Cervejaria japonesa compra 50,45% da Schincariol
Da redação em 01/08/2011 23:40:26
A Kirin, tradicional fabricante japonesa de cerveja e refrigerantes, comprou 50,45% da Schincariol, segunda maior cervejaria do Brasil, por R$ 3,95 bilhões. A operação foi fechada nesta segunda-feira.Os sócios Adriano Schincariol, presidente da companhia brasileira, e seu irmão Alexandre Schincariol são os vendedores.O restante do capital (49,5%) continua nas mãos dos primos Gilberto e José Augusto Schincariol. De acordo com a Kirin, o negócio deve ser consolidado no terceiro trimestre.
"Estou feliz com esta operação porque a Kirin tornará a Schincariol mais forte e será o sócio ideal para a família, que permanece na operação, garantindo valor ainda maior para as marcas do Grupo", afirma, em comunicado, o presidente do grupo, Adriano Schincariol.
Com sede em Itú (SP), a Schincariol tem cerca de 10 mil funcionários e 13 unidades de produção distribuídas por 11 estados. A capacidade instalada é de 5 bilhões de litros por ano.
AQUISIÇÕES
As aquisições feitas entre 2007 e 2008, de cervejarias como Baden Baden e Eisenbahn, elevaram o número de marcas de cerveja para as nove comercializadas hoje pelo grupo. A empresa tem cerca de 15 % do mercado de cervejas nacional.
Já as cinco marcas de refrigerantes garantem uma fatia de mercado de cerca de 6% no segmento.O grupo, que tem capital 100% brasileiro e não tem ações negociadas na Bolsa, teve um faturamento de R$ 5,66 bilhões em 2010, de acordo com o comunicado.
A Kirin tem atuação principal na Ásia (Japão, China, Taiwan, Vietnã, Tailândia, Cingapura e Filipinas) e na Oceania, com vendas totais de cerca de US$ 28 bilhões."Essa aquisição vai realçar a estratégia internacional do grupo integrado de bebidas da Kirin, promovendo uma base sólida no ascendente mercado brasileiro", afirma a empresa japonesa em comunicado.
A meta da Kirin é alcançar 30% das receitas da divisão de bebidas com negócios internacionais até 2015. No Brasil, o grupo é dono da Tozan Alimentos, fabricante de produtos orientais, como saquê e molho de soja.A disputa pela compra da empresa durou meses. Entre os interessados estavam o grupo SABMiller, a Heineken e a Carlsberg.Informações do Valor Online
POLÍTICA
Temer convoca aliados para discutir crise no Ministério da Agricultura
Da redação em 01/08/2011 21:14:31
O vice-presidente da República, Michel Temer, convidou políticos aliados do PMDB para um almoço no Palácio do Jaburu, nesta terça-feira (2), em Brasília. No encontro devem ser discutidas as acusações de corrupção no ministério da Agricultura feitas por Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR). O ministério é ocupado por Wagner Rossi, indicação de Temer.
O líder do governo e o vice-presidente conversaram sobre o tema no final de semana. Jucá disse a Temer que não concordava com a posição do irmão e pediu desculpas pelas declarações. Ele também já se desculpou com a presidente Dilma Rousseff pelo episódio nesta segunda-feira (1º).
Segundo interlocutores de Temer, o vice-presidente disse acreditar em Jucá e os dois estão "em paz". Não se sabe, porém, se o líder do governo estará no almoço.
No PMDB o sentimento é de arrependimento pela indicação de Oscar Jucá Neto para ocupar um cargo de direção na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada à pasta da Agricultura. A nomeação foi feita em junho e ele foi demitido na semana passada, depois de ter autorizado um pagamento irregular no valor de R$ 8 milhões.
Lideranças lembram que houve muita resistência à indicação porque Oscar já tinha tido problemas quando trabalhou na Infraero, durante o governo Lula. Ele foi demitido em abril de 2009 por ordem do então ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na ocasião, Jucá apoiou o irmão e fez duros ataques a Jobim. Agora, porém, o líder do governo procura se afastar de Oscar.Informações da AE.
