A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, pediu nesta quinta-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o registro de sua candidatura.Ela estimou um gasto de R$ 90 milhões durante a sua campanha.Segundo a Folha, na declaração de bens, Marina afirma ter uma casa em Rio Branco no valor de R$ 60 mil, lotes que somam R$ 42,4 mil e uma conta bancária de R$ 46,7 mil. Somado, o seu patrimônio é de R$ 149 mil.Já a lista de bens do vice, o empresário Guilherme Leal, sócio da Natura, ainda está sendo digitalizada pelo TSE. O seu patrimônio é de cerca de R$ 1,1 bilhão.Os candidatos têm até o dia 5 de julho para se registrarem na Justiça Eleitoral.
O senador Adelmir Santana (DEM-DF) acaba de anunciar no Twitter que será candidato a deputado federal. Santana foi claro: "Anuncio em primeira mão para os meus seguidores que estou lançando minha candidatura para deputado federal". O DEM-DF fechou ontem à noite uma aliança com o PSC de Joaquim Roriz.
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklim de Moura e mais quatro ex-diretores da instituição bancária, Paulo Menicucci Castanheira, Ari Alves Moreira, Wellington Carlos da Silva, Divino Alves dos Santos foram condenados por improbidade administrativa. Além deles, também foi condenada a empresa Manchester Serviços Ltda. A sentença foi do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF e cabe recurso.Os réus estavam envolvidos em esquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Aquarela, uma operação conjunta da Polícia Civil, da Receita Federal e do Ministério Público do DF e Territórios. Os réus terão de ressarcir os danos causados ao erário e pagar duas vezes o prejuízo apurado. A sentença também suspendeu por cinco anos os direitos políticos dos réus e proibiu a empresa Manchester de contratar com o Poder Público por igual prazo.A Ação de Improbidade Administrativa (AIA) foi movida pelo Ministério Público do DF e Territórios em 2004. O MPDFT alegou que os cinco primeiros réus autorizaram a contratação da empresa Manchester por meio de dispensa de licitação, violando as regras da Lei 8.666/93. A empresa presta serviços de limpeza, conservação e apoio administrativo.O autor sustentou que, além da dispensa programada de licitação, os réus praticaram o superfaturamento nos valores contratados e burlaram a regra do concurso público, pois os terceirizados estariam exercendo atividades próprias e exclusivas dos empregados do Banco.Na defesa, os réus argumentaram inocência e que não seriam legítimos como parte ré, já que os contratos questionados foram celebrados em período em que eles não integravam a Diretoria Colegiada do BRB.Na sentença, o juiz afirmou que a AIA é o instrumento jurisdicional correto para aplicar sanções cabíveis a agentes públicos ou agentes políticos nos casos de improbidade administrativa. O magistrado afirmou ainda que o objeto da ação se refere especificamente à prática de prorrogação dos contratos com a empresa Manchester, derrubando o argumento dos réus sobre o período de celebração do contrato.De acordo com o juiz, foi provado nos autos que não houve situação emergencial que justificasse a dispensa de licitação para o caso. O magistrado ressaltou ainda que as disposições da Lei 8.429/92 se aplicam àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para o ato de improbidade. "Assim, não há como afastar a responsabilidade da sociedade empresária Manchester Serviços Ltda quanto ao pretendido ressarcimento dos danos causados ao erário", afirmou o juiz.
Em Alagoas, petistas e Collor disputam Dilma Rousseff (PT), enquanto, no Acre, os Viana terão saia-justa com Marina Silva (PV). O prazo para as convenções partidárias acabou na quarta-feira, mas a costura política está longe de ser arrematada nos bastidores dos partidos de Norte a Sul do país. Em Alagoas, o senador Fernando Collor de Mello (PR) bate o pé e afirma que a candidata do PT, Dilma Rousseff, subirá em seu palanque, contrariando os petistas, empenhados na candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).- O palanque duplo não é problema nenhum. Mas a candidatura que foi estabelecida a pedido e por indicação do presidente Lula é a de Lessa. Prova disso é a indicação do meu nome como vice-governador - diz o presidente do PT estadual, Joaquim Beltrão, que se licenciou do cargo nesta quinta-feira para embarcar na campanha.Sobre Dilma subir ou não no palanque de Collor, o petista diz:- Não vou colocar palavras na boca da candidata Dilma, mas ela sabe perfeitamente o compromisso que tem.No Acre, a situação é invertida: o candidato ao governo, o senador Tião Viana (PT), é apoiado também pela candidata a presidente Marina Silva (PV). Mais que isso, Marina, do Acre, é amiga de Tião e do candidato a senador, o ex-governador Jorge Viana (PT) há 30 anos. Ela sobe ou não sobe no palanque, que é, oficialmente de Dilma Rousseff?- A coordenação da campanha só vai decidir isso mais para a frente, quando começar a campanha. Essa decisão sobre o palanque ainda não foi tomada - desconversa o presidente do PT no Acre, Leonardo Brito.Em Santa Catarina, a confusão partidária é tamanha que partidos historicamente aliados não estão se entendendo muito bem. PSDB e DEM se aliaram na marra em torno do nome de Raimundo Colombo, do DEM. Os tucanos locais não queriam, mas foram pressionados pelos caciques nacionais. Por outro lado, o PMDB do estado entrou na coligação, indicando o nome do vice. O partido nacional aceitou a coligação, mas puniu o presidente, Eduardo Pinho Moreira, que seria o vice, suspendendo sua filiação. Isso porque sua participação na chapa contraria a decisão nacional do PMDB de apoiar a campanha de Dilma. Moreira apelaria à Justiça para rever a decisão.As candidatas Angela Amin (PP-PDT) e Ideli Salvatti (PT) esperam ganhar os dissidentes tucanos e peemedebistas, respectivamente, com a confusão na chapa adversária.No Pará, a governadora Ana Julia Carepa espera fechar até a semana que vem o apoio do DEM para a coligação, que já conta com 16 partidos. Histórico aliado tucano, o Democratas estava já em negociações com o PT antes da crise para a escolha do vice do candidato José Serra, que foi sanada com a indicação do deputado Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa (DEM-RJ). Os democratas do Pará já haviam obtido autorização do diretório nacional para fazer a coligação com Ana Julia no estado. Informações de O Globo.
