Carregando...
 
 
Brasília-DF, 01 de Dezembro de 2010. Ano 6
Hoje
DEZEMBRO/2010
D S T Q Q S S
1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31
Total de 33219 notícias
INTERNACIONAL
Euro tem uma chance em cinco de sobreviver, diz estudo
Da redação em 31/12/2010 14:55:52

A zona do euro tem apenas uma chance em cinco de sobrevier em sua forma atual pelos próximos dez anos devido aos desequilíbrios entre seus membros, disse na sexta-feira um dos principais centros de estudos britânicos. O Centro de Investigação Econômica e Empresarial (CEBR) disse que a Espanha e a Itália terão que refinanciar cerca de 400 bilhões de euros (US$ 530 bilhões) em bônus soberanos durante a primavera no hemisfério norte, o que poderia gerar novas crises dentro da zona do monetária, que a partir de 1º de janeiro contará com 17 membros.

"O euro poderia desmoronar nessa altura, ainda que os políticos europeus geralmente sejam capazes de responder a uma crise", disse o chefe executivo da entidade, Douglas McWilliams.

A crise de dívida soberana na Grécia e na Irlanda sacudiu os países da zona do euro este ano, gerando certa especulação de que a Alemanha eventualmente poderia perder a paciência em resgatar a seus vizinhos menos austeros, o que poderia gerar a quebra do bloco monetário.

A chanceler alemã Angela Merkel reafirmou em diversas ocasiões o compromisso de Berlim com o euro, algo que voltou a mencionar em sua mensagem de final de ano ao país na sexta-feira.

"O euro é a base de nossa prosperidade", afirmou. "A Alemanha precisa da Europa e de nossa moeda comum. Para nosso bem estar e para superar todos os grandes desafios mundiais. Nós, os alemães, assumimos nossa responsabilidade, mesmo quando ela é muito dura".

McWillliams, no entanto, indicou que os profundos desquilíbrios entre as economias frágeis e as mais fortes dentro do grupo, algo que se tornou mais evidente desde a crise de 2008, implicaria em um grande obstáculo para o projeto do bloco europeu no longo prazo.

"Suspeito que o que separará a zona do euro será a impossibilidade da maioria dos países de adotar as medidas austeras necessárias para alcançar maior competitividade em suas economias no longo prazo", disse McWilliams.

"Só damos uma em cinco possibilidades de que (o euro) sobreviva em seu estado atual nos próximos dez anos. Se o euro não acabar, este poderia ser o ano em que ele vai se debilitar substancialmente até a paridade com o dólar", afirmou.Informações da Reuters.



Ministro do STF diz que Battisti poderá ser solto ainda hoje
Da redação em 31/12/2010 14:52:41

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, afirmou ao R7 que o italiano Cesare Battisti poderá ser solto ainda hoje. O ativista conseguiu asilo político no Brasil, conforme decisão anunciada nesta sexta-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, “tarda a soltura deste homem que já está preso há mais de três anos para nada”. Marco Aurélio explicou que o próprio STF poderá expedir um alvará de soltura pois foi essa mesma corte quem determinou a prisão temporária de Battisti.

- O motivo da prisão foi de viabilizar a entrega [do ex-militante à Itália], caso decidisse o presidente da República de forma negativa quanto ao asilo. Eu acho que tem que expedir imediatamente o alvará de soltura para ele inclusive romper 2011 solto.

No entanto, para que o STF determine a libertação do ativista político - que está preso desde 2007 em Brasília, no Complexo Penitenciário da Papuda -, a decisão do presidente Lula deverá ser oficializada e em enviada ao Supremo pelo Ministério da Justiça. Para Marco Aurélio, o anúncio já “surte efeitos imediatos”.

- O asilo é sempre um ato político e ato político não passa pelo crivo do judiciário. A política internacional é conduzida pelo chefe do Executivo nacional e não pelo Supremo.

Marco Aurélio defende a soltura imediata de Battisti.

- Se ele obteve o asilo político, ele tem todo interesse em permanecer no Brasil, não vai fugir, a não ser que ele queira começar essa ladainha novamente. [...] Daqui a pouco ele completa quatro anos de prisão.

O ministro acredita ainda que a decisão de manter Battisti no Brasil não descumpre o tratado de extradição entre Brasil e Itália, firmado em 1989. O acordo prevê que cada país é obrigado a entregar, segundo as normas e condições estabelecidas no Tratado, as pessoas que se encontrem em seu território e que sejam procuradas.

- O presidente da República praticou o ato em harmonia com o tratado. O tratado não poderia afastar da órbita de atuação do presidente da República esse ato político, que é um ato voltado para preservação dos direitos humanos, porque aí o Tratado seria inconstitucional. Informações do R7.


DISTRITO FEDERAL
Rosso sanciona Orçamento do DF com vetos que somam R$ 995 milhões
Da redação em 31/12/2010 14:48:57

O gorvernador do Distrito Federal Rogério Rosso sancionou, na tarde desta sexta-feira (31/12), a Lei Orçamentária Anual do DF. O texto foi sancionado com o veto de 273 emendas, que somam um total de R$ 995 milhões. De acordo com o governo, as emendas foram vetadas por questões técnicas, que impossibilitariam a execução das despesas no próximo ano. Entre os vetos, está um vício de inciativa que teria como objetivo reservar verbas para conceder reajustes a alguns servidores, como os policiais militares e concursados da área de saúde. "O Legislativo não pode criar obrigçãoes financeiras para o Executivo", explicou o secretário-adjunto de Planejamento, Caio Aboti.

De acordo com o governo, todos os vetos foram feitos em conjunto com a equipe de transição do governador eleito, Agnelo Queiroz. A gestão petista estaria, portanto, de acordo com as mudanças na lei orçamentária. "Todos os vetos foram feitos de acordo com análise técnica em conjunto com a equipe de transição. O grupo de Agnelo, inclusive sugeriu o veto de emendas que haviam sido colocadas no projetos de lei pelo grupo do próprio petista", afirmou Rosso. As informações são do Correio Braziliense.

