Sem medo de críticas e comparações. Foi com essa coragem que Tainá Galvão (25) resolveu encarar um grande desafio e se lançar como cantora. Filha de Fábio Jr. (57) e irmã de Fiuk (20) e Cleo Pires (28), a garota bem que tentou se enveredar em outros caminhos – ela já começou 5 faculdades: publicidade, gastronomia, direito, decoração e psicologia – mas sua veia artística falou mais alto. “Sempre amei cantar. Mas me preocupava muito com a expectativa das pessoas. Fui crescendo e vi que só seria feliz se cantasse”, declarou ela, que se prepara para lançar seu primeiro álbum – ainda sem data definida para o lançamento - após participar de uma das faixas do CD de seu pai e até participar de seus shows.
Rodeada de artistas na família, Tainá avalia os prós e os contras. “Da mesma forma que ajuda, atrapalha. As pessoas te escutam já pensando que será um sucesso. Posso ter um encontro com um produtor, mas ele não vai gostar da minha voz por causa do meu pai. Mas, não tenho medo nenhum de comparações”, afirmou ela, que disse ser muito parecida com o cantor. “O gene dele é muito forte. Mas somos parecidos não só fisicamente, mas no jeito. Meu pai diz que sou ele de saias. Temos valores e maneiras de pensar semelhantes. É uma ligação de alma. Sou muito intensa e apaixonada, faço as coisas com paixão. A gente ri muito e sofre das mesmas coisas.”
Aliás, foi o próprio paizão quem mais incentivou Tainá a seguir seus passos. “Eu tinha conseguido um emprego em uma corretora na bolsa de valores. Cheguei em casa toda feliz, mas sentia que eu mesma ainda estava me boicotando. Meu pai nunca forçou a barra comigo, mas nesse dia ele disse: ‘Você está se empenhando, mas não está indo atrás de você. Você chega cantando todo dia, sai de casa cantando, está na hora de se encarar e ser feliz’. Foi como um clique”, analisou ela, certa do que quer para sua vida. “Quero ser feliz. Não importa se querem que eu seja um sucesso, só quero cantar. Não tenho que carregar como se fosse um peso. É a primeira vez que me sinto completa.”
Depois disso, ela montou uma banda e também começou a gravar algumas músicas. O resultado positivo veio rapidamente. “Meu pai teve uma reunião com um produtor de Miami e eu estava em casa. Pedi para ele escutar meu trabalho e dar uma opinião. Pouco tempo depois, ele me ligou dizendo que queria me produzir. Fiquei superfeliz e as coisas começaram a acontecer. Agora eu vou com tudo”, disse Tainá, cheia de sonhos. “Quero que alguém consiga sentir me ouvindo o que eu sinto na música, a plenitude. E outro é ser mãe, quero uns cinco filhos. Esses dias mesmo falei: ‘Pai, graças a Deus você fez tantos filhos, amo ter irmãos’”, revelou ela, que escolheu o estilo romântico para suas canções. “Sou muito romântica, não vai ter como escapar disso”, brincou. Canções próprias também estão nos planos da nova artista, assim como letras de outros compositores. “Escrevo desde pequena.” Informações do Uol.
O DEM anunciou nesta quinta-feira, 22, que vai trabalhar pela retomada do texto original do Senado sobre a regulamentação da emenda 29, aprovada ontem na Câmara. O texto que será defendido pelo DEM impõe à União a obrigatoriedade de direcionar 10% de suas receitas para a área da Saúde. "Vamos insistir para que seja retomado o que foi votado no Senado há três ou quatro anos. Vamos defender os 10% da União", disse José Agripino (RN), presidente da legenda.
Ele destacou que a proposta de fixar um porcentual para a União é do atual governador do Acre, o petista Tião Viana, e foi aprovada por unanimidade na Casa. Agripino diz que a oposição vai trabalhar pela retomada deste projeto.
O texto aprovado pela Câmara não traz um porcentual de gastos para o governo federal, mantendo a regra atual que leva em conta o aplicado no ano anterior corrigido pela variação do PIB no ano anterior. O projeto cria ainda a Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo nos mesmos moldes da extinta CPMF, mas destaque aprovado ontem na Câmara retirou a base de cálculo da CSS, inviabilizando sua cobrança.