DISTRITO FEDERAL
O recado do PMDB-DF ao PT
Enviado por Carlos Honorato em 01/08/2011 20:52:54
O vice-governador e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, usou a inserção do partido na TV para uma tomada de posição em função das muitas versões sobre a escolha do novo secretário de Obras, pasta que era ocupada pelo deputado federal Luiz Pitiman. Filippelli deixa claro que o PMDB cumpre compromissos e vem fazendo a sua parte. Ele arremata dizendo que o partido tem compromisso com Brasília e com o verdadeiro novo caminho.
CELEBRIDADES
Luan Santana decide doar cachê do show em que foi vaiado
Da redação em 01/08/2011 17:57:55
Após ser vaiado durante apresentação em Recife no último sábado (30) - quando atrasou quase duas horas e ficou no palco apenas por 30 minutos - o cantor Luan Santana anunciou em sua página no Twitter que vai doar o cachê do show.
Luan era uma das atrações do Maior Show do Mundo, que ainda teve nomes como Exaltasamba e Ivete Sangalo.
- Decidi doar todo meu cachê desse show para instituições de caridade de Recife que meu escritório vai definir quais são.
Alguns minutos antes, ele reforçou o pedido de desculpas que já havia feito no sábado.
- Quero mais uma vez pedir desculpas aos meus fãs pernambucanos pelo meu atraso no Maior Show do Mundo. Tivemos problemas com nosso avião.
Esta não é a primeira vez que Luan é vaiado durante uma apresentação. No ano passado, durante evento em São Paulo, ele também foi repreendido pelo público ao cantar o Hino Nacional. Informações do R7.
IMPRENSA
Brasil teve 17 casos de censura judicial
Da redação em 01/08/2011 15:28:15
Nos últimos dois anos, desde que foi decretada a mordaça contra o jornal O Estado de S. Paulo, houve no Brasil ao menos mais 17 casos de censura judicial a veículos de comunicação, de acordo com dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Em sua maioria, a censura atinge jornais ou blogs de jornalistas na internet, segundo noticiado no Estadão.
Embora em muitos casos as sentenças ou liminares responsáveis pela mordaça tenham sido derrubadas em instâncias superiores, os veículos foram temporariamente proibidos de divulgar informações ou tiveram sua circulação restringida.
A decisão de maior alcance ocorreu em setembro de 2010, quando 84 veículos de comunicação do Tocantins — entre jornais, revistas, sites, emissoras de rádios e de TV — foram proibidos de divulgar notícias sobre uma investigação do Ministério Público envolvendo o ex-governador do Estado e então candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB) em um suposto esquema de fraudes em licitações.
Posteriormente, o próprio Gaguim solicitou a suspensão da liminar. Em fevereiro de 2011, um ofício encaminhado pela Polícia Federal ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelou que a censura pode ter sido comprada. O caso está sendo investigado.
Em São Paulo, ao menos outros dois veículos, além do Estado, sofreram recentemente com a censura judicial. O Diário do Grande ABC ficou proibido, entre fevereiro e dezembro de 2010, de divulgar informações sobre o suposto descarte, pela prefeitura de São Bernardo do Campo, de carteiras escolares em bom estado de uso.
No interior, o Diário da Região, de São José do Rio Preto, responde desde 2009 a seis processos que tentam impedir o jornal de veicular reportagens sobre supostas irregularidades na Câmara de vereadores da cidade. Em junho deste ano, o repórter do Diário da Região, Alan de Abreu, foi indiciado pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público, por violar o segredo de Justiça ao divulgar dados de escutas telefônicas da Operação Tamburutaca, que investiga um suposto esquema de corrupção para driblar leis trabalhistas com o pagamento de propina.
Outros casos
Em março, a Bahia também registrou um caso de censura judicial por suposta violação de segredo de Justiça por parte da rádio Liderança FM (de Jaguarari, a 409 km de Salvador). A emissora foi proibida de veicular notícias sobre o prefeito da cidade, Antônio Ferreira do Nascimento (PT), acusado de compra de votos. Diante da repercussão negativa da decisão judicial, a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) negou que a ação pudesse ser encarada como censura e afirmou que a mordaça visa garantir "o segredo de Justiça" no caso.
O Estado com o maior número de decisões judiciais contra a imprensa, contudo, é o Paraná. Nos últimos dois anos, ao menos dois blogs - Prosa e Política, de Fábio Pannunzio, e Blog do Esmael, de Esmael Morais - foram proibidos de veicular textos sobre políticos do Estado.
