campanha de Palocci para deputado, em 2006, Brani foi um dos coordenadores. Foi uma espécie de interlocutor das várias "dobradinhas" com deputados estaduais, custeadas por Palocci. A eleição do petista para a Câmara arrecadou R$ 2,4 milhões. Mais tarde, no gabinete parlamentar de Palocci, de acordo com a revista "Época", Brani ajudou o chefe com "consultas" para evitar que uma associação de empresas do setor esportivo sofresse sanções por concorrência desleal na importação de calçados da China.

E, finalmente, durante a campanha de 2010, o assessor continuou a ajudar Palocci em diversos compromissos, por vezes atuando como um assistente de agenda. Sua marca, porém, sempre foi a absoluta discrição.


MÚSICA
Fãs famosos homenageiam 70 anos de Bob Dylan
Enviado por Carlos Honorato em 24/05/2011 11:02:17

 William Helal Filho, O Globo
 
O cantor Zé Ramalho tinha 23 anos quando terminou seu primeiro casamento e ouvia "Don‘t think twice it‘s all right" para tomar coragem e seguir adiante. Na época, ele nem planejava lançar um disco de versões de Bob Dylan (o que viria a fazer em 2008). A mesma canção, divulgada pelo bardo americano em 1963, deu força ao cineasta Esmir Filho quando ele saiu da zona de conforto em São Paulo e foi morar no interior do Rio Grande do Sul, para rodar seu primeiro longa, "Os famosos e os duendes da morte", cujo protagonista é um garoto fissurado pelo compositor. Já o escritor Eduardo Bueno, dylaniano fanático, deu forma a seu primeiro livro escutando o então recém-lançado "Time out of mind", de 1997.

Profeta, gênio ou guru? Dylan sempre ironizou esses selos, e disse uma vez que suas canções, geralmente, significam apenas "boa sorte" e "espero que você consiga". Não por falsa modéstia. Nas entrevistas, o maior poeta da música pop, que faz 70 anos hoje e, em novembro, deve vir ao Brasil em turnê pela quinta vez, parece mais a fim de driblar perguntas do que de chutar respostas. Assim, deixa para o mundo a tarefa de interpretar clássicos que alimentaram gerações de artistas e pensadores, de Beatles e Caetano Veloso a Cat Power e Vanguart. Procuramos alguns deles para saber do impacto dos versos do astro sobre suas vidas.

- Conheci Dylan nos anos 1970, em João Pessoa, quando descobri a contracultura pop. A poesia dele me indicou o caminho de fazer canções sem me preocupar com o seu tempo de duração - conta Zé Ramalho, de 61 anos, que, em 2008, lançou o CD "Tá tudo mudando", com versões em português para músicas de Dylan. - "Don‘t think twice, it‘s all right" foi uma trilha sonora quando terminei meu primeiro casamento. A letra descreve uma separação, e se encaixava perfeitamente nos meus sentimentos de jovem de 23 anos.

Uma obra atemporal

Lançada em "The Freewheelin‘ Bob Dylan", o segundo álbum do músico, a mesma canção, que Ramalho traduziu para "Não pense duas vezes, tá tudo bem", marcou a vida do cineasta paulista Esmir Filho. Para transformar em seu primeiro longa-metragem o livro "Os famosos e os duendes da morte", de Ismael Caneppele, o diretor se embrenhou no arsenal de clássicos do cantor. O ano era 2007, e Esmir se agarrou com força às palavras do compositor agora septagenário, que acaba de ter sua biografia mais festejada, "No direction home", distribuída pela primeira vez no Brasil via Larousse (o original, de Robert Shelton, foi lançado lá fora em 1986).

- "Don‘t think twice..." fala de desapego, e eu precisei disso para passar meses captando a atmosfera de um lugar que eu nem conhecia. Eu me encontrei de fato com Dylan durante a pesquisa. E tive contato com vários adolescentes que se identificavam demais com versos escritos por ele nos anos 1960. É impressionante como a sua obra é atemporal - comenta o cineasta.

