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Brasília-DF, 01 de Agosto de 2009. Ano 5
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Distrito federal
Assembléia em frente ao Congresso
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 20:02:46

Policiais e bombeiros militares do DF se reunirão em assembléia nesta terça-feira, dia 1º de setembro, a partir das 10h, em frente ao Congresso Nacional. A mobilização é pela aprovação do PL 5664, que prevê o realinhamento e a gratificação do risco de vida da categoria. O PL chegou ao Congresso no fim de julho. Desde então, medidas provisórias trancavam a pauta. Com as votações das últimas semanas, ela ficou desobstruída.



Governo decide votar regras do pré-sal em regime de urgência
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 16:02:08

Com Agência Brasil

Após reunião com ministros e líderes da base aliada na manhã desta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encaminhar em regime de urgência constitucional quatro projetos que tratam do marco regulatório para a camada pré-sal. No domingo, o presidente teria afirmado que não haveria regime de urgência.

O Democratas e o PSDB reagiram mal diante da mudança. “Colocaram na cabeça do presidente Lula que a política do governo para o Congresso deve ser feita na base da tropa de choque. Partiram para a radicalização”, afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

O senador qualificou a decisão de “escandalosa” e considera temerário tentar votar projetos da envergadura do pré-sal num prazo regimental de 45 dias para cada Casa parlamentar (Câmara e Senado). Sérgio Guerra não tem dúvidas de que as quatro propostas anunciadas pelo governo correm o risco de ter o mesmo destino, no Senado, que a tentativa do Executivo de prorrogar a vigência da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), rejeitada em 2007.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), considera que o governo transformou a questão do pré-sal em “marketing eleitoral”, de preparação para a campanha presidencial de 2010. “Estão fazendo com o pré-sal o que fizeram com o lançamento do programa do biodiesel que foi vendido como a redenção do Brasil”, afirmou o parlamentar.

Quanto a tramitação dos projetos no Congresso, o democrata ressaltou que a oposição vai tratar do assunto de forma realista e cuidadosa. “Uma coisa que vem sendo tratada há dois anos não pode ser resolvida em 45 dias”, disse José Agripino.

 O projeto com o modelo do marco regulatório para a exploração do petróleo do pré-sal será entregue pelo presidente Lula ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), nesta segunda-feira. A proposta, elaborada por um conselho interministerial, precisará ser aprovada no Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

 Após mais de cinco horas de reunião com os governadores do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo, Estados que concentram as maiores reservas de petróleo do pré-sal, Lula alterou o marco, acatando reivindicações dos três governadores, que já haviam demonstrado resistência ao modelo proposto pelo governo federal.

Foi mantido o sistema de participação especial aos estados produtores, o que garantirá uma parcela maior dos lucros a esses três Estados.


Distrito federal
Fuga à evidência
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 15:58:53

# Rogério Rosso

Situados em território do Estado de Goiás, os municípios que fazem fronteira com o DF, comumente chamados de Entorno, são, pelo menos do ponto de vista econômico e social, como regiões administrativas da capital sob a tutela institucional e política do estado vizinho. Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental são os maiores exemplos dessa realidade. Diariamente, 300 mil pessoas desembarcam aqui para trabalhar, estudar ou ter atendimento público de saúde.

Quase a metade dos moradores desses municípios já morou aqui e, por motivos evidentes, se mudou para as cidades do Entorno mais próximas, fixaram suas residências, mas não perderam o vinculo com o DF — que passou a ser a única solução de sobrevivência para eles. A questão do Entorno, ao nosso ver, passou a ser o principal gargalo de crescimento econômico e desenvolvimento social da capital do país.

Em 2007, de forma a provocar discussão mais aprofundada sobre o tema, lancei uma proposta para reflexão, devidamente registrada em cartório: anexar formalmente esses seis municípios ao DF, ampliando os limites do quadrilátero e tornando de direito o que já existe de fato. Passaríamos a ter mais do que o dobro do território que temos atualmente e teríamos condições institucionais, legais e políticas de administrar tais municípios sem depender de nenhum outro ente da Federação. Por outro lado, não correríamos o risco de criar o Entorno do Entorno, pois a legislação ambiental, de ordenamento territorial e ocupação do espaço urbano, o Estatuto das Cidades, os agentes públicos de fiscalização, entre outros mecanismos, não mais permitiriam o crescimento desenfreado e desordenado que ocorreu nas décadas de 80 e 90.

Sob a tutela do GDF, poderiam ser adotadas de imediato políticas públicas para a geração de empregos e renda, por exemplo, criando polos econômicos como o nosso PRÓ-DF. Poderíamos realizar obras de infraestrutura de forma a reduzir a enorme desigualdade de qualidade de vida entre as duas regiões. E, com um plano diretor de ordenamento territorial convergente com o do DF, evitaríamos a degradação lastimável que vem ocorrendo no meio ambiente dessas áreas. São centenas de nascentes, rios, matas ciliares, áreas de preservação permanente, entre outras, que já morreram ou estão em vias de desaparecer.

Transporte público caro e ineficiente, falta de atendimento à saúde, ausência de mercado de trabalho, absoluta falta de segurança pública são alguns dos conhecidos problemas por que passam diariamente nossos vizinhos. E por mais que os governos do DF, de Goiás, Federal e as prefeituras se esforcem, o cenário não muda, e o que é pior, agrava-se dia a dia. Portanto, é necessário enfrentar a situação sob novo prisma.

Propomos a adequação geopolítica da atual realidade. Para que esse novo dimensionamento do DF ocorra, torna-se necessário mudar a Constituição. Propomos, também, a ampliação do Fundo Constitucional do DF na mesma proporção do número de habitantes que entrariam no DF (aproximadamente 700 mil) e do custeio da máquina pública desses municípios. Somente dessa forma poderíamos fazer as intervenções necessárias e prioritárias na região, sem afetar o desenvolvimento da capital federal. Coloco aqui o meu email (rossorogerio@gmail.com) à disposição para críticas, sugestões, discussões e debates. Quem sabe teremos outras ideias para aperfeiçoar a proposta. Porém, não podemos mais continuar a tapar o sol com a peneira, fingindo estar preocupados e conformados com essa calamidade pública permanente.

# Rogério Rosso é presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), responsável pelas articulações do GDF com a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). Artigo publicado na ediç~~ao de hoje do Correio  Braziliense.



Governo apresenta regras da exploração do pré-sal
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 09:48:00

Um projeto com o modelo do marco regulatório para a exploração do petróleo do pré-sal será entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), nesta segunda-feira. A proposta, elaborada por um conselho interministerial, precisará ser aprovada no Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

Após mais de cinco horas de reunião com os governadores do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo, Estados que concentram as maiores reservas de petróleo do pré-sal, Lula alterou o marco, acatando reivindicações dos três governadores, que já haviam demonstrado resistência ao modelo proposto pelo governo federal.