Em setembro do ano passado, o então candidato ao governo paranaense, Beto Richa (PSDB), conseguiu que a Justiça suspendesse a divulgação de três pesquisas de intenção de voto - feitas por Datafolha, Ibope, e Vox Populi.
Embora a censura judicial represente um novo e forte obstáculo ao exercício do jornalismo no Brasil, o levantamento do Estado indica que outros fatores também ameaçam a liberdade de imprensa no País.
No período analisado, foram registrados ao menos 17 casos de violência física contra jornalistas e cinco processos que, embora não pedissem a censura de veículos de comunicação, visavam coibir o trabalho dos repórteres. Informações do Conjur.
DISTRITO FEDERAL
Inquérito da Caixa de Pandora deve "acordar" no STJ
Da redação em 01/08/2011 12:15:59
Do Jornal de Brasília
O Inquérito 650, referente à Operação Caixa de Pandora, “dorme” no Superior Tribunal de Justiça (STJ), como disse a conselheira Anilcéia Machado, durante a votação das contas do GDF referentes a 2010, no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Responsável pelas investigações, a subprocuradora Raquel Dodge volta hoje de um recesso e a expectativa é de que ela finalize algumas diligências para apresentar a denúncia contra os envolvidos.
Na mesma sessão do TCDF, o advogado de José Roberto Arruda, Edson Smaniotto, alertou a Corte para que não deixasse respingos do inquérito, “adormecido no STJ”, interferirem na votação das contas do ex-governador. Anilcéia entendeu o recado: “O processo ‘dorme‘ no STJ e aqui estamos nos antecipando e fazendo julgamento de Caixa de Pandora".
Não foi a primeira vez que autoridades reclamaram publicamente do atraso nas investigações. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, já reclamou diversas vezes pelo fato de, um ano e meio após a deflagração da Caixa de Pandora, em novembro de 2009, o Ministério Público ainda não ter concluído os trabalhos.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem acompanhado a questão de perto e afirmou, recentemente, que o processo está perto do desenlace. “Continua sob análise. Não deu para concluirmos no primeiro semestre, mas acredito que não demorará muito para que possamos ter um desfecho, finalmente”, disse.
Gurgel justificou a demora na apreciação do caso. “É que a complexidade do processo é imensa pelo volume de envolvidos e pelas dimensões daquele esquema criminoso que estava instalado no DF”.
PROMETIDO DESDE ABRIL
O inquérito tramita no STJ sob a relatoria do ministro Arnaldo Esteves Lima. Para dar prosseguimento ao inquérito, Lima aguarda o oferecimento da denúncia, que teria sido prometida a ele desde abril. A partir de então, o ministro formulará voto e o submeterá aos demais ministros.
Caso a Corte acate a denúncia, os acusados de envolvimento no Mensalão do DEM se tornaram réus, devido à abertura de ação penal. Por enquanto, Esteves tem tratado de questões corriqueiras do processo, como solicitações de acesso aos autos.
Na condução dos trabalhos, Raquel Dodge protocolou duas denúncias por falsidade ideológica e obstrução da Justiça. De férias, ela não foi encontrada para comentar a demora na finalização do inquérito.
O Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem atuado com êxito na esfera cível. No fim do mês de março, a pedido do Ministério Público, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Álvaro Ciarlini, determinou o bloqueio de bens, até o valor de R$ 300 mil, da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), do marido dela, Manoel Neto, de Durval Barbosa, delator do suposto esquema, além do ex-governador José Roberto Arruda.
RIO DE JANEIRO
Cabral aumenta gasto com publicidade em 35%
Da redação em 01/08/2011 11:56:47
Em seu primeiro mandato, de 2007 a 2010, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) gastou em publicidade 35% a mais que sua antecessora, Rosinha Garotinho (expulsa do mesmo partido), em valores reais, descontada a inflação pelo IGP-DI. Levantamento a partir de números do governo no Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem) mostra que, sem a correção inflacionária, os dispêndios nominais com propaganda da Subsecretaria de Comunicação e Divulgação subiram 62,98% de uma gestão para a outra.