O filme, de 2008, gira em torno de um menino de 16 anos cujo apelido na internet é "Mr. Tambourine Man", nome de outro clássico do autor nascido na cidade operária de Duluth, Minnesota, com o nome de Robert Allen Zimmerman. O jornalista e historiador Eduardo Bueno tinha a mesma idade do personagem de Esmir quando ele próprio conheceu a obra de Bob Dylan, em 1975, e, imediatamente, virou um fanático. Em 1990, quando seu herói veio ao Brasil pela primeira vez, Bueno usou seus conhecimentos sobre o americano para se aproximar da equipe do cantor, que deve voltar ao país este ano, no festival SWU, que este ano acontece em novembro, em Paulínia (SP), conforme divulgou a coluna Gente Boa no sábado.

- Em 1998, escrevi meu primeiro livro ("A viagem do descobrimento: a verdadeira história da expedição de Cabral") escutando sem parar o "Time out of mind" (álbum de 1997 que rendeu o Grammy de melhor disco). E todos os outros foram escritos ao som do Dylan também - conta o gaúcho Bueno, que, nos anos 1980, traduziu o livro "On the road", de Jack Kerouac, clássico da cultura beatnik que influenciou enormemente o cantor de folk-rock.

Bueno, famoso pelo apelido Peninha, conhece de perto o temperamento do astro. Ele esteve com o ídolo várias vezes desde 1990, e já viu 69 shows do cantor:

- É um gênio, um cara extremamente introspectivo. Antes de uma conversa de duas horas com ele, me orientaram a jamais fazer perguntas. Leva tempo até você pegar a manha de falar com ele.

O autor não cita uma das muitas fases de Dylan como sua favorita. Mas existe, sim, uma divisão clara na carreira do cantor que, por vezes, separa um pouco seus fãs. Até 1964, o americano era um cantor de folk acústico. Clássicos como "Blowin‘ in the wind" e "Masters of war" são dessa época. A partir do disco "Bringing it all back home", de 1965, ele foi deixando de lado o violão para empunhar a guitarra. São dessa pegada folk-rock os hits "Like a rolling stone", "All along the watchtower" e tantos outros. O senador Eduardo Suplicy, por exemplo, foi mais influenciado pelo início.

- Eu estudava nos EUA durante a Guerra do Vietnã, nos anos 1960, e vi as passeatas de jovens que adotavam músicas como "Blowin‘ in the wind" para fazer seus protestos. São letras com forte conteúdo político - conta o petista, que, em 2006, lançou o livro "Renda básica da cidadania: a resposta cantada pelo vento", em referência a "Blowin‘ in the wind".

Já o roqueiro mato-grossense Helio Flanders foi movido por álbuns como "Blonde on blonde", de 1966, e "Blood on the tracks", de 1975. Em 2003, ele ficou meses viajando pela América do Sul e, trabalhando como garçom na Bolívia, passava as horas de folga no quarto, tocando violão e lendo os versos do compositor. Isso foi a gênese da sua elogiada banda de folk-rock, a Vanguart.

- Na verdade, conheci o Dylan aos 15 anos. Uma namorada mudou de cidade e deixou para mim uma fita cassete com músicas dele. "Blood on the tracks" se encaixava perfeitamente naquele momento da minha vida - conta Flanders, de 25 anos. - As pessoas se identificam com os seus versos porque ele fala de sentimentos universais.

Ana Cañas é outra cantora meio pupila do mais famoso filho de Duluth. Seu álbum de estreia, "Amor e caos", de 2007, tem uma versão de "Rainy day women no. 12 & 35", do disco "Blonde on blonde".

- É uma música meio circense, burlesca, diferente da maioria das canções dele. O que mais respeito em Dylan é sua capacidade de se reinventar. Tenho a maior admiração por um artista que "morre" e "nasce" várias vezes - explica a paulistana de 28 anos.

Só não pergunte a ele o segredo dessa longevidade. Aliás, não pergunte nada a ele. O maior trovador da música pop também é um mestre do sarcasmo e, mais uma vez fintando a sede dos jornalistas, disse em certa ocasião: "Se eu não fosse Dylan, também pensaria que Dylan tem muitas respostas."
 