O Correio tentou contato com a equipe de Agnelo para confirmar o posicionamento, mas não obteve retorno. A quantia vetada passa a fazer parte da reserva de contigenciamento do orçamento do DF. Agora, para que o recurso seja liberado, são necessários projetos de lei específicos. O orçamento do DF para 2011 prevê 17,9 bilhões do próprio GDF e outros 8,7 bilhões do fundo constitucional. A lei orçamentária sancionada deve ser publicada em um suplemento do diário oficial do DF ainda na tarde de hoje.


MÚSICA
Frank Sinatra - Fly me to the moon
Da redação em 31/12/2010 14:44:29


DISTRITO FEDERAL
Apesar da crise, GDF investiu na cidade e no bem estar da população
Da redação em 31/12/2010 14:41:41

Uma gestação prematura, repleta de dificuldades, mas vitoriosa. Assim foi a atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF). Em apenas oito meses, o governo local se concentrou em reorganizar a casa. A faxina foi feita e a população contabiliza os benefícios. Neste curto período, foram mais de 500 obras inauguradas e cerca de quatro mil servidores concursados nomeados reforçando os serviços essenciais ao cidadão como segurança, saúde e educação.

Na área social, o GDF se concentrou na melhoria da vida das pessoas mais carentes. Foram inaugurados dois restaurantes comunitários que, juntos, servem mais de 7,5 mil refeições ao dia. Cerca de 14 mil pessoas participaram dos cursos de capacitação da Secretaria Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) e outras quatro mil de projetos específicos como o “Cidadania Feminina” e o “Capacitando para o Trabalho”.

“Não queríamos holofotes. Nossa proposta era de governar para a população e não para as câmeras. Tivemos mais de 500 obras inauguradas nesses oito meses e não utilizei nenhuma delas para fazer palanque”, afirmou o governador Rogério Rosso ao avaliar a postura de seu governo, durante uma cerimônia na Terracap.

Preocupado com a melhoria de vida da população, o governo ainda abriu uma fábrica de cadeira de rodas e de confecção de fraldas descartáveis anti-alérgicas geriátricas e infantis. Com uma produção mensal de 200 cadeiras de rodas, a pequena indústria, localizada na Ceilândia, também produz enxovais de bebês e malhas compressivas para queimaduras.

De olho na saúde pública, o GDF também investiu na melhoria do atendimento ao público. Contratou mais de 1,4 mil servidores para o Hospital de Santa Maria, construiu a Brinquedoteca do Hospital de Ceilândia e quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) localizadas em São Sebastião, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Samambaia.

Também entregou, totalmente reformado, o Pronto Socorro Obstétrico e Ginecológico do Gama e construiu um moderno centro odontológico no Hospital Regional da Asa Sul (Hras). Para ajudar na distribuição dos remédios, o governo inaugurou ainda a unidade da Farmácia de Alto Custo da estação de metrô 102 Sul.

Condomínios regularizados


Desde que a atual gestão assumiu o GDF, a população do Distrito Federal conquistou a regularização de 62 áreas de habitação urbana, beneficiando cerca de 65 mil pessoas. “Regularizar a situação dessas pessoas é regularizar a cidade como um todo. É buscar a garantia de um futuro melhor para nossas gerações”, avalia a vice-governadora Ivelise Longhi. A regularização dos condomínios veio acompanhada de uma séria política de combate a invasões, coordenada pela Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa). Só para se ter uma idéia do volume de trabalho neste sentido, desde o início deste mês, a Sudesa realizou oito operações de transferências na cidade.

Ao todo, 157 famílias foram realocadas de invasões para as quadras 7 e 8 do Setor Oeste da Estrutural. “Apesar das críticas, conseguimos fazer muito pela população do DF. Regularizamos condomínios, reorganizamos a cidade, mas tivemos de enfrentar a burocracia que, muitas vezes, nos impediram de avançar mais”, avaliou Rogério Rosso.

Valorização do esporte

Garantir a prática de esporte como forma de manter a saúde e o lazer da comunidade também foi prioridade desta gestão. Nos últimos meses, o governo inaugurou 28 campos de futebol de grama sintética em várias cidades, como o da quadra 101 do Recanto das Emas e o do bairro DVO, no Gama.  “Nosso foco foi de buscar o bem-estar da cidade e da população”, afirmou o governador Rogério Rosso na inauguração do primeiro ginásio coberto da Ceilândia, um dos quatro entregues na sua gestão.

O governo também inaugurou duas Vilas Olímpicas: uma no Parque da Vaquejada, na Ceilândia, e, a segunda, em São Sebastião. “Temos outras oito vilas como estas com quase 85% da obra finalizada”, precisou o secretário de Esporte, Herbert William Félix. Segundo ele, o governo ainda concedeu cerca de mil passagens interestaduais – aéreas e terrestres – para vários atletas e manteve em dia o pagamento da “Bolsa Atleta”. “Até dezembro estão garantidos esses repasses”, afirmou. Informações da Agência Brasil

Principais obras entregues nos últimos oito meses

 * Vilas Olímpicas de São Sebastião e Parque da Vaquejada

Investimento: R$ 14 milhões

* Parte viária Estrada Parque Taguatinga Guará

Investimento: R$ 300 milhões

* Fonte Luminosa

Investimento: R$ 9 milhões, recursos da Eletrobras

* Rodoviária Interestadual

Investimento: R$ 50 milhões, investidos pela concessionária Socicam, responsável pelo terminal

*Grama Sintética, Taguatinga, Taguaparque

Investimento: R$ 600 mil

* Pontos de Encontro Comunitário, “ginástica ao ar livre”, (Vila Telebrasília, Riacho Fundo I e II, Nova Colina-Sobradinho, Varjão, Engenho das Lajes, Setores Sul e Oeste do Gama, Guará)

Investimento: R$ 75 mil para cada academia

* Grama Sintética quadra 101 do Recanto das Emas

Investimento: R$ 600 mil

* Viaduto L2 Sul (primeira etapa da via)

Investimento: R$ 21 milhões para as três etapas

* DF-001, Trecho entre o entroncamento com a DF-463 (Papuda) até o entroncamento DF-140

Investimento: R$ 10 milhões

* Centro de Ensino Fundamental da Quadra 404, Samambaia

Investimento: 3,5 milhões

* DF-005 – recapeamento de 7,6 km entre entroncamentos DF-015 (Balão do Paranoá) e DF-001

Investimento: R$ 4,1 milhões

* Escola Classe Santa Helena, Sobradinho

Investimento: R$ 1,1 milhão

* Campo de grama sintética do bairro DVO, Gama

Investimento: R$ 600 mil

* Segunda estação do Metrô Guará, QE 24

Investimento: R$ 30 milhões

* Viadutos da Estrada Parque Guará (EPGU)

Investimento: R$ 25 milhões


ECONOMIA
Dilma vai aceitar concessão privada de aeroportos
Da redação em 31/12/2010 08:58:53

Uma das primeiras medidas da presidente Dilma Rousseff quando assumir o Planalto será aceitar a concessão privada de aeroportos. Dilma já bateu o martelo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre a mudança, informa Ancelmo Gois na edição desta sexta-feira do jornal O Globo.

