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Brasília-DF, 01 de Novembro de 2010. Ano 6
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RIO VIOLENTO
Prejuízos do tráfico com ocupação policial chegam a R$ 100 milhões
Da redação em 30/11/2010 18:06:41

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, estimou no início da tarde desta terça-feira em R$ 100 milhões o prejuízo causado ao tráfico nas operações do Complexo do Alemão. Segundo Duarte, o volume diz respeito a drogas, armas, casas, aparelhamento de enfermagem e outros itens. "Foi uma verdadeira paulada", afirmou.

Ainda de acordo com o coronel, um dos efeitos da operação foi psicológico, ao desmitificar o espírito corporativo dos criminosos. "Uma das mentiras que caiu foi o do chamado espírito de corpo da facção criminosa. Os primeiros a fugir foram as lideranças, abandonaram seus supostos liderados", comentou.


TRANSIÇÃO
Cabral confirma que secretário do Rio assumirá pasta da Saúde no governo Dilma
Da redação em 30/11/2010 17:44:32

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou nesta terça-feira que o secretário de Saúde do Estado, Sérgio Côrtes, aceitou o convite da presidente eleita, Dilma Rousseff, para ser ministro da pasta no governo federal.

"Dilma foi muito enfática na campanha, na admiração do trabalho que nós realizamos aqui na saúde pública. E o secretário Sérgio Côrtes será o ministro da Saúde. Para nós, é uma honra. Já foi feito o convite da presidente Dilma a mim, eu já o consultei e ele aceitou", disse Cabral.

Segundo o peemedebista, a Secretaria de Saúde do Rio será comandada pela subsecretária Monique Fazzi. Cabral se reuniu na noite de ontem com Dilma.

Até agora, Dilma já oficializou Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Miriam Belchior no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central.

Também já foram confirmadas as escolhas de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula, para chefiar a Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete do presidente, para a Secretaria Geral da Presidência. Paulo Bernardo, do Planejamento, deve ir para as Comunicações. Informações da Folha.com


GOVERNO FEDERAL
No MA, Lula se irrita com pergunta sobre ‘oligarquia Sarney‘ e manda repórter se tratar
Da redação em 30/11/2010 17:40:18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se irritou nesta terça-feira ao ser questionado se agradeceria à "oligarquia Sarney" pelo apoio dado durante seu governo.Na cerimônia que marcou o fechamento simbólico da primeira de 14 comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, no Maranhão, erguida ao custo de R$ 4 bilhões na divisa do Maranhão com o Tocantins, estava presente a governadora Roseana Sarney (PMDB), e o aliado e ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Lula recomendou que o repórter fizesse "psicanálise". "Eu agradeço [aos Sarney] e a pergunta preconceituosa sua é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília. Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado. E o Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito", disse o presidente.

Roseana ainda disse que a pergunta demonstrava "preconceito contra a mulher".

GOVERNO DILMA

A semelhança do ministério já anunciado pela presidente eleita, Dilma Rousseff, com o do seu próprio governo foi considerado natural por Lula, que voltou a negar que indique nomes para a sucessora. Segundo o presidente, Dilma não poderia indicar adversários políticos.

"Ela indicou companheiros que foram ministros junto com ela. Ela convive com eles há muitos anos. Você queria que ela convidasse quem, os adversários? Você queria que ela convidasse o José Serra para ministro da Fazenda?", questionou. Informações da Folha.com


TRANSIÇÃO
Dilma diz a PMDB que petista Paulo Bernardo assumirá Comunicações
Da redação em 30/11/2010 17:35:25

A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (30) à cúpula do PMDB que Paulo Bernardo (PT) assumirá o Ministério das Comunicações. Se Bernardo, atual ministro do Planejamento, assumir o controle no governo dilmista, a pasta sairá da cota do partido.

Hoje, o ministro das Comunicações é José Artur Filardi, ex-chefe de gabinete de Hélio Costa (PMDB) --à frente da pasta até deixar o cargo para se candidatar ao governo de Minas.Dilma fez a afirmação durante reunião com o seu vice, Michel Temer (PMDB-SP), e os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Durante o encontro, a petista disse que a legenda também perderá o controle da Integração Nacional, pasta disputada pelo PT e PSB.Os peemedebistas discutem nomes para o ministério dilmista, mas não devem continuar com as seis atuais pastas (Comunicações, Integração, Agricultura, Defesa, Minas e Energia, Saúde, além de Banco Central).

