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Brasília-DF, 01 de Dezembro de 2006. Ano 2
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PFL agora é oposição, diz Yeda
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 11:01:38


A governadora eleita do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), afirmou ontem que o PFL “foi para a oposição”, ao comentar a recomposição que terá de fazer no seu secretariado após as três baixas ocorridas em razão da contrariedade de alguns políticos com o projeto que aumentava impostos, cortava gastos e congelava salários com o objetivo de zerar o déficit público do Estado.

Yeda reconheceu que a derrota do projeto em votação na sexta-feira na Assembléia Legislativa determinará uma nova recomposição de forças no seu governo e adiantou: as três secretarias vagas não serão preenchidas pelos mesmos partidos que as ocupariam.

Os secretários indicados que renunciaram antes de assumir foram Marquinho Lang (PFL), da Justiça e Inclusão Social; Berfran Rosado (PPS), do Planejamento; e Jerônimo Goergen (PP), da Agricultura. Das três siglas, só o PP deve manter a secretaria, pois, segundo Yeda, o partido, com força no interior, é “a cara do setor agrícola”. Presidente do PP, Francisco Turra foi ministro da Agricultura de Fernando Henrique Cardoso.
No caso do PFL, surge uma questão curiosa: o vice-governador, Paulo Afonso Feijó, que ontem se aliou à oposição para derrubar o projeto do seu próprio governo, é pefelista. Portanto, o PFL, nas palavras da governadora, é oposição – mas tem o vice-governador.

PFL, PPS e PSDB (o partido de Yeda) foram as três siglas grandes que apoiaram a governadora eleita desde o primeiro turno. O PFL fechou questão no voto contra o governo e os outros dois se dividiram. O partido mais fiel à governadora foi o PTB, aliado apenas a partir do segundo turno.

Dependendo do PSDB, PFL e PPS, Yeda teria minoria na Assembléia (12 deputados de 55). Com o apoio adicional de PP, PTB, PMDB e PDT, teria 42 – maioria folgada. O quadro, agora, altera-se, pois todos os partidos aliados (fora o PTB, que votou a favor, e o PFL, que votou contra) se dividiram.

PMDB e PP têm nove deputados cada; PDT, sete; PTB e PSDB, cinco; PPS, quatro; PFL, três. Pela oposição, o PT (a maior bancada) tem dez; o PSB, dois; e o PC do B, um. Quatro deputados que serão secretários votaram junto com o governo, além dos três escolhidos que desistiram dos cargos antes da votação. (Folhapress)



Caixa vazio nos Estados
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 11:00:16

O alto grau de endividamento dos Estados com a União e a falta de recursos para investimentos são hoje os principais problemas que serão deixados para os 27 governadores – eleitos e reeleitos. Com gastos elevados em pagamento de pessoal, custeio da máquina pública e serviços da dívida, os governos não encontram recursos disponíveis para aplicar em obras e infra-estrutura – 12 dos 27 Estados comprometem mais que 80% de suas receitas com esses itens. A situação mais grave hoje é no Rio Grande do Sul, em Alagoas e na Paraíba.

O governo gaúcho, da governadora eleita Yeda Crusius (PSDB), chega a gastar 97,1% da sua receita disponível com servidores, entre ativos e aposentados, manutenção da máquina e dos serviços de saúde e educação, além do pagamento da dívida com a União.

Em 2005, o Estado consumiu 57% da receita disponível só com pagamento do pessoal. Em contrapartida, no mesmo ano, apenas 3,6% do arrecadado foi usado para investimentos, o que fez a governadora eleita sair à frente para tentar mobilizar governadores para cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alternativas para desafogar o caixa dos Estados.


Em Alagoas, onde 91,5% da receita é usado para pagamento de pessoal, custeio e serviços da dívida, o governador Luis Abílio (PDT) reconhece a situação crítica das finanças, mas diz que o governador eleito, Teotônio Villela Filho (PSDB), vai receber o Estado em situação bem melhor que o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) recebeu em janeiro de 1999, quando assumiu o seu primeiro mandato. Luis Abílio assumiu o governo em março deste ano, quando Lessa deixou o cargo para se candidatar ao Senado. “Os indicadores sociais continuam baixos, mas quando assumimos o Estado eram bem piores”, disse o governador.

Na Paraíba, onde o governador tucano Cássio Cunha Lima foi reeleito, os números não são diferentes. Com um gasto de pessoal, custeio e serviços da dívida que consumiram 84,5% da receita disponível em 2005, o Estado destinou apenas 6% para investimentos.

A governadora eleita do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), assume o cargo com uma dívida de R$ 530 milhões das mãos de seu antecessor, o tucano Simão Jatene. São débitos empenhados, mas não pagos, no valor de R$ 464 milhões, além de R$ 66 milhões em precatórios.