 


DISTRITO FEDERAL
Filho de Renato Russo ganha papel em "Faroeste caboclo"
Da redação em 24/05/2011 09:54:55

O único filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, acompanha de perto as filmagens de “Faroeste caboclo”. De tão perto que acabou ganhando um papel na trama. “Ainda não posso falar sobre o personagem porque será uma surpresa. Queria fazer minha homenagem também”, conta Giuliano, fruto do relacionamento do vocalista da Legião Urbana com uma fã, Raphaela Bueno, morta em um acidente de carro em 1989.

Giuliano mora com a avó no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e, aos 21 anos, se divide entre o curso de administração em uma faculdade particular e a administração prática de uma produtora cultural.

A carreira de produtor começou aos 16 anos, quando ele percebeu que seria difícil encontrar alguém que ajudasse na divulgação de sua banda de heavy metal. “Eu tinha uma banda que ninguém queria produzir, então peguei as rédeas e comecei a procurar shows para a banda. Também criava shows por conta própria, até que um dia um amigo deu a ideia de nos profissionalizarmos.”

A aproximação com a equipe que está filmando “Faroeste” aconteceu naturalmente. Além de único filho de Renato, Giuliano é herdeiro de grande parte do espólio das músicas da Legião Urbana. Mas diz que, quando se trata da banda, todas as decisões são tomadas em conjunto com os outros ex-integrantes da Legião, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, que hoje desenvolvem trabalhos solo.

“Eu sou o herdeiro do trabalho do meu pai, não de toda a obra da Legião Urbana. Cada um seguiu seu caminho e, por morarmos em cidades diferentes, não temos muito contato. Mantemos apenas uma relação profissional”, diz.

Quando as gravações de “Faroeste caboclo” se encerrarem, Giuliano vai mergulhar em outro filme, dedicado a retratar a adolescência de seu pai nos anos 80. Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, “Somos tão jovens” terá Thiago Mendonça, que viveu o cantor Luciano em “Dois filhos de Francisco”, no papel de Renato Russo. As filmagens em Brasília estão previstas para começar no final de maio.

Giuliano está colaborando com a produção local e também na seleção de bandas para a trilha sonora. “Tento sempre me envolver em todos os projetos que cercam a Legião Urbana.” Informações do G1.


POLITICA
Dilma pede ação para conter a crise no governo
Da redação em 24/05/2011 09:50:13

Para retirar o governo da inércia provocada pela crise que atingiu o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff desencadeou ontem uma operação para tentar mostrar que o governo ‘está trabalhando‘ e não foi contaminado pelas denúncias.

Em reuniões com ministros representantes de todos os partidos da base aliada e líderes do Congresso, Dilma pediu unidade em torno da proposta do governo na votação do Código Florestal e pressa na conclusão do Plano Brasil Sem Miséria. A ideia é apresentar uma agenda positiva para se contrapor ao noticiário desfavorável.

Enquanto isso, o governo ganha tempo para que Palocci apresente as explicações solicitadas pela Procuradoria-Geral da República. Segundo interlocutores, Dilma disse esperar que elas sejam claras e suficientes. A ausência de fatos novos no noticiário ontem foi comemorada dentro do governo.

Um dos ‘três porquinhos‘ que comandaram a campanha presidencial de Dilma, Palocci enriqueceu em 2010, após a eleição. O governo teme que, se o ministro for atingido, o mandato da presidente também possa ser abalado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


SÃO PAULO
MP liga amigo de Lula a ‘mensalinho‘ em Campinas
Da redação em 24/05/2011 09:39:56

Relatório de 408 páginas sobre suposto esquema de corrupção e mensalinho na Prefeitura de Campinas (SP) agita o PT. O documento feito por quatro promotores do Gaeco, núcleo do Ministério Público que combate o crime organizado, sustenta ordem judicial de prisão contra 20 suspeitos - entre eles o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), foragido desde sexta feira -, e cita como alvo da investigação o pecuarista e empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem é anfitrião em momentos de lazer.

Apontado como elo da empreiteira Constran com diretores da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), empresa responsável pelo planejamento, execução e operação dos serviços de água e esgoto da cidade, Bumlai teria admitido a possibilidade de fazer delação premiada para "proteger Lula".