Tudo indica que fechem em quatro ministérios, com a possibilidade de assegurarem mais um. Mais cedo, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou o nome de Sérgio Côrtes para o Ministério da Saúde. Côrtes é seu secretário para a área no Estado. Informações da Folha.com


POLÍTICA
Jader Barbalho renuncia ao cargo de deputado
Da redação em 30/11/2010 17:28:50

O deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou, nesta terça-feira (30/11), ao seu mandato, que terminaria em 2 de fevereiro. Segundo o ofício de renúncia, protocolado às 10h30 da manhã, o parlamentar afirma que está em “dupla condição” eleitoral. As informações são da Agência Brasil. Ele questiona o fato de o Tribunal Superior Eleitoral, que o diplomou deputado em 2006, mais tarde, tê-lo considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

Na carta, ele afirma: “Fui declarado [pelo TSE e Supremo Tribunal Federal] um cidadão híbrido, isto é, elegível para exercer o mandato de deputado federal e inelegível para o cargo de senador da República. Nada mais tenho a fazer na Câmara dos deputados, já que para exercer o cargo tenho que ser um cidadão elegível”, completou.

Nas eleições deste ano, Barbalho obteve 1,8 milhão de votos na corrida pelo Senado. O número seria capaz de garantir a segunda vaga disponível para o Pará, não fosse o STF decidir pela validade da Lei da Ficha Limpa para 2010. Mesmo com o empate, a maioria dos ministros decidiu pela manutenção da decisão do TSE, que já havia barrado a candidatura.

Segundo o secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Mozart Viana, o documento será lido na sessão plenária desta tarde. No lugar de Jader Barbalho assumirá a suplente Ann Pontes (PMDB-PA).


POLÍTICA
Kassab defende antecipação das convenções do DEM
Da redação em 30/11/2010 17:27:14

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, propôs hoje a antecipação das convenções municipais do DEM e disse que o assunto deve ser tratado em encontro da executiva nacional da sigla, marcado para o próximo dia 8 de dezembro. "Eu endosso a posição defendida por alguns parlamentares e por alguns dirigentes de antecipação das convenções - proposta essa que será colocada na reunião", disse. Após encontro na capital paulista com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito evitou falar sobre sua eventual saída do DEM e filiação ao PMDB, tratando apenas do debate em torno do fortalecimento do DEM. "O que estamos fazendo é fortalecer o partido, procurando aperfeiçoá-lo", ressaltou.

Em reunião promovida hoje com lideranças do DEM, o prefeito de São Paulo defendeu a renovação da sigla, com a mudança da sua atual direção. O discurso tem a chancela de quadros importantes da legenda, como o vice-governador eleito por São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen. A articulação visa fortalecer o controle de Kassab sobre a sigla, o que poderia dissuadi-lo da intenção de deixar o DEM. Desde o início do ano, lideranças do PMDB ligadas ao presidente nacional do partido, Michel Temer, costuram a filiação do prefeito à sigla e o lançamento do seu nome à sucessão ao Palácio dos Bandeirantes, em 2014.

Após o evento, Kassab destacou que as negociações para mudanças no DEM devem ser feitas sem pressão e com a consonância de todos os lados. O prefeito tratou o possível desembarque do DEM como uma questão pessoal. Diante da insistência dos repórteres, considerou ser um motivo de "muita satisfação" o interesse do PMDB em seu nome e elogiou a legenda como "um grande partido". "Evidentemente, para quem está na vida pública, é um motivo de muita satisfação saber que é bem-vindo em um partido com esta dimensão", afirmou.

O tema também foi tratado pelo governador eleito por São Paulo. Na saída do encontro, Geraldo Alckmin disse que cabe ao prefeito encaminhar a questão e disse que, independente da mudança partidária, a intenção da administração estadual é trabalhar em sintonia com a municipal, intensificando nos próximos anos as parcerias entre as duas esferas de governo. Informações do Estadão.


TRANSIÇÃO
PMDB está certo de que ficará com Cidades e manterá Rossi na Agricultura
Da redação em 30/11/2010 17:25:38

Depois de duas rodadas de negociações com a presidente eleita, Dilma Rousseff, o PMDB já dá como certo que vai se manter na Agricultura, permanecendo com o ministro Wagner Rossi, e conquistar a pasta das Cidades. O nome mais cotado para o Ministério das Cidades é o do deputado gaúcho Mendes Ribeiro (PMDB-RS). O nome tem a aprovação das lideranças do partido e vai ao encontro da intenção da presidente em ‘premiar‘ um parlamentar que ajudou a manter a maioria do PMDB na base aliada da campanha dela - uma banda dos peemedebistas gaúchos tentou liberar o partido do compromisso de apoiar Dilma, declarando-se neutro na disputa presidencial de segundo turno.

Uma fonte da equipe de transição disse ao Estado que "os nomes político-partidários" do ministério ficarão uns dias em observação pública até serem confirmados pela presidente Dilma.

Pelas opções negociadas pelo PMDB com Dilma, o partido não terá Moreira Franco na pasta das Cidades. O sinal dessa opção veio com a confirmação de que a presidente aceitou a indicação de Sergio Côrtes para o Ministério da Saúde. Côrtes é, portanto, um nome do Rio e do PMDB de Cabral. "Nesse caso, o partido e o Rio, completaram a cota deles", disse a fonte. Informações do Estadão.