O Maranhão, com 6,2 milhões de habitantes, é apontado como o Estado com o piores indicadores do País. De acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Maranhão estão 57 dos 100 municípios mais pobres do País. A renda per capita é a pior do Brasil – R$ 2,7 mil por habitante – e apenas 30% da população têm acesso a água encanada e rede de esgoto.

Em São Paulo, Estado para o qual José Serra (PSDB) foi eleito governador, as finanças são um problema, mas o quadro não é de penúria. Hoje, a maior necessidade do Estado é viabilizar obras estruturantes, principalmente na área dos transportes, para otimizar o escoamento da produção interna.

É exatamente a necessidade de obter mais recursos para investimentos que faz das finanças a prioridade para os Estados. Boa parte deles tem problemas nas áreas de saneamento básico, segurança, transportes, saúde e educação. (Agência Estado)



Petista deve reforçar tom populista
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 10:58:06


Quinze quilos mais magro, cabelos e barba mais grisalhos e calejado pela sucessão de crises, o presidente que vai tomar posse amanhã pela segunda vez consecutiva é um homem muito diferente daquele que subiu a rampa do Palácio do Planalto em 2003.

Sem os escudeiros que o acompanharam por mais de duas décadas, Luiz Inácio Lula da Silva perdeu um bom pedaço das ilusões: é agora um político desconfiado, que centraliza as decisões e está disposto a comprar briga até com a equipe econômica para reforçar, no novo mandato, o estilo “pai dos pobres” de administrar.

Embalado por mais de 58 milhões de votos, Lula encarnou tanto o figurino criado sob medida para o ex-presidente Getúlio Vargas que hoje prefere dizer que vai “cuidar” da população. “Nos momentos mais difíceis, aprendi a conhecer quem são meus amigos”, diz.

Aos 61 anos, o primeiro operário que chegou à Presidência julga ter uma dívida com os mais humildes após ser reconduzido ao Planalto com forte apoio popular, apesar da avalanche de denúncias de corrupção que desbotaram a bandeira da ética do PT. Quer imprimir fisionomia social à sua gestão.

Bom humor
Bem-humorado e mancando do pé direito, Lula visitou ontem duas exposições de fotos, uma com imagens da campanha à reeleição. Desde a véspera, Lula vinha reclamando de dores no pé, o mesmo que o fez usar cadeira de rodas na última viagem à Nigéria, no fim de novembro. Decidido a descansar no início do segundo mandato, o presidente deve ir a uma base militar no Guarujá (SP).

"É a mesma coisa que me deu na Nigéria. Estou com medo que seja a idade", brincou Lula, ao ser indagado sobre a contusão, dizendo que era resultado de jogo de futebol. Lula e a primeira-dama Marisa Letícia chegaram às 10h05 à exposição. Ele foi saudado por militantes com faixas e gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Mancando, percorreu a exposição São milhões de Lulas, do fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert. (Agências Estado e Globo)







Crescimento é a aposta de Lula
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 10:56:17

De O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa amanhã o segundo mandato (2007-2010) empenhado no desafio de fazer o País crescer de forma sustentada e duradoura, o que não conseguiu nos primeiros quatro anos de gestão. O governo tem a fórmula para alcançar este objetivo, mas ainda não sabe como implementá-la.

O pacote de medidas que pretende anunciar na segunda quinzena de janeiro tem como foco resolver os problemas da infra-estrutura, com investimentos mais fortes nas áreas de transportes e energia, mas existem divergências internas sobre a condução das políticas fiscal e monetária, de forma a adequá-las ao objetivo de crescimento sustentado.

“Para viabilizar o crescimento sustentado, temos de eliminar os principais gargalos da infra-estrutura. Precisamos contar com um bom sistema de transportes e mais oferta de energia para que a economia não tenha restrição de oferta”, resume o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, coordenador do programa econômico do presidente Lula.

Já está praticamente certo que o governo aumentará os gastos com o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) para até 0,5% do PIB, aplicando R$ 11,3 bilhões do Orçamento em obras de infra-estrutura de transportes, infra-estrutura hídrica e saneamento. Parte dessas despesas será descontada da meta de superávit primário, e os recursos para a área de energia sairão do orçamento das estatais e de outras fontes. As divergências que precisam ser equacionadas decorrem de visões diferentes dentro do governo e do próprio Ministério da Fazenda sobre a condução da política monetária e fiscal nos próximos quatro anos.

O programa de desenvolvimento em gestação no governo será pilotado pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que tem posições muito pessoais sobre os rumos da política fiscal e monetária, que não se encaixam nas linhas da chamada era Palocci, mantida pelo Banco Central. Dilma considera, por exemplo, que um dos fatores que impedem novos investimentos no País é a ausência de uma política de juros de longo prazo, que estaria inibindo a participação da iniciativa privada na formação de capital bruto.