Ao ter a sua candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul homologada na convenção realizada nesta quarta-feira, o ex-governador Jose Orcirio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, afirmou que vai contar com o apoio das candidatas à Presidência Dilma Roussef (PT) e Marina Silva (PV) e que com o apoio da militância vai vencer mais uma vez a "estrutura financeira" do seu principal adversário, o governador Andre Puccinelli (PMDB), que tenta a reeleição.O arco de alianças formado por Zeca do PT inclui, além do PDT, o PV (que indicou a advogada Tatiana Ujacow, de Dourados, como candidata a vice-governadora), o PP, PSL, PC do B, PRP e PSDC. A convenção petista foi só formalidade e a imprensa não pode acompanhar os debates que ocorreram.- A convenção desta quarta-feira foi só formalidade, para referendar o que já havia sido definido há um mês no grande encontro que realizamos com mais de duas mil pessoas - afirmou Zeca do PT.Sobre o apoio das duas presidenciáveis, ele afirmou que não há problema algum e que Dilma e Marina não são adversárias, mas sim "irmãs". O PT e os partidos que fecharam com a candidatura de Zeca pretendem lançar 100 candidatos a deputado estadual e 20 a federal, além de dois ao Senado - Delcídio Amaral (PT), que busca a reeleição, e o deputado federal Dagoberto Nogueira, do PDT.Publicamente os petistas negam, mas a definição no encontro realizado há um mês de que a primeira suplente de Dagoberto Nogueira será a esposa de Zeca, Gilda dos Santos, deixou irritado Delcídio Amaral, que anunciou que só na noite desta terça-feira definiria quem serão os seus dois suplentes.Segundo a assessoria do senador petista, ele pretendia contar como suplente novamente o empresário Antonio João Hugo Rodrigues, cuja família é dona de um grupo de comunicação no Estado. Mas como o partido dele, o PTB, decidiu apoiar Andre Puccinelli, Amaral pediu ao PT mais tempo para definir os seus dois suplentes.Sobre o fato do grupo de Puccinelli contar com maior número de partidos e estrutura politica e financeira mais forte, Zeca do PT afirmou que "já derrotei duas vezes essa estrutura, o que ganha eleição não é dinheiro, é ir para as ruas e para isso só precisa de vigor físico e isso nós temos". Informações de O Globo.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, é a relatora da Reclamação (Rcl 10323). Nela, o ex-deputado estadual cassado e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo José Carlos Gratz reivindica a declaração incidental de inconstitucionalidade da Lei Complementar (LC) 135 – conhecida como Lei da Ficha Limpa. Ele também ataca o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sua interpretação.Esse entendimento do TSE, válido já para as eleições de outubro, determina que os candidatos com condenação por colegiado (turma ou plenário dos tribunais) terão o registro de candidatura negado.Para Gratz, o TSE feriu a força vinculante do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 144, quando o Supremo estabeleceu que, em respeito ao princípio constitucional da presunção da inocência, somente condenações definitivas podem gerar inelegibilidade de candidatos.No pedido de liminar, o ex-deputado requer tanto a sustação de todas as consultas que envolvam a lei complementar no TSE quanto a garantia de que ele poderá participar das convenções partidárias e ter aceito o seu registro de candidatura.Na ação Gratz, opositor do governador Paulo Hartung, conta que responde a mais de duzentas ações civis e penais públicas – segundo ele frutos de uma “campanha de demonização” contra ele e de “santificação de Hartung”. Ele acusa o opositor de subordinar setores-chave do Ministério Público estadual. “Nesse quadro dantesco, em seu real contexto é que devem ser vistas as mais de duas centenas de processos”, ressalta.O ex-deputado também contesta, na Reclamação, o tratamento da matéria por lei complementar e a ausência de votação, na Câmara, da emenda do Senado que restringiu os efeitos da lei às condenações posteriores à sua publicação. Informações do STF
Por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), eventual registro de candidatura por parte do senador Heráclito Fortes (DEM/PI) para cargo eletivo não poderá ser negado com base nas restrições impostas pela chamada Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).O ministro concedeu efeito suspensivo a um Recurso Extraordinário (RE 281012) do senador para suspender de imediato decisão do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) que condenou o parlamentar, em ação popular, por conduta lesiva ao patrimônio público. Este recurso começou a ser julgado na Segunda Turma do STF em novembro do ano passado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Cezar Peluso.Com a decisão de hoje do ministro Gilmar Mendes, ficam suspensos os efeitos da condenação imposta ao senador para efeitos da Lei Complementar 135, até que a Segunda Turma do STF conclua o julgamento do recurso extraordinário interposto pelo senador. Assim, não podem ser impostas a ele as condições de inelegibilidade previstas na nova legislação.A chamada lei da Ficha Limpa disciplinou o artigo 14 da Constituição Federal, instituindo a condenação judicial por órgão colegiado como nova causa de inelegibilidade. Recentemente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou posição no sentido de que a LC 135/2010 tem aplicação imediata, ou seja, vale para as eleições gerais deste ano.Diante disso, a defesa do senador recorreu ao Supremo, pedindo a concessão do efeito suspensivo ao recurso em decorrência da urgência do caso, uma vez que o semestre judiciário termina antes do prazo final para o registro das candidaturas – 5 de julho.Segundo o ministro Gilmar Mendes, não será possível a continuidade do julgamento do recurso pela Segunda Turma ainda neste semestre, uma vez que a última sessão ocorreu em 29 de junho e o período de férias forenses se inicia no dia 2 de julho de 2010.Ao analisar o pedido, Gilmar Mendes observou que “a urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas”, para deferir o pedido do senador e determinar que “o presente recurso seja imediatamente processado com efeito suspensivo, ficando sobrestados os efeitos do acórdão recorrido”, concluiu. Informações do STF.
Leia a íntegra da decisão:
Por meio da Petição n.º 0037159/2010, o recorrente, Heráclito de Sousa Fortes, requer a concessão de efeito suspensivo ao presente recurso extraordinário.O recorrente foi condenado, em ação popular, por condutas supostamente lesivas ao patrimônio público, em decisão da 1ª Vara de Fazenda Pública do Estado do Piauí, confirmada por acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. Em face desse acórdão, o recorrente interpôs o presente recurso, buscando a invalidação da decisão de segunda instância.O recurso extraordinário foi submetido ao julgamento da Segunda Turma no dia 17 de novembro de 2009, ocasião em que, após o voto do Relator pelo provimento do recurso, e do voto do Min. Joaquim Barbosa pelo seu não conhecimento, pediu vista dos autos o Ministro Cezar Peluso, atualmente na Presidência do Tribunal. Ressalta o recorrente que, após a edição da Lei Complementar n.º 135/2010 – que disciplinou o art. 14, § 9º, da Constituição, instituindo a condenação judicial por órgão colegiado como nova causa de inelegibilidade – e devido à recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (Consulta n.º 114.709, em 18.6.2010), a qual firmou posição no sentido da aplicação imediata da referida Lei Complementar, inclusive em relação ao exercício eleitoral de 2010, estaria ele correndo o risco de ter impugnado o registro de sua candidatura a Senador da República, antes do término do julgamento do presente recurso extraordinário.Dessa forma, pleiteia o recorrente a concessão de efeito suspensivo a este recurso extraordinário. Sustenta que o julgamento de seu recurso, interposto há muito, não poderá ser concluído antes do encerramento do semestre judiciário, em face (1) da redução temporária do quórum da Turma; e (2) da necessidade de comparecimento do Min. Presidente ao julgamento, que está com os autos para a lavratura de voto-vista.A plausibilidade jurídica do pedido estaria presente na existência de voto favorável levado à Turma pelo Ministro Relator e o perigo da demora estaria justificado pela impossibilidade de apreciação de suas razões recursais antes da data fixada pela legislação eleitoral para o registro das candidaturas, que se encerrará no próximo dia 5 de julho de 2010.