RIO VIOLENTO
Cabral manterá 2 mil homens no Alemão até metade de 2011
Da redação em 30/11/2010 09:38:28

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou na noite de segunda-feira que o complexo de favelas do Alemão continuará ocupado por cerca de 2 mil homens das Forças Armadas até o fim do primeiro semestre do ano que vem. Cabral falou com jornalistas após se reunir com a presidente eleita, Dilma Rousseff, na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília. Na reunião também estavam presentes o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e coordenador político da campanha e transição, Antônio Palocci.

Segundo Cabral, uma unidade de polícia pacificadora (UPP) será instalada no complexo do Alemão ao final da ocupação pelas Forças Armadas. A solicitação desses homens será oficializada nesta terça-feira.

O governador disse, ainda, que o trabalho de ocupação dos morros deve continuar no ano que vem, com o aval da presidente eleita. "Essa retomada já se deu em várias comunidades e vamos continuar retomando, é um modelo que deu certo. Para outras comunidades igualmente complexas o que a gente percebe é essa parceria, essa camaradagem, essa aliança para o bem que deve continuar", afirmou.

Em conversa com Dilma Rousseff, Cabral também falou sobre investimentos do governo federal no Estado do Rio de Janeiro, principalmente para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. "Temos o desafio de fazer no Rio nos próximos seis anos mais de três décadas de investimentos em transporte, saneamento, mobilidade urbana, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das comunidades", declarou.

O governador fluminense demonstrou, contudo, uma preocupação especial com os aeroportos e disse ter ficado feliz em perceber que a presidenta eleita também está pensando sobre esse assunto. “A minha alegria pessoal de ver a presidente tem um olhar específico para infraestrutura aeroportuária. Porque isso diz respeito diretamente ao Rio de Janeiro e a São Paulo também. Cumbica não aguenta mais, o Galeão também do jeito que está a perspectiva é muito precária”, completou.Informações de O Dia.


RIO VIOLENTO
Polícia vai investigar abusos
Da redação em 30/11/2010 09:30:48

A Polícia Militar criará hoje à tarde uma ouvidoria para registrar queixas de moradores dos complexos da Penha e do Alemão que acusam policiais civis e militares de estarem saqueando suas casas durante as operações na região. Ontem, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, anunciou que, caso os saques sejam comprovados, irá expulsar os PMs que tiverem participado.

Uma das denúncias que serão investigadas foi revelada com exclusividade por O DIA no sábado. O representante de vendas e pastor evangélico Ronai de Almeida Lima Braga Júnior, 32 anos, registrou queixa na 22ªDP (Penha) depois que, segundo seu relato, policiais invadiram sua casa e roubaram R$ 31 mil. A quantia foi sacada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dias antes. Ronai havia acabado de deixar a empresa onde trabalhara por 10 anos.

Muitos moradores também se queixam a repórteres no Alemão que, no dia seguinte à ocupação, encontraram suas casas com as portas arrombadas, eletrodomésticos quebrados e roupas reviradas. A ouvidoria funcionará no 16º BPM (Olaria). Um número de telefone será colocado à disposição. Antes de anunciar a medida, Mário Sérgio discutiu o assunto com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski. 

‘Agora é para sempre’

“A impressão que tenho é de que as pessoas se livraram de vermes e parasitas”. Foi assim que o comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, definiu o que sentiu depois de conversar com moradores das favelas ocupadas no começo da noite de ontem. O oficial garantiu que a invasão da polícia na região é definitiva. “Chegamos para não sair mais. Agora é para sempre. Para sempre”, disse para moradores que estavam em um bar na Rua Joaquim de Queiroz, um dos acessos ao Complexo do Alemão. “Fique com Deus. E bom trabalho para o senhor”, respondeu uma moradora.

O comandante disse ainda que o Bope poderá permanecer nas comunidades por mais de um ano e não descartou a instalação de uma unidade do batalhão dentro dos complexos de favelas. Em seguida, Mário Sérgio pediu aos moradores que não se esqueçam dos documentos. “Esse é um momento de varredura. É importante que vocês andem com algum documento com foto. Isso vai facilitar muito o nosso trabalho”, explicou. Informações de O Dia.


GOIÁS
Celg: liminar bloqueia liberação da primeira parcela de R$1,2 bilhão
Da redação em 30/11/2010 09:19:11

A juíza da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, Luciana Laurente Gheller, concedeu liminar protocolada pelo procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), Cláudio Drewes, bloqueando a liberação da primeira parcela – no valor de R$ 1,2 bilhão – do empréstimo de R$ 3,728 bilhões para quitar as dívidas da Celg. De acordo com a decisão de Luciana, a Caixa Econômica Federal (CEF) – banco que irá liberar o valor – terá que depositar o montante em juízo.

