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Brasília-DF, 29 de Janeiro de 2012. Ano 8
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MÚSICA
Rita Lee diz no Twitter que foi detida em Sergipe
Da redação em 29/01/2012 12:41:51

Momentos após seu show de despedida, na madrugada deste domingo (29), em Sergipe, a cantora Rita Lee afirmou pelo Twitter que foi detida pela Polícia Militar por causa do que havia dito durante sua apresentação. Ela foi uma das três atrações da noite do sábado (28) do Festival Verão Sergipe, e cantava na praia Atalaia Nova, no município de Barra dos Coqueiros, próximo à capital Aracaju.
 
Os relatos da cantora começaram após as 3h. "Polícia dando trabalho p/ mim, quer me prender, embasamento legal ñ há, ñ retiro uma palavra do q disse, o show era meu! [sic]", afirmou Rita Lee em seu perfil,  seguido por mais de 350 mil pessoas, duas horas após sua última publicação, na qual falava sobre a ansiedade antes de subir ao palco pela última vez.
 
Em seguida, a cantora se dirigiu aos advogados usuários da rede social. "Alô twittlawyers, polícia abusiva e abusada, nāo sou obrigada a fazer o q me pedem: ir à delegacia agora, ou amanhā às 9 [sic]."
 
Depois disso, ela publicou que estava em um carro a caminho do distrito policial: "Tô indo p/ a delegacia...a polícia d Aju ñ gosta d mim mas Sergipe gosta, estou dentro do carro, eles estaaoentravv [sic]."
 
Já na manhã de domingo, três horas após sua última mensagem, Rita Lee voltou ao Twitter para anunciar que havia sido liberada pela polícia com a ajuda da veredora de Maceió Heloísa Helena. "Sôlta graças à vereadora Heloísa Helena q estava na platéia e prestou idêntica versāo [sic]", afirmou

Segundo o funcionário público Igor Maia, de 24 anos, que assistiu ao show, a cantora subiu ao palco por volta das 23h30 e se apresentou até cerca de 1h30. Porém, de acordo com ele, Rita Lee interrompeu a apresentação pelo menos três vezes. "Ela se incomodou com a ação do policial em relação a alguém que tava lá. Algumas pessoas disseram que eles estavam instando o pessoal que estava fumando maconha", contou Maia.
 
Ele afirmou que, na primeira interrupção, a cantora pediu que eles deixassem a plateia se divertir em paz. Depois, Maia disse que ela pediu aos os policiais que deixassem o local e os ofendeu com termos como "filhos da puta", além de ter sugerido que passassem um baseado para ela, para que ela também fosse presa.
 
Em determinado momento, segundo os relatos do funcionário público, cerca de dez policiais fizeram um cordão e se aproximaram do palco. Nesse momento, Maia afirmou que Rita Lee, ainda no palco, chegou a conversar com a polícia, que em seguida desfez o cinturão.
 
"Depois dessa conversa os policiais foram embora, abandonaram o serviço de policiamento do show, e ela continuou e terminou o show", disse ele.
 
Maia afirmou que o único incômodo da cantora foi com a atuação dos policiais, e que em nenhum momento viu Rita Lee destratar o público presente no Festival Verão Sergipe. "Ela foi um amor, disse que foi um público ótimo e  que gostou de terminar a temporada no Sergipe. Ela queria que todo mundo ficasse à vontade. Mas, por outro lado, os policiais faziam o papel dele."
 
A delegacia plantonista, para onde a cantora foi levada, não confirmou se a ocorrência foi registrada como "desacato à autoridade".Informações do G1.


POLÍTICA
Vinte anos de luta pela democracia e por reformas estruturais
Da redação em 29/01/2012 11:45:45

 (*)  Roberto Freire
 
Há exatos vinte anos, no Teatro Zácaro, em São Paulo, os delegados eleitos naquele que foi o último congresso do PCB aprovaram, por ampla maioria, a transformação do partido em PPS. Não se tratou de uma simples mudança de nome e simbologia. Havia uma questão crucial que opunha os partidários da mudança e aqueles que se reorganizaram em torno do antigo nome partidário: reconhecer, ou não, o esgotamento do modelo de mudança social inaugurado com a revolução de outubro de 1917. Ou, na forma afirmativa, defender a democracia como único e necessário caminho para as reformas estruturais no rumo de oportunidades iguais para todos até a superação do sistema capitalista.
 
