Carregando...
 
 
Brasília-DF, 01 de Julho de 2006. Ano 2
Hoje
JULHO/2006
D S T Q Q S S
1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31
Total de 33219 notícias

Máfias concorrentes
Enviado por Carlos Honorato em 29/07/2006 03:15:27


Alan Gripp e Maria Lima, de O Globo


A CPI dos Sanguessugas tem fortes indícios de que a quadrilha que superfaturava a venda de equipamentos hospitalares, com o envolvimento de 90 parlamentares, não atuava sozinha no Congresso Nacional. A comissão investiga a existência de pelo menos três máfias paralelas, que disputavam com os donos da Planam recursos provenientes de emendas parlamentares. A suposta concorrência entre quadrilhas é revelada pelo dono da Planam, o empresário Luiz Antônio Vedoin, em seu depoimento à Justiça Federal de Mato Grosso.

Vedoin disse à Justiça que uma emenda do deputado Almir Moura (PFL-RJ), que vinha sendo negociada com ele em troca de propina, foi redirecionada para uma empresa concorrente: a Médica Engenharia de Veículos. A empresa teria feito a negociata com Adarildes Moraes Costa, que já trabalhou nos gabinetes de seis deputados e, segundo Vedoin, “ocupava posição de operadora do esquema no PL”.

Em sua página na internet, a Médica Engenharia é apresentada como uma próspera empresa que ocupa uma área de 15 mil metros quadrados em Santa Maria, cidade-satélite de Brasília, e usa “técnicas modernas” para transformar veículos em 13 tipos diferentes de unidades móveis de saúde, além de carretas para aulas de informática — uma das áreas de atuação da máfia dos sanguessugas.

Clique aqui para ler mais



Heloísa se diz surpresa com apoio de Garotinho, mas não rejeita
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:30:14


ANDREZA MATAIS, da Folha Online

A candidata do PSOL à Presidência da República, senadora Heloísa Helena (AL), disse nesta sexta-feira que foi pega de surpresa com o anúncio do ex-governador do Rio Anthony Garotinho de que irá apoiá-la nas eleições de outubro.

Em entrevista em Recife, onde faz campanha hoje, Heloísa ressaltou que o assunto não foi discutido pelo PSOL, mas que todos os apoios são bem-vindos. "Humildemente tenho que agradecer qualquer intenção de voto", afirmou.

Heloísa enfatizou, no entanto, que não fará nenhum tipo de concessão ao ex-governador para que ele se integre à campanha. "Concessão zero", disse.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que Garotinho também não terá espaço num eventual governo de Heloísa Helena, caso ela seja eleita. Segundo ele, o que interessa para o PSOL são os votos do ex-governador.

"Se o apoio dele significa abrir uma porta para que a pequena multidão que gosta dele ouça as nossas propostas e vote nela, é muito bom", disse o deputado.

Segundo Alencar, Garotinho entra na campanha de Heloísa como um "surfista, que não muda o curso da onda, mas se adapta à ela". "O apoio dele não significa adesão às idéias dele, aos métodos programáticos. Não há compromisso neste sentido", reiterou.



Campanha sem vice
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:19:31


Anna Karolina Bezerra, do Jornal de Brasília


A ausência do candidato a vice-governador na chapa da governadora Maria de Lourdes Abadia, Maurício Corrêa, foi motivo de vários comentários de eleitores ontem, durante visita da candidata a Sobradinho II. Há três semanas em campanha, Abadia ainda não contou com a presença do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nos eventos e caminhadas pelas sete cidades já visitadas.

Sempre acompanhada pelo ex-governador Joaquim Roriz, a governadora-candidata participa de eventos de campanha pela manhã e, à tarde, na cidade escolhida. Geralmente são cafés da manhã e almoços, além de caminhadas nas avenidas principais e nos comércios das satélites. Segundo ela, cabe ao vice cuidar de assuntos relacionados à área jurídica e representá-la em compromissos. "Ele está com outra frente de trabalho e tem me representado, por exemplo, nos eventos das igrejas. Mas à medida que lançarmos a campanha, que tiver mais mobilização nos comícios, ele virá. Esse primeiro momento é um reconhecimento para ver o que a comunidade está precisando", explicou ela.

