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PMDB faz caça às bruxas em Goiás
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:33:59

Bruno Rocha Lima - Diário da Manhã

Após a derrota do candidato a governador Maguito Vilela, a nova batalha do PMDB passa a ser o reestabelecimento de sua unidade interna. Ainda na divulgação do resultado do 1° turno das eleições, o partido se dividiu em acusações sobre eventuais culpados pelo infortúnio eleitoral. Situação que se agravou com a consumação da derrota de Maguito no último domingo. Na atual caça às bruxas peemedebista, o alvo preferencial tem sido o maior cacique do partido, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, acusado de ter atrapalhado a campanha de Maguito e dos candidatos proporcionais do partido em Goiânia, priorizando apenas as candidaturas de Iris Araújo à Câmara Federal e Thiago Peixoto à Assembléia Legislativa.

Ontem, o coordenador da campanha maguitista, Frederico Jayme, voltou a atacar a atuação de Iris durante a disputa, desta vez de forma mais explícita. “Iris foi deselegante com Maguito, não teve um comportamento de estadista, de líder. Usou a máquina da prefeitura e o prestígio que tem apenas em benefício próprio”, disse, citando a candidatura de Iris Araújo.
No último domingo, após a divulgação do resultado das eleições, o ex-conselheiro do TCE marcou entrevista coletiva à imprensa para falar sobre a derrota, mas acabou restringindo suas declarações nas críticas a Iris. Segundo assessores do prefeito, ele não irá responder às acusações para não polemizar com Frederico. “Já estou acostumado com isso. Os sucessos do PMDB sempre são compartilhados por todos, mas as derrotas sempre caem sobre meus ombros”, desabafou ontem o prefeito a aliados.

Ao tomar conhecimento da afirmação de Iris, Frederico voltou à carga: “Mas é sempre culpa dele mesmo.” O ex-conselheiro do TCE prega uma “reciclagem de comportamento” no partido, e diz que não teme que suas declarações causem fissuras na legenda. “Essa desculpa de manter a unidade interna não passa de um pretexto para que Iris continue tratando o PMDB como propriedade particular dele. Em nome da unidade, nós perdemos a eleição”, protestou.

Parte do PMDB segue a linha de Frederico e joga nas costas do prefeito a derrota de Maguito, mas poucos são os que se arriscam a declarar abertamente. “A pressão que o prefeito exerceu para tirar os candidatos a deputado de Goiânia deixou muita gente chateada. Até os vereadores foram coagidos a apoiar só quem Iris indicasse”, afirma um parlamentar peemedebista. “Essa atitude do Iris desagregou o partido e fez com que cada um fosse cuidar da sua candidatura, deixando Maguito sozinho na campanha”, diz a mesma fonte.

O deputado federal Luiz Bittencourt também falou ontem sobre renovação no partido, alegando que o PMDB ainda mantém estruturas oligárquicas de divisão de poder. “Temos que promover uma reestruturação do PMDB. O partido tem que adquirir um perfil mais orgânico, valorizar as bases, dar espaço para novas lideranças”, disse, negando que sua afirmação era direcionada a Iris.

Questionado sobre o posicionamento de Frederico Jayme, o deputado Romilton Moraes, líder do partido na Assembléia, disse que a discussão é salutar, e que, através dela, o partido poderia se reerguer. “Não entro nessa briga, mas não é de todo ruim que aconteça esse debate, o partido não vai rachar só por causa disso”, afirmou, acrescentando entretanto que não era apenas de uma só pessoa a culpa pela derrota. “Perdemos no dia que vetamos o vice do PT. Depois disso, o resto foi varejo.”

Iristas – Ontem, uma ala do PMDB torceu o nariz para as declarações de Frederico, pregando que este não é o momento adequado para lavar a roupa suja. “Agora é hora de nos unirmos e estabelecermos objetivos para o futuro. E o Iris continua sendo um líder e terá que tomar frente do partido, pois só ele tem força para manter a unidade no PMDB”, acredita o presidente regional da legenda, Nailton Oliveira. O presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Sodino Vieira, diz que Frederico Jayme não fala em nome do PMDB, mas dele próprio, e pede uma trégua. “No calor da derrota, é normal que surjam conflitos, mas acho que todo mundo tem que dar um tempo para esfriar a cabeça. O partido é maior que a candidatura”, afirma.

Sintoma da atual falta de unidade do PMDB, o diretório estadual do partido tenta junto à direção nacional adiar as eleições para escolha dos representantes dos diretórios municipais da legenda, marcada para o dia 2 de dezembro. “Temos que refletir muita coisa ainda, as eleições e seus efeitos ainda estão muito recentes”, afirma Nailton. O PMDB goiano também tenta adiar as eleições para escolha da direção estadual do partido, que estão marcadas para o final dezembro.

Maguito faz questão de se manter afastado da briga interna provocada por sua derrota. Até ontem, o peemedebista ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre seu insucesso nas urnas. Ele passou o dia em Jataí, sua cidade, e viajou ontem para Brasília.