A juíza concedeu a liminar de forma parcial, pois não pediu o cancelamento do contrato existente entre o governo do Estado e CEF. Na decisão, Luciana se ampara basicamente em duas alegações para deferir a liminar pedida pelo MPF. Em primeiro lugar, a juíza explica que o Estado não  conseguiu aumentar o limite de endividamento ao negociar o Plano de Ajuste Fiscal (PAF) para os anos de 2010 a 2012. Em segundo lugar, a juíza sustenta que o empréstimo foi feito à revelia da resolução do 43/2001 do Senado, que proíbe que governantes do Executivo contraiam dívidas no último quadrimestre de seu mandato.

Na liminar o procurador Drewes ainda questionou se o empréstimo seria suficiente para quitar todas as dívidas da estatal, orçadas em aproximadamente R$ 7 bilhões. O procurador também questionou a legalidade dos débitos que a Celg possui e a forma como o valor será utilizado. “É um dinheiro muito grande para entrar em um fundo perdido. A sociedade não tem notícias do valor (da dívida)”, completa Drewes.

Segundo o procurador, a liminar também pede explicações em relação às dívidas da empresa. Conforme reportagem do Diário da Manhã do último dia 19, existem 70 ações do Ministério Público (MP) que investigam os contratos celebrados pela Celg. Drewes conta que as ações do MP investigam suspeita de superfaturamento dos contratos celebrados pela Celg, favorecimento a determinadas empresas e até a existência de licitações irregulares.

O procurador também solicita que o Estado esclareça a forma como valor será utilizado para quitar as dívidas da Celg. “Não se sabe se o dinheiro irá para a Celg, a situação está um verdadeiro ping-pong. Dificilmente terá prestação de contas”, alerta Drewes. O procurador ainda disse que as negociações em torno do empréstimo foram realizadas de acordo com interesses políticos e não técnicos.

Drewes explica que o relatório da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) permitindo o aumento do limite do endividamento do Estado não foi feito de forma “criteriosa” e nem “técnica”. “A análise foi feita de forma política para beneficiar o Estado”, completa o procurador federal. Drewes ainda disse que a liminar foi protocolada visando resguardar o patrimônio da União, afinal o governo federal tem a função de avalista do governo do Estado na negociação. “O valor do empréstimo pode vir a lesar os cofres da União”.

O procurador ressaltou que a liminar não tem o objetivo de impedir que o empréstimo seja realizado, mas sim de responder às dúvidas acerca da operação. “Se o Estado cumprir todos os requisitos para contrair o empréstimo não tem o que questionar”, afirma Drewes, explicando que também pediu auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU) para fiscalizar o empréstimo.

Drewes também teve acesso ao contrato assinado entre o governo do Estado e a CEF. Na opinião do procurador, o contrato é “vago” e “superficial”. “Não se sabe a origem das dívidas, não existe relatório apontado para onde vai o dinheiro”. O procurador ainda alerta para a possibilidade do governo utilizar o valor do empréstimo para não fechar o ano no vermelho. Ele lembra as declarações do secretário estadual da Fazenda, Célio Campos, que afirmou na semana passada que o governo pode fechar o ano no vermelho caso o empréstimo não seja liberado. “O Estado pode usar o dinheiro para não afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e não ficar no vermelho”, completa o procurador.
 
Governo irá recorrer da decisão

O procurador-geral do Estado, Anderson Máximo, explicou em entrevista coletiva na tarde de ontem que o governo irá protocolar recurso para tentar derrubar a liminar da  juíza da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, Luciana Laurente Gheller, que suspendeu a liberação da primeira parcela – de R$ 1,2 bilhão - do empréstimo de R$ 3,728 bilhões para quitar as dívidas da Celg.

Anderson rebateu as justificativas da juíza de que o Estado não conseguiu aumentar o limite de endividamento e que o governador Alcides Rodrigues (PP) teria contraído o empréstimo fora do prazo legal em seu último ano de governo. A juíza se baseia na resolução 43/2001 do Senado que impede contratação de empréstimos por parte do Executivo no último quadrimestre do seu mandato,  também amparada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Alcides assinou a contratação do empréstimo no dia dois de setembro, prazo limite para finalizar operações financeiras dessa natureza.

De acordo com o procurador-geral do Estado, o Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) já emitiram pareceres autorizando o aumento do endividamento do Estado. “A STN e o ministério da Fazenda autorizaram esse empréstimo dentro do PAF ( Plano de Ajuste Fiscal) 2010-2012. Então nós estamos trabalhando dentro de uma autorização do governo federal”, completa Anderson.

Em relação à assinatura do contrato dentro do último quadrimestre da atual gestão, Anderson explica que o Estado possui documentos atestando que o empréstimo foi assinado dentro do prazo legal. O procurador-geral classificou como “nada jurídico” a decisão em que Luciana determina que a Caixa Econômica Federal (CEF) – banco de onde virá o recurso – deposite o valor da primeira parcela em juízo. “Tem o dinheiro, mas não pode ser usado”, diz Anderson.