Jobim já apresentou decreto com modelo que prevê, entre outras coisas, um leque de opções de concessão, entre elas a por outorga, em que o valor pago seria destinado a um fundo para financiar os aeroportos deficitários e as malhas regionais de aviação sob administração do governo.

Nesta semana, o governador do Rio, Sergio Cabral Filho, defendeu a privatização dos aeroportos no Rio para que a cidade possa receber os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo em 2014. Cabral classificou o problema dos areoportos como a pedra no sapato da cidade.


POLÍTICA
PT distribui cartilha e pede cuidado com grande imprensa
Da redação em 31/12/2010 08:53:41

A nova versão do "Manual do Deputado Petista", destinada aos 88 parlamentares que assumirão o mandato na Câmara em fevereiro, recomenda aos eleitos tomarem cuidado com a grande imprensa, que, segundo a cartilha petista, teria má vontade com o PT e com o governo Lula desde 2003. Mas o livreto, de 51 páginas, faz um alerta ao deputado do partido e recomenda que não polemize com os meios de comunicação: "evite a suposição da existência de conspirações da imprensa contra o Congresso. Não seja corporativista".

Esta é a sexta edição do manual, atualizado a cada nova legislatura. O líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), apresenta o documento como um mapa dos caminhos do Congresso e classifica as dicas como orientações úteis para a bancada.

Em relação à imprensa, o manual do PT afirma que muitas vezes a pauta do repórter já vem "fechada", que é elaborada pela direção do jornal, "o pessoal da retaguarda", caso de editores, coordenadores e diretores de redação. "São quem moldam a forma final da reportagem". Classificam a reportagem como "tese da redação". E sugerem: "não participe ou tente derrubar (a pauta). É preciso ter paciência e resistência".

Partido diz que população nota as manipulações

E concluem que "não é incomum a reportagem discordar da redação". Diz que há uma diferença clara entre o jornalista, apresentado como trabalhador assalariado, e a empresa para a qual trabalha.

Para o PT, não existe informação neutra ou imparcial. "Uma regra é falar pouco, e entrevista, de preferência, gravada. Em caso de off (sem identificação da fonte), passe-o apenas para um repórter. Jamais para dois". O manual recomenda ao deputado portador de alguma notícia que circule pelo Salão Verde, local próximo ao plenário, onde há intensa movimentação de jornalistas. Mas que tome cuidado com o dead line, que é o horário de fechamento dos jornais: "Se tem algo a divulgar, que o faça até as 16h, no máximo até as 17h".

Para o partido, a população está vacinada contra manipulações. A saída é a internet e as redes sociais, que, segundo o livreto, esvaziaram o poder de manipulação da grande imprensa. Os blogs alternativos são um caminho mais direto, "sem o filtro ideológico".

Na TV, diz o manual, é mais difícil colocar o parlamentar em evidência. O tempo disponível é curto e as emissoras entrevistam os mais conhecidos ou seus parlamentares preferidos, que "vendem" mais a notícia. Mas se for dar entrevista para televisões, recomenda-se, antes, fazer um "media training", uma espécie de treino com o assessor de imprensa.

A imprensa regional - conjunto de jornais, rádios e TVs dos estados de origem dos deputados - é citada como fundamental para o contato com as bases desses políticos, seus eleitores. A sugestão é fazer visitas de cortesia às redações. "Mas são veículos que pertencem a grupos políticos locais, muitos deles hostis ao PT".

Tratar bem jornalistas dos pequenos jornais também é outra dica. O PT diz que a profissão é marcada por alta rotatividade. "Vale lembrar que o jornalista que hoje trabalha no pequeno jornal ou na rádio do interior pode, amanhã, ser contratado por um veículo maior". Se enviar release (material de divulgação do mandato), sugere a cartilha, não esqueça de colocar telefone de contato e estar sempre localizável. Informações de O Globo.


AMAZONAS
US$ 33 bilhões de faturamento e uma Amazônia de vantagem
Da redação em 31/12/2010 08:50:51

Por Evandro Brandão Barbosa, Diário do Amazonas

Ao faturar US$ 33 bilhões em 2010, o Polo Industrial de Manaus aponta para um ano novo potencialmente preparado para receber novas plantas de fábricas e, consequentemente, elevação do nível de emprego da mão-de-obra. Portanto, a busca de capacitação profissional pode ser mais uma atividade a ser desenvolvida no projeto de vida de muita gente na Amazônia.

O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) do ano de 2010 mostra, mais uma vez, como a administração de processos produtivos e a integração de cadeias produtivas podem participar de políticas de desenvolvimento socioeconômico na Amazônia. Dessa vez, o ano se encerra não somente com o Polo Eletroeletrônico e o Polo de Duas Rodas com faturamentos recordes, outros polos também se destacaram positivamente; é o recorde dos recordes.

Faturar US$ 33 bilhões no ano seguinte a uma crise financeira mundial não é qualquer coisa. É, principalmente, gestão administrativa e operacional eficaz. O Polo Industrial de Manaus apresentou resultados positivos na maioria das suas indústrias; inclusive aquelas que nos três últimos anos têm apresentado faturamento regular, no ano de 2010 acompanharam o pico de faturamento geral do PIM.

