Coronel Gilberto Lopes assume comando do Corpo de Bombeiros
Da redação em 06/01/2012 20:36:55
O governador do Distrito Federal em exercício, Tadeu Filippelli, participou na manhã desta sexta-feira da cerimônia da troca de comando do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). O coronel Gilberto Lopes da Silva assumiu a corporação no lugar do coronel Márcio de Souza Matos.
“Temos orgulho da nossa área de segurança, uma das melhores do país. Esta instituição é uma das mais queridas da população do Distrito Federal, que valoriza a família como centro de suas relações sociais”, elogiou o governador em exercício. Tadeu Filippelli lembrou que o coronel Gilberto Lopes da Silva, nascido em Brasília, tem um currículo exemplar, com história de vida inquestionável. Ele é o primeiro comandante do CBMDF a ingressar na corporação na patente de soldado, em 1984, tornando-se oficial em 1987.
“Por esforço, mérito e boa conduta, temos um profissional valoroso, que não desistiu de seus sonhos e procurou sempre se aprimorar em sua carreira. Esta persistência traduz o trabalho de toda uma corporação”, reforçou Tadeu Filippelli.
Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o Corpo de Bombeiros tem uma aura especial, que conta com a simpatia e o apoio da população. A boa aprovação, segundo Avelar, só aumenta a responsabilidade do novo comandante. “Tenho a certeza de que o coronel Lopes é a pessoa certa para assumir e honrar o bom nome desta instituição e que será um grande parceiro em todas as áreas de segurança do Distrito Federal”, destacou o secretário.
Gilberto Lopes da Silva, 47 anos, ingressou no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em 1984, quando concluiu o curso de formação de soldados. Em 1987 concluiu o curso de formação de oficiais e chegou a coronel em 2009. Antes de ser comandante do CBMDF, foi diretor de Pesquisa em Ciência e Tecnologia da corporação.
Também participaram da cerimônia o chefe da Casa Militar, tenente coronel Rogério Leão; o diretor geral da Polícia Civil, Onofre de Moraes, e o vice-presidente da Câmara Legislativa, Dr. Michel; entre outras autoridades. Informações da Agência Brasília.
ECONOMIA
Etanol volta a ser competitivo em Goiás
Da redação em 06/01/2012 19:04:21
Agência Estado
Os preços do etanol nos postos de combustíveis voltaram a ser competitivos em relação à gasolina no Estado de Goiás, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana terminada em 06 de janeiro de 2012, compilados pelo AE-Taxas. No total, em 25 estados e no Distrito Federal, a gasolina segue mais competitiva.
O preço médio da gasolina no Estado de São Paulo está em R$ 2,656 por litro, o que torna o etanol hidratado competitivo na região até R$ 1,855. Na média da ANP, o preço do etanol em São Paulo ficou em R$ 1,918 por litro, 3,4% acima do ponto de equilíbrio entre gasolina e etanol, o que torna a gasolina mais competitiva. Na semana, os preços do etanol caíram 0,52% nos postos no Estado de São Paulo, acumulando uma queda de 0,36% no período de um mês.
A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal. Quando a relação aponta um valor entre 70,00% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de etanol ou de gasolina no tanque de combustível.
Segundo o levantamento, em São Paulo, o preço do etanol está em 72,21% do preço da gasolina (até 70% o etanol é competitivo). Em Goiás, a relação é de 69,89% e em Mato Grosso de 75,27%. Em Tocantins, a relação é de 72,86%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima(preço do etanol é 89,68% do valor da gasolina) e em Piauí(+88,22%).
Estados
Os preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros subiram em 13 estados e recuaram em 12 estados e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada em 06 de janeiro de 2011. Em Minas Gerais, os preços ficaram estáveis. No período de um mês, os preços do etanol recuaram em 9 estados e no Distrito Federal e registram alta em 14 estados. Em Amapá, Rondônia e Tocantins, eles permaneceram estáveis.
Em São Paulo, maior estado consumidor, as cotações caíram 0,52% na semana. No período de um mês, as cotações do etanol registram queda acumulada de 0,36% nos postos paulistas. A maior alta semanal foi verificada no Acre, de 0,96%. A maior queda semanal foi verificada em Alagoas, de 0,92%.