Foi mantido o sistema de participação especial aos estados produtores, o que garantirá uma parcela maior dos lucros a esses três Estados.

O governo não enviará mais ao Congresso o marco regulatório em regime de urgência constitucional. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a mudança foi sugerida pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), durante a reunião com os governadores.

Serra argumentou que era preciso mais tempo para o Legislativo analisar as regras do pré-sal. "O presidente da República poderá no curso da votação do projeto solicitar urgência. Isso daqui a 30 dias, 40 dias", disse Lobão, após o jantar.


DEU NO O DISTRITAL
“Nós conseguimos provar que a esperança está voltando”
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 09:42:18

Edson Sombra

Ele foi protagonista do combate a um dos maiores escândalos recentes do Brasil. Responsável  pela operação Satiagraha, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz denunciou um esquema bilionário de desvio e lavagem de recursos públicos. Não apenas políticos, mas magistrados e banqueiros foram indiciados graças às investigações conduzidas pelo policial baiano. Na sua lista de prisões estão os ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf e Celso Pitta e – mais recentemente – o banqueiro Daniel Dantas e o megainvestidor Naji Nahas. Estranhamente, foi afastado das investigações da PF, aonde chegou a comandar a área de inteligência. Desde então, tem rodado o Brasil e participado de seminários e encontros onde costuma relatar o método usado na operação que investigava crimes financeiros. Em Brasília, na última semana, Protógenes foi homenageado pelo Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do DF (Sindepo) e chegou a ser convidado pelo presidente da entidade, Mauro Cezar Lima, a participar do processo político do DF no ano que vem. Durante o evento, desabafou sobre a dificuldade de lutar contra um sistema corrompido, mas disse ter renovado a esperança após perceber a existência de uma consciência coletiva contra a má conduta. E reconheceu que a participação em um debate político sério é uma das únicas formas de mudar essa realidade do país: “Eu percebo que cada vez mais aumenta o volume de pessoas que estão me seguindo. Vários Protógenes estão aparecendo”.


MISSÃO NA POLÍCIA

Hoje a população respeita a polícia. E não é só isso. Além de respeitar, a população tem hoje na polícia um braço para auxiliar não só na solução dos conflitos sociais que se formam em cada cidade, mas também como um órgão vigilante dos crimes que ocorrem na administração pública. Todos sabem que somos os primeiros receptores das más notícias. É uma missão. É uma formalização do Criador, que nos levou a esse destino e temos que cumprir o nosso papel. É um privilégio fazer parte de uma instituição policial.
 

OPERAÇÃO SATIAGRAHA

Tenho consciência do que  esse trabalho representou para a população. O Brasil está tomado por escândalos e mais escândalos de corrupção, de desvio de recursos públicos. Eu revelei nessa última operação policial que bilhões de dólares estavam bloqueados com o banqueiro condenado Daniel Dantas. Foram mais de três milhões de dólares, muito mais do que o orçamento de várias cidades grandes de nosso país. E isso tudo concentrado nas mãos de uma só pessoa, que representa o sistema, que por sua vez o protege. O sistema hoje está entranhado com todos os Poderes da República, que lhe dão proteção e essa proteção foi visível a partir do momento em que o esquema foi revelado. O aparato estatal se voltou justamente contra aqueles que revelaram o esquema. Eles tentaram nos desqualificar e nos transformar em verdadeiros criminosos. Só que isso não foi aceito pela população. Hoje, as pessoas têm o sentimento e sabem que o Estado brasileiro é utilizado contra a classe menos favorecida, contra quem sofre neste país todas essas desigualdades. Isso está visível na população e eu falo por experiência própria: isso não funciona mais.
 

DESIGUALDADE SOCIAL

A finalidade da polícia é proteger o cidadão, para diminuir toda a desigualdade social. A verba tem que chegar até os mais necessitados, até as comunidades mais carentes. Você apara muitos problemas – e até erradica – quando a verba pública chega ao seu fim, que é a educação, a saúde e a segurança. Quando isso não acontece, fica cada vez mais difícil a realidade e aí crescem a fome e a miséria. A desigualdade faz com que essa população saia das comunidades carentes à procura de sobrevivência neste mundo, que é uma verdadeira savana selvagem. Eles saem à procura de alimento, ou mesmo para tentar roubar um tênis ou uma roupa. É isso que a gente vê nas grandes cidades. Em Salvador, por exemplo, tem gente presa por ter cometido crime famélico: teve que roubar alimento para comer. Agora está preso. Esse é o retrato do século XXI, de desigualdade social e miséria.
 

CONSCIÊNCIA COLETIVA


Cheguei de Salvador, onde participei de uma palestra da Universidade Católica de Salvador. Esse evento estava preparado para ser dentro de um auditório, mas devido à procura de interessados, fomos deslocados para um ginásio esportivo completamente lotado. Lá eu senti que havia uma voz única, a de uma nova consciência coletiva. A população tem a nítida ciência de que o Estado tem o poder Legislativo, que faz as leis; tem o Executivo, que é para executar as ações administrativas; e o Judiciário, que foi criado para que haja justiça, para que se faça cumprir as leis. Só que tudo isso não passa de uma falácia. A população sabe que não terá segurança jurídica e que essa segurança só serve para proteger uma classe de poderosos, que se serve desse poder para se proteger de seus próprios desvios de conduta – voltados para saquear o Estado e as riquezas de nosso país.
 

