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Brasília-DF, 01 de Setembro de 2005. Ano 1
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Lula veta filiação de Meirelles
Enviado por Carlos Honorato em 30/09/2005 14:39:59

FELIPE RECONDO, da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou ontem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a não se filiar a um partido político para eventualmente disputar a eleição para governador de Goiás em 2006.

Ontem, Lula conversou com Meirelles e, de acordo com um senador governista, teria pedido para o presidente do BC permanecer no cargo. Depois, o presidente do BC foi ao ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, e conversou com o líder do PTB na Câmara dos Deputados, José Múcio (PE).

Meirelles teria dito estar em dúvida e não fechou um acordo até o final da noite. Hoje, último dia para a filiação de quem pretende disputar as eleições, Meirelles teria uma última conversa com os petebistas.

No Estado, Meirelles é próximo ao governador Marconi Perillo (PSDB) e teria seu apoio na disputa. No PMDB, o presidente do BC não teria espaço, já que o senador governista licenciado, Maguito Vilela, pretende disputar o governo do estado. Além do que, PSDB e PMDB são adversários no Estado.



Governo sai em defesa de Bezerra
Enviado por Carlos Honorato em 30/09/2005 14:38:04

Do Diário de Natal

Natal - Os ‘‘bombeiros’’ já entraram em ação. Líderes governistas reagiram ontem às declarações do deputado Vivaldo Costa (PL) classificando de ‘‘fraca’’ e ‘‘pesada’’ a candidatura do senador Fernando Bezerra à reeleição. No momento em que o senador e a governadora buscam o caminho do entendimento, para viabilizar a aliança para 2006, o comentário de Vivaldo, feito numa entrevista ao Jornal do Dia de quarta-feira, na TV Ponta Negra, teve grande repercussão e irritou o presidente do PTB no estado, que, no entanto, não quis se pronunciar sobre o assunto.

‘‘Eu respeito o deputado Vivaldo Costa como líder no Seridó, mas discordo quando ele diz que o senador Fernando Bezerra tem uma candidatura fraca’’, disse o líder do governo na Assembléia Legislativa, destacado pela Governadoria para falar, deixando claro que a manifestação de Vivaldo traduzia uma opinião pessoal. ‘‘Ainda bem que o próprio Vivaldo disse que era uma opinião isolada, dele. A governadora não pensa assim. E tem o senador Fernando Bezerra como um forte aliado, de quem gostaria de ter o apoio no seu projeto de reeleição’’.

Cláudio Porpino destacou a atuação do senador em favor do estado, intermediando pleitos dos prefeitos, dando atenção em Brasília. ‘‘Temos admiração pelo senador Fernando Bezerra. Ele soma e muito a qualquer candidatura. É um político de qualidade’’, afirmou o parlamentar. Porpino disse concordar com Vivaldo nos outros comentários feitos na entrevista, como a defesa do projeto de reeleição de Wilma, a disposição de ter o senador José Agripino como aliado e a busca do fortalecimento do sistema governista.

Outro que se manifestou sobre as declarações de Vivaldo Costa foi o vice-governador Antônio Jácome, que ontem assinou a ficha de filiação do PMN (veja matéria nesta página). Jácome lembrou que sempre defendeu a aliança do senador com a governadora Wilma de Faria, e afirmou que Bezerra é um político que tem ‘‘peso e conceito’’ no cenário estadual e nacional. ‘‘Ele tem forte presença no cenário nacional, é senador da República, presidente de um partido, tem dezenas de prefeitos que seguem sua liderança. É um candidato que soma em qualquer aliança’’, salientou Jácome.

Ao dizer que a candidatura do senador Fernando Bezerra não eleva uma candidatura ao governo, o deputado Vivaldo Costa argumentou que o presidente do PTB enfrenta rejeição por ter declarado que tanto pode apoiar a governadora Wilma de Faria quanto pode se aliar à Unidade Popular. ‘‘O povo não gosta disso, porque dá a idéia de que é uma pessoa que não tem posição’’, argumentou o parlamentar do PL. Ele disse que fazia a análise baseado em pesquisas e nas conversas que mantém com lideranças da sua região.