O preço médio do etanol em São Paulo ficou em R$ 1,918 por litro ante R$ 1,928 na semana anterior. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 2,046 (R$ 2,042 na semana anterior). No período de um mês, a maior queda foi verificada em Alagoas, onde a cotação média recuou 1,18%. No mês, a maior alta foi verificada no Mato Grosso, de 1,39%.
Na média de preços do Brasil, a gasolina segue mais competitiva que o etanol, de acordo com a ANP. Em relação à média do preço da gasolina no País, que foi de R$ 2,750 por litro, o preço do etanol é competitivo até R$ 1,925 por litro. Como o preço médio do etanol no Brasil está em R$ 2,054, os preços da gasolina estão 6,28% abaixo do ponto de equilíbrio.
No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,639 por litro, no Estado de São Paulo. O preço máximo foi de R$ 2,99 por litro registrado no Maranhão. Na média de preços, o menor preço médio foi R$ 1,918 por litro, registrado em São Paulo, e o maior preço médio foi registrado em Roraima, a R$ 2,53 por litro.
SÃO PAULO
Chalita começa 2012 em clima de campanha eleitoral
Da redação em 06/01/2012 18:55:58
Daiene Cardoso e Gustavo Uribe, de Agência Estado
Enquanto o PSDB ainda discute quem será seu candidato à Prefeitura de São Paulo e o petista Fernando Haddad desfruta suas férias antes de deixar o Ministério da Educação, o pré-candidato do PMDB à sucessão municipal, deputado federal Gabriel Chalita, não perde tempo. Desde o primeiro dia útil de 2012, o peemedebista vem mantendo uma agenda ativa, que vai desde eventos oficiais até visita à favela incendiada na região central da cidade. A situação dos moradores da Favela do Moinho impressionou o deputado federal e sua assessora Lurian Cordeiro Lula da Silva, que recorreu nesta sexta-feira à intervenção do pai, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A visita do deputado federal à favela aconteceu nesta quinta-feira, 5, e foi divulgada pelo parlamentar em sua página na rede de microblogs Twitter. "Voltei da Favela do Moinho. Quanta tristeza. Quanto abandono. É impressionante a ausência do poder público", escreveu. O pré-candidato do PMDB contou que costumava visitar a favela no período em que foi vereador.
Influenciada por Chalita, que se colocou à disposição dos moradores para pedir ajuda ao governo federal, Lurian ligou para Lula enquanto ele era submetido à sua terceira sessão de radioterapia, no Hospital Sírio-Libanês, e conversava com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ex-secretário da Habitação na gestão Marta Suplicy. Lula foi então informado pelo petista que há a possibilidade de o governo federal ajudar os moradores e que Teixeira pretende voltar à favela nos próximos dias com Chalita.
O deputado do PMDB já havia visitado a favela logo após o incêndio do último dia 22, quando 368 barracos pegaram fogo, deixando dois mortos e 1.500 pessoas desabrigadas. Ele nega interesse eleitoral nas recentes visitas. "Não quero usar isso politicamente. Fui lá e não falei para ninguém", rebateu. Chalita aproveitou para criticar a "distância" do prefeito Gilberto Kassab (PSD) - seu desafeto político - em relação ao problema vivido pelos moradores da favela. "O Kassab foi perto, mas não chegou a entrar. Não tem que ter medo deles", alfinetou. "Acho que a Prefeitura tinha de fazer um mutirão ali", emendou.
A agenda do peemedebista começou "firme" na segunda-feira (2), com sua presença na posse do desembargador Ivan Sartori como novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. O deputado dividiu a mesa de autoridades com Kassab."Sou amigo do presidente (Ivan Sartori) e fui prestigiá-lo", justificou. No dia seguinte, Chalita teve um encontro informal com intelectuais para "pensar um projeto cultural para a cidade". Na quarta, 4, discutiu com médicos propostas para a saúde e teve sua primeira reunião do ano com o presidente estadual do partido, deputado estadual Baleia Rossi. Nesta quinta, além de visitar a favela, esteve de novo no Tribunal de Justiça de São Paulo para conversar sobre a situação de adolescentes em conflito com a lei. "Todos os dias têm várias atividades", revelou.