Corrêa está à frente de uma "força-tarefa" para encontrar, em 45 dias, uma solução definitiva que permita a regularização dos condomínios. Segundo ele, após a conclusão dos trabalhos seu engajamento será mais intenso. "Provavelmente na semana que vem, quando concluir as conversas que tenho tido, vou participar mais ativamente", garantiu. Entre as conversas a que ele se referiu estão encontros com membros do PDT para um possível apoio à chapa Abadia/Corrêa.

Militantes
A equipe da governadora teve grande dificuldade para conter a militância nos eventos oficiais do GDF. Em visita à Feira Permanente de Sobradinho II, o chefe da Agência de Infra-Estrutura e Desenvolvimento Urbano, Genésio Tolentino, teve que pedir insistentemente que cabos eleitorais munidos com bandeiras e até as "rorizetes", moças que ficam distribuindo adesivos, se retirassem do local. Antes da chegada de Abadia, duas bombas de fabricação caseira explodiram no banheiro masculino da feira. Apenas a lixeira ficou danificada.

Em visita ao Centro de Saúde da cidade, pela manhã, Abadia se deparou com um grupo de militantes do adversário José Roberto Arruda (PFL). Ao ver as bandeiras, negou qualquer incômodo. "Vieram me perguntar se o Arruda tinha renunciado. Eu disse: 'olha, não sei, gostaria muito'. Todos estão me acompanhando, bandeirando para mim e batendo palmas."



Pressão por Arruda
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:16:24


Lenilton Costa, do Jornal de Brasília


O PFL pretende exigir uma declaração de apoio mais explícita do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), ao deputado José Roberto Arruda (PFL), que disputa a eleição para o GDF. O recado deve ser transmitido a Alckmin na próxima quarta-feira, quando as bancadas do PFL e do PSDB se reúnem, em um café da manhã, com o presidenciável tucano para falar de estratégias de campanha e fazer avaliação de conjuntura.

Os pefelistas são os principais parceiros de Alckmin na disputa pelo Palácio do Planalto, tendo indicado o senador José Jorge (PE) como candidato a vice na chapa. Segundo o líder do PFL na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), o partido pretende mostrar para Alckmin que a eleição de Arruda é prioridade para a legenda.

Prioridade
"O Arruda é sempre nossa prioridade. O Geraldo Alckmin é um homem correto e sabe da importância da eleição do Arruda para o PFL e os nossos 65 deputados. Vamos pedir a ele que deixe mais claro o apoio a Arruda e que não priorize a governadora Maria Abadia por ser do PSDB", revelou Maia.

Arruda, que ontem terminou a tarde com uma caminhada na Rodoviária, recebeu a notícia do futuro apelo a Alckmin com uma frase que mostra precaução. "O PFL sempre me apoiou muito", resumiu.

Medida provisória
Antes de começar a caminhada pela Rodoviária de Brasília, Arruda esteve reunido com lideranças sindicais ligadas à Polícia Civil e com o relator da Medida Provisória 308 (que concede reajuste de 17% aos policiais), deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF). Arruda foi intercerder pelos agentes de segurança pública e pedir que Fraga aprovasse o texto enviado pelo Planalto e as três emendas feitas na Câmara, que consistem, basicamente, na concessão de adicional noturno e insalubridade.

"Fraga é reconhecidamente o deputado que mais se interessa pela questão da segurança. Vim aqui para pedir que ele aprove a MP tal como veio do governo, acolhendo as três emendas feitas nesta Casa. Disse a ele que isso é um pedido da própria categoria. Fraga já havia estudado a proposta e foi receptivo ao nosso pedido", explicou José Arruda.



Juiz decreta falência da Avestruz Master
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:08:07


Giselle Vanessa Carvalho, do Diário da Manhã


Após 265 dias de agonia, a Justiça decretou a falência da Avestruz Master (AM). Em decisão proferida ontem, o juiz da 11ª Vara Cível de Goiânia, Carlos Magno Rocha da Silva, alegou descumprimento ao plano de recuperação judicial, surgimento de novas provas e documentos que comprometem a empresa, além da possibilidade de pulverização dos ativos remanescentes. Foi um acato à petição de falência protocolada por 189 ex-funcionários, donos de mais de R$ 315 mil em créditos, e pela Associação Nacional dos Investidores da Avestruz Master. O defensor jurídico da AM, Neilton Cruvinel Filho, recorrerá da decisão.

