Copa 2010 A Espanha voltou a contar com gol de Davi Villa, venceu o Paraguai por 1 a 0, neste sábado, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo, e chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.O time espanhol vai enfrentar na próxima partida a Alemanha, que hoje goleou a Argentina por 4 a 0, na Cidade do Cabo. O duelo entre Alemanha e Espanha é uma reedição da final da Eurocopa de 2008, vencida por 1 a 0 pelos espanhóis. É a primeira vez na história que a Espanha disputa uma semifinal de Copa do Mundo. A equipe amarela e vermelha chegou a ser terceira colocada no Mundial de 1950, no Brasil, mas não havia semifinais, foi um quadrangular final.O gol espanhol foi marcado de uma maneira dramática, com a bola batendo três vezes na trave antes de entrar. Antes disso, os dois times haviam desperdiçado pênaltis durante o jogo. Villa, com cinco gols, é o artilheiro da Copa do Mundo.O jogoO primeiro tempo foi amarrado e com pouquíssimos lances de perigo. A Espanha mantinha a posse de bola, mas era neutralizada pela marcação paraguaia. O time europeu teve sua melhor chance aos 28min, em chute de Xavi que passou perto do travessão.O Paraguai chegou a marcar, aos 40min, com Valdez, mas o árbitro havia assinalado antes duvidoso impedimento.O que faltou de emoção no primeiro tempo sobrou no segundo. Aos 12min, após cobrança de escanteio na área, Piqué puxou Cardozo na área e cometeu pênalti. Mas Cardozo bateu, e Casillas pulou em seu canto esquerdo para defender.Na sequência da mesma jogada, a Espanha chegou na área paraguaia com Villa, que foi derrubado por Alcatraz. Novo pênalti. Xabi Alonso bateu e converteu, mas o árbitro mandou voltar por invasão. Na repetição, Alonso bateu e Villar pegou. No rebote, Fábregas sofreu pênalti do goleiro, mas o juiz não marcou.A Espanha achou seu justo gol em um lance dramático. Aos 38min, Iniesta deu bela arrancada, fez linda jogada e tocou para Pedro, que chutou na trave. O rebote ficou com Villa, que chutou. A bola bateu nas duas traves antes de entrar.O time espanhol ainda levou um susto nos minutos finais, mas Casillas fez duas defesas que salvaram o time. Informações da Folha.
Diego Escosteguy, da revista VejaNuma breve e melancólica sessão, os ministros do Supremo Tribunal Federal optaram na semana passada por abandonar Brasília à máfia que a esfola há 20 anos.Foram sete votos contrários ao pedido de intervenção no Distrito Federal, formulado pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, em decorrência das irretorquíveis evidências de que a capital do país está sob o comando de uma organização criminosa onipotente, infiltrada nos altos escalões dos três Poderes.Projetaram-se essas provas em público há seis meses, quando o delator Durval Barbosa compartilhou com o país sua videoteca da corrupção, tragicômica obra na qual figurões de Brasília apareciam embolsando pacotes de dinheiro.O democrata José Roberto Arruda caiu, tornando-se o primeiro governador preso da história da República. Alguns escroques afastaram-se da vida pública – e ficou por isso mesmo. Para a maioria dos ministros do STF, foi suficiente.Verbalizou-se a lúcida exceção na voz do ministro Carlos Ayres Brito: “A mentalidade dos governantes não mudou. A oportunidade é excelente para libertar a capital das garras de um perigosíssimo esquema de enquadrilhamento para assaltar o erário”.VEJA obteve provas de que a Procuradoria-Geral da República e Ayres Brito, infelizmente, estão certíssimos: a bandalheira em Brasília não tem fim.Trata-se de gravações de áudio, que estão em poder do Ministério Público, nas quais o lobista Maurílio Silva, antigo parceiro do ex-governador Joaquim Roriz em negociatas, aparece cobrando propina de um grupo de fornecedores do Detran local, ensinando a fraudar licitações e, acredite, já fatiando contratos num possível governo do comparsa.A conversa choca não só pelo teor, mas também pela data: foi gravada no dia 14 de dezembro do ano passado – ou seja, pouco mais de duas semanas após o Ministério Público estourar a operação Caixa de Pandora. Tamanha ousadia explica-se pela força de Roriz, o patrono da corrupção em Brasília.Ele já governou a capital em quatro ocasiões, em mandatos manchados por múltiplas evidências de traficâncias. Elegeu-se senador nas últimas eleições, mas durou apenas cinco meses no Congresso, renunciando em meio a mais acusações de malfeitorias.Arruda e seus mensaleiros são seus filhotes políticos. Agora, Roriz tenta recuperar o trono – e, liderando as pesquisas com 30% das intenções de voto, tem tudo para voltar em triunfo.As gravações foram feitas por uma empresária, numa reunião entre Maurílio e fornecedores de placas e lacres para veículos. Ela entregou o áudio ao Ministério Público, que investiga o caso.No encontro, os empresários deixam claro que formaram um cartel e que querem discutir