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Brasília-DF, 01 de Outubro de 2005. Ano 1
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Lula reúne ministros hoje para discutir dólares de Cuba
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2005 10:17:11

A denúncia publicada no fim-de-semana pela revista Veja, de que o governo de Cuba repassou pelo menos US$ 3 milhões ao Partido dos Trabalhadores para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, mexeu com o governo. Nesta segunda-feira pela manhã o presidente Lula reúne no Palácio do Planalto os ministros da coordenação política para discutir o assunto. Eles vão avaliar a repercussão da reportagem junto à opinião pública e o quanto isso pode afetar a imagem do governo.

Irão participar do encontro os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda), Jaques Wagner (Relações Institucionais), Luiz Dulci (secretaria-geral da Presidência), Ciro Gomes (integração Nacional) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça). Lula passou o fim de semana com familiares, na Granja do Torto, em Brasília.

Segundo a revista, o dinheiro chegou ao comitê de Lula, em São Paulo, acondicionado em caixas de uísque e de rum cubano, numa complexa operação. Rogério Buratti e Vladimir Poleto (ex-assessores do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quando este era prefeito de Ribeirão Preto, SP) teriam testemunhado o transporte de dinheiro. A rota começava em Brasília, passava por Campinas e terminava em São Paulo, na sede do comitê eleitoral de Lula. O ministro afirmou que os relatos dos ex-colaboradores são "fantasiosos".

A legislação eleitoral brasileira veta o ingresso de recursos externos no caixa das campanhas políticas. A irregularidade é passível de impugnação do exercício do cargo.

A ligação do dinheiro com Cuba (país governado por Fidel Castro desde 1959), segundo os antigos assessores do ministro da Fazenda, teria sido revelada por Ralf Barquete, outro homem de confiança de Palocci. "Ele me perguntou certa vez sobre como trazer US$ 3 milhões de Cuba. Disse que poderia ser através de doleiros. Sei que o dinheiro veio, mas não sei como", disse Buratti à Veja. Barquete morreu em junho de 2004, de câncer.

Diplomata cubano - Segundo a reportagem, os supostos US$ 3 milhões vindos de Cuba foram recebidos pelo comitê eleitoral de Lula entre agosto e setembro de 2002, e ficaram sob a tutela do cubano Sérgio Cervantes, ex-diplomata de seu país no Rio de Janeiro e em Brasília.

Da capital federal a Campinas (SP), o montante teria sido transportado em um avião Seneca por Vladimir Poleto. O dinheiro, segundo a reportagem, estava acondicionado em duas caixas de uísque Johnnie Walker (uma Red Label e outra de Black Label) e uma de rum cubano Havana Club.

A recepção do dinheiro no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, teria sido feita por Ralf Barquete, a bordo de um automóvel Omega preto, blindado, supostamente dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo. De lá, o carro teria ido para o comitê de Lula, no bairro Vila Mariana, em São Paulo, aos cuidados do então tesoureiro Delúbio Soares.

Viagem - Segundo a revista, Poleto conta que, quando recebeu a missão de pegar o dinheiro cubano, foi orientado a ir ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ali, embarcou no Seneca, emprestado por Roberto Colnaghi, um empresário amigo de Palocci e um dos maiores fabricantes de equipamentos para irrigação agrícola do país. O avião decolou cedo de Congonhas, por volta das 6 e meia da manhã, e pousou em Brasília em torno das 10 horas. Ao contrário do que fora combinado, não havia nenhum carro à espera de Poleto no aeroporto da capital federal. Lá pelas 11 da manhã, chegou uma van. Depois de embarcar nela, Poleto foi levado a um apartamento em Brasília, de cujo endereço não se recorda. Foi recebido por um cubano, negro e alto, que lhe entregou as três caixas de "bebida", lacradas com fitas adesivas. "Lembro que era um apartamento simples", diz. De volta ao aeroporto de Brasília, as caixas foram embarcadas no Seneca e iniciou-se a viagem de regresso, que, por causa do mau tempo, terminou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e não em Congonhas.

Por celular, Poleto avisou o amigo Barquete da alteração de aeroporto e foi orientado a não desgrudar das caixas. Por volta das 7 da noite, Barquete, que vinha de Congonhas, chegou a Viracopos. Estava em um Omega preto, dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo, que hoje trabalha como motorista da representação do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro. O motorista ajudou a colocar as caixas no porta-malas e dirigiu o carro até São Paulo, onde o material foi entregue a Delúbio Soares. "Nunca recebi dinheiro de Ralf Barquete", mandou dizer o ex-tesoureiro do PT.

Na semana passada, Éder Macedo confirmou a expedição a Veja. "Não me lembro do dia em que isso aconteceu, mas aconteceu", disse. Por alguma razão Éder Macedo, pouco depois dessa confirmação, entendeu que não deveria falar do assunto e não atendeu mais os telefonemas de Veja, impedindo assim que a revista pudesse confirmar com ele outros detalhes. O Omega fora alugado pelo comitê eleitoral do PT. O dono da locadora chama-se Roberto Carlos Kurzweil, outro empresário de Ribeirão Preto. Kurzweil confirmou a Veja que cedeu os serviços de Éder Macedo, então seu motorista, para o PT.

Legislação proíbe - A Lei 9096, aprovada em 1995, informa que é proibido um partido político receber recursos do exterior. Se isso ocorre, o partido fica sujeito ao cancelamento de seu registro na Justiça Eleitoral. Ou seja: o partido precisa fechar as portas. O candidato desse partido – o presidente Lula, no caso – não pode ser legalmente responsabilizado por nada, já que sua diplomação como eleito aconteceu há muito tempo.