O juiz estadual também decretou a prisão temporária de Jerson Maciel e proibiu que todos os sócios, administradores e gerentes saiam da cidade sem autorização judicial. Haverá ainda a quebra de sigilos bancário e fiscal de todas as pessoas com envolvimento direto no caso Master. A homologação da falência invalidou o contrato advocatício de R$ 102 milhões firmado entre os advogados Neilton, Nielsen Cruvinel e Guilherme Jardim e desconsiderou a personalidade jurídica das nove empresas que compõem o grupo. Além disso, tornou os mais de 55 mil credores donos do plantel e do Frigorífico Struthio Gold e abriu margem para a formação de uma sociedade de credores. Todos os funcionários serão contratados pela massa falida.

A falência não significa a paralisação das atividades da Avestruz Master. Haverá, inclusive, o cumprimento de todos os eventuais contratos de venda de carne que já tenham sido firmados pela empresa. O administrador judicial Sérgio Crispim passa a ocupar o lugar até então de Neilton Cruvinel como diretor administrativo da massa falida. Os conselhos administrativos e fiscais, eleitos em assembléia, permanecem na gestão na forma de um comitê de credores. “Pode haver vida depois da falência. Se a empresa era mesmo viável na recuperação judicial, também será na falência”, diz Magno. As fazendas e o frigorífico não serão lacrados para que a Avestruz Master continue suas atividades. Mesmo hoje os funcionários terão que cumprir normalmente seu expediente de trabalho, como contratados da massa falida. “As aves continuarão sendo sacrificadas para honrar esses possíveis contratos. A nova lei de falências valoriza o ativo”, frisa.




Para João Paulo, mensalão foi crise política
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:05:59

Sérgio Vieira, do Diário do Grande ABC



Sem constrangimento, o deputado federal e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) – que tenta a reeleição – garante que não passará toda a campanha explicando seu envolvimento no escândalo do mensalão, onde foi acusado de fazer caixa 2, foi absolvido pelo Legislativo, mas acabou denunciado pela Procuradoria-Geral.

“As explicações são necessárias, mas não são exclusivas. Eu fui arrastado para o meio da crise e tenho falado, na campanha, dos avanços no governo Lula. Não é somente mea-culpa”. Mesmo assim, reconhece a necessidade de mudanças em sua conduta. “Nem eu nem o PT podemos mais praticar caixa 2”.

Denunciado em abril pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma lista com 40 nomes – incluindo ex-ministros, membros do PT e de partidos aliados –, o petista tem confiança de que se livrará da acusação. “Sei muito bem o que fiz. Da mesma forma que fui absolvido pela Câmara, vou conseguir provar na Justiça que minha participação decorre da disputa política do País.”

O deputado é categórico ao afirmar que o mensalão não existiu. “O que aconteceu foi uma crise política envolvendo financiamento de campanhas do PT e dos aliados. A cassação do José Dirceu foi política”, insistiu.

João Paulo nega que esteja evitando fazer aparições públicas ao lado do senador Aloizio Mercadante, que tenta o governo do Estado e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. “Toda vez que minha agenda cruza com a deles, eu vou numa boa. No corpo-a-corpo encontro de tudo, gente que me elogia e gente que me xinga.”

Para ele, o PT será “absolvido” pela população nas urnas. “Nós vamos disputar com o PMDB qual será a maior bancada e o presidente Lula vai ganhar. O eleitor vai entender que o partido fez um acordo errado, mas isso não nos sentencia à morte.”

Apesar de boa parte dos 513 deputados federais ter se envolvido em algum escândalo – como o mensalão e os sanguessugas –, e de quatro terem renunciado ao mandato para se livrarem de processos de cassação, João Paulo acha que o balanço da atual legislatura é positivo. “O trabalho foi produtivo e votamos projetos importantes, como o Estatuto do Torcedor e o Fundo Nacional de Moradia Popular”.

A única frustração, segundo o parlamentar, é não ter conseguido colocar em pauta o projeto da reforma política. “O nosso sistema partidário padece de um problema sério, que é seu financiamento. Sou favorável que o voto seja para a legenda e não para o candidato. Também acho importante a fidelidade partidária. Eu deveria ter me empenhado mais para isso”.