com o lobista uma maneira de conseguirem exclusividade para instalar os novos lacres veiculares exigidos pela lei.O Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran, publicou em 2007 uma portaria que estabelece que até dezembro de 2011 todos os carros do país deverão receber esses lacres, que irão conter números de série, de modo a inibir fraudes e clonagens. Cabe ao Detran de cada estado credenciar as empresas e estabelecer os custos. O de Brasília ainda não fez essas mudanças, que podem render, de imediato, 40 milhões de reais aos fornecedores.Maurílio não se socorre de eufemismos: “Estou trabalhando no escritório de Roriz, sou amigo dele há anos. Se ele ganhar a eleição, fica muito prático viabilizar o direcionamento do jeito que vocês querem”.O lobista explica, porém, que o pedágio é caro: “Nós não temos interesse em negócio pequeno. Queremos participar do faturamento do negócio de vocês. A gente cobra um valor, mas o Roriz tem a filosofia de não prejudicar o rico”. Roriz e Maurílio querem, portanto, sociedade na negociata.Depois de explicar como “direcionar o edital” do Detran, Maurílio diz: “Tem que pensar em coisa grande. É para entrar e não sair mais, fazer uma PPP (parceria público-privada), ficar 30 anos”.Os empresários concordam em prosseguir as tratativas, e o lobista encerra: “Então vamos trabalhar para 2011. Eu cuido do acerto político”.Maurílio Silva, o homem da gravação, filiou-se ao mesmo partido do chefe (o minúsculo PSC) e despacha no escritório de Roriz, coordenando a campanha do chefe. Sempre na aba do amigo e sócio informal, Maurílio já foi deputado distrital e conselheiro do Tribunal de Contas do DF.O lobista tem amigos para lá de perigosos. Segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal, ele era o elo do grupo de Roriz com a quadrilha do mafioso João Arcanjo Ribeiro, o Comendador Arcanjo, preso por homicídio e corrupção.Arcanjo pretendia levar a Brasília seus negócios com máquinas de jogos caça-níquel. Para isso, o bicheiro Messias Ribeiro, seu homem na capital, intermediou uma doação de 500 mil dólares à campanha de Roriz em 2002.Num papel manuscrito e enviado por fax a Arcanjo, o bicheiro anotou a propina ao governador e apontou o lobista Maurílio como intermediário. Maurílio acabou tornando-se sócio do bicheiro. Acredite: são esses os homens que podem suceder Arruda e sua turma - e a Justica ainda acredita que o pior ja passou.
A Alemanha é a terceira classificada para as semifinais da Copa do Mundo. Neste sábado, os germânicos venceram a Argentina por 4 a 0, gols de Muller, Klose (duas vezes) e Friedrich, e eliminaram a equipe de Maradona e Messi da Copa do Mundo da África do Sul.Este foi o sexto confronto entre as duas equipes em Mundiais. Com este triunfo, os alemães acumulam quatro vitórias, um empate (em 2006, quando a Mannschaft avançou nos pênaltis) e uma derrota, na final de 1986, quando a equipe do meia Diego Maradona conquistou o bicampeonato.O primeiro gol do jogo ocorreu logo aos 3 minutos do primeiro tempo, quando Schweinsteiger levantou na área e Muller resvalou de cabeça. Tevez marcou aos 36 minutos, mas em posição de impedimento, assinalado pelo árbitro.Na segunda etapa, Podolski arrancou pela esquerda e passou para Klose marcar, aos 22 minutos. Aos 29, Schweinsteiger fez grande jogada e tocou para Friedrich ampliar o marcador. Aos 44, o camisa 7 passou para Ozil, que tocou para o artilheiro Klose, fezer seu 14º gol em Copas do Mundo, igualar Gerd Muller e fechar o marcador.O jogo - A Alemanha começou o jogo de maneira fulminante e marcou o gol mais rápido deste Mundial. Aos 3 minutos, Bastian Schweinsteiger cobrou falta da esquerda dentro da área e o jovem Thomas Muller surgiu na frente dos zagueiros para resvalar de cabeça para fundo das redes.O gol relâmpago deixou a Argentina baqueada. Enquanto os alemães passaram a dominar completamente as jogadas ofensivas, os platinos tentavam alguma jogada de velocidade sempre com Di Maria buscando arrancadas da intermediária, quase sempre bloqueado pela defesa germânica.Aos 23 minutos, Thomas Muller fez grande jogada pelo lado direito e tocou para a entrada da grande área, onde estava Miroslav Klose. O artilheiro chutou de primeira muito alto, para fora, desperdiçando uma grande oportunidade para os tricampeões.Passaram-se 27 minutos e a Alemanha já chutara cinco vezes contra o gol defendido por Romero. O primeiro chute da Argentina ocorreu apenas aos 28 minutos, com o lateral esquerdo Gabriel Heinze, que recebeu na intermediária e arriscou de longe, sem nenhum perigo.Só que a finalização solitária do camisa 6 empolgou os hermanos, que partiram com tudo para cima e reverteram o domínio que era dos adversários. Isto ocorreu, principalmente, porque o meia-atacante Lionel Messi passou a participar mais das ações do jogo. Contudo, o goleiro Neuer, sempre