Composto por indústrias que compram seus insumos nos mercados internacional, nacional e regional, o PIM utiliza mão-de-obra que apresenta produtividade superior àquela revelada pela mão-de-obra de muitas matrizes de suas fábricas no exterior e em outras regiões do Brasil. Os caboclos amazônicos unidos àqueles que escolheram a Amazônia para trabalhar e viver dão um show de gestão e de operacionalidade. Por isso o faturamento do PIM de 2010 representa o recorde dos recordes.

A administração dos incentivos fiscais realizada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) é o catalisador do desenvolvimento regional. Ao administrar uma política de desenvolvimento que não privilegia o capital investido, mas a produção, a SUFRAMA dá o tom e o ritmo para o funcionamento da economia da Amazônia Ocidental, enquanto os governos estadual e municipal arrecadam os tributos que lhes competem para viabilizar a satisfação das necessidades de infraestrutura local e regional para viabilizar o desenvolvimento.

Com o faturamento de 2010, a expectativa de todos aqueles que vivem na Amazônia Ocidental é a de que o Governo Federal não mais contingencie os recursos financeiros produzidos pelas empresas e destinados à SUFRAMA para que esta realize o seu trabalho de administrar os incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus. E assim, a velocidade do desenvolvimento regional poderá ser aumentada, com mais cursos de mestrados, doutorados, especializações e graduações específicas para as atividades regionais.

Que todas as esferas de Governo continuem como parceiros e executem os seus trabalhos de forma que a administração dos incentivos fiscais e a implementação de projetos assumidos pela SUFRAMA continuem sendo eficazmente realizadas.

Parabéns a todos aqueles que produzem no Polo Industrial de Manaus, seja do nível estratégico, gerenciar e operacional. Todos representam elos de uma corrente que resiste às crises financeiras e econômicas e produzem com a força necessária para o desenvolvimento amazônico.


GOIÁS
Buraco na BR-060 complica trânsito nas saídas do DF em direção a Goiânia
Da redação em 31/12/2010 08:47:24

Lucas Tolentino, Correio Braziliense
 
Com a interdição da BR-060, por conta da abertura de uma cratera com 40 metros de extensão, 10 metros de largura e 40 metros de profundidade, o trânsito nas principais saídas do Distrito Federal em direção a Goiânia se complica. Às vésperas das comemorações de ano-novo, os motoristas que quiserem fazer o trajeto enfrentarão um fluxo pesado de veículo nas rodovias alternativas de acesso à capital goiana e às cidades vizinhas. As equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) preveem que os dois desvios fiquem prontos até o fim de semana. A possibilidade de conclusão até hoje foi descartada, se as chuvas persistirem na região.

A barreira que impede os condutores de seguir viagem fica na altura de Santo Antônio do Descoberto (GO), a 42km de distância da cratera. Morador do município, o empresário Ricardo Oliveira, 25 anos, descobriu que precisaria sair mais cedo para encontrar os familiares com quem deseja dar as boas-vindas a 2011, em Rio Verde (GO). Para chegar ao local, conforme o planejado, antes do almoço, ele calculou que precisaria acordar de madrugada. “A volta vai ser grande. A pista é de mão dupla e tem mais riscos de acidentes”, diz.

Em vez de usar a BR-060, Ricardo e os demais motoristas das redondezas com destino a Goiânia e às proximidades terão de encarar a BR-070, em Águas Lindas, ou a BR-040, em Luziânia (veja arte). O inspetor Lucas Barbosa, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), explica que é preciso atenção redobrada ao volante. “Com uma saída da cidade a menos, os perigos aumentam. As pessoas devem evitar as estradas à noite e aproveitar o horário de verão para dirigir até mais tarde”, recomenda.

A interdição da BR-060 não oferece riscos nem prejudica somente as pessoas à procura de um descanso fora de Brasília. O caminhoneiro Divino de Moura, 50 anos, faz o transporte de cenouras do DF para Anápolis todas as semanas e, pela primeira vez, andou na rodovia de Águas Lindas. “Já avisei aos chefes da empresa que a viagem, agora, dura uma hora a mais. Falam que a distância é pouca, mas o trânsito está bem mais intenso e é mais difícil fazer ultrapassagens”, reclama.

Grande parte dos lucros dos empresários de Alexânia, distante 8 km da cratera, depende do movimento de veículos que passam pela rodovia. A prefeita do município, Maria Aparecida Gomes Lima, conhecida como Cida do Gelo, explica que as barreiras na cidade prejudicaram o andamento de vários setores da economia local. “O comércio depende de Brasília, Goiânia e regiões vizinhas. A cratera paralisou tudo. Os vendedores se prepararam para o maior movimento do fim do ano e acabaram surpreendidos pelo imprevisto”, lamenta.

Desmoronamento
O desfiladeiro que se abriu no asfalto pode desmoronar ainda mais. O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, calcula que as rachaduras caiam em decorrência das chuvas e as dimensões do barranco ainda aumentem em até 30 metros. O resultado da sondagem dos estragos na pista fica pronto na próxima terça-feira. Com a análise, os técnicos começarão a restauração da pista, prevista para terminar em seis meses. As obras custarão entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.

Durante os 180 dias em que a equipe trabalhará na recuperação da pista, os motoristas atravessarão a rodovia por dois desvios. Para quem vai de Brasília a Goiânia, serão 150 metros de uma pista improvisada na área verde que margeia a cratera. No sentido oposto, os motoristas passarão por um trecho de 2 km da antiga BR-060 que será revitalizado para o trânsito de carros e caminhões. As construções começaram na última quarta-feira e, segundo Pagot, deveriam ser entregues hoje, mas a chuva frustrou as previsões.

A presença de uma mina d’água encharcou o subsolo do Km 24 da BR-060 e provocou os deslizamentos. Pagot não acredita em erros na construção da rodovia, como a falta de drenagem hídrica, tenham contribuído com a abertura do buraco. “Na época da construção, a quantidade de habitantes era menor. A presença de chacareiros ou as mudanças inerentes à natureza podem ter ocasionado o aparecimento de olhos d’água na superfície”, ressalta.