O recebimento de dinheiro estrangeiro, porém, não se resume a esse quadro simples. "Isso é a coisa mais grave que existe", diz o professor Walter Costa Porto, especialista em direito eleitoral e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "É tão grave, mas tão grave, que é a primeira das quatro situações previstas na lei para cassar o registro de um partido político. Isso é um atentado à soberania do país. É letal", comenta o ex-ministro. Caso as investigações oficiais confirmem que o PT recebeu dinheiro de Cuba, e o partido venha a ter o registro cancelado, o cenário político brasileiro será varrido por um Katrina: isso porque os petistas, sem partido, não poderiam se candidatar na eleição de 2006. Nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.






‘Sou candidato do Marconi’
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2005 10:10:35


Paola Franco, do Diário da Manhã

O empresário anapolino José Batista Júnior aparenta ser um homem mais simples do que podem imaginar os seus mais de 20 mil funcionários. Presidente do Grupo Friboi, o maior exportador de carne bovina da América Latina e quarto maior do mundo, ele está decidido a disputar o governo de Goiás em 2006 e garante: “Sou o candidato do governador Marconi Perillo”. O nome de Júnior do Friboi despontou no meio político após filiação ao PSDB, em 28 de setembro. Na ocasião foi lançado pré-candidato ao governo por Marconi. Na pesquisa do Instituto Serpes, ele aparece com 0,6% das intenções de voto, número que considera expressivo. “Nem esperava aparecer.”

Bastam cinco minutos de conversa para perceber que Júnior não é político. Ao menos, não aquele modelo tradicional conhecido por todos. Ele sabe disso e considera uma virtude. “Não sou político, nunca fiz politicagem. Eu diria que, como eleitor, espero um fato novo. E me considero esse fato novo”, garante. Sua estampa despojada mostra que está longe de ser o executivo padrão. Nada de terno e gravata. Apenas uma camisa simples, que traz no bolso esquerdo o logotipo da empresa criada pelo pai, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, em 1953. No pescoço, duas correntes de ouro com pingentes. Um deles, no formato de uma pequena bota com esporas, combina com seu sotaque interiorano. O outro, uma cruz com detalhes em prata, mostra que, apesar de não freqüentar a Igreja – como admite –, Júnior é religioso.

Antes de dar resposta ao convite, Júnior afirma ter consultado os peemedebistas Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal, e Iris Rezende, prefeito de Goiânia. Os detalhes dessas conversas ele relata na entrevista exclusiva a seguir, realizada na tarde do último sábado, em sua visita ao Diário da Manhã. Participaram da entrevista o repórter Welliton Carlos, o editor de reportagem, Ulisses Aesse, e o editor executivo Reale Palazzo. Ao fim de quase duas horas de conversa, uma certeza: se depender de vontade e determinação, Júnior será o candidato da base aliada em 2006.

Clique aqui para ler a entrevista



Novo relatório contra Dirceu deve ser lido às 14h30 de hoje
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2005 10:07:58


Os membros do Conselho de Ética da Câmara reúnem-se nesta segunda-feira (31) para a leitura do novo relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) sobre o processo disciplinar contra o deputado José Dirceu (PT-SP). O encontro ocorre às 14h30, no plenário 11 da Casa. Ainda hoje, se não houver pedidos de vistas, o parecer poderá ser apreciado e votado pelos parlamentares.

O documento recomendando a cassação do ex-ministro da Casa Civil foi aprovado pelo conselho na última quinta-feira (27) por 13 votos a 1. Uma nova votação da matéria é necessária porque, na mesma quinta-feira, o ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o relatório apresentado por Júlio Delgado sobre o assunto fosse refeito.

O parecer sobre o processo de perda de mandato do deputado Sandro Mabel (PL-GO) também deve ser apreciado e votado hoje (31) em uma reunião do conselho, às 9 horas. O relator da matéria é o deputado Benedito de Lira (PP-AL). A representação que originou a abertura do processo contra Mabel foi apresentada pelo PTB. O parlamentar é acusado de oferecer dinheiro à deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) para que ela mudasse de partido.


Fonte: Agência Brasil



Enquadramento na Feira dos Importados
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2005 01:15:09

Por Flaviana Andrade, do Jornal de Brasília

Os feirantes da Feira dos Importados têm até amanhã para atender às exigências da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Central de Abastecimento de Brasília (Ceasa). Ontem, o movimento na feira foi normal e quem transitou pelos corredores já pôde usufruir de mais espaço.

De acordo com o presidente da Associação da Feira dos Importados, Absalão Ferreira Calado, os corredores têm que ter 1,50 metro de largura e por isso vários feirantes tiveram que reorganizar seus boxes para que coubessem todas as mercadorias.

De acordo com o presidente da associação, outra exigência foi que a partir de amanhã, todos os estandes terão que ter seu próprio extintor de incêndio e todas as gambiarras de luz terão que ser substituídas por uma nova instalação elétrica.

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Denúncia de revista é fantasia, afirma ministro
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 14:30:54


Agência Brasil

"As especulações contidas em revista semanal, divulgadas neste sábado, não passam, como em outras oportunidades, de fantasia", afirmou neste domingo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Jacques Wagner, por meio de sua assessoria. Wagner negou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 tenha recebido contribuições em dinheiro de Cuba.

Segundo ele, "as contribuições e gastos da campanha presidencial de 2002 foram registrados com transparência pela frente partidária que apoiou o candidato Luiz Inácio Lula da Silva". Em entrevista à revista "Veja", dois assessores da Prefeitura de Ribeirão Preto durante a gestão do atual ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disseram ter ouvido que o governo cubano teria enviado dinheiro para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

Um dos ex-assessores, Rogério Buratti, diz ter sido procurado por Ralf Barquete, que foi secretário da Fazenda na administração Palocci. Barquete buscava, segundo Buratti, uma forma de trazer US$ 3 milhões de Cuba.