Vivaldo admitiu, no entanto, que esta não era uma opinião do sistema governista como um todo e afirmou que nunca ouviu da governadora qualquer avaliação desse tipo sobre a possível aliança com o partido do senador.

O mal-estar ocorre menos de uma semana depois de Fernando Bezerra e Wilma terem se encontrado, em um domingo, na casa dela, quando tiveram uma demorada conversa sobre o cenário de 2006. Tanto as pessoas próximas da governadora, quanto amigos e correligionários de Bezerra interpretaram a conversa como o começo de um entendimento para viabilizar a aliança dos dois para 2006.




Naufrágio no Amazonas deixou ao menos seis mortos
Enviado por Carlos Honorato em 30/09/2005 14:30:27


Já foram encontrados seis corpos de vítimas do naufrágio de um barco no Rio Amazonas, entre os municípios de Urucurituba e Itacoatiara, a 200km de Manaus. Segundo a Capitania dos Portos, há pelo menos 20 desaparecidos. Trinta e quatro pessoas foram resgatadas com vida e levadas para o hospital de Itacoatiara. Oito estão em estado grave.

O barco levava cerca de 60 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e naufragou por volta das 23h de quinta-feira quando, numa manobra perigosa, tentava ultrapassar uma balsa que levava carretas. Barcos que passavam pelo local ajudaram nas buscas aos sobreviventes.

Três corpos foram encontrados por moradores da região ainda de madrugada, entre eles o de uma mulher grávida de quatro meses. Outros três corpos foram retirados na manhã desta sexta-feira: o de duas mulheres não identificadas e o de um tripulante do barco.

Dois helicópteros e um navio da Marinha com nove mergulhadores buscam os desaparecidos. Trinta bombeiros também participam das buscas.

CBN
TV Globo



Novo comando na Brasil Telecom
Enviado por Carlos Honorato em 30/09/2005 14:24:29

O Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, foi oficialmente destituído hoje da administração da Brasil Telecom, que opera telefonia nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte do país. Em assembléia realizada nesta manhã, foi decidido que Sérgio Spinelli Silva Júnior, do CVC-Citigroup, será o novo presidente do conselho da BrT, enquanto Pedro Paulo de Campos, sócio-diretor da Angra-Partners, foi escolhido o vice.

A realização da assembléia foi garantida pelo presidente do STF (Superior Tribunal de Justiça), ministro Edson Vidigal. Ele atendeu a uma medida preventiva solicitada pela Previ e pelos fundos de pensão para evitar que Dantas tentasse impedir a reunião.

Foram destituídos os membros Eduardo Seabra Fagundes, Humberto José Rocha Braz, Luiz Octavio da Motta Veiga, Eduardo Cintra Santos e Carlos Alberto Siqueira Castro e os suplentes José Leitão Viana, Guido Vinci e Robson Goulart Barreto.

Em seu lugar foram eleitos, além de Spinelli e Campos, Elemér André Surányi, Fabio de Oliveira Moser, André Urani e Jorge Luiz Sarabanda da Silva Fagundes como membros titulares e Alberto Ribeiro Guth, Marcel Cecchi Vieira, Renato Carvalho do Nascimento, Adriana Duarte Chagastelles, Carmen Sylvia Motta Parkinson e Célia Beatriz Padovan Pacheco como suplentes.

A assembléia vai decidir ainda nesta sexta sobre a permanência da diretoria da operadora, comandada por Carla Cico. A previsão é de que ela e o restante também sejam destituídos.



Respaldo popular definirá candidato de Roriz
Enviado por Carlos Honorato em 30/09/2005 14:19:58

Por Lenilton Costa, do Jornal de Brasília


A filiação do ex-ministro Maurício Corrêa ao PMDB, ontem, na presidência do partido, no Congresso, foi um evento concorrido. Mais de cem pessoas lotaram as três salas da presidência e o corredor. Além de Corrêa, filiaram-se o ex-presidente da Terracap, Eri Varella, e os advogados Pedro Calmon e Pedro Calmon Filho, este candidato a deputado distrital. O primeiro escalão do partido estava presente, assim como os outros pré-candidatos à sucessão de Joaquim Roriz: Tadeu Filippelli, Paulo Octávio, José Roberto Arruda e a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia.