Rachaduras na BR-070
» A duplicação da estrada de acesso a Águas Lindas de Goiás começa a apresentar rachaduras que podem acabar como as que causaram a outra cratera. A BR-070 está em obras e, logo no viaduto de entrada no município goiana, o asfalto começou a ceder. A empresa responsável tem até março para entregar o serviço e tapou ontem as fendas. De acordo com o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, é normal que as imperfeições apareçam durante as obras por conta da acomodação do solo. “O monitoramento da região é feito há dois meses e, eventualmente, abrem alguns centímetros. Mas o canteiro está só a 500 metros de distância e as equipes fazem todos os reparos necessários”, explica.

120 mil deixam o DF
Às vésperas da chegada do novo ano, os brasilienses que só tiveram folga na última hora se preparam para passar o réveillon fora do Distrito Federal. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 120 mil veículos devem deixar a cidade. Mas, com a cerimônia de posse da presidente eleita Dilma Rousseff, muitos carros e ônibus farão o caminho inverso, lotados de pessoas interessadas em participar das comemorações na Esplanada dos Ministérios.

Com as barreiras na BR-060, as comitivas que vêm da Região Norte e de estados como Tocantins e Maranhão terão dificuldade para chegar ao Planalto Central. De acordo com o Dnit, cerca de 60 mil automóveis atravessam a estrada por dia. O inspetor Lucas Barbosa, da PRF, afirma que, como será necessário usar as rotas alternativas, os engarrafamentos podem surgir. “O pico de entrada e saída nas rodovias deve ser pela tarde (de hoje) e é o horário em que os motoristas precisarão de mais cuidados”, afirma.

Na saída do Valparaíso, pela BR-040, em direção a Belo Horizonte e à Região Sudeste do país, o fluxo de condutores deve crescer de 20 mil para 45 mil por dia. Mais de 35 mil veículos devem deixar o DF por Ceilândia, na BR-070, contra o fluxo normal de 15 mil motoristas por dia.

De olho no movimento de carros dentro da cidade, que também fica maior no fim do ano, o Departamento de Trânsito não deixará de lado a fiscalização da lei seca. Para flagrar os condutores que ainda insistam em combinar álcool e direção, 36 agentes do órgão intensificarão as blitzes em toda a cidade. Hoje a amanhã, 18 equipes se espalharão em pontos estratégicos da capital. Além de autuar os motoristas que não passarem no teste do bafômetro, os fiscais orientarão o restante das pessoas que passarem pelas blitzes.


POLÍTICA
Lula acelera gastos no fim do governo e despesas batem o recorde da década
Da redação em 31/12/2010 08:37:33

Lu Aiko Otta - O Estado de S.Paulo

No apagar das luzes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a máquina governamental acelerou os gastos. O volume de empenhos, que correspondem à primeira etapa de uma despesa federal e são uma espécie de reserva de dinheiro para pagar uma determinada mercadoria ou serviço, alcançou R$ 10,093 bilhões no mês de dezembro, até o dia 27, segundo levantamento da organização não governamental (ONG) Contas Abertas.

O valor, recorde para o ano, se refere apenas aos recursos relacionados a investimentos. O total em 2010, nesse dado parcial, já é o maior da década em termos nominais: R$ 50,307 bilhões. Essas cifras tendem a aumentar até a meia-noite de hoje.

Os empenhos de dezembro de 2010 superam os R$ 6,369 bilhões do mesmo mês em 2009 ou os R$ 4,801 bilhões do fim de 2008. Na última década, só o ano de 2007 registrou um volume maior de gastos de última hora: R$ 15,987 bilhões.

O "festival de empenhos" no fechamento de cada ano já faz parte do calendário de Brasília. A correria acontece porque a verba que não passa por esse processo em um ano não pode ser aproveitada no ano seguinte. Uma vez empenhado, porém, o recurso se transforma em "restos a pagar" na virada do ano. Assim, ele pode ser utilizado em 2011 ou até depois.

"Esse açodamento é ruim porque a tendência desses gastos de última hora é ser de má qualidade", afirma o coordenador da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco. "Compra-se o que está na prateleira", completa.

Orçamento. Um dos motivos da concentração de empenhos no fim do ano é a forma como o Orçamento Geral da União é administrado. Como ele normalmente sai do Congresso Nacional prevendo gastos num valor acima do que o governo acredita que terá de receitas, é feito um bloqueio de despesas (contingenciamento) para garantir o equilíbrio das contas.

O dinheiro é liberado aos poucos ao longo do ano e, nos últimos meses, uma vez confirmado que a arrecadação ficou acima do que era previsto pelo governo, ocorre um descontingenciamento maior. Os ministérios, então, precisam correr para iniciar o processo de gasto desses recursos, que começa justamente com o empenho.

Em novembro passado, por exemplo, foram liberados R$ 8,6 bilhões para empenhar. Segundo o levantamento da ONG Contas Abertas, a pasta que mais empenhou em dezembro foi o Ministério da Defesa, com um valor de R$ 2,2 bilhões.

O Estado pediu ao ministério exemplos de gastos executados no mês, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. "Certamente são gastos relacionados à contratação de projetos e obras ou à compra de equipamentos", acredita Castello Branco. "Não é para custeio", diz.

A pasta que aparece em segundo lugar entre as que mais empenharam em dezembro foi o Ministério dos Transportes, também segundo o levantamento. O valor empenhado chega a R$ 1,6 bilhão.

Entre os gastos iniciados pela pasta estão o relativo a um trecho de duplicação da BR-101, em Alagoas, estimado em R$ 100 milhões, e obras na BR-364, no Acre, também estimadas em R$ 100 milhões. Estão na lista, ainda, R$ 25 milhões para a via expressa de Salvador e R$ 50 milhões para a manutenção da malha da BR-116, em Minas Gerais.

Gravidade. O elevado volume de empenhos de última hora e o consequente acúmulo de restos a pagar virou um problema que já chamou a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU). O tribunal vem destacando o volume crescente, fato que se agravou depois do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como o andamento das obras do PAC é lento, acumulam-se restos a pagar. Em 2009, por exemplo, o governo federal tinha R$ 57,068 bilhões para investir, mas a conta de restos a pagar das obras contratadas nos anos anteriores era de R$ 50,850 bilhões.