- Sei que o dinheiro veio, mas não sei como - disse Buratti, segundo a revista. Ralf Barquete morreu no ano passado.

Já outro ex-assessor, Vladimir Poleto, diz ter levado, em um avião, três caixas de bebida de Brasília a Campinas, no interior paulista. Lá, entregou-as a Barquete, que teria dito que as caixas continham US$ 1,4 milhão.



Denúncia de revista é injúria e calúnia, rebate governo cubano
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 14:26:59

Agência Brasil

A Embaixada de Cuba no Brasil classificou de "injúria" e "calúnia" a reportagem da revista "Veja" que circula neste fim de semana. Em nova oficial, a embaixada afirma que há uma "campanha de mentiras contra Cuba e o governo brasileiro". O governo cubano afirma jamais ter interferido em assuntos internos do Brasil.

Ainda de acordo com a nota, há uma campanha de mentiras contra Cuba e o governo brasileiro, para afetar as relações entre os dois países. Em entrevista à "Veja", dois assessores da Prefeitura de Ribeirão Preto durante a gestão do atual ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disseram ter ouvido que o governo cubano teria enviado dinheiro para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

Um dos ex-assessores, Rogério Buratti, diz ter sido procurado por Ralf Barquete, que foi secretário da Fazenda na administração municipal de Palocci. Barquete buscava uma forma de trazer US$ 3 milhões de Cuba, segundo Buratti:

- Sei que o dinheiro veio, mas não sei como - disse Buratti, segundo a revista. Ralf Barquete morreu no ano passado.

Já outro ex-assessor, Vladimir Poleto, diz ter levado, em um avião, três caixas de bebida de Brasília a Campinas, no interior paulista. Lá, entregou-as a Barquete, que teria dito que as caixas continham US$ 1,4 milhão.



A guerra de José Reinaldo e o clã Sarney
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 14:20:25

Andreza Matais e Carolina Guimarães, da Agência Nordeste

A sucessão em 2006 não acirra os ânimos apenas no cenário nacional. Nos estados, oposição e Governo também começam a agir pensando na eleição do próximo ano, que irá definir além do presidente da República, deputados federais e senadores, os novos governadores e deputados estaduais. Não é apenas o presidente Lula, muitos governadores também enfrentam comissões de inquéritos, denúncias e dificuldades para aprovar projetos de seus interesses neste final de mandato. No Maranhão, o governador José Reinaldo Tavares (PSB) observa um simples pedido de empréstimo se transformar num verdadeiro cabo-de-guerra.

De um lado da corda está o governador e partidos aliados, de outro os senadores maranhenses Roseana Sarney (PFL), Edison Lobão (PFL) e João Alberto (PMDB), que contam com a ajuda do senador José Sarney (PMDB-AP). José Reinaldo acusa abertamente o grupo adversário de impedir a liberação de um empréstimo de US$ 30 milhões do Banco Mundial (Bird) para o Estado.


Há um ano que o projeto de resolução – sem o qual o empréstimo não pode ser concedido – espera para ser analisado no Senado, mas a votação vem sendo protelada sucessivamente, segundo o governador maranhense, por pressão do grupo Sarney. “Estamos perplexos com o que está acontecendo. Eles não querem que nenhum recurso vá para o Maranhão no meu Governo porque acham que isso poderia me fortalecer. É uma coisa descabida. Muitos senadores nos disseram que nunca viram isso acontecer na Casa”, dispara o governador. Ele mesmo aponta os motivos: “A senadora Roseana Sarney é candidata ao Governo do Maranhão nas eleições do próximo ano e não quer que eu faça uma boa gestão”.

A acusação é devolvida pelo senador João Alberto (PMDB-MA). Segundo ele, quem está politizando a questão é o governador, pois o empréstimo “não irá resolver o problema do Estado” como quer fazer crer José Reinaldo Tavares. “Ele faz tudo isso pensando na eleição, fez da aprovação do empréstimo uma bandeira porque está sem dinheiro, porque não tem nenhuma obra andando no Estado e está preocupado”, rebateu. O peemedebista minimiza a importância do empréstimo. Conforme o senador, o pagamento das parcelas será feito em cinco anos e a primeira só virá em 2006, último ano do mandato de Tavares, no valor “irrisório” de R$ 6 milhões. “Será que é isso que vai resolver o problema do Estado?”, questiona Alberto, ressaltando que o Orçamento do Governo é de R$ 4 bilhões.

O governador admite que a guerra está praticamente perdida. “Se o projeto não for aprovado até o dia 14 de novembro, perde a validade e o Maranhão ficará dez anos sem poder solicitar ao Bird novos recursos para a área rural”, lamenta. O dinheiro irá beneficiar, segundo ele, 80 mil famílias da área rural, que concentra os piores indicadores do Maranhão. Os investimentos serão destinados às áreas de educação, saúde e produção.

Há duas semanas, o governador desembarcou em Brasília acompanhado de representantes da sociedade civil maranhense, que lotaram quatro ônibus, na tentativa de pressionar os senadores a aprovar o projeto de resolução. Ao lado de deputados federais da bancada maranhense, todos usavam uma faixa vermelha no braço com a inscrição: “Maranhão em estado de emergência”. Na ocasião, ganharam o apoio do presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-AL), mas não conseguiram ser recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partidário de José Sarney. Eles distribuíram panfletos em Brasília e colocaram outdoors em São Luis acusando diretamente os quatro senadores de empacarem a aprovação do empréstimo. “Isso pegou muito mal”, rechaçou João Alberto.