POLÍCIA DE ESTADO

Senti que existe uma consciência na população recentemente, dentro de uma favela chamada Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. É como se fosse o Complexo do Alemão, como se fosse a Rocinha... É uma área de risco e muito perigosa. Fui convidado pela população de visitar essa favela. Uma pessoa da associação de moradores me disse: “Queria muito que o senhor fosse lá, porque a nossa população queria lhe cumprimentar”. Eles queriam que eu concedesse entrevista para a rádio comunitária. Porém, alguns colegas policiais da PM e da Polícia Civil de Minas Gerais me falaram que se eu fosse, teriam que armar um verdadeiro esquema de segurança. Resolvi dormir e acordei no dia seguinte com a decisão: eu vou. Poucas pessoas me acompanharam. Quando eu cheguei, desarmado, para a minha surpresa já fui abraçado pelo povo e subi o morro com muita gente ao meu lado. Fui até o ponto mais alto, onde fica a rádio, e fiquei uma hora e meia no ar. Quando saí, várias pessoas me aguardavam e me falaram: “Olha, aqui o senhor tem um cantinho para montar um gabinete de combate à corrupção. Os recursos públicos nunca chegam aqui e agora a gente sabe o porquê. O senhor precisa prender essa gente rica e poderosa que está roubando o nosso dinheiro”. Então, qual foi o sentimento que eu tive? A gente é integrante de uma força pública do Estado, em que você – ao fazer incursões ali naquela comunidade – é recebido com muitos atos hostis, muita violência. Quando a polícia sobe lá é recebida com truculência. Mas por que? Porque o Estado não se faz presente naquilo que é mais necessário. O Estado vai lá para oprimir, para matar, para violentar, para extorquir... É por isso que a comunidade responde daquela forma. Eu fui recebido da maneira mais carinhosa e generosa que um agente público pode ser recebido. Veja bem: eu, integrante de força de Segurança Pública, desarmado, subi e desci o morro com tranquilidade. O agente público que cumpre o seu papel e o seu dever perante a sociedade sempre é respeitado. Ele pode ser o que for, mas ele é respeitado. Então a gente tem que ter a nítida consciência e a responsabilidade do que isso representa. A polícia que todos querem não é uma polícia de governo, e sim uma polícia de Estado, da sociedade. Temos que defender os interesses da sociedade como um todo.
 

TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

Nós somos maioria de pessoas honestas, homens e mulheres deste país. Não fazemos parte desse miolo, desse sistema corrompido. Eu agi e tive uma resposta do sistema, ao qual estou resistindo. E eu percebo que cada vez mais aumenta o volume de pessoas que estão me seguindo. Vários Protógenes estão aparecendo. Várias pessoas fazem o trabalho honesto, mas que muitas vezes não têm coragem de dar o grito oprimido. Nós conseguimos provar que a esperança está voltando. Eu acredito na transformação da sociedade, não pela violência.
 

O FIM DA CARREIRA NA PF

Hoje o Protógenes ficou conhecido por culpa de colegas que fazem parte das estruturas sistêmicas corroídas e corruptas do Estado brasileiro e que me obrigaram a dar uma entrevista coletiva. Eu era chefe da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal no Brasil e meu trabalho era velado, sigiloso e secreto. Como um agente secreto vai ser exposto desta forma? Foi então que eu tive a real impressão de que estavam acabando com minha carreira na Polícia Federal. Mas decidi aproveitar isso para ir ao encontro dos interesses da sociedade. Me encontrei com a sociedade num diálogo franco e aberto sobre tudo que eu já passei pela PF e tudo o que ocorre hoje. Depois disso, a legião aumentou, a responsabilidade aumentou e o compromisso é maior.

 
INGRESSO NA POLÍTICA

Eu nunca pensei que fosse estar nesse cenário político nacional. Eu não sirvo para trabalhar nessa política brasileira, mas sei que é a população que espera isso da gente. Em Sergipe, quando fui abordado sobre esse tema, falei pela quinta vez que não ia me filiar a partido algum e recebi como resposta de alguns colegas da polícia: “O senhor não tem o direito de dizer para nós que não é candidato a nada. O senhor é sim e somos nós que exigimos”. Foi aí que eu tive a nítida consciência de que a mudança do país passa por um debate político sério. E esse debate se passa quando você ingressa num partido político, quando você debate as idéias, quando você vai ao Congresso Nacional ou ocupa as administrações públicas, sempre cumprindo o seu papel. É por isso que estou conclamando todos os homens e mulheres de bem a assumirem o seu papel perante o Estado brasileiro, perante a opinião pública e perante os seus próprios filhos. Assumam os seus papéis! Vamos tirar esses corruptos das  administrações públicas e assumi-la. A hora se aproxima e não há outra saída: é a política. Sei que é difícil. Ninguém imagina o que eu tenho ouvido de propostas e sei que poucos pensam no Brasil e que poucos pensam na população brasileira. Só que o processo é esse e temos que vencer esses desafios. No Brasil, existe um falso pluripartidarismo, onde na verdade há uma concentração de poderes entre dois blocos que estão formados e você tem que escolher qual irá ajudar a avançar mais no processo. Hoje, para se criar um partido, com novas propostas, é muito difícil. Mas por quê? Porque quem criou as leis foi justamente quem quer se perpetuar no poder. E dentro desse espectro multipartidário, temos que escolher o ‘menos pior’.

 
ESCOLHA DO PARTIDO

Eu fui me definindo: partido de esquerda, da base aliada do governo. Não sou filiado ao PT, não conheço ninguém, muito pelo contrário. Até pedi a prisão de alguns integrantes da cúpula desse partido. Mas o que eu tenho acompanhado e ouvido há mais de um ano foi significativo à construção de um pensamento e à mudança que teve na sociedade com esses seis anos deste governo. Então vamos tirar proveito disso e avançar ainda mais.



Lula: hoje será novo Dia da Independência para o Brasil
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 08:46:01

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Ináio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o anúncio do marco regulatório do petróleo extraído da camada pré-sal representa "um novo Dia da Independência para o Brasil". Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele destacou que a descoberta põe o país entre os maiores produtores de petróleo do mundo.

Depois de dois anos da descoberta das reservas, Lula anuncia nesta tarde quais serão as regras para a exploração do petróleo na área. Para o presidente, é preciso " aproveitar" o momento para que a Petrobras se torne "ainda mais forte" e para que o Estado brasileiro possa ser "dono" do petróleo.

Ele voltou a comentar a criação de um fundo social constituído de recursos obtidos com a exploração do petróleo na camada pré-sal. "Um fundo que tem três vertentes básicas: cuidar da educação, da ciência e da tecnologia e da pobreza neste país. Não temos o direito de pegar o dinheiro que vamos ganhar com esse petróleo e torrar no Orçamento da União".

Para Lula, é preciso "classificar prioridades" para que o país se torne mais rico e mais desenvolvido.

O pré-sal é uma área de cerca de 800 quilômetros de extensão, que vai do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina. O petróleo está localizado abaixo da camada de sal, a mais de 7 mil metros de profundidade.


Distrito federal
A divisão da propaganda
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 08:02:51

Ana Maria Campos - Correio Braziliense

A intensa negociação já iniciada em torno das alianças partidárias para 2010 tem um motivo além do interesse em buscar aliados com cacife eleitoral. Um dos trunfos das legendas nas discussões em torno das composições políticas é o tempo de rádio e televisão que poderão oferecer na campanha para a divulgação dos programas dos candidatos a governador. Nesse quesito, o PMDB, que vem sendo cortejado por todas as frentes, é o campeão: terá a maior grade de propaganda, cerca de cinco minutos entre os 40 minutos diários que os concorrentes ao Executivo terão para se apresentar ao eleitor.