'Veja' acusa PF de 'abuso' em depoimentos de jornalistas
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:31:47

Da Agência Estado

O site da revista Veja na internet informa que três de seus jornalistas sofreram "abusos, constrangimentos e ameaças em um claro e inaceitável ataque à liberdade de expressão garantida na Constituição" durante depoimento hoje, na Polícia Federal de São Paulo.

Segundo a revista, "a pretexto de obter informações para uma investigação interna da corregedoria sobre delitos funcionais de seus agentes e delegados", a PF intimou cinco jornalistas a prestar depoimentos. Todos eram responsáveis pela apuração de reportagens que relataram o envolvimento de policiais em uma "operação abafa" destinada a afastar Freud Godoy, assessor da presidência da República, da tentativa de compra do dossiê Vedoin.


Desses jornalistas intimados, o delegado Moysés Eduardo Ferreira ouviu hoje Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro. Segundo os jornalistas, a inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos. "As perguntas giraram em torno da própria revista que, por sua vez, pareceu aos repórteres ser ela, sim, o objeto da investigação policial", diz o texto. Segundo a Veja, não houve violência física, mas o relato dos repórteres deixa claro que foram cometidos abusos, constrangimentos e ameaças.


A revista cita vários momentos de constrangimento enfrentados pela jornalista Julia Duailibi durante o depoimento, como perguntas sobre os motivos pelos quais ela escrevera "essa falácia" e acusações da revista para "fabricar" notícias contra a Polícia Federal.


Testemunhas


Embora os repórteres da Veja tenham sido convocados como testemunhas, eles não puderam se consultar com a advogada que os acompanhava, Ana Dutra. Segundo a revista, "todo e qualquer aparte de Ana Dutra era considerado pelo delegado Ferreira como uma intervenção indevida" e, em determinado momento, Ferreira ameaçou transformar a advogada em depoente.


Também foi negado aos jornalistas o direito a cópias de suas próprias declarações. O delegado teria alegado que tais depoimentos eram sigilosos. A repórter Júlia Duailibi também teria sido impedida de conversar com o repórter Marcelo Carneiro.


Segundo a nota da, "a estranheza dos fatos é potencializada pela crescente hostilidade ideológica aos meios de comunicação independentes, pelas agressões de militantes pagos pelo governo contra jornalistas em exercício de suas funções e, em especial, pela leniência com que esses fatos foram tratados pelas autoridades".





PFL anuncia que não fará aliança com PSDB em 2010
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:29:43

Da AE

O secretário-executivo do PFL, Paulo Queiroz, informou hoje que a Executiva Nacional do partido, em reunião hoje, decidiu que não repetirá a aliança com o PSDB nas eleições de 2010. "O PFL está consciente de que, se quiser sobreviver como partido, terá que correr com sua própria equipe e seu próprio carro. Não dá mais para fazer o papel de mecânico no box de outra escuderia", afirmou.

Na mesma linha, o deputado eleito Alceni Guerra (PR) citou sua condição de médico para dizer que "não se pode errar o diagnóstico, sob risco de perder o paciente". Guerra propôs que o partido lance não apenas candidato a presidente da República em 2010, mas também obrigue todos os diretórios municipais a disputarem as prefeituras com candidatos próprios. "Depois de perder uma eleição, o único remédio à altura é perder o medo da derrota. O PT se construiu assim", disse Alceni Guerra.



Governo anuncia medidas contra crise aérea
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:28:16


da Folha Online, em São Paulo e em Brasília

O governo federal anunciou nesta terça-feira medidas para conter a crise no tráfego aéreo e reduzir os atrasos nos vôos, mas admitiu não ter garantias de que a situação se normalize para o feriado prolongado de Finados (2 de novembro).

"Estamos trabalhando para uma solução mais rápida possível", disse o ministro da Defesa, Waldir Pires, após reunião no Palácio do Planalto, que contou, também, com o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as medidas previstas para minimizar os transtornos estão o remanejamento de rotas --com o objetivo de evitar o espaço aéreo de Brasília-- e a restrição de vôos de aeronaves pequenas durante os horários de pico. O ministro da Defesa "convidou" controladores aposentados a auxiliar nos radares e, na próxima segunda-feira (6), será lançado um edital de concurso público para a contratação de controladores civis, com previsão de 64 vagas.

Segundo Pires, as medidas devem "repor, gradativamente, a eficiência da aviação civil no país". O ministro confirma que o quadro está "difícil", mas diz esperar "redução dos atrasos" nos próximos dias.

Os passageiros enfrentam atrasos de duas horas, em média, nos principais aeroportos do país desde a última sexta-feira (27), quando controladores de tráfego aéreo colocaram em prática a chamada operação-padrão.

A Aeronáutica, que nega a operação, diz que os problemas são conseqüência do controle de fluxo aéreo e admite que a região controlada pelo Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), com sede em Brasília, está desfalcada após o afastamento de oito controladores que estavam de plantão no dia 29 de setembro, quando caiu o Boeing da Gol.