A estimativa da área técnica é a de que Lula deixará para sua sucessora, a presidente eleita Dilma Rousseff, restos a pagar da ordem de R$ 85 bilhões a R$ 90 bilhões. Nessa cifra estão incluídos todos os gastos do governo, como investimentos, salários e aposentadorias, entre outros. 


POLÍTICA
Mídia internacional disseca legado e prevê "sombra" sobre sucessora
Da redação em 31/12/2010 08:34:25

Uma sombra para Dilma Rousseff. A imagem de um novo mundo em que não há nenhuma superpotência imprescindível. Extraordinário como Nelson Mandela.A mídia internacional está aos pés de Lula, que amanhã deixa o poder depois de oito anos no Palácio do Planalto.Nos últimos 15 dias, reportagens publicadas no exterior analisam o legado do presidente que passa a faixa para a sucessora com "87% de aprovação popular", como a esmagadora maioria dos textos ressalta num misto de admiração e assombramento.Blogueiros do "El País", da Espanha, Luis Bassets e Ramón Lobo estão na linha de frente do deslumbramento.

O primeiro é quem faz a comparação entre Lula e Mandela, cuja liderança ajudou a pôr fim ao regime do apartheid na África do Sul."Numa época em que o poder corrompe e os que o ocupam decepcionam os eleitores, Lula é extraordinário. Como Nelson Mandela."Analistas preveem dificuldades para Dilma especialmente no campo econômico."É pouco provável que Dilma Rousseff consiga se livrar tão cedo da sombra do ex-presidente", escreve a revista semanal "The Nation", revista mais antiga dos EUA.

Segundo a Bloomberg, confrontada com a "inflação mais alta dos últimos 23 anos e um crescente deficit orçamentário", Dilma estaria encontrando dificuldades para convencer investidores externos de que pode sustentar o crescimento econômico registrado nos anos Lula.Em editorial, o francês "Le Monde" amplia a perspectiva de problemas para Dilma, afirmando que a obra de Lula está inacabada -é onde, segundo o diário, repousam os maiores desafios da presidente que assume amanhã. Informações da Folha.


LOTERIA
Apostas para a Mega da Virada vão até as 13h de hoje
Da redação em 31/12/2010 08:31:34

As apostas para faturar o prêmio de R$ 200 milhões da Mega da Virada podem ser feitas até as 13h (horário de Salvador) desta sexta-feira (31). O sorteio da bolada acontece a partir das 19h (20h no horário de Brasília), em São Paulo. A TV Globo vai transmitir o sorteio ao vivo. A aposta simples da Mega da Virada, assim como a Mega-Sena tradicional, custa R$ 2. Com essa aposta, de seis dezenas, o apostador tem uma chance em 50.063.860 de faturar a bolada.

A Caixa informou que o prêmio especial não tem chances de acumular. Ele será pago para quem acertar as seis dezenas da faixa principal. Caso não haja um sortudo, ganha quem acertar as cinco ou as quatro dezenas, e assim sucessivamente. Se aplicado na poupança, o prêmio de R$ 200 milhões pode render cerca de R$ 1,28 milhão por mês.


GOIÁS
Marconi anuncia equipe e mostra que reforma trará pequena mudança
Da redação em 31/12/2010 08:25:01

O Popular

O anúncio da equipe de primeiro escalão do governo Marconi Perillo (PSDB) mostra que não haverá grandes mudanças na reforma administrativa, a ser apresentada na próxima semana. A lista aponta para a criação de quatro novas secretarias e a alteração de nomenclatura em outros três cargos.

Como Marconi não estava presente no anúncio e o assessor de imprensa, Isanulfo Cordeiro, não quis dar entrevista, não houve esclarecimentos de dúvidas sobre a equipe. A lista não inclui, por exemplo, o titular da Secretaria Geral da Governadoria. Não houve informação se a pasta será extinta com a reforma.

Na relação das novas pastas, está a Controladoria Geral, que vai substituir uma superintendência da Secretaria da Fazenda - de Controle Interno, criada no governo que se encerra hoje. O cargo ficará sob o comando de José Carlos Siqueira (PSDB). A lista divulgada ontem apresenta o Gabinete de Gestão da Governadoria, que pode ser a pasta que vai substituir a secretaria.

A Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia também não existe atualmente. Ela será ocupada pelo deputado estadual eleito Jânio Darrot (PSDB). Nos mandatos anteriores, Marconi chegou a atribuir a função a uma Secretaria Extraordinária.

Marconi cria também o Gabinete de Relação com os Movimentos Sociais, que será ocupado por Ivânia Alves Fernandes Pessoa. O futuro governo também não deixou claro se os titulares dos gabinetes receberão o mesmo salário dos secretários e diretores de agência - que foram reajustados este mês pela Assembleia Legislativa e passaram a ser de R$ 16 mil.

A Agência Prisional, que foi criada por Marconi em 1999, mas extinta com a reforma do governador Alcides Rodrigues (PP), volta a existir. Atualmente, a gestão fica a cargo da Superintendência do Sistema de Execução Penal da Secretaria da Segurança Pública (Susepe). O futuro titular da Agência Prisional, Edilson Divino de Brito, esteve à frente da Susepe por dois anos no atual governo.

A lista prevê também o Gabinete Particular da Governadoria, que deve substituir a Assessoria Especial Particular e para Assuntos do Gabinete do Governador. O Gabinete de Gestão da Representação em Brasília indica que será extinta a superintendência com o mesmo nome, da Secretaria Geral da Governadoria.

Das seis Secretarias Extraordinárias existentes no governo, Marconi preencheu três e estabeleceu funções: Ações Estratégicas, Articulação Política e Entorno de Brasília.

Pastas têm funções semelhantes

Embora tenha prometido corrigir distorções na estrutura administrativa e evitar sobreposições, o governador eleito Marconi Perillo (PSDB) manteve pastas que parecem ter funções semelhantes. É o caso das secretarias de Articulação Política, Ações Estratégicas e Articulação Política, em que não foram esclarecidas as funções de cada titular.