O protesto em Brasília, assim como a realização em São Luis um dia antes de um ato que reuniu 18 mil pessoas, não surtiu efeito. Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) protelaram novamente a votação. Desde abril que o projeto de resolução está parado na CCJ. O texto só foi aprovado até o momento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Desta vez, o pedido de vista partiu do senador João Batista Mota (PMDB-ES), o que, na avaliação do governador, evidenciou a manobra dos seus adversários. “Ele pediu vistas como se interessasse a um senador do Espírito Santo pedir mais tempo para analisar um projeto que vai ajudar a área rural do Maranhão”, indignou-se. Mota alegou que o texto do projeto de resolução estava “muito confuso” e, portanto, “precisa de mais análise”. Na verdade, Mota estaria barganhando a aprovação de um empréstimo similar para o seu Estado.

Os aliados do governador não têm dúvidas de que os senadores José e Roseana Sarney estão por trás das dificuldades impostas à aprovação do projeto. Citam como exemplo votações muito mais complicadas que tinham o interesse da dupla e que acabaram aprovadas no Senado. Na última semana, por exemplo, Sarney conseguiu incluir na segunda versão da “MP do Bem” o Amapá na “Zona Franca de Manaus”. A Câmara acabou rejeitando a mudança, mas o fato é que no Senado eles conseguiram fazer valer a tese.

O senador prefere não comentar a polêmica. Embora nos bastidores este seja um assunto recorrente, a assessoria de José Sarney informa que ele “não está nem um pouco preocupado com as críticas de José Reinaldo”. O governador ignora o deboche e segue no seu discurso. Acusa a família Sarney de ter transformado o Maranhão “num Estado que exporta gente”, negando a sua vocação inicial. “Ao invés de receber os imigrantes nordestinos, o Maranhão passou a exportar gente. Quinhentas mil pessoas saíram do Estado na última década devido à pobreza da área rural”, diz.

Segundo ele, metade da população do Acre hoje é de maranhenses que fugiram da miséria, assim como 30% da população do Amapá e 70% da população de Roraima. “O Maranhão é o Estado mais pobre da federação. Este empréstimo que estamos pleiteando iria ajudar a mudar esta realidade, mas já não acreditamos mais que o dinheiro seja liberado”, desabafa.

Não é o que diz o grupo adversário. Depois de mais um afastamento por causa de problemas de saúde, a senadora Roseana Sarney retomou na semana passada o mandato e promete desmontar as acusações de José Reinaldo se empenhando para aprovar o empréstimo. Uma nova votação está prevista para depois da semana do feriado de Finados.




‘‘Sou candidato a presidente da República’’
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 14:04:50


VICTOR HUGO LOPES, do Jornal Opção


O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse com exclusividade ao Jornal Opção que é, sim, candidato à Presidência da República em 2006. E não brinca em serviço. Já definiu bandeiras de campanha e até mesmo como vai apresentá-las à sociedade. O senador, que já governou o Distrito Federal e foi ministro da Educação, afirma que está no páreo, mas não confirma alianças políticas ou possíveis coligações. Talvez aguarde um sinal verde sobre se haverá ou não verticalização.

Cristovam Buarque afirma que um de seus principais projetos de campanha será a criação de um sistema nacional de educação. A idéia traz no bojo a premissa de que o ensino fundamental, hoje sob a responsabilidade dos municípios, deveria ser transferido para o governo federal por meio de uma parceria melhor estruturada. Para isso, seria criado o Ministério da Educação Básica, que deixaria o atual Ministério da Educação (MEC) mais voltado para o ensino médio e superior.

O senador avalia que é necessário levar a educação para o governo federal. Tanto que considera necessária uma pasta ministerial específica para a educação fundamental. De acordo com ele, isso focalizaria o problema e o sanearia da melhor maneira possível. A concentração de esforços otimizaria os resultados.

Cristovam Buarque falou ao Jornal Opção na quinta-feira, 27, por telefone, enquanto aguardava um vôo para a Venezuela, em um aeroporto de São Paulo. O senador havia sido convidado pelo presidente Hugo Chávez para participar de um evento que comemorou a erradicação do analfabetismo naquele país. “A minha confirmação dentro do partido como candidato à Presidência deve sair nos próximos dias.” Na ocasião, aproveitou o momento e pediu o voto do repórter.

O senador avalia que o Brasil poderia estar perto de comemorar 100 por cento de alfabetização, como agora o faz a Venezuela. Neste momento, dá uma alfinetada no governo Lula. Cristovam Buarque avalia que havia programas sólidos de educação no país, que foram destituídos ou congelados pelo MEC. “Ao final do mandato do presidente, em 2006, poderíamos comemorar a erradicação do analfabetismo caso houvesse prosseguimento nos programas. Seriam 10 milhões a mais de alfabetizados.”

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Maguito na frente de Iris em Goiás
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 02:33:30

Uma disputa semelhante a que ocorre no PFL-DF entre o deputado federal José Roberto Arruda e o senador Paulo Octávio, que são pré-candidatos à sucessão do governador Joaquim Roriz, está acontecendo dentro do PMDB de Goiás. Uma pesquisa do Serpes, divulgada na edição de hoje do jornal O Popular, mostra que o senador Maguito Vilela tem 29,1% das intenções de voto para as eleições de 2006 contra 21,4% do prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado.

Segundo o jornal, a larga vantagem do PMDB na primeira pesquisa Serpes/O POPULAR para as eleições ao governo estadual de 2006 levou as lideranças do partido a reforçarem o apelo à manutenção da unidade interna. O sinal amarelo de uma possível cisão interna acendeu depois que o grupo ligado ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende, propalou a expectativa de que ele ultrapasse em breve o senador Maguito Vilela nas pesquisas.

De fato, a comparação dos números do Serpes com pesquisas anteriores realizadas pelo PMDB mostra uma significativa reação do prefeito no último levantamento. A diferença está concentrada basicamente no desempenho positivo do prefeito na capital e na região central do Estado.