“Há um problema de engenharia financeira. Os nossos juros não são consistentes para 30 anos de prazo”, diz a ministra, que passou a usar a palavra “eficientização” como um mantra do segundo mandato de Lula.

Gastos correntes
Outra questão chave é a redução dos gastos correntes do governo, para que se abra espaço no Orçamento a novos investimentos. No discurso, todos pregam a redução desses gastos, mas na prática pouco acontece.

Dilma influenciou Lula, que avalizou o acordo do salário mínimo, elevando ainda mais as despesas com a Previdência. A ministra acredita que os gastos do governo – mesmo os gastos correntes – são, por si só, indutores da reativação da economia. Na defesa do aumento do mínimo, as opiniões se dividiram na Fazenda.

Enquanto o ministro Guido Mantega e alguns secretários defendiam um reajuste menor – para não aumentar os gastos correntes – outros integrantes da equipe, como Nelson Barbosa, consideram o acordo satisfatório.

“Para cada R$ 1 de aumento do mínimo, R$ 0,20 voltam para o governo em forma de impostos. Este é um importante instrumento para melhorar a distribuição de renda, assim como o Bolsa Família. Não dá para pensar apenas na parcela dos 20% mais pobres (atendidos pelo Bolsa Família)”, afirma Barbosa.

Fiel ao estilo de ouvir todos os lados e decidir sozinho as principais questões de seu governo, Lula formou uma espécie de conselho econômico informal para se inteirar de outras receitas que possam levar ao crescimento sustentado. Na segunda-feira, dia 4 de dezembro, o presidente reuniu quatro economistas de sua confiança, mas de correntes econômicas diversas: Mantega, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o deputado Delfim Netto (PMDB-SP) e Luiz Gonzaga Belluzzo (Unicamp).

Depois de quatro horas de conversa, Lula concluiu que: há espaço para flexibilizar a política monetária, acelerando a queda dos juros; é necessário um esforço maior na redução das despesas de custeio; é preciso criar novos instrumentos de financiamento para estimular a iniciativa privada; e é preciso aumentar substancialmente o investimento público.

“Acho muito difícil crescer 5% em 2007. Mas, se o governo tiver coragem para realizar cortes no gasto público e se o cenário externo continuar favorável, poderemos tentar alcançar essa meta”, afirma Mercadante, ex-líder do governo no Senado.



Arruda vai de táxi para a posse
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 04:55:19



O primeiro compromisso no dia 1º de janeiro de 2007 é a missa na Igreja Dom Bosco, pela manhã. Em seguida, às 10h, o governador eleito do Distrito Federal, José Roberto Arruda, vai para a Câmara Legislativa. Participa da solenidade de posse dos deputados distritais no plenário e toma posse.

Depois da posse na Câmara, que deve acabar por volta do meio-dia, o governador almoça e vai para o estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, de onde sairá de táxi até o Palácio do Buriti.

Quem vai levar Arruda é Juvêncio Ribeiro, de 73 anos. Taxista há 46, o baiano mora em Sobradinho, cidade próxima a Brasília. Outros taxistas e motociclistas farão um cortejo, acompanhando o governador. Juvêncio foi escolhido pelo sindicato porque é o motorista de táxi mais antigo em atividade.

“Quando fez a campanha dele lá no aeroporto, ele fez um comício lá, falou que se ganhasse chegaria ao Buriti de táxi. E vai chegar! E eu estou muito feliz! Quem não gostaria? Todo mundo gostaria! Eu nunca presenciei uma posse de governador. Que eu saiba, aqui no DF, é a primeira vez que um governador chega de táxi para a cerimônia de posse”, diz o motorista Juvêncio Ribeiro de Queiroz.

No Palácio do Buriti, os últimos preparativos. Funcionários trabalham na montagem do palco. A faixa governamental está numa caixa, pronta para o dia 1º de janeiro. De cetim, nas cores verde e branca, tem o brasão do Distrito Federal.

A chefe do cerimonial, Renata Machado, explica que a transmissão do cargo está marcada para as 14h30. Será uma cerimônia simples, que começa pelo saguão do palácio. São esperadas 650 pessoas.

“O governador e o vice chegam acompanhados das esposas, dos chefes da Casa Militar e dos secretários de governo. Primeiro tem o discurso da governadora, quando ela transmite a faixa para o Arruda. Ele discursa e encerra a cerimônia de transmissão de cargo. Depois eles passam para a galeria de ex-governadores, onde descerram a foto dela. Finalmente, passam para o lado de fora, local da posse dos secretários e de um show musical”, detalha Renata.

A festa na Praça do Buriti está marcada para as16h30, com a participação de vários artistas de Brasília. Entre eles, Rênio Quintas, Bsb Disco Club, José Neri, Célia Porto e Janete Dornellas.