PT e PFL divergem sobre futuro da influência da família Sarney
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:26:09


Com Agência Brasil

O presidente do PT no Maranhão, deputado Domingos Dutra, considera que a derrota de Roseana Sarney (PFL) na disputa pelo governo do estado significou “o começo do fim da última oligarquia do país”. Já o líder da oposição na Assembléia Legislativa do Maranhão, deputado César Pires (PFL), acha que o resultado “não marca o fim de uma situação, mas apenas a vitória de Jackson Lago”.

Lago, do PDT, foi eleito no segundo turno com 51,82% dos votos válidos, contra 48,18% de Roseana, do PFL. Filha do senador e ex-presidente José Sarney, Roseana foi governadora de 1994 a 2002 e desde então é senadora. O atual governador é José Reinaldo Tavares (PSB), antigo aliado da família Sarney que apoiou a campanha de Jackson Lago.

“Seria um grande contra-senso do Maranhão não dar cabo de um passado retrógrado. Houve mudanças no perfil político de estados vizinhos, como Piauí, Ceará, Tocantins e Pará. Ainda bem que acompanhamos essa tendência”, assinalou Dutra, que trocou a cadeira de deputado estadual por uma de federal.

O parlamentar, no entanto, acha prematuro decretar o fim do domínio dos Sarney no Maranhão. “Eles estão feridos, mas ainda vivos”. Ele acredita que José Sarney tentará tirar proveito junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja reeleição ele apoiou, para “manter um poder paralelo, de conchavos federais”.

Dutra completou: “Essa família tem nas mãos a maioria dos cargos federais aqui no Estado. E ainda costuma jogar contra o Maranhão, quando impede que autoridades federais nos visitem e boicota recursos para o governo estadual”.

De acordo com o deputado César Pires, a família Sarney manterá suas fortes bases de apoio no Maranhão, por ser “detentora de um poder nacional”. “Temos 19 deputados estaduais, nove federais e três senadores. Isso mostra que os Sarney têm peso político. Ou seja, uma derrota não pode significar um desprestígio para a família”.



Bornhausen diz que PFL não tem intenção de dialogar com Lula
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:24:30

Do Diário OnLine

O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, afirmou nesta terça-feira que seu partido não tem intenção dialogar diretamente com o presidente da República reeleito pelo PT no último domingo com mais de 58 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva.

Perguntado pelos jornalistas, Bornhausen procurou deixar claro que o PFL continuará fazendo dura oposição ao governo Lula. “Nós não atravessaremos a rua para falar com o presidente, nossa trincheira é o congresso nacional. Lula poderá conversar com o PFL através dos seus líderes no Congresso Nacional”, assinalou.

De acordo com o líder pefelista, o resultado do pleito, que colocou a legenda na oposição, deve ser encarado de forma democrática. Para tranqüilizar o povo brasileiro, ele afirmou que não irá criar empecilhos para que bons projetos sejam aprovados.



Justiça concede habeas corpus e Vedoin deixará a prisão
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 20:23:17


O TRF (Tribunal Regional Federal) concedeu habeas corpus nesta terça-feira ao empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da planam, empresa acusada de liderar o esquema de venda e compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.

Vedoin foi detido pela PF (Polícia Federal) no dia 15 de setembro, em Cuiabá (MT), quando tentava negociar com petistas um dossiê que ligaria políticos do PSDB com a ‘máfia das ambulâncias’.

Na época, a PF apreendeu com ele um DVD, vídeo e fotos que mostravam o ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), numa solenidade em 2001 de entrega de ambulâncias da máfia.

A intenção dele era entregar o material para os ex-petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que foram detidos no mesmo dia em um hotel de São Paulo com R$ 1,7 milhão, dinheiro que seria utilizado para comprar os documentos anti-tucanos.

A decisão do desembargador Cândido Ribeiro foi acatada pelos outros juízes. A Justiça alega que houve excesso na manutenção de sua prisão, já que ele tinha prisão preventiva, de no máximo 30 dias. Assim que a ordem chegar em Cuiabá, Vedoim deve ser solto.



Renan será o interlocutor de Lula no PMDB
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 16:17:58


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deixou claro nesta segunda-feira, ao comentar o desempenho do seu partido nas eleições de 2006, que vai trabalhar internamente para conseguir trazer para o lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as mais diversas alas peemedebistas. Atualmente, o PMDB é uma legenda dividida entre os que declaram apoio incondicional ao governo federal, caso de Calheiros, e os que são favoráveis a uma independência, como presidente da sigla, deputado federal reeleito Michel Temer (SP).

“Agora, o partido quer aproximar suas correntes para que continue cumprindo seu importante papel na governabilidade, cuja participação não deve ser medida pela mera ocupação de espaços em ministérios, mas na efetiva formulação de políticas públicas para o país”, disse o parlamentar, que exaltou os resultados peemedebista nas urnas, com a eleição de sete governadores. “O PMDB viveu seu melhor momento em eleições, fez o maior número de governadores, deputados federais e de senadores”, disse.




