“Agora eu sou mengão”. Com essas palavras Ronaldinho Gaúcho retribuiu todo o carinho recebido na sua apoteótica apresentação no Flamengo, em meados de janeiro. Cinco meses depois, a empolgação da torcida e diretoria tem dado lugar às cobranças, que refletem na mudança de fisionomia do astro.Ao ser vaiado pela torcida no empate sem gols com o Botafogo, Ronaldinho Gaúcho sentiu pela primeira vez a ira do torcedor, aborrecido com o apagado desempenho e com as inúmeras notícias sobre suas atuações nas noites cariocas. As informações são do R7.
A consequência veio no começo dessa semana. Na terça-feira (21), a torcida foi ao treino protestar contra o time, tendo o camisa 10 como principal alvo. O jogador sentiu o golpe e, já na última quarta-feira (22), demonstrou drástica mudança de comportamento no treino.
O farto sorriso deu lugar à uma fisionomia fechada, abatida. As costumeiras brincadeiras não ocorreram e Ronaldinho limitou-se a cumprir sem empolgação as tarefas físicas das atividades no CT Ninho do Urubu. O meia Renato comentou a mudança de atitude.
- Sobre ele [Ronaldinho] eu só posso dizer que se cobra muito no dia a dia, nos treinos. Ele procura dar o máximo, sempre nos ajudando. Não só ele, como todos nós estamos insatisfeitos com os resultados. Ele veio de clubes grandes e está acostumado. Aqui não é a seleção, mas é como se fosse.
Além de ter sido vaiado pela torcida, o atleta também virou alvo da diretoria, que procurou o irmão e empresário do jogador, Assis. No papo, foi aconselhado que o caçula fosse com menos sede ao pote na noite carioca.
De quebra, os dirigentes também demonstram insatisfação por não terem conseguido fechar, até hoje, com um patrocinador master para a camisa. Na Gávea, já se trabalha com a possibilidade de começar a se negociar contratos para o ano que vem, o que deixaria a temporada perdida neste sentido.
A culpa, nesse caso, não é de Ronaldinho, já que a diretoria, que tem a Traffic como parceira na empreitada, se mostrou prepotente ao começar a procurar, apenas no fim de janeiro, futuros parceiros. A essa altura, as grandes empresas já tinham seus orçamentos anuais comprometidos.
A ministra do Planejamento, Miriam Blechior, defendeu hoje (21) o sigilo do orçamento das obras da Copa do Mundo de 2014, que está em discussão no Congresso Nacional, como forma de conseguir baratear os custos. “O governo acha que isso é melhor para conseguir melhores propostas, para economizar recursos públicos e inibir eventuais combinações entre as empresas. Isso existe em vários países, portanto o governo segue com sua posição da importância de ter mecanismos de garantir preços mais baixos nas licitações”, argumentou.
Segundo a ministra, quando o valor é divulgado, as empresas enviam valores próximos ao estipulado. “Queremos reservar [não divulgar] esse valor para garantir que as empresas realmente façam uma competição entre si e não usem esse valor como a base, o que não induz à redução do preço. Se eu falo que é R$ 100, um põe R$ 99,90, outro R$ 99,80 e outro R$ 99,50.”
Ela acredita que a disputa será mais justa e o preço tende a cair. “É isso que interessa para a administração pública [a queda nos orçamentos apresentados]”, disse Miriam.
Ela ressaltou que os valores estarão disponíveis para os órgãos de controle e negou que a proposta atrapalhe a transparência do processo licitatório. “A informação estará disponível para os órgãos de controle. Ela só ficará reservada na primeira etapa do processo, aberta as propostas comerciais, esse número vem a público. Não há nenhuma intenção de encobrir informações, pelo contrário, queremos garantir melhores condições para a administração pública. A execução será toda acompanhada”, garantiu.
A polêmica sobre o sigilo do orçamento de obras da Copa começou na semana passada, quando a Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que institui o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) públicas, o que foi criticado por entidades e pela oposição.