A relação de forte proximidade entre Iris e Maguito é, apesar de vantajosa do ponto de vista eleitoral, um desafio para o senador. Ao mesmo em que tem a oportunidade de associar-se aos resultados administrativos da Prefeitura de Goiânia, ele tem diante de si o próprio desejo do prefeito de testar o poder de fogo de sua própria postulação.

Já o prefeito precisa desvencilhar-se do compromisso, fortemente repetido durante a campanha, de concluir o mandato em Goiânia, que termina em 2008. “Goiânia decidirá”, diz Iris, que se lançaria candidato caso estivesse em melhor situação nas pesquisas que Maguito ou o prefeito Adib Elias (Catalão). Caso entre no pleito, ele também terá de convencer a mulher Iris Araújo a desistir da candidatura ao Senado para evitar o discurso da “panelinha” do adversário.

“Maguito vai precisar da interferência de Iris a seu favor na convenção”, diz um auxiliar próximo ao gabinete do prefeito. Ele relembra a pré-campanha de 1994, quando Iris intercedeu por Maguito quando o secretário de Transportes, Naphtali Alves, era o favorito nas bases do partido. Uma amostra do quanto a unidade é vista como importante para vitória em 2006.

Fonte: O Popular, de Goiânia



Programas sociais ajudam Lula
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 02:05:07

Marcelo Diego, da Folha de S.Paulo


As taxas de aprovação da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e de intenção de voto no petista são maiores do que a média entre as pessoas beneficiadas diretamente ou que têm familiares contemplados pelos programas sociais do governo, indica pesquisa Datafolha feita em 20 e 21 de outubro.
O levantamento aponta que, na média, 28% dos brasileiros consideram o governo Lula bom ou ótimo -mesmo percentual dos que o classificam de ruim ou péssimo. Para 42%, a administração é classificada de regular.
Já entre os que são beneficiados pelos programas sociais (diretamente ou por meio de familiares) o índice de bom ou ótimo pula para 34% -seis pontos acima da média nacional. Nesta faixa de entrevistados, a taxa de ruim ou péssimo cai para 24%.
Essa aprovação maior se reflete também nas intenções de voto para a Presidência da República em 2006. O petista consegue percentuais mais elevados de eleitores entre aqueles beneficiados por programas como o Bolsa-Família.
Nos cenários traçados para o primeiro turno, Lula bateria todos os adversários, se votassem apenas os brasileiros que participam ou têm alguém da família beneficiado por programas sociais federais. A intenção de votos para Lula varia de 37% (numa disputa contra José Serra, do PSDB, que ficaria com 26%) a 40% (em um embate com o também tucano Geraldo Alckmin, que não passaria de 11%), entre os beneficiários destes projetos.
São números melhores do que a média nacional. Segundo a pesquisa, as intenções de voto em Lula no primeiro turno variam de 30% (contra Serra, que teria 27%) a 33% (contra Alckmin, que atingiria 16%).
Num eventual segundo turno, se votassem apenas os beneficiados pelos programas sociais, Lula teria uma folgada vantagem sobre seu oponente mais próximo: 49% contra 41% de José Serra.
Entre o total da população, a situação do petista não é tão confortável. O presidente não seria reeleito, perdendo no segundo turno para Serra por 45% a 41% -a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Ou seja, Lula hoje enfrentaria dificuldades para conseguir um segundo mandato. Mas conta com forte apoio entre aqueles que têm contato com os programas sociais. Quanto mais beneficiados forem, maior tende a ser sua força eleitoral em 2006.

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PTB ensaia candidatura própria do GDF
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 01:54:35

Por Priscila Mesquita, do Jornal de Brasília


Pode surgir mais um nome do grupo da base de apoio a Roriz para concorrer à vaga ao Palácio do Buriti. Em almoço do PTB, ontem, o presidente do partido no DF, deputado distrital licenciado e secretário de Trabalho, Gim Argello, disse que não está descartada a hipótese de formação de uma chapa no partido para concorrer ao GDF. "Se isso acontecer, nosso nome forte é o do senador Valmir Amaral", completou.

Perguntado sobre a possibilidade, o senador não confirmou nem negou. "O partido e eu ainda vamos definir meu futuro", desconversou. "Não sei nem se ainda vou concorrer a algum cargo, mas essa discussão só começará em março", complementou.

O ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal Jofran Frejat, que se filiou recentemente ao PTB, apóia o nome de Valmir Amaral. ""Estou disposto a ajudar o senador na campanha para se tornar o governador", declarou, ao microfone, para cerca de 200 pessoas que participavam do almoço.

Cauteloso, porém, Gim Argello ressalta que as negociações se concretizarão apenas em março. "Estamos avaliando várias possibilidades reais, porque o nosso partido não depende da verticalização", explica Argello. Segundo o secretário, a direção nacional do partido já decidiu que não lançará candidato à Presidência da República. No âmbito estadual, a legenda não terá restrições em relação às coligações que queira fazer.

Largada - O almoço numa churrascaria da cidade serviu como pontapé para o ano eleitoral do PTB. A maior parte dos candidatos a deputado federal e a deputado distrital estava presente ao encontro e aproveitou para se apresentar aos outros postulantes a cargos políticos.

Jofran Frejat será candidato a deputado federal. O ex-integrante do PP – partido de Benedito Domingos – pensou até em deixar a política de lado e não concorrer a nenhum cargo nas próximas eleições, mas foi convencido do contrário. "O Gim e outros colegas me mostraram a importância da minha candidatura e eu mudei de idéia", contou ontem. Frejat foi secretário de Saúde do DF por muitos anos e seu potencial de votos é muito grande.