PFL discute eleições e expulsão de Roseana Sarney
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 16:15:23


A Comissão Executiva Nacional do PFL se reúne nesta terça-feira para discutir os resultados das eleições 2006 e analisar o caso que deve resultar na expulsão da senadora Roseana Sarney, candidata derrotada nas urnas ao governo do Maranhão e que declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O PFL sofreu alguns golpes duros nos pleitos de outubro. Além da não eleição de Geraldo Alckmin (PSDB), o partido conseguiu eleger apenas um governador – José Roberto Arruda, no DF (Distrito Federal). Na Câmara, os pefelistas formam a terceira maior bancada, juntamente com o PSDB, cada um com 65 deputados eleitos (PMDB elegeu 89 e PT, 83). No Senado as coisas foram diferentes e o PFL deve ter a maior bancada, juntamente com o PMDB.



D. Cláudio Hummes é eleito pelo papa para cargo no Vaticano
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 16:12:16

Do Diário OnLine
Com AFP



O cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, foi nomeado pelo papa Bento XVI para supervisionar a atividade dos padres pelo mundo. Ele sucederá o colombiano Dario Castrillón Hoyos como prefeito da Congregação do Clero.

Hoyos, 77 anos, irá se aposentar por causa da idade. D. Cláudio, 72, também cuidará de aspectos da educação religiosa, assim como as finanças das paróquias.

Hummes, que foi bispo diocesano de Santo André antes de assumir a maior arquidiocese católica do país, chegou a ser cotado no ano passado com um dos sucessores de João Paulo II. Ele é o segundo brasileiro a ser nomeado para dirigir uma congregação. O primeiro foi Dom Agnello Rossi, indicado em 1970 pelo papa Paulo VI, para prefeito da Congregação para Evangelização dos Povos.

Nascido em 8 de agosto de 1934, em Montenegro, a 100 quilômetros de Porto Alegre, Hummes é arcebispo de São Paulo desde 1998. Considerado "de centro", a meio caminho da ala conservadora da Igreja brasileira e dos defensores da Teologia da Libertação, ele dirige uma das principais arquidioceses do mundo, composta de 261 paróquias que agrupam algo em torno de nove milhões de fiéis.

Hummes foi ordenado padre da Ordem dos Franciscanos em 1958, em Divinópolis, Minas Gerais, e então nomeado bispo de Porto Alegre, em 1975. Alguns meses depois, foi designado bispo diocesano de Santo André, onde ficaria até 1996, data em que foi promovido arcebispo de Fortaleza, processo que culminou com sua nomeação em São Paulo, em abril de 1998. Cláudio Hummes é cardeal desde 21 de fevereiro de 2001.

Durante seus 21 anos de trabalho em Santo André, ele construiu 80 paróquias, organizou 50 centros comunitários, fundou dois seminários e uma faculdade de teologia. Autor de vários livros, Hummes preconiza "um diálogo com as religiões cristãs, com o Islã, com a ciência e a biotecnologia".



Arruda quer parceria com o MP
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 08:18:34

Do Jornal de Brasília

O governador eleito José Roberto Arruda (PFL) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) serão parceiros na busca de soluções para os problemas do DF. Pelo menos é o que Arruda e o procurador-geral do MPDFT, Leonardo Bandarra, garantiram ontem pela manhã, após reunião de mais de uma hora na sede do órgão judiciário. "Queremos manter boas relações institucionais para o benefício da sociedade. O Ministério Público vai participar com orientações jurídicas para a formulação de políticas públicas. Seremos parceiros da legalidade", assegurou Bandarra.

Arruda revelou que o encontro de ontem é o primeiro de uma série de reuniões que acontecerão entre o governo eleito e o MP. "Essa é uma primeira visita, um gesto de apreço e respeito. Começamos a trabalhar hoje pela harmonia, respeitando a independência de cada poder e construindo um estado de legalidade", disse. "Hoje, colhemos informações sobre os relatórios, ações e investigações do MP e, com isso, já podemos começar o governo sem errar. Os dados que nos deram servirão para pautar nossas decisões para os primeiros dias do nosso governo", avaliou Arruda.

A idéia é que os técnicos das equipes de transição, sob o comando do vice-governador eleito, senador Paulo Octávio, se reúnam com os promotores de diversas áreas temáticas para buscar soluções para os desafios que o novo governo enfrentará a a partir do ano que vem. "O MP, eu e Paulo Octávio queremos, por exemplo, resolver em definitivo as questões sobre o uso indiscriminado do solo", garantiu o governador eleito, que ontem recebeu do procurador-geral um relatório sobre a questão do transporte público, a exemplo dos ônibus que circulam sem licitação.