O procurador ainda lembrou as consequências que o atraso na liberação do empréstimo podem causar. “Podem centrar na caducidade da concessão e federalização da Celg”, afirma. O valor da primeira parcela seria utilizado pela Celg para quitar dívidas com a Eletrobras e outras empresas do setor elétrico. Após a quitação desses débitos com o governo federal seria assinado o empréstimo-ponte de R$ 770 milhões para a Celg pagar o ICMS que deve ao Estado.

O procurador também alertou para os prejuízos que o atraso na assinatura do empréstimo-ponte podem causar. O principal deles seria o aumento de R$ 250 milhões de encargos no valor do ICMS caso a Celg não pague a dívida esse ano, conforme anistia fiscal concedida pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Anderson acredita na “judicialização” dos prazos para o pagamento das dívidas do ICMS e da Eletrobras. Como a liminar impede que o dinheiro seja liberado, o procurador espera que o prazo para o pagamento das dívidas seja esticado caso o Estado consiga reverter a liminar. Anderson ainda negou que a decisão tenha alguma influência política. “Prefiro acreditar que não. São riscos graves, que podem fazer com que a Celg volte para a União”, completa. Informações do Diário da Manhã.


DISTRITO FEDERAL
Cruzeiro comemora 51 anos com livro que conta a história detalhada do local
Da redação em 30/11/2010 09:14:22

Leilane Menezes, Correio Braziliense
 
Os primeiros moradores do Cruzeiro tiveram uma recepção inusitada ao chegar à cidade. Em 1959, cobras, papagaios, veados e gaviões circulavam tranquilamente pelas ruas e misturavam-se aos habitantes pioneiros daquela região. A vegetação, até então vasta e virgem, aumentava o sentimento de estar em meio à natureza selvagem. Esses e outros relatos fazem parte do livro Cruzeiro, retratos de sua história. A publicação organizada pelo historiador (e morador da cidade) Rafael Fernandes de Souza, 33 anos, brinda o Cruzeiro em seu 51º aniversário, comemorado hoje.

No livro, Rafael reuniu informações coletadas durante estudos acadêmicos (graduação em história na Universidade de Brasília e especialização), entre 2000 e 2009. “Eu senti dificuldade em encontrar material escrito que contasse a história do Cruzeiro. Por isso, nasceu a ideia de fazer o livro”, explicou o historiador, que mora na cidade desde que nasceu. Os exemplares foram confeccionados com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), do governo local, e distribuídos em escolas públicas, além de estarem disponíveis na Biblioteca do Cruzeiro.

O autor ouviu personagens importantes, que ajudaram a escrever a trajetória da cidade junto da própria história de vida. Gente como a enfermeira aposentada Ivone de Araújo Eduardo, 79 anos, carioca e conhecida como a primeira moradora do Cruzeiro. Ela veio para a cidade, em 1959, ao lado do marido, em busca de trabalho. É de dona Ivone o relato sobre os animais que corriam soltos nas ruas do Cruzeiro. “Também havia índios na região. Eles eram educados. Até hoje alguns vêm à minha casa”, relatou.

Ela foi a primeira moradora de um bloco de 10 casas construído para abrigar funcionários públicos vindos de outras regiões, como o marido de Ivone. “Fiquei com a terceira casa do bloco e recebi todas as famílias que vinham. Eu entreguei as chaves de cada uma”, lembrou. Ivone fundou a ala das baianas da primeira escola de samba de Brasília, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), e o primeiro posto de saúde da cidade.

Batismo
À época, o Cruzeiro era conhecido como Cemitério. O apelido surgiu porque ali havia pequenas casas brancas em meio à poeira avermelhada. O local passou a ser chamado, pouco depois, de Gavião, devido à grande quantidade de exemplares desse pássaro concentrados ali. Em seus estudos, Rafael descobriu que o nome Cruzeiro foi sugerido por uma associação de moradores, com ajuda do Correio Braziliense — inaugurado no mesmo dia que Brasília. A proximidade com o cruzeiro onde foi rezada a primeira missa da capital motivou esse batismo, explica Rafael em seu livro.

Assim como muitos pioneiros, os pais de Rafael vieram do Rio de Janeiro para a região. O autor do livro é testemunha das evoluções pelas quais a cidade passou. Atualmente, por exemplo, a região é 100% asfaltada. O Cruzeiro é conhecido por ter abrigado, desde a fundação, uma grande comunidade carioca. Responsável, inclusive, por trazer a alegria do samba e do carnaval para Brasília, com a Aruc, apadrinhada pela Portela, e que leva as cores da águia simbólica da tradicional escola do Rio de Janeiro.