Atentado faz Espanha suspender diálogo com o ETA
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 04:51:43


Do G1, em São Paulo, com agências


O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, disse neste sábado (30) em coletiva de imprensa que suspendeu o diálogo com as guerrilhas separatistas bascas ETA após um carro-bomba ter explodido no estacionamento do aeroporto internacional de Madri, ferindo 24 pessoas. Duas pessoas estão desaparecidas. Segundo o ministério do Interior, os desaparecidos são equatorianos.

Segundo o premiê, o diálogo foi suspenso porque não foi cumprida a principal condição na resolução parlamentar, que autorizou o governo em junho a iniciar conversações com a guerrilha.

"Essa condição era e é uma vontade inequívoca de abandono da violência por parte do ETA", afirmou Zapatero. "O que aconteceu hoje é radicalmente contrário a essa vontade."

Reação basca
O governo regional do País Basco "não quer e não pode" dar por "interrompido" o processo de paz, afirmou o porta-voz do governo basco, Miren Azkarate, em resposta às afirmações de Zapatero. Em pronunciamento à imprensa, Azkarate condenou a ação terrorista, e destacou que o ato "introduz a desesperança" nos cidadãos bascos.



PT e PDT reagem contra Benício
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 04:41:10


Do Correio Braziliense

Um dia depois de apresentar o primeiro escalão do Governo do Distrito Federal, uma das escolhas de José Roberto Arruda (PFL) já provoca polêmica. A indicação do deputado distrital Benício Tavares (PMDB) para administrar Ceilândia motivou o presidente do PT no DF, Chico Vigilante, e o presidente do PDT em Ceilândia, Edilson Nascimento, a redigirem notas de repúdio pela decisão do novo governador. A associação comercial também reprovou a escolha. Indignados com a indicação de Benício, planejam uma manifestação para “lavar” a entrada da administração da cidade.

Ontem, Arruda justificou a escolha: “(Benício) É uma pessoa com mandato popular e indicado pelo partido. Respeito o mandato popular”. Eleito pela quinta vez consecutiva para ocupar uma vaga na Câmara Legislativa, Benício sempre teve uma votação expressiva em Ceilândia. Mas teve uma vida parlamentar tumultuada, com graves denúncias. Foi acusado de desviar dinheiro de uma associação de portadores de necessidades especiais e está sendo processado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal depois de ser flagrado num barco com menores de idade, no Amazonas, suspeito de turismo sexual.


“Como morador da cidade desde 1977, sinto-me ultrajado com essa escolha, visto que o referido deputado padece por conta de um passado que, no mínimo, põe em xeque sua idoneidade e sua honra como homem público”, escreveu Chico Vigilante, morador de Ceilândia. Presidente do PDT no DF, o senador Cristovam Buarque pretende conversar com Arruda sobre a escolha. De acordo com Edilson Nascimento, o senador cogita até não participar da posse do novo governador por causa da indicação do deputado.

Com a licença de Benício para administrar um dos maiores colégios eleitorais do DF, a deputada Eurides Brito (PMDB) — que ficou na primeira suplência na coligação —reassume o gabinete na Câmara Legislativa. Eurides e Benício fizeram campanha para Arruda, contrariando o próprio partido. O PMDB indicou o vice na chapa da tucana Maria de Lourdes Abadia, que disputou as eleições com Arruda. Benício não falou sobre o assunto. Sua assessoria preferiu o silêncio. O novo administrador de Ceilândia nega que tenha mantido relações com menores no barco e recorre da condenação por desvio de recursos da associação que presidiu.




Paulo Octávio renuncia ao Senado
Enviado por Carlos Honorato em 31/12/2006 03:50:18


Acabou o mistério. O vice governador eleito do Distrito Federal Paulo Octávio (PFL) renunciará ao mandato de senador. Às 10h30 de hoje ele tem um encontro agendado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem vai entregar carta informando sobre a decisão de abrir mão do mandato no Congresso Nacional. Ao tomar a atitude, Paulo Octávio confirma que amanhã tomará posse como vice ao lado do governador José Roberto Arruda. No GDF, ele também assumirá a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

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Governador receberá R$ 22 mil de pensão vitalícia
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:53:27

Da AE


O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, começa a receber a partir de segunda-feira pensão vitalícia de R$ 22 mil mensais. Segundo publicação de sexta-feira no Diário Oficial do Estado, o vencimento é correspondente ao cargo de governador e, no caso de falecimento do beneficiário, a viúva receberá 50%, o que não é extensivo aos filhos ou demais parentes.

Pela emenda, a pensão não é cumulativa, isto é, o ex-governador perde o direito caso seja eleito novamente para qualquer cargo político, ou mesmo seja nomeado para uma função pública, em qualquer das três instâncias (município, Estado ou União).