"Vamos repassar todas informações para os coordenadores das áreas temáticas das equipes de transição. Estamos nos colocando à disposição do MP e devemos nos reunir com os procuradores setoriais que têm informações mais aprofundadas", explicou Paulo Octávio, que também participou do encontro e que no próximo dia 12 se reúne com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington.

Lula
Hoje, no começo da tarde, Arruda se encontra com a direção nacional do PFL para ouvir qual será a posição política do partido em relação ao governo federal, que será comandado por mais quatro anos pelo presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Essa é a única unidade da Federação em que o PFL saiu vitorioso. Vamos ouvir do partido para saber a posição política em relação ao quadro nacional", afirmou Arruda.

O pefelista, no entanto, fez questão de frisar que há diferenças entre as posições políticas que assumir e o seu comportamento enquanto gestor público. "São duas coisas distintas: as minhas posições políticas e o meu posicionamento enquanto governador do DF. Como hospedeiro dos poderes da República, posso dizer que a minha relação com o Planalto será a mais cordial possível", esclareceu.




Os novos governadores eleitos
Enviado por Carlos Honorato em 31/10/2006 08:10:41


Da Reuters e O Globo Online

Numa virada sensacional, o governador Roberto Requião (PMDB) foi reeleito no Paraná, derrotando Osmar Dias (PDT) com uma vantagem de apenas 0,2% no segundo turno (cerca de 10 mil votos). Requião esteve atrás durante quase toda a apuração, mas a diferença, que chegou a 11% no início da computação dos votos, foi caindo até a virada, na reta final. ( Confira aqui imagens dos governadores eleitos neste domingo )
A virada se consolidou com 99,05% das urnas apuradas. Requião assumiu a liderança com 50,01% (2.668.611 votos) dos votos válidos, deixando Dias com 49,99% (2.658.132 votos). A reeleição só foi garantida com 99,87% das urnas apuradas. A diferença entre Requião e Dias foi de 10.479 votos. O índice de votos em branco foi de 1,51% (88.774 votos). Já o de votos nulos foi de 7,75% (455.079 votos).

Primeiro resultado veio do Rio de Janeiro

O candidato ao governo do Rio pelo PMDB, Sérgio Cabral, foi o primeiro novo governador conhecido neste segundo turno, com 5.129.064 votos (68% dos válidos). Denise Frossard (PPS) ficou com 2.413.546 votos (32%). Foram 1.202.206 votos nulos (13,36%) e 257.100 brancos (2,86%). Votaram neste segundo turno no Rio 10.891.293 eleitores.
Na primeira declaração como governador eleito, Cabral prometeu um governo de diálogo, tanto com o governo federal como com a prefeitura.

No Maranhão, uma derrota para a família Sarney

O candidato do PDT ao governo do Maranhão, Jackson Lago, foi eleito, vencendo a senadora Rosena Sarney (PFL) . Lago teve 51,82% dos votos válidos, contra 48,18% da candidata, filha do ex-presidente José Sarney. Foram 1.393.754 votos para o pedetista contra 1.295.880 votos para Roseana.
A disputa foi dura e só ficou definida na reta final. No primeiro turno, Roseana, que liderava as pesquisas com 66% - o que lhe garantia a vitória sem segundo turno -, saiu das urnas com 47,21% e se viu obrigada a uma nova eleição com o ex-prefeito de São Luís, que teve 34,62% dos votos. Ela, que está com os dias contados no PFL por apoiar a campanha de Lula à presidência, liderava as pesquisas no primeiro turno, mas Lago acabou vencendo de virada.

Pela primeira vez, uma mulher à frente do RS

A candidata do PSDB, Yeda Crusius , será a primeira mulher a assumir o governo do Rio Grande do Sul. Yeda foi a grande surpresa das eleições no primeiro turno. Ela teve 53,94% dos votos válidos, contra 46,06% do petista Olivio Dutra.

Na semana que antecedia a eleição do dia 1º de outubro, Yeda estava em terceiro lugar nas pesquisas, mas terminou liderando com 32,90% dos votos válidos.
Desde o início das sondagens, o atual governador do estado, Germano Rigotto (PMDB), aparecia na frente, mas amargou a terceira colocação com 27,12% do total de votos no dia 1º. O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, do PT, foi o segundo colocado, com 27,39% dos votos e carimbou sua vaga para o segundo turno.

Senadora Ana Júlia se recupera no segundo turno e conquista o Pará

A senadora do PT Ana Júlia conseguiu se recuperar no segundo turno das eleições para o governo do Pará e conquistou o governo do estado. Com 100% dos votos apurados, Ana Júlia alcançou 54,93% dos votos válidos (1.673.602) e Almir Gabriel, do PSDB, 45,07% (1.373.435). Ela chegou ao dia da eleição tecnicamente empatada com o tucando Almir Gabriel.
A senadora vence depois de 12 anos de domínio do PSDB no estado. Para o PT, a vitória de Ana Júlia neste segundo turno foi a mais simbólica por ter reproduzido a disputa nacional com o PSDB.
— Eu vou governar para 100% do Pará. Vou estar junto do presidente Lula, o que vai dar condições para fazer um governo no Pará. Foi fundamental a nossa aliança _ disse Ana Júlia.