Garotinho declara voto em Heloísa Helena
Enviado por Carlos Honorato em 28/07/2006 16:04:35


O ex-governador e ex-presidenciável Anthony Garotinho (PMDB) já decidiu qual candidato à Presidência da República vai apoiar. E não será o tucano Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que o sondava como aliado. A escolhida é a senadora Heloísa Helena, que disputa as eleições de outubro pelo P-Sol.

Durante comício em prol da candidatura de Geraldo Pudim, que disputa uma vaga a deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro, Garotinho comentou que não fará campanha em favor de nenhum presidenciável, mas que seu voto irá para Heloísa Helena.

Garotinho vinha sendo sondado por Alckmin por ser considerado como uma boa fonte de votos. Na semana passada, o tucano comentou que Garotinho teve votação expressiva quando se lançou como candidato à Presidência e, portanto, seria um aliado estratégico do PSDB.



Arruda caminha nove quilômetros no Recanto
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 18:05:03


Marcelo Vieira, do jornal Coletivo


O candidato do PFL, José Roberto Arruda, começou sua terceira semana de campanha oficial em um café da manhã no Sindicato dos Revendedores de Automóveis e almoçou com o candidato do PFL à Câmara Legislativa Claudio Bertolucci, que reuniu síndicos de diversas quadras de Águas Claras. Arruda ouviu diversas reivindicações dos síndicos, como condições mais favoráveis para a expansão do comércio e aumento da segurança no setor. O candidato respondeu aos síndicos que todas as reivindicações que tem ouvido da população desde o início oficial da campanha estão sendo passadas à sua equipe de governo que trabalha na formulação do seu plano de governo. O plano conterá 25 metas globais e será lançado no mês de agosto.

No início da tarde, Arruda fez uma caminhada de nove quilômetros no Recanto das Emas, colégio eleitoral que ajudou a decidir a eleição para governador do DF em 2002. O candidato dividiu o seu tempo entre contatos com comerciantes, donos de restaurantes, ambulantes, policiais militares e populares. A mesma estratégia que tem empregado nas caminhadas que tem feito nas outras cidades-satélites. Hoje à noite, o candidato pefelista será paraninfo de mais uma turma de formandos da universidade Euro-Americana. Ontem, discursou para bacharéis do curso de Relações Internacionais e hoje fará o mesmo para estudantes que terminaram o curso de Ciências Contábeis. Da faculdade o candidato seguirá para o Núcleo Bandeirante, onde participa de uma festa julina e, em seguida, terá um jantar com lideranças partidárias que formam a sua coligação.

O candidato voltou hoje a falar acerca da diminuição de taxas e contribuições em alguns setores da economia local, como forma de atrair novos empregos e diminuir a carga tributária, a fim de que a economia local possa aumentar sua produção interna e a exportação.



Arlete recebe apoio da CUT
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 06:00:30

Do Jornal de Brasília

A candidata do PT ao Palácio do Buriti, deputada distrital Arlete Sampaio, tem se mantido fiel à estratégia de fazer uma campanha diferenciada das demais postulações ao GDF. Arlete tem dedicado parte da agenda para a mobilização e apresentação de idéias e programa de governo para movimentos sociais organizados. Ontem foi mais um dia assim. Pela manhã, ela se reuniu com a coordenação de campanha e, à tarde. fez nova peregrinação em encontros com líderes religiosos.

A primeira parada foi na Igreja Pentecostal Nova Vida, onde se reuniu, por 30 minutos, com o bispo Antônio Joaquim da Costa, na 411/412 Norte. A entidade tem seis templos espalhados pelo DF e mais de nove mil fiéis. De lá, seguiu para a Faculdade Evangélica de Brasília (910 Sul), onde conversou com o pastor Jales Divino Barbosa, diretores da instituição e líderes religiosos. Amanhã, a candidata do PT participa da celebração de lançamento do Grupo Evangélico Fé e Justiça de apoio à sua candidatura e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.