A ministra do Planejamento reconheceu, no entanto, que alterações podem ser feitas à MP enviada pelo governo ao Congresso Nacional. “O Congresso é soberano para decidir. O governo mandou a proposta, vamos ver o que o vai acontecer no Congresso”, disse.Informações da Agência Brasil.
Com o sinal verde do Planalto, o PT do Senado retomará a linha de frente na defesa da votação, o mais rapidamente possível, do projeto que acaba com o sigilo eterno dos documentos oficiais considerados ultrassecretos. Segundo interlocutores do governo, a presidente Dilma Rousseff ficou irritada com as críticas recebidas pelas idas e vindas em relação ao projeto. O texto que acaba com o sigilo eterno, aprovado na Câmara, é criticado pelos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL), relator da matéria, e José Sarney (PMDB-AP).
Partiu de Dilma a determinação para que o Itamaraty se posicionasse publicamente, derrubando os argumentos dos dois de que a divulgação de documentos diplomáticos poderia criar problemas para o Brasil. Nesta quarta-feira, depois de declarar na véspera que a base estava liberada para aprovar no Senado o texto do projeto aprovado na Câmara , a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, informou aos líderes que a posição do Planalto é pela manutenção do requerimento para votação da matéria em regime de urgência.
O requerimento já foi protocolado na Mesa pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-AP).
- Eu apanhei por uma coisa que nunca defendi - reclamou Dilma com seus articuladores no Congresso, apesar de ela ter afirmado, antes de voltar atrás de novo agora, "que era público e notório" que ela tinha mudado de opinião.
O líder do PT, Humberto Costa (PE), comemorou a nova posição do Planalto a favor do fim do sigilo eterno e anunciou a retomada da posição inicial do partido de aprovar logo, e sem alterações, o texto da Câmara:
- Se o Collor apresentar emendas, vamos tentar derrubar no plenário. Mesmo após o reposicionamento do Planalto, na bancada petista, o senador Delcídio Amaral (MS) é um dos únicos que defendem alterações para manter o texto original enviado pelo Planalto, que prevê criação de uma comissão para analisar a necessidade de manutenção do sigilo em casos de soberania, documentos militares de fronteira e diplomáticos.
Com exceção do PTB e de poucos senadores, Collor e Sarney devem ficar isolados. O líder Renan Calheiros (PMDB-AL) e senadores do PMDB reafirmaram o apoio ao fim do sigilo eterno depois das declarações de Ideli.
Há duas semanas, antes da manifestação do Itamaraty, em almoço da bancada com a presidente Dilma, Collor fez um apelo veemente à presidente, alegando que a divulgação de certos documentos diplomáticos pode criar grandes constrangimentos para o Brasil.
- Há cartas antigas do então embaixador do Brasil na Bolívia, para o mandatário do Acre no Brasil, pedindo para mandar aos bolivianos mais cavalos manga-larga, e outras coisas que não podem vir a público de jeito nenhum, como os pedidos para mandar mulheres bonitas em troca do Acre. A divulgação dessas cartas pode levar os bolivianos a dizer que o trato não foi cumprido, ou que o Acre foi vendido para o Brasil muito barato e reabrir a discussão, para o Brasil pagar mais uma fortuna pelo estado. E também documentos da Guerra do Paraguai que têm implicações delicadas, que podem levar os paraguaios a achar que o Brasil manda muito naquele país - teria dito Collor a Dilma, segundo presentes. Informações de O Globo.
Uma inspeção do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas obras de reforma e ampliação do Maracanã - que são feitas pelo Consórcio Rio 2014, do qual a Delta Construções faz parte - mostra que o governo estadual pagou cerca R$ 8,7 milhões por projetos executivos que apresentam falhas, não foram aprovados ou sequer saíram do papel. O documento, ao qual O GLOBO teve acesso, revela ainda outras irregularidades, como o desembolso de R$ 226 mil acima do previsto no edital de licitação para o trabalho de transporte das cadeiras do estádio.