A senadora petista, eleita em 2002, teve 37,45% dos votos no primeiro turno. Há seis anos, elegeu-se como a vereadora mais votada no estado, com mais de 26 mil votos.

Reeleição na Paraíba

O tucano Cássio Cunha Lima venceu a disputa pelo governo da Paraíba. O estado reelegeu seu governador com 51,35% dos votos válidos (1.003.102 votos), enquanto seu adversário, José Maranhão (PMDB), teve 950.269, equivalentes a 48,65%.
Em 1986, Cássio filiou-se ao PMDB, partido do atual adversário. Foi deputado federal por duas vezes (1987-1991 e 1995-1999). Aos 23 anos, foi considerado o parlamentar mais jovem da Constituinte. Na época, chegou a vice-líder do PMDB, por indicação de Mário Covas. Foi também prefeito de Campina Grande (1997-2000 e 1995-1999). É filho do ex-governador e atual deputado federal Ronaldo Cunha Lima. Declarou patrimônio no valor de R$ 499.036,03 para a Justiça Federal.

Reeleição também em Santa Catarina

O atual governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), permanece no cargo. O peemedebista foi reeleito com 52,71% dos votos válidos (1.685.184 votos). Esperidião Amin (PP) teve 47,29% dos votos válidos, um total de 1.511.916 de votos.
Como em 2002, Luiz Henrique chegou ao segundo turno com Esperidião Amin, do PP. Quatro anos depois, em busca da reeleição como governador, obteve 48,9% dos votos. Foi filiado ao extinto MDB e, pelo partido, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina (1975-1977).

Já no PMDB, no qual ingressou em 1980, foi deputado federal por quatro vezes consecutivas, de 1983 a 1996. Ocupou também o Ministério da Ciência e Tecnologia no governo Sarney (1987-1988), foi prefeito de Joinville (2003-2006) e governador de Santa Catarina (2002-2006).

Ex-ministro Eduardo Campos vence eleição em Pernambuco

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Eduardo Campos (PSB) venceu neste domingo a disputa pelo governo de Pernambuco, com 65,36% dos votos válidos. Campos obteve 2.623.297 votos. Mendonça Filho (PFL) encerrou a eleição com 34,64% dos votos válidos e um total de 1.390.273 votos. O índice de votos em branco foi de 2,39% (111.805). Já o de nulos foi de 11,68% (545.749).
Eduardo Campos entrou na disputa para o governo de Pernambuco em terceiro lugar nas pesquisas, bem atrás do governador Mendonça Filho (PFL) e do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT). O jovem socialista conseguiu, no entanto, chegar ao Palácio das Princesas graças à tradição política de sua família e ao apoio do presidente Lula.
Eduardo Henrique Accioly Campos é neto de Miguel Arraes, uma das maiores figuras políticas de Pernambuco e governador do Estado por três vezes. Campos teve o primeiro cargo público em 1987, quando foi chefe de gabinete do avô. Quatro anos depois, tornou-se deputado estadual (1991-1995) e foi deputado federal três vezes (1995-1999, 1999-2003 e 2003-2007).

Em Goiás, Alcides Rodrigues (PP) leva o segundo turno


O candidato do PP ao governo de Goiás, Alcides Rodrigues, venceu a eleição com 1.508.024 (57,14%) votos. Maguito Vilela, do PMDB, teve 42,86% dos votos válidos, o que correspondem a 1.131.106 votos. Rodrigues foi considerado matematicamente eleito quando a apuração no estado alcançou 90,85% das urnas apuradas. Ele tinha 57,28% dos votos válidos, à frente do candidato do PMDB, com 42,72% dos votos válidos.
O candidato do PP substituiu Marconi Perillo no governo estadual, em abril deste ano, quando o tucano deixou o cargo para disputar o Senado. Rodrigues terminou o primeiro turno na liderança com 48,22% dos votos. O médico de 55 anos já foi deputado estadual (1991-1993) e interrompeu seu mandato depois de ter sido eleito para a prefeitura de Santa Helena de Goiás.
Em 1998, foi vice na chapa de Marconi Perillo ao governo do estado. Os dois foram reeleitos em 2002. No ano seguinte, ocupou o cargo de prefeito de Anápolis, em Goiás, por conta de uma intervenção determinada pelo então governador Marconi Perillo, a quem sucedeu no governo em 2006. Declarou ter R$ 309.919,27 em bens para a Justiça Eleitoral.