O presidente do DEM falou ainda sobre a comissão da verdade. Segundo ele, o partido vai apoiar o texto aprovado na Câmara após um acordo. Por este texto, a presidente Dilma Rousseff vai ter que respeitar alguns critérios na hora de escolher os integrantes da comissão, entre eles, a condição de "imparcialidade". Informações do estadao.com
O dólar comercial fechou em alta de 3,52%, a R$ 1,91, maior cotação desde 17 de julho de 2009, quando atingiu R$ 1,928. Mais cedo, a moeda americana chegou a atingir a máxima de R$ 1,9530, mas perdeu força após o Banco Central (BC) anunciar a retomada da oferta de contratos de swap cambial tradicional (venda de dólar no mercado futuro), que não era realizada pela autoridade monetária desde 26 de junho de 2009. O BC vendeu US$ 2,7 bilhões em contratos de swap tradicional em leilão.As informações são do estadao.com
“O BC notou que havia uma distorção no mercado futuro, principalmente por conta da colocação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre derivativos e, percebendo essa carência de venda da moeda, atuou para suprir essa necessidade”, afirma o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto.
O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta quinta-feira que a corrupção é "inerente ao poder e a democracia". O senador esteve pela manhã em Teresina, no Piauí, para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal, Marllos Sampaio à prefeitura da capital piauiense nas eleições de 2012.
Valdir Raupp falou da crise do governo que derrubou ministros do PMDB e disse que a corrupção envolve parlamentares em vários países. Ele esteve acompanhado dos ex-ministros dos Transportes Eliseu Padilha e João Henrique Sousa.
"A corrupção, infelizmente, envolve ministros no Japão, nos Estados Unidos, na Inglaterra, Portugal e Espanha, e no Brasil como se vive uma democracia não seria diferente. Isso acontece", disse.
Em seguida ele tenta se explicar: "quero dizer que a corrupção é inerente ao poder e a democracia, porque existem países em que a corrupção não aparece por que não é apurada. E aqui, se apura com rigor."
O presidente do PMDB ainda defendeu os ex-ministros do Turismo Pedro Novais e da Agricultura Wagner Rossi, que foram exonerados do governo Dilma após denúncias de corrupção, e disse que não há provas contra eles.
Insatisfação
Valdir Raupp admite insatisfação com o governo do PT e lembra que a própria presidente Dilma Rousseff reconheceu que o PMDB "está aquém do tamanho e força do partido".
"O PMDB tem paciência, apesar de muitos setores da mídia afirmar que o PMDB é fisiológico. Quero lembrar que ficamos dois anos do governo Lula sem ministério e nem por isso deixamos de dar apoio."
Eleições 2012
Em Teresina, o PMDB confirmou que lançará candidatura própria em todas as capitais. Raupp disse que o partido lançará a pré-candidatura de reeleição do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e apoia o nome de Eduardo Chalita para a prefeitura de São Paulo.
Na capital piauiense, o PMDB lançou Marllos Sampaio e anunciou oposição ao prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB). Na cidade, além do PMDB, está prevista as candidaturas de reeleição de Elmano e do tucano Firmino Filho. Informações do Terra.
Vigilantes de todo o país estão a um passo de conseguirem aquela que é uma das maiores lutas da categoria: o adicional por risco de vida. O deputado Chico Vigilante, líder do bloco PT-PRB na Câmara Legislativa, reuniu-se na manhã desta quinta-feira (22) com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, juntamente com o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, e o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Jervalino Bispo. A audiência foi solicitada pelo parlamentar no sentido de buscar junto à ministra agilidade na aprovação do Projeto de Lei nº1033/2009, que institui o risco de vida, equivalente a um adicional de 30% sobre o salário dos trabalhadores em vigilância. O deputado também se encontrou nesta mesma manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), para tratar do mesmo tema.
O risco de vida é uma luta histórica da categoria de vigilantes, que trabalha em condições muitas vezes insalubres e com grau de periculosidade aos profissionais. A ministra Gleisi Hoffmann se mostrou bastante simpática à solicitação da categoria e uma conhecedora da realidade da profissão no Brasil. Gleisi garantiu que se empenhará para ajudar os profissionais que cuidam da segurança das pessoas e do patrimônio do País seja ele público ou privado, a conseguirem a aprovação do adicional por risco de vida.
O presidente Marco Maia, com quem Chico Vigilante esteve pela segunda vez neste ano – a primeira foi no mês de março- para tratar do mesmo assunto, mais uma vez apresentou solidariedade à categoria. Marco Maia se comprometeu com o deputado a colocar o projeto de lei em votação logo no início do mês de outubro. Segundo ele, a demora será limpar a pauta de votação na Casa, o que vai acontecer nas próximas sessões na Câmara Federal.
“Saio desta audiência com a ministra Gleisi muito feliz, na certeza de ter dado um passo muito importante nessa etapa final de luta para aprovação do projeto que cria o risco de vida da categoria”, afirma Chico Vigilante.