Legendas com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, PT, PSDB e DEM também poderão contar com espaço ampliado para usar na campanha (veja quadro ao lado). Levantamento feito pelo Correio, com base na Lei nº 9.504/97(1), que regula as eleições, estima que o governador José Roberto Arruda terá 60% do tempo dedicado na campanha à exibição do programa eleitoral, caso consiga manter uma aliança semelhante à que dá sustentação ao seu governo. Considerando uma composição do DEM com o PMDB, PSDB, PP, PR, PPS e PV, Arruda poderá apresentar as realizações de sua gestão em cerca de 12 dos 20 minutos de cada programa.

Pela legislação, as candidaturas ao governo são divulgadas nos 45 dias anteriores à antevéspera das eleições, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras. São dois programas de 20 minutos, veiculados obrigatoriamente no rádio e na televisão. “É por isso que (Joaquim) Roriz tenta buscar o controle do PMDB para concorrer às eleições. O partido pode fazer uma grande diferença”, analisa o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, a propaganda partidária atinge principalmente as classes D e E, justamente a base eleitoral de Roriz que deverá ser disputada pelos demais concorrentes.

Se o ex-governador do DF deixar o partido para concorrer ao Executivo pelo nanico PSC, como cogita em caso de não garantir a legenda pelo PMDB, Roriz terá assegurado menos de 30 segundos, segundo apuração do Correio, para se apresentar ao eleitorado durante a campanha. Ele ainda poderá ampliar esse tempo de exposição com coligações fechadas com outras legendas, mas dificilmente alcançaria uma propaganda superior a três minutos.

Na avaliação do sociólogo Fernando Jorge Caldas, dono de um instituto de pesquisas, essa é uma grande restrição para Roriz. Ele, no entanto, avalia que o ex-governador pode vencer a adversidade com uma campanha vigorosa nas ruas, já que é bastante conhecido no Distrito Federal. “Roriz pode apostar num segundo turno, quando o tempo de televisão é dividido igualmente entre os dois candidatos”, acredita. A divisão do tempo de televisão também pode prejudicar candidaturas como a do senador Gim Argello (PTB), se ele não fechar uma parceria com outros partidos. “Estou trabalhando por isso. Acredito que teremos pelo menos três minutos de propaganda. Mas não revelo ainda com quem tenho conversado”, garante Gim, que é presidente regional do PTB.


1 - O cálculo
Os candidatos a governador têm 40 minutos de programa três vezes por semana. O tempo é dividido em dois blocos de 20 minutos, sendo um terço rateado para todos os candidatos e dois terços proporcionalmente ao número de deputados federais filiados aos partidos desde o início da legislatura. Nas coligações, são somados os tempos de cada partido.


A fatia de cada um

# Cada programa de governador tem 20 minutos de duração. Confira como será a distribuição do tempo:

» PMDB – 2 minutos e 34 segundos
» PT – 2 minutos e 25 segundos
» PSDB – 1 minuto e 56 segundos
» DEM – 1 minuto e 55 segundos
» PP – 1 minuto e 19 segundos
» PSB – 57 segundos
» PR – 54 segundos
» PDT – 51 segundos
» PTB – 50 segundos
» PPS – 48 segundos
» PV – 34 segundos
» PCdoB – 34 segundos
» PSC – 28 segundos
» PRB – 20 segundos
» PMN – 19 segundos
» PTC – 19 segundos
» PSOL – 19 segundos
» PTdoB – 16 segundos
» PAN – 16 segundos
» PCB – 14 segundos
» PRP – 14 segundos
» PHS – 14 segundos
» PRTB – 14 segundos
» PSDC – 14 segundos
» PSL – 14 segundos
» PTN – 14 segundos
» PCO – 14 segundos
» PSTU – 14 segundos


* Calculado com base no artigo 47 da Lei 9.504/1997, levando em conta que todos os partidos farão composição nas chapas majoritárias. Caso um partido não tenha candidato a governador, o tempo dele será redistribuído.


Editorial do jornal opção
Você vai vender seu voto para Henrique Meirelles?
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 07:36:03

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não pode ser tratado com “xenofobia”, até porque não é estrangeiro, e sim goiano de Anápolis (é primo do ex-deputado comunista Aldo Arantes), com ramificações familiares em Luziânia (é primo do deputado federal peemedebista Marcelo Melo). Não pode ser visto como “novo bandeirante”, o Anhanguera dos bancos, porque, certamente, não tem interesse em rapinar a economia goiana. Não precisa disso. (Empresas estrangeiras do setor de mineração rapinam o território goiano e pagam impostos irrisórios. O governo do Estado não tem o mínimo controle do que realmente é extraído. Uma empresa garante que extrai 50 quilos de ouro por dia, mas suspeita-se que saiam das minas, de helicóptero, cerca de 100 quilos diariamente. Quando deixarem o Estado, ou decidirem explorar outras regiões, deixarão apenas crateras, imensas áreas improdutivas e poluição ambiental.) Bem-sucedido como banqueiro — o “banqueiro dos ricos”, como é conhecido no mercado financeiro, em contraposição ao “banqueiro dos pobres”, o indiano Muhammad Yunnus —, Meirelles é um self-made man e, dizem, workaholic. Na sua gestão no Banco Central, no governo do socialista Luiz Inácio Lula da Silva, os grandes bancos, como Bradesco, Itaú-Unibanco e HSBC, obtiveram taxas de lucro que surpreenderam o mercado financeiro internacional.

Escaldado de ser apenas “o homem do mercado”, Meirelles planeja migrar para a política, como candidato a governador de Goiás, possivelmente pelo PP, mas seu interesse maior é o PMDB. A postulação é legítima, assim como é lídima a decisão do PP de ter candidato próprio ao governo. Entretanto, para romper o coro dos contentes e dos panglossianos, como diria o filósofo francês Voltaire, o Jornal Opção sugere alguns questionamentos e cobra do goiano que escape a certos provincianismos e clichês, como tratar Meirelles como “semideus” e “salvador da pátria”.

Na semana passada, repórteres do Jornal Opção conversaram com economistas, marqueteiros, donos de institutos de pesquisas, organizadores de campanhas e políticos e a todos fez a mesma pergunta: quanto custa uma campanha para governador? A maioria frisou que uma campanha de qualidade, com pesquisas e marketing qualificados, custa em torno de 65 milhões de reais. Um pouco mais inflacionada, por conta de campanhas acirradas, iria a 100 milhões de reais. São números quase surrealistas, e, naturalmente, não declaráveis ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Há, porém, uma ressalva: se Meirelles entrar na disputa, a campanha tende a ficar inflacionada. Com o presidente do Banco Central, a campanha, pelo menos a dele, torraria de 200 a 300 milhões de reais, segundo algumas versões. Um consultor político, “em nome do bom senso”, avalia os números como “exagerados”. Mas acrescenta: “Meirelles terá de gastar muito mais do que o prefeito Iris Rezende, do PMDB, e o senador Marconi Perillo, do PSDB. Se brincar, terá de gastar mais do que os dois experientes políticos juntos. Se o peemedebista e o tucano gastarem, cada um, 65 milhões, o banqueiro terá de gastar cerca de 130 milhões”. Amealhar 130 milhões, ou mais, não será difícil para o banqueiro dos ricos, que poderá arrecadar dinheiro de banqueiros e empresários estrangeiros e nacionais.