No ano passado, a primeira escola de samba da capital foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do DF pelo governo local. Mesmo assim, a Aruc ainda enfrenta dificuldades. O terreno onde ela está localizada, na Área Especial do Cruzeiro Velho, pertence à Secretaria de Esportes. Há quase 50 anos, pesa a insegurança sobre o direito de permanecer ali. Não há garantias legais de que a escola não será despejada. “A gente pensa que não faria sentido mudar a Aruc de lugar, mas gostaria de ter um documento, algo que desse mais segurança”, considerou Rafael, que também é diretor cultural da Aruc.

Outro problema é a liberação de verba para o carnaval. Todo ano, não só a Aruc como as outras escolas de samba da capital têm de esperar até as vésperas do evento para saber de quanto irão dispor para organizar os desfiles. “Assim fica difícil fazer um carnaval grandioso, como o do Rio”, reclamou Rafael.

Cultura
Mas nem só de samba vive o Cruzeiro. Uma curiosidade relatada no livro: a banda Sepultura nasceu ali, em 1977 (não o grupo mineiro, que surgiu nos anos 80). Há ainda grupos de teatro e de dança por toda parte. Entre os mais tradicionais, está o Pellinsky, companhia de dança criada em 1986 pelo coreógrafo e dançarino Andreoni Cabral, à época com 12 anos.

No ano seguinte, como relata Rafael em seu livro, o projeto foi apresentado no Centro Educacional 1, no Ginásio do Cruzeiro. Ainda hoje, o grupo mantém-se em atividades, tendo fundado também uma organização não governamental, com projetos socioeducativos.

A Administração Regional do Cruzeiro preparou uma série de eventos para lembrar o aniversário da cidade. Hoje, um bolo de 51 metros será oferecido à comunidade, no Ginásio do Cruzeiro. Os eventos comemorativos, porém, começaram no início deste mês. A escolha das atrações provocou polêmica. A Aruc ficou de fora. “Comemorar o aniversário do Cruzeiro sem a Aruc é a mesma coisa que festejar o Natal sem Papai Noel e o réveillon sem fogos de artifício”, comparou o presidente da Aruc, Moacyr Oliveira Filho, o Moa, no blog da agremiação.

Os primeiros
Em 1977, uma equipe de som brasiliense chamada Sepultura se transformou n a banda de rock Sepultura. Foi fundada por Eduardo I (guitarras e vocais) e Magu Cartabranca (vocais e efeitos sonoros), que à época tinham 17 anos e baseavam sua música nos estilos de bandas como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Chegaram a fazer vários shows em Brasília, lançaram dois discos e entraram na Justiça pelo direto de usar o nome Sepultura, que entrou para o rol da fama propriamente dito em 1983, quando o grupo mineiro heavy metal que alcançou projeção internacional se lançou, com a mesma denominação.

PROGRAMAÇÃO

Hoje
Corte do bolo de aniversário.
Hora: 10h.
Local: Ginásio de Esportes do Cruzeiro, Quadra 609, Cruzeiro Novo.


TRANSIÇÃO
PT sempre teve as melhores vagas nas estatais
Da redação em 30/11/2010 09:07:12

Se a disputa partidária pelo comando de ministérios recebe maior visibilidade pública, é na articulação pelo controle dos principais postos nas empresas estatais que se concentra a disputa mais acirrada entre as legendas aliadas do governo da presidente eleita Dilma Rousseff.

E, nesse quesito, o PT vai tentar manter a hegemonia na ocupação das melhores posições, iniciada em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência.

Na ocasião, o partido tomou conta de posições estratégicas do novo governo. Derrotado na disputa pelo governo de Sergipe, José Eduardo Dutra recebeu a presidência da Petrobrás. Quando deixou o cargo, a gigantesca estatal foi mantida sob o cuidado do PT, com a entrada de José Sérgio Gabrielli.

Eleito deputado federal pelo Paraná em 2002, o petista Jorge Samek renunciou à vaga para ficar com a presidência de Itaipu, outro cargo cobiçado por todos os partidos aliados e do qual o PT não abriu mão.

No setor financeiro, os petistas também usaram sua influência com Lula para assegurar posições estratégicas. Para a presidência da Caixa Econômica Federal, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy indicou Jorge Mattoso. Para o comando do Banco da Amazônia (Basa), o então governador do Acre, Jorge Viana, emplacou Mâncio Lima Cordeiro, secretário da Fazenda de sua administração. No Banco do Nordeste (BNB), Lula aceitou pôr o petista Roberto Smith na presidência.

No Banco do Brasil, a direção ficou com Cássio Casseb, de perfil técnico, Mas o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, escolheu Nelson Rocha Augusto para cuidar da BBDTVM, administradora da gestão de recursos do banco. Augusto foi secretário de Planejamento de Palocci em Ribeirão Preto.