O PL nº1033/2006 já tramitou na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado por unanimidade pelos membros das duas comissões. Chico Vigilante se empenhou pessoalmente na agilidade da tramitação da proposição no Congresso.
“Estamos num momento crucial e esta reunião com a ministra é muito importante, principalmente porque ela se comprometeu a estudar a proposta e nos ajudar na aprovação dessa matéria na Câmara”, disse o presidente da CNTV, José Boaventura.
Já o presidente do Sindicato dos Vigilantes do DF, Jervalino Bispo entende que na fase em que o projeto de lei se encontra na Câmara Federal o apoio da ministra e do presidente da Câmara, é fundamental para que a votação ocorra o mais rápido possível. “Isso não é mais uma luta, trata-se da realização de um sonho, um projeto da categoria de vigilantes”.
O PL 1033/2006 foi aprovado na Câmara Federal, em 2009. A proposição altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto Lei No. 5.452/43). A matéria seguiu então para o Senado, onde foi aprovado, mas sofreu a Emenda que restringe o adicional à categoria de trabalhadores em vigilância.
Em reunião ontem com líderes de partidos governistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, se não houver acordo para votar a reforma política no Congresso, a base aliada deve se empenhar pela convocação de uma Assembleia Constituinte para mudar o sistema eleitoral. Lula trabalha pela aprovação do financiamento público de campanha, voto proporcional misto e fim das coligações proporcionais.
Diante do vice-presidente Michel Temer e de parlamentares e dirigentes de PMDB, PT, PSB, PDT e PC do B, Lula disse, em encontro no Palácio do Jaburu, que a corrupção "diminui bastante" com o financiamento público, mas admitiu haver dificuldades para a aprovação da proposta.
Depois de afirmar, na véspera, que "político tem de ter casco duro" e não pode "tremer" quando for acusado de fazer "coisa errada", Lula disse que 90% das denúncias hoje divulgadas pela imprensa têm como base investigações da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e do Ministério Público.
Apesar da animação de Lula, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da reforma, admitiu não haver consenso entre os partidos, em especial sobre o novo modelo de votação. Contudo, Fontana e o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), citaram avanços nas negociações para a aprovação do financiamento público, principal bandeira do PT.
Raupp declarou que o PMDB aceita o financiamento público, principalmente se a reforma contemplar o fim das coligações nas eleições proporcionais. No entanto, advertiu: "O PMDB não aceita o voto em lista defendido pelo PT". O PMDB defende o voto majoritário nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), o chamado "distritão". "Se complicar demais, a reforma política não sai", disse.
O modelo que Fontana defenderá em seu relatório é o voto proporcional misto, em que o eleitor escolhe um deputado pelo voto em lista partidária fechada, e outro pelo modelo atual, em lista aberta. Fontana admitiu que precisa avançar no diálogo sobre esse tema e adiantou que nos próximos dias vai procurar DEM e PSDB para discutir o assunto.
Votação. Mesmo diante da falta de consenso sobre o modelo de votação, Fontana acredita que as negociações estejam evoluindo para que seu relatório seja votado na comissão especial da Câmara no dia 5 de outubro. Segundo ele, os participantes da reunião de ontem prometeram somar esforços pela votação.
O PT pretende realizar uma manifestação da sociedade civil a favor da reforma. "Está se criando um clima positivo para que se melhore a política nacional. O pior dos mundos é ficar com esse sistema que tem gerado todas as distorções que vocês têm divulgado", disse Fontana.Informações do Estadao.com
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se autoconcederam um aumento no auxílio-moradia pago pela corte. Numa sessão administrativa ocorrida ontem, eles aumentaram em 59,19% o valor do benefício, passando dos atuais R$ 2.750 para R$ 4.377,73. É provável que a decisão leve a um efeito cascata no Judiciário, pois outros órgãos também pagam auxílio moradia a seus juízes e auxiliares.
No caso do STF, o benefício é concedido a ministros e juízes auxiliares que não têm residência em Brasília e não ocupam imóveis funcionais. Em relação aos juízes auxiliares, o aumento foi de 23,06%, subindo de R$ 2.750 para R$ 3.384,15. Dos oito ministros presentes à reunião administrativa na qual foi discutido o assunto, apenas Marco Aurélio Mello votou contra.
A decisão de reajustar substancialmente o benefício ocorreu no mesmo dia em que juízes e integrantes do Ministério Público fizeram uma mobilização em Brasília pela valorização das carreiras e por mais segurança. Magistrados, promotores e procuradores defendem a aprovação pelo Congresso de projetos de lei que reajustariam o salário dos ministros do STF dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 32 mil.