Banqueiro servirá a quem?

A inflação meirellista tem uma explicação: praticamente desconhecido e chegante — tanto que precisou de um “empurrão” (talvez “mortal”) do presidente Lula da Silva —, o presidente do Banco Central não tem ao seu lado uma base “espontânea”, ao contrário de Iris e Marconi, e terá de montá-la a fórceps, ou seja, a dinheiro, muito dinheiro. Comenta-se duas coisas nos bastidores. Primeiro, que Meirelles teria dito a aliados do governador Alcides Rodrigues que, na sua campanha, não precisará de recursos do governo do Estado. Noutras palavras, o Tesouro Estadual não precisará ser sangrado para tentar elegê-lo. Segundo, o banqueiro terá de abrir o cofre para articular sua base política, numa proporção muito superior ao que fez em 2002, quando foi eleito deputado federal pelo PSDB, o mais votado da história de Goiás. Sem eufemismos, pode-se dizer que, apesar do apoio do PP, que irá às urnas inevitavelmente cindido, porque parte dos prefeitos, talvez a mais qualitativa, tende a acompanhar Marconi, Meirelles terá de comprar apoio. O banqueiro certamente negará, sugerindo que vai fazer uma campanha ancorada em ideias de modernização, de choque de gestão — paradoxalmente, dependendo do que disser, estará criticando o governo do aliado Alcides —, mas, por conta de sua ausência física de Goiás e de não ser um político “do” Estado, terá de convencer prefeitos, vereadores, deputados, líderes e candidatos com argumentos mais “convincentes”. Sem meias palavras, está-se falando de reais, muitos reais. A realpolitik não tolera ilusões e melindres.

No momento em que o País se recupera de uma crise gigantesca, que praticamente paralisou seu crescimento, não é aceitável, do ponto de vista da ética e de economia mesmo, que se gaste tanto numa campanha eleitoral. Chega a ser um acinte. Depois, quem vai pagar o prejuízo? Um político que torra de 100 a 300 milhões numa campanha, se eleito, vai servir a quem? Certamente que não terá como servir unicamente ao cidadão. Terá um “senhor” ou “senhores”, provavelmente no mercado financeiro e empresarial.

Resta, ainda, fazer uma pergunta: como vai se comportar o eleitor diante de uma enxurrada de money (o uso da palavra em inglês faz sentido) e, corolariamente, de compra de votos? A pergunta pede outra: o eleitor vai vender seu voto? Porque, se votar num candidato que comprou apoio de vereadores, prefeitos e candidatos, o eleitor terá, ainda que indiretamente, vendido seu voto. Esclareça-se que estamos no terreno das hipóteses e não se pode dizer, com certeza, que Meirelles vai comprar votos. De qualquer forma, insistamos num ponto: por mais que controle o governo do Estado, o PP não terá condições de proporcionar uma base sólida a Meirelles e, por isso, o banqueiro terá de montá-la. Como, se não é político e não conhece os políticos do Estado? Se confiasse inteiramente na informação de que as bases pepistas são suficientes, Meirelles não teria enviado insistentes recados para a cúpula peemedebista e pedido a intervenção de Lula para conquistar o apoio do PMDB. Na imprensa nacional, notadamente num jornal paulista, Meirelles plantou notícias frequentes de que poderia disputar o governo de Goiás pelo PMDB, e isto sem consultar, em nenhum momento, os líderes do partido, como Iris, Maguito Vilela e Adib Elias. Meirelles tentou filiar-se ao PMDB porque sabe que as bases do partido não estão “contaminadas” pelo marconismo, ao contrário das bases do PP. Terá Meirelles cacife e tempo para conquistar as bases pepistas e do PR de Sandro Mabel? As outras bases já estão montadas e são sólidas e dificilmente podem ser cooptadas pelo poderio financeiro do banqueiro. Pelo contrário, são as bases que o apoiam, ou supostamente o apoiam, que estão sendo cooptadas, no geral por Marconi. E o PT hegemônico optou por Iris. Acrescente-se que, em eleições majoritárias, bases construídas exclusivamente com dinheiro farto, mas sem compromisso político real, acabam levando à derrota certa. Um petista disse ao Jornal Opção que Lula recebeu a informação de que Meirelles não disputará o governo de Goiás, desagradando Alcides Rodrigues, se não conquistar o apoio do PMDB de Iris. Lula, ao tentar fortalecê-lo, elogiando-o fartamente em inaugurações e lançamentos de obras em Goiânia e Anápolis, acabou obrigando Iris a praticamente antecipar o lançamento de sua candidatura ao governo. Lula arriscou e queimou Meirelles, quando se pensava, na visão tradicional, que estava queimando Iris. Lula mirou os pés de Iris e acertou os pés de Meirelles. Acabou por desagradar até mesmo o seu PT.

Por que não bancar Braga?