Vilma já é a governadora eleita do Rio Grande do Norte

Após a totalidade das urnas apuradas no Rio Grande do Norte, a governadora Vilma Faria (PSB) foi reeleita com 52,38% dos votos válidos e 824.101 votos. Garibaldi Alves (PMDB) teve 47,62% dos votos válidos e 749.172 votos totais.
Vilma foi apoiada pelo presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Um empate técnico foi o resultado do primeiro turno, com ligeiro favoritismo de Vilma.
Garibaldi teve o suporte do PFL, que estava coligado com o PSDB em torno da candidatura de Geraldo Alckmin, mas no segundo turno tentou descolar sua imagem da do tucano. Na última pesquisa do Ibope divulgada no dia 28 de outubro, Vilma Faria tinha 55% dos votos válidos contra 45% de de Garibaldi Alves.

Das 27 unidades da federação, 17 escolheram seus novos governadores no primeiro turno . Foram eles:
Acre - Binho Marques (PT); Alagoas - Teotonio Vilela Filho (PSDB); Amazonas - Eduardo Braga (PMDB); Amapá - Wáldez Góes (PDT); Bahia - Jaques Wagner (PT); Ceará - Cid Gomes (PSB); Distrito Federal - José Roberto Arruda (PFL); Espírito Santo - Paulo Hartung (PMDB); Minas Gerais - Aécio Neves (PSDB); Mato Grosso do Sul - Andre Puccinelli (PMDB); Mato Grosso - Blairo Maggi (PPS); Piauí - Wellington Dias (PT); Rondônia - Ivo Cassol (PPS); Roraima - Ottomar Pinto (PSDB); Sergipe - Déda (PT); São Paulo - José Serra (PSDB); Tocantins - Marcelo Miranda (PMDB)



Cientistas decifram genes do câncer de mama e do cólon
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2006 20:33:25


Da BBC Brasil


Os cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, dos Estados Unidos, anunciaram ter decifrado o código genético completo do câncer de mama e de cólon, o que pode abrir caminho para novos tratamentos.

O mapeamento genético mostra que quase 200 genes que sofreram mutação - a maioria deles desconhecida até o presente - contribuem para o surgimento, crescimento e propagação dos tumores.

Em artigo publicado na revista Science, os pesquisadores afirmam que a descoberta pode levar a maneiras mais eficazes para se diagnosticar o câncer em um estágio inicial, o que geralmente dá mais perspectivas de sucesso no tratamento. Além disso, ela possibilita tratamentos personalizados.

'Projeto genético'

Os cientistas dizem ainda que a descoberta sugere que o câncer é mais complexo do que a comunidade científica acreditava. Os genes dos dois tipos de câncer estudados são praticamente distintos, o que sugere que cada um segue um caminho de desenvolvimento bastante diferente do outro.

Segundo os pesquisadores, cada tumor parece ter um "projeto" genético específico, o que poderia explicar por que cada câncer varia de pessoa para pessoa. "Nenhum paciente é idêntico", disse Victor Velculescu, um dos
autores do estudo. Agora, a equipe vai estudar como as mutações ocorrem, tanto no câncer de mama quanto no de cólon.

Descobertas anteriores a respeito da genética do câncer já haviam levado a estratégias de diagnóstico e tratamento precoces. Um exemplo é a droga trastuzumabe, cujo nome comercial é Herceptin, que atinge um receptor em células do câncer de mama formado pelo gene HER2.

Personalização

Para Ed Yong, do Cancer Research UK, entidade britânica de pesquisa do câncer, disse que o estudo americano é "muito importante". "A maioria dos genes identificados nesta pesquisa nunca havia sido relacionado ao câncer antes", afirmou. "Esses genes podem oferecer uma base de investigação para
cientistas que estão buscando novas maneiras de detectar e tratar a doença." "No futuro, espera-se que seja possível planejar métodos personalizados de prevenção ou tratamento, que atendam ao perfil genético de cada paciente", disse Yong. "Estudos como este podem nos ajudar a atingir este objetivo."




Em Goiás, a vitória da humildade
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2006 11:17:53


Warlem Sabino - Diário da Manhã


Com mais de 377 mil votos de frente, o governador Alcides Rodrigues (PP), da Coligação do Tempo Novo, foi reeleito ontem para mais quatro anos à frente do Palácio das Esmeraldas. O pepista teve 57,14% dos votos válidos (1.508.024) contra 42,86% (1.131.106) do senador Maguito Vilela (PMDB), da coligação Goiás Melhor para Todos.

A vitória confirmou todos os institutos de pesquisa de Goiás, que deram vantagem confortável a Alcides desde o final do primeiro turno (dia 1º de outubro) – chegou a ter 22 pontos percentuais de frente e venceu com 14 pontos de vantagem. A tendência de crescimento do peemedebista, registrada no início desta semana, perdeu fôlego.

Maguito praticamente não conseguiu crescer no segundo turno. Teve quase o mesmo número de votos do primeiro turno (1.123.139). Pouco adiantou a interferência do presidente Lula na campanha goiana e a vinda do marqueteiro Augusto Fonseca (indicado pelo PT nacional).