Ontem, à noite, ela recebeu um apoio importante. Em jantar com dirigentes sindicais e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ouviu a declaração de apoio da entidade. Antes, respondendo à imprensa, a distrital falara sobre propostas de um eventual governo do PT para enfrentar o desemprego. "O Estado deve fazer investimentos em qualificação profissional, apoiar às micro e pequenas empresas e consolidar a área destinada à instalação das indústrias de tecnologia, a cidade digital", disse a candidata petista.

Arruda
O candidato do PFL, o deputado federal José Roberto Arruda, cumpriu, ontem, uma agenda secreta, em caminhadas solitárias, longe dos olhos da imprensa e dos assessores, pelas cidades do Distrito Federal.

No fim da noite estava previsto um encontro dele com caminhoneiros no comitê de campanha do candidato a deputado federal pela coligação de Arruda, Luís França, no Setor de Abastecimento e Armazenamento Norte (Saan).




Universidades brasileiras se lançam setor de debêntures
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 05:56:21


Da AE



A crise no ensino superior brasileiro privado fez com que universidades começassem a buscar recursos no mercado financeiro. Numa operação inédita no setor da educação, elas têm emitido debêntures, ou seja, colocado papéis da instituição à venda. O dinheiro, usado para sanar dívidas e fazer investimentos, tem de ser devolvido depois de um período determinado. Os juros, no entanto, são mais baixos que os bancários.

Para educadores, essa é uma forma de profissionalizar a gestão e impedir o fechamento de universidades. A operação mais recente é a da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), que acabou de receber a autorização para a emissão de R$ 40 milhões em debêntures. “O ensino superior mudou nos últimos anos, a concorrência aumentou muito e precisávamos fazer uma reestruturação”, diz o diretor financeiro da universidade, Marcelo Naddae. Como a maioria do setor, a Unicid sofre com a inadimplência, que chega a 12% ao mês.

O dinheiro dos títulos, segundo ele, servirá para pagar dívidas e investir em um novo campus na zona sul da cidade. A instituição tem hoje 11 mil alunos e uma unidade no Tatuapé.

“Os alunos só ganham. Melhora a qualidade de ensino e as mensalidades não aumentam”, diz o diretor administrativo da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), Luís Carlos Urbano. A instituição foi a primeira no país a emitir debêntures em 2004 por causa de uma dívida de R$ 56 milhões. Com a operação, a Ulbra – que tem 90 mil alunos é uma das maiores do Brasil – conseguiu 85% dos R$ 205 milhões lançados no mercado. O dinheiro foi usado também para a construção de um hospital universitário e de um prédio para o curso de Odontologia.

“Saímos do juro caro e conseguimos investir”, diz Urbano, referindo-se ao que é cobrado pelos bancos. Segundo Urbano, o investimento foi feito por 25 empresas, entre elas, fundos de pensões e o Banco do Brasil. Mesmo com a crise atual, o especialista em educação superior da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Abílio Baeta Neves acredita que as universidades ainda são consideradas bons investimentos e por isso a emissão de debêntures está funcionando bem. “Cerca de 70% do ensino superior é privado, as pessoas acreditam que terão boa margem de lucro ao investir”, diz.

Segundo o MEC, não há impedimento na legislação brasileira à emissão de debêntures. A reforma universitária, no entanto, impede a abertura total do capital a instituições estrangeiras. A exigência é de que pelo menos 70% do capital votante das mantenedoras pertença a brasileiros. A UniverCidade, do Rio, que tem 34 mil alunos, está satisfeita com a emissão feita em 2004, diz o vice-reitor, Antônio Alvarenga. Foram lançados R$ 40 milhões e a instituição conseguiu captar R$ 22 milhões, com prazo até 2009 para pagar.



Bastos diz que fraudes na Saúde começaram no governo de FHC
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 05:51:31


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil




Durante a entrevista coletiva da CGU (Controladoria Geral da União) nesta quarta-feira, para divulgação do levantamento sobre irregularidades na Saúde, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que o esquema de fraudes com recursos do Orçamento Geral da União existe provavelmente desde 1998 — fim do primeiro mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

A maior parte dos convênios da Planam analisados pela CGU e o Ministério da Saúde corresponde aos anos de 2001, com 961, e 2002, com 615. Desde 2000, a Planam movimentou R$ 78,9 milhões somente com convênios para ambulâncias.

O ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, ressaltou que no governo Lula os números caíram. No primeiro ano do mandato do PT, os contratos com a Planam com o Ministério da Saúde representaram 24,39%; em 2004 reduziram para 16,17%.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) por sua vez, desqualificou os dados apresentados, classificando-os de eleitoreiros. Para ele, os números foram plantados para "tentar fazer confusão e diversionismo".

Ao todo, foram analisados 3.048 convênios entre os anos de 2000 e 2004, dos quais 891 têm a participação da Planam, cujos donos foram presos pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal.

Segundo o cruzamento da CGU, dos 3.048 convênios analisados, apenas 291 não tiveram origem em emendas parlamentares, ou seja, podem ter sido alocados pelo poder Executivo. O restante teve origem no Congresso, dentro do processo de elaboração do Orçamento Geral da União. Mas apenas 891 têm ligação com a empresa investigada. "Não podemos afirmar que, em todos os 891 casos, há irregularidade, mas há presença de empresas do grupo Planam. Isso é um indício fortíssimo de fraude, mas não temos provas documentais", diz o ministro Jorge Hage.

O levantamento foi feito em parceria com o Ministério da Saúde, que recolheu em todos os estados do País as prestações de contas dos convênios já executados e que envolviam ambulâncias. A partir daí, os auditores cruzaram dados para registrar as emendas parlamentares que originaram os recursos públicos. Com isso foi possível indicar prefeituras, deputados, senadores e ex-parlamentares suspeitos de envolvimento com as fraudes. Vários deles, inclusive, não estão sendo investigados pela CPMI (omissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Sanguessugas.



Flamengo confirma favoritismo e fatura a Copa do Brasil
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 05:48:14



Com um gol de Juan, aos 28 minutos do primeiro tempo, o Flamengo sagrou-se bicampeão da Copa do Brasil. Mais que isso, com uma nova vitória sobre o Vasco, 1 a 0, o time rubro-negro ainda conseguiu quebrar um longo jejum em torneios nacionais, garantiu presença mais uma vez na Copa Libertadores do ano que vem e ainda ampliou para cinco os triunfos sobre o rival vascaíno em decisões.

Como já havia vencido o primeiro jogo por 2 a 0, o Fla entrou mais tranqüilo no Maracanã e soube explorar o nervosismo do Vasco, que perdeu o centroavante Valdir Papel expulso logo aos 16min do primeiro tempo. Consciente, o time dirigido por Ney Franco tocou bem a bola, marcou seu gol - com Juan - e voltou a ser campeão nacional depois de 14 anos.

O último título havia sido o Brasileiro de 1992. De lá para cá, foram três finais de Copa do Brasil - 1997, 2003 e 2004 - e três vices-campeonato. O clube ainda conquistou a Copa dos Campeões de 2001, torneio que o credenciou a Libertadores de 2002, mas a competição, que não existe mais, era curta e sem tradição no país.

Já o Vasco segue sem conseguir vencer uma Copa do Brasil. Essa foi a primeira decisão do clube, que tentava um alento após temporadas insossas desde o título do Campeonato Brasileiro de 2000.



Planam fez negócios de R$ 79 mi com Saúde
Enviado por Carlos Honorato em 27/07/2006 05:37:53


LEONARDO SOUZA E ADRIANO CEOLIN


A Controladoria Geral da União divulgou ontem que a Planam ganhou licitações em 891 convênios de um total de 3.048 firmados pelos municípios com o Ministério da Saúde para a aquisição de ambulâncias, ou cerca de 29%, no período de 2000 a 2004.
A Planam é a principal empresa beneficiária do esquema de vendas superfaturadas de ambulâncias. Os 3.048 convênios que a CGU analisou até agora somam R$ 218,5 milhões. Os vencidos pela Planam somaram um total de R$ 79 milhões, e a CGU vê "fortes indícios de irregularidades" neles.
A CGU divulgou também a relação dos deputados "campeões" em emendas que beneficiaram a quadrilha dos sanguessugas entre 2000 e 2004. Foi informado ainda o número de prefeituras, por partido, com "fortíssimos indícios de fraude" nas licitações para a compra de ambulâncias.
De acordo com o trabalho da CGU, o partido com maior número de prefeituras que realizaram licitações com indícios de fraude é o PSDB, com 128 municípios. Em segundo lugar, aparece o também oposicionista PFL, com 107. O PT vem em nono, com 19 cidades.
O ministro Jorge Hage confirmou que já encaminhou ao presidente da CPI dos Sanguessugas relação com 14 novos nomes de deputados e ex-congressistas que apresentaram emendas para a compra de ambulâncias em concorrências vencidas pela quadrilha.
Até agora, a CPI já listou a participação de 116 parlamentares e ex-parlamentares no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas.