Outra preocupação do pré-candidato é a cracolândia, foco de ação policial nesta semana para combater o tráfico de drogas. Acompanhado do padre Júlio Lancelotti, Chalita pretende visitar a região, conhecida pelo predomínio de usuários de crack, para se "aprofundar" no tema. "Ali precisa de um projeto real, precisa de uma comunidade terapêutica onde a pessoa ficasse internada por meses para se recuperar e voltar para a sociedade. Senão é ação só midiática", analisou.
POLÍTICA
PT nega problemas com PSB de Eduardo Campos
Da redação em 06/01/2012 18:52:05
O PT divulgou nesta sexta-feira uma nota, assinada pelo presidente da legenda Rui Falcão, negando problemas com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.O PSB comanda o Ministério da Integração Nacional, alvo de críticas por conta dos critérios de distribuição de verbas contra enchentes.
"As relações com o Partido Socialista Brasileiro são as melhores possíveis e o assunto já foi devidamente esclarecido pelo ministro junto ao governo", diz a nota petista.Levantamento feito pela Folha mostrou que 95,5% da liberação de pagamentos assumidos em 2011 para o programa de prevenção de enchentes foi para Pernambuco, Estado que, em 2010, vivenciou um dos piores desastres naturais de sua história por conta das chuvas.
Segundo a Folha apurou, um dos objetivos da nota é amenizar as declarações do secretário de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), que criticou a verba antinchente encaminhada para Pernambuco pelo ministro.
Segundo Vargas, a ação foi um "privilégio a Pernambuco".A insinuação de privilégio irritou a cúpula do PSB, em especial Eduardo Campos, um dos negociadores da liberação de recursos. Informações da Folha.
ECONOMIA
Passagens aéreas ficam 53% mais caras em 2011, diz IBGE
Da redação em 06/01/2012 17:42:39
O aumento de custo das empresas aéreas e a forte demanda por voos contribuíram para elevar o preço das passagens em 52,91% em 2011, a maior aceleração entre os itens que compõem o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que nesse período foi de 6,50%.A explicação é da coordenadora de índices de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina Nunes dos Santos.
Entre as elevações nos custos das companhias aéreas em 2011, a especialista do IBGE destaca o encarecimento entre 35% e 40% do querosene de aviação no ano passado. "As empresas argumentaram que por muito tempo não repassaram os aumentos de custos aos consumidores, e fizeram isso em 2011", diz a especialista. Em 2010 as passagens aéreas subiram 3,17%.
Eulina ressalta que a demanda também exerceu forte influência no reajuste das passagens aéreas. Eventos sazonais, como Rock in Rio e Cirque du Soleil, motivaram famílias a viajar de avião."São eventos locais, que acontecem por algumas semanas, mas que levam muitos a se deslocarem pelo país. As empresas aéreas aproveitam-se disso para aumentar as passagens", afirma Eulina.
Como o IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e 40 salários mínimos, o IBGE apura apenas os preços das passagens de viagens de lazer. A alta das passagens aéreas em 2011 influenciou em 0,19 ponto percentual o índice. Foi a sétima maior influência entre os itens não alimentícios.
"As passagens aéreas ainda têm pouco peso no IPCA, mas à medida que os níveis de renda e emprego avançam, a tendência é que elas ocupem maior espaço na destinação das rendas das famílias", ressalta Eulina.
Enquanto as passagens aéreas subiram fortemente, o grupo transporte em 2011 avançou 6,05%, após alta de 2,41% em 2010. No ano passado, a quebra de parte da safra de cana-de-açúcar contribuiu para alta de 15,75% do etanol, principal fator negativo da inflação de transportes no período. O grupo foi responsável por 1,13 ponto percentual do IPCA em 2011.Informações da Folha/Valor.
ACRE
Brasileia pede ajuda para manter imigrantes que chegam em massa
Da redação em 06/01/2012 14:03:45
Localizada na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Peru, a pequena Brasileia está tomada por haitianos. Eles estão nas ruas, nas lojas, atrás de artigos de higiene pessoal, sentados nas praças a conversar sorridentes ou, em massa, na Praça Hugo Poli, uma das principais da cidade, que, aos poucos, foi sendo ocupada pelos inesperados moradores temporários. Como revelou O GLOBO, eles são a ponta de uma cadeia de tráfico de pessoas que começa no Haiti, passa pelo Equador e chega ao Brasil. Os mesmos coiotes que ajudam a levar brasileiros e mexicanos para os Estados Unidos agora trabalham na rota em que o Brasil não é mais origem, mas chegada.