A importância política do evento pôde ser medida pelos convidados. Um dos primeiros a chegar foi o ex-presidente da República Itamar Franco. Em seguida, outro ex-ocupante do Palácio do Planalto, o senador José Sarney. Chegaram depois os senadores Paulo Octávio (PFL) e Ney Suassuna e os deputados federais Osório Adriano e José Roberto Arruda (ambos do PFL). Michel Temer, presidente do PMDB, e o senador Renan Calheiros (presidente do Senado Federal) também marcaram presença.

As conversas giraram em torno das eleições majoritárias no DF. De acordo com Roriz – que chegou na companhia de Paulo Octávio – PFL, PSDB e PMDB firmaram um pacto e, até abril, a frente terá cinco pré-candidatos.

O governador disse que ficou acertado que o nome que ele indicar terá o apoio automático dos demais. Ele explicou que os critérios para a escolha serão a aprovação popular e os resultados das pesquisa de intenção de votos. "Aceitação é fundamental. Temos de ouvir o povo", afirmou. Roriz explicou as vantagens políticas de Arruda permanecer no PFL: "É bom que ele fique. O partido não tem candidato próprio à Presidência da República e, portanto, está livre para fazer coligações nos estados".

A vice-governadora, Maria de Lourdes Abadia, explicou que na quarta feira, após reunião de cerca de quatro horas, na Residência Oficial de Águas Claras, os pré-candidatos decidiram selar acordo de caminharem juntos nas eleições do ano que vem.

Segundo Abadia, ficou definido que, por causa das indefinições sobre a verticalização, cada partido vai se fortalecer da melhor maneira possível. "Nós do PSDB vamos ficar quietos e esperar as definições sobre a verticalização. Estamos procurando líderes comunitários e religiosos e de outros movimentos sociais", afirmou.

Arruda, que desistiu de ir para o PMDB, respondeu de maneira evasiva a todas as perguntas da imprensa. Mas Paulo Octávio garantiu que o deputado não deixará mais o PFL. "Política é muito dinâmica, mas acredito que ele não mudará mais de idéia. A saída dele enfraqueceria o partido e o momento é de fortalecer a legenda", disse.

Pela primeira vez o senador admitiu a hipótese de desistir da candidatura ao Buriti: "Tenho uma condição excepcional em relação aos demais pré-candidatos. Sou presidente do partido e tenho um mandato de oito anos. Não tenho a menor dificuldade em deixar a disputa. Temos um grupo político coeso. Decidimos, por exemplo, que PSDB e PFL não terão candidatos ao Senado. Queremos fortalecer a caminhada de Roriz para o Senado", disse.

Temer e Renan Frente a frente, na mesma sala, Renan Calheiros e Michel Temer evitaram a "proximidade". A formalidade foi o tom que usaram para se referir um ao outro. Temer chamou Calheiros de senhor presidente do senado. Esse, por sua vez, só se referiu ao deputado como o senhor presidente do partido. "Sou um homem institucionalmente educado", disse Temer.

Na quarta-feira, na tribuna da Câmara dos Deputados, Michel Temer fez duros ataques a Calheiros. Temer renunciou à candidatura para a presidência da Casa, acusando Renan de traição, por incentivá-lo a concorrer ao cargo, mas trabalhar pelo candidato governista Aldo Rebelo (PCdoB-AL).





Versão de Valério e Delúbio sobre empréstimos é falsa
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 13:10:44


FELIPE RECONDO - da Folha Online

A CPI dos Correios recebeu um documento que comprova que a tese de que Marcos Valério Fernandes de Souza fez empréstimos de R$ 55 milhões ao PT é falsa.

A versão foi montada em conjunto pelo empresário e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares na tentativa de explicar os repasses de recursos para parlamentares e diretórios regionais do PT.