O ex-governador também perde o direito ao benefício por decisão de dois terços da Assembléia, caso seja comprovado a “indignidade” do beneficiário em cargos públicos, eletivos ou não.



Renan e Sarney prometem imparcialidade a Chinaglia
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:50:59


Depois de obter avanços na bancada do PMDB da Câmara, o líder do governo e candidato à presidência da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), recebeu o compromisso de imparcialidade do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador José Sarney (PMDB-AP), apoiadores da candidatura à reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Em telefonemas separados, Calheiros e Sarney disseram a Chinaglia que ficarão distante da disputa na Câmara, que não estão fazendo campanha para Rebelo, além de não fazerem objeções ao nome do petista para presidir a Câmara.

Os telefonemas e a carta pública divulgada por Calheiros na quinta-feira foram comemorados pelos aliados de Chinaglia como um baque na candidatura de Rebelo. Na nota a imprensa, Calheiros afirmou que "não participa, não articula e não discute - direta ou indiretamente - a eleição da Câmara". Para os aliados do petista, Calheiros e Sarney largaram o barco de Rebelo ao perceber que a candidatura de Chinaglia avançou nos últimos dias.


No PMDB, o entendimento é que a Calheiros foi pressionado a assumir essa posição para preservar sua reeleição ao comando do Senado. A interferência na sucessão da Câmara estava provocando insatisfações entre os peemedebistas e gerando uma rebelião interna contra os dois senadores que são os principais interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas articulações para a composição do ministério do segundo governo.


Aliados de Rebelo, no entanto, procuram fazer uma avaliação de que a posição pública dos dois senadores é natural. De acordo com esse entendimento, o presidente do Senado apenas quis deixar claro que as eleições para as Mesas Diretoras são distintas. "São dois processos com lógicas diferentes. O presidente do Senado apenas está separando esses processos", afirmou o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), um dos coordenadores da campanha de Rebelo.


Apesar dos últimos movimentos públicos desfavoráveis a Rebelo, o comando de campanha do comunista está otimista. Na avaliação feita nesta semana, os aliados contabilizaram votos suficientes para vencer no plenário. A mesma análise é feita pelos aliados do adversário. Coordenadores da campanha de Chinaglia já pensam em criar pontes para atrair o PSB e o PCdoB, principais partidos de apoio a Rebelo, para permitir um eventual recuo da candidatura do comunista.


Queimar pontes


"Nós queremos ampliar o diálogo. Não podemos queimar as pontes. Tem de dar uma saída para Aldo", afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG), que integra o comando da campanha de Chinaglia. "Não estamos fazendo um movimento contra Aldo, mas um movimento a favor de Chinaglia. O diálogo com o PSB e como o PC do B é importante", completou, ressaltando que todos querem um único candidato da base. A idéia dos aliados do petista é difundir a candidatura de Chinaglia como a mais viável para a base.


"O Aldo vai para a disputa no plenário. A decisão da candidatura já foi tomada por um grupo grande de parlamentares de vários partidos. Aldo será o candidato da Casa", disse Renildo Calheiros, reafirmando a disposição do presidente da Câmara de disputar os votos na eleição que está marcada para o dia 1º de fevereiro.

Fonte: Agencia Estado - Denise Madueño e Christiane Samarco



Arruda completa time do governo
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:45:21

Lilian Tahan e Ana Maria Campos
Da equipe do Correio



O primeiro escalão do governador eleito José Roberto Arruda (PFL) está completo. Ontem, o futuro chefe do Executivo anunciou mais 10 nomes que vão integrar a próxima gestão. Sete deles estarão à frente de secretarias, dois foram confirmados para assumir as administrações de Ceilândia e de Taguatinga e haverá ainda um chefe do Conselho Consultivo de Governo, novidade da nova administração. Seguindo o estilo de anúncios anteriores, a revelação dos futuros integrantes do GDF foi assistida por platéia de 200 convidados e comemorada pelos correligionários dos políticos contemplados.

Um dos nomes mais aguardados na composição do governo — o que assumirá a Secretaria de Segurança — foi conhecido ontem. Será o general Cândido Vargas Freire. Ele ocupou o mesmo cargo no governo do Ceará, de Tasso Jereissati (PSDB), e liderou no estado a integração entre as polícias Civil e Militar, um dos projetos que Arruda planeja para o DF. “É afável no trato, mas experiente e duro nas ações”, resumiu o pefelista sobre o perfil do general.

Na condição de governador, Arruda decidiu institucionalizar uma função que, segundo ele, já existe informalmente. O pefelista criou o Conselho Consultivo de Governo e nomeou Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações na gestão de Fernando Henrique Cardoso, como o chefe da estrutura. “Ele é um amigo de anos e anos, toda vez que preciso de um conselho é para ele que eu ligo”, disse. Esse novo órgão vai contar com um grupo de 10 conselheiros, indicados por Pimenta da Veiga.