O governo é contra por causa do impacto de um eventual reajuste num momento de corte de gastos. Como o salário do Supremo é o teto do funcionalismo, toda vez que o valor é reajustado ocorrem aumentos em cascata.
De acordo com informações divulgadas ontem pelo STF, o impacto mensal do aumento do auxílio moradia no tribunal será de R$ 78.829,03 e o anual, de R$ 945.948,36. A assessoria do Supremo informou que atualmente dos 11 ministros que integram o tribunal apenas Luiz Fux recebe auxílio moradia. Os outros moram em imóveis funcionais ou têm residência própria.
Para aprovar o reajuste no auxílio moradia, o STF se baseou em benefícios pagos a outras autoridades de Brasília. Ministros de Estado recebem atualmente auxílio moradia de R$ 6.680,76, senadores ganham R$ 3,8 mil e deputados federais, R$ 3 mil.
Magistrados e integrantes do Ministério Público que participaram da mobilização ontem em Brasília estiveram no STF. Uma comitiva foi recebida pelo presidente, Cezar Peluso. Centenas de autoridades bem vestidas esperaram do lado de fora do tribunal pelo resultado da reunião.
Um dos líderes do movimento que estava no gabinete da presidência da Corte sugeriu a Peluso que acenasse para os manifestantes. Ele reagiu: "Não sou JK." Encerrada a movimentação, muitas das autoridades que participaram da mobilização foram embora em carros oficiais.
Legislativo. O ministro Gilmar Mendes, depois de se reunir com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou o supersalários do Legislativo. "Precisamos colocar ordem nesse caos que está imperando na área de recursos humanos", disse o ex-presidente do STF. "Se são tantos os servidores (do Legislativo) que estão ultrapassando o teto (do funcionalismo), há algo de errado nesse contexto", criticou. Mendes referia-se aos "supersalários" que estão sendo questionados nos tribunais porque excedem o teto da Constituição equivalente aos salários dos ministros do STF (R$ 26,7 mil).
O mercado de ações na Europa reagem com pessimismo às últimas decisões do banco central americano (Federal Reserve) para reativar a economia do país. A Bolsa de Londres desaba 4,03%, Frankfurt recua 3,86% e Paris cede 4,30%.
Ontem, o Fed deu mais um passo não convencional para tentar estimular a economia norte-americana que flerta com a recessão, afirmando que vai aumentar a fatia de Treasuries (títulos) de longo prazo de sua carteira em US$ 400 bilhões até junho de 2012, num esforço para tornar o crédito mais barato e impulsionar os gatos e os investimentos. Para manter as taxas de hipotecas baixas, o Fed também disse que vai reinvestir os recursos dos ativos lastreados em hipotecas e das dívidas das agências que vencerem em ativos hipotecários.
O resultado prático das medidas tem efeito duvidoso. Muitos analistas dos Estados Unidos a reivindicaram não propriamente por contarem com efeitos milagrosos, mas por entenderem que alguma coisa o Fed tinha de fazer para passar a impressão de que enfrenta corajosamente a paradeira exasperante da economia americana e o drama de 14 milhões de desempregados (9,1% da força de trabalho).
Nesta quarta mesmo, a reação do mercado após o anúncio do Fed foi de frustração e desânimo, aparentemente por não conseguir rechaçar a percepção de que não serão apenas essas medidas que irão resolver a estagnação da economia americana.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de anular grandes operações de combate à corrupção, a mais recente delas sobre o empresário Fernando Sarney, deixou a Polícia Federal em alerta. Delegados da cúpula da PF dizem que não sabem mais o que fazer para atender às exigências do tribunal e levar adiante as investigações de desvios de dinheiro público. As operações Boi Barrica e Castelo de Areia, duas das maiores investigações dos últimos anos, foram anuladas por supostos erros de origem dos inquéritos.
- O que eu posso melhorar para que isso (anulação das investigações) não aconteça? Nada - disse um delegado da cúpula da PF.
A Boi Barrica - que apurou suposta corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes, do grupo de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - foi anulada porque, para os ministros que julgaram o caso, a PF amparou o pedido de escutas telefônicas em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A Castelo de Areia foi invalidada com o argumento de que a polícia abriu o inquérito com base numa denúncia anônima, o que não seria permitido pela lei. Ela era, até então, a maior investigação sobre superfaturamento de obras, financiamento ilegal de campanha eleitoral e corrupção na esfera pública.
A PF nega que tenha cometido qualquer falha nas duas operações. As investigações sobre dirigentes da Camargo Corrêa, na Castelo de Areia, tiveram início com uma denúncia de uma pessoa que não quis se identificar. Mas antes do pedido de escutas, a polícia recolheu outros dados para amparar o aprofundamento da apuração.