O PCB encontrava-se, no campo da esquerda, em condições excepcionais para dar esse passo decisivo. Não apenas em razão da opção clara pelo caminho democrático e de uma política de amplas alianças, afirmada já em 1958, mas, principalmente por ter, no pós 1964, passado por duas experiências poderosas de pedagogia democrática: a resistência à ditadura militar e o apoio à tentativa fracassada de autorreforma do regime soviético. Enquanto o insucesso da perestróika acabou com as ilusões de alcançar o socialismo por meio da economia estatizada e do regime de partido único, a reconquista da democracia no Brasil fortaleceu a confiança na mobilização popular, no voto, na construção de alianças e consensos como instrumentos de mudança.
 
A fundação do PPS representou, portanto, um esforço consciente de reconstrução da esquerda democrática brasileira, no momento em que a falência dos paradigmas anteriores tornou-se evidente. Esse esforço assentou-se em alguns princípios que diferenciaram de forma clara o PPS das demais alternativas partidárias da esquerda, ainda vinculadas, de forma mais ou menos ortodoxas, a esses paradigmas.
 
O primeiro é a centralidade da questão democrática. Sem democracia não há mudança sustentável, como mostrou a história dos países que passaram pelo chamado socialismo real. Democracia supõe regras pétreas, como a garantia de direitos individuais e coletivos, mas não pode ser reduzida a um modelo imutável de representação política, como mostra a demanda por canais mais eficientes de participação que se alastra hoje pelo mundo.
 
O segundo é a garantia de padrões mínimos aceitáveis de equidade social, inalcançáveis em condições de funcionamento desregrado dos mercados mundiais, como mostrou sobejamente o incremento das desigualdades nos anos recentes de prosperidade do capitalismo mundial, padrões esses que longe estão de ser superados com medidas assistencialistas.
 
O terceiro é a necessidade do desenvolvimento, condição de patamar mínimo de sobrevivência com dignidade que se pretende instituir como padrão para todos. A nova esquerda democrática não ambiciona socializar a pobreza, mas a prosperidade.
 
O quarto é a incorporação da sustentabilidade como condição do desenvolvimento responsável. Assim como não queremos desenvolvimento às custas da equidade, como tem sido o padrão dos surtos de modernização conservadora  no Brasil, tampouco queremos o desenvolvimento às custas das gerações futuras. Nossos descendentes precisam ser incorporados na estratégia da equidade.
 
Transformar esses princípios em diretrizes e projeto político exige pensar em atores e instrumentos. Consideramos que a esquerda democrática deve dirigir-se a todo cidadão e aos mundos do trabalho e da cultura,  mas dialogar preferencialmente com um grupo que representa a maioria deles, com interesse direto na tradução dessas ideias em propostas e programas de governo: aqueles cidadãos vinculados não apenas ao antigo mundo dos trabalhadores formais, mas também ao novo e crescente mundo dos trabalhadores autônomos, familiares, cooperados, micro e pequenos empreendedores.
 
Evidentemente que, passados vinte anos, os brasileiros  obtiveram alguns êxitos, tal como em outros países da América Latina e do planeta, não apenas no plano das liberdades individuais e coletivas mas de alguns avanços sociais e melhores condições de vida, tudo isso a partir da Nova República, como resultado do período historicamente mais longo de institucionalidade democrática vivida pelo país e em decorrência do Plano Real, implantado em 1993, no Governo Itamar, e consolidado no Governo FHC, e da tranquilidade econômica que o mundo viveu de 2002 a 2008.

Porém, após essas duas décadas, é fácil verificar a atualidade da agenda do PPS, não apenas porque o mundo assiste estarrecido e sofre direta ou indiretamente as conseqüências da mais ampla e profunda crise econômico-financeira do capitalismo, mas porque as forças eleitoralmente mais significativas da esquerda brasileira hoje no poder, de um lado perderam-se em um discurso que compactua com a ortodoxia esquerdista e uma prática acomodada às limitações conservadoras impostas pelo sistema político brasileiro, intocado até agora após 11 anos de vigência do petismo; e de outro, dão continuidade a uma política econômico-financeira claramente rendida ao pensamento único e à hegemonia econômica neoliberal, contestada por eles desabridamente antes de chegarem ao Planalto.

Nesse quadro, o PPS prossegue, sem qualquer salvacionismo ou pretensão de exclusividade, com as dificuldades de uma trajetória quase integralmente na oposição, no rastro de seu projeto estratégico: o de reconstruir a esquerda democrática e reformista no Brasil. Nada a estranhar, portanto, do lema do nosso XXVII Congresso, realizado em dezembro passado: unir a esquerda democrática para mudar o país.

Brasília, 26 de janeiro de 2012

(*) Deputado Roberto Freire é presidente nacional do PPS


LIVRO
José Guilherme Merquior volta às livrarias
Da redação em 29/01/2012 10:41:38

Euler de França Belém, Jornal Opção

O diplomata e ensaísta José Guilherme Merquior morreu com apenas 49 anos, em 1991, e sua obra, importantíssima, desapareceu do mercado. Alguns livros são disputados nos sebos, notadamente no Estante Virtual, e os preços não são convidativos. Na maioria das vezes, os leitores têm de se contentar com cópias mambembes. No espectro da direita às vezes “misturam” Merquior e o filósofo Olavo de Carvalho. O motivo é o de sempre: o primeiro não era e o segundo não é de esquerda. Merquior era um liberal clássico, dado a polêmicas duras, com, entre outros, Marilena Chauí, Carlos Henrique Escobar, Paulo Francis e Caetano Veloso. Certa vez, concedeu entrevista ao jornalista Bernardo Carvalho, hoje escritor consagrado no país e no exterior, e citou o poeta Metastasio (1698-1782). Saiu “metástase”, na “Folha de S. Paulo”, porque o ensaísta estava com câncer. Ele teve de fazer a correção. Olavo de Carvalho, embora tenha obra filosófica apontada como sólida, é mais militante, combatente e beira o ridículo com sua fama de “astrólogo”. Merquior, embora escrevesse em jornais com frequência, com profundidade e clareza raras no meio acadêmico, era mais refletivo, menos, digamos assim, “de” direita — tanto que, ao contrário de Olavo de Carvalho, mantinha interlocutores frequentes e empáticos no campo da esquerda, como o filósofo Leandro Konder (Glauber Rocha, que o admirava, pediu-lhe uma bolsa para estudar Oscar Wilde na Inglaterra). Entretanto, embora não fosse um direitista empedernido, sua obra, vinte anos depois de sua morte, praticamente foi retirada dos catálogos das editoras patropis. Um boicote silencioso e poderoso contra uma obra que tem a dizer, aqui e fora do país, pois Merquior analisava com rigor Michel Foucault e Jacques Derrida, antecipando algumas das críticas que são feitas hoje aos filósofos franceses. Agora, graças ao empenho da Editora É Realizações e do professor universitário e crítico literário João Cezar de Castro Rocha, sua vasta obra — 22 livros — voltará às livrarias brasileiras, possibilitando a reabertura do debate, mais maduro e distanciado, das ideias de um intelectual que deve ser chamado mais de filósofo do que de ensaísta (a obra será publicada integralmente até 2014, com a inclusão de “dois volumes adicionais” — um tributo daqueles que conviveram com Merquior e uma biografia do ensaísta-filósofo). Era também um crítico literário refinado, que, a despeito da enorme bibliografia que arrolava, lia de fato os livros examinados, como a poesia de Carlos Drummond de Andrade, e acrescentava suas próprias interpretações. Discordava em geral da bibliografia, desprovincianizando tanto a crítica quanto o objeto examinado.


Não deixa de ser sintomático de uma mania nacional — esconder (ou difamar) aquilo de que discordamos — que a notícia da “volta” de Merquior às livrarias tenha saído com destaque tão-somente no caderno “Sabático”, de “O Estado de S. Paulo”. A reportagem-comentário é de Antonio Gon­çalves Filho, que cita o crítico Eduardo Portella. O ex-ministro da Educação diz que Merquior era “a mais fascinante máquina de pensar do Brasil pós-modernista — irreverente, agudo, sábio”. Não citado pelo “Estadão”, o filósofo e antropólogo Claude Lévi-Strauss ficou impressionado com o volume de leituras do brasileiro, sobretudo porque eram leituras assimiladas, deglutidas e questionadas. Mer­quior, entendeu Lévi-Strauss, não era um papagaio, um repetidor de ideias alheias. Muitos autores chegaram aos leitores brasileiros graças às suas críticas, em geral contundentes e perspicazes. O brasileiro dialogava de igual para igual com Foucault e Derrida, dos quais apontava, de modo implacável, as deficiências e, mesmo, exageros interpretativos.

Críticos brasileiros quase sempre têm um quê de tucanismo. Fazem a crítica e, em seguida, apontam aspectos supostamente positivos — para ficar bem com todo mundo, de escritores a editores. Merquior dizia o que pensava, porque pensava bem e com independência. Se examinasse a obra do filósofo esquerdista Leandro Konder, seu amigo e protegido na ditadura, apontava as insuficiências, mas, honesto, sugeria que tinha algum valor (penso completamente diferente: Konder é dos mais superficiais filósofos brasileiros). No geral, não havia ressalvas positivas. Era pau puro. Ao resenhar um livro fragílimo de Marilena Chauí notou que a filósofa da USP havia copiado trechos inteiros de uma obra do filósofo francês Claude Lefort. Em artigos duros, detalhistas, apontou o problema, mas sem as baixarias típicas do intelectual patropi. No lugar de assumir o plágio, Marilena Chauí, secundada por dois então aliados, Maria Sílvia de Carvalho Franco e Roberto Romano — que, felizmente, deixaram de ser papagaios da esquerda —, partiu para a desqualificação, sugerindo que Merquior era funcionário da ditadura, por ser diplomata e manter ligações com o ministro Leitão de Abreu. Não comprovou, porém, nenhuma ação de Merquior no sentido de fortalecer os traços autoritários da ditadura. Chauí, grande estudiosa da obra do filósofo Espinosa, aderiu à técnica do jornalista Paulo Francis, que dizia que ganhava o debate não o que argumentava melhor, e sim aquele que argumentava com mais charme e virulência. Pega em flagrante, Chauí socorreu-se com o filósofo Lefort, que, também de esquerda, protegeu a discípula. Inventaram uma farsa: o plágio não era plágio — e sim “filiação de pensamento”. Roberto Romano, filósofo respeitável e intelectual íntegro, deve morrer de vergonha por ter dado “cobertura” à trapaça. Merquior era tão decente que, durante o debate de mão única — só ele estava debatendo; os outros apenas atacavam-no, como suposto “esbirro” da ditadura —, não disse, nenhuma vez, que, na ditadura, ajudou a salvar vidas e a tirar pessoas do país. Um dos que foram ajudados é o filósofo marxista Leandro Konder. Curiosamente, ninguém apareceu para defender Mer­qui­or, nem mesmo os intelectuais que conhecem o mandrionismo das esquerdas.

Paulo Francis e Caetano Veloso passaram pelo crivo da pena ácida de Merquior. Francis era um polemista esplêndido e um vulgarizador da cultura notável. Como escritor, pertencia ao time reserva, sua imaginação literária, como não era forte, nutria-se muito mais de ideias e informações. Ele queria se tornar uma espécie de Thomas Mann brasileiro. No máximo, tornou-se um sub-Thomas Mann. Numa polêmica com Francis, Merquior escreveu que, depois dos romances “Cabeça de Papel” e “Cabeça de Negro”, o jornalista certamente escreveria “Cabeça de Vento”. Francis ficou irritadíssimo e o atacou com fúria, para, mais tarde, reconhecer que Merquior era original, corajoso e brilhante. No Brasil exige-se que o artista, como Caetano Veloso, se apresente como intelectual e dê opiniões sobre vários assuntos, quando deveria falar sobre aquilo que sabe fazer — cantar ou compor. Merquior, num tom apelativo, disse que Caetano era um “pseudointelectual de miolo mole”. O baiano, ao lado de Chico Buarque, pelo menos tem certo preparo intelectual, embora não fosse, é claro, páreo para o cultíssimo Merquior.

Entre os que admiravam Merquior estavam Lévi-Strauss, Manuel Bandeira, Carlos Drum­mond de Andrade e o eminente crítico literário Antonio Candido. Sua biblioteca, com livros lidos e anotados, tinha mais de 10 mil volumes. Tinha paixão por Es­pinoza e pela pintura de Poussin. Jú­lia Merquior assinala que o pai tinha um “humor perene”. Ela diz que a luta do filósofo “era contra ver as coisas de uma maneira só”. Antonio Gonçalves escreve que, “visto como um direitista pela esquerda, Merquior se definia como um liberal em economia, social-democrata em política e anarquista em cultura. Ele dizia que no Brasil há uma intelectualidade, mas não uma intelligentsia”.

Livros de Merquior que serão publicados em 2012 no Brasil:

1 — Razão do Poema (1965)
2 — Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin (1969)
3 — Saudades do Carnaval (1972)
4 — Formalismo e Tradição Moderna (1974)
5 — As Ideias e as Formas (1981)
6 — O Elixir do Apocalipse (1983)
7 — De Anchieta a Euclides (1977)
8 — O Fantasma Romântico (1980)


MÚSICA
Paula Fernandes faz o show mais bonito do Festival de Verão
Da redação em 29/01/2012 09:22:20

Com um show performático, troca de roupas, convidado especial, fã subindo no palco e um balanço pendurado, Paula Fernandes fez de longe o show mais bonito do Festival de Verão.

O romantismo da cantora sertaneja, misturado a um estilo roqueira, embalou o público que lotou o Palco 2012, neste que foi o segundo show desta última noite do Festival.

O show começou embalado pela música ‘Navegar em Mim‘ e pelos gritos dos fãs da cantora que estavam eufóricos na frente do palco. Seguindo com ‘Tarde Demais‘ e ‘Pra que Conversar‘, Paula disse que estava cheia de energia e amor para dar ao público baiano.

"Quero que vocês se divirtam, cantem e dancem, por que hoje eu estou aqui por vocês", disse a cantora. A mineira ainda cantou o hit ‘Ai se eu te pego‘, famoso na voz do cantor sertanejo Michel Teló.

O baiano Daniel Boaventura foi o convidado especial de Paula, eles cantaram "I Loved You", a mesma música que eles gravaram no ‘Show da Virada‘ da TV Globo. Com uma química inegável, Daniel e Paula dançaram juntos e passaram muita emoção.

Balanço
"Cadê o meu balanço?", perguntou Paula Fernandes, quando desceu do um balanço no palco para ela cantar ‘Quero Sim‘. "Qualquer hora dessas vou convidar um de vocês para balançar no meu balanço", brincou a cantora, e não é que ela convidou mesmo? Luiza de 17 anos foi a sortuda que passou a música ‘Sensações‘ toda em cima do palco.

Figurino
Foram quatro trocas de roupas. Entre uma música e outra Paula se trocava e surpreendia o público presente no Parque de Exposições. A primeira foi um vestido com pontas roda que voavam e deixava amostra as belas pernas da cantora. Na seqüência Paula apareceu com um vestidinho curto amarelo e de babados, bem no estilo bonequinha.

Para cantar com Daniel Boaventura, a mineira usou uma saia longa branca com os cabelos presos por uma trança. Por fim, Paula usou um vestidinho tomara que caia preto de paetê para cantar ‘Man! I Feel Like a Woman‘ de Shania Twain e ‘Pássaro de Fogo‘uma das músicas mais famosas da sua carreira.Informações do Correio da Bahia


DISTRITO FEDERAL
Sindicato dos vigilantes diz não entender decisão judicial do TRT
Da redação em 29/01/2012 09:03:58

A ordem do Tribunal Regional do Trabalho para 60% dos vigilantes voltarem ao trabalho é uma resposta à ação civil pública de autoria da Procuradoria do Distrito Federal. O órgão que representa o governo local pediu caráter de urgência e o retorno de ao menos 70% da categoria em seus postos. Para o procurador Lucas Terto Ferreira Vieira, autor da ação, os seguranças teriam deflagrado a greve “inapropriadamente e sem notificação prévia”. Ele ainda argumentou que, devido à paralisação, “podem-se perpetrar saques e violações a órgãos públicos e entidades privadas de relevância pública, como bancos, escolas e hospitais, bem como a cidadãos do Distrito Federal”.

Ao Correio, o governador Agnelo Queiroz disse que considera legítima a greve dos vigilantes. Ele ainda afirmou que espera que as empresas do setor negociem com os trabalhadores e encontrem uma solução para o impasse. Caso a greve continue, Agnelo avisou que poderá suspender contratos dos empresários com os órgãos públicos. A paralisação dos vigilantes afetou 55 empresas do ramo no DF ao cruzar os braços de cerca de 80% categoria.

A decisão da juíza Maria Socorro de Souza Lobo, da 7ª Vara do Trabalho, acatou apenas o retorno de 60% da categoria ao trabalho, mas concordou que a greve dos vigilantes revelou “o temor que pode se apoderar da população” com o fechamento das agências bancárias. Por lidar com a segurança do patrimônio público e privado, a greve da categoria teria de ser avaliada de forma diferenciada, afirmou a magistrada em sua decisão. “Ainda que não se trate de atividade essencial, permitir o exercício do direito de greve de forma absoluta, sem qualquer respeito a um mínimo de efetivo, é avalizar prejuízo coletivo para toda a sociedade, patrimônios públicos e privados”, destacou em seu depacho.

Publicada pouco antes da meia-noite de sexta-feira, a decisão judicial vale para o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Fderal (Sindesv-DF). No entanto, o presidente da entidade, Jervalino Rodrigues, afirmou ontem que nenhum vigilante retornará ao trabalho, pelo menos até amanhã. Os representantes dos trabalhadores entraram com um embargo declaratório pedindo esclarecimentos sobre como cumprir a decisão.

O maior impasse, segundo Jervalino, é como manter 60% dos vigilantes trabalhando em estabelecimentos com apenas um ou dois funcionários responsáveis pela segurança. “É uma liminar sem fundamento. O médico passa o remédio, mas tem de explicar como se toma”, reclamou. Até vir a resposta do Judiciário, todos os vigilantes continuarão de braços cruzados, ainda de acordo com o presidente do sindicato. Com isso, não se sabe se os bancos voltam a abrir amanhã.Informações do Correio Braziliense.


DISTRITO FEDERAL
PF pede o sequestro de imóveis de servidora acusada de desviar milhões
Da redação em 29/01/2012 08:57:26

A Polícia Federal decidiu pedir à Justiça o sequestro dos imóveis que a servidora Márcia de Fátima Pereira da Silva e Vieira tinha em nome de terceiros. A funcionária pública é acusada de ter desviado pelo menos R$ 17,9 milhões do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, em Brasília. Com isso, a polícia espera assegurar o ressarcimento de, no mínimo, R$ 12 milhões para os cofres públicos. As informações são do Correio Braziliense.

Entre esses imóveis, estão uma casa no Park Way, avaliada em R$ 2,7 milhões; uma fazenda na cidade mineira de Paracatu, de R$ 7 milhões; quatro residências no Guará II, ainda sem o valor determinado; e um apartamento no Guará, também sem preço calculado. Alguns desses bens ainda estão no nome dos antigos proprietários — forma que Márcia encontrou para esconder bens que comprou. Outros, como uma pequena fazenda em Cidade Ocidental (GO), no Entorno , já foram bloqueados. O imóvel integra o inventário do pai de Márcia de Fátima. Em entrevista ao Correio, ela criticou o bloqueio dessa propriedade. A servidora espera que a Justiça o desbloqueie para que seus familiares não sejam prejudicados. Segundo ela, sua mãe e um irmão, acusados pelo Ministério Público de serem comparsas no esquema, não sabiam da fraude.

Márcia e o marido vivem na casa do Park Way. O imóvel, com cerca de 600 metros quadrados de edificação e área verde de cerca de 1,7 mil metros quadrados, ainda está no nome do antigo proprietário. Caso a Justiça autorize o sequestro, Márcia vai poder continuar morando na casa, mas sem permissão para vender o imóvel.

O TRT já decidiu que caberá à União ressarcir as vítimas que tiveram indenizações judiciais desviadas por Márcia. A Advocacia-Geral da União afirmou que espera a comunicação oficial da decisão para divulgar se vai recorrer. “Não tem possibilidade de quem foi lesado não receber. O que pode acontecer é demorar, por causa da burocracia”, diz o presidente do tribunal, desembargador Ricardo Alencar Machado.

Carreira
Aprovada em 2001 em um concurso público para o cargo de professora municipal em Luziânia (GO), Márcia nem sequer chegou a exercer a função. Logo foi requisitada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região (Goiás), na Vara do Trabalho da cidade. No ano seguinte, ela foi transferida para o TRT da 10ª Região. Após a descoberta do escândalo, o presidente do TRT do Distrito Federal devolveu a funcionária para a prefeitura goiana. A Secretaria Municipal de Administração determinou a abertura de um processo disciplinar contra a servidora, o que pode resultar na exoneração de Márcia. Desde que foi devolvida, Márcia ainda não se apresentou à prefeitura.

Sem dar detalhes de sua vida profissional, Márcia disse ao Correio, na quinta-feira, após prestar depoimento à PF, apenas que veio para Brasília com o objetivo de conciliar o trabalho com o curso de direito, que não chegou a concluir. A servidora tampouco respondeu os motivos que a levaram a lesar os cofres públicos e não soube precisar a quantia desviada. Também não comenta a eventual participação de outros servidores na fraude: “Vou depor em juízo”, limita-se a dizer.



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