Os primeiros haitianos chegaram em dezembro de 2010, após o terremoto que destruiu o Haiti. Agora, estão se tornando incontáveis. Nem o representante da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do Acre, Damião Borges Melo, responsável por providenciar comida, local para dormir, atendimento de saúde ou qualquer outro pedido possível dos imigrantes, sabe dizer ao certo quantos são.
Nesta quinta-feira, eram cerca de 1.300, de acordo com os números de passaporte. Só entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, chegaram 31. Logo de manhã, partiram 25 que já haviam conseguido o visto provisório concedido pela Polícia Federal, para que possam tirar carteira de trabalho em Rio Branco e buscar emprego.
Brasileia, de 21.398 habitantes, não está longe de ter quase 10% de seus moradores se comunicando em francês, crioulo ou espanhol, língua que a maioria aprendeu na República Dominicana, justamente para poder chegar com mais facilidade ao Brasil.
Se, para os haitianos, a primeira preocupação é trabalho, em Brasileia a urgência é alimentar tanta gente. Em média, os imigrantes consomem uma tonelada de alimentos por dia. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou 14 toneladas de alimentos, mas não é suficiente.Informações de O Globo.
DISTRITO FEDERAL
GDF adota medidas de reorganização orçamentária
Da redação em 06/01/2012 13:56:48
O Governo do Distrito Federal divulgou uma nova política orçamentária. As medidas constam no Decreto 33.478 publicado na edição de quinta-feira (5) do Diário Oficial do DF (DODF) e estabelecem normas para que os recursos referentes ao orçamento de 2011, ainda não liquidados, sejam cancelados e utilizados para reorganizar as contas do governo. Com isso, será possível cumprir as metas de resultado fiscal estabelecidas no Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) do governo federal, gerando desta forma um superávit primário positivo.
No exercício de 2011, foram empenhados recursos da ordem de R$ 14,1 bilhões. Desse total, foram liquidados R$ 13 bilhões. A diferença, definida como despesas a liquidar, deverá ser cancelada pelas Unidades Orçamentárias de forma que supere o déficit de R$ 425 milhões registrado até dezembro do ano passado no PAF.
Para o secretário de Fazenda, Marcelo Piancastelli de Siqueira, as medidas de reorganização orçamentária permitirão ao governo equilibrar as contas e criar as condições para expandir os investimentos em obras e projetos de desenvolvimento do Distrito Federal.O decreto prevê o cancelamento de Notas de Empenho relativas aos orçamentos fiscal e da seguridade social do exercício de 2011, emitidas no ano passado, mas ainda não liquidadas (pagas).
O cancelamento das notas de empenho determinado pelo decreto afetará todas as secretarias, autarquias, empresas públicas e fundações. As novas normas não atingirão apenas as estatais – CEB, Caesb, Terracap, Ceasa e o Banco de Brasília.O decreto prevê que, até 10 de janeiro, os secretários de Fazenda e de Planejamento e Orçamento poderão autorizar a manutenção do empenho em casos considerados excepcionais. A solicitação deverá ser apresentada formalmente e com a devida justificativa.
A medida tem por objetivo organizar as finanças públicas do DF, gerando capacidade de pagamento e condições para a contratação de operações de crédito internas e externas. Esses novos recursos serão utilizados em complemento aos programas prioritários de governo nas áreas de Saúde, Educação, Segurança Pública e Transportes.As despesas iniciadas no exercício anterior e que tiverem continuidade em 2012 serão empenhadas no orçamento corrente. Informações da Agência Brasil.
MINAS GERAIS
Chega a 87 o número de cidades em situação de emergência em MG
Da redação em 06/01/2012 10:40:01
A chuva deu uma trégua nesta quinta-feira em Minas Gerais - estado mais castigado pelos temporais -, mas moradores e autoridades ainda contabilizam os prejuízos. Segundo a Defesa Civil, são 142 cidades afetadas, das quais 87 em situação de emergência.