A polícia sustenta que não há problema em usar relatórios do Coaf como ponto de partida. Boa parte dos inquéritos da instituição têm como origem alertas disparados pelo conselho. O Coaf tem como atribuição descobrir indícios de crimes em transações financeiras registradas em bancos e corretoras. A polícia argumenta que os inquéritos têm acompanhamento do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.
- Se o tribunal achou que o juiz (de 1ª instância) não fundamentou bem a ordem de prisão, a culpa não é minha. Se não tem fundamento, indefere o pedido e eu vou trabalhar mais - afirmou o delegado. Informações de O Globo.
Após delicada negociação com as Forças Armadas e intenso debate no Congresso, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira a criação da Comissão da Verdade, grupo que terá dois anos para esclarecer graves violações aos direitos humanos cometidas na ditadura. O texto só foi aprovado depois que a presidente Dilma Roussef foi consultada, em Nova York. Ela aprovou acordo fechado pelos líderes dos partidos e incluiu no texto dispositivo que exclui do grupo pessoas que "não tenham imparcialidade no exercício das competências na comissão". A comissão também deverá ser aprovada no Senado.
No meio da noite, a votação chegou a estar ameaçada, depois que governo e oposição anunciaram um acordo sobre quem poderia ser escolhido para compor a comissão. Porém, a iminência de um adiamento por tempo indeterminado levou a presidente a aceitar os ajustes, que, na avaliação governista, não alteram a essência da proposta. Durante a negociação, o ministro da Defesa, Celso Amorim, também foi consultado e avalizou todas as mudanças votadas em plenário:
- Essa é uma questão menor (as alterações incorporadas). O importante é garantir a aprovação de um texto que pode mudar a História do Brasil - disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que foi para a Câmara participar das negociações.
A comissão deverá investigar onde e como ocorreram crimes, tanto atribuídos aos militares quanto à resistência ao regime, sem alterar a Lei de Anistia, aprovada em 1979. O texto aprovado incorpora três mudanças sobre as restrições para a escolha dos sete membros da Comissão da Verdade: não poderão participar do grupo pessoas que exerçam cargos executivos em agremiação partidária, com exceção daqueles de natureza honorária; não tenham condições de atuar com imparcialidade e estejam no exercício de cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas do poder público.
O governo resistiu o quanto pode a aceitar o dispositivo, proposto pelo DEM, que impedia participação na comissão de militantes que lutaram contra o regime militar:
- Tenho absoluta certeza do espírito democrático com o qual a presidente vai conduzir a comissão da verdade. Por isso, que o Democratas fez questão de dar sua contribuição para o texto. Para recompor eventos históricos, o que é um dever da cidadania brasileira - disse ACM Neto (DEM-BA).
A comissão será formada por sete integrantes, todos indicados pela presidente Dilma. Também foram aceitas alterações, propostas pelo PSDB. Qualquer cidadão que demonstre interesse em esclarecer situação revelada ou declarada pela comissão terá prerrogativa de solicitar informações para estabelecer a verdade.
Antes mesmo da criação da Comissão da Verdade, parentes de vítimas do período militar organizaram comitês representativos nos 27 estados para acompanhar a apuração de mortes e crimes de tortura até hoje não esclarecidos. Terezinha Amorim, irmã de Divino Ferreira de Souza, o "Nunes", integrante da Guerrilha do Araguaia, morto em outubro de 1973, disse que a Comissão da Verdade é "um primeiro passo". Entretanto, afirma que o texto do Planalto não é suficiente para recuperar a memória.
- Acreditamos que é um avanço, sim. Mas uma comissão com apenas sete membros não é representativa o suficiente para que possamos reescrever capítulos não esclarecidos do passado - disse Terezinha.
As informações recolhidas pela Comissão da Verdade deverão ser encaminhadas, por exemplo, ao Ministério da Justiça para que auxiliem à localização de restos mortais de desaparecidos políticos. A comissão poderá se valer tanto de informações voluntárias, entregues anonimamente, quanto de dados que estejam sob a tutela do Estado, por meio de requerimentos de informações, "classificados em qualquer grau de sigilo".
Comissão abre caminho para investigar Operação Condor
A comissão também poderá determinar a realização de perícia, convocar testemunhas de violações de direitos humanos e promover audiências públicas para debater capítulos da história que ainda não esclarecidos.
A comissão abre caminho para que se investigue a extensão da Operação Condor, articulação de regimes militares da América do Sul para perseguir opositores. A investigação será possível em razão do artigo 2 , que contempla o esclarecimento de casos de "tortura e desaparecimentos forçados, ainda que ocorridos no exterior".