O relatório, feito após a visita dos técnicos em março deste ano, sustenta ainda que o gasto com a modernização do estádio já poderia ter sido reduzido em R$ 27,5 milhões. O TCE argumenta que o governo poderia ter recorrido à lei federal 12.350, que instituiu, desde dezembro passado, isenções de PIS e Cofins para os projetos relacionados à Copa do Mundo. Para o tribunal, não é "razoável" que o consórcio e o governo não tenham encontrado uma forma de usufruir dos direitos previstos na lei. O projeto do novo Maracanã está orçado em R$ 705 milhões, mas, segundo o governo, existem pedidos feitos pela Fifa que devem elevar o gasto final para R$ 931 milhões. Além da Delta, as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez fazem parte do consórcio. Informações de O Globo
A ex-senadora pelo PT-MT, Serys Slhessarenko, disse ontem que o petista Expedito Veloso, implicado no "escândalo dos aloprados" admitiu em conversas com ela que integrantes do partido haviam montado dossiês na campanha de 2006. Naquele ano também foram encontrados documentos reunidos pelo partido para tentar atingir a candidatura do tucano José Serra ao governo de São Paulo.Serys é a primeira petista a confirmar a montagem de dossiês na campanha. Ela contou que, há cerca de três anos, Veloso a procurou para dizer que setores do PT de Mato Grosso, liderados pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, hoje secretário no MEC (Ministério da Educação), promoveram uma "armação" contra a então senadora.O objetivo, disse, era atrelar seu nome à chamada "máfia dos sanguessugas", um esquema de fraudes na compra de ambulâncias.
"Ele [Expedito] veio muito chateado com o que o PT regional tinha armado contra mim. Era mais indignação de uma pessoa muito partidária em ver o que pessoas do próprio partido fizeram com uma candidatura", disse Serys à Folha. Em 2006, a senadora afrontou Abicalil ao insistir numa candidatura própria ao governo de Mato Grosso. O grupo do então deputado apoiava a reeleição de Blairo Maggi (então no PPS).
A denúncia que abalou a candidatura de Serys -ela acabou em terceiro lugar na disputa- dizia que a família Vedoin, pivô de desvio de verbas federais para a compra de ambulâncias, teria pago R$ 35 mil ao genro da então senadora. Serys, que nega conhecer Vedoin, não foi indiciada pela Polícia Federal nem denunciada pela Procuradoria da República e também foi absolvida no Conselho de Ética do Senado.
A ex-senadora pediu a demissão de Abicalil, que é cotado para o segundo cargo mais importante na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência."As credenciais que ele apresenta não permitem que esteja no governo da presidente Dilma, governo que ele pode comprometer", afirma.A ex-senadora alega que não fez a denúncia antes porque não gravou as conversas com Veloso.
Segundo a revista "Veja" revelou no último final de semana, Veloso teria dito a um grupo de petistas, em conversa gravada, que o plano em Mato Grosso custou R$ 2 milhões e teve como alvo, além de Serys, o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB)."Ele [Veloso] disse que tinham armado contra mim, que tinha o envolvimento do Abicalil. [...] É uma coisa que não tem explicação que o ser humano faça."
Segundo Serys, Veloso contou que soube da "armação" quando chegou a Cuiabá (MT). Ele atuava na campanha presidencial de reeleição de Lula.Abicalil disse, por e-mail, que conheceu Veloso "em 2006, durante a campanha eleitoral, como monitor de pesquisas eleitorais". Afirmou "desconhecer qualquer declaração da senadora Serys sobre o episódio".Veloso não se pronunciou.Informações da Folha.
A lei que autoriza a regularização fundiária dos templos religiosos do Distrito Federal foi sancionada no feriado de Corpus Christi de 2009. Mas, desde a definição das regras, nenhuma igreja conseguiu a documentação dos lotes ocupados. Dificuldades para licitar os imóveis e detalhes da legislação impediram o lançamento de editais de concorrência pública para regularizar os templos. Agora, o governo quer mudar as normas e abrir licitação para legalizar os primeiros terrenos até o próximo dia 6. A meta é resolver a situação de todos os 1,8 mil templos irregulares, que foram erguidos antes de 2009.