que exigido, correspondeu.Aos 36 minutos, a zaga alemã fez linha de impedimento e quatro jogadores argentinos ficaram em condição irregular. Na sequência do lance, Messi tocou para Tevez, que empurrou para as redes. Atento, porém, o auxiliar invalidou o lance de Carlitos.Enquanto a Argentina prendia a bola no ataque, a Alemanha buscava contra-ataques em velocidade. Foi assim no final do primeiro tempo e no começo da segunda etapa. Apenas dois minutos depois do intervalo, Di Maria conseguiu a primeira boa chance, chutando da intermediária, rente ao ângulo direito germânico.A tônica da partida se manteve durante boa parte do segundo tempo. Veloz, as duas equipes buscavam o ataque, mas os dois goleiros pouco trabalhavam.Miroslav Klose vivia um momento especial, pois completava seu 100º jogo com a camisa dos tricampeões. E aos 23 minutos, Lukas Podolski fez boa jogada pela esquerda e cruzou para o camisa 11, que errou a primeira finalização, mas mesmo assim conseguiu empurrar para as redes, assinalando seu 13º gol em Copas do Mundo.Novamente a Argentina sentiu o lance. Deixou de ter paciência para atacar. Melhor para os germânicos. E aos 29 minutos, Schweinsteiger arrancou pela esquerda fintando os adversários e tocou na área para o zagueiro Friedrich chutar e marcar o terceiro gol do jogo.No final do jogo, aos 44 minutos, Schweinsteiger ainda participou de mais uma jogada decisiva. O camisa 7 passou para Ozil, na esquerda, que cruzou para Klose, marcar um tento e sacramentar o resultado e a eliminação das argentinas. Informações da Gazeta Esportiva.
Marcelle Ribeiro e Tatiana Farah, de O GloboOs dados e tendências conflitantes entre as últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha também aparecem na divisão das intenções de voto por região. O última levantamento do Datafolha mostra que o candidato tucano à Presidência, José Serra, teve um expressivo crescimento no Sul do país, subindo de 38% das intenções de voto em 20 e 21 de maio para 50% no levantamento feito em 30 de junho e 1ode julho. Na mesma região, Dilma Rousseff (PT) oscilou para baixo, de 35% em maio para 32%.Já o levantamento do Ibope, divulgado em 23 de junho, mostrava que Serra estava à frente de Dilma no Sul, com 42% das intenções de voto contra 34%; no entanto, apontava para uma queda do tucano em relação à pesquisa Ibope anterior, e não para um crescimento, como no caso desta pesquisa Datafolha. A participação de Dilma, segundo o Ibope, está crescendo na região, o que mostra que os dois institutos de pesquisa apontam para tendências diferentes no Sul.No Sul, segundo o Datafolha, a candidata do PV, Marina SIlva, caiu de 12% para 8%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Diretor do Datafolha, Mauro Paulino diz que o cenário Serra x Dilma reproduz o quadro eleitoral de 2006, entre o então candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, o presidente Lula, nessa região: — O Sul foi a região onde as propagandas do Serra nos últimos 30 dias tiveram a maior audiência, o que pode explicar esse crescimento (de 38% par 50%). E, em 2006, o Alckmin, obteve 51%, enquanto Lula teve 32% — afirmou Paulino.Tucano cresceu no SudesteSegundo a pesquisa do Datafolha divulgada ontem, Serra também cresceu e está à frente de Dilma no Sudeste, maior colégio eleitoral do país, com dez pontos percentuais a mais que a petista. Serra tem 43% e Dilma, 33%. Já o Ibope mostrou empate técnico no Sudeste: Dilma aparece com 37% e Serra, com 36%.Na Região Nordeste, a distância entre os dois principais candidatos está ainda maior e chega a 17 pontos percentuais, segundo o Datafolha. Em maio, era de 11 pontos percentuais. Dilma oscilou para cima, de 44% em maio para 47%. Já Serra oscilou para baixo, de 33% para 30%. Na opinião de Paulino Dilma pode ter maior crescimento no Nordeste, pois o presidente Lula tem aprovação maior e o eleitor ainda não a conhece: — Lá está 47 a 30 para Dilma, mas lá tem a maior taxa de desconhecimento da candidatura dela, por conta da baixa escolaridade e da falta de contato com a informação. Lá, Lula é quase uma unanimidade. Tem 87% de ótimo e bom. É uma maneira de ver de que forma esse contingente de eleitores vai encarar a candidatura Dilma. Seu desafio é convencer esse eleitorado — diz Paulino. A última pesquisa do Ibope no Nordeste coincide com o Datafolha e mostrou Serra com 30% e Dilma com 47%.A região Nordeste é a que tem maior percentual de eleitores indecisos segundo o Datafolha, que chega a 12%. No Norte e no Centro-Oeste, tucano e petista cresceram na pesquisa de intenção de votos do Datafolha, tirando votos da presidenciável verde, que oscilou de 14% para 9%. A candidata do presidente Lula foi de 40% para 42% e o tucano saltou de 34% para 38%. Na pesquisa Ibope, Dilma já aparecia com vantagem em relação a Serra, com 40% das intenções, contra 34%.