A contabilidade das empresas SMPB e DNA, de Marcos Valério, de 2003, 2004 e 2005, apreendida pela Polícia Federal, não aponta os empréstimos. O sub-relator da CPI dos Correios, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), disse ter informações de que Valério já pediu a correção dos documentos contábeis.

Porém, se a mudança for feita, o deputado adianta que Valério incorrerá em crime. "Ele vai ser vítima da sua esperteza", disse. Se a alteração for feita e o contador das empresas, Marco Aurélio Prata, incluir os dados dos empréstimos, estará configurada uma espécie de agiotagem na opinião de Fruet.

"Se ele retificar, será fraude contra o sistema financeiro porque ele, como empresa, não pode emprestar dinheiro", afirmou. A tese que prevalece nas investigações da CPI diz que os empréstimos camuflavam o repasse de dinheiro público pelos contratos que Valério tinha com estatais para o PT. Desde já, o deputado diz haver indícios de crime de corrupção, contra o sistema financeiro e falsidade ideológica.



Vigão entra no PMDB
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 13:01:22


Os deputados distritas João de Deus e Wigberto Tartuce, o Vigão, assinarão a ficha de filiação ao PMDB, amanhã, às 8 horas, na QNL 21 Bloco C. É esperada a presença de vários caciques do PMDB. Nos bastidores, o comentário é o de que os dois teriam sido preteridos pela direção do PSDB.



Braga quer a reeleição no PMDB
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 12:56:40


Manaus - Com um largo sorriso estampado no rosto, o governador Eduardo Braga anunciou ontem, no programa televisivo "Exija seus Direitos", do deputado-apresentador Marcos Rotta, a sua filiação no PMDB. Braga disse que o retorno ao PMDB será definitivo, é onde pretende ficar até o fim da sua vida política e onde terá espaço para divulgar seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Acompanhado dos deputados Donmarques Anveres Mendonça e Francisco Rodrigues Balieiro e do secretário José Melo, o governador falou sobre a sua escolha e os projetos de alcance social do seu governo. Antes de se deslocar para a TV Rio Negro, ele participou de uma longa reunião com os deputados da base aliada na residência do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Belarmino Lins, que também vai acompanhá-lo no novo partido.

"Quero me submeter à opinião popular para saber se o que estou fazendo pelo Estado está agradando. Não quero ficar no governo por muito tempo. Acho que a renovação é muito importante, porque o Amazonas pode experimentar novas idéias e méritos. Vou disputar a reeleição como alguém que trouxe uma série de inovações, que tem compromisso com a população amazonense. Quando sair, espero poder passar esse sentimento ao próximo governador", declarou Eduardo Braga, explicando que buscou o PMDB por ser uma sigla sentido regionalizado. Além disso, pesou o fato de o partido possuir uma grande liderança política no Estado, que é o senador Gilberto Mestrinho.

Ele revelou que não saiu do PPS por vontade própria, mas porque precisava estar em um grande partido para cumprir seu compromisso com o Amazonas. "O PPS não tinha uma prévia sobre quem apoiaria nas eleições presidenciais, como não estava de acordo com isso resolvi sair".


Convite no ar - Sobre os deputados da base aliada que migrarão para o PMDB até amanhã, o governador declarou que os parlamentares são pessoas do povo, que estão comprometidos com o trabalho. "Tenho certeza que eles estarão fazendo a melhor escolha e que todos aliados estarão juntos nas próximas eleições. O PMDB é um partido histórico, com uma militância tradicional que vai receber a todos de braços abertos".

Durante o programa televisivo, o novo peemedebista convidou os telespectadores que pretendam se unir a um grupo preocupado com o desenvolvimento do Amazonas para assinarem a ficha de filiação ao partido, inclusive o deputado Marco Rotta, que aceitou o convite no ar. "Vou acompanhar o Eduardo no PMDB, porque sei que é um partido importante e que vai propor muitos projetos para o nosso Estado", disse Rotta confirmando que não vai para o PMN, partido de seu grande amigo o vice-governador Omar Aziz, porque não está sofrendo e nem sofreu pressão alguma para isso.