O Projeto de Lei Complementar nº 13/2011, que altera a Lei Distrital nº 806/2009, recebeu ontem a aprovação dos deputados distritais que integram a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Câmara Legislativa. A proposta, de autoria do governador Agnelo Queiroz (PT), chegou à Casa no mês passado. Agora, falta apenas a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário. A expectativa dos parlamentares e do governo é que, em duas semanas, a lei esteja em vigor e a licitação seja lançada, com a inclusão dos primeiros terrenos a serem legalizados.
As discussões em torno da regularização dos lotes ocupados por templos religiosos se arrastam há quase duas décadas. As áreas foram cedidas pelo governo, sem o pagamento devido. Com o vencimento das concessões, o Ministério Público do Distrito Federal passou a exigir o cumprimento da lei, com a realização de licitação pública. Diversos governos tentaram resolver o problema, alguns com medidas eleitoreiras, que previam a doação dos terrenos. Mas a Justiça suspendeu todos esses contratos e determinou a realização de concorrência pública.
Há dois anos, o Executivo sancionou a Lei nº 806/09, que estabelece as normas para a regularização. As regras valem para os templos religiosos e também para entidades de assistência social que ocupam área pública. Todas deverão pagar pelos lotes ocupados, mas o GDF quer buscar facilidades para essa quitação. O novo projeto de lei que tramita na Câmara prevê um prazo de até 240 meses para o pagamento dos valores devidos. A avaliação levará em conta os preços aferidos em 2006, quando foi feito o primeiro levantamento de valores. Informações do Correio Braziliense.
O ataque hacker às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da
Receita na madrugada desta quarta-feira (22) foi o maior já sofrido pela rede de
computadores do governo brasileiro. De acordo com o Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro), o ataque - que não causou danos às informações
disponíveis nas páginas - partiu de servidores localizados na Itália.
Para derrubar os sites, os hackers utilizaram sistemas que faziam múltiplas
tentativas de acesso ao mesmo tempo, técnica batizada de “negação de serviço” e
conhecida pelas iniciais em inglês DDoS (Distributed Denial of Service). O
objetivo dessa ação é tornar o serviço indisponível.
A ação foi reivindicada pelo grupo LulzSecBrazil, que teria ligações com o
LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e
Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais
americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia
federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS.
Nos ataques a sites do governo brasileiro, foram mais de 2 bilhões de
tentativas de acesso em um curto período de tempo. Entre as 0h30 e 3h as páginas
ficaram fora do ar por causa do ataque, mas entre a 0h40 e 1h40 foi o período de
maior concentração dos ataques e o sistema ficou congestionado.
LulzSecBrazil anuncia ataque a sites do governo brasileiro
através do Twitter. (Foto: Reprodução)
Durante a tarde, o site da Petrobras também saiu do ar, voltando a funcionar
em alguns momentos. No Twitter, hackers do grupo LulzSecBrazil avisaram que a
Petrobras seria alvo de DDoS mesmo das páginas saírem do ar. A página da
Petrobras já havia ficado indisponível na manhã desta quarta (22) durante alguns
minutos. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, houve apenas uma
instabilidade.
Como justificativa para o ataque, os hackers publicaram mensagens no Twitter
criticando o alto preço dos combustíveis no país. “Acorda Brasil! Nao queremos
mais comprar combustivel a R$2.75 a R$2.98 e expotar (sic) a menos da
metade do preco! ACORDA DILMA!”.
Governo diz que bloqueou tentativa A Secretaria de
Imprensa da Presidência da República divulgou
uma nota oficial informando que o Serviço Federal de Processamento de Dados
(Serpro) detectou e bloqueou a tentativa de ataque às páginas da Presidência da
República, Portal Brasil e da Receita.
"Isso já ocorreu outras vezes, não chega a ser uma novidade. Mas eles não
conseguiram ter acesso a nenhuma informação desses sites. Eu não conheço esse
grupo de hackers", disse o diretor-superintendente do Serpro, Gilberto
Paganotto, em entrevista à agência de notícias Reuters.
Uma fonte do governo informou que na terça-feira durante o dia a presidente
Dilma Rousseff foi informada de que havia um movimento estranho de acesso aos
sites do governo. Segundo essa fonte, o governo estava de sobreaviso para um
eventual ataque que acabou ocorrendo durante a madrugada.