Em relação aos gabinetes, também não ficam claras as funções diferenciadas entre Particular da Governadoria e Gestão da Governadoria, já que existe ainda a Chefia de Gabinete. À Agência Goiana de Desenvolvimento Regional também já caberia a gestão de políticas para o Entorno do Distrito Federal. Ainda assim, foi criada uma secretaria específica - Extraordinária - passa a ter a função de cuidar da região. Será criada ainda a Secre Geral da Governadoria.

Das seis Secretarias Extraordinárias existentes no governo, Marconi preencheu três e estabeleceu funções: Ações Estratégicas, Articulação Política e Entorno de Brasília.


Festa da posse de tucano começa com show na praça

O governador eleito Marconi Perillo (PSDB) começa a festejar hoje a posse, com shows de réveillon na Praça Cívica. O evento, bancado pelo PSDB, segundo aliados, terá apresentação dos cantores Daniel e Leonardo. De acordo com a equipe de transição, os dois artistas não cobrarão pelos shows e a estrutura foi paga pelo partido, que buscou patrocínio de empresas - não reveladas pela comissão.

A posse será às 11 horas de amanhã, com a presença de cerca de 800 pessoas - 500 no plenário da Assembleia Legislativa e 300 nas galerias e em salão de fora, que terá telões com a transmissão do evento. A cerimônia prevê discursos de representante de bancada da situação - Fabio Sousa (PSDB) -, da oposição - Paulo Cezar Martins (PMDB) - e do próprio governador. O governador Alcides Rodrigues (PP) confirmou que não transmitirá o cargo a Marconi, deixando a tarefa ao vice-governador Ademir Menezes (PR).

 O republicano participará da posse na Assembleia e depois seguirá para o Palácio das Esmeraldas para a transmissão do cargo.No domingo, Marconi vai cumprir a promessa de reabrir o Centro Cultural Oscar Niemeyer no início do governo, com a exposição do artista plástico Siron Franco. A intenção era realizar a transmissão do cargo no local, mas o tucano recuou e preferiu dar posse ao secretariado antes da abertura da exposição.

Na segunda-feira, na cidade de Goiás, Marconi acompanhará a posse dos titulares de órgãos ligados à segurança. No mesmo dia, ele pode anunciar novos nomes.


GOVERNO FEDERAL
Lulismo se consolidou em 2006 com conquista do "povão"
Da redação em 31/12/2010 08:11:25

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, quando obteve mais de 58 milhões de votos no segundo turno e derrotou o tucano Geraldo Alckmin, não representou apenas uma vitória sobre o fantasma do mensalão, escândalo que atingiu o núcleo de seu governo e chegou a colocar em dúvida sua permanência no Palácio do Planalto.

Para o cientista político André Singer, professor da USP (Universidade de São Paulo), aquela disputa também foi o palco em que se configurou um importante realinhamento político do eleitorado brasileiro.

As camadas mais pobres, desorganizadas e sem meios de constituir representatividade própria, às quais Singer se refere como subproletariado, até então resistentes ao candidato surgido do movimento operário do ABC paulista, em 2006 aderiram pela primeira vez à sua plataforma de maneira substantiva.

A conquista dessa "fração de classe" rendeu a Lula, além da vitória nas urnas, uma nova base de apoio político, que em certo grau compensou o afastamento de grupos que tradicionalmente compunham os pilares de sustentação do PT, como a classe média intelectualizada e setores ligados ao funcionalismo público.

Este rearranjo levou a eleição de 2006 a um quadro de polarização social. No artigo Raízes sociais e ideológicas do lulismo, que publicou em novembro de 2009, Singer lembra que, no início de 2006, era possível notar, "no fundo da sociedade", uma crescente inclinação à favor da reeleição de Lula.

De acordo com o professor, até 2006, as classes mais pobres resistiam a votar em Lula porque viam nele, como representante da esquerda, uma potencial ameaça à ordem estabelecida.

Sob aspectos distintos, nas três eleições presidenciais em que foi derrotado, pode-se dizer que Lula esbarrou nesse obstáculo. Em 1989, Fernando Collor fez uso do argumento ideológico, denunciando a "ameaça do comunismo". Nos anos 90, em que perdeu duas vezes no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, havia um temor quanto ao retorno da inflação e da instabilidade monetária, questões acomodadas pelo Plano Real.

Se, como dizia o lema da campanha de Lula naquele ano, a "esperança venceu o medo" em 2002, a adesão das classes mais pobres só viria a se concretizar mais adiante, quando se dá início a um processo que, para estes grupos, gera a sensação de aumento do poder aquisitivo.

Alguns dos fatores que colaboram para a construção deste ambiente são a criação e ampliação do Bolsa Família, o aumento real do salário mínimo e a expansão do crédito.

Este tripé, somado a outros programas do governo, resulta em uma diminuição significativa da pobreza a partir de 2004, quando a economia volta a crescer e o emprego aumenta.

É neste ponto que o lulismo se concretiza como um projeto de redistribuição de renda, com o Estado à frente, mas sem qualquer perturbação da ordem.

Para Singer, a nova configuração ideológica que emerge do processo eleitoral de 2006, ao misturar elementos de esquerda e de direita, cria uma nova forma de politização.

Em entrevista ao R7, o professor da USP explica que "o lulismo não atende ao que se poderia esperar em termos de radicalização da luta de classes".

- Isso ele não faz, mas não é por isso que ele é despolitizador. Ele politiza, mas de outra forma. Acho que as pessoas que passaram a votar no presidente Lula em 2006 e que agora votaram na Dilma, que são de baixíssima renda, estão se politizando, percebem que a mudança na condição de vida delas decorreu de políticas públicas que foram tomadas a partir de uma certa decisão política. Informações do R7.


GOVERNO FEDERAL
Era Lula distribuiu renda e reduziu pobreza, mas desigualdade persiste
Da redação em 31/12/2010 08:06:35

José Henrique Lopes, do R7
Ricardo Stuckert/25.out.2010/PRRicardo Stuckert/25.out.2010/PR

Lula cumprimenta populares durante entrega de conjunto habitacional no Rio de Janeiro

Qual é a imagem que melhor define o governo Lula? Qual é o país que, após oito anos, o presidente deixará para a sua sucessora? O R7 ouviu especialistas para tentar traçar o perfil deste novo Brasil e identificar o legado do primeiro operário a chegar ao Palácio do Planalto. As opiniões, muitas vezes discordantes, oferecem um panorama variado, pontuado por elogios e críticas.