Mesmo revelando que não pretende se perpetuar no poder, Eduardo Braga contou que merece ser reeleito por vários motivos, entre os quais por existir um conjunto de programas realizados pelo seu governo, que precisam ter continuidade como o Zona Franca Verde, o ressurgimento e fortalecimento dos produtos locais e o gasoduto Coari-Manaus.

Ainda sobre a reeleição, Eduardo Braga fez uma ligeira crítica ao ex-governador Amazonino Mendes, dizendo que não pretende fazer como ele, que saiu do governo e deixou dezenas de obras inacabadas. "O governo anterior começou diversas obras apenas para personificar sua marca. Quando entrei no governo, fiz questão de priorizar a conclusão dessas obras numa atitude de respeito ao povo. Com o fim das construções, dei início a novos programas", explicou.

Emanuelle Araújo, do Amazonas em Tempo, Manaus






Iris deve prestar contas
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 08:08:53



Carlos Eduardo Reche, O Popular

Goiânia - Alegando os rigores da legislação, a Câmara de Goiânia não aceitou ontem a substituição do prefeito Iris Rezende (PMDB) na audiência pública de prestação de contas dos últimos quatro meses da administração. Os dados sobre o cumprimento das metas fiscais – quanto foi arrecadado e como o Poder Executivo aplicou esses recursos – terão de ser apresentados pelo próprio prefeito aos vereadores hoje, em reunião marcada para as 8 horas. A discussão do cumprimento das metas fiscais do Executivo com a Câmara está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), promulgada em 2000. A prestação de contas deve ser feita ao final dos meses de fevereiro, maio e setembro e foi motivo de embates entre o Legislativo e a gestão anterior, de Pedro Wilson (PT, 2001-2004).

O cumprimento da exigência ficou ainda mais rígido com a promulgação de lei ordinária pela Câmara há dois anos. De autoria de Luciano Pedroso (PPS), a lei determina que as audiências públicas, além de realizadas sempre às últimas quartas-feiras dos meses previstos na LRF, devem ser comandadas pelo prefeito. As infrações podem ser punidas com a suspensão dos repasses de recursos previstos no Orçamento Geral da União ao município.

Recepção
O prefeito manteve o suspense sobre sua ida à Câmara ontem até a última hora, e acabou enviando o secretário Dário Campos (Finanças) à audiência. O presidente da Comissão Mista, Elias Vaz (PSOL), não aceitou a troca e acertou com o líder do Governo, Samuel Belchior (PSDC), a realização do encontro para hoje, com a presença de Iris. A assessoria do prefeito confirmou no início da tarde a inclusão do encontro na agenda oficial.

“A prestação de contas não é para a Câmara, é para toda a sociedade”, disse Elias Vaz. “O prefeito tem de conduzir os trabalhos e, defendo, permanecer até o fim das discussões.” Segundo Luciano Pedroso, a apresentação das metas fiscais, além de permitirem um acompanhamento mais periódico de como os recursos do município são gastos, a lei é o “princípio norteador da transparência” da administração.

A ausência do prefeito frustrou manifestação de moradores de loteamentos populares organizada pelos líderes do PSDB, Maurício Beraldo, e do PT, Djalma Araújo, ambos da oposição. Com a participação de cerca de 150 pessoas e o auxílio de um carro de som, os vereadores exigiram a regularização imediata de áreas dos loteamentos Vale dos Sonhos, Shangrilá, Serra Azul e Goiânia Viva. Ainda assim, a recusa da Câmara à substituição do prefeito foi comemorada como uma vitória sobre o Paço.

A regularização das escrituras do Goiânia Viva e a inclusão das demais áreas na zona de expansão urbana foi posta em discussão em julho, no processo da compra de terras do Jardim Itaipu para o assentamento das famílias retiradas do Parque Oeste Industrial.

Ética
O Conselho de Ética escolheu ontem os vereadores Wanderlan Renovato (PSDB) e Humberto Aidar (PT) às funções de presidente e vice da comissão, cuja composição foi aprovada na terça-feira pelo plenário, com 23 votos favoráveis e duas abstenções. Participam ainda do conselho Bruno Peixoto (PT do B), Juarez Lopes (PSDC) e Abdiel Rocha (PMDB).