Já o petista Henrique Pizzolato recebeu a diretoria de Marketing do Banco do Brasil. E para o PT do Rio, Lula reservou a presidência da Casa da Moeda, com Manoel Severino dos Santos. Ambos saíram por conta do envolvimento no chamado esquema do mensalão.Informações do Estadão


TRANSIÇÃO
Escolha de ministros segue ‘ritual‘ com bênção de Lula
Da redação em 30/11/2010 09:05:31

Guido Mantega (Fazenda), Nelson Jobim (Defesa), Luciano Coutinho (BNDES), Fernando Haddad (Educação), Sérgio Gabrielli (Petrobrás), Alexandre Tombini (BC), Miriam Belchior (Planejamento), Carlos Lupi (Trabalho) e José Gomes Temporão (Saúde). Definidos ou não para compor o ministério da presidente eleita, Dilma Rousseff, esses nomes têm outra característica em comum: todos percorreram o caminho do "Triângulo dos Eleitos".

Todos eles passaram pela Granja do Torto, onde fica Dilma, e pelo Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente Lula. E quando é preciso uma conversa mais discreta, o Alvorada vira o ponto noturno da reunião de avaliação. Na quarta-feira passada, o economista Luciano Coutinho conversou com Dilma sobre a permanência no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Horas depois, estava no gabinete de Lula no Palácio do Planalto. É a "bênção presidencial", dizem os assessores do governo.

Desde o início do mês, Lula tem repetido em entrevistas que não dá "palpites" na composição do próximo ministério. Na prática, porém, os escolhidos de Dilma precisam conversar com ele antes de ter o nome anunciado por interlocutores da presidente eleita diante dos holofotes.

Assessores do Planalto dizem que a conversa dos escolhidos com Lula é apenas para discutir questões do atual governo e, no máximo, o atual presidente dá uma "bênção" ao escolhido. Também dizem que Dilma está sendo cuidadosa em demonstrar respeito e consideração pelo atual presidente, que ainda chefia boa parte dos escolhidos.

Seja para chancelar a escolha da eleita ou para benzer os futuros ministros, Lula recebeu, na véspera da confirmação dos nomes, todos os que vão compor o ministério e comandar estatais. Foi assim com Miriam Belchior, Tombini e Gabrielli. Na semana passada, Gabrielli saiu do Rio para um encontro com Lula no Planalto apenas para fechar sua permanência na estatal de petróleo.

Oficialmente, ele esteve com o presidente para fazer um balanço das ações e dos programas da estatal. O presidente da República disse em entrevista, após o encontro, que Gabrielli continuaria no comando da Petrobrás até 31 de dezembro, quando ele, Lula, deixa o governo. No ritual do Planalto, Gabrielli conseguia garantir a permanência no cargo.

Antonio Palocci, Gilberto Carvalho e Paulo Bernardo, os três fiéis aliados de Lula que vão integrar o governo Dilma, sendo os dois primeiros na "cozinha do Planalto", têm conversas com o presidente todos os dias.

Angústia. É grande a angústia na Esplanada dos Ministérios, onde atua boa parte dos 38 ministros do governo, diz um interlocutor de Lula. Receber um telefonema do Planalto para uma audiência com o atual presidente tem o mesmo valor que uma ligação da Granja do Torto, onde mora Dilma Rousseff, avalia o auxiliar de Lula.

Alguns ministros aguardam em silêncio um telefonema do Planalto. E até quem está de saída, como José Gomes Temporão (Saúde), não deixa de avaliar com Lula a situação do ministério e a escolha do sucessor.

Há ainda os que esperam sensibilizar o presidente. Foi o caso de Carlos Lupi, do Trabalho, que na semana passada conseguiu a façanha de levar Lula até a periferia de Brasília para inaugurar um posto do ministério batizado com o nome de Leonel Brizola.

Na festa ficou evidente o lobby para permanecer no cargo. Lupi rasgou elogios a Lula, mas não conseguiu arrancar dele um sinal de que continuará na pasta. Diante de câmeras, o ministro, porém, deixou claro que está à disposição de Dilma. Informações do Estadão.


DISTRITO FEDERAL
MP intermediará acordo entre rede pública e particular de saúde sobre UTIs
Da redação em 30/11/2010 08:10:21

A falta de unidades de terapia intensiva (UTIs) pode agravar a crise na saúde pública do Distrito Federal. O paciente em estado grave que depende desse serviço corre o risco de padecer à espera de socorro. Isso porque a rede particular ameaça suspender o atendimento nos 125 leitos distribuídos em 16 hospitais conveniados e pagos com dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Até agora, duas unidades privadas — o Hospital das Clínicas, na 910 Sul, e o Alvorada, em Taguatinga — decidiram não mais atender pacientes transferidos da rede pública, mesmo por força de decisão judicial. Os gestores alegam que a Secretaria de Saúde não paga pelo serviço. Com isso, já são 21 leitos a menos.