Outra novidade na estrutura de governo pefelista é a Secretaria de Justiça e Cidadania. O distrital Raimundo Ribeiro, que estava no páreo pela presidência da Câmara Legislativa, será o chefe do setor. Uma das atribuições junto à Terracap será a regularização de condomínios. O Procon e uma subsecretaria de juventude estarão subordinados a Ribeiro.

Para o esporte, Arruda apresentou André Felipe de Oliveira, uma “importação” do Rio de Janeiro. Ele é o idealizador das Vilas Olímpicas no estado e foi indicado pelo deputado federal Rodrigo Maia (PFL), que esteve presente ontem na casa do Lago Sul onde funcionou o governo de transição. “A minha missão é fazer inclusão social pelo esporte, 20 Vilas Olímpicas e 100 mil crianças atendidas é um bom começo”, estimou o futuro secretário.

Entre as soluções caseiras está a pasta de Ação Social e Trabalho, que será ocupada pela deputada distrital Eliana Pedrosa (PFL). Ela pleiteava a presidência da Câmara dos Deputados ou uma das comissões deliberativas da Casa. Perdeu o embate com a decisão de Arruda em fechar acordo sobre o nome de Alírio Neto (PPS). Foi recompensada com uma vaga no governo. “Reconheço que a deputada precisou fazer algumas renúncias pessoais em nome de um acordo mais amplo”, afagou Arruda.

Vagas

A Agricultura também terá um nome local, o de Vilmar Luiz da Silva. Ele presidiu a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF, a Emater por sete anos. Chegou a ser secretário durante um período no governo de Joaquim Roriz. O nome de Vilmar é tido como uma indicação do deputado Pedro Passos (PMDB), ele mesmo um dos cogitados para a vaga.

O jornalista Weligton Moraes será o chefe da Agência da Capital, empresa de comunicação do governo. Ele, que na campanha foi o coordenador dessa área, cuidará agora no governo dos contratos de publicidade institucional e divulgação dos atos de governo. Para a Cultura também foi escolhido um jornalista, Silvestre Gorgulho. Foi secretário de Comunicação na gestão do governador José Aparecido, época em que estreitou os laços de amizade com Arruda, então secretário de Serviços Públicos.


Mudanças na Câmara

A escalação do time do novo governador, José Roberto Arruda, mexeu com a composição da Câmara Legislativa. Quatro deputados vão exercer funções no Executivo, o que permitirá que os respectivos suplentes assumam os mandatos. Deixam a Casa para o compor o primeiro escalão do governo os distritais Eliana Pedrosa (PFL) e Raimundo Ribeiro (PSL), respectivamente, para as secretarias de Ação Social e Trabalho e de Justiça e Cidadania. O arranjo político possibilitou que dois aliados de Arruda cheguem à Câmara. Raad Massouh é o primeiro suplente do PFL. No lugar de Raimundo Ribeiro, entra uma novata: Luzia de Paula (PSL).

Arruda também antecipou ontem o anúncio de dois nomes que assumirão a titularidade de administrações regionais. Em primeiro mandato como distrital, o ex-vice-governador Benedito Domingos (PP) é o novo administrador regional de Taguatinga, sua base eleitoral. Na quinta legislatura na Câmara Legislativa, Benício Tavares (PMDB) deixa a Casa para cuidar de uma área em que tem muitos eleitores: a Ceilândia. Será o novo administrador regional da maior cidade e do maior colégio eleitoral do Distrito Federal. No lugar de Benedito, entra outro neófito na política: Berinaldo Pontes (PP). Com a licença de Benício, a deputada Eurides Brito (PMDB) que ficou na primeira suplência reassume o gabinete na Câmara.

Eurides e Benício entraram na campanha de Arruda a contragosto do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), que somente mais tarde declarou apoio ao novo chefe do Executivo. Por isso, Arruda tinha uma dívida de gratidão com os dois, principalmente com Eurides que ficou na suplência. Outro peemedebista na mesma situação, o distrital Odilon Aires, que também não se reelegeu, deve assumir também uma administração regional ou uma das 15 gerências do governo. O pefelista Paulo Roriz será o líder do governo na Câmara.