Nesta quinta-feira, a água começou a baixar em municípios inundados, em especial na Zona da Mata. Mas a situação é grave em cidades como Guidoval, na mesma região, onde 6 mil pessoas continuam isoladas. A ponte, único acesso à região, foi destruída pela correnteza do rio Xopotó, que chegou a 15 metros acima do nível normal. Alimentos, remédios e água potável são enviados por meio de barcos e helicópteros.
Com a redução do nível das águas do rio Piranga, em Guaraciaba, na Zona da Mata, os bombeiros localizaram o corpo de um servente de pedreiro que pode ser a nona vítima das chuvas. Uma mulher está desaparecida em Santo Antônio do Rio Abaixo. No total, 2,1 milhões de pessoas foram prejudicadas em Minas, das quais 9,8 mil estão desalojadas, e 512 desabrigadas. São mais de 200 pontes destruídas e três mil casas danificadas.
No Espírito Santo, 16 cidades enfrentam problemas por causa das chuvas. Segundo a Defesa Civil estadual, 17,7 mil pessoas foram prejudicadas pela enxurrada, sendo que 771 estão desalojadas, 203 desabrigadas, e 11 feridas. Mais de 600 imóveis foram danificados ou destruídos.Informações de O Globo
DISTRITO FEDERAL
Fundo financiará produção agrícola do DF
Da redação em 06/01/2012 10:32:50
O ano de 2012 começa com uma boa notícia para os agricultores do Distrito Federal. Após 10 anos de espera, foi regulamentado o Fundo de Aval do DF (FADF), que servirá como instrumento de financiamento para os produtores rurais da região. Os recursos do Fundo virão das taxas cobradas pela concessão de uso dos imóveis rurais. A Secretaria de Agricultura do Distrito Federal estima que, em 2012, estejam disponíveis aos agricultores algo em torno de R$ 3 milhões.
A lei foi sancionada na última semana de 2011 pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele afirma que a medida vai impulsionar a produção agrícola do DF. “O Fundo de Aval vai possibilitar um novo dinamismo para o nosso setor agropecuário. Com mais possibilidades de financiamento, aumentaremos o nível de investimento e produção. Colocaremos o setor em outro patamar, com condições de competir com os profissionais dos outros estados”, destaca. “Os produtores ganharão em competitividade e a sociedade terá mais opções de consumo”, acrescenta.
O secretário de Agricultura do DF, Lúcio Valadão, informa que o Fundo funcionará como uma espécie de fiador dos produtores rurais. Quem tiver interesse poderá complementar até 50% do total do investimento pretendido com os recursos da iniciativa. Para tanto, será necessário cumprir algumas exigências. Entre elas ter como fonte de renda a agricultura familiar, residir na propriedade rural ou em comunidade próxima a ela e não ter o nome com restrições em banco de dados como o SPC ou o Serasa.
Para o secretário, a iniciativa pode contribuir de maneira bastante positiva para o incremento da produção rural do DF. “Sem dúvida, é uma opção muito importante. Hoje, os agricultores locais que precisam de um aval financeiro têm dificuldades em dar garantias aos bancos. A partir de agora, eles terão condições de investir e produzir mais”, ressalta.
As linhas de financiamento serão diversas. Os recursos poderão ser utilizados para a compra de equipamentos, como trator e máquinas de colheita, e insumos necessários à produção, por exemplo.
Setor defende – Para a Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, a regulamentação do Fundo não poderia vir em melhor hora. “A ideia é ótima, excelente. Se o fundo realmente tiver os recursos necessários, a ajuda será grande”, comemora o presidente da Federação, Renato Lopes.
Dados da Federação mostram que o Distrito Federal possui hoje 19 mil propriedades rurais. Cerca de 80% (15,2 mil) são trabalhadas por pequenos produtores – com terras que não excedem 100 hectares. A maior parte da produção local é de hortaliças, soja, milho, feijão, avicultura e suinocultura.
O incentivo à produção agrícola na região será gerido por representantes da Secretaria de Agricultura, Emater-DF, Federação dos Trabalhadores Rurais do DF e Entorno, Federação da Agricultura e Pecuária do DF e Banco de Brasília (BRB). Um decreto detalhando as regras do Fundo será expedido pelo Governo do Distrito Federal. Informações da Agência Brasília
ECONOMIA
Inflação oficial fecha 2011 em 6,50%, a maior em sete anos
Da redação em 06/01/2012 10:00:43
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, desacelerou para 0,50% em dezembro ficando ligeiramente abaixo do resultado de 0,52% no mês anterior e encerrou o ano com alta de 6,50% segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O resultado de 2011 ficou acima da taxa do mesmo período de 2010, que foi de 5,91%. Em dezembro de 2010, a taxa havia sido de 0,63%.