Um dos argumentos mais pobres e incautos sobre Meirelles é aquele que diz que quem dirigiu o Banco de Boston e o Banco Central tem condições de gerir com eficiência, de modo revolucionário, o governo de um Estado. Primeiro, é preciso saber que Meirelles é conservador em termos econômicos e políticos. Nada tem de revolucionário, de progressista. Quando estudante, militou na extrema direita e, por isso, dificilmente obterá o voto dos jovens — pelo menos o voto espontâneo. É um super neoliberal, muito mais próximo do republicano George W. Bush do que do presidente democrata Barack Obama. Segundo, os políticos que tratam Meirelles como o “técnico” salvador menosprezam os políticos e os técnicos locais. É como se Valdivino de Oliveira, o brilhante economista que reorganizou as finanças do governo do Distrito Federal, Giuseppe Vecci, Luís Estevam, Luiz Alberto Gomes de Oliveira, Goiás do Araguaia Leite, Jeferson Vieira e Jorcelino Braga, entre outros, e políticos, como Iris, Gilberto Naves, Marconi, Lúcia Vânia, Raquel Teixeira, Leonardo Vilela, Rubens Otoni, Pedro Wilson, Paulo Garcia, Luis Cesar Bueno, Ronaldo Caiado, Demóstenes Torres, Roberto Balestra, Ernesto Roller, Vanderlan Vieira Cardoso, Sandro Mabel, Maguito Vilela e Vilmar Rocha, não tivessem nenhum valor. Em tese, todos devem se ajoelhar e adorar o “santo guerreiro” Meirelles, que, do jeito que está sendo apresentado por alguns setores, num provincianismo atroz e mágico, está se tornando o Antônio Conselheiro que migrou da banca para a política. Mas Goiás não é Canudos e não há um novo Euclides da Cunha para contar a saga do mito Meirelles, que muitos, em Goiás, estão “engolindo”, sem refletir, sem entender que um povo não pode ser comprado e corrompido impunemente. Por mais competente que seja, Meirelles está sendo vendido como uma espécie de Fernando Collor sem olhos esbugalhados. E o PP, um partido equilibrado, está se portando como se fosse o PRN, sobretudo como se não tivesse líderes respeitáveis, como Alcides Rodrigues, Sérgio Caiado, Roberto Balestra, Abelardo Vaz, Ernesto Roller e Jovenny Cândido. Sem perceber, ao incensar Meirelles, dizendo-se sem outra alternativa, o PP está se apequenando. Sem Meirelles, o partido morre? Não morre, mas é a impressão que deixa.

Banco e governo são coisas bem diferentes. Banco exige lucro imediato, mas governo faz investimentos cujo retorno, quando há, em geral é lento e nem sempre perceptível. Há muito investimento a fundo perdido, que, a rigor, se é positivo para a sociedade, não o é, de imediato, para as contas públicas. O retorno, como se disse, pode ser demorado. Meirelles talvez não esteja preparado para isto, pois sempre trabalhou em áreas que exigem resultados rápidos. Corre o risco de ser uma decepção, um fracasso ilustrado, um Collor com pinta de sábio da banca. Quem não se lembra de Afif Domingos, de Antônio Ermírio de Moraes, de Olavo Setubal e de Silvio Santos? Todos tentaram migrar para a política e dançaram. Por quê? Porque a política tem sua especificidade, é assunto, como expôs o sociólogo alemão Max Weber, para profissionais. Meirelles é um profissional, sim, mas do mercado financeiro, não da política.

Ainda uma palavra sobre “tecnocratas”. Técnico por técnico, não seria melhor o governador Alcides bancar o experimentado Jorcelino Braga para governador? Para o bem ou para o mal, enfrentando adversidades inclusive provocadas pela crise econômica internacional e pelos juros altos bancados por Meirelles, Braga ajustou as finanças do Estado. Sacrificou o aporte de recursos em obras de infraestrutura, mas, aos trancos e barrancos, pôs o governo de pé, em condições mínimas de fazer investimentos, ainda que de pequena monta. A construção de hospitais, como os de Uruaçu e Santa Helena, só é possível porque Braga patrocinou uma economia de guerra, desagradando políticos da base de Alcides, notadamente do seu PP. Ao assumir a Secretaria da Fazenda, Braga aprendeu rápido e fez a lição de casa. Técnico que também atuou no mercado financeiro e na construção civil, Braga se tornou, de algum modo, a principal revelação do governo Alcides. Daria, quem sabe, um candidato a governador mais sólido do que Meirelles. Primeiro, porque conhece as entranhas de Goiás, não por ouvir dizer, e sim por atuar, na prática, no dia-a-dia do governo. Segundo, Braga é apaixonado por política e foi um dos principais articuladores da campanha de Alcides para governador. Terceiro, tem o respeito da base, apesar de alguma resistência no PP, provocada mais por ciúmes devido sua ligação estreita com Alcides. Braga conhece a maioria dos prefeitos e sabe seus nomes. Meirelles conhece no máximo dez políticos goianos e certamente confunde alguns deles. Ele tem o hábito de perguntar o nome de alguns políticos várias vezes. Não se trata necessariamente de menosprezo puro e simples. É que a cabeça de Meirelles sempre está voltada para as grandes questões, para os ganhos da banca, e não para assuntos comezinhos de Goiás e de seus políticos.

Recentemente, Meirelles admitiu ter dúvidas a respeito se deve ou não disputar o governo de Goiás. No íntimo, considera o Estado pouco importante, mas não ousa dizê-lo. Se pudesse, pediria não para ser eleito, e sim aclamado pelo povo, quase como rei. O engenheiro que se apresenta como economista, embora não tenha o brilho intelectual de Mário Henrique Simonsen, de Roberto Campos ou de Celso Furtado, pode continuar no Banco Central, tanto para atender Lula quanto à banca. Chegou a sugerir que pode se filiar a um partido político, em setembro deste ano, mas que isto não significa absolutamente que vai disputar mandato eletivo.

Se Meirelles tem sido utilizado por Alcides para criar-lhe uma expectativa de poder, para evitar que o governo acabe antes do tempo, a tática funcionou, mas acabou por esgarçar-se. Mas, em política, não se trabalha apenas num front. Meirelles encantou-se mesmo com a possibilidade de governar Goiás. Só que parece ter uma visão instrumental da política, ou seja, se tiver dinheiro e pesquisas quantitativas e qualitativas “ganha-se” eleição. Como diria o jogador Garrincha, Meirelles e seus apoiadores não vão combinar com os eleitores?

O que se disse sobre Meirelles pode ter sido duro. Mas não há nenhuma intenção malévola, nenhum objetivo de prejudicá-lo, mesmo porque se trata de um homem de valor, um técnico respeitável. O Jornal Opção pretende apenas chamar leitores e eleitores à razão, sugerindo-lhes que abram os olhos e não comprem mais um mito que pode ter pés de barro. É preciso lembrar de Fernando Collor, o Caçador de Marajás, que, no poder, “caçou” mesmo foi o dinheiro daqueles que depositaram, confiantemente, suas economias em bancos e permitiu, conivente, que PC Farias corrompesse as entranhas de seu governo. Meirelles, esclareça-se, não é Collor, mas tem sido apresentado como semelhante por seus próprios aliados. Ao não explicitar suas posições, ao não esclarecer suas intenções a respeito do Estado, sugerindo que não pode falar porque é presidente do Banco Central, embora faça política abertamente, como nenhum outro presidente da instituição, Meirelles menospreza, não se sabe se inconscientemente, a inteligência dos goianos. O banqueiro tem, talvez, o olhar do colonizador e, assim, vê os goianos como os portugueses viram os primeiros habitantes do Brasil, ou seja, como índios manipuláveis. Os goianos querem se tornar “os índios” de Meirelles? A questão fica aberta para o debate.