Na nota divulgada nesta quarta-feira, a Secretaria de Imprensa da Presidência
informa também que houve um congestionamento das redes e que os sites ficaram
fora do ar por cerca de uma hora.
"O Serpro (Serviço de Processamento de Dados) detectou nesta madrugada, entre
0h30 e 3h, uma tentativa de ataque de robôs eletrônicos aos sites Presidência da
República; Portal Brasil e Receita Federal. O sistema de segurança do Serpro,
onde estes portais estão hospedados, bloqueou todas as ação dos hackers, o que
levou ao congestionamento das redes, deixando os sites indisponíveis durante
cerca de uma hora", diz a nota.
Ainda segundo o texto da assessoria da Secretaria de Imprensa da Presidência
da República, o ataque dos hackers foi controlado e os dados dos sites não foram
violados. "O Serpro informa que o ataque foi contido e os dados e informações
destes sites estão absolutamente preservados". Informações do G1.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas sorteadas pela Caixa Econômica
Federal (CEF), nesta quarta-feira (22), pelo concurso 1.294 da Mega-Sena. Confira os números sorteados: 04 - 06 - 29 - 48 - 50 –
51
Segundo a Caixa, 148 apostas acertaram a quina e cada uma vai receber R$
25.649,30. Outras 10.401 apostas acertaram as quatro dezenas e vão receber R$
521,39. De acordo com a Caixa, o prêmio acumulado para o próximo concurso, que será
sorteado no sábado (25), é de R$ 72 milhões.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ter uma boa relação pessoal com o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas afirmou que o sucessor “tem a língua solta” e às vezes “diz coisas que não precisa”. FHC, que no último fim de semana completou 80 anos de vida, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal da Record News. Durante a conversa com os jornalistas Heródoto Barbeiro e Ricardo Kotscho, o tucano falou de seu governo, opinou sobre o futuro dos partidos políticos - inclusive do seu, o PSDB - e apontou mudanças que viu acontecerem no Brasil nas últimas oito décadas.
Em sua opinião, hoje o país se destaca pela redução da pobreza e pelo encurtamento de distâncias físicas, com investimento em infraestrutura.Questionado sobre o relacionamento com Lula, que o sucedeu no Palácio do Planalto, Fernando Henrique disse que, aos poucos, esse vínculo foi contaminado por uma “necessidade eleitoral de definir o inimigo”. Segundo ele, essa foi uma estratégia desenvolvida pelo PT para atacar o PSDB.
- Nunca houve nada, nenhuma coisa pessoal. O Lula tem a língua solta. Eu também, mas a dele é mais solta que a minha. De vez em quando, ele diz coisas que não precisa.
Quanto ao PSDB, FHC afirmou que é o único partido que, atualmente, tem boas opções para suceder a presidente Dilma Rousseff em 2014.
- São pelo menos três, de imediato: o Geraldo [Alckmin], o Aécio [Neves] e o [José] Serra.
O ex-presidente, no entanto, fez críticas ao sistema partidário brasileiro, que em sua opinião não acompanhou o desenvolvimento da sociedade.
- Eu acho que os partidos são cada vez menos vinculados à vida, à sociedade, ao dia-a-dia. A sociedade mudou muito, e os partidos mudaram menos.
Segundo FHC, hoje as lideranças pessoais, como ele e Lula, são mais importantes que os partidos políticos.
Ainda na entrevista, exibida em parte na edição desta quarta-feira (22) do Jornal da Record News, o tucano falou de política externa e de sua defesa da descriminalização da maconha, entre outros temas. A íntegra da conversa vai ao ar no domingo (26), às 22h, também na Record News, no especial FHC - 80 anos.
DISTRITO FEDERAL Enquete é suspensa
Enviado por Carlos Honorato em 23/06/2011 00:35:07
Acabamos de constatar um ataque ao nosso servidor em função da nossa enquete "Em quem você poderia votar para governador do DF em 2014?" Por mais que os integrantes tenham fiéis eleitores, a rapidez do número de votantes em menos de duas horas indica que se trata de uma ação externa com o intuíto de beneficiar alguém. Preferimos não citar nomes.