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) deverá aceitar os laudos de vistoria para transferência de veículos emitidos por empresas privadas credenciadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) sem realização de segunda inspeção ou cobrança de taxa para aceitação do documento. A decisão é da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF, em resposta ao mandado de segurança interposto pela Quality, uma das partes interessadas em explorar o serviço. Segundo o juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, o Detran descumpriu a Portaria nº 131, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que atesta a confiabilidade da vistoria realizada pelas empresas particulares. O diretor-geral do Detran, Geraldo Nugoli, deverá se adequar à decisão até 48 horas após ser notificado, sob pena de ser preso em flagrante. O documento deve chegar ao Departamento de Trânsito na próxima segunda-feira. Se o órgão não conseguir reverter a determinação, a norma passa a valer na quarta-feira desta semana.Os órgãos públicos de trânsito e as instituições privadas disputam na Justiça o direito de realizar a vistoria. Até 2008, o Detran oferecia o serviço com exclusividade. Com a Resolução nº 282/2008, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estendeu o direito de prestar o serviço a terceiros autorizados pelo Denatran, quatro empresas do Distrito Federal se credenciaram para compartilhar o direito de realizar a vistoria para transferência de veículos. Naquela época, o Detran-DF alegou que a determinação contrariava o Código de Trânsito Brasileiro(1) e passou a não aceitar o laudo emitido pelas empresas privadas. Chegou a informar em sua página na internet que o serviço ainda era de exclusividade do Detran.AbsurdoA Quality, uma das empresas cadastradas, protocolou uma ação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios contra o Detran. Em maio último, conseguiu uma liminar que obrigava o órgão a receber os laudos. O Detran novamente se recusou a atender a determinação. Após duas notificações da Justiça, o órgão aceitou os documentos expedidos pelas empresas privadas com uma condição: os veículos deveriam ser vistoriados por fiscais do órgão. Pelo serviço, cobrava uma taxa de R$ 18. A Quality recorreu novamente à Justiça. “É um absurdo pagar duas vezes pelo mesmo serviço, pois não há a previsão legal de duas vistorias. Usamos relatos de clientes que foram obrigados a ficar seis horas na fila para fazer nova inspeção e ainda pagar a taxa”, explicou o diretor da empresa, Guy Machado.A vistoria deve ser feita quando há mudança de proprietário e do carro ou durante o pedido da segunda via do Certificado do Registro do Veículo (DUT). A Quality, uma das empresas cadastradas, cobra R$ 24,50 pelo laudo, o mesmo cobrado pelo órgão público. Durante os quatro primeiros meses deste ano, o Detran-DF arrecadou R$ 385.905,15 com o serviço. A assessoria de imprensa do Detran informou que a diretoria do órgão só se pronunciará após receber o documento. Informações do Correio Braziliense.
O Ministério Público Eleitoral ajuizou uma representação, no Tribunal Superior Eleitoral, para pedir a aplicação de multa de R$ 25 mil ao jornal Estado de Minas. O motivo do pedido foi uma notícia publicada no dia 10 de abril sobre o lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República.De acordo com a representação, o jornal, além de fazer referência ao conteúdo do material publicitário confeccionado para o lançamento da pré-candidatura, publicou fotografias dos banners, em cores e formato próprios de propaganda paga, caracterizando “verdadeiros anúncios de propaganda eleitoral”.Além dos banners, com a sigla do PSDB, a página questionada pelo MPE continha frases de apoio à candidatura de Serra e sua imagem ao lado do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), “figura influente no cenário político mineiro”.O MPE alega que a publicação se distanciou da finalidade informativa, assumindo nítida conotação eleitoral. “O jornal Estado de Minas, ao invés de informar, passou a divulgar a pré-candidatura em questão, em espaço privilegiado de largo alcance, excedendo os limites da liberdade de expressão”, afirma. E mais: argumenta que houve manipulação da informação pelo jornal, “cujo tratamento distanciou-se dos critérios de isenção e qualidade”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.