Com essas negociações que envolveram as bancadas na Câmara Legislativa, a eleição do deputado Alírio Neto (PPS), na próxima segunda-feira, como presidente da Casa, deverá transcorrer num clima de entendimento, quase de unanimidade. Até agora, apenas o pedetista José Antônio Reguffe permanece indeciso quanto a votar em Alírio como presidente da Câmara. “Quero saber se ele vai colocar meus projetos que tratam da moralização da Casa em votação”, justifica Reguffe. Pelo acordo já fechado entre os partidos, o petista Paulo Tadeu será o vice-presidente da Câmara. Aguinaldo de Jesus (PR), Júnior Brunelli (PFL) e Doutor Charles (PTB) serão, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro secretários. (AMC)



Câmara define comissões
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:38:58


Daniela Lima - Jornal de Brasília


Assim como as cadeiras da Mesa Diretora, as vagas de presidente e vice das nove Comissões Permanentes da Câmara Legislativa já têm donos. Os nomes foram fechados na manhã de ontem, quando representantes dos seis blocos compostos por quatro parlamentares cada se encontraram, no gabinete da liderança do PMDB na Casa, e definiram quem ficará com o que na próxima legislatura. Todos os grupos foram contemplados na distribuição das lideranças.

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), que analisa matérias que envolvem recursos financeiros, continuará nas mãos de Leonardo Prudente (PFL). O partido não abriu mão da presidência da Comissão. Prudente foi o homem que adequou o orçamento aos planos do novo governo e permanecerá no comando da Ceof até 2008. A vice ficou com o deputado eleito mais novo da Casa, o jovem Christiano Araújo (PTB).

Comissões Temáticas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que emite parecer sobre a viabilidade legal das matérias propostas, ficará com Pedro Passos (PMDB). A vice-presidência, com Chico Leite (PT). O petista também assume a liderança do partido. A chefia da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) – que emite parecer sobre o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), os Planos Diretores Locais (PDLs) e outras matérias que falam sobre a destinação e uso de terras – ainda não tem nome definido, mas já se sabe que ficará nas mãos do PMDB.

Os peemedebistas chegaram a cogitar o nome de Roney Nemer, mas ele foi indicado para a Corregedoria da Casa. Portanto, Eurides Brito, que assumirá a vaga no lugar de Benício Tavares (que assume a Administração de Ceilândia), poderá ficar com o cargo, ao lado de Batista das Cooperativas (PRP), que será o vice. Ele defende a bandeira da regularização dos condomínios.

Outra comissão sem nome definido é a de Educação e Saúde (CES). A indicação será feita pelo PFL e deverá recair sobre Paulo Roriz ou sobre o suplente de Eliana Pedrosa, Raad, que assumirá a cadeira com quase 9,5 mil votos.

A Comissão de Defesa Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar (CDDHCEDP) continua com a petista Erika Kokay. A vice ficará com o novato Rogério Ulysses (PSB). A Comissão de Segurança (CS) ficou com quem entende do assunto: o policial militar Cabo Patrício (PT) e o bombeiro Aylton Gomes (PMN).

Milton Barbosa (PSDB) será o presidente da Comissão de Assuntos Sociais. Barbosa foi secretário de Solidariedade durante o governo de Joaquim Roriz (PMDB). O vice-presidente será Wilson Lima (PR), que também será o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC). Ao lado dele, na vice, Paulo Roriz (PFL). O pefelista também foi anunciado como o próximo líder de governo da Casa.

Na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT), Batista das Cooperativas fica com a presidência e Pedro Passos com a vice. A Ouvidoria da Casa estará nas mãos do pedetista estreante, José Antônio Reguffe.




Após dia sem ataques, criminosos voltam a incendiar ônibus no Rio
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:36:47


da Folha Online

Depois de um dia tranqüilo no Rio de Janeiro, criminosos voltaram a atacar um ônibus em Nova Iguaçu por volta das 20h desta sexta-feira. A onda de violência que atingiu a região metropolitana do Rio desde a madrugada de quinta-feira (28) deixou 18 mortos e 23 feridos na véspera do Réveillon.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ação em Nova Iguaçu foi semelhante aos outros incêndios --os criminosos mandaram os passageiros descerem e atearam fogo no veículo. Ninguém ficou ferido.

Hoje, o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, afirmou que seis presos acusados de coordenarem os ataques foram isolados no RDD (regime disciplinar diferenciado) do presídio de Bangu 1.

Entre os presos estão Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco.

De acordo com a assessoria da SAP, Santos confirmou que os presos isolados participaram do comando às ações de violência. Eles foram transferidos para o RDD três dias antes dos ataques, quando a SSP (Secretaria de Segurança Pública) teria descoberto a intenção dos detentos.

Desde ontem 23 favelas estão ocupadas por policiais para evitar confrontos entre traficantes e tentar prender suspeitos das ações.

Além disso, 20.734 policiais civis e militares tomaram as ruas do Rio para tentar garantir que novos incidentes não aconteçam, principalmente durante as festas de virada do Ano Novo.