Por sugestão do nosso pessoal técnico, decidimos suspender a enquete para o ajuste do sistema de segurança. A nossa investigação sugere que a suspeita levantada da enquete deve ter sido em um outro ataque que não havíamos detectado.
Pedimos desculpas aos nossos leitores e lamentamos a suspensão da enquete. Assim que o sistema de segurança for corrigido iremos retomar a enquete que, repetimos, não tem qualquer valor científico de aferição de preferência do eleitorado.
France Pess - Neymar comemora o primeiro gol do Santos
Gazeta Esportiva
Depois de 48 anos, o santista pôde usar do benefício de ter Neymar, Ganso e companhia em seu time para celebrar um título de Libertadores. Os Meninos da Vila, agora sob o comando de Muricy Ramalho, venceram o Peñarol por 2 a 1 no Pacaembu, nesta quarta-feira, e fizeram do clube tricampeão do principal torneio do continente.
Para repetir o feito obtido no bicampeonato dos tempos de Pelé em 1962 e 1963, o Peixe que faz sucesso no século XXI precisou administrar seus nervos. Depois de ficar no 0 a 0 em Montevidéu, o Peixe teve 45 minutos para conseguir encaixar seu passe. No segundo tempo, enfim balançou as redes uruguaias com gols de Neymar, aos dois, e Danilo, aos 24 minutos.
Para aumentar o nervosismo, Durval ainda acabou marcando um gol contra aos 35. A geração que já foi bicampeã paulista e da Copa do Brasil, contudo, conseguiu segurar a vitória suficiente para levar a taça da Libertadores da América à Vila Belmiro. Troféu bem colocado, por novos e talentosos pés, que agora podem encontrar o Barcelona no Mundial de Clubes, no Japão, em dezembro.
O jogo - Grande novidade e esperança santista, Paulo Henrique Ganso foi vítima da surpreendente estratégia do Peñarol no início do confronto. Dono da saída de bola, o time uruguaio adiantou sua marcação a ponto de ficar os primeiros minutos no campo adversário mesmo sem bola. Nesta pressão, fez com que o meia errasse seu primeiro domínio e primeiro passe na intermediária defensiva.
Mas o ocorrido não passou de um susto. O Peñarol, como prometeu, não abdicou de sua estratégia, logo se posicionando para o desarme atrás do meio-campo. E muito menos o camisa 10 esqueceu de sua principal característica. Logo Ganso colocou a bola no chão e a tocou com a precisão de sempre. A partida, então, já estava sob controle do Santos.
Se Neymar chegou a atravessar o campo para tentar tirar a bola dos uruguaios nos primeiros minutos, logo pôde se posicionar nas costas de seus marcadores para receber a bola vinda de Ganso. Tudo ficou mais tranquilo quando os comandados de Muricy Ramalho conseguiram respirar e colocar em prática a estratégia do treinador.
Com Elano em sua posição original, pela direita, a saída de bola tinha mais qualidade. Além disso, Arouca estava livre para aparecer como surpresa na frente. Os laterais Danilo e Léo também podiam avançar sem problemas, em uma tática que parecia ideal para anular as duas linhas de quatro defensivas do Peñarol. E sempre havia alguém ao lado de Edu Dracena, Durval e Adriano para marcar Juan Olivera, Martinuccio e, de vez em quando, Mier.
A falha ofensiva do Peixe estava em Danilo, visivelmente nervoso e inseguro para subir. Mas o time soube compensar. Alejandro González, um defensor posicionado como lateral direito, estava colado, perseguindo Neymar, sempre com a ajuda de Corujo, mas o santista sempre tinha a companhia de alguém pela ponta esquerda, principalmente Léo.
Com a bola passando nos pés de Ganso, o campo de ataque foi se abrindo com oportunidades para o Santos. Na melhor delas, o camisa 10 deixou Neymar livre, cara a cara com Sosa, mas González evitou. O meia, contudo, não era importante só em lances decisivos. Estimulando as jogadas individuais dos colegas, conseguiu cavar faltas importantes a favor da equipe alvinegra.