O governo admite aumento de 43%, mas se baseia em gastos empenhados, não nos efetivados, usados pelo Estado nos cálculos. Na campanha de 2006, Cabral prometeu moderação nos gastos com propaganda e anunciou que não usaria verbas para exaltar seu governo. "O dinheiro público gasto em comunicação deve ser voltado para campanhas educativas. No nosso governo, todos os recursos de publicidade serão usados em campanhas em relação às drogas, ao trânsito", afirmou, o então candidato, em setembro de 2006.No seu primeiro mandato, porém, a despesa média anual ficou em pouco mais de R$ 99 milhões (nominais), com ênfase em programas governamentais, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Informações da AE.
GOVERNO FEDERAL
Novos nomes para os Transportes
Da redação em 01/08/2011 09:12:07
A crise no Ministério dos Transportes, que já resultou na demissão de 21 servidores, pode estar chegando ao fim. Ainda nesta semana, o ministro Paulo Sérgio Passos deve anunciar os novos nomes para ocupar cargos vitais na cúpula da pasta, do Dnit e da Valec, responsáveis pelas rodovias e ferrovias federais.
Assim como na semana passada, o tema estará na pauta da reunião de coordenação política desta segunda-feira (1), comandada pela presidente Dilma Rousseff. Passos deverá apresentar à presidente uma lista com indicações técnicas e de servidores de carreira para ocupar as vagas nos órgãos afetados pelas denúncias de corrupção.
Na sexta-feira (29), Dilma assinou um decreto que altera a estrutura do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e permite que servidores de carreira possam assumir cargos na diretoria de forma temporária. Eles devem ficar até que os novos diretores sejam indicados, sabatinados pelo Senado e, posteriormente, nomeados pela presidente Dilma.
A intenção do governo é preencher os postos de forma rápida para evitar prejuízos maiores com a paralisação da estrutura de transportes. Também na sexta-feira, durante a divulgação do balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o ministro Passos admitiu que algumas obras sofrerão com a crise.
- Já estamos saindo da crise, mas por determinação da presidente Dilma Rousseff, estamos fazendo uma reavaliação de todas as obras no Ministério dos Transportes. Isso vai afetar aqueles projetos que estão em execução e principalmente aqueles que estão na sua fase de concepção. Será feito um exame apurado. Informações do R7.
DISTRITO FEDERAL
Semestre dos distritais começa nesta segunda com muita polêmica
Da redação em 01/08/2011 09:03:17
Ana Maria Campos, Correio Braziliense
O semestre dos deputados distritais começa nesta segunda-feira (1/8) com com muita polêmica pela frente. Como estratégia para facilitar a aprovação de projetos na Câmara Legislativa, o governador Agnelo Queiroz (PT) prepara um rearranjo de forças políticas em sua base para vencer os próximos desafios sem atropelos. Um dos temas considerados mais importantes é o Plano Plurianual (PPA) para os próximos quatro anos, que será encaminhado hoje pelo Executivo à Casa. Elaborado nos últimos meses a partir de seminários de planejamento estratégico, sob a coordenação do secretário de Governo, Paulo Tadeu, o documento é a cara da administração de Agnelo a partir de 2012 e será a base para o primeiro orçamento a ser aprovado na atual gestão.
Outro tema controverso é o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que também será analisado pela Casa neste semestre. A proposta, sob a responsabilidade do secretário de Habitação, Geraldo Magela, pretende rever pontos considerados inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça do DF no projeto aprovado na legislatura passada e sobre o qual pesam denúncias de corrupção apontadas na Operação Caixa de Pandora. Ainda na questão fundiária, o governo espera aprovar a lei de uso e ocupação do solo, o detalhamento das diretrizes definidas no PDOT. O presidente da Câmara, deputado Patrício, pretende contratar uma consultoria privada para alimentar com mapas e informações fundiárias as assessorias dos distritais. “Não podemos cometer o erro de votar um projeto tão importante e polêmico sem informações fundamentais que norteiem a decisão dos deputados”, justifica Patrício.
Troca de secretários
Com temas que despertam tanto debate no meio político, a ideia entre colaboradores do governador é aumentar a participação de deputados distritais no Executivo, inclusive com a transferência de alguns para o primeiro escalão. A expectativa é de que pelo menos outros três suplentes assumam o mandato. Um dos que sempre é convidado e por enquanto tem rejeitado proposta é Joe Vale (PSB), cotado para o cargo de secretário de Agricultura ou outra função.