Decido.Estão presentes os pressupostos para a concessão do efeito suspensivo ao recurso extraordinário. A plausibilidade jurídica do pedido pode ser atestada em voto por mim proferido quando do início do julgamento na Segunda Turma desta Corte, ocasião em que me manifestei pelo provimento do recurso.A urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas, a ocorrer no próximo dia 5 de julho de 2010, data antes da qual não será possível a continuidade do julgamento deste recurso perante a Segunda Turma do Tribunal, devido ao fato de a última Sessão da Turma neste semestre ter ocorrido no último dia 29 de junho de 2010, e tendo em vista que o período de férias forenses se inicia no próximo dia 2 de julho de 2010.Ante o exposto, defiro o pedido e determino que o presente recurso seja imediatamente processado com efeito suspensivo, ficando sobrestados os efeitos do acórdão recorrido. Após o término do período de férias forenses, encaminhem-se os autos para referendo do órgão colegiado, nos termos do art. 21, V, do RISTF e do art. 26-C da Lei Complementar n° 135/2010.Publique-se.Junte-se aos autos a Petição n° 0037159/2010.Brasília, 30 de junho de 2010.Ministro GILMAR MENDESRelator
Entre deputados acusados de assassinato e de corrupção, o senador Fernando Collor (PTB) se lançou nesta quarta-feira candidato ao governo de Alagoas prometendo "pulso firme" na segurança pública e no combate à violência.- Dou recado aos bandidecos de merda: que saiam de Alagoas, ou vão sentir a minha mão mais pesada, que vai cair sobre eles. Vocês vão deixar a sociedade alagoana em paz - disse Collor, ao lado dos deputados Cícero Ferro (PMN) e João Beltrão (PMN), que já foram presos, acusados de pistolagem e respondem por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e o desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.Outro deputado ao lado de Collor, Marcelo Victor (PMN) é acusado de agredir um funcionário da companhia de energia de Alagoas que descobriu um "gato" (roubo de energia) na casa do parlamntar. O deputado Francisco Tenório (PMN) é acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa.Collor não lançou chapa completa. Anunciou um nome ao Senado, o empresário e integrante do conselho editorial da Gazeta de Alagoas, jornal da família Collor de Mello, Álvaro Vasconcelos. A segunda vaga não está preenchida.Collor concorre contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição, e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), ameçado de não disputar por causa da Lei da Ficha Limpa . Informações de O Globo.
O técnico Dunga deu entrevista coletiva nesta quinta-feira, um dia antes da partida decisiva contra a Holanda, que vale uma vaga na semifinal da Copa do Mundo. O treinador comentou com bom humor e uma pitada de ironia a declaração do holandês Cruyff, que disse que não pagaria para assistir ao jogo de amanhã."Ele deve ter ingresso de graça, por isso disse que não paga. Ele pode escolher a partida que ele quiser assistir. Mas seguramente ele ganha ingresso da Fifa, por isso disse isso". Mais tarde ele deu sua opinião sobre a declaração."Eu sou pão duro, olho (os jogos) pela televisão. Brincadeiras à parde, acho que jogos de Copa do Mundo sempre vale assistir. É um espetáculo único, onde boa parte do mundo fica ligada. Pagaria para assistir sim". O treinador também fez questão de rechaçar qualquer tipo de supertição na Seleção, já que com o trio ofensivo Kaká, Robinho e Luís Fabiano o Brasil nunca perdeu."Isso é coincidência. Se fosse assim colocariamos sempre os três em campo, mesmo engessados", brincou.Confira outros destaques da coletiva do comandante brasileiro:Importância do jogo"Quanto mais vai afunilando a Copa, mais as partidas vão ficando difíceis. Todos que forem ao estádio verão um grande espetáculo. Espero que seja uma partida aberta, já que ninguém pode ficar se cuidando muito. Tem que jogar para vencer. A tendência é que seja um jogo bonito de se ver".Pênaltis"Em 98 eu tinha que confirmar o de 94. Se tivesse perdido diriam que na Copa anterior foi sorte. Tinha toda uma pressão, eram os meus últimos jogos pela Seleção. Não conseguimos o título, mas chegar em duas copas e ser campeão numa e vice na outra eu acho que é um bom resultado".Condições de jogo"O vento vai atrapalhar as duas equipes. Sem ele a partida poderia ser de maior qualidade, já que a bola ganha uma trajetória complicada, não tem uma direção precisa. Sobre o campo eu não tive possibilidade de ver. Duas coisas são extremamente importantes para o bom futebol: o campo e a bola. Esperamos ter boas condições de jogo".Descanso"Estamos vindo de uma partida com intervalo de três dias. Agora foram quatro. Vai sobrecarregando. Lógico que mais tempo entre os jogos seria melhor. Mas sabiamos do calendário e tentamos nos preparar da melhor maneira possível. Se pudesse gostaria de ter dois dias a mais de preparação"Desfalques"O Felipe Melo está bem, treinou normalmente. Já o Elano está fora. Tem um edema e precisa de um tratamento diferenciado. Esperamos recuperá-lo o mais rápido possível, não temos previsão exata".Suspensão"O Kaká é um rapaz inteligente. Sabe da importância no time. Mas ele levou três cartões e dos três só o último (contra o Chile) foi justo".Postura em campo"Temos as nossas características, mas é normal estudar o adversário e tentar bloquear os pontos fortes".Erros"Quando eu erro eu tenho vergonha. Todo dia eu erro. De noite penso no que poderia ter feito diferente".Crises inventadas"Nosso ambiente é tranquilo, transparente. Estão tentando criar uma crise que não existe. Nosso ambiente incomoda".Reconhecimento do gramado"Bom é quando coloca a chuteira. Jogador brasileiro não gosta de caminhar de tênis. Isso a gente faz um pouco antes do jogo".África"A África tem surpreendido pela organização e as condições de trabalhar. Por tudo que falavam achávamos que encontraríamos o caos e foi tudo ao contrário. Tudo está igual aos outros mundiais". Informações de O Dia
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no começo da tarde desta quinta-feira (1°/6) reanalisar a decisao da última terça-feira que proibiu que candidatos a presidência da República participem de propagandas partidárias de aliados nos estados caso haja, na aliança, outro partido concorrente ao Planalto. A decisão do tribunal de rever o caso não significa necessariamente que o entedimento sobre a questão será modificado e apenas dá indícios de que poderá atender ao anseio dos partidos.A decisão de rever a questão foi tomada pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, durante a análise de uma nova consulta sobre propaganda eleitoral. Antes mesmo dos ministros analisarem essa nova consulta, Lewandowski pediu vista antecipada do processo."Levando-se em consideração que a propaganda eleitoral gratuita começa só em 17 de agosto, acho que o adiamento dessa discussão é uma oportunidade de fazermos uma segunda reflexão sobre essa matéria em agosto." disse o ministro.Hoje o TSE realizou a última sessão antes do recesso do judiciário de julho. Os trabalhos serão retomados no dia 2 agosto. O presidente do TSE considera que o entedimento que pode embaralhar as coligações nos estados é extremamente complexo. "Então, aguardaremos para responder oportunamente no retorno dos trabalhos", afirmou o ministro.A decisão tomada pelo TSE pode confundir ainda mais os partidos e coligações pois o prazo final para o registro de candidaturas é 5 de julho. Já as convenções partidárias foram encerrdas ontem.Informações do Correio Braziliense.