Os governos federal, estaduais e municipais estão proibidos pela legislação eleitoral, a partir deste sábado (3), de veicular qualquer tipo de propaganda que possa ser caracterizada como publicidade favorável às administrações. A regra se aplica ao uso de símbolos, veiculação de publicidade e logomarcas em veículos de comunicação, placas, materiais impressos e sites oficiais.A proibição vai até o dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, ou 31 de outubro, se houver segundo turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as exceções são para os casos em que a publicidade oficial representa serviço público indispensável, como anúncios em casos de catástrofe ou de saúde pública.Para se prevenir contra representações na Justiça, o governo federal iniciou uma série de reuniões de orientação com técnicos de ministérios e órgãos da administração pública um mês antes da vigência da lei.As reuniões obedecem a uma instrução normativa expedida pelo ministro Franklin Martins (Secretaria de Comunicação) em março passado. O documento relaciona os tipos e circunstâncias em que a publicidade oficial é vetada pela lei.O texto determina ainda a suspensão, durante o período eleitoral, de “toda e qualquer forma de aplicação da marca ‘Brasil, um país de todos’”. Em outro trecho, o documento estabelece que as placas de projetos de obras “devem ser alteradas para exposição durante o período eleitoral”.Em um dos tópicos, o texto explica que placas de obras ou de projetos de obras correspondem a "painéis, outdoors, adesivos, tapumes e quaisquer outras formas de sinalização que cumpram função de identificar ou divulgar obras e projetos de que participe a União, direta ou indiretamente” como exemplos vedados pela legislação eleitoral.Segundo a assessoria de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), um dos órgãos federais com maior número de placas com a marca oficial do governo, a fiscalização do cumprimento da lei é feita pelos próprios técnicos do órgão, durante vistoria de obras.Apenas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Dnit tem 1.579 contratos para obras e projetos em 57 mil quilômetros de rodovias pavimentadas em todos os estados do país e no Distrito Federal. Nem todos os contratos, porém, são referentes a obras –alguns são de projetos ou consultoria.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ao G1 alguns casos recentes de consultas feitas sobre publicidade. Uma campanha de doação de medula patrocinada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) foi aprovada pelo tribunal. Já a publicidade sobre ações do Projeto Rondon foram vetadas.DenúnciasO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebe denúncias sobre casos de propaganda oficial irregular. O trâmite desses processos é semelhante ao de representações por propaganda eleitoral antecipada ou irregular de candidatos.Segundo a assessoria jurídica do tribunal, as denúncias recebidas são distribuídas a relatores, que podem notificar o órgão que eventualmente viole a legislação. O órgão apresenta defesa e o caso vai a julgamento. Em caso de condenação, a legislação prevê multas que variam de 5 Unidades Fiscais de Referência (R$ 5,30) a 100 mil (R$ 106 mil).O TSE só cuida dos casos de propaganda irregular da União. Os casos envolvendo estados e municípios são julgados pelos tribunais regionais eleitorais.Outras restriçõesA legislação eleitoral veda ainda outras práticas durante os três meses que antecedem o primeiro turno da eleição, como a transferência voluntária de recursos da União para estados e municípios. A exceção é para os casos de situações de emergência e calamidade pública.Também estão suspensas a partir deste sábado a nomeação, contratação, remoção, transferência, exoneração ou demissão de servidor sem justa causa. A regra vale até a posse dos eleitos. Segundo o TSE, porém, está liberada a realização de concursos públicos e nomeação de aprovados em concursos homologados até este sábado.Nomeações e exonerações de pessoal em cargo comissionado ou para funções no Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência também são permitidos. Informações do G1.
O eleitor de Dilma Rousseff (PT) está mais decidido que o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV).Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista afirmam que estão totalmente decididos com relação ao seu voto no primeiro turno, contra 20% que declaram poder mudar de ideia.Entre os eleitores de Serra, os decididos são 70%, e os que dizem poder mudar de voto representam 28%.Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39% dizem que podem mudar de voto, contra 58% que afirmam estar totalmente decididos.No levantamento, Serra apareceu com 39% das intenções de voto, Dilma teve 38%, e Marina, 10% no cenário com apenas os três.EXPECTATIVAO Datafolha também perguntou qual candidato ganhará as eleições presidenciais. Para 43% dos entrevistados, Dilma será a eleita, ao passo que 33% acham que Serra ganhará a disputa. Entre os eleitores do tucano, 12% apostam em Dilma. Entre os eleitores da petista, 7% apostam no adversário.Serra mantém fatia do voto "lulista": desde dezembro, um terço dos que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom declaram voto nele.O principal crescimento de Dilma se deu no eleitorado masculino. De dezembro a julho, ela saltou de 30% para 46% entre os homens, e Serra caiu de 39% para 34%.Por outro lado, a petista continua mal entre as mulheres. Cresceu oito pontos nesse segmento e hoje tem 30%, contra 45% de Serra.Dilma também cresceu acima da média entre os que têm ensino fundamental e médio. Em dezembro, ela tinha, respectivamente, 24% e 26% nesses segmentos. Hoje ela aparece com 37% e 40%.Serra foi de 39% a 41% entre os que têm ensino fundamental e de 42% a 39% entre os que têm ensino médio.Outro forte crescimento da petista se deu entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos. Passou de 25% (dezembro) a 41%, enquanto Serra caiu de 42% para 38%. Informações da Folha.