É quase certo, por exemplo, que o deputado Cristiano Araújo (PTB) assumirá uma secretaria. O partido dele está de olho em duas pastas: Desenvolvimento Econômico e Trabalho e recusou convite para a de Juventude. Para governistas, são pretensões difíceis de serem atendidas. Surge, assim, uma outra possibilidade: a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, hoje comandada por Dirsomar Chaves. Aliado de Magela, da corrente Movimento PT, ele é suplente e pode ser contemplado de outra forma.
Outro petista que pode deixar o governo é Jacques Pena, secretário de Desenvolvimento Econômico. Existe um movimento na base de Agnelo para que ele seja substituído por alguém com relação mais estreita com o setor produtivo. Também há possibilidade de mudanças na Secretaria de Educação. A avaliação do governo é de que alguém mais afinado com a base do PT na área deva assumir o cargo no lugar da professora Regina Vinhaes. O nome mais cotado até ontem era o do atual secretário de Administração, Denilson Bento da Costa. Petista, ele é professor e integrou o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro).
Antes de tomar essas decisões, no entanto, Agnelo precisa definir o nome do novo secretário de Obras, que vai substituir Luiz Pitiman. O governador estará hoje em Cuiabá (MS), onde participa de reunião com os demais governadores do Centro-Oeste. Ele esteve ontem em São Paulo, acompanhado do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). De acordo com informações de assessores próximos do governador, o novo titular da pasta será um técnico, mas isso não significa que não terá o aval do mundo político.
O semestre legislativo também promete intensos debates sobre a sucessão no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). A presidente do órgão, Marli Vinhadeli, vai se aposentar neste ano e os distritais querem indicar um integrante da Câmara para a vaga, embora a conselheira ocupe assento destinado ao corpo técnico do TCDF. Assunto que também vai provocar polêmica.
Na berlinda, com pendências judiciais
Dos 24 deputados distritais, cinco precisam resolver pendências judiciais. Entre eles, dois tiveram o mandato cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), outros dois também se defendem de falhas na campanha. Outro é alvo de duas denúncias do Ministério Público do DF. Confira:
Benício Tavares (PMDB)
O deputado do PMDB exerce o mandato com liminar concedida pelo TSE contra decisão do TRE-DF, que cassou o mandato dele, por suposta captação ilícita de votos e abuso de poder econômico. A ação foi proposta pelo candidato a distrital Antônio Gomes Leitão, da coligação PCdoB-PSB. De acordo com a denúncia, empregados da Brasília Empresa de Segurança Ltda, da família do
ex-distrital César Lacerda, hoje administrador do Jardim Botânico, foram ameaçados e coagidos a comparecer a duas reuniões de trabalho e a preencher dados cadastrais, com o objetivo de votarem em Benício. O peemedebista nega.
Raad Massouh (DEM)
Raad teve o mandato cassado na semana passada pelo TRE-DF, sob o fundamento de irregularidades insanáveis em sua prestação de contas. A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral, que sustenta ter havido utilização de veículos na campanha do ano passado sem a comprovação do custo na declaração de doações, além do recebimento de R$ 30 mil de pessoa jurídica criada no ano da eleição, o que é vedado. O distrital vai recorrer ao TSE, sob o argumento de que ele não é culpado pelo erro que seria puramente administrativo, sob responsabilidade do contador.
Benedito Domingos (PP)
Neste semestre, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF vai analisar o recebimento de duas denúncias protocoladas pela procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, em que o deputado é acusado de atuar politicamente para favorecer a contratação pelo GDF de empresas ligadas a três familiares. O relator do caso é o desembargador Humberto Ulhôa. Benedito sustenta que nunca atuou em benefício da família.
Welington Luís (PSC)
O Ministério Público Eleitoral detectou uso de cupons relativos a gastos com combustível sobre os quais não foram comprovados aluguel ou cessão de carros na campanha. O pedido é de reprovação das contas. O distrital alega não ter responsabilidade por eventuais falhas.
Olair Francisco (PTdoB)
O corregedor eleitoral, Mário Machado, apura acusação da suplente de Olair Francisco, Lilian Brunelli, segundo a qual o deputado — que é dono de uma rede de sapatarias — é acusado de compra de votos e abuso de poder econômico. De acordo com a denúncia, Olair distribuiu a eleitores cimento, sapatos e prometeu empregos em troca de votos. O distrital nega acusações que beneficiam a suplente.
DISTRITO FEDERAL
Moradores da Asa Norte protestam contra obra perto do parque Olhos D‘água
Da redação em 01/08/2011 00:48:29
Mobilizados via rede social, frequentadores do Parque Olhos D’água, na Asa Norte, se juntaram na manhã deste domingo (31/7) para protestar contra a construção de uma espaço de lazer em um terreno na entrequadra 212/213 Norte. Há alguns dias, moradores da SQN 212 viram engenheiros fazendo medições e, possivelmente, um levantamento topográfico, o que levantou novas suspeitas de que um prédio comercial seja erguido ali. A área tem função de drenagem urbana e de depósito de água, segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Manifestantes querem que o Executivo solte um decreto que aumente a poligonal do Olhos D’água e inclua os terrenos no domínio de proteção do parque.
O imbróglio na região vem desde o ano passado. O espaço em questão tem 16,8 mil metros quadrados, sendo que 6,8 mil metros foram licitados pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) em 2000 e adquiridos por um empresário por R$ 1,9 milhão. Mas, em 2010, com base em um parecer técnico do Ibram, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou à Administração de Brasília para não emitir alvará para obras por se tratar de uma zona ambiental sensível e de importância para o abastecimento da bacia hidrográfica do Paranoá e da Lagoa dos Patos, no Olhos D’Água. De acordo com o administrador de Brasília, Messias de Souza, nenhuma licença foi liberada.
Hoje (31/7), dia de intenso movimento no parque, localizado na 413/414 Norte, cerca de 30 pessoas se juntaram para discutir ações que impeçam a transformação da área de preservação em centro comercial. "Temos que preservar esse espaço porque ele serve para abastecer o Lago Paranoá e muitos não sabem. Apartir do ano que vem, vamos começar a consumir a água do lago. Se deixarmos que as nascentes morram, não teremos mais nada", defendeu o jornalista e ativista ambiental Gadelha Neto. Ele lembrou que a área ameaçada está no Programa Adote Uma Nascente, coordenado pelo Ibram.
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A ideia de reunir os usuários do parque em prol de sua preservação partiu do designer gráfico Thiago Freitas, 29 anos. Apesar de morar no Lago Norte, Thiago tem um filho, Matheus, 5, que mora com a mãe na SQN 416, e os dois costumam passar bons momentos juntos no Olhos D’água. Ele fez o convite da mobilização para três pessoas no Facebook e, em 24 horas, três viraram 300. "Queremos chamar atenção, pedir a participação das pessoas para preservar essa área", contou.
Os manifestantes decidiram criar uma agenda de ações para os próximos fins de semana. A ideia é fazer dias de música e atrações culturais com o foco dirigido ao meio ambiente. Eles querem agendar uma audiência pública com o governador Agnelo Queiroz, na próxima semana. De acordo com o promotor Paulo Leite, da Promotoria de Justiça da Ordem Urbanística (Prourb), o MPDFT mantém o mesmo posicionamento e pede que o governo tenha coerência nas decisões. "O próprio Ibram, órgão oficial de meio ambiente, recomenda que a área vendida seja desapropriada e recuperada, dada sua importância ambiental para a Asa Norte. Interesses de outros órgãos não podem prevalecer", avalia.Informações do Correio Braziliense.
INTERNACIONAL
Obama diz que líderes chegaram a acordo sobre déficit
Da redação em 01/08/2011 00:30:41
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, em um discurso breve, que parlamentares democratas e republicanos chegaram a um acordo sobre a elevação do teto da dívida do país. "Boa Noite. ainda há importantes adesões a serem feitas por membros do Congresso, mas eu gostaria de anunciar que os líderes de ambos os partidos, em ambas as Casas (legislativas) chegaram a um acordo que reduzirá o déficit e evitará a moratória", declarou Obama.