Com base no Código de Ética e Decoro, aprovado no início do mês, o grupo fiscalizará a conduta dos vereadores e julgará processos de infrações encaminhados pelo corregedor-geral (o tucano Anselmo Pereira é o atual). As punições previstas vão desde a advertência verbal à perda do mandato.



Eleição agrava o racha no sempre dividido PMDB
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 08:06:01


Lydia Medeiros, O Globo

Os duros ataques feitos pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP) ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ontem da tribuna da Câmara, tornaram mais agudas a disputa de poder no PMDB e as divergências entre os grupos governista e oposicionista do partido. Temer renunciou à candidatura para a presidência da Câmara com um discurso em que acusou Renan de traição, por incentivá-lo a concorrer e simultaneamente trabalhar pelo candidato do governo, Aldo Rebelo (PCdoB-AL).

As críticas não incomodaram Renan, que não respondeu e passou o dia no gabinete articulando o apoio a Aldo no segundo turno. Temer, ao desistir, pediu os votos do PMDB para José Thomaz Nonô (PFL-AL). O deputado disse que foi lançado com unanimidade pela bancada e também não poupou o senador José Sarney (PMDB-AP):

— Fui convocado por lideranças partidárias, uma delas de grande significação institucional, que me instaram, convocaram-me para que eu fosse candidato, ao fundamento de que o PMDB estaria unido em torno do meu nome, bem como outros partidos. Eu almoçava, então, com o presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros. Sua Excelência me colocou ao telefone com o eminente presidente José Sarney, esse estadista que prestou um serviço extraordinário ao país, e confio em sua palavra, e me disse que o ideal seria ir até o fim.

Sarney reafirmou que desejava a candidatura de Temer e disse não acreditar que Renan tenha cometido uma traição.

Renan chegou a consultar Lula e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sobre a viabilidade do apoio a Temer. Lula não fez oposição, mas mostrou que não gostaria de ver Temer no comando da Câmara e do partido. Palocci teria vetado a candidatura. A partir dali, Renan passou a trabalhar por Aldo.



Greenhalgh depõe nesta quinta-feira na CPI dos Bingos
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 08:02:11



Agência Brasil

O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) será ouvido nesta quinta-feira, a partir das 11h, na CPI dos Bingos. Como advogado e por designação do PT, Greenhalgh acompanhou o inquérito sobre o assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP).

O depoimento, que seria realizado quarta-feira, foi transferido para esta quinta-feira devido à votação para eleger o novo presidente da Câmara dos Deputados. Logo depois, os senadores vão ouvir o procurador Lucas Furtado, convocado por ser o autor de uma série de estudos e pareceres técnicos sobre contratos celebrados ao longo dos últimos anos entre a multinacional Gtech e a Caixa Econômica Federal, destinados a gerenciar o sistema de informática e de tecnologia das loterias federais.

Esses contratos, sem licitação, vinham sendo renovados desde 1997 - ano em que a Gtech se instalou no país - e abrangiam praticamente todos os setores da Superintendência de Jogos Eletrônicos da Caixa, desde a apuração dos sorteios até à confecção de talões dos prognósticos de jogos, como a Mega-Sena e a Quina.



Meirelles vai para o PTB
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 07:10:07


Fabiana Pulcineli, do Diário da Manhã


Acabou o suspense em torno do destino partidário de Henrique Meirelles. O presidente do Banco Central (BC) deve anunciar hoje a filiação ao PTB. Segundo informações do blog do jornalista Ricardo Noblat, de Brasília, Meirelles confirmou a decisão por telefone ao ministro Walfrido Mares Guias (PTB-MG) por volta das 21 horas de ontem. Durante todo o dia, ele manteve contatos com o presidente regional do partido, deputado federal Jovair Arantes, que admitiu que já houve o acerto. “Está 99,99% certo. Falta sentarmos para definir os detalhes finais”, disse o petebista ao DM, às 22 horas.