A esperança do partido é trazer com os votos de Frejat mais um deputado federal, já que a intenção é ter pelo menos três representantes na Câmara dos Deputados.

Dedé Roriz, sobrinho do governador Joaquim Roriz, é outro candidato do partido. Aos 28 anos e concorrendo pela primeira vez, ele espera seguir os passos de Frejat. "Ele é um puxador. Luto para ser o primeiro suplente dele. Quero criar uma secretaria da juventude no DF", disse.

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Abadia tenta reeleição ou encerra carreira
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 01:44:03

Luciana Navarro, do Jornal do Brasil

A vice-governadora Maria de Lourdes Abadia assume o governo em abril do ano que vem e tem duas alternativas para as eleições de 2006: sai para reeleição ao cargo de governadora ou não concorre a nenhum cargo político. A segunda hipótese é considerada por muitos como absurda pois o partido tem nomes fortes para a candidatura à Presidência da República.
- O PSDB vem muito forte com as candidaturas nacionais e a orientação do partido é que saia com candidatura em todas as unidades da federação - afirma Abadia, que mesmo assim não se qualifica como candidata.

Segundo a vice-governadora, o partido vem construindo uma candidatura majoritária no País, mas o lançamento de um nome ao governo no DF depende do momento, do desempenho nacional do partido e do apoio de Roriz e de outros partidos à candidatura tucana no DF.

- O que eu não posso é definir isso agora. Além disso, não vou me lançar candidata sem falar com o Roriz. Eu não tenho idade para brincar mais. Temos que partir para coisa sólida. Ninguém ganha sozinho em Brasília. Se não tiver uma união a gente corre risco - diz Abadia ao lembrar do primeiro turno da eleição de 1998, quando perdeu para Cristovam Buarque por poucos pontos.

Independente da orientação nacional do PSDB, a vice-governadora garante que quer se manter leal a Roriz. Ela não dá certeza nem mesmo se o governador vai deixar o governo em abril.

- Por enquanto são só suposições. Uma delas é a de que todo partido terá um candidato, o Roriz vai sair para o Senado e só vai tomar decisão sobre quem apoiar no segundo turno - analisa a vice-governadora, primeira a declarar-se convicta de que será inevitável o lançamento de mais de um candidato à sucessão de Roriz.

Abadia ressalta a mesma intenção do governador em manter uma candidatura única ao GDF, mas não sabe se isso será possível por conta da verticalização.

- São cenários completamente diferentes. Perguntamos no Congresso e escutamos que a verticalização vai cair. Outros dizem que vai permanecer - conta.

Abadia acredita que é cedo para definir as candidaturas, mas está contente com o apoio que tem recebido dos militantes do PSDB. Na semana passada, em festa do parttido em Planaltina, 680 pessoas se filiaram à legenda.

- Muitos dos novos filiados me disseram que o partido que eles mais identificam com a continuidade do governo de Roriz é o PSDB. Então, já está havendo uma percepção da população da necessidade de continuação das obras e ações sociais e, nesse caso, me apontam como a candidata capaz de prosseguir o trabalho iniciado por Roriz - comemora Abadia antes de ressaltar que ainda não é candidata.

Segundo a vice-governadora, essa decisão será tomada junto com o partido em momento apropriado. No dia 18 de novembro, a cúpula tucana se reúne em Brasília para convenção nacional da legenda. Nessa data devem intensificar as negociações para as candidaturas regionais e nacionais do PSDB.



Pesquisa é trunfo maior na sucessão do DF e Arruda larga na frente
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 01:41:45

Luciana Navarro, do Jornal do Brasil

A disputa política entre os partidos da base governista que pretendem lançar candidato ao governo do Distrito Federal está hoje focada na conquista do apoio do governador Joaquim Roriz (PMDB). A um ano das eleições a corrida pelo aval do governador é o que mais movimenta os candidatos. Aos poucos, porém, as pesquisas começam a mostrar peso crescente. E todas elas colocam em primeiro lugar um candidato, o deputado José Roberto Arruda, que nem pertence ao PMDB de Roriz, mas ao PFL.
Na quarta-feira passada, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, almoçou com Roriz para discutir o apoio dele a um dos nomes colocados pelo partido na corrida ao Buriti. São justamente o deputado José Roberto Arruda e o seu maior adversário interno, o senador Paulo Octávio.

– Ele foi almoçar com o Roriz porque quer estar informado sobre a posição do governador – explica o deputado federal Osório Adriano (PFL - DF), que diz conhecer muito bem a decisão do governador, evitando anunciar candidato porque isso poderia atrapalhá-lo no fim do seu mandato.

Segundo o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), Roriz continua a peça principal do tabuleiro político. Caldas acredita, porém, que a transferência de votos por parte de Roriz é limitada, ainda que os pré-candidatos prefiram não se dar ao luxo de perder esse apoio porque, assim, não precisam fazer campanha contra o governador.

– Não se sabe qual a porcentagem de votos que Roriz é capaz de transferir, mas mesmo assim o apoio dele é importante – analisa o professor.

Clique aqui para ler mais no Caderno Brasília, do Jornal do Brasil



Agora é guerra
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 01:33:32

Tereza Cruvinel, O Globo

Preparemo-nos para uma longa e sangrenta campanha presidencial que consumirá o resto deste ano e entrará 2006. É nisso que vai desembocando a crise politica deflagrada pelo estouro da máquina petista de distribuir dinheiro para concentrar poder. O que se segue agora é a fuzilaria entre o PT ferido e o bloco PSDB-PFL de olho na boa chance de voltar ao governo.