A bola parada, entretanto, não estava tão calibrada nos pés de Elano, que levava mais perigo alçando em cobranças de escanteio. Como o gol não saía, o nervosismo passou a dominar alguns santistas importantes, como Arouca, Zé Eduardo e até o experiente Léo - estes dois últimos, por excesso de vontade, desperdiçaram chance clara. E o Peñarol conseguia diminuir o perigo adiantando sua marcação novamente no fim do primeiro tempo.
Parecia que o jovem time santista seria dominado pelos próprios nervos. Alejandro González já tinha deixado o campo por causa de uma falta dura cometida por Neymar. Na saída para o intervalo, Ganso trocou empurrões com Garcia. Mas os dois astros sabem muito bem o que fazer quando a bola rola.
Os dois precisaram de pouco mais de um minuto no segundo tempo para garantir mais um título ao Santos. Ganso iniciou com um passe de letra a arrancada de Arouca, que driblou três até deixar Neymar em condições de abrir o placar com um chute forte, que o goleiro Sosa não conseguiu evitar que parasse em suas redes.
Estava provado que, com dois craques, qualquer decisão, mesmo de Libertadores, muda. O antes copeiro Peñarol passou a distribuir pancadas, em nervosismo que resultou em bronca até do técnico Diego Aguirre. A atitude de experiente passou a ser dos Meninos da Vila, totalmente com a final nas mãos.
Embalados por um Pacaembu lotado, e gritando, o Peixe tinha um Arouca aceso o suficiente para, com Neymar, Ganso e Elano, trocar passes no meio-campo. A posse de bola era santista, o segundo gol era questão de tempo. E surgiu em uma comprovação de que os craques mudaram o panorama da partida.
Antes nervoso, Danilo arrancou pela direita, limpou Darío Rodríguez e, com Guillermo Rodríguez no chão, acertou um belo chute. Jogada típica de um dos Meninos da Vila, para confirmar a festa no Pacaembu. Outros foram perdidos por erros em assistências e novas chances claras desperdiçadas por Zé Eduardo.
Para aumentar a tensão e provação dos garotos, Durval acabou fazendo um gol contra ao desviar cruzamento de Estoyanoff, aos 35 minutos. Mas, na base da raça e pressão, o Peñarol não conseguiu superar a promissão geração santista. Pela primeira vez desde a Era Pelé, o Santos, de Ganso e Neymar, é campeão da Libertadores.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) começou a julgar na tarde desta quarta-feira (22/6) processo movido pelo Ministério Público Eleitoral contra o distrital Raad Massouh (DEM). O julgamento foi suspenso devido a um pedido de vista quando o placar estava em três a zero a favor da cassação do deputado. O órgão ainda não marcou a próxima sessão para dar prosseguimento à análise.
Segundo o procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill, Raad cometeu ilicitudes na captação e no uso de recursos na campanha de 2010. O deputado não declarou corretamente o uso de quatro veículos na prestação de contas. Além disso, recebeu R$ 30 mil de empresa constituída no mesmo ano das eleições. Segundo a legislação, só pode fazer doações pessoas jurídicas criadas pelo menos no ano anterior ao pleito.
O relator, desembargador Mário Machado, deferiu o pedido de cassação e foi acompanhado por dois colegas. O julgamento foi suspenso devido ao pedido de vista do juiz Marcos Rezende. Para o resultado final são necessários quatro votos. Em caso de empate, a decisão fica a cargo do presidente da Corte, João Mariosi. Segundo a defesa de Raad, as irregularidades foram todas ajustadas e não há motivo para a condenação.
Lauriberto Braga, especial para o Estado de S. Paulo
O prefeito de Senador Pompeu, no Ceará, Antônio Teixeira de Oliveira (PT), está foragido desde o último domingo, 19, quando deixou a cidade em um ônibus alugado levando outros 36 suspeitos de corrupção. A Justiça cearense fez o pedido de prisão preventiva deles, mas até agora somente um funcionário da Prefeitura foi preso.
O prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores são acusados pelo desembargador Darival Bezerra de fraude em licitações, desvio de dinheiro público, envolvimento em crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Além da prisão, o magistrado determinou o afastamento de Antônio Teixeira de Oliveira, do vice Luís Flávio Mendes de Carvalho, e do vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Tárcido Francisco de Lima Baia.
Conforme a representação criminal feita pelo Ministério Público eles cometeram em 2008 desvio de recursos públicos, pagamentos indevidos, emissão de cheques para pagamentos de empresas não idôneas que fornecem notas fiscais frias e outras "condutas criminosas", causando "dano de grande monta ao erário municipal".
O clima em Senador Pompeu, a 275 quilômetrosde Fortaleza, é de incerteza. Os moradores fazem plantão em frente ao Paço Municipal, que está fechado. O petista foi reeleito em 2008 com a promessa de fazer um novo mercado público e um calçadão próximo a linha férrea. As obras estão paradas. O presidente da Câmara, vereador Ibervan Ramos, está só esperando a determinação judicial para assumir. Ele está preocupado em logo nomear seu secretariado.
O advogado do prefeito, Paulo Quezado, afirmou que vai provar em juízo a inocência do gestor. Segundo Quezado, não houve desvio de verbas em Senador Pompeu. O advogado prometeu entregar o prefeito à Justiça na tarde desta quarta-feira, 22, mas até às 17 horas não tinha cumprido a promessa.
Antônio Teixeira sofre ameaça de expulsão do PT. A prefeita de Fortaleza e presidenta estadual do PT, Luizianne Lins, já foi comunicada do pedido, que foi encaminhado ao Conselho de Ética.
O ex-ativista Cesare Battisti agora pode viver e trabalhar no Brasil como qualquer outro imigrante legal, por tempo indeterminado. Nesta quarta-feira (22/6), o Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao Ministério do Trabalho, concedeu autorização de permanência para o italiano. O visto será confeccionado pelo Ministério da Justiça. Depois disso, ele pode até receber benefícios do governo. As informações são do portal UOL.
A Itália já avisou que não vai tentar reverter a decisão. “Isto é uma questão interna brasileira. A Itália está tentando, por meio de um acordo [de 1954], reaver a decisão do Supremo de não cumprimento do tratado de extradição”, conta o advogado do governo italiano Nabor Bulhões.
A votação acabou em 14 votos a favor, dois contrários, uma abstenção e três ausências. Ao contrário do que acontece com os brasileiros, Battisti não pode votar ou se candidatar a cargos eletivos.
No último 8 de junho, por seis votos a três, os ministros se posicionaram a favor da soltura e contra a extradição de Battisti, contrariando voto do relator, ministro Gilmar Mendes. O italiano foi condenado à prisão perpétua por um tribunal italiano que o considerou culpado pelos assassinatos de quatro pessoas na década de 1970, quando era militante do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), e sua extradição era exigida pela Itália. Ele foi detido no Rio de Janeiro, em março de 2007, e desde então estava preso no Brasil.
O plenário do STF julgou, nesta semana, o recurso do governo italiano. O país argumentou que a decisão do então presidente Lula feriu o tratado de extradição firmado entre os dois países e o pedido da defesa do italiano de liberação imediata.
Repercussão O ex-ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse que considera justa a decisão do Conselho Nacional de Imigração. Ele comentou que Battisti “merece” ficar no país para trabalhar. As informações são da Agência Brasil.
A época em que era ministro da Justiça no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genro concedeu a Battisti a condição de refugiado político, contrariando decisão do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). A decisão, contudo, foi invalidada pelo STF e Battisti retornou à condição de extraditando.
O advogado do italiano, Luiz Eduardo Greenhalg, afirmou em nota à imprensa, que seu cliente recebeu com tranquilidade o resultado da reunião do Conselho.
“Cesare Battisti nutre a esperança de poder restaurar a normalidade de sua vida, continuando a escrever seus livros, e ver cessada a perseguição que há anos vem lhe atingindo”, diz Greenhalgh. Segundo o advogado, Battisti sabe de suas obrigações como estrangeiro no Brasil e que irá cumpri-las fielmente.
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