Segundo Jovair, o apoio do PTB a Aldo Rebelo (PCdoB-SP) – candidato do governo – no segundo turno da eleição para a Presidência da Câmara foi um dos pontos determinantes para a escolha. “Por conta das articulações aqui, não tive tempo para conversar pessoalmente, mas só falta isso”, adianta. Apesar das especulações de que um grupo de deputados estaduais poderia seguir os passos de Meirelles, Jovair afirma que não há negociações com parlamentares. São ligados ao presidente do BC, os tucanos Samuel Almeida (presidente da Assembléia), Lamis Cosac e Helder Valin, além de Kennedy Trindade (sem partido) e Rachel Azeredo (PFL). O anúncio de Meirelles hoje – um dia antes do prazo final para filiação daqueles que querem ser candidatos no próximo ano – reforça a suspeita de que ele estaria dando tempo para que outras lideranças o acompanhem.

“Não estou buscando deputados. Queremos fazer os nossos no ano que vem”, diz Jovair. “Não estou dispensando, só não quero estrela no partido”, avisa. O secretário estadual Extraordinário, Servito Menezes, um dos interlocutores de Meirelles, afirma que não há interesse em levar lideranças do grupo para um só partido. Servito negou ao DM que tenha havido definição e garantiu que o anúncio deve ficar para amanhã.

O PTB foi o primeiro partido a convidar Meirelles. Seguiram o PL, o PSB, o PFL e o PMDB. Impaciente com a demora na definição, que dependia principalmente do governo federal, Jovair chegou a dizer que não procuraria mais Meirelles e buscaria “outras alternativas” para o partido. As conversas voltaram a esquentar com as articulações do Palácio do Planalto.

O PTB se encaixa no interesse de Meirelles em se filiar a sigla aliada ao governo federal e que pertence à base do governador Marconi Perillo (PSDB), embora ele tenha conversado também com o PMDB. Na última terça-feira, 27, ele recebeu no BC o senador Maguito Vilela, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Houve quem garantisse que já teria acerto.

O presidente do BC se mantém no cargo, apesar das críticas de que o posto, por ser técnico, é incompatível com filiação partidária. Havia temor também de que a escolha do partido apontasse para pretensão de ser candidato no próximo ano, o que poderia prejudicar seu trabalho à frente do BC. Meirelles já afirmou que tem o sonho de ser governador de Goiás.

Meirelles foi eleito deputado federal por Goiás em 2002 com votação recorde (mais de 180 mil votos). Ele abriu mão do mandato para assumir o BC, quando deixou o PSDB. À época, o presidente da entidade financeira não tinha status de ministro e não era permitido filiação partidária.




Chantagem e extorsão na Prefeitura de Goiânia
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 07:06:42

Thiago Arantes e Tony Carlo, do Diário da Manhã


Goiânia - Chantagem, tráfico de influência e extorsão. Na gravação telefônica que causou o afastamento de Rannieri Lopes da Secretaria de Fiscalização Urbana (Sefur) esses ingredientes aparecem ao lado de outro nome do poder municipal: o de Flávio Peixoto, secretário de Governo.

A reportagem do DM teve acesso, na tarde de ontem, a um CD com os diálogos entre sócios da boate anexa ao Zeu Café e José Abrahão, dono da área onde o estabelecimento foi construído. Os nomes de Rannieri, Flávio Peixoto e Carlos Antunes – ex-diretor do Contencioso da Sefur – são citados, mas não há provas de que estejam diretamente envolvidos.

O CD tem duas faixas, uma gravada por meio de grampo telefônico e outra colhida com um gravador. Uma delas, que supostamente teria a voz de Carlos Antunes, tem péssima qualidade de som, o que dificulta a identificação das vozes sem equipamento apropriado.

Na outra, o som mais nítido permite uma análise com maior precisão. Trata-se de uma conversa por telefone em que José Abrahão, dono do imóvel, cobra R$ 100 mil de Wilson Quirino e Weder Mendanha. A conversa tem início amistoso. O clima torna-se tenso à medida em que os sócios tentam argumentar pela liberação do bar.