O governo federal turbinou seus gastos publicitários nos meses anteriores à disputa presidencial de 2010. A média mensal dos valores pagos entre janeiro e junho de 2010 dobrou, em comparação com a média do mesmo período de 2009, 2008 e 2007. A curva suscita dúvida sobre desobediência à Lei Eleitoral. O texto legal exige que a despesa com propaganda oficial no período da pré-campanha, no ano eleitoral, não ultrapasse a "média dos três anos anteriores".A redação da lei é dúbia, o que permite ao governo dizer que a média citada é a anual, não a semestral. Assim, o governo diz que cumprirá a média anual, ao final de 2010. O incremento do gasto publicitário no primeiro semestre é uma manobra do governo para fazer frente às restrições do ano eleitoral. A partir de hoje e até o final das eleições está vetada, salvo exceções, a publicidade da administração direta (ministérios e Presidência).Com os possíveis candidatos impedidos de fazer campanha antes de julho, a máquina da propaganda federal invadiu os veículos de comunicação na pré-campanha.Entre janeiro e 23 de junho último, o governo, sem contar as estatais, desembolsou R$ 146 milhões, uma média mensal de R$ 24,3 milhões.Nos primeiros semestres dos três anteriores, a média foi de R$ 12,31 milhões, em valores corrigidos pelo IPCA.A parte das peças publicitárias sob responsabilidade direta da Presidência custou R$ 61,6 milhões nos seis primeiros meses, média de R$ 10,2 milhões mensais -nos três anos anteriores ela foi de R$ 4,57 milhões.No primeiro semestre de 2006, ano em que o presidente Lula foi reeleito, a administração direta gastou R$ 121 milhões, já corrigidos, valor 17% inferior ao de 2010.O levantamento feito pela Folha foi comparado com outro feito pela liderança do DEM no Senado, ambos com base no Siafi, o sistema de acompanhamento de gastos do governo.O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não é conclusivo sobre a questão da média de gastos -se anual ou mensal- referida pela Lei Eleitoral (nº 9.504/97).Em resposta a uma consulta da Folha, o tribunal respondeu: "Não encontramos julgado que definisse o conceito "média de gastos" ou explicitasse a forma de cálculo de tal média". Ao analisar dois processos semelhantes no passado, ministros tomaram decisões opostas. Em um dos casos, foi cancelada a multa que havia sido aplicada a um candidato. Em outro, a punição foi mantida.Segundo a assessoria do TSE, o tribunal poderá ter que examinar novamente a questão da média. Informações da Folha.
FACA AFIADA Roriz se prepara para pôr a campanha na rua e aposta que pode vencer no primeiro turno Ao rejeitar por 7 votos a 1 a intervenção na capital do País, o Supremo Tribunal Federal deixou nas mãos dos eleitores a responsabilidade pelo futuro de Brasília. Caberá ao povo, nas urnas, separar o joio do trigo e escolher o que for melhor para a cidade. Entretanto, a considerar as atuais pesquisas de opinião, não haverá mudanças mais profundas nos quadros políticos do DF. Ao contrário, tudo indica que Joaquim Roriz deu a volta por cima e poderá sentar na principal cadeira do Palácio Buriti pela quinta vez em sua longa vida política. Bateria, assim, o recorde que divide com Miguel Arraes, que foi quatro vezes governador de Pernambuco. No momento, Roriz (PSC e mais nove partidos) lidera as pesquisas com 42% dos votos contra apenas 22% do petista Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte. “Vou ganhar no primeiro turno, pois as pesquisas são feitas por domicílio e não ouvem quem mora no entorno de Brasília. Lá tenho mais de 80% dos votos”, afirmou Roriz à ISTOÉ. A própria oposição está conformada com a volta ao poder da velha raposa, de 72 anos e há mais de 40 na política. Sabe que, embora enfrente a rejeição da classe média que vive no Plano Piloto e nas casas dos Lagos Sul e Norte, Roriz é praticamente imbatível nas cidades-satélites que criou. “Brasília, este ano, viveu o pior escândalo de sua história. A população deveria aproveitar para fazer uma enorme limpeza na classe política do Distrito Federal”, afirma, resignado, o deputado distrital Antônio Reguffe (PDT), que se destacou nas denúncias ao governo Arruda. Nos meios políticos, comenta-se que o petista Agnelo Queiroz, após aliar-se ao PMDB, teria feito um acordo com Roriz, pelo qual serão evitados ataques pessoais na campanha. Graças à trégua, Roriz está feliz da vida e prepara-se para pôr a campanha na rua com uma grande carreata no sábado 17. Nem mesmo eventuais pedidos de impugnação afetam sua confiança no quinto mandato. “Acusam-me de ter renunciado ao mandato de senador. Mas isso lá é crime?”, desafia Roriz, referindo-se ao rumoroso caso de um cheque no valor de R$ 2,2 milhões que recebeu do empresário Nenê Constantino, da companhia aérea Gol. O caso foi arquivado após sua renúncia e ele garante que, de resto, não há nenhuma pendência judicial que sustente um pedido de impugnação. Quanto ao seu oponente, Agnelo Queiroz, Roriz também não vê motivo para preocupação: “É um bom rapaz, tem boas qualidades, mas é um estranho para os eleitores de Brasília.” Como se vê, o coronel da política do Distrito Federal está de volta e com a faca mais afiada do que nunca.