Lula é próximo também do prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), seu aliado nas campanhas de 2002 e 2006 e apoiador de Dilma Rousseff em 2010. A mulher do prefeito, Rosely Nassim, está na mira da promotoria. A investigação a coloca no topo da suposta organização criminosa. A primeira-dama, chefe de gabinete do marido, não foi presa porque um habeas corpus a livrou liminarmente de "medida coercitiva". Informações da AE.


DISTRITO FEDERAL
Mais uma vítima de naufrágio é encontrada por mergulhadores
Da redação em 24/05/2011 09:29:34

O corpo de um homem foi encontrado por volta das 8h da manhã desta terça-feira (24/5) no Lago Paranoá por mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Ele foi localizado no mesmo quadrante onde nessa segunda-feira foram retiradas outras três vítimas. É uma área de 50m² distante 300 metros de onde o barco naufragou. Depois de ser encontrado, ele ainda passou alguns minutos

 dentro da água até ser retirado por peritos na Polícia Civil e colocado no barco de apoio da operação. A vítima será levada para o Instituto Médico Legal para ser reconhecida.

Essa já é a quinta vítima do barco que naufragou na noite de domingo no Lago Paranoá. No dia do acidente, um bebê chegou a ser retirado com vida de dentro da água, mas não resistiu e acabou morrendo ainda no local. Ontem outras três vítimas foram localizadas. O trabalho de resgate segue hoje durante todo o dia. Informações do Correio Braziliense.


DISTRITO FEDERAL
CPI do Pró-DF ouve ex-secretário de Desenvolvimento Econômico
Da redação em 23/05/2011 19:16:36

A CPI do Pró-DF ouviu nesta segunda-feira (23) o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, José Moacir Viera, na qualidade de técnico, e não de testemunha ou investigado. De acordo com a presidente da Comissão, deputada Eliana Pedrosa (DEM), a oitiva teve o objetivo de fazer uma panorâmica sobre a concessão do benefício a partir da experiência de quem primeiro identificou a existência de irregularidades. A CPI do Pró-DF foi criada na Câmara Legislativa para apurar desvios na execução dos programas do GDF de apoio ao empreendimento produtivo.
 
José Moacir chefiou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do início do ano a 31 de março, quando deixou o cargo por motivos pessoais. Ao sair denunciou que havia muitas irregularidades na concessão do benefício do Pró-DF e que, por estar investigando os contratos, estaria recebendo ameaças.  Em seu depoimento à CPI, o ex-secretário disse que a situação do órgão era “um horror” e que “bastava querer para encontrar irregularidades”. Por isso, suspendeu por um ano a concessão de qualquer benefício do Pró-DF até serem auditados todos os processos. De 194 processos analisados pela secretaria, 181 estavam irregulares e foram cancelados pelo GDF.
 
“As irregularidades no Pró-DF são notórias entre os empresários. Colocamos o dedo na ferida e acabamos incomodando muita gente”. Mesmo dois meses após sair da secretaria, Moacir continua recebendo ameaças. “Sugiro que essa CPI retroceda a tempos passados, antes de 2011, a partir desse ano nenhum deslize foi cometido”, ressaltou Moacir. A comissão vai investigar o período de 1999 a 2010.
 
O relator da CPI, deputado Aylton Gomes (PR), questionou o depoente sobre quais foram as medidas adotadas para detectar as irregularidades. “Começamos a analisar os processos pelo conteúdo e não pelo nome da empresa na capa. Isso desagradou muita gente que recebeu grandes áreas. É aí que mora o perigo”, observou Moacir.
 
Suspeitas - O ex-secretário apontou caminhos para a investigação da CPI. Dentre as suspeitas relatadas, estão o grande número de projetos aprovados em 2010 - mais que o liberado nos três anos anteriores -, o caso de um projeto que foi aprovado em 14 dias e dois processos para a esposa do ex-senador Luiz Estevão. “Há também os enormes e milionários terrenos liberadas na L2, fora das áreas de desenvolvimento urbano. Isso é uma vergonha. Temos que delimitar o poder discricionário do secretário”, destacou.
 
Segundo Moacir, há uma cultura no DF de se apresentar projetos em nome de laranjas. “Empresas em nomes de parentes de governador, vice-governador, muitos deputados também foram beneficiados dessa forma”, acrescentou.
 