O país, que está endividado até o seu limite legal, de US$ 14,3 trilhões, precisa aumentar esse teto para evitar que seja necessário suspender o pagamento aos credores depois do dia 2 de agosto.Segundo o presidente americano, o acordo define um corte de US$ 1 trilhão de dólares em dez anos. Além disso, cria um comitê bipartidário no Congresso para, em novembro, votar um novo projeto de redução do déficit das contas públicas.
O acerto "assegura que nós não vamos precisar enfrentar o mesmo tipo de crise novamente em seis meses, ou oito meses, ou 12 meses", afirmou Obama.O acordo ainda precisa ser votado na Câmara e no Senado.
Compromisso
Após o discurso do presidente, os líderes dos partidos Democrata e Republicano no Senado, Harry Reid e Mitch McConnell, confirmaram que houve acordo.
"Fico aliviado ao dizer que líderes dos dois partidos estão juntos pela causa da nossa economia para alcançar um compromisso bipartidário histórico que põe fim a esse perigoso impasse", afirmou Reid. (Com agências internacionais)
GOIÁS
Pilar de Goiás de novo na rota do ouro
Da redação em 01/08/2011 00:21:15
Mariza Santana, O Hoje (Goiânia)
Um novo ciclo do ouro está começando para Pilar de Goiás, município do Centro Goiano. A histórica cidade, surgida em 1741, no auge do período da mineração em Goiás, vai receber o projeto de uma mina subterrânea da canadense Yamana Gold estimado em R$ 320 milhões. Na pequena cidade, de 1,2 mil habitantes, o clima é de expectativa e também de mudança. O sossegado cotidiano dos moradores do interior está sendo invadido pelas máquinas das empreiteiras. Construções de novas casas surgem por todos os lados e o sentimento geral é de que um novo período de prosperidade está começando.
Já a um quilômetro de distância de Pilar, na entrada da cidade, é possível ver o trabalho de terraplanagem da área onde será instalado o escritório administrativo da Companhia Goiana do Ouro (CGO), nova empresa do Grupo Yamana, que será a responsável pela extração e beneficiamento do minério. Duzentos operários trabalham no local. No ápice das obras, serão cerca de 800 trabalhadores. Quando a mina estiver operando, o que está previsto para o início de 2013, serão 502 funcionários com uniformes da Yamana e outros 500 terceirizados nos serviços de segurança, limpeza e refeitório, informa o coordenador de Recursos Humanos, Administração e Relações com a Comunidade da companhia, José Carlos Damasceno.
Mas os canteiros de obras não se resumem às futuras instalações do projeto. No outro lado da cidade, perto da saída para Guarinos e Santa Terezinha, estão em andamento as obras do alojamento dos operários das empreiteiras, que terá capacidade para 600 pessoas, com previsão de estar concluído em novembro ou dezembro próximo. Quando os alojamentos forem desocupados, após o término da construção das instalações da CGO, serão doados para a Prefeitura de Pilar e transformados em equipamentos sociais para atendimento à população.
Um terceiro canteiro de obras está construindo o alojamento da equipe da Yamana e recebeu o nome de Forte Pilar. Terá 33 apartamentos e capacidade para 60 pessoas. A construção começou no início deste mês e está bem adiantada. O projeto do alojamento atende determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, por isso, as telhas são de cerâmica. O Forte Pilar deve ficar pronto no final de setembro.
Cotidiano do município
A movimentação que a vinda da Yamana e da CGO está causando na pacata vida da histórica cidade é acompanhada com satisfação pelos moradores. “A situação mudou bastante e parece que vai mudar mais. Antes o desemprego era grande na cidade”, comenta o aposentado Nery Batista de Oliveira. Para o fazendeiro Nelson Fernandes Castilho, a mineradora vai trazer mais progresso e mais emprego para Pilar. “É um novo ciclo do ouro. Antigamente a exploração era artesanal, agora vai ter mais tecnologia”, afirma.
O auxiliar de campo Isordino Fernandes Neto trabalha em uma empresa que presta serviço à Yamana desde 2009. Portanto, acompanha o processo de instalação da mineradora desde o início. “Várias famílias de Pilar já estão se beneficiando”, conta. Segundo ele, a atividade econômica da cidade se baseia na pecuária e agricultura de subsistência, por isso, não era fácil arranjar emprego. Agora, com a mineração, a expectativa é positiva.