A conquista de Alcides fortalece o senador eleito Marconi Perillo (PSDB), que se cacifa como a maior liderança política do Estado. É a terceira vitória seguida do Tempo Novo ao governo do Estado, que tirou o grupo de Iris Rezende (PMDB) do poder em 1998 – os peemedebistas detinham a administração estadual havia 16 anos. A situação só não é pior à sigla porque Iris é prefeito de Goiânia e Maguito pode ser indicado a ocupar um ministério (especula-se o do Esporte).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi reeleito com folga sobre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) – 60,81% a 39,19%, com 99,78% das urnas apuradas. As duas vitórias foram derrotas do denuncismo. Tanto Lula quanto Alcides sofreram calúnias no primeiro e segundo turno. Entretanto, os candidatos responderam à altura, com uma campanha limpa e tiveram a bênção das urnas. “A verdade venceu a mentira”, resumiu Marconi.

Humildade – A trajetória de vitória de Alcides é no mínimo surpreendente. O início desfavorável nas pesquisas dificultou o lançamento de sua candidatura. O PSDB, partido de Marconi Perillo, estava rachado – não se entendia sobre quem seria o candidato. Mas o então vice-governador apostou que, com humildade, dedicação e trabalho, poderia vencer a disputa contra o rival, disparado na liderança.

O pepista tinha duas missões difíceis no início do ano: unir a base aliada em torno de seu nome e bater Maguito Vilela, senador da República durante oito anos, ex-governador de Goiás que deixou o poder muito bem avaliado pela população e já bastante conhecido no Estado.

Alcides acreditou que, na medida em que se tornasse conhecido e tivesse sua imagem colada à de Marconi, poderia ganhar a eleição ao governo. Uniu o dividido PSDB e demais siglas da base aliada. Não subiu no salto alto. Trabalhou por cada voto como se fosse o único.

Quando saiu vencedor do primeiro turno, procurou apoio em todas as vertentes políticas. Não dispensou ninguém. Trouxe para o seu lado o deputado federal Barbosa Neto (PSB), derrotado na campanha majoritária. Recebeu ajuda até mesmo de prefeitos e vereadores do PMDB e PFL.

Pesquisas – Na primeira pesquisa Serpes de intenção de votos, em outubro de 2005, Alcides tinha 4,90% (estimulada) dos votos – Maguito já liderava com 29,1%. Na segunda rodada, em fevereiro deste ano, chegou a 9,4% – o rival peemedebista alcançou 52,7%. De lá para cá, cresceu de levantamento a levantamento, de forma gradativa, enquanto Maguito descia a ladeira.

Na reta final do primeiro turno, Alcides conseguiu uma virada sobre Maguito. Faltando três dias para a eleição, os levantamentos se dividiam entre vitória maguitista já em 1º de outubro ou segundo turno entre os dois postulantes. O governador atropelou o chamado “tempo velho” e por pouco não venceu no primeiro turno – 48,22% (1.315.718) a 41,17% (1.123.139).

No segundo turno, só ampliou a frente. Conseguiu vitória em todas as regiões do Estado. Em cidades como Anápolis, município de Onaide Santillo (PMDB), candidata a vice da coligação Melhor para Todos, a vitória pepista foi acachapante: 77,41% (114.660) a 22,59% (33.461). Maior do que no primeiro turno: 66,75% a 19,96%.

Em Aparecida de Goiânia, cidade que tradicionalmente o PMDB leva vantagem, o trabalho do candidato a vice da Coligação do Tempo Novo, Ademir Menezes (PL), deu resultado e Alcides encostou no rival: 50,57% a 49,43% para Maguito.




Telefônica sela compra da TVA com Abril
Enviado por Carlos Honorato em 30/10/2006 11:14:20

Da Folha de S.Paulo

O grupo Abril, dono da TVA, e a Telefônica firmaram ontem acordo para a venda da TV por assinatura. A transação depende da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que aguarda o pedido de análise que pode ser feito a partir de hoje.
Em notas distribuídas ontem pela Abril e pela Telefônica, as empresas informam que o negócio envolve 100% das ações preferenciais e parte das ordinárias referentes às operações de TV a cabo, "nos limites de participação permitidos pela legislação".
Segundo a Lei Geral de Telecomunicações, uma empresa estrangeira só pode controlar até 49% de uma empresa do segmento de cabo.
O pacote inclui ainda a totalidade das ações de operações por microondas (MMDS), que não têm esse obstáculo.
Um segundo entrave pode impedir o negócio. A lei de telecomunicações proíbe concessionárias, como a Telefônica, de ingressarem em outros segmentos que não são o alvo de sua concessão na mesma região em que atuam.
No entendimento de algumas operadoras, isso ocorre no acordo entre a Telefônica e a TVA, já que as duas operam no setor de internet banda larga. Ações desse setor e do de telefonia IP, no entanto, não foram incluídas no acordo.
A Anatel aguardará que o grupo Abril e a Telefônica entrem com um pedido oficial de análise da operação junto à agência para se manifestar.

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