A intenção do governo é aprovar no Senado, ainda em setembro, a criação da Comissão da Verdade. De acordo com o texto, o período de averiguação de violações aos direitos humanos se estende de 1946 até 1988. Na prática, entretanto, o enfoque será dado aos mortos, desaparecidos e militantes torturados no regime militar. Informações de O Globo.
O Governo do Distrito Federal cancelou a licitação de 2009 para reformar a rodoviária do Plano Piloto. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (20) pela secretaria de Transportes. A assessoria de comunicação da secretaria informou que cancelamento foi feito porque "o processo licitatório do governo anterior não teve prosseguimento".
O GDF decidiu, então, que a secretaria de Obras deveria assumir a reforma da rodoviária. A secretaria de Obras informou por nota que o processo licitatório foi cancelado por vários motivos, entre eles os fatos de não contemplar as obras de acessibilidade e não prever critérios que obedeçam as normas de tombamento exigidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (Iphan).
A secretaria de Obras e a Novacap realizam estudos técnico para a reforma. Está previsto para esta sexta-feira (23) o resultado da licitação para troca de 12 escadas rolantes e seis elevadores do terminal. O custo da obra será de R$ 6 milhões.
Enquanto a reforma não é feita, os passageiros que utilizam a rodoviária continuam enfrentando diversos problemas. No chão da rodoviária, o lixo fica espalhado e no estacionamento, a grade do sistema de escoamento de água está quebrada. Todos os elevadores da rodoviária do Plano Piloto estão quebrados, sem botões e com os fios expostos. As escadas rolantes também estão paradas.
Pessoas com problemas de mobilidade não conseguem transitar facilmente pela rodoviária do Plano Piloto. “Tenho uma prótese na coluna vertebral, uma prótese de ferro, então é muito difícil”, disse a professora Facy Serafim. Para o pintor Roberto Costa, é deficiente físico e precisa de cadeira de rodas para transitar. "Teve uma vez que eu tive que dar a volta lá atrás da rodoviária para conseguir descer, porque não tinha como descer e nem alguém para me ajudar”, afirmou.
Os novos painéis, em todas as baias de ônibus, têm informações de itinerários e linhas, mas não disponibilizam os horários de cada veículo aos passageiros. Para o funcionário público André Dutra, há mais publicidade que informação ao usuário nos painéis. “Se você olhar hoje para o painel, não te informa de forma inteligente que linha você vai pegar e onde você vai pegar”, explicou.
A Administração da Rodoviária disse que os painéis informativos instalados há cerca de 10 dias ainda estão em fase de teste e serão melhorados.Informações do G1.
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal vai manter interditada uma das faixas das vias N1 e S1 entre as 6h30 e 19h desta quinta-feira (22) para circulação de ciclistas entre a rodoviária e os ministérios. A ação comemora o Dia Mundial Sem Carro e faz parte da programação da Semana Nacional de Trânsito, que vai até o dia 25. Informações do G1
Durante o evento, a ONG Rodas da Paz vai emprestar aproximadamente 20 bicicletas para a população. A programação conta também com blitzes educativas, teatro e jogos. À noite, a equipe de educação do Detran vai a bares da Asa Norte para falar sobre a Lei Seca. Além disso, a fiscalização será reforçada nas vias e rodovias do DF.
No show que apresentou em Brasília, nesta quarta-feira (21), a cantora Rihanna parece ter se divertido
tanto quanto seu público. Durante a apresentação, ela bebeu tequila, dançou com
a bandeira do Brasil, usou o chapéu de um fã, deu autógrafos e cantou parabéns
ao seu guitarrista Nuno Bettencourt. Além disso, cantou animada acompanhada na
maior parte do tempo pelo coro de 9 mil pessoas que compareceram ao Ginásio
Nilson Nelson, segundo a produção.
Cantora pop dançou com a bandeira brasileira no
palco em Brasília (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
Ao contrário do que aconteceu nas outras capitais brasileiras, Rihanna começou
o show em Brasília ás 21h05, com um atraso pequeno, de apenas cinco minutos.
Ela abriu a turnê “Loud Tour” no Brasil com show
em São Paulo, no sábado (17). No domingo (18), ela se apresentou em Belo
Horizonte.
Em Brasília, a cantora apareceu no palco dentro de uma
bola de ferro, vestindo um shortinho e uma blusa preta de manga comprida pretos.
Logo, tirou a camisa e ficou só de top, deixando a mostra suas tatuagens no
ombro e na costela.
A primeira canção da noite foi “Only Girl in the
Worls”, que abriu também os outros shows que fez no Brasil. Em seguida, durante
“Disturbia”, Rihanna dançou com a bandeira do Brasil. Na terceira música, “Shut
up & Drive”, fez uma performance com um dançarino fantasiado de
motoqueiro.
Logo no início da noite, a cantora desafiou a platéia, formada por jovens e
por muitos homens – que não costumam ser vistos com frequencia em shows de pop.
“Brasília, vamos ver quem comanda essa noite”, disse.
A partir daí,
Rihanna comandou o show praticamente sozinha, sem grandes efeitos nem trocas de
roupa, com um cenário simples e contando com o apoio dos dançarinos em poucos
momentos, como em “Whats my name”, quando apresentou uma coreografia mais
elaborada”.
Rihanna só diminui o ritmo a partir da lenta “Unfaithful”, que cantou
acompanhada de vozes de todo o ginásio. Durante “California King Bed”, o coro
também foi forte. No repertório romântico, Rihanna surpreendeu os brasilienses
com “Te amo” que não havia sido apresentada ainda no Brasil. Em São Paulo e em
Belo Horizonte, o repertório havia sido o mesmo.
A animação voltou com
“Whats my name” e “Rude Boy”. Nesta última, o show ficou com cara de balada,
onde o público dançava copiando os movimentos de Rihanna, que rebolava até o
chão.
Durante "Cheers", a cantora aproveitou para parabenizar o
guitarrista de sua banda. Ele é o português Nuno Bettencourt e fez aniversário
na terça-feira (20). Rihanna virou uma dose de tequila em homenagem ao amigo e
pediu a ajuda da plateia: “Brasília, no três vocês dizem ‘parabéns para você’
comigo”.
O ponto alto da sua performance, no entanto, foi quando Rihanna
desceu do palco durante “Don’t Stop the Music” e se aproximou da grade que a
separava da plateia. Ela dividiu o microfone com um fã, deu autógrafo para
outro, colocou um chapéu de marinheiro que lhe passaram e voltou ao palco com um
pompom vindo da plateia.
No fim da noite, o ginásio ficou coberto por uma
chuva de papéis enquanto Rihanna cantou seu maior hit, “Umbrella” (guarda-chuva,
em português). Ela deixou um elogio e a promessa de voltar: “Brasilia, esse é o
primeiro show que eu faço aqui, mas vocês são tão legais. Eu quero voltar."
Chuva de papéis coloridos encerrou show de Rihanna
enquanto ela cantava o hit "Umbrella" (Foto: Naiara Leão/ G1)
Depois de Brasília, Rihanna segue para o Rio de Janeiro, onde se apresenta
nesta sexta-feira (23) pela primeira vez no Rock in Rio.
Veja o
setlist completo do show: "Only girl (in the
world)" "Disturbia" "Shut up & drive" "Man
down" "S&M" "Let me" "Hard" ‘Breakin‘ dishes" "Glamours
life" "Run this town/Live you life" "Unfaithful" “Te amo” "Hate that
I love you" "California king bed" "What’s my name" "Rude
boy" "Cheers (drink to that)" "Please, Don’t stop the music" "Love the
way you lie” "Umbrella"
Foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado o relatório apresentado pelo senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) sobre a reforma do Código Florestal. Antes de ir a plenário, o projeto ainda será analisado e discutido em mais três comissões na Casa. O debate durou quatro horas e o texto do relator recebeu 5 votos contrários.
O texto de Silveira trouxe algumas alterações do texto enviado pela Câmara dos Deputados. Entre elas, uma que flexibiliza desmatamento em Áreas de Proteção Permanente (APP), como margem de rios e topos de morros, para agilizar o andamento das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
O relatório proposto por Silveira e aprovado pela comissão, determina que somente a União pode apontar em que situação uma APP (Áreas de Preservação Permanente) pode ser desmatada. É neste tópico, que o relator incluiu uma exceção para agilizar as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Algumas expressões autorizam a derrubada de APP, e entre elas, Silveira incluiu uma a mais.
“Inserimos a expressão ‘estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais’, para garantir a sua construção, especialmente pela urgência do governo em viabilizar as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016”, explicou em seu relatório.
Outra modificação refere-se à conversão em serviços de preservação ambiental das multas que incidirem sobre imóvel rural que aderir ao Programa de Regularização Ambiental.
Ainda segundo o relator, alguns tópicos foram rejeitados porque existe a necessidade de avaliação das nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde também é relator da proposta. Ele anunciou ainda disposição de construir um voto em conjunto com o relator do texto na Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Jorge Viana (PT-AC).