"O MST é um movimento que se diz de reforma agrária quando na verdade usa a ideia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionaria socialista no Brasil. Não quero reprimir, não. Só sou contra que usem dinheiro do governo para isso, não dá", disse Serra ao comentar uma das críticas feitas pela CNA sobre insegurança jurídica."Ao governo não compete dar dinheiro para os diferentes movimentos de forma disfarçada. É importante a gente mostrar qual é a motivação para isso. Na verdade não é reforma agrária. É um movimento de natureza que propõe um tipo de transformação no Brasil", completou.Serra também criticou setores do governo que, segundo ele, se dizem socialistas. "Tem gente que se diz de esquerda, mas na verdade é regressiva e atrasada. Tem ódio, repudio ao progresso técnico", disse o candidato, brincando com a plateia dizendo que os restos mortais de Karl Marx devem "tremer no túmulo" diante disto.Além das críticas ao governo, José Serra também alfinetou os adversários na corrida presidencial. "Nossa estratégia de campanha é dar exposição, dar transparência e dar verdade", disse o candidato que chegou à sabatina pouco mais de uma hora atrasado. O evento da CNA estava marcado para começar às 9h e terminar 13h. Sem a presença dos demais candidatos convidados, Serra extrapolou também os limites de tempo impostos pela entidade para respostas. Repreendido pela mediadora, disse: "Eu quero um bônus, porque os outros não vieram".PromessasSerra também lançou críticas às altas taxas tributárias, a política de juros e o baixo investimento em infraestrutura. "O Brasil tem hoje tem recordes mundiais. O primeiro é taxa de juro real. Nós somos o primeiro do mundo há muito tempo, entra governo sai governo", disse. "Outro problema é o baixo investimento governamental. Turcomenistão, pelo que eu sabia era o último país em taxa de investimento. O penúltimo era o Brasil".Em contrapartida, desfiou elogios ao setor agropecuário, o qual chamou de "galinha dos ovos de ouro do desenvolvimento brasileiro". Fez elogios aos empresários do setor, e fez questão de pedir aos entrevistadores que o chamassem de Serra ou Zé, ao invés de "senhor candidato". Pela presidente da CNA, a senadora de oposição Kátia Abreu (DEM-TO), foi chamado de presidente num momento de desatenção.Em tom de campanha, prometeu implantar o defensivo genérico no Brasil e o seguro rural. "Preços garantidos no Brasil que funcionem. Isso vai ser feito. Não precisa anotar porque está gravado. Isso vai ser feito. Nós vamos fazer isso", disse, recebendo os primeiros aplausos da plateia. Informações da AE.
O PP vai de Joaquim Roriz (PSC) nas eleições do próximo mês de outubro. O partido irá se coligar com o PMN para a disputa de vagas na Câmara Legislativa. E mais: o deputado federal bispo Robson Rodovalho poderá ser o suplente da candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia. Ele ainda não decidiu se será suplente ou tentará à reeleição. Caso desista da disputa, o nome do partido para disputar uma vaga de deputado federal será o secretário-geral do PP, Gilvan Galdino. O ponto chave para que o PP viesse a se coligar com o PSC foi a juventude do partido, que não admitia uma aliança com o PT.
Logo após o anúncio de que Antônio Índio da Costa (DEM-RJ) formaria a dobradinha com José Serra na chapa oposicionista, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) lembrou, via Twitter, que o democrata foi alvo de investigação em CPI na Câmara Municipal, quando era secretário de Administração do então prefeito Cesar Maia.Naquele cargo, Índio foi responsável por um processo de licitação de merenda escolar considerado fraudulento. A CPI pediu seu indiciamento por suposto envolvimento com as irregularidades. O relatório foi enviado para o Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Município e à Delegacia de Polícia Fazendária. Promotores estaduais chegaram a instaurar inquérito em que ele figurou como investigado, mas o procedimento acabou sendo arquivado em 2008.Segundo dados da Transparência Brasil, Índio também gastou, desde o início do mandato de deputado, R$ 733,8 mil com verbas indenizatórias da Câmara. Para justificar gastos de R$ 95 mil desse total, ele usou notas fiscais emitidas pelo criador de seu site na internet. O valor que ele diz ter pago é 31 vezes superior à média de mercado: a criação de uma página na internet semelhante à do deputado custa, em média, R$ 3 mil.Apartamento. As notas foram emitidas pela empresa Moscatelli Manutenção em Serviços Digitais, cuja sede é um apartamento residencial na Rua Santa Clara, em Copacabana (RJ). O dono, Roberto Moscatelli Lima, 30 anos, foi o responsável pela criação da página destinada a divulgar o mandato de Índio da Costa na web.Ao Estado, Moscatelli disse que os pagamentos se referem ao serviço de criação do site. Confrontado com a média de preço de mercado para páginas semelhantes, ele disse não saber quanto recebeu do gabinete de Índio. "Não tenho como te dizer isso, procura a assessoria dele." (AE)
O PP deverá decidir hoje até o meio dia para que lado irá nas eleições. Até ontem à noite estava tudo certo para o partido comandado pelo deputado distrital Benedito Domingos se aliar com o PT. Só que a negociação para que o deputado federal Robson Rodovalho fosse o suplente de Cristovam Buarque não deu certo. O PT se recusou a ceder a vaga para o PP. A negociação está sendo feita pelo presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. A nova proposta feita é que o bispo Rodovalho seja o suplente do candidato ao Senado Rodrigo Rollemberg (PSB). O partido ficou de dar uma reposta ainda hoje. Além desta possibilidade, o PSC também aguarda uma posição do PP.
O PSC (Partido Social Cristão) desistiu de apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) e confirmou ontem a aliança com a chapa da petista Dilma Rousseff. A decisão foi tomada após reunião da cúpula do partido em Brasília. "A maioria do partido achou por bem caminhar com a coligação PMDB-PT para a Presidência", afirmou o pastor Everaldo Pereira, vice-presidente do PSC.Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa de Dilma e presidente da Câmara, elogiou a "significação programática" da legenda. Com 16 deputados federais e um senador no Congresso, o PSC garante um adicional de 19 segundos ao tempo de TV da candidata petista, de cerca de dez minutos.A composição de palanques estaduais, as articulações para um nome de vice de Serra e o anúncio inesperado da decisão contribuíram para a mudança de posição do PSC. O partido reclamou de não ter sido ouvido para as articulações do vice. "Você não pode fazer uma parceria e depois jogar o parceiro fora", reclamou um parlamentar. Apesar do apoio formal a Dilma, a legenda não impôs a decisão aos Estados.DILMAOntem, em discurso durante evento em Minas, Dilma tentou colar a imagem do governo Lula em Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT), candidatos a governador e vice no Estado. Segundo Dilma, Costa, ex-ministro das Comunicações da gestão petista, "é a síntese do casamento que o presidente Lula fez entre o econômico e o social". Informações da Folha
Coube ao PMDB indicar os nomes para as vagas de candidato ao Senado e a vice-governador da chapa do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), que permaneceram em aberto até o prazo final para realização de coligações. O partido escolheu o deputado federal Marcelo Melo, que tem base eleitoral em Luziânia e municípios do Entorno do Distrito Federal, para a vice, e o presidente regional do PMDB e ex-prefeito de Catalão, Adib Elias, para concorrer a um mandato de senador ao lado do deputado federal Pedro Wilson (PT).A reunião que confirmou a indicação dos dois peemedebistas ocorreu no apartamento do candidato a governador e reuniu o presidente do PT, Valdi Camarcio, do PCdoB, Fábio Tokarski, o ex-senador Mauro Miranda, o prefeito Paulo Garcia e o coordenador-geral da campanha, Sodino Vieira. A princípio, Iris afirmou que gostaria de ter o deputado federal Rubens Otoni em uma das vagas. A proposta foi levada à Executiva regional do PT, que estava reunida no diretório no mesmo horário.Diante da recusa do deputado, que optou por disputar a reeleição, os petistas discutiram entre si na tentativa de encontrar um nome de consenso para apresentar a Iris como contraproposta. O PT, no entanto, não conseguiu chegar a um acordo. O grupo ligado a Pedro Wilson, candidato ao Senado, tentou emplacar a ex-vereadora Marina Sant‘Anna, mas as tendências internas adversárias à de Pedro se posicionaram contra, alegando que a ala deles, denominada Movimento Cerrado, já havia sido devidamente contemplada na chapa.Houve um esforço para viabilizar a candidatura a senador do deputado Luis Cesar Bueno ou do candidato derrotado a prefeitura de Rio Verde, Karlos Cabral, mas a articulação também não avançou. Ao saber que Otoni havia recusado a oferta e que o PT enfrentava este impasse, Iris pediu a Valdi que levasse o nome de Marcelo Melo como contraproposta, e os petistas aceitaram a indicação.“Havíamos combinado que PMDB e PT ocupariam duas vagas cada um na chapa majoritária, mas isso não foi possível ao final do dia. É claro que gostaríamos de ter mais um representante na chapa, mas nos demos por satisfeitos com o Marcelo”, afirma um integrante da Executiva. Informações do Diário da Manhã
O DEM acabou com o mistério e em convenção realizada ontem à tarde na Câmara Municipal de Goiânia referendou o apoio à candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao governo do Estado. Para surpresa dos presentes, a decisão foi tomada sem a necessidade de votação por parte dos delegados do partido. Já se passava das 19 horas quando a escolha foi feita. Também foi deliberado o vice na chapa majoritária, o advogado José Eliton de Figuerêdo Júnior (DEM).O senador Demóstenes Torres (DEM), que presidia a convenção no momento da escolha, solicitou que todos ficassem no auditório e quem fosse favorável à aliança com os tucanos permanecesse da forma como estava. Poucas foram as pessoas que manifestaram opinião para coligar com o candidato governista Vanderlan Cardoso (PR). Após o anúncio, os presentes comemoraram com entusiasmo.Momentos antes, o presidente do Democratas em Goiás, deputado federal Ronaldo Caiado, que estava visivelmente emocionado, saiu do auditório fazendo um pedido aos presentes. “Ninguém se retire do recinto, e por favor entendam minha decisão. Sairei do auditório para me manter neutro na escolha do partido. Minha campanha será independente, a farei só com meus eleitores”. Dessa forma Caiado cumpriu o que sempre prometeu: que a escolha do partido estaria acima de seus interesses pessoais.O martelo foi batido na casa do próprio Caiado, na última terça. Segundo ele, “foi mais uma das 60 noites sem dormir nos últimos dias”. Caiado, que era contrário a essa opção de aliança, delegou a Demóstenes a responsabilidade de coligar com o PSDB, desde que os tucanos respeitassem a indicação do vice e do próprio Demóstenes para o Senado. Os integrantes do DEM também se reuniram ontem de manhã na residência de Demóstenes para definir os nomes dos candidatos para a bancada parlamentar.“Se não fizéssemos essa coligação, todo projeto do partido para eleição do Demóstenes e dos deputados estaduais e federais correria risco. Não havia outra alternativa”. Após terminar seu discurso, Caiado foi acompanhado da imprensa até a saída da Câmara, de onde foi embora. Momentos após a saída de Caiado, Marconi entrou no auditório e foi recebido com entusiasmo pelos presentes. Para o senador, o apoio do deputado é “uma grande vitória e um processo de confiança recíproca”.De acordo com Marconi, ele mobilizou sua equipe e a de Demóstenes para fechar a aliança durante os três dias que atencederam a convenção. “Todos nós no DEM e PSDB nos sentimos vitoriosos, pois conseguimos resolver essa questão pelo diálogo”. O senador tucano negou que tenha algum atrito com Caiado. Ele conta que reatou relações com o deputado desde o início do ano passado. “O importante é ressaltar que o Caiado permitiu que essa aliança fosse possível de acontecer”. Informações do Diário da manhã.
Rosa Costa, de O Estado de S.PauloO presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, chamou nesta quarta-feira, 30, o DEM de "oportunista" por acreditar que a insistência do partido em indicar o vice na chapa do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se deve à tentativa de "lavar a honra" atingida pela renúncia de seu único governador, José Roberto Arruda, por conta dos escândalos de corrupção no seu governo. "Querem lavar a cara no prestígio do Serra", criticou. "Cada um deve carregar a sua cruz".Jefferson garantiu que a sua divergência com relação à escolha do vice não altera a decisão de seu partido de apoiar o candidato tucano. Ele acredita que o procedimento teria sido outro, se o PSDB não tivesse arrastado tanto a expectativa de ter como vice o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves.Por que o senhor critica a decisão do DEM de indicar o candidato a vice de José Serra?O erro (do partido) foi impor ao Serra um vice que ele não queria. Entendo que o DEM não agiu bem. Foi oportunista porque sabe da necessidade que o Serra tem dos 2 minutos na televisão e no rádio e impôs um vice, quando era muito mais seguro formar uma chapa puro-sangue. Era muito mais seguro uma chapa fechada no PSDB para que a candidatura não ficasse vulnerável.Quais são os motivos dessa vulnerabilidade?Porque tem aí um passado muito recente, do Arruda. Há um forte comentário de dossiês nas mãos de advogados , um fortíssimo comentário e um aloprado faz qualquer negócio por um dossiê desse. Eu não sei qual é a chance de um advogado resistir com esse segredo debaixo do braço. E também porque esses detalhes terão um peso louco lá pra meados de setembro. O DEM forçou muito, forçou demais, demais, demais .O fato de o vice, deputado Índio da Costa, ser ligado à família do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, piora a situação?Não, não. Os Maias são os donos do DEM. Quando César Maia (ex-prefeito do Rio de Janeiro) comprou o PFL, comprou o ponto. Mudou a razão social para fugir do fisco, fez o Democratas e botou o filho como presidente. E ainda escreveu na porta: sob nova direção.Suas críticas podem ser entendidas como represália ao fato de o vice não ser do PTB?De jeito nenhum. O que é que eu quero é proteger o Serra. Ele tem de ser protegido e ajudado, não é a gente aproveitar o momento para lavar a honra com a força moral que ele tem. Lavar a cara com o prestígio do Serra. Cada um carrega sua cruz.O PSDB foi inábil por deixar a escolha do vice se arrastar até o prazo final?Ocorre que o Aécio ficou muito tempo na porta. A luta por baixo já havia, mas contra o nome do Aécio ninguém se lançava. O PSDB tinha um candidato; o PSC também, nós tínhamos o Benito (ex-deputado Benito Gama) e eles tinham lá o candidato deles que eu não sei quem é, pode ser o Índio.O PTB vai relaxar no apoio a José Serra?Não e não, nós não vamos romper, nós vamos apoiar o Serra. Serra presidente! Não nego fogo nisso. Não vamos criar embaraço. Só vou falar sobre isso hoje e nunca mais vou repetir. Não fiquei satisfeito, achei que não foi correta a posição do DEM para com o Serra. Nós precisamos fortalecer o nosso candidato. Não fragilizá-lo. Dar força a ele, não enfraquecê-lo, fazê-lo avançar, não recuar.
Da forma como estão organizadas as coligações no Distrito Federal, nem Dilma Rousseff (PT) nem José Serra (PSDB) terão palanque na capital da República. A interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a uma consulta de como devem proceder as chapas regionais em dissonância com as coligações para a Presidência da República teve o efeito de uma bomba jogada em cima do tabuleiro eleitoral do DF. Ontem, último dia autorizado para as composições partidárias, quando eram aguardadas algumas movimentações pontuais dos partidos, todas as alianças ficaram ameaçadas.A principal conquista de Roriz na pré-campanha — a composição com o PSDB de Maria de Lourdes Abadia — pode ser atingida em cheio pela interpretação do TSE. Toda a negociação para atrair os tucanos no DF teve como pilar o argumento de montar um palanque para o presidenciável José Serra. Pelo entendimento da Justiça Eleitoral, Roriz não poderia mais vincular o nome do candidato tucano à Presidência da República a nenhum material de campanha, nem sequer citá-lo em seu programa de televisão e rádio. A proibição levou Abadia ao desespero.Como foi o elo entre a direção do PSDB e o grupo de Roriz, a ex-governadora se sente responsável pelas consequências de um revés num acordo que beneficiaria Serra em Brasília. “É natural que ela fique apreensiva, todos nós ficamos. Mas, agora, não é hora de mudar as coisas. Preferimos manter tudo como está e deixar que a Justiça Eleitoral explique melhor os termos desta verticalização criada de última hora”, considerou Márcio Machado, que preside o PSDB no Distrito Federal. Assim, o partido permanece na composição encabeçada pelo ex-governador, mas aguarda os desdobramentos da consulta ao TSE.Mesma postura terá o DEM. O partido decidiu embarcar na coligação de Roriz na tarde de ontem (leia mais na página 36). Mal o DEM entrou, ficou na insegurança se poderia permanecer na coligação do ex-governador. Roriz pertence ao PSC, que ontem oficializou sua deserção da campanha de José Serra, a quem havia prometido apoio, e bandeou para o lado de Dilma. A mudança deu um nó nos planos de Roriz e Abadia. Apesar de a direção nacional do PSC ter deixado a legenda à vontade para definir a situação no DF, a interpretação da Justiça Eleitoral impôs limites para as campanhas em que as coligações de candidaturas para a Presidência não se reproduzem nas esferas estaduais.PTSe a turma de Roriz ficou atordoada com a possibilidade de baixas na coligação — o que repercute por exemplo no tempo de televisão dos candidatos ao governo —, integrantes dos partidos em torno de Agnelo Queiroz (PT) também ficaram em estado de choque. PPS e PTB já eram contados como aliados. O PPS no DF passou por longo processo de desgaste com a direção nacional da legenda para se posicionar ao lado do PT, já que em âmbito nacional o partido está com o tucano José Serra. Segundo o TSE, nesse caso, Dilma não poderia aparecer numa coligação que inclui representantes de seu adversário tucano.No início da noite, o impedimento estava sendo trabalhado como questão fatal para a união do PPS do deputado Augusto Carvalho ao PT de Agnelo. O partido chegou a pensar em anunciar a saída da chapa. A mesma dúvida acabou com o impacto programado para o embarque do PTB na coligação petista. A convenção do partido foi ontem à noite e Agnelo estaria lá para sacramentar a aliança. O concorrente petista foi aconselhado a não ir. E o PTB acabou a convenção sem anunciar formalmente a união com o Partido dos Trabalhadores (leia texto abaixo).Diante da avaliação de que uma desistência poderia ser pior do que aguardar os acontecimentos, PPS e PTB optaram pela segunda hipótese. Caso seja mantido o entendimento da consulta ao TSE, as duas legendas podem sair sim do grupo petista. Nesse caso, teriam de mudar na marra o conteúdo das atas de convenção até segunda-feira, data para o registro das candidaturas. Informações do Correio Braziliense.
Chegou ao fim a ameaça que deixou os políticos do Distrito Federal em estado de alerta nos últimos cinco meses. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente, por sete votos a um, o pedido de intervenção federal apresentado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sob o fundamento de que as instituições da capital do país estariam totalmente contaminadas pela corrupção. Prevaleceu o entendimento de que a crise que abalou os Poderes com a Operação Caixa de Pandora foi debelada com um remédio menos amargo do que a interferência no Executivo e nos trabalhos da Câmara Legislativa. Esse foi o ponto de vista defendido pelo relator do caso, ministro Cezar Peluso, presidente do STF.Peluso sustentou que a intervenção federal, medida extrema e excepcional, só deve ocorrer nos casos “taxativamente indicados como exceção na Constituição”. Na avaliação do ministro, as ações do Ministério Público no sentido de afastar deputados distritais envolvidos nas denúncias de corrupção e de puni-los mostram que as instituições funcionam normalmente, sem necessidade de interferência. “Uma vez decretada, a intervenção funciona como espécie de camisa de força supressora por certo espaço de tempo. Se a ordem foi estabelecida por outro modo, não importa qual seja, a intervenção já não faz sentido nenhum”, afirmou em seu voto.A cassação da deputada Eurides Brito (PMDB) no plenário da Câmara Legislativa, a destituição de José Roberto Arruda do cargo por infidelidade partidária, a renúncia de Paulo Octávio, que era vice-governador, e a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra cinco distritais citados na Caixa de Pandora também seriam demonstrações de avanços, segundo o relator. A posição de Peluso foi reforçada pelos ministros José Antônio Toffoli, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e Celso de Mello. “A intervenção seria um salto no escuro”, afirmou Gilmar, que até abril era o relator do caso. Ele se referia a incertezas políticas que a medida provocaria, principalmente às vésperas das eleições.O único voto divergente foi o de Carlos Ayres Britto. O ministro concordou com os argumentos levantados pelo procurador-geral. Gurgel disse que a capital do país vive uma “crise institucional absolutamente sem precedentes no mais bem documentado escândalo de corrupção do país”. Por causa das investigações, Arruda passou 60 dias preso, Paulo Octávio renunciou ao cargo e o então presidente da Câmara, Leonardo Prudente, terceiro na linha sucessória, também teve de deixar o poder, sob risco de cassação. Gurgel sustenta que a eleição de Rogério Rosso (PMDB) como governador do DF não resolve o problema, uma vez que entre seus 13 eleitores há oito deputados distritais sob investigação de negociar apoio na Câmara. O colégio eleitoral para a escolha do novo governador formado justamente por investigados na crise que destituiu Arruda, para Gurgel, é pura ironia.ImprobidadeO procurador-geral também ressaltou que nove desses parlamentares são alvo de uma ação de improbidade administrativa, proposta na semana passada pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público local, por terem se hospedado em hotel cinco estrelas de Goiânia, com as despesas pagas por empresário do ramo da construção civil um dia antes da eleição do novo governador. Ayres Britto demonstrou total concordância com a posição do Ministério Público. Em seu voto, o único contrário ao relatório de Peluso, o ministro disse que o STF deveria considerar o caso do DF como um símbolo de combate à corrupção, por se tratar da capital da República. “O Distrito Federal padece de leucemia ética, democrática e cívica. O caso é de hecatombe institucional. Serve como luva encomendada à figura da intervenção”, analisou Ayres Britto.Desde a semana passada, Gurgel suspeitava de que não seria vitorioso na sessão de ontem. No Ministério Público Federal, a avaliação é de que o momento político não era o mais adequado para a análise dos ministros. Votos considerados importantes pela intervenção, como o de Joaquim Barbosa, seriam perdidos porque o ministro está de licença médica. Por conta disso, o procurador-geral pediu o adiamento do julgamento no início da sessão, sob o argumento de que o quorum baixo — com três ministros a menos — prejudicaria uma decisão. Peluso abriu a discussão, mas essa posição também foi vencida. Apenas Marco Aurélio de Mello e Celso de Mello foram favoráveis a transferir a discussão para agosto, depois do recesso parlamentar.No fim do julgamento, Gurgel reconheceu que a intervenção é coisa do passado e disse que a hora agora é de se concentrar na conclusão do Inquérito nº 650 em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que trata do suposto esquema de corrupção no DF. Ele explicou que aguarda o resultado de laudos da Polícia Federal sobre o material apreendido nas operações antes de começar a ajuizar as ações penais. A demora em apresentar as denúncias foi um dos argumentos suscitados por Marco Aurélio para rebater o pedido de intervenção. “Onde está o inquérito 650? Os fatos ainda sequer desaguaram na propositura da ação penal”, levantou o ministro.1 - ReaçãoA maioria dos ministros do STF ressaltou o trabalho do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Eles sustentaram que o pedido de interferência tirou os poderes da República de “uma situação de letargia institucional” e possibilitou a abertura de processo de impeachment contra José Roberto Arruda e de quebra de decoro contra deputados investigados na Operação Caixa de Pandora . Informações do Correio Braziliense.
A desistência do DEM de lançar candidatura-solo era o elemento que faltava para confirmar a principal característica do cenário eleitoral deste ano: a cidade volta a se dividir entre o azul de Joaquim Roriz (PSC) e o vermelho do PT, representado nesta disputa por Agnelo Queiroz. No último dia para as definições sobre alianças partidárias, o Democratas saiu de cena. O partido estava isolado e corria o risco de ter dificuldade para reeleger deputados distritais. Com a pressão dos parlamentares, Alberto Fraga declinou da disputa ao governo. E ganhou a vaga ao Senado na coligação de Roriz.Até o último dia permitido pela legislação eleitoral para as composições partidárias, Fraga manteve a disposição de se candidatar ao Palácio do Buriti. Era tido tanto por Agnelo quanto por Roriz como uma ameaça. Não porque tivesse envergadura para ganhar a disputa, mas porque sua participação tinha potencial para encaminhar a eleição a um segundo turno. Nesse caso, assumiria papel de protagonista no desfecho da competição.A estratégia, no entanto, poderia significar o sacrifício político de, pelo menos, três distritais que fazem planos de reeleição na Câmara Legislativa. Sem estar inseridos numa coligação, Eliana Pedrosa, Raad Massouh e Paulo Roriz poderiam perder nas urnas. Foi com base nessa conclusão que os parlamentares pressionaram para a retirada de chapa própria. E conseguiram. Os deputados contaram com o apoio do senador Adelmir Santana, que desejava abraçar a candidatura de Roriz. Ao lado do ex-governador, Adelmir imaginava ter chances de estender nas urnas o mandato que hoje ocupa na condição de suplente. Ele é o substituto do ex-senador Paulo Octávio, que em 2007 renunciou ao cargo para assumir a vice-governadoria do DF. Informações do Correio Braziliense.