Com esse desempenho, o indicador ficou no teto da meta do Banco Central de 6,5%. A última vez que a taxa de inflação rompeu o teto da meta foi em 2003. Naquele ano o IPCA fechou com alta de 9,30 e o teto da meta era de 6,5% com centro em 4%.Apesar de ter ficado dentro do teto, o resultado é o maior em sete anos. Em 2004, a inflação oficial havia encerrado o ano com alta de 7,60%. Informações do IG.
MÚSICA
Chico Buarque abre turnê carioca quase sem falas
Da redação em 06/01/2012 09:19:57

Foto: Roberto Filho e Alex Palarea /AgNews
Todo mundo fala antes, durante e depois do show de Chico Buarque. Menos Chico Buarque. O retorno do cantor aos palcos cariocas, após quase cinco anos, aconteceu na noite desta quinta-feira (5), em uma casa de shows da zona sul da cidade.
Vestindo preto (calça, blusa e sapatos), sempre tímido e com um olhar ressabiado para a plateia que teimava em gritar “lindo, lindo” o tempo todo, Chico cantou 27 músicas, com direito a dois bis. Não falou praticamente nada para interagir com o público, a não ser ao dedicar aquela apresentação a Oscar Niemeyer, que completou 104 anos em dezembro. O arquiteto assistiu a todo o show, na primeira fila, em uma mesa ao lado de Silvia Buarque, Andrea Beltrão, Chico Diaz e Thaís Gulin, namorada do cantor.
Para não dizer que Chico só ficou nisso, ele falou os nomes de seus músicos - Luiz Claudio Ramos (violão, guitarra e direção musical), Jorge Helder (contrabaixo), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Marcelo Bernardes (sopros), Chico Batera (percussão) e Wilson das Neves (bateria). No mais, apenas músicas.
Em 2007, quando passou com sua turnê pelo extinto Canecão e pelo Circo Voador, parecia mais despojado, menos sóbrio. Dessa vez, entrou em cena um Chico mais soturno, mas não menos romântico.
“Paratodos”
Sentado no banquinho e com violão em punho, lá ficou ele no centro do palco praticamente por todos os cem minutos de apresentação. Já nos corredores, minutos antes do show, havia uma certa histeria para a sua entrada, que aconteceu com quase meia hora de atraso. Em dois momentos, Chico foi ovacionado: ao cantar “Teresinha” e com a volta ao palco, após o primeiro bis, com a canção “Futuros Amantes”.
No repertório, “Desalento”, “Choro Bandido”, “Bastidores”, “Anos Dourados”, “Sob Medida” e “Cálice”, com uma versão mais pop, com um trecho feito por Criolo. Mais risonho ele ficou quando convidou Wilson das Neves, da bateria, para cantar “Tereza da Praia” ao seu lado. Um sorriso farto lhe encheu o rosto. Sem precisar falar praticamente nada, Chico se comunica com o público a todo instante.
E recebe aplausos até quando erra a letra. Ele trocou as palavras no refrão de “Sinhá”, riu de si mesmo, emendou o verso certo e prosseguiu. Ao término, um casal na fila do taxi se perguntava: Chico cantou “Paratodos”? A música, não. Mas cantou e agradou aos fãs de todas as idades – de adolescentes a Oscar Niemeyer.
A temporada segue até 12 de fevereiro, sempre de quinta-feira a domingo, com ingressos que variam de R$ 120 a R$ 320. Em março, Chico segue para São Paulo para 16 apresentações no HSBC Brasil. Os ingressos já estão esgotados. Informações de O Dia.
DISTRITO FEDERAL
Transplante de coração em bebê é realizado com sucesso
Da redação em 06/01/2012 09:16:11
O transplante de coração entre dois bebês de menos de 2 anos foi realizado com sucesso na madrugada desta sexta-feira (6) no Distrito Federal, de acordo com o Instituto de Cardiologia (ICDF). O procedimento teve início por volta de 0h30 e terminou às 3h30. “A cirurgia foi rápida, e a criança está estável. Não houve nenhuma intercorrência”, comemora a coordenadora clínica de Transplante Cardíaco Pediátrico do ICDF, Dra. Cristina Camargo Afiune.