Na semana passada, saindo do encolhimento de cinco meses para o ataque, o PT abriu fogo em seu programa nacional na televisão contra a oposição. Esta semana é o PSDB que responde, também na televisão. Primeiramente, destinando cinco dos 20 minutos dos programas regionais que começam a ser veiculados amanhã para responder ao PT e fustigar o governo Lula. Depois, por meio de comerciais curtos que serão exibidos em cadeia nacional. A inserção nos programas regionais foi regravada neste fim de semana por causa do ataque petista de quinta-feira e do anúncio da direção petista, na sexta-feira, de que pode pedir a cassação do senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, ao Conselho de Ética do Senado. Isso deixaria o senador impossibilitado de renunciar, tal como aconteceu com José Dirceu, que também teve sua cassação pedida por um presidente de partido, Roberto Jefferson, do PTB. Ter um cassável em suas fileiras é o preço que o PSDB pode pagar por ter demorado a remover Azeredo do cargo.

Além de recordar tudo o que já foi revelado sobre o esquema do valerioduto e do mensalão, sobre a empresa do filho do presidente Lula, com aporte da Telemar, sobre o uso de caixa dois na campanha presidencial, os tucanos vão rebater os números apresentados pelos petistas numa comparação desfavorável ao governo Fernando Henrique (que o PT acusou de quebrar o Brasil e vender as estatais em processo suspeito de corrupção). A média de crescimento econômico no governo passado, disse o programa petista, foi de 2,2%. No Governo Lula, "só em 2004" o país cresceu quase 5%. Comparação tecnicamente imperfeita, que apresentou contra a baixa média da era tucana o melhor ano de Lula.

Nenhum dos três presidenciáveis tucanos — José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves — aparecerá nos comerciais ou na inserção nacional. A disputa está acesa entre Serra e Alckmin e tende a se acirrar na medida em que as pesquisas apresentam o prefeito de São Paulo com maiores chances de derrotar o presidente Lula.

Na guerra aberta, Lula é que pagará pela decisão petista, que tentou em vão evitar, de partir para o tudo ou nada. O PFL apresentará mesmo uma queixa-crime contra Lula, por uso de caixa dois na campanha eleitoral, ainda que isso reforce o movimento para cassar Azeredo, a quem se atribui o DNA do valerioduto. A queixa-crime, se aceita, pode resultar em processo de impeachment, uma palavra que as oposições já haviam tirado do vocabulário da crise. A 11 meses da eleição presidencial, o processo de impedimento teria poucas chances, inclusive temporais, de ocorrer. Mas criada a situação, estará a oposição realizando seu desígnio do início da crise: sangrar Lula ao longo da campanha para levá-lo exangue às urnas.

Clique aqui para ler mais em O Globo



Passarinho: Lula sabia de tudo e merece impeachment
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2005 01:09:18

Magno Martins, da Agência Nordeste

Ex-ministro dos governos Médici, Geisel e Collor, presidente da histórica CPI do Orçamento, o ex-senador Jarbas Passarinho acha que o presidente Lula já deveria estar respondendo a um processo de impeachment. “As oposições ainda não pediram a cassação por conveniência política. O mensalão está provado e Lula sabia tudo. Afinal, não teria 80% de apoio do Congresso apenas pelos seus belos olhos”, desabafa Passarinho, ao romper o seu silêncio nesta entrevista exclusiva à Agência Nordeste.

Para o ex-ministro, até a demissão de José Dirceu, da Casa Civil, Lula implantou no Brasil, sem o aval do Congresso, uma espécie de parlamentarismo disfarçado. “Lula era o chefe de Estado e Dirceu o chefe do Governo”, afirma. Passarinho diz, ainda, que o mandato Lula é o terceiro governo neoliberal de Fernando Henrique. “Lula trocou apenas o Malan pelo Palloci”, ironiza.

Colecionador de verdadeiros dossiês dos políticos brasileiros, Passarinho tem em sua casa um vasto arquivo do que Lula disse no passado e que não pratica hoje, no poder. Chega até ao campo pessoal. “Eu tenho uma entrevista dele à revista Playboy, quando disse várias besteiras, entre as quais a de que iniciou sua vida sexual no Nordeste com animais”, ataca. Passarinho acha que Lula ainda continua sendo a melhor alternativa do PT para 2006 por falta de concorrentes, mas prevê: “Lula passou da fase de imbatível para a de possível derrotado”.

Principais trechos da entrevista:

Agência Nordeste - Qual a visão do senhor sobre a crise nacional?

Jarbas Passarinho - A origem da crise está no PT. Não foi um partido que saiu vitorioso, mas uma frente. A partir do momento em que chegou ao poder, Lula já encontrou dissidências dentro do seu próprio partido, especialmente entre os que não concordam com a política econômica. Percebi que as coisas não iam dar certo quando Lula começou a pegar o apoio dos venais. Eu sempre digo que Lula não comprou essa gente, mas alugou, porque essa gente não se vende, aluga-se. Amanhã muda o Governo e essa gente vai junto, desde que paguem, claro.



AN - Li, recentemente, duras críticas do senhor ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pela pregação estapafúrdia dele em relação ao caixa 2. Ele pisou na bola?

Passarinho - O ministro da Justiça não é bem um jurista, é um grande defensor de bandidos. Então, ele sabe diferenciar as penas, das leves as mais duras e acha que o caixa 2 é uma pena mais leve. O mensalão foi uma palavra mal colocada, com valor retórico. Pode até não ter sido pago por mês, mas era periódico. O que querem mais? O recibo de alguém que se vendeu? Com o mensalão, o Governo chegou a até 80% de apoio no Congresso, para derrubar conquistas da sociedade, como o absurdo do aposentado da Previdência ter que pagar mais 11% daquilo que ela já tinha. E resultado está aí: o fantástico rombo da Previdência.

AN - A incoerência é mais de Lula ou do PT?