Abrahão mostra-se com suposta influência e ameaça fechar o estabelecimento por definitivo. Ele alega que os sócios do Zeu Café devem parcelas do aluguel do imóvel. Wellington Alves da Silva, um dos proprietários, nega a versão. “Dei 12 cheques para ele, referentes ao aluguel de um ano. À medida que chegava o mês, ele poderia descontar o cheque”, afirma.

O advogado Chrystiann Azevedo Nunes, que defende os donos do Zeu, afirma ter provas de que as obrigações contratuais foram cumpridas. “Foram dez cheques de R$ 12,5 mil e dois de R$ 15 mil. Temos todas as cópias, inclusive as do contrato”, alega.

José Abrahão tem outra versão para o fato. “Os R$ 100 mil são sobre o aluguel. Eles pagaram três ou quatro meses e depois os cheques começaram a voltar”, disse o agropecuarista, que desconhece qualquer gravação. “Deve haver algum engano. Hoje mesmo conversei com o Mendanha e perguntei sobre a gravação; ele disse que não tinha gravado nada. Eu não reconheço nem sei se a voz é minha.”

Sobre a relação com Flávio Peixoto e Rannieri Lopes, José Abrahão alegou que só os procurou porque queria justiça. “Não tenho influência nenhuma. A influência que eu tenho é a mesma que qualquer cidadão tem. Procurei o Rannieri, mas como ele não estava resolvendo, fui atrás do Flávio”, afirma. “Só estive com o Flávio uma vez, procurando meus direitos. A boate estava irregular e meu nome é que ficava sujo por isso”.

SUMIÇO – Durante toda a semana passada os proprietários do Zeu Café negaram a existência das gravações. “Não sei de nenhum CD”, disse Fabrício Alves Pedro. O advogado Chrystiann Azevedo Nunes explica: “Optamos pelo direito ao silêncio. Como eles não disseram nada na delegacia, não poderiam falar para a imprensa que existiam as gravações”.

Sobre o suposto pagamento de R$ 5 mil para Rannieri Lopes, o advogado foi evasivo. “Ele não disse isso em momento algum na delegacia. Quem afirmou foi um fiscal que estava no bar no momento em que fechavam o estabelecimento”, defende.



"Strip tease" moral para eleger Aldo
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 07:03:04


Da Agência Senado


Ao revelar que, se fosse deputado federal, teria votado em José Thomaz Nonô (PFL-AL) para presidir a Câmara dos Deputados, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) comentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu a compostura cívica e fez um "strip tease moral" ao liberar R$ 500 milhões em emendas parlamentares às vésperas da eleição. Na avaliação do senador, a liberação teria como objetivo angariar votos para seu candidato, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

"Aldo, apesar de ser um homem público correto, hoje representa as piores forças, o que há de mais negativo e atrasado no Congresso. A ele estão vinculados todos os que defendem que não haja punição para os deputados flagrados no escândalo do 'mensalão'. Nonô representa a voz da instituição, que está sufocada e que não quer ser confundida com os que malbarataram a coisa pública", comparou Arthur Virgílio.

O senador pelo Amazonas confessou que, se fosse levar em conta a intimidade pessoal, as relações de amizade, teria votado em Aldo Rebelo. Mas por entender que Rebelo é o candidato do deputado José Janene (PP-PR) - acusado de ter recebido o mensalão - e dos que querem que as comissões parlamentares de inquérito em funcionamento no Congresso "terminem em pizza", sua opção seria Thomaz Nonô.



Encontro da vitória
Enviado por Carlos Honorato em 29/09/2005 07:01:19


Da Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, o novo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A informação foi dada pelo ministro Jaques Wagner, da Secretaria de Relações Institucionais, durante entrevista após o resultado da eleição.

"Eu parabenizo o candidato Thomaz Nonô (PFL-AL), e tinha dito a ele, que se fosse o vitorioso, amanhã (quinta-feira) já haveria uma audiência marcada com o presidente da República, como haverá um audiência institucional para o deputado Aldo Rebelo, como presidente da Câmara dos Deputados", esclareceu o ministro Jaques Wagner.



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