Saddam Hussein é enforcado na manhã de sábado em Bagdá
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:33:57


da Folha Online

O ditador iraquiano Saddam Hussein, 69, morreu enforcado por volta às 6h da manhã deste sábado (1h da manhã em Brasília), na Zona Verde de Bagdá, região fortemente protegida da capital iraquiana em cumprimento à sentença determinada pela Justiça daquele país em 5 de novembro.

A condenação foi dada a Saddam por sua participação nos assassinatos de 148 xiitas da cidade de Dujail depois do fracasso de um complô para matá-lo em 1982, assim como na tortura e a deportação de centenas de moradores de Dujail.


Ditador Saddam Hussein ouve a sentença de morte após julgamento em Bagdá


Saddam Hussein governou o Iraque de 1979 a 2003, quando caiu durante a invasão americana ao país. Conseguiu fugir, mas foi capturado e respondeu a processos por genocídios, acusado pelos EUA de desenvolver armas de destruição em massa.

Um tribunal de apelações de Washington rejeitou ontem o pedido formulado pelos advogados do ex-presidente do Iraque para impedir a sua execução.

Os advogados de Saddam Hussein solicitaram a um tribunal dos Estados Unidos que o ex-presidente iraquiano não passasse da custódia americana às mãos de oficiais iraquianos. Com isso, esperavam deter a execução, informaram fontes judiciais.


Saddam Hussein é encontrado no Iraque por tropas da coalisão lideradas pelos EUA


As ruas de Bagdá foram tomadas pela comemoração, conforme mostrou a rede de TV "CNN". Iraquianos que afirmavam ter sofrido sob o regime ditatorial de Saddam Hussein diziam que este era um dia de "comemoração, Justiça e vingança".

Enterro

Raghad Saddam, a filha mais velha do ditador iraquiano, pediu que seu pai seja enterrado em Sana, capital do Iêmen, após sua execução, informou a rede de televisão "Al Jazira".

Segundo a emissora, que cita "fontes iemenitas", Raghad pediu ao governo iemenita que "intervenha para que Saddam Hussein seja enterrado em Sana".

Raghad vive na Jordânia desde a queda do regime de seu pai, em abril de 2003. Ela quer que o corpo seja enterrado no Iêmen de forma provisória, para ser levado de volta ao Iraque após "a saída das tropas de ocupação do país", acrescentaram as fontes.

Saddam Hussein foi ditador no Iraque de 1979 a 2003, quando os Estados Unidos invadiram o país e depuseram-no.

Durante esse período, o Iraque protagonizou três guerras.

Com agências internacionais



Maria Abadia se despede do GDF
Enviado por Carlos Honorato em 30/12/2006 04:30:46


Lea Queiroz - Jornal Coletivo


Com muita emoção e, conforme afirma, sem mágoas, a governadora Maria de Lourdes Abadia se despede nesta segunda-feira, do cargo maior do GDF. Foram nove meses de uma gestão que deixou a marca feminina e guerreira de Abadia e que fez a política entrar para a história do DF como a primeira mulher a ocupar o Palácio do Buriti. “O funcionamento de uma cidade não é brincadeira. Em abril, quando me tornei governadora, tinha nove meses para terminar com chave de ouro um governo que tinha 84% de aceitação. E essa missão eu cumpri, Brasília avançou em muitos aspectos”, afirma Abadia
Para a assistente social, a política é um instrumento de mudança, de obter conquistas e uma oportunidade de trabalhar pelo bem comum. Ela considera ter realizado um sonho ao governar Brasília, e que sua gestão, mesmo que por um período curto, foi o suficiente para registrar seu compromisso e amor pela cidade. “A minha herança é o amor pelo próximo. Eu me sinto, além de governadora, uma operária social. A dificuldade, a saga das pessoas me toca muito”, destaca.

Sobre os planos para 2007, Abadia pretende fundar uma Organização Não-Governamental para cuidar de programas sociais e deverá prestar consultorias na área social. “Eu tenho dito que estou me despedindo de um cargo, mas não da minha missão de assistente social, de uma operária social que vai continuar trabalhando. Não sei ainda em que trincheira, mas eu não vou me aposentar do meu trabalho”, afirma.

Antes de voltar ao batente, no entanto, Abadia afirma que vai descansar, cuidar um pouco de sua casa e também dedicar tempo à família e amigos.

“Tenho um sentimento do dever cumprido. O que foi possível fazer nós fizemos. Eu acho que a marca que deixo é a do humanismo, do social, do desenvolvimento com comprometimento social”, comenta.

Em relação à corrida pela sucessão governamental, Abadia considera que a última eleição foi a mais difícil de sua carreira política. Ela admite que foi prejudicada na tentativa de reeleição com a divisão da base de apoio do governo e que foram muitas as decepções. “Eu nunca sabia em quem podia confiar, quem estava ao meu lado, quem estava do outro lado. Foi uma coisa que confundiu muito a minha cabeça”, desabafa.



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