A partir das informações obtidas no depoimento, a presidente da CPI, Eliana Pedrosa, disse que vai marcar a oitiva de oito pessoas, dentre elas o ex-senador Luiz Estevão, empresários e uma funcionária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que, segundo o depoente, “seria um arquivo vivo”. Eliana também reiterou os pedidos de apoio à comissão. “A Comissão solicitou servidores à Secretaria de Transparência, de Fazenda, ao Tribunal de Contas do Distrito Federal e à Terracap para auxiliar na análise de documentos”. Informações da CLDF


POLITICA
Jarbas Vasconcelos pede renúncia de Palocci
Da redação em 23/05/2011 18:40:48

Agência Senado

Em discurso nesta segunda-feira no Plenário, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que cabe ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, renunciar ou à presidente da República, Dilma Rousseff, afastá-lo.

- Não queremos destruir ninguém. Queremos explicações sobre esse episódio que é muito nebuloso. Palocci deve explicações a todos os brasileiros e não pode mais se esconder - declarou.

O parlamentar afirmou que o ministro deve explicações sobre o aumento de seu patrimônio e o fato de ter prestado consultoria ao mesmo tempo em que era deputado federal. Segundo o senador, o caso não está encerrado e "dizer isso é jogar a sujeira pra debaixo do tapete". Jarbas Vasconcelos ainda afirmou que é papel do Congresso fiscalizar o Executivo e a bancada da oposição não aceita a blindagem do ministro.

Ele pediu investigação da evolução patrimonial de Palocci e citou matéria da Folha de S. Paulo, do último sábado, segundo a qual a empresa de Palocci faturou R$ 10 milhões entre novembro e dezembro de 2010, os dois meses que separaram a eleição da presidente Dilma Rousseff e sua posse.

Para o senador pernambucano, o ministro Palocci está incorrendo em um segundo erro na vida pública. Jarbas Vasconcelos lembrou que, em 2006, Palocci teve de pedir demissão do Ministério da Fazenda devido ao caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

- O caseiro Francenildo fez a coisa certa: provou a origem do dinheiro de sua conta. Resta a Palocci fazer o mesmo, se é que isso é possível - declarou o senador.

Jarbas Vasconcelos afirmou que a Casa Civil sofre de um tipo de maldição nos governos do PT, já que denúncias de casos de corrupção atingiram os ex-ministros José Dirceu e Erenice Guerra e, agora, o ministro Antonio Palocci.

- Só salvou a própria Dilma, que foi ministra e agora é presidente - disse.

Apartes

Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) apoiaram o pronunciamento de Jarbas Vasconcelos. Marisa Serrano (PSDB-MS) disse que esse é um caso que entristece e não está restrito a algumas salas do governo.

- O país inteiro está discutindo e ainda há muito por esclarecer - afirmou.


MÚSICA
Pink Floyd - Another Brick In The Wall(Live)
Enviado por Carlos Honorato em 23/05/2011 16:03:17


POLITICA
Dinheiro para empresa no fim do ano é muita ‘coincidência‘, diz OAB
Da redação em 23/05/2011 14:14:12

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, se disse "indignado" com o fato de a empresa do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) ter recebido mais de R$ 10 milhões em dois meses após a eleição da presidente Dilma Rousseff, como revelado pela Folha. No ano de 2010, quando o atual ministro era deputado e atuava na coordenação da campanha de Dilma, a Projeto, empresa de Palocci, faturou R$ 20 milhões.
 
Nos dois últimos meses do ano passado, a empresa levou mais da metade desse valor. "Pode-se deduzir que ele teria recebido isso como uma compensação pela campanha, e que teria de ser paga antes de ele assumir o ministério. É muito coincidente", afirmou. "O que mais me assusta é o fato de [a Procuradoria Geral da República] não querer nem investigar. Há uma denúncia que foi formulada, e tem que ser investigada", disse o presidente da OAB.
 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já afirmou não ver, até o momento, "elementos suficientes" para a abertura de um inquérito. Ele pediu informações a Palocci e deu prazo de 15 dias para o ministro responder. A oposição começa hoje a recolher assinaturas para uma CPI. O PPS quer levar dois administradores da Projeto à Câmara para dar explicações. Informações da Folha.
 



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