O governador do DF, Rogério Rosso, esteve hoje em São Paulo, em reunião com técnicos do SPTrans para colher, na maior empresa pública de transporte coletivo do Brasil, dados que auxiliem o Grupo Gestor de Transportes na conclusão da auditoria que avalia as planilhas do sistema enviadas ao governo pelos empresários do setor. Durante a reunião, o GDF conheceu o modelo adotado no transporte público da cidade de São Paulo e teve acesso a informações gerenciais e índices técnicos e econômicos relativos ao setor. O GDF ressalta que o prazo combinado na reunião que pôs fim à greve dos rodoviários para a conclusão da auditoria do governo é de 30 dias e se encerra em 24/07.
Apesar das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contrárias à lei da Ficha Limpa, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) se arma para, em parceria com o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal, verificar com lupa o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos tribunais regionais.Hoje, até as 19 horas, é o prazo limite para o registro dos candidatos e o primeiro momento em que podem haver impugnações de pretendentes com ficha suja. Segundo a diretora do MCCE, Jovita José Rosa, vários seminários têm sido organizados para implementar a fiscalização.“Temos conversado muito com o Ministério Público e a Polícia Federal para fazer o controle social desse processo. Teremos comitês nas principais capitais brasileiras para acompanhar o registro bem de perto”, afirmou.Os comitês, de acordo com Jovita, estão sendo montados em parceria com entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as principais das 44 entidades que compõem o MCCE.Nestes locais, os membros do MCCE atuarão em contato direto com órgãos públicos ligados à transparência administrativa, como a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal. Além da Ficha Limpa, as entidades estarão de olho em questões como a compra de votos e denúncias relacionadas a improbidade administrativa.A diretora do MCCE observou que, para integrantes do movimento, tanto o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) quanto a deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO) ? que obtiveram decisões do STF favoráveis ao registro de suas candidaturas ? estão inelegíveis. “Eles foram condenados por um colegiado e a lei é clara”, anotou.O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires, foi cauteloso ao comentar as decisões do Supremo. Ele não viu “flexibilização ou fragilização” da lei nos casos em que o STF permitiu o registro das candidaturas de políticos com a ficha suja. “É preciso ter cuidado e serenidade”, disse Pires.“O senador entrou com recurso e o prazo para o registro termina amanhã (hoje). O ministro (Gilmar Mendes) só concedeu o efeito suspensivo ao senador para evitar dano irreparável ou de difícil reparação.” Ele ressaltou que a lei da Ficha Limpa é um marco e se disse tranquilo quanto à aplicação. “Não é porque temos lei rígida que vamos querer impedir que todos sejam candidatos. Não pode se transformar em caça às bruxas.” Informações da AE.
O candidato do PSC ao GDF, o ex-governador Joaquim Roriz, registra hoje, às 18 horas, a sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral. Ele estará acompanhado pelo seu vice Jofran Frejat e pelos candidatos ao Senado, deputado federal Alberto Fraga (DEM) e a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB)
O bebê de Cristiano Ronaldo - anunciado pelo jogador neste domingo (4) - teria sido concebido por mãe de aluguel através de inseminação artificial. A informação é do jornal português "Diário de Notícias", que revela que o acerto com a mãe foi feito em San Diego, nos Estados Unidos, onde o craque passou suas últimas férias.
De acordo com o jornal, a criança nasceu em 17 de junho, enquanto o jogador português estava na África do Sul. "Ele está muito feliz por ser pai. Ele viu-o assim que terminou a sua participação no Mundial. Já o vimos todos e ele está conosco", explicou Kátia Aveiro, irmã de Cristiano, ao jornal.
"Ele tem olhos e cabelos castanhos como o pai. Ele parece com Cristiano", disse ela. Segundo Katia, o nome do bebê será revelado quando o jogador chegar em Portugal - ele passa alguns dias em Madrid, resolvendo problemas profissionais - mas, segundo uma rede de TV local, a criança já tem nome: Ronaldo.
De acordo com informações do EGO, o método escolhido pelo craque teria sido o mesmo usado por Ricky Martin -"método de substituição de gestação", mais conhecido como barriga de aluguel.
O polêmico ex-deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF) resolveu não disputar uma vaga na Câmara Legislativa nas eleições de outubro. Diz em uma carta distribuída hoje que “ainda não estão definitivamente curadas as feridas abertas com a cruel injustