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Brasília-DF, 01 de Setembro de 2012. Ano 8
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SÃO PAULO
Serra critica Dilma na véspera de ato por Haddad
Da redação em 30/09/2012 20:18:26

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse neste domingo, 1, que a presidente Dilma Rousseff usou o governo como "propriedade privada" ao demitir a ex-ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e nomear a ex-prefeita e senadora Marta Suplicy (PT) para o cargo.

Em comício na Vila Matilde, zona leste da capital, Serra afirmou que não tem padrinhos políticos, em referência ao adversário Fernando Haddad, cuja candidatura teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como defensor.

"A Marta não queria apoiar o Haddad. Ela disse que achava ele fraco. Teve que ser (a nomeação para a pasta da Cultura) na hora, porque não havia confiança. Não tinha o fio do bigode. Nós não fazemos isso", disse Serra.Informações do Estadão.


INTERNACIONAL
Hollande enfrenta protestos nas ruas contra pacto fiscal da UE
Da redação em 30/09/2012 20:16:01

Reuters

Milhares de manifestantes marcharam por Paris neste domingo contra um pacto orçamental europeu, na primeira grande exibição de insatisfação pública contra o presidente da França, François Hollande, desde sua eleição, em maio.
 
A passeata, organizada pela coligação Frente de Esquerda, chamou sindicalistas, simpatizantes de extrema-esquerda e outros opositores do acordo da União Europeia, dois dias antes do início das discussões dos legisladores sobre o projeto de lei do pacto orçamentário na câmara baixa do parlamento.

O acordo fiscal a ser estabelecido entre os países da União Europeia prevê cortes de gastos nos Estados. A população teme que as medidas afetem áreas sociais.

Apoiado por Hollande, o pacto de disciplina orçamental deve ser aprovado em ambas as casas do parlamento, graças ao apoio dos legisladores socialistas , ajudados pelos defensores da disciplina fiscal na oposição de centro-direita.

Mas a votação expôs fendas na colisão governista de Hollande, com os aliados de extrema esquerda e os Verdes planejando votar contra o projeto, desafiando a autoridade do cada vez mais impopular líder socialista.

Se Hollande tiver de contar com os adversários para aprovar o pacto, a votação pode aprofundar a brecha em sua aliança e encorajar os aliados de esquerda, que buscam uma mudança de rumo, para longe da aderência irrestrita às metas europeias de déficit.

"Para ele (Hollande), essa votação era apenas uma formalidade, que simplesmente teria que ser apressada", disse Jean-Luc Melechon, um impetuoso orador esquerdista que ficou em quarto lugar em uma votação presidencial em abril.

"Agora ele vai entender que esse não é o caso, que na França e no resto da Europa existe uma organizada oposição a esse pacto e todas suas políticas de austeridade." (Reportagem de Lucien Libert)


RIO DE JANEIRO
PMDB ofereceu dinheiro por apoio a Eduardo Paes
Da redação em 30/09/2012 09:39:21

O  vídeo de um pequeno partido — o PTN — agita a última semana da campanha eleitoral no Rio. Na gravação, publicada no site da revista “Veja”, o presidente regional do partido, Jorge Sanfins Esch, diz que o PMDB ofereceu dinheiro ao PTN em troca de apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes e que, depois de acertar o recebimento de R$ 200 mil, a legenda nanica desistiu de lançar Paulo Memória a prefeito.

Os R$ 200 mil seriam usados na compra de material de campanha de candidatos a vereador do PTN. “Não tem condição de lançar candidatura própria”, disse Esch na gravação.
 
Paes nega o acerto e diz que o PMDB repassou R$ 154,9 mil para confecção de panfletos e placas: “Temos notas fiscais das doações ao PTN. Boa parte está registrada na Justiça Eleitoral.”
 
No vídeo, Sanfins Esch diz que esperava receber R$ 800 mil, valor que ele e três amigos cobravam da prefeitura em um processo administrativo da época em que trabalharam na RioLuz, no governo de César Maia.
 
“O processo foi negado e arquivado em dezembro de 2011, sem que nenhum valor fosse calculado, seis meses antes da convenção do partido, em junho de 2012. É uma afirmação sem pé nem cabeça”, disse o presidente do PMDB, Jorge Picciani.
 
O promotor eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro enviou a denúncia da revista aos promotores eleitorais para que decidam se é necessário entrar com uma ação para averiguar se houve abuso de poder econômico e político do PMDB.
 
ADVERSÁRIOS
 
Os adversários de Paes exploraram o assunto e cobraram ação imediata das autoridades. Para Marcelo Freixo (Psol), o vídeo é contundente: “O pessoal está ali confessando como se deu a aliança. Precisa saber se é verdade”, disse.
 
Rodrigo Maia (DEM) diz que é uma estratégia para que poucos disputem a eleição: “Espero que a Justiça se manifeste.” O PSDB de Otavio Leite vai entrar com representação no Ministério Público Eleitoral. “Está claro ser um crime eleitoral”, diz o tucano.Informações de O Dia.


GOIÁS
Vice-prefeito de Cocalzinho de Goiás é morto em briga por causa de cães
Da redação em 30/09/2012 09:00:34

O vice-prefeito de Cocalzinho de Goiás, Pedro Ximenes, foi assassinado na tarde deste sábado (29), no distrito de Girassol, a 50 km da cidade, no Entorno do Distrito Federal. Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM), o crime aconteceu após uma desentendimento por causa de dois cachorros, supostamente pit bulls. Um jovem que estava na mesa com o político ficou ferido.

 Ao G1, por telefone, o subtenente Manoel Edmílson Rocha, responsável pelo policiamento de Girassol, informou que Pedro Ximenes estava no bar, próximo à BR-070, quando dois homens chegaram de bicicleta ao local com os cachorros. Um dos bichos de estimação teria vomitado no local e o outro tentado avançar no vice-prefeito.

Segundo relatos de testemunhas à polícia, Pedro Ximenes teria bradado com um dos cães e reclamado para os donos dos animais.Os dois suspeitos saíram do estabelecimento e foram até um posto de gasolina, onde deixaram os bichos. Eles voltaram ao bar e, de acordo com a PM, efetuaram vários disparos contra o Pedro Ximenes. O vice-prefeito morreu na hora.
 
Um tiro atingiu o jovem, com idade estimada de 18 anos, que acompanhava a vítima. Ferido, ele foi socorrido ao Hospital Regional de Ceilândia, no DF. Segundo informações preliminares da PM, o rapaz é filho de um tenente-coronel de Águas Lindas, cidade vizinha ao distrito de Girassol.
 
Comandante do policiamento em Cocalzinho de Goiás, o tentente Osmar Xavier de Oliveira informou ao G1 que dois suspeitos do crime foram presos e levados ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas. A delegacia responde pelos plantões de fim de semana na região.
 
Duas armas, supostamente usadas no crime, também estão apreendidas. "Eles descarregaram os revólveres contra o vice-prefeito", relatou o comandante.Informações do G1.


BRASIL
Gabriela Markus, do Rio Grande do Sul, é a nova Miss Brasil
Da redação em 30/09/2012 06:50:33

Gabriela Markus, de 23 anos, candidata do Rio Grande do Sul, é a nova Miss Brasil. Ela foi eleita na noite deste sábado (29), em concurso realizado no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Ela vai representar o Brasil no Miss Universo 2012 em Las Vegas, nos Estados Unidos, no dia 19 de dezembro.
 
Em segundo lugar ficou a Miss Minas Gerais, Thiessa Sickert, de 19 anos.A terceira colocada foi Kelly Fonseca, 23, Miss Rio Grande do Norte. O Rio Grande do Sul vence o concurso pelo segundo ano consecutivo, pois em 2011 Priscila Machado foi eleita Miss Brasil. Em 58 edições do Miss Brasil, representantes do Rio Grande Sul venceram o concurso 12 vezes.
 
O concurso mexeu com a gaúcha. "A pressão foi muito grande porque a vitoriosa do ano passado é do Rio Grande do Sul. Eu senti bastante responsabilidade. Mas deu certo. A coroa continua com a gente", disse a nova Miss Brasil.

Gabriela venceu outras 26 candidatas. Além da coroa, ela ganhou um carro 0km. A segunda colocada Thiessa Sickert, de Minas Gerais, ganhou uma viagem para Cacun, no México.
 
"Quando a gente vem aqui e vê várias meninas belíssimas, a gente pensa que não vai conseguir. Mas a cada etapa a esperança foi aumentando, e consegui vencer", disse Gabriela

Palmas para Hebe Camargo

 A edição 2012 do Miss Brasil, a primeira realizada no Ceará, foi dedicada à apresentadora Hebe Camargo, que morreu neste sábado. O público, apresentdores e as 27 misses bateram palmas durante um minuto.Informações do G1.


SÃO PAULO
Em comício com Haddad, Lula diz que foi vítima de ‘tentativa de golpe‘
Da redação em 30/09/2012 00:56:05

O ex-presidente Lula e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, participaram, na noite deste sábado (29), de dois comícios na Zona Leste de São Paulo em apoio ao candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. Também estiveram presentes os ministro da educação, Aloisio Mercadante, e da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
 
Na Praça do Forró, em São Miguel Paulista, Lula fez um discurso de 20 minutos. Ao falar sobre suas motivações para entrar na política, ele disse ter sofrido uma tentativa de golpe em 2005, numa referência ao escândalo do mensalão.

“Em 2005, eles tentaram dar um golpe no meu governo, tentaram como tentaram dar e como deram no João Goulart, como tentaram dar no Juscelino [Kubitschek], como levaram o Getúlio Vargas à morte. Eles [a elite política brasileira] não brincam em serviço, só que eles estavam lidando com uma pessoa diferente. Não que eu fosse mais inteligente do que os outros. É que eles não sabiam que não existia apenas um Lula no Brasil, que tinha um Lula em Brasília e mais milhares de Lulas em São Miguel Paulista, tinha milhares de Lulas nas fábricas, dentro das escolas, vestido de mulher, de homem, de índio”, completou o ex-presidente.
 
Sem citar o nome de Serra, Lula disse que o tucano não tem mais idade para ser presidente. "Queremos um prefeito que olhe pra São Paulo não como aquele vendedor de ideias, fulano de tal tem ideia. Ideia de quem ganhou São Paulo e no quarto mês se mandou, depois ganhou o governo do estado com três anos, se mandou e foi tentar ser presidente, tomou uma ‘chumbada‘. Certamente ele deve estar desesperado porque não tem mais idade pra ser presidente, não vai chegar lá, e agora voltou pra São Paulo ,como se São Paulo fosse cabide de emprego. Ora, meu Deus do céu, pega a aposentadoria que é melhor, ou auxílio pensão, qualquer coisa", disse Lula.
 
Em seu discurso, Haddad repetiu a intenção de construir 31 centros de saúde, chamada por ele de Rede Hora Certa. “Nós vamos colocar um médico especialista com a consulta, um exame de imagem e o centro cirúrgico no mesmo lugar, e vão ser 31 centros de saúde na cidade de São Paulo nesse formato”.
 
Ele também criticou a gestão de Gilberto Kassab, e prometeu acabar com a taxa de inspeção veicular ambiental, que chamou de "papa-níquel". “Não tem cabimento uma pessoa que tirou o carro da concessionária ter que pagar uma taxa pra regular o motor que vem de fábrica dentro do prazo de garantia”, falou.
  
Cidade Tiradentes
 O segundo comício de Haddad nesta noite foi em Cidade Tiradentes. Ao apresentar ao público a esposa de Haddad, Ana Estela, Lula lembrou da novela "Avenida Brasil". “Olha, tem que ficar esperto porque a tal da Carminha, a tal da Nina, estão em cima da gente. Na verdade, eu morro de pena do Tufão. Eu nunca vi um cara tão sacaneado como ele”, brincou o ex-presidente.

Ele interrompeu o discurso várias vezes para tomar água. “Eu tenho que tomar água porque a garganta ainda ta muito inflamada, se eu não explicar daqui a pouco algum malandro vai dizer que esse lula bebeu tanto na hora do almoço que ta tomando água”.

“Se fosse rico tinha comido bacalhau, pobre tomou cachaça, então não é nenhuma das duas coisas, é que o câncer afetou muito a garganta, ela tá inchada e eu tenho que tomar água pra aguentar falar. Nem comi bacalhau nem tomei cachaça”, explicou, brincando com a plateia.

O ex-presidente ainda criticou Kassab por não ter desapropriado um terreno para a construção de uma universidade na zona leste. “Nós queríamos fazer universidade aqui na zona leste, o prefeito ficou de desapropriar o terreno e não desapropriou, esse rapaz [Haddad] vai ganhar, vai desapropriar e nós vamos fazer a universidade aqui”. Ele citou universidades em Osasco, Diadema, Santo André e falou da necessidade de cada região abrigar uma universidade pública.

Por fim, Lula ressaltou a realização da copa do mundo e das olimpíadas no Brasil e brincou com seu candidato. “Eles agora, por exemplo, vão poder assistir a copa do mundo na zona leste sem sair daqui. Eles não tem mais que ir pra Alemanha ou pro México, eu só lamento que não seja na vila Belmiro, porque meu candidato é santista”.Informações do G1.


TELEVISÃO
Morre Hebe Camargo
Da redação em 29/09/2012 20:04:12


Hebe Camargo morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29).A apresentadora sofreu uma parada cardíaca, enquanto dormia, segundo informações da assessoria de imprensa do SBT. O velório está sendo realizado neste momento no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, no Morumbi.

Corpo da apresentadora chegou ao local por volta das 19h03, carregado pela Guarda de Honra da Polícia Militar de São Paulo. Seis cadetes (cinco homens e uma mulher) carregaram o corpo da apresentadora até o local.

Recentemente, a loira comemorou a volta para a emissora de Silvio Santos, após um ano de incertezas. Hebe rescindiu o contrato com a RedeTV!, sua última emissora, e nem chegou a reestrear na nova casa. Segundo amigos próximos, Hebe estava muito feliz em poder voltar a trabalhar com seu amigo e antigo patrão.
O ano de 2012 foi difícil para a apresentadora, que foi internada algumas vezes.

Hebe travava uma luta contra o câncer desde 2010, quando foi diagnosticado um tumor no peritônio (membrana que reveste os órgãos digestivos). Ela passou por sessões de quimioterapia durante meses, com um breve período de pausa entre abril e setembro de 2011.

Em março deste ano, a apresentadora também precisou ser operada às pressas. Na ocasião, a cirurgia foi feita com urgência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal.Sua última internação foi em agosto de 2012.

Dilma lamenta morte de Hebe

A presidente Dilma Rousseff divulgou neste sábado (29) uma nota oficial sobre a morte da apresentadora Hebe Camargo. No documento, a presidente se refere a Hebe como “minha querida amiga” e diz que ela foi “uma das mais importantes personalidades da televisão brasileira.”

Hebe morreu em São Paulo neste sábado, aos 83 anos. Ela lutava contra o câncer desde 2010 e morreu, segundo a assessoria do SBT, após sofrer uma parada cardíaca, ao se deitar para dormir, nesta madrugada. Dilma destaca na nota a carreira de Hebe, sua atuação como cantora e atriz e diz que ela foi “pioneira nos programas de entrevistas”, com “uma grande sintonia com o público.”

“Milhares de fãs em todo o Brasil perdem hoje a alegria de Hebe, uma grande artista”, diz Dilma na nota, em que se solidariza com “a dor e tristeza” da família da apresentadora, amigos e telespectadores.

 Leia, abaixo, a íntegra da nova:

Nota à Imprensa

Recebi hoje, com tristeza, a notícia do falecimento de uma das mais importantes personalidades da televisão brasileira, a minha querida amiga Hebe Camargo.

Hebe iniciou sua carreira como cantora, atuou como atriz e foi pioneira nos programas de entrevistas. Com sua simpatia e espontaneidade, recebeu, ao longo de seis décadas, as mais diversas personalidades em seus programas de televisão, mantendo sempre uma grande sintonia com o público.

Milhares de fãs em todo o Brasil perdem hoje a alegria de Hebe, uma grande artista. Neste momento de dor e tristeza, quero me solidarizar com sua família, seus amigos e todos os telespectadores brasileiros.

Dilma Rousseff
Presidenta da República


IMPRENSA
Um espectro ronda o jornalismo: Chatô
Da redação em 29/09/2012 11:44:21

Em texto exclusivo para o 247, o escritor Fernando Morais narra como, em meados do século passado, Assis Chateaubriand encomendou ao diretor do Estado de Minas uma reportagem sobre o estupro supostamente cometido pelo arcebispo de Belo Horizonte contra a própria irmã. Detalhe: Dom Cabral não tinha irmã. Passadas oito décadas, Chatô exumou-se do cemitério e encarnou nos blogueiros limpos e editores dos principais jornais brasileiros

Por Fernando Morais
 

As agressões e infâmias dirigidas por alguns jornais, revistas, blogs e telejornais ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro José Dirceu me fazem lembrar um episódio ocorrido em Belo Horizonte em meados do século passado.

            Todas as sextas-feiras o grande cronista Rubem Braga assinava uma coluna no jornal “Estado de Minas”, o principal órgão dos Diários Associados em Minas Gerais. Irreverente e anticlerical, certa vez Braga escreveu uma crônica considerada desrespeitosa à figura de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de Belo Horizonte. Herege, em si, aos olhos da conservadora sociedade mineira o artigo adquiriu tons ainda mais explosivos pela casualidade de ter sido publicado numa Sexta-Feira da Paixão.

            Indignado, o arcebispo metropolitano Dom Antonio dos Santos Cabral redigiu uma dura homilia recomendando aos mineiros que deixassem de assinar, comprar e sobretudo de ler o “Estado de Minas”. Dois dias depois o documento foi lido na missa de domingo de todas as quinhentas e tantas paróquias de Minas Gerais.

            O míssil disparado pelo religioso jogou no chão a vendagem daquele que era, até então, o mais prestigioso jornal do Estado. E logo repercutiu no Rio de Janeiro. Mais precisamente na mesa do pequenino paraibano Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, um império com rádios e jornais espalhados por todos os cantos do Brasil.

            Célebre pela fama de jamais engolir desaforos, o colérico Chateaubriand telefonou para Geraldo Teixeira da Costa, diretor do “Estado de Minas”, com uma ordem expressa, repleta de exclamações:

            - Seu Gegê! Quero uma reportagem de página inteira contando que quando jovem Dom Cabral estuprou a própria irmã! O senhor tem uma semana para publicar isso!

            Tamanha barbaridade não passaria pela cabeça de quem quer que conhecesse o austero Dom Cabral, cujas virtudes haviam levado o Papa Pio XI a agraciá-lo com o título de Conde. Mas ordens eram ordens.

            Os dias se passavam e a reportagem não aparecia no jornal. Duas semanas depois do ultimato, um Chateaubriand possuído pelo demônio ligou de novo para Belo Horizonte:

            - Seu Gegê! Seu Gegê! O senhor esqueceu quem é que manda nesta merda de jornal? O senhor esqueceu quem é que paga seu salario, seu Gegê? Cadê a reportagem sobre o estupro incestuoso cometido por Dom Cabral?

Do outro lado da linha, um pálido e tremebundo Gegê gaguejou:

- Doutor Assis, temos um problema. Descobrimos que Dom Cabral é filho único, não tem e nunca teve irmãs...

Sapateando sobre o tapete, Chateaubriand parecia tomado por um surto nervoso:

- TEMOS um problema? Seu Gegê, nós não temos problema algum! Isso é um problema de Dom Cabral! Publique a reportagem! Cabe A ELE provar que não tem irmãs, entendeu, seu Gegê? Vou repetir, seu Gegê: cabe A ELE provar que não tem irmãs!!

Passadas oito décadas, suspeito que Chatô exumou-se do Cemitério do Araçá e, de peixeira na cinta, encarnou nos blogueiros limpos e nos editores dos principais jornais e revistas brasileiros. 

Como no caso de Dom Cabral, cabe a Lula provar que não marchou com a família e com Deus, em 1964, quando tinha 18 anos, pedindo aos militares que derrubassem o governo do presidente João Goulart. Cabe a Dirceu provar que não foi o chefe do chamado mensalão.

Fernando Morais é jornalista e escritor. É autor, entre outros livros, de “Chatô, o rei do Brasil”, biografia de Assis Chateaubriand.


DISTRITO FEDERAL
Agnelo lança o ambicioso projeto Brasília 2060
Da redação em 29/09/2012 11:25:15

O governador Agnelo Queiroz lidera a comitiva que vai, na próxima quarta-feira, assinar o contrato entre os governos do Distrito Federal e de Cingapura para a elaboração do projeto que moldará o crescimento da capital brasileira pelas próximas cinco décadas. "Meu objetivo é fazer de Brasília uma das cinco melhores cidades do mundo para se viver", esclarece Agnelo. Trata-se de um plano de longo prazo. A distância até o alvo é de cinquenta anos, motivo pelo qual o projeto, dentro do GDF, é chamado de Brasília 2060.
 
O contrato vai ser assinado em Cingapura. Por envolver governos, em um assunto em que a outra parte tem experiência singular, será feito via contratação direta, no valor de US$ 4,2 milhões a serem pagos parceladamente, a cada entrega das partes do projeto. Do ponto de vista formal, a contratante será a Terracap e a contratada, a Jurong Consultants Pte, braço do Ministério da Indústria e Comércio do governo cingapuriano.
 
Ao longo dos próximos 18 meses, a Jurong elaborará uma série de estudos, relatórios e projetos integrando quatro grandes eixos -- Polo de Desenvolvimento JK, Centro Financeiro Internacional do DF, Cidade-Aeroporto e Polo Logístico. Trabalho semelhante, porém em escala muito menor, feito no Brasil pela mesma Jurong, envolve o planejamento do corredor entre Belo Horizonte e o Aeroporto de Confins -- saiu daí a ideia da construção do novo centro administrativo do governo de Minas, instalado no caminho entre o aeroporto e a cidade.
 
A ideia do projeto Brasília 2060 nasceu na missão internacional à Ásia liderada pelo governador em julho passado. Um dos destinos da comitiva do DF, Cingapura revelou interesse em exportar seus projetos de planejamento urbano, social e econômico. O país, localizado no Sudeste asiático, guarda muitas semelhanças com o Distrito Federal. É uma ilha com área pequena (0,8 km2, sete vezes menor que o DF), desprovida de recursos naturais -- não é autossuficiente nem em água potável, que importa da vizinha Malásia. Mas tornou-se uma potência mundial na área de prestação de serviços.
 
Crescendo em um modelo feito pela própria Jurong, Cingapura saiu do terceiro para o primeiro mundo em 30 anos. A renda per capita pulou de US$ 576 no meio da década de 60, quando sua baía principal mais parecia um pântano cravejado de favelas, para os atuais US$ 50 mil, o terceiro maior do mundo. A cidade tem 100% da população habitando casas e prédios de alvenaria com toda a infraestrutura urbana. O índice de desemprego é de 2% da população economicamente ativa. A base da economia são serviços e indústrias intensivas em tecnologia, conhecimento e inovação.
 
Do primeiro contato, nasceu a visita de uma comitiva de diplomatas e engenheiros do governo cingapuriano ao Distrito Federal no início deste mês. Eles sobrevoaram as cidades e se reuniram com técnicos das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Transportes, Ciência e Tecnologia, Habitação e Meio Ambiente, bem como com o pessoal da Agência de Águas (Adasa), da CEB e do Ibram. No último contato oficial, um jantar oferecido na casa do governador, os cingapurianos já esboçaram a ideia do que seria o plano macro de desenvolvimento para o DF. "O planejamento consiste na integração das áreas, facilitando a mobilidade urbana, e preocupação com meio ambiente, moradia e lazer", detalha o chefe da Assessoria Internacional do GDF, Odilon Frazão.
 
Missão Internacional
– O contrato com Cingapura será assinado na quarta-feira, mesmo dia em que a comitiva do DF participará do LAB 2012 - Latin Asia Business Forum, encontro de negócios entre a Ásia e a América Latina. Na véspera, o governador fará uma apresentação sobre oportunidades no Distrito Federal à ST Engineering, uma das maiores do mundo no ramo de engenharias avançadas e tecnologias militares. A empresa busca um local para se instalar na América do Sul. Brasília vai se candidatar a recebê-la.
 
Na ilha, a comitiva conhecerá, ainda, a Nanyang Technological University, a única do mundo a abrigar uma filial do estúdio Dreamworks, dos filmes Shrek e Kung Fu Panda. A Nanyang procura um lugar nas Américas para instalar uma Escola de Arte, Design e Mídia. "Temos o lugar perfeito para eles, contíguo à Cidade Digital, vamos tentar atraí-los para Brasília", afirma o governador.
 
A missão também passará pelo Japão -- onde serão visitadas as fábricas da membrana e da estrutura metálica da cobertura do Estádio Nacional Mané Garrincha -- e pela Alemanha, onde o governador iniciará as negociações para trazer ao DF uma prova do City Challenge, corrida automobilística centrada em tecnologias sustentáveis. Informações da Agência Brasília.


POLÍTICA
Aliança de Collor com Lula e Dilma incomoda aliados
Da redação em 29/09/2012 10:09:20

Vinte anos depois do abalo político que resultou na queda do então presidente Fernando Collor de Mello, protagonistas do episódio avaliam que o impeachment foi um marco na mudança política da sociedade, que, hoje, assiste a outro divisor de águas: o julgamento do mensalão. De lá para cá, muitos políticos mudaram de lado, mas o que ainda incomoda petistas e aliados do PT é a parceria entre Collor e os governos de Lula e Dilma.

 Presente na votação de 20 anos atrás, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) afirma que o fato histórico ainda marca a política brasileira, e é um dos poucos que fazem crítica aberta à aliança do PT com Collor:
— A todo instante o impeachment é lembrado, e como aperfeiçoamento da democracia. Collor cumpriu a sua pena, e o povo de Alagoas o elegeu. Mas, daí a fazer aliança política, vai uma grande distância. Se para ganhar for necessária uma aliança com o Collor, melhor perder.

Os petistas, em geral, evitam comentar essa aliança. Nem mesmo a então combativa deputada Luci Choinacki (PT-SC) critica.

— O PT não mudou. Os outros é que mudaram para se aproximar do PT — justifica.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), único senador do PT na época, lembra da atuação do partido pelo impeachment, mas não faz reparo à aliança:

— Eu e o deputado (José) Dirceu conversamos com Pedro Collor por cinco horas. No Senado, ele (Fernando Collor) já tinha renunciado, mas votamos a perda dos direitos políticos. Depois, ele foi eleito legitimamente e hoje tenho uma convivência positiva. Ele demonstrou junto ao Lula atitude de apoio a muitos atos.

Ex-presidente da CPI do PC Farias, o baiano Benito Gama é atualmente secretário do governo petista de Jaques Wagner, e, semana passada, assumiu a presidência do partido de Fernando Collor, o PTB. Ele lembra que sofreu muita pressão, sobretudo do governador Antonio Carlos Magalhães, de quem era aliado.

— Ele (ACM) queria que a bancada votasse unida (contra o impeachment), e eu disse que não podia. Hoje, o Judiciário está tendo uma atuação muito forte, a presidente Dilma tem apoio expressivo. O mensalão é outro marco na História política do país. Não tem apelo nas ruas, mas é muito importante.

Amir Lando (PMDB), senador que foi relator da CPI, hoje advoga em Rondônia e aguarda a oportunidade para assumir, como suplente, um mandato de deputado federal. Também faz a mesma avaliação:

— Foi um ganho para o país, um alerta de decência. Agora os eleitores estão participando mais ativamente da vida política do país.Informações de O Globo.


POLÍTICA
Vinte anos depois, Collor ainda responde no STF por crimes
Da redação em 29/09/2012 10:01:24

O Globo

Vinte anos depois de entrar para a História como o primeiro presidente da República a ser afastado do cargo por crime de responsabilidade, o agora senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ainda tem contas a acertar com a Justiça brasileira. O ex-presidente é acusado de cometer corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica no Supremo Tribunal Federal (STF), mesma Corte que hoje julga o escândalo do mensalão no governo Lula —que reúne no banco dos réus aliados e algozes de Collor, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o ex-ministro José Dirceu.

 Os crimes teriam sido praticados quando Collor ocupava a Presidência. Desde outubro de 2009, o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia. O procurador da República autor da denúncia, Luis Wanderley Gazoto, acredita que dois dos três crimes imputados a Collor — corrupção passiva e falsidade — possam estar prescritos. No caso de peculato, o ex-presidente só não se beneficiaria com a prescrição em caso de condenação à pena máxima de 12 anos de detenção, conforme o procurador.

Collor se livrou em 1994 do processo de corrupção. Por 5 votos a 3, o STF entendeu que não havia provas de seu envolvimento com as operações de arrecadação ilegal de dinheiro comandadas por Paulo César Farias, o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor. Faltou um ato de ofício para configurar que o então presidente da República tinha sido de fato corrompido. No julgamento do mensalão, o argumento jurídico que absolveu Collor está sofrendo uma ligeira mudança em sua interpretação. Os ministros do Supremo entendem agora que o ato precisa ser apontado, mas não precisa necessariamente ter se consumado.

A sessão histórica da Câmara que aprovou o impeachment do presidente começou às 9 horas do dia 29 de setembro de 1992, com 62 deputados no plenário. Até a hora de votação, à tarde, o quorum chegaria a 480 presentes. Mais de 80 deputados se inscreveriam para falar até que o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), anunciasse o resultado final: 441 votos pelo impeachment de Collor, 38 contra e uma abstenção. No plenário estavam nomes como Aécio Neves, José Serra, Nelson Jobim, Ulysses Guimarães, José Dirceu, José Genoino, Roberto Freire, Luis Eduardo Magalhães. À exceção do último, todos do mesmo lado: pró-impeachment.
Vigésimo quarto orador a falar, o hoje réu no processo do mensalão José Dirceu pregou em defesa do combate à corrupção. Na época era secretário-geral do PT, partido que hoje tem o senador Collor como aliado no Congresso:
— O que necessitamos no momento é de uma profunda reforma institucional que elimine da legislação eleitoral partidária as raízes e as causas da corrupção eleitoral, que elimine da legislação penal e tributária brasileira a base para os crimes eleitorais, para a corrupção e, principalmente, para a impunidade. Outros se sucederam. Na oposição, o PSDB defendeu a saída de Collor. Do então deputado José Serra veio o discurso mais contundente.

— O presidente da República não está sendo derrubado pelos seus adversários nem por cartórios organizados. Está sendo destituído pela marcha da insensatez que ele próprio deflagrou a partir da posse. São os fatos, a dura realidade dos fatos, e não a astúcia de seus opositores, que o condenam — disse Serra.
Do alto da tribuna, Nelson Jobim, relator do processo contra Collor, deu ares jurídicos e políticos ao caso. Citou o que fora apurado na CPI do PC e vaticinou:

— No início eram boatos em relação à conduta do senhor presidente da República. Logo a seguir, após o depoimento público do irmão, teve início um outro momento, o da comissão parlamentar mista de inquérito. Foi com ela que a nação começou a ficar perplexa. Lá foram expostos fatos, feitos desmentidos, comprovadas contradições e realizadas investigações. Da perplexidade, o país passou imediatamente à indignação: indignação com tudo que via e lia, indignação que fez com que a CPI aprofundasse mais a sua pesquisa sobre as ações do senhor Paulo César Farias. Essa pesquisa acabou chegando às portas do palácio presidencial.

Collor deixou o Planalto em 2 de outubro, entre vaias e aplausos dos servidores da Presidência. Às 10h40m, no helicóptero presidencial, fez um pedido: queria sobrevoar as obras de um Ciac, escolas pré-fabricadas e uma das marcas de sua gestão. O piloto avisou que o combustível só dava para ir até a Dinda. Collor soube ali que estava de fato fora do cargo. O vice Itamar Franco assumiu e ficou no posto até as eleições de 1994.

A derrocada do presidente que assumiu o cargo em 15 de março de 1990 congelando ativos financeiros até o limite de 50 mil cruzados novos começara meses antes. Em maio de 1992, Pedro Collor, o irmão desafeto, veio a público para testemunhar: PC Farias seria testa de ferro do chefe da nação. Dias depois, Collor convoca cadeia nacional — faria isso outras vezes com o agravamento da crise política — para se explicar e lamentar as declarações do irmão, que é afastado dos negócios da família pela mãe, Leda Collor. Em junho, a CPI mista é instalada no Congresso. Os acusados, ouvidos. PC Farias se limita a dizer que recebeu muitos pedidos de empresários, mas, crime, não cometeu.

Surge o personagem-chave, Eriberto França. O motorista declara que pegava cheques para pagar despesas da Casa da Dinda, residência oficial de Collor. A quebra de sigilo bancário descobre correntistas-fantasmas usados para movimentar o dinheiro do Esquema PC. Parte deles foi usada para pagar as despesas do presidente. O GLOBO noticia uma das mais simbólicas: o Fiat Elba que Collor usava em seus passeios dominicais. José Carlos Bonfim era o dono do cheque. José Carlos Bonfim não existia. Era um dos correntistas-fantasmas do esquema.

O novo processo contra Collor foi aberto em 2000, depois de idas e vindas entre o Supremo e a Justiça Federal. O Ministério Público Federal denunciou-o por envolvimento num suposto esquema de fraude em licitações e pagamento de propina. Conforme a denúncia, empresários do setor de publicidade pagavam propina a auxiliares diretos do então presidente. Em troca, as empresas ganhavam contratos em concorrências direcionadas. Contas pessoais de Collor, como pagamento de mesada para um filho só depois reconhecido pelo presidente, eram quitadas com a arrecadação ilícita, cita a denúncia.

A alegação final da Procuradoria-Geral da República, anexada aos autos ainda em 2008, ressalta que “o presente caso é absolutamente diverso de outros procedimentos já arquivados” no STF. Em setembro de 2009, o processo foi remetido para a nova relatora, ministra Cármen Lúcia. Não houve uma única movimentação desde então.

Por meio de sua assessoria, a ministra sustenta que o processo é longo e que precisou dar prioridade à ação do mensalão e à do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), que corriam maior risco de prescrição. Cármen Lúcia diz que o relatório e o voto estão prontos e serão repassados ao ministro revisor, Dias Toffoli, após o julgamento do mensalão.

Advogado de Collor no processo, Rogério Marcolini disse que o cliente é o maior interessado no julgamento. E que Collor não teve participação na seleção e contratação de agências de publicidade, e não foi beneficiado. Por isso, sustentou, será absolvido de novo.


DISTRITO FEDERAL
GDF aumentará impostos acima do INPC
Da redação em 29/09/2012 09:32:46

O Governo do Distrito Federal iniciou uma série de reajustes de impostos para o próximo ano. O primeiro tributo a ter o valor do serviço elevado e divulgado ontem no Diário Oficial do DF é a Taxa de Limpeza Urbana (TLP), que em 2013 será 7,52% mais cara em relação a este ano. O aumento é maior do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses — 5,35% —, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O tributo é cobrado no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que deverá ter reajuste de 5,3%, conforme o Correio antecipou na semana passada.

A Contribuição de Iluminação Pública (CIP) também será corrigida acima da inflação. O governo fixou o aumento em 8% para o valor da tarifa cobrada mensalmente na conta de luz. O cálculo da CIP leva em consideração o consumo de energia de cada unidade consumidora, sendo que os imóveis não residenciais, o que inclui indústrias, comércio e prédios públicos, deverão pagar mais caro.
 
O aumento da CIP é de competência do GDF. O reajuste não está relacionado à desoneração do setor elétrico anunciado pela presidente Dilma Rousseff no início deste mês. De acordo com o governo local, a elevação da tarifa é justificada pela necessidade de investimento no sistema. “O valor arrecadado com a tarifa é destinado à manutenção e ao custeio da rede pública de energia, além de investimento para a expansão do serviço”, explica o chefe da Coordenadoria de Assuntos Legislativos, da Secretaria de Governo do DF, José Willeman.Informações do Correio Braziliense.


GOIÁS
Em seminários por NY, Marconi apresenta potencialidades de Goiás
Da redação em 29/09/2012 01:14:01

 João Unes, A Redação
(de New York-EUA)

 
 Um caixeiro-viajante vendendo as oportunidades que Goiás oferece. Assim o governador Marconi Perillo define o seu papel na missão empresarial que comanda nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (28/9), Marconi promoveu dois grandes seminários sobre o Estado de Goiás para investidores e autoridades dos Estados Unidos.
 
O primeiro seminário, intituluado Nova Fronteira do Brasil – Como Investir em Goiás, um Estado da região Centro-Oeste, organizado pela Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos (Amcham), reuniu uma plateia formada por mais de 100 investidores e empresários, que lotou o tradicional Harvard Club. Em seguida, Marconi participou de almoço com cerca de 40 empresários no Conselho das Américas.
 
Nos dois eventos, o governador e o secretário da Industria e Comércio, Alexandre Baldy, mostraram os avanços socio-econômicos de Goiás, a infra-estrutura e os incentivos para indústrias e prestadores de serviço que desejam investir no Estado. “O Brasil passa por um momento de intenso crescimento”, disse Marconi. ”Modestamente, podemos dizer que Goiás é o novo Eldorado para investidores.”
 
O governador avaliou os dois eventos como extremamente positivos para o Estado. “Quando as pessoas são informadas da pujança econômica de nosso Estado, se impressionam muito e se interessam em conhecer melhor as oportunidades de investimento”, avaliou.
 
Marconi explicou que sua vinda aos Estados Unidos é parte de uma estratégia de divulgar o Estado. “As pessoas não vão adivinhar que existe um Estado que se chama Goiás, uma capital que se chama Goiânia, se a gente não vier aqui de forma agressiva para divulgar nossas potencialidades”, afirmou. “Ninguém é obrigado a saber que temos uma economia tão promissora.”
 
O governador disse ao jornal A Redação que o ambiente entre os Estados brasileiros é de competição intensa para atrair investidores. ”O que estamos fazendo é chegar na frente, fazer o que os outros não estão fazendo, que é mostrar as diferenças comparativas e competitivas no País”, explicou. “Enfim, nós estamos fazendo um papel de caixeiro-viajante, mostrando o que temos de melhor.”
 
Marconi disse que o crescimento de um País, Estado ou município, “depende muito da proatividade de seus agentes públicos, e é isso que estou fazendo aqui em Nova York e vou fazer em outras partes dos Estados Unidos no próximo ano.”


JUDICIÁRIO
Joaquim Barbosa emite nota ofensiva a colega
Da redação em 29/09/2012 00:40:45

"Um dos principais obstáculos a ser enfrentado por qualquer pessoa que ocupe a Presidência do Supremo Tribunal Federal tem por nome Marco Aurélio Mello. Para comprová-lo, basta que se consultem alguns dos ocupantes do cargo nos últimos 10 ou 12 anos". Esse é um trecho da nota do ministro Joaquim Barbosa, divulgada por seu gabinete após ele ter sido criticado pelo ministro Marco Aurélio Mello, pela discussão com Ricardo Lewandowski durante sessão de julgamento do mensalão, na quarta-feira (26/9). Reportagem sobre o assunto foi publicada no site G1.

Barbosa, relator do processo, e Lewandowski, revisor, discutiram durante cerca de 15 minutos por conta de uma divergência entre os dois. Marco Aurélio chegou a repreender Barbosa: "Policie a sua linguagem". Fora do plenário, o ministro questionou as condições de Barbosa para presidir o Supremo — ele substituirá o atual presidente, Ayres Britto, que vai se aposentar em novembro.

Segundo  Marco Aurélio, a eleição de Barbosa para o comando do STF não está em risco. Sobre o questionamento ele disse: “Só exteriorizei uma preocupação, que deve ser a preocupação geral. Quanto ao que poderíamos ter no futuro, admitindo a eleição dele [Barbosa]. Se eu não admitisse a eleição dele, não estaria preocupado”.

Em nota, Barbosa assegurou que caso venha a ter “a honra de ser eleito presidente da mais alta corte de Justiça do nosso país nos próximos meses”, como está previsto nas normas regimentais, não protagonizará “decisões rocambolescas”.

O relator o processo ainda informou que jamais tirou proveito de relações de natureza familiar.  Marco Aurélio é primo de Fernando Collor de Mello e foi indicado por ele para ocupar o posto de ministro no STF em 1990, quando Collor era presidente. Segundo o ministro, a crítica não o alcançou: “Infelizmente, ou felizmente, ele [Barbosa] não guarda parentesco com Collor”.

Na nota, Barbosa ainda afirmou: “Ao contrário de quem me ofende momentaneamente, devo toda a minha ascensão profissional a estudos aprofundados, à submissão múltipla a inúmeros e diversificados métodos de avaliação acadêmica e profissional. Jamais me vali ou tirei proveito de relações de natureza familiar".

A nota foi publicada pelo gabinete de Joaquim Barbosa. A Assessoria de Imprensa do STF não chegou a publicá-la, mesmo após ministro ter feito o pedido.

Joaquim Barbosa na presidência do STF

Um dia após Barbosa e Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão,  discutirem no plenário do STF, Marco Aurélio criticou o tom usado pelo relator para se contrapor ao voto do revisor e questionou uma futura gestão do colega na presidência do tribunal: “Como é que ele (Barbosa) vai coordenar o tribunal? Como vai se relacionar com os demais órgãos e demais poderes? Mas vamos esperar. Nada como um dia após o outro”.

Segundo Marco Aurélio, ele parte da premissa de que Barbosa será eleito para a presidência do STF, porém destacou que a eleição do relator não é automática.

Irritado com as declarações do colega de tribunal, Barbosa chegou a procurar Ayres Britto, ao final da sessão, para reclamar de Marco Aurélio. "Quem esse cara [Marco Aurélio] pensa que é?", afirmou o relator, no meio do plenário, ao chefe do Judiciário.

O escolhido para presidir o Supremo, por tradição, é o ministro mais antigo da corte que ainda não tenha ocupado o cargo. Porém, mesmo que de forma protocolar, os julgadores terão de votar, de forma secreta, para eleger Joaquim Barbosa o chefe do Judiciário.

Na nota, o relator do mensalão afirmou: “Estou certo de que de mim não se terá a expectativa de decisões rocambolescas e chocantes para a coletividade, de devassas indevidas em setores administrativos, de tomadas de posição de claro e deliberado confronto para com os poderes constituídos, de intervenções manifestamente "gauche", de puro exibicionismo, que parecem ser o forte do meu agressor do momento“.

Leia a nota do ministro Joaquim Barbosa:


"Um dos principais obstáculos a ser enfrentado por qualquer pessoa que ocupe a Presidência do Supremo Tribunal Federal tem por nome Marco Aurélio Mello. Para comprová-lo, basta que se consultem alguns dos ocupantes do cargo nos últimos 10 ou 12 anos. O apego ferrenho que tenho às regras de convivência democrática e de justiça me vem não apenas da cultura livresca, mas da experiência concreta da vida cotidiana, da observância empírica da enorme riqueza que o progresso e a modernidade trouxeram à sociedade em que vivemos, especialmente nos espaços verdadeiramente democráticos.

Caso venha a ter a honra de ser eleito Presidente da mais alta Corte de Justiça do nosso País nos próximos meses, como está previsto nas normas regimentais, estou certo de que de mim não se terá a expectativa de decisões rocambolescas e chocantes para a coletividade, de devassas indevidas em setores administrativos, de tomadas de posição de claro e deliberado confronto para com os poderes constituídos, de intervenções manifestamente "gauche", de puro exibicionismo, que parecem ser o forte do meu agressor do momento.

Ao contrário de quem me ofende momentaneamente, devo toda a minha ascensão profissional a estudos aprofundados, à submissão múltipla a inúmeros e diversificados métodos de avaliação acadêmica e profissional. Jamais me vali ou tirei proveito de relações de natureza familiar". Informações do Conjur.


SÃO PAULO
Dilma atende o PT e deve participar de comício de Haddad
Da redação em 28/09/2012 23:10:30

A presidente Dilma Rousseff deve viajar a São Paulo na segunda-feira, dia 1º, para participar às 17h de um comício do candidato petista à prefeitura da cidade, Fernando Haddad. No Palácio do Planalto, os preparativos para a viagem da presidente já estão em curso.

 O PT já fez uma consulta ao serviço de segurança da Presidência da República sobre o custo do deslocamento da presidente para o local do comício - pela legislação eleitoral, o partido do presidente deve custear suas despesas em campanha.

A previsão é que Dilma participe do comício às 17h. Às 19h, está prevista a ida da presidente a um evento da revista “Carta Capital”. Depois dos dois eventos, na mesma noite de segunda-feira, a presidente embarca para Lima, no Peru, para participar da reunião da Cúpula América do Sul Países Árabes (Aspa), nos dia 1 e 2 de outubro. Informações de O Globo.



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