Clique aqui para ler mais - só assinantes da Folha de S.Paulo



Heloísa Helena quer punição rigorosa para 'sanguessugas'
Enviado por Carlos Honorato em 26/07/2006 16:47:31


A candidata á Presidência da República, senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), defendeu, na sessão plenária não-deliberativa desta quarta-feira, a punição "rigorosa e implacável" de todos os envolvidos nas fraudes com o esquema da compra superfaturada de ambulâncias por prefeituras a partir de emendas aprovadas no orçamento da União.

A senadora defendeu também uma reforma global na construção e na execução do Orçamento Geral da União, para evitar que novas fraudes sejam praticadas no futuro. "A construção do orçamento deve mudar. A experiência de orçamento impositivo minimizaria esse negócio sujo. Além de todo o debate que deve ser feito sobre o assunto, teremos que mudar o modo de fazer o orçamento", disse Heloísa.



Biscaia afirma que CPMI dos Sanguessugas termina dia 16 de agosto
Enviado por Carlos Honorato em 26/07/2006 16:45:31


A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Sanguessugas, que investiga a compra irregular de ambulâncias com emendas do Orçamento Geral da União, já decidiu que o prazo para o fim dos trabalhos é o dia 16 de agosto. A informação é do presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ). Ele esclareceu, no entanto, que ainda há dúvidas se o relatório será apresentado no início do mês, entre os dias 8 e 9, ou se nos últimos dias do prazo determinado.

"Vai depender da agilização das diligências, que avançam bem. Já temos o quadro de todos os parlamentares, vamos analisar os argumentos por eles aduzidos, restam ainda os argumentos de 33. A CPMI vai se reunir para definir entre os 90 parlamentares quais são aqueles que devem ser indiciados", explicou o parlamentar.

Biscaia considerou "impressionante" o número de parlamentares envolvidos. Segundo ele, no início dos trabalhos não se podia imaginar que pelo menos 90 deles, em exercício, iriam merecer algum tipo de explicação e investigação, sem contar com outros cerca de 20 ex-parlamentares que também estariam envolvidos. "Entre 110 e 115 parlamentares é um número que impressiona e, embora, este envolvimento ainda não esteja comprovado, toda a estrutura da quadrilha já está bem definida e é, além de impressionante, revoltante, porque objetivava lucros e desvios de recursos públicos na área da saúde".

De acordo com Biscaia, no momento da campanha os candidatos podem procurar e receber financiamento privado, que devidamente declarados são permitidos por lei, mas ressaltou que não podem representar ligações com a atuação do eleito no Congresso. "São empresas que apóiam a candidatura, mas isso não pode significar de forma alguma um tipo de vinculação ou de representação para defender aquele segmento de maneira escusa, principalmente, apresentar as emendas que iriam beneficiar a empresa", definiu.

Quanto ao caso do senador Magno Malta (PL-ES), o presidente informou que no primeiro momento o depoimento do empresário Luiz Antônio Vedoin, um dos proprietários da Planam (empresa que 'encabeçava' o esquema) não era suficiente para comprovar a participação do senador. O senador está sendo investigado porque teria recebido um carro da Planam, uma das principais envolvidas na venda superfaturada de ambulâncias.

Biscaia acrescentou que o documento do carro não estava em nome de Magno Malta e sim, de outro parlamentar do Mato Grosso, o deputado Lino Rossi (PP-MT). Ele ponderou, no entanto, que o próprio senador fez declarações que podem comprometê-lo. "Na medida em que o próprio senador publicamente emite nota e diz que usou o carro é uma confissão de uma conduta ilícita indubitavelmente", afirmou.




< Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | Próximo >
161 registros

Edição:


Sem frase

Sem enquetes no momento.

Sem broncas

Enviar bronca
MP3 Player


Iniciar sessao