O bebê de 1 ano e 8 meses recebeu o coração de uma criança de 1 ano e 9 meses, que teve morte cerebral no Hospital das Clínicas de Niterói, no Rio de Janeiro. A equipe médica responsável pelo transplante chegou ao DF com o órgão por volta de 23h30 desta quinta-feira (5).
De acordo com a Dra. Cristina, o bebê ficará por mais quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e depois irá para um quarto na enfermaria. “A criança ainda deve ficar no hospital por cerca de 30 dias. Nesse tempo, serão aplicados diversos medicamentos que fazem parte do processo de estabilização”.
A criança transplantada sofria de cardiomiopatia dilatada, segundo a Dra. Cristina. “Era um problema do lado esquerdo do coração. Esse problema faz o coração perder a função de bombear o sangue para o resto do corpo”, explica.Informações do G1.
RIO DE JANEIRO
Rio em alerta máximo para chuvas fortes
Da redação em 06/01/2012 09:13:30
O governador Sérgio Cabral colocou nesta quinta-feira o estado em alerta máximo para chuvas fortes. Segundo ele, no fim de semana vai chover muito nas regiões Norte, Noroeste, Serrana, já castigadas, e Metropolitana. A informação foi divulgada após reunião com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Nesta quinta-feira, trecho da BR-356 destruído nas chuvas de 2007 voltou a ser arrastado pelo Rio Muriaé, em Campos, alagando a localidade de Três Vendas: 4 mil moradores foram retirados do local.
TELEVISÃO
RedeTV! demite âncora que reclamou de salários atrasados em dezembro
Da redação em 06/01/2012 09:07:23
Foto: Divulgação

Jornalista foi informada da decisão nessa quinta
A jornalista Rita Lisauskas, que era âncora do "RedeTV! News", foi demitida pela emissora, segundo informações da Folha Online. Em dezembro, Rita reclamou que os salários estavam atrasados no canal. A jornalista foi informada da demissão da RedeTV! nesta quinta-feira (5) e a emissora exige que ela pague ainda uma rescisão contratual.
Rita, que tem 35 anos, estava na emissora desde 2000 e há 8 anos apresentava o "RedeTV! News". Ela disse que está tranquila com todo o episódio. "Não fui ingênua, eu sabia que haveria repercussão, mas não imaginava que a emissora levaria a este desfecho".
Segundo a jornalista, o contrato foi rescindido há sete dias, mas a RedeTV! só a informou hoje. "Estou com a consciência tranquila. Eu não podia sentar naquela bancada e fingir que nada estava acontecendo à minha volta. Pais, mães de família, profissionais sérios sem dinheiro, em plena época de Natal."
A emissora informou a Rita que o motivo da demissão foi o fato dela ter divulgado "informações internas e sigilosas" da RedeTV!. A assessoria do canal não foi encontrada para comentar o assunto.
AMAZONAS
Prefeitura de Manaus paga R$ 702 mil para show de Bruno e Marrone
Da redação em 06/01/2012 09:00:18
Parte dos artistas locais contratados para se apresentarem no Réveillon promovido pela Prefeitura Municipal de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Eventos e Turismo (Manaustur), recebeu cachês entre R$ 2 e R$ 4 mil, enquanto que os contratos firmados para a apresentação das atrações nacionais, como é o caso da dupla sertaneja Bruno & Marrone, chegaram a R$702 mil, uma disparidade que em percentual (17.450% a mais) mostra que as pratas da casa ainda têm um longo caminho a percorrer para alcançarem a valorização que tanto almejam.
A Manaustur gastou, no total, R$ 1.062 milhão em três contratos firmados com a empresa Fábrica de Eventos Ltda., para a contratação dos artistas nacionais que se apresentaram durante o Show da Virada – Réveillon 2011/2012, que aconteceu em diferentes pontos da cidade.
Segundo a edição do último dia 3/01, do Diário Oficial do Município (DOM), só para o show da dupla Bruno & Marrone, a empresa recebeu R$ 702 mil. Só esse valor seria suficiente para pagar 175 cachês a R$ 4 mil cada, valor cobrado por vários artistas locais.