A dívida total, segundo o Sindicato Brasiliense dos Hospitais (SBH), é de R$ 103 milhões. Entre setembro e dezembro do ano passado, o valor não pago seria de R$ 41 milhões. Este ano, o débito ultrapassa R$ 62 milhões. A secretária de Saúde, Fabíola Nunes, garante que o governo está em dia com os pagamentos. “Estamos adimplentes com a rede contratada e todas as tabelas que comprovam esse pagamento de 2010 podem ser conferidas no nosso site”, disse. Ela explicou que os valores referentes aos meses de setembro e outubro deste ano ainda não foram debitados porque, antes, é preciso fazer uma auditoria nos gastos. A secretária, porém, admitiu que existe uma dívida de 2009, mas que o GDF não tem recurso suficiente para pagar.

De acordo com Fabíola Nunes, o atraso no pagamento é resultado de um contrato firmado em 2004 entre GDF e a rede particular, que estipula valores três vezes maiores que o da tabela do Ministério da Saúde. “Eu tenho que pagar do jeito que eu recebo do governo federal. Não tenho como reconhecer uma dívida que não está no orçamento. Sem contar que os valores que eles querem são insustentáveis, com preços muito acima da tabela. Se tivermos um problema maior por causa dessa omissão, vou entrar na Justiça, com certeza”, garantiu.

O diretor do Hospital das Clínicas (HCB), Moacir Zanata, acusa o GDF de agir com “descaso”. Apenas no HCB, existem mais de 200 liminares expedidas pela Justiça garantindo o atendimento nas UTIs que foram cumpridas e não pagas, de acordo com o diretor. Segundo ele, a dívida da rede pública com a unidade hospitalar chega a R$ 20 milhões. Agora, o hospital não irá receber nem mesmo aquelas pessoas encaminhadas pela Justiça. “Não vou aceitar transferências porque não posso ser negligente de colocar um paciente em um leito sem equipe médica suficiente. Não tenho condições de atender porque todos os leitos do hospital também estão ocupados”, disse.Informações do Correio Braziliense.


TRANSIÇÃO
PT amplia guerra com PMDB para controlar Correios e Banco do Brasil
Da redação em 30/11/2010 07:03:02

Vera Rosa - O Estado de S.Paulo

Diante da perspectiva de comandar o Ministério das Comunicações, o PT planeja desalojar o PMDB da direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). O pedido será encaminhado pela cúpula do partido à presidente eleita, Dilma Rousseff. A ideia, no entanto, é passar um verniz de ‘desloteamento’ político nos Correios para apresentar a reivindicação como uma tentativa de profissionalizar a estatal, alvo de uma sucessão de crises nos últimos meses.

A direção do PT aposta que o futuro ministro das Comunicações será Paulo Bernardo, atual titular do Planejamento, e já começou a vasculhar uma das chamadas joias da coroa. Há apenas quatro meses na presidência dos Correios, David José de Matos foi indicado pelo deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), vice-governador eleito do Distrito Federal, mas também é amigo de Erenice Guerra, a ministra da Casa Civil que caiu em setembro, no rastro de acusações de tráfico de influência na pasta.

Mapa. Uma comissão formada por seis dirigentes do PT já começou a fazer o mapeamento dos cargos federais. A equação não é fácil de ser fechada porque o PT da presidente eleita Dilma Rousseff e o PMDB do futuro vice-presidente, Michel Temer (SP), dão cotoveladas em busca dos principais assentos para demarcar seus respectivos territórios.

O Ministério das Comunicações está sob controle peemedebista e a sigla só aceita abrir mão do pasta se levar Transportes, hoje capitaneado pelo PR.

O assunto foi avaliado na segunda-feira, 29, em reunião de Dilma com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci, futuro chefe da Casa Civil. Desde setembro Bernardo atua como uma espécie de interventor nos Correios e faz um diagnóstico dos problemas da empresa, que não são poucos.

Banco do Brasil. Além de ocupar a cadeira mais importante dos Correios, o partido de Dilma também quer trocar o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendini. A maior instituição financeira do País tem ativos de R$ 725 bilhões. Sem levar em conta o PMDB, que está de olho na presidência do Banco do Brasil, uma ala do PT pretende emplacar ali o atual secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa.

Em conversas reservadas, porém, interlocutores de Dilma admitem que a escolha será resultado de uma disputa de bastidores entre Palocci e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mantido no cargo. Tanto Mantega como Palocci, ex-ministro da Fazenda de 2003 a 2006, têm influência no banco.

Bendini chegou à cúpula do BB na cota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas até no Palácio do Planalto há quem defenda a sua saída, sob a alegação de que ele "não atende" as demandas políticas. Barbosa, por sua vez, tem cativado as tendências do PT.

Na sexta-feira, o secretário fez uma exposição sobre a conjuntura econômica durante seminário promovido pela chapa petista "O partido que muda o Brasil" e encantou os espectadores com seu discurso na linha desenvolvimentista. A portas fechadas, Barbosa disse que a maior preocupação, no governo Dilma, é como manter o processo de crescimento com o cenário internacional adverso. Apesar da cobiça do PMDB, a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, deve ser mantida no posto.



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