Próximos passos. O projeto segue agora para a CCT, onde poderá ser alterado. Uma das mudanças deve ser a inclusão de regras para remunerar agricultores que mantiverem florestas em suas propriedades, como pagamento por serviço ambiental. A proposta é defendida pelo presidente da CCT, Eduardo Braga (PMDB-AM), e consta de emendas apresentadas ao projeto.
O texto também deverá ser alterado na forma, para separar disposições transitórias, como a regularização do passivo ambiental, das disposições permanentes. Essa separação foi sugerida pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, e deverá ser acolhida por Luiz Henrique e Jorge Viana. O ministro participou de audiência pública realizada no último dia 13, quando os senadores discutiram o projeto de reforma do Código Florestal com juristas e representantes do Ministério Público. Com Agência Senado
A deputada Ana Arraes, do PSB de Pernambuco, foi eleita no início
da tarde desta quarta-feira, no plenário da Câmara, como nova ministra do
Tribunal de Contas da União (TCU), em substituição a Ubiratan Aguiar, que se
aposentou. Ela teve 222 votos. Em segundo lugar ficou Aldo Rabelo (PCdoB-SP) com 149
votos e em terceiro, Átila Lins (PMDB-AM), 47. A votação da Câmara será submetida agora à apreciação do Senado.
Desde cedo os candidatos fizeram corpo a corpo em plenário. Houve grande
mobilização do PSB, partido de Ana Arraes. O governador Cid Gomes (PSB-CE)
esteve no plenário. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, acompanhou a
votação do Palácio do Jaburu, onde também participa de encontro com o presidente
em exercício Michel Temer (PMDB) e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
para discutir a reforma política.
A candidatura de Ana Arraes teve o apoio de Lula e também de setores do PSD
(partido de Kassab) e do PSDB. Antes, com a renúncia de Jovair Arantes (GO) ,
Ana já havia garantido apoio da bancada do PTB.
O Palácio do Planalto manteve distância da votação para evitar sequelas na
base, já que todas candidaturas foram de aliados.
Ana Arraes nega nepotismo por causa de apoio do filho, Eduardo
Campos
Na terça-feira, Ana Arraes negou que a participação do filho, o governador de
Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em sua campanha ao Tribunal de Contas da União
(TCU) caracterizasse nepotismo.
- Não existe nepotismo. Se o nepotismo é feito pelo povo, então, é o
nepotismo. Então, não existe nepotismo porque existe democracia. É o voto do
povo. Eu estou aqui pelo voto do povo, não é por indicação de ninguém - afirmou.
Ana Arraes disse, aliás, contar com a ajuda da família par ser a indicada da
Casa à vaga de ministro do TCU.
- Meus dois filhos estão na campanha. O outro não está porque é advogado, mas
está na campanha porque nós somos unidos. Nós temos o sentimento de família e
temos também o sentimento político - disse.
Ana Arraes diz que já
esperava vitória para vaga no TCU
A deputada federal afirmou que já esperava a vitória na disputa em que foi
eleita ministra do TCU, mas que não podia declarar isso antes da eleição. Ela
disse que já tinha um cálculo de 20% de votos na Câmara, o que lhe daria 180
votos no plenário. Arraes acabou obtendo 222 votos, o que na opinião dela mostra
que não houve traição. A deputada também rebateu as críticas de que houve uso da
máquina do governo de Pernambuco.
- O trabalho foi feito com muita gente. Muita gente ajudou - disse a
deputada, acrescentando:
- Eu fiz campanha respeitando os meus adversários. Eu espero que meus colegas
respeitem a minha vitória. Não desmereço nenhum dos meus adversários.
Ela foi questionada sobre a importância do filho, ao que respondeu:
- A importância do Eduardo Campos na minha vida, e a minha na dele é enorme.
Muito maior do que qualquer notícia de jornal.
Ana Arraes também foi indagada se sua vitória era uma prova da força do
filho.
- Você acha que é prova de fraqueza? É prova de força política, e de
capacidade de juntar, agregar - respondeu.
Ela atribuiu ainda sua eleição ao fato de ser mulher.
- Tive uma votação grande porque sou a primeira mulher a ser ministra (do
TCU).
Ana Arraes também falou a respeito de Aldo Rebelo, seu principal adversário
na eleição para a vaga no TCU, terminando em segundo lugar com 149 votos. Ela
negou que a disputa vá deixar sequelas, mas reconheceu que Aldo não a
parabenizou pela vitória. De acordo com a deputada, telefonaram-lhe Eduardo
Campos, o ex-presidente Lula e o presidente do TCU, Benjamim Zimler.