POLÍTICA
Senadores e deputados favorecem entidade irregular em contrato com Ministério do Turismo
Da redação em 01/08/2011 00:14:33
Quatro parlamentares de Santa Catarina assinaram atestado falso de funcionamento a uma entidade que firmou, em 2011, um convênio com o Ministério do Turismo no valor de R$ 4 milhões. Os senadores Casildo Maldaner (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) e os deputados Valdir Colatto e Edinho Bez, ambos do PMDB, declararam por escrito que o Instituto Cia do Turismo, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), está em atividade desde 2003. Mas a ata registrada em cartório informa que a entidade surgiu em julho de 2008. Por lei, uma entidade só pode receber recursos públicos depois de três anos de existência.
Em 2009 e 2010, Edinho Bez também chancelou a regularidade da entidade. Nos últimos três anos, a Cia do Turismo recebeu outros R$ 7,9 milhões do ministério. A ONG nasceu a partir de uma nebulosa transação entre o advogado Nicolau Jorge Meira, ex-presidente da Santur, estatal do turismo catarinense, e o estudante Raphael Lobo Fonseca, ex-presidente do Comitê de Ideias e Ações, ONG encarregada de arrecadar recursos para a creche Tia Angelina, no Varjão, bairro pobre de Brasília. Logo depois de deixar o comando da Santur, em 2007, Meira se apropriou do CNPJ do Comitê de Ideias, que estava inativa desde 2002, e, com uma mudança de nome, de endereço e de estatuto, transformou a ONG voltada para caridade numa bem-sucedida empresa de consultoria em turismo.
A metamorfose foi rápida. Em 3 de janeiro de 2008, Meira, mesmo sem pertencer aos quadros do Comitê de Ideias, convocou uma reunião da entidade. No edital de convocação não constam data ou horário do encontro. Numa reunião na semana seguinte, Meira é apresentado como novo sócio e imediatamente escolhido presidente da ONG. Seis meses depois, a entidade transfere a sede de uma casa no Lago Sul para o Setor Comercial Norte, muda o nome para Instituto Cia do Turismo e abandona os ideais de caridade. Informações de O Globo.
POLÍTICA
Oposição pede investigação no Ministério da Agricultura
Da redação em 01/08/2011 00:11:32
Com a avaliação de que outros partidos da base aliada do governo se tornarão alvo de denúncias em órgãos que comandam, a oposição cobrará a investigação de novos casos, como as irregularidades apontadas no Ministério da Agricultura, em especial na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O PPS quer que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue o caso. Com a volta dos trabalhos do Congresso, o PSDB e o DEM analisarão as novas denúncias.
Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), os recentes problemas apontados em diferentes órgãos, que começaram com o Ministério dos Transportes, mostram "a leniência" que o ex-presidente Lula tinha com condutas irregulares de seus aliados.
Denúncias de pagamento para empresa de fachada
Demitido da direção da Conab depois de autorizar - sem permissão e com verba que não poderia ser usada para esse fim - um pagamento para uma suposta empresa de fachada, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse à revista "Veja" que há um esquema de corrupção no órgão. As denúncias foram rebatidas com veemência pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que classificou a postura de Jucá Neto como retaliação por ter sido demitido.
O próprio senador Romero Jucá se apressou para desqualificar as denúncias do irmão, se solidarizando com Wagner Rossi, cujo padrinho político é o vice-presidente Michel Temer. À "Veja", Jucá Neto apontou irregularidades na venda de um terreno e no pagamento judicial pela Conab à empresa Caramuru.
O líder tucano Duarte Nogueira disse que a presidente Dilma Rousseff terá que enfrentar sua base aliada para continuar promovendo a faxina no governo.
- Todas essas informações atingem agora o PMDB e o PTB. A extensão das irregularidades vai muito além das encontradas nos Transportes, na Agência Nacional do Petróleo. Governos sempre têm problemas, mas o que não pode é ter problemas em todos os lugares. É uma espécie de modus operandi tolerado dentro do governo. É o estilo Lula de governar: licencioso ao extremo com os aliados. A presidente Dilma está tendo essa dificuldade de fazer expurgos. Vamos insistir na fiscalização de todas essas informações - disse Duarte Nogueira. Informações de O Globo.
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