Belchior está morando no interior do Uruguai
Enviado por Da Redação em 31/08/2009 00:06:37

O cantor Belchior, desaparecido há quase dois anos, está morando em uma cabana na cidade de San Gregorio de Polanco, no Uruguai. Segundo informações divulgadas neste domingo (30) pela equipe do ‘Fantástico‘,  A repórter Sônia Bridi conversou com ele em um vilarejo de 2.500 habitantes no interior do país.

O programa divulgou no último domingo (30) que Belchior cortou relações com a família e que dois carros dele teriam sido abandonados em São Paulo. Porém, o jornal uruguaio “El País” divulgou na tarde deste domingo que entrou em contato com a companheira do cantor cearense e segundo ela, Belchior foi para a cabana no Uruguai em busca de tranqüilidade para compor e para pensar no futuro.

Belchior lançou quase 50 álbuns em 35 anos de carreira e estaria agora trabalhando em novos projetos. O sumiço do cantor virou alvos de piadas na internet e vários internautas relataram possíveis encontros com ele no próprio Uruguai e em diversas partes do Brasil. (Com informações do G1)


Distrito federal
Recados de Maria de Lourdes
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 11:39:03

A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) está, aos poucos, sedimentando os seus recados ao partido. Ela não quer deixar a legenda, quer mimos. Na semana passada Abadia foi assídua frequentadora dos blogs e jornais comunitários. Ora com estrevistas, noutras como personagem de notas políticas.

Não foi surpresa para os mais atentos de que ela usou bem o marketing pessoal e deu seus recados, tanto para o governador José Roberto Arruda, quanto para o presidente da legenda, Márcio Machado. Só que Arruda não moveu um dedo para mostrar inquietação. Ele sabe que o PSDB vai abrigar nomes importantes do primeiro escalão do governo. Não é só porque ele deseja, mas pela necessidade da equação política nacional em ter o PSDB do Distrito Federal como uma vitrine. Por isso, os recados da ex-governadora não surtiram o efeito esperado. Pode ser que neste jogo, Abadia consiga cavar um compromisso dos tucanos de que ela terá uma vaga — e apoio — garantida para deputada federal. A idéia de disputar o Senado está fora de questão nos planos tucanos no DF.

Quanto ao recado de que ela, numa remota possibilidade possa vir a disputar o governo, só a título de exercício ficcional. Os motivos são os mais variados, mas pode-se tomar como exemplo as próprias palavras de Abadia numa entrevista ao “DF Notícias”: “Passei este tempo todo longe da política e agora o povo resolveu se lembar de mim”. Ou como o jornal reproduziu: A tucana diz ainda não saber o que fazer. “Tem um tabuleiro e estou olhando as peças se mexerem”. Conclusão: não tem aliados, estrutura e apoios para enfrentar uma disputadíssima eleição. Informações do jornal Opção, de Goiânia.



Kimi Raikkonen vence GP da Bélgica pela pela quarta vez
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 11:27:55

O piloto Kimi Raikkonen venceu neste domingo, pela quarta vez, o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Durante toda a corrida, o finladês da Ferrari aguentou a pressão de Giancarlo Fisichella, da Force India, que chegou na segunda posição. O terceiro lugar do pódio foi ocupado por Sebastian Vettel, da RBR, que apresentou uma excelente recuperação durante a prova.

Robert Kubica, da BMW Sauber, chegou na quarta posição, à frente do companheiro Nick Heidfeld, o quinto. Em sexto, ficou Heikki Kovalainen, da McLaren. Já Rubens Barrichello, da Brawn GP, que largava em quarto, teve problemas na largada e com um vazamento de óleo. Mesmo assim, o brasileiro conseguiu alcançar a sétima posição.

Nico Rosberg, da Williams-Toyota, foi o oitavo, seguido por Mark Webber, da Red Bull-Renault, Timo Glock, da Toyota, Adrian Sutil, da Force India, Sébastien Buemi, da Ferrari, Kazuki Nakajima, da Williams-Toyota, e Luca Badoer, da Ferrari.



´Não existe plano B, mas plano D, de Dilma`
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 09:07:49

Adriana Vasconcelos - O Globo

 Depois de um crescimento sucessivo, a estagnação da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião deixa setores do governo em alerta. Essa parada seria resultado da operação petista para salvar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética.

A crise foi alimentada pelas declarações da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira de que a ministra teria lhe pedido para agilizar a fiscalização sobre as empresas dos Sarney.

Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a candidatura de Dilma corre risco de não sobreviver até 2010, o que estaria levando setores do partido a buscar um plano B. A estratégia dos tucanos é tirar proveito desse momento.

— Vamos desindexar essa campanha do Lula, porque ele não é candidato. A ministra Dilma não chega lá (em 2010). É uma candidatura que já passou para a sociedade sinais de debilidade por sua arrogância, agressividade e falta de compromisso com a verdade. Como diz o governador Aécio Neves, nós não temos o direito de perder a eleição — declara Guerra.

Líderes petistas dizem que o presidente Lula e o partido vão insistir em Dilma. Mesmo porque, dizem, já é muito tarde para trocar de candidato.

— Não existe plano B, mas plano D, de Dilma — diz o candidato à presidência nacional do PT, José Eduardo Dutra.

Nos bastidores, uma opção discutida seria o deputado Antonio Palocci (PT-SP), também cotado para o governo de São Paulo. Ainda mais depois de sua absolvição pelo Supremo Tribunal Federal da acusação de ter participado da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Mas a troca é vista com desconfiança no PT.

— Como podemos tirar uma candidata que tem 20% das intenções de voto e colocar um com 3% e que acabou de sair de um julgamento polêmico? — pondera um dirigente do PT.

Outro fator que muda o quadro da eleição é a possibilidade da entrada na disputa, pelo PV, da senadora Marina Silva (AC).

— Não consigo ver no PT nem no presidente Lula qualquer movimento para substituir Dilma. Acredito que seria tarde demais para uma substituição — avalia o ex-governador do Acre Jorge Viana.

As dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Dilma teriam voltado a alimentar os planos do PSB de lançar a candidatura do deputado Ciro Gomes (CE).

— A oposição mudou de estratégia e está acertando. Percebeu que não podia ficar batendo só em Lula. Está desconstruindo a imagem do PT e começou a atacar a Dilma — diz o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Para a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), a possibilidade de a ministra Dilma não ser candidata em 2010 é zero. Ela contesta avaliações de que Lula não fará o sucessor.

— Esse é o sonho de consumo da oposição.