A dupla se apresentou no dia 31 de dezembro do ano passado no Parque Ponta Negra, Zona Oeste e reuniu um público de 50 mil pessoas, que prestigiou, ainda, os shows da Banda Contregun, Renato Freitas, Tony Medeiros, Prince do Boi, Fabiano Neves, Zezinho Corrêa, Nunes Filho, Cileno, Márcia Siqueira, Simone Ávila, Lucilene Castro, Vilsinho, Rodrigo Raniely e Forró Festança.
Já a apresentação da banda Calcinha Preta, que ocorreu no mesmo dia na avenida Itaúba, Jorge Teixeira, Zona Leste, custou à Manaustur R$200 mil. Para a apresentação de Talles Roberto e Banda, o valor pago à contratada foi um pouco menor: R$160 mil. O artista se apresentou no Centro de Convenções (Sambodromo), localizado na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus.
O músico Cileno, um dos artistas que se apresentaram no Show da Virada da prefeitura, frisou que informou que o cachê pago pela prefeitura fica em torno de R$ 2 mil e R$ 3 mil e que a causa da disparidade entre os valores de artistas nacionais e locais é a omissão das entidades que representam a classe, a exemplo da Ordem dos Músicos e Sindicato dos Músicos do Amazonas.
Com 30 anos de carreira, o artista afirma que falta fiscalização por parte das entidades de classe e frisa que a situação seria outra se houvesse uma tabela com valores de cachês pré-determinados. “Sabemos que a (atração) nacional tem mais visibilidade e traz um público maior e não poderíamos igualar os cachês, mas ele poderia sim ser melhorado. Reconheço que nos últimos anos já melhorou muito. No decorrer da milha carreira já recebi propostas para tocar de graça, só pela vitrine, e isso sim é uma proposta indecente”, assegura.
Cileno ressalta que qualquer remuneração é válida, desde que seja justa com o artista. “Há gente na noite ganhando R$30 ou R$40 reais, o que é um absurdo, e a Ordem (dos Músicos) deveria estar fiscalizando esses contratos. Mas, é claro que o artista se sujeita a esse valor para não morrer de fome, até porque, há outras pessoas que, assim como eu, vivem da música”, frisou. Contudo, ele reafirmou mais uma vez que cabe ao artista se valorizar.
Na opinião da cantora Márcia Siqueira, é preciso haver uma distinção nos valores pagos aos artistas nacionais e locais, já que há “artistas de renome e isso é algo normal”. No entanto, ela ressalta que, em algumas situações, é notória uma certa desvalorização do profissional local.
“Eu tenho meu preço e cada um tem o seu preço e dá o valor que acha que vale (na hora da negociação pela contratação). O que é meio desconfortável é que, muitas vezes, você dá o valor e as pessoas vêm te questionar, a exemplo do que ocorre no Fecani (Festival de Canção de Itacoatiara). Nele, se apresentam muitos artistas de fora, mas para levar um amazonense para se apresentar, eles (organizadores) dão uma contraproposta e sempre querem colocar um valor abaixo. Com isso eu não concordo”, disse.
Márcia Siqueira também comentou que, quando se trata da elaboração de uma tabela de preços que norteie a apresentação dos artistas locais, falta união entre a categoria. “Eu acho que tem que ter uma tabela de preço, mas isso é uma coisa da categoria mesmo chegar junto ao sindicato e reivindicar. Em uma situação dessas todo mundo deveria se unir, mas há uma desunião quando chega a hora de cobrar”, disse a artista, que tem 24 anos de carreira e um nome consolidado no mercado amazonense. Ela informou que costuma receber como cachê a quantia de R$ 3 ou R$ 4 mil por apresentação.
O acrítica.com tentou contato com o titular da Manaustur, Arlindo Júnior, bem como com sua assessoria, por meio dos números 8842XX47 e 8842XX44, respectivamente, mas não obteve sucesso. A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) informou que não poderia comentar sobre os contratos porque os mesmos foram firmados junto à Manaustur. A reportagem também tentou localizar membros da Ordem dos Músicos do Amazonas pelos números 8809-6443 e 3082-4668, disponíveis no site da entidade, mas ninguém atendeu. Informações de A Critica.
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