Se, nos últimos oito anos, muitos sentiram melhoras em suas condições de vida, seja por meio de programas de distribuição de renda ou porque conseguiram um emprego, há quem ainda não tenha o suficiente para viver em condições dignas. Se o crescimento da economia e iniciativas como a expansão do crédito permitiram a famílias comprar bens como televisão, geladeira e automóvel, é ainda grande o número de pessoas que vivem em condições precárias de moradia e têm acesso a serviços públicos deficientes.

Para o sociólogo Ricardo Antunes, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o atual governo ficará marcado por uma “grande frustração”.

- O Lula foi eleito em 2002 para mudar o desenho neoliberal que predominou durante os oito anos de governo do Fernando Henrique Cardoso [do PSDB]. E essa mudança não ocorreu.

Antunes cita como exemplos a manutenção da política macroeconômica herdada da gestão tucana e a falta de compromisso com bandeiras históricas do PT e da esquerda, como a reforma agrária.

- Os pilares da política econômica do governo FHC foram inteiramente preservados e, em certo sentido, ampliados. O Brasil ainda tem os juros mais altos do mundo, a política agrária é extremamente concentrada, temos incentivo ao agronegócio e a não realização efetiva da reforma agrária.

Embora reconheça que, no segundo mandato, a partir de 2007, a política social tenha ganhado espaço, sobretudo por meio do programa Bolsa Família e do salário mínimo, o sociólogo considera que o governo Lula não atacou as “causas estruturais da tragédia brasileira”.

- A crítica não é ao Bolsa Família em si. Qualquer governo, diante de um país que tem milhões de miseráveis e pobres, pode ter uma política imediata de minimização da fome. Isso é legítimo. O problema é que essa política não está vinculada a nenhuma mudança estrutural. As causas estruturais da miséria e da tragédia brasileira se mantêm.

O cientista político André Singer, professor da USP (Universidade de São Paulo), diz que, ao fazer do combate à pobreza seu principal objetivo, o governo Lula, embora tenha optado por um caminho moderado, operou uma grande transformação.

- Houve, de fato, uma importante redução da pobreza. Houve uma melhora na condição de vida de milhões de pessoas de baixa e baixíssima renda. Os dois mandatos do presidente Lula conseguiram melhorar as condições de vida dessa camada da população que é muito ampla. Estamos falando, então, de uma grande transformação.

Singer foi porta-voz da Presidência de 2003 e 2007 e, depois que saiu do governo, passou a analisar os anos Lula. Ele lembra que uma das principais promessas feitas pela presidente eleita, Dilma Rousseff, foi a erradicação da pobreza, e afirma que somente a possibilidade de poder fixar uma meta como essa já é, por si só, um feito significativo.

- Acho que um dos grandes legados é deixar um país que pode se colocar este objetivo, de erradicar a pobreza em um período tangível, de quatro, seis, oito, dez anos... Não tem tanta importância saber quanto tempo vai levar, mas só o fato de poder dizer "nós queremos e podemos erradicar a pobreza na próxima década" é um dos grandes legados.

Quanto à redução da desigualdade, o professor da USP afirma que houve avanços, mas em uma intensidade menor.

- Eu discordo daqueles que acham que não está havendo redução da desigualdade. O mais correto é indicar que está havendo diminuição da desigualdade, mas ela é mais lenta que a diminuição da pobreza. Por quê? Provavelmente, porque uma parte dos ricos ficou mais rica, e isso se explica pelo fato de que a lucratividade das empresas foi muito grande nesse período, e os juros no Brasil continuam muito altos.

Ao recordar uma frase que o próprio presidente Lula costuma usar para se referir ao seu governo, de que “nunca os ricos ganharam tanto dinheiro”, o sociólogo Francisco de Oliveira sai em defesa da classe trabalhadora, que segundo ele foi enfraquecida nos últimos anos.

- Na economia, não existe empate. Se ele diz isso, é porque as classes trabalhadoras perderam. Se [os ricos] ganharam tanto dinheiro, alguém perdeu, e esse alguém foi a classe trabalhadora.

Privatizante

Para Oliveira, que participou da fundação do PT, nos anos 80, e rompeu com o partido em 2003, o governo Lula minou o poder da classe trabalhadora também por meio do fortalecimento das grandes empresas, que receberam polpudos financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Isso faria dele, na análise do sociólogo, o presidente “mais privatizante da história moderna” do Brasil.

- É até uma contradição, porque geralmente a imprensa o chama de estatizante, mas ele é privatizante, no sentido de aumentar o poder dos grandes grupos econômicos no Brasil. Isso vai aumentar o poder de classe desses grandes grupos, e reduz o poder de classe dos trabalhadores, que foi a base sobre a qual se ergueu o PT. Celebra-se o aumento do consumo, mas isso não é aumento do poder de classe, e sim produto do sistema capitalista.

O professor da USP também minimiza o impacto do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto - soma das riquezas de um país) registrado nos últimos oito anos. Para 2010, projeções indicam uma alta superior a 7%. Na avaliação do especialista, porém, trata-se de uma “celebração pífia”.

- Não há grande feito nenhum. A taxa média de crescimento da economia brasileira no período Lula é de 4% ao ano, e essa taxa média é inferior à que Juscelino Kubitschek logrou, e é inferior à média nacional de crescimento posterior à Segunda Guerra Mundial. Ele se gaba porque ganha do Fernando Henrique Cardoso, mas o período de Collor e Fernando Henrique foi recessivo.

Educação e saúde

Ricardo Antunes chama ainda a atenção para a necessidade de melhorar a oferta de serviços públicos, outra dívida deixada por Lula.

- A escola pública básica está degradada. A única escola pública que ainda tem um bom funcionamento é a universitária. Temos a deterioração das condições de saúde, todo dia os pobres morrem nos hospitais, os medicamentos são confundidos, os enfermeiros não são qualificados.

 



< Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | Próximo >
461 registros

Edição:


Sem frase

Sem enquetes no momento.

Sem broncas

Enviar bronca
MP3 Player


Iniciar sessao