FACA AFIADA Roriz se prepara para pôr a campanha na rua e aposta que pode vencer no primeiro turno
Ao rejeitar por 7 votos a 1 a intervenção na capital do País, o Supremo Tribunal Federal deixou nas mãos dos eleitores a responsabilidade pelo futuro de Brasília. Caberá ao povo, nas urnas, separar o joio do trigo e escolher o que for melhor para a cidade. Entretanto, a considerar as atuais pesquisas de opinião, não haverá mudanças mais profundas nos quadros políticos do DF. Ao contrário, tudo indica que Joaquim Roriz deu a volta por cima e poderá sentar na principal cadeira do Palácio Buriti pela quinta vez em sua longa vida política. Bateria, assim, o recorde que divide com Miguel Arraes, que foi quatro vezes governador de Pernambuco. No momento, Roriz (PSC e mais nove partidos) lidera as pesquisas com 42% dos votos contra apenas 22% do petista Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte. “Vou ganhar no primeiro turno, pois as pesquisas são feitas por domicílio e não ouvem quem mora no entorno de Brasília. Lá tenho mais de 80% dos votos”, afirmou Roriz à ISTOÉ.
A própria oposição está conformada com a volta ao poder da velha raposa, de 72 anos e há mais de 40 na política. Sabe que, embora enfrente a rejeição da classe média que vive no Plano Piloto e nas casas dos Lagos Sul e Norte, Roriz é praticamente imbatível nas cidades-satélites que criou. “Brasília, este ano, viveu o pior escândalo de sua história. A população deveria aproveitar para fazer uma enorme limpeza na classe política do Distrito Federal”, afirma, resignado, o deputado distrital Antônio Reguffe (PDT), que se destacou nas denúncias ao governo Arruda. Nos meios políticos, comenta-se que o petista Agnelo Queiroz, após aliar-se ao PMDB, teria feito um acordo com Roriz, pelo qual serão evitados ataques pessoais na campanha.
Graças à trégua, Roriz está feliz da vida e prepara-se para pôr a campanha na rua com uma grande carreata no sábado 17. Nem mesmo eventuais pedidos de impugnação afetam sua confiança no quinto mandato. “Acusam-me de ter renunciado ao mandato de senador. Mas isso lá é crime?”, desafia Roriz, referindo-se ao rumoroso caso de um cheque no valor de R$ 2,2 milhões que recebeu do empresário Nenê Constantino, da companhia aérea Gol. O caso foi arquivado após sua renúncia e ele garante que, de resto, não há nenhuma pendência judicial que sustente um pedido de impugnação. Quanto ao seu oponente, Agnelo Queiroz, Roriz também não vê motivo para preocupação: “É um bom rapaz, tem boas qualidades, mas é um estranho para os eleitores de Brasília.” Como se vê, o coronel da política do Distrito Federal está de volta e com a faca mais afiada do que nunca.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Ricardo Lewandowski, disse nesta sexta-feira (2) em Curitiba que a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, que suspendeu a aplicação da Lei da Ficha Limpa para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), "não abre brecha" na legislação.- A lei permanece intocada, permanece rígida, saudável, está valendo. Por enquanto, não há questionamento sobre a constitucionalidade da lei. De acordo com Lewandowski, Mendes decidiu a partir de um caso concreto, em que vislumbrou a possibilidade de conceder liminar. Ele previu que novos pedidos devem ser apresentados no STJ (Superior Tribunal de Justiça), no STF e no TSE.- Serão examinados caso a caso.Hoje, uma liminar concedida pelo ministro José Antonio Dias Toffoli, também do STF, favoreceu a deputada estadual Maria Isaura Lemos (PDT-GO).O presidente do TSE defendeu, ainda, que se dê prioridade aos casos que envolvam inelegibilidade, em razão de se tratar de direitos políticos, que são considerados fundamentais.- Mas quero crer que não serão tantas liminares e tantos processos que terão prioridade, portanto não haverá nenhum tumulto no julgamento dos demais processos.Ele admitiu, no entanto, que podem acontecer casos de pessoas serem eleitas sustentadas por liminares e, posteriormente, terem a cassação do mandato.- Esse é um risco.O ministro esteve em Curitiba para acompanhar o encerramento de testes de campo dos sistemas da urna eletrônica, totalização e divulgação de resultados.
Os principais pontos da Ficha Limpa LegislaçãoA lei da inelegibilidade em vigor atualmente foi criada em 1990, para complementar a Constituição de 1988. O objetivo desta lei, diz o texto, era assegurar a “moralidade para o exercício do mandato” e “proteger a probidade administrativa”.InelegibilidadePessoas condenadas em decisão colegiada (por mais de juiz), e em segunda instância, não poderão disputar cargos eletivos.CrimesA regra vale para os políticos condenados por crimes considerados graves (como tráfico de drogas, homicídio e corrupção), cuja pena for superior a dois anos de prisão, e quando houver dolo (intenção).PrazoA proposta também fixa em oito anos o prazo em que o candidato deverá ficar de fora das disputas eleitorais. Atualmente, o prazo varia de acordo com cada processo.RenúnciaMesmo após renunciar, os políticos ainda podem ter seus mandatos cassados e ficar inelegíveis. Atualmente, a renúncia “livra” o político da inelegibilidade.RecursosÉ possível concorrer enquanto a Justiça analisa o pedido de recurso do candidato. Porém, se o pedido de recurso do processo for rejeitado pela Justiça, o candidato perde o registro da candidatura. Informações da AE.
A Seleção Brasileira estará em campo de novo no dia 11 de agosto. Será nos Estados Unidos, em Nova Iorque. Até lá, Ricardo Teixeira terá de contratar um novo treinador para a vaga de Dunga. A guerra de lobby já começou, mal Dunga assumiu sua queda na entrevista coletiva após a derrota da Seleção. Adeptos de Mano Menezes e Felipão ja começam a trabalhar. Vai depender do escolhido se a renovação do grupo acontece agora ou não. Lúcio, Juan, Gilberto Silva e Luís Fabiano sabem que não deverão estar na Copa de 2014 por causa da idade. Uma situação, no entanto, já está definida: a Seleção Brasileira não estará mais fechada, confinada. Principalmente para a TV Globo, dona dos direitos de transmissão, promessa da cúpula da CBF. Rodrigo Paiva, chefe de imprensa da seleção, garante que Ricardo Teixeira só vai pensar no futuro da seleção quando chegar no Brasil. - Nós vamos voltar para o Brasil amanhã às 21h (16h no horário de Brasília). E daí depois tudo depende do presidente Ricardo Teixeira. Só posso dizer que o amistoso contra os Estados Unidos está marcado. A cota é de US$ 2 milhões. E há indicíos até que a CBF já recebeu o dinheiro. Não há volta. O projeto Copa de 2014 deve começar o mais rápido possível. Tanto que haverá o lançamento da Copa do Brasil no dia 8 em Johannesburgo. Com as presenças prometidas do presidente Lula, Pelé, Romário, Ricardo Teixeira. E muito será conversado sobre o novo treinador, a nova filosofia de trabalho. Ou a antiga. Se o Brasil tivesse conquistado o hexacampeonato com Dunga, ninguém ousaria questionar o silêncio, o confinamento. A maneira de mostrar a imprensa como inimiga. A cúpula da TV Globo já pressionou demais Teixeira e teve como promessa que acabou esse distanciamento com a eliminação do Brasil. Até se a Seleção vencesse a Copa da África, Dunga seria avisado que a CBF dispensaria seus serviços. Gilberto Silva chorava copiosamente nos vestiários. Não teve vergonha dos jornalistas. Aos 33 anos, ele sabe que a Seleção Brasileira é página virada para ele. - Eu entendo se não mais for chamado para a Seleção. Na Copa de 2014 terei 37 anos. Eu lamento, me dói muito essa eliminação. Talvez seja a maior dor que já senti na carreira. Até porque sei que haverá uma reformulação na Seleção. Talvez o meu momento tenha terminado aqui. Gilberto deve ter companhia. Juan, Luís Fabiano e Lúcio também têm grandes chances de ver substitutos nas suas posições na Copa de 2014. Lúcio ainda tem esperança de jogar em 2014, quando terá 36 anos.
- Quero continuar. Mas não depende de mim. Sei que há um ciclo a ser respeitado. Eu quero muito continuar na Seleção Brasileira. Se um novo técnico vier e achar que posso ser útil, terei o maior prazer do mundo. A Seleção Brasileira para mim tem um peso enorme. Eu estou arrasado hoje, mas quero continuar. Quem sabe ser o zagueiro titular da Copa de 2014?Os jogadores dormirão aqui em Por Elizabeth nesta sexta-feira (2). Viajarão no sábado (3), às 11h (horário de Brasília), para Johannesburgo. E as 16h (horário de Brasília), deverão embarcar de volta ao Brasil. A chegada está prevista para as duas da manhã de domingo. E às 4h em São Paulo. Sem a taça e com muitas explicações para dar... Informações do G1.