Passarinho - De ambos. Eu tenho, nos meus arquivos, um volume muito grande de entrevistas de Lula, até uma primeira na revista Playboy em que ele dizia coisas engraçadas, como “mulher basta pegar na mão. Depois de pegar na mão...” Outra que ele fala na iniciação sexual no Nordeste com animais. A única experiência de Lula vem de um sindicato. É muito fácil comandar colegas para pedir melhores salários e melhores condições de trabalho. Dirigir um País? Ele não tem capacidade e isso, no meu entender, completa a crise, que também tem seu componente ético e moral. Veja quantos grupos de trabalho o Lula criou! Acho que são quase 100.

AN - O senhor acha que essa crise pode dar em impeachment?

Passarinho - Infelizmente, a crise tomou proporções que poderão chegar ao impeachment, o que, no meu entender, seria muito traumático.

AN - E por que não abriram o processo de impeachment? Pela biografia de Lula?

Passarinho - Não abriram exatamente por conveniência política. Eu nunca entendi como um homem inteligente como Fernando Henrique pudesse pedir ao Lula que se declarasse desvinculado de qualquer possibilidade de reeleição. Você não lembra? Que diabo é isso? Que barganha é essa? Isso me faz lembrar a estória do Castelo com o Ademar de Barros: esqueça o seu passado que penso o seu presente.

AN - O senhor reconhece algum avanço no Governo Lula?

Passarinho - O Governo Lula é, na verdade, o terceiro mandato de Fernando Henrique. Trocou o Pedro Malan pelo Antônio Palloci. Daí, a razão de estarem chamando ele de neoliberal.

AN - Resumindo, Lula e o PT são uma fraude?

Passarinho -Uma fraude em que partidos de oposição se fixaram nele apenas para uma barganha. Serei mais claro: querem que ele, o presidente, se destrua para não ser o candidato em 2006, já que era visto como o favorito, mas não é mais, para que essa gente, a da oposição, possa chegar ao poder. Resumindo, isso é uma luta pelo poder, ao invés de ser luta por princípios que devem reger uma política no Brasil.


AN ­- Como o senhor avalia o fato do presidente, apesar disso tudo, voltar a recuperar sua popularidade?

Passarinho - A recuperação é tímida, está dentro da margem de erro. Diante dos fatos, era para ele cair mais, mas o Lula tem uma capacidade extraordinária de inverter os fatos. O comandante é o único responsável pelo que se faz ou deixa de fazer na sua unidade. Ele conseguiu fazer crer, especialmente a arraia miúda, de que foi traído. Na hora que ele diz que foi traído, chama esses mesmos traidores para o Palácio, e diz: “Vocês não são corruptos. Cometeram apenas um erro, o erro do caixa 2”. Lula deve estar muito qualificado para dizer isso, porque foi candidato quatro vezes e deve ter feito caixa 2 quatro vezes. Veja bem: vem o Hélio Bicudo e Heloísa Helena e dizem: “Ele sabia”. A Heloísa pode estar cheia de ressentimento, mas o Bicudo não.


AN - Ele sabia de tudo, então?

Passarinho - Sem dúvida alguma. Sabia de tudo. Ele teria somente com seus belos olhos 80% dos votos no Congresso? Claro que não. Ele foi atrás dos venais, daqueles partidos de aluguéis. O mensalão, no meu entender, está comprovado. Se não foi uma prática mensal, foi periódica, o que não é diferente a natureza do seu crime.


AN - Como o senhor avalia o cenário eleitoral de 2006. Lula perdeu a condição de favorito?


Passarinho - Não gosto de fazer futurologia, mas ousaria dizer o seguinte: para uma reeleição, há quatro meses atrás, Lula era imbatível. Depois, perdeu essa condição e virou um potencial candidato. Hoje, ele ainda tem esse potencial por falta de opositores que o eleitor possa confiar. Falar em candidatos como Garotinho, fica difícil, não? Mesmo assim, veja que ele já aparece nas pesquisas perdendo nas projeções de segundo turno. Assim, ele sai da condição de imbatível, passa para favorito e, possivelmente, derrotado.

AN - Mas, que chances o presidente tem de superar essas adversidades?

Passarinho - Ele tem ainda um ano pela frente. Se conseguir desviar os focos de crise, como fez agora, aproveitando a gripe aviária para encobrir o problema da aftosa, terá dado um passo importante. Ele tem essa enorme capacidade. Veja que não se fala mais com tanta ênfase em aftosa. Não se sabe quanto o País perdeu e ainda vai perder com esse surto. Eu só comparo esse episódio àquele que Fernando Henrique viveu com a crise de energia, o chamado apagão. O apagão de Lula é a aftosa. Isso é o que o mantém ainda vivo. Onde está o programa Fome Zero? O que ele fez? Juntou aquilo que já estava feito e criou um novo Funrural, que criei quando ministro. Pegou a bolsa-escola, que queria ser o pai e assim demitiu o ex-ministro Cristovam Buarque pelo telefone, juntou mais alguns vales disso e daquilo outro, e chegou à bolsa-família. Esses penduricalhos, que são os mesmos penduricalhos do Fernando Henrique, ele chamou de esmola no passado. Sabidamente, ele passa para um reduto a impressão de que foi ele quem criou tudo isso, quando sabemos que não foi. Lembra do mico que esse Governo pagou, quando a modelo Gisele Bündchen doou um cheque e não sabiam onde pôr, simplesmente porque não haviam sequer aberto uma conta no banco? Depois, vieram os empresários rurais, doaram toneladas de alimentos e eles não sabiam onde armazenar. Aí, perderam aliados de primeira hora do programa, como o Frei Betto, que dizem que não é nem frei nem Betto, o bispo Evaristo Arns e tantos outros. Todos esses concluíram que o Lula é um homem bom, mas não está preparado para governar o País.



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