Um rosto jovem, ligado ao terceiro maior colégio eleitoral brasileiro, o Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, um político sem experiência na articulação de temas nacionais, e um nome que muita gente no país — sobretudo no Norte e no Nordeste, onde a adversária Dilma Rousseff (PT) é mais forte — ouve e pergunta em seguida: “Quem?”. Cientistas políticos apontaram vantagens e desvantagens que o nome de Indio da Costa (DEM), escolhido para ser o vice na chapa tucana à Presidência, traz para seu candidato, José Serra.A presença política de Indio no terceiro colégio eleitoral do país é um dos pontos positivos destacados pelo cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB): — O Rio tem uma tradição petista, além de, hoje, ter o governador Sérgio Cabral (PMDB) forte nas pesquisas. Então, o Cesar Maia (DEM), ao avalizar o nome do Indio, pode ter pensado também em tentar desequilibrar o quadro no Rio, até para ajudar a própria candidatura dele (ao Senado).Além disso, Indio apareceu como relator do Ficha Limpa, que mobilizou a sociedade. E traz juventude à chapa. Aliás, ele também é bem mais bonito que o Serra, né? — brinca Fleischer.— Mas ele não tem experiência em questões nacionais. Sabe mais fazer política local.Pesquisador de História política e professor de pós-graduação em ciência política da Universidade de São Carlos, o historiador Marco Antônio Villa diz que a indicação de Indio da Costa “foi uma surpresa”: — É uma tentativa de fortalecer Serra num estado de muito eleitorado, e onde não se sabe o fôlego que terá a candidatura Gabeira (aliada a Serra). Dessa maneira, quiseram garantir uma boa presença da chapa do Serra nos três maiores colégios: São Paulo, onde ele por si já é forte; Minas, com Aécio fazendo campanha para ele; e agora Rio.O cientista político e professor emérito da UFMG Fabio Wanderley Reis diz que a escolha de Indio foi apenas “a forma menos ruim” de Serra ceder ao DEM. Na avaliação do professor, o presidenciável tucano estaria tentando não se associar à imagem de direita do aliado, para evitar uma eleição plebiscitária: — E o Indio serve a isso, porque não tem um carimbo de direitão do DEM. Além disso, o Serra evita também alguém que pudesse ser uma liderança ao lado dele. Porque, se quisesse isso, o vice seria o Aécio. O Indio, não; vai ficar quieto. Não vai aporrinhar, como o Serra disse.— Do ponto de vista de arrebanhar voto, muda pouco para o Serra. Vai ser só um candidato a vice formal, que resolveu um problema interno — completa Roberto Romano, professor de ética e política da Unicamp.O professor de sociologia e política da PUC-RJ Ricardo Ismael vê problemas na escolha, mas crê que Indio pode trazer o voto jovem. Com ressalvas: — O eleitorado de Indio é a juventude elitizada, classe média alta. Ele vai ter de dialogar com segmentos mais populares.— Indio é vinculado aos Maia (Rodrigo e Cesar), que têm poder, mas um poder em declínio — conclui o professor de ciência política da FGV Marco Antônio Teixeira. Informações de O Globo.
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse ontem que o partido deve questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na prática pode inviabilizar sua participação nos programas de TV da campanha de Fernando Gabeira, candidato verde ao governo do Rio: — Não conversei com nosso advogado. Mas se for a decisão da Justiça, vamos questionar. O Gabeira é do Partido Verde e eu sou do Partido Verde, a vinculação é automática.A candidata esteve na tarde de ontem na capital gaúcha para participar de uma sabatina com prefeitos e vice-prefeitos no 30oCongresso de Municípios do RS, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Ao longo de duas horas, Marina respondeu a 11 perguntas para uma plateia de dezenas de prefeitos e vice-prefeitos.O público esperava a participação de José Serra, mas o candidato tucano avisou no início da tarde que não compareceria.Dilma Rousseff, do PT, já havia informado que não iria.Na sabatina, Marina voltou a afirmar que espera que os eleitores revertam a ideia de plebiscito entre os candidatos tucano e petista: — Numa eleição de dois turnos é perda de tempo querer impor uma eleição plebiscitária.No encontro, Marina prometeu a ativação do Fundo Nacional de Defesa Civil, que reservaria recursos para socorrer municípios atingidos por enchentes e vendavais. Ela aproveitou para criticar a promessa da petista Dilma de reduzir impostos que Lula aumentou, ressaltando que PT e PSDB não diminuíram a carga tributária em seus governos: — No período eleitoral parece que tudo é possível. Informações de O Globo.
Maria Lima, de O Globo A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a presença dos presidenciáveis no palanque eletrônico de candidatos a governador cujas coligações estaduais envolvam mais de um partido com candidato a presidente desagradou ao governo e à oposição. As direções de PT, PV, PMDB e PSDB foram apanhadas de surpresa.O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, acusou o TSE de tumultuar o processo.A decisão do TSE foi tomada em função de uma consulta feita pelo PPS sobre a disputa no Rio.O tribunal decidiu que o candidato a governador Fernando Gabeira (PV) fica impedido de fazer campanha no horário eleitoral gratuito com o tucano José Serra ou com Marina Silva, de PSDB e PV respectivamente, ambos de sua coligação.Ontem a direção do PT correu para anular algumas coligações estaduais, na tentativa de impedir estrago na campanha na TV para Dilma, mas não deu tempo.O PT só conseguiu reverter o caso da Bahia, onde a coligação de Jaques Wagner (PT) incluía o PSL, coligado nacionalmente com o PSDB. No caso do Acre, onde a coligação do candidato a governador Tião Viana (PT) inclui o PV, não foi possível reverter.Apesar da irritação com o TSE, o PT não vai recorrer.— Essas decisões do TSE tomadas em cima da hora tumultuam o processo eleitoral. E é uma lei contraditória, porque outra lei diz que toda mudança de regra eleitoral tem de ser tomada um ano antes da eleição.Agora o TSE faz esses entendimentos em cima da hora, quando as coligações estão fechadas, tumultuando o processo. Disparamos todo mundo do partido nos estados para fazer um pente fino, mas não tem mais como trocar — reclamou Dutra.No caso do PT, além de Tião Viana, que não poderá mostrar Dilma em sua propaganda na TV, o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, também não poderá aparecer com a petista. Sua coligação estadual inclui o PTB, que em nível nacional está com o PSDB.No Maranhão, Dilma e Serra perdem espaço na TV O mesmo acontece com a candidata do PMDB ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, que brigou tanto para ter apoio do PT. Ela não poderá aparecer ao lado de Dilma na TV, porque sua coligação inclui o DEM, que, nacionalmente, apoia Serra. O caso do Maranhão é emblemático.Nem Dilma poderá aparecer no horário eleitoral de Roseana, nem Serra aparecerá com Jackson Lago (PDT), coligado em nível estadual com o PSDB, mas nacionalmente com o PT.— Não acho a decisão correta.Não sei se cabe recurso. Mas não vamos recorrer — protestou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).O estrago será feito também no palanque eletrônico de Serra.Além da campanha de Gabeira, ele não poderá aparecer no horário de TV de André Pucinelli, candidato do PMDB ao governo de Mato Grosso do Sul com apoio do PSDB; de Jarbas Vasconcelos (PMDB), que se candidatou ao governo de Pernambuco só para lhe fazer um palanque forte; e de Joaquim Roriz, candidato ao governo do DF.