GOIÁS
Por 2010, Iris busca aceleração de obras
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 08:34:27

Na tentativa de impulsionar sua pré-candidatura à disputa pelo governo estadual, o prefeito Iris Rezende (PMDB) espera deslanchar a partir do mês que vem agenda de inaugurações de obras do segundo mandato. A intenção do peemedebista, segundo auxiliares, é, enfim, dar o ritmo esperado à administração, marcada por poucas atividades de visibilidade no primeiro semestre deste ano.

Levantamento feito pela reportagem (veja quadro) mostra que, de janeiro a agosto, a agenda de inaugurações de obras de maior visibilidade se restringiu, além da entrega das moradias populares em parceria com a União, à pavimentação em pequenos bairros e à finalização de três novas escolas. O comparativo entre o plano de governo para a segunda gestão (2009-2012) e as ações já realizadas mostra ainda que o prefeito terá de pisar no acelerador se quiser cumprir metas administrativas firmadas durante a campanha à reeleição de 2008.

As ações na área administrativa são a face política da estratégia do prefeito por maior visibilidade. Iris quer recuperar o espaço político perdido com as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em prol da candidatura do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ao governo estadual. Na sexta-feira, o prefeito, diante das manifestações de peemedebistas em prol de sua candidatura, voltou a falar que seu foco atual é a gestão. “Agradeço as manifestações, mas agora estou voltado para as ações da administração em prol de Goiânia”, desconversou.

O PMDB programa o lançamento da pré-candidatura de Iris, ainda neste mês, como forma de conter eventuais baixas entre apoiadores do partido para Meirelles. Em visita a Goiânia, no dia 13, Lula fez várias menções à atuação e a uma eventual chapa encabeçada pelo titular do BC para o Palácio das Esmeraldas no ano que vem. O gesto pró-Meirelles travou as conversações entre PT, PP e PMDB, capitaneadas pelos próprios petistas, para a construção de uma candidatura única dos partidos aliados do presidente para o governo de Goiás.

Tempo
As atividades de maior visibilidade da Prefeitura ocorreram por meio dos mutirões, oito só neste ano – uma estratégia para dar menos munição à oposição nas críticas sobre a baixa produtividade do segundo mandato. O prefeito espera dar hoje o pontapé de uma agenda regular de entrega de ações com a inauguração do Parque Cascavel, na Região Sudoeste. Nesta semana, também está prevista a entrega de duas escolas em bairros da periferia da capital. Informações de O Popular.



Serra já formata discurso para 2010
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 07:26:05

Da AE

O tom é professoral. Às vezes tem uma dose de bom humor e, quase sempre, referências pessoais e profissionais. Se está inspirado, conta casos da juventude, da família, dirige-se à plateia. Em outros momentos, sem sorrisos, se restringe ao assunto que o levou à solenidade. É no conteúdo dos pronunciamentos mais recentes, porém, que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), começa a construir o discurso para as eleições de 2010.

Embora insista que não há definição sobre candidatura à reeleição ou à Presidência, o tucano escolhe os temas que levará ao palanque. Mudança radical na política industrial, ataque ao aparelhamento do Estado no governo do PT, preocupação com meio ambiente e sustentabilidade e o já famoso "ativismo governamental" estão entre os assuntos que o governador e futuro candidato quer pôr em discussão.

Críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que mantém a popularidade em alta apesar do desgaste dos aliados - praticamente não existem. E cobranças dirigidas ao governo federal são acompanhadas de comparações com a administração tucana de Fernando Henrique Cardoso e seus ministros, entre eles o próprio Serra.

O site do governo paulista reproduz 52 discursos entre 1º de junho e 27 de agosto.Na sexta-feira, dia 28, foram mais três, dois em Praia Grande e um em Hortolândia. No portal, são incluídas apenas as falas do governador em compromissos oficiais.

Em 2010, o eleitor vai ouvir a pregação no palanque tucano. "O Brasil está caminhando a passos largos para voltar a ser uma economia primária exportadora. Anterior a 1930. Commodities, minério de ferro, aço, petróleo. Não é isso que vai desenvolver o País."

Também haverá comparação com outras economias, além de o tema distribuição de cargos por critérios mais políticos do que técnicos. Serra fala em "estatizar o Estado". "O Estado brasileiro está sendo privatizado. É uma privatização espúria e nefasta", atacou, no Rio.
Duas semanas antes, na Associação Comercial de São Paulo, a crítica foi a mesma, com exemplo concreto.

O governador falou em medidas de profissionalização dos cargos de confiança e citou sua passagem pelo Ministério da Saúde (1998 a 2002). "O exemplo que me ocorre é o da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) onde, para indicação dos coordenadores estaduais, a partir de uma determinada época, era necessário que eles preenchessem determinados requisitos de qualificação, coisa que foi revogada no segundo, no quarto mês do governo Lula, para que de novo a Funasa virasse um mercado persa que virou."

Há, no entanto, um discurso ainda em construção, o do meio ambiente. Com a saída da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (AC) do PT e a possibilidade de disputar a Presidência pelo PV, o tema tornou-se inevitável. Até agora, Serra tem citado experiências de sua gestão.

Para o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, especializado em Comunicação Política, Serra "está nitidamente construindo um discurso e testando temas, para saber qual tem mais ou menos apelo, e fala sobre o futuro".

O professor considera a crítica ao aparelhamento estatal "meramente política" e vê no industrialismo "um discurso paulista, que toca no ponto nevrálgico do Estado".



Eleições legislativas no Japão têm recorde de votação antecipada
Enviado por Da Redação em 30/08/2009 03:43:24

A votação antecipada nas eleições realizadas hoje no Japão obteve, até a sexta-feira, quase 11 milhões de sufrágios (10,49%), um recorde histórico, informou o Ministério de Interior japonês. Nas últimas eleições gerais, realizadas em setembro de 2005, 8,96 milhões de japoneses exerceram seu direito ao voto antecipado, mas, nas eleições deste ano espera-se que o número supere os 12 milhões, já que os dados divulgados pelo Governo não incluem os sufrágios emitidos durante o sábado, segundo a agência ‘Kyodo‘.

Até a sexta-feira, 10,94 milhões de japoneses já tinham votado, entre eles os dois principais candidatos, o opositor Yukio Hatoyama e o atual primeiro-ministro, Taro Aso. Desde que o sistema de voto antecipado começou a funcionar em 2004, nunca se tinha registrado um número tão elevado de sufrágios, uma amostra de que a participação nas eleições de hoje será também mais alta que os 67,5% de 2005.

Um total de 104,34 milhões de japoneses está registrado para votar nestas eleições que, segundo as enquetes, tirarão o Partido Liberal-Democrata (PLD) do poder, ocupado a mais de meio século pela formação. Os 53 mil colégios ficarão abertos das 7h às 20h locais (19h às 8h, no horário de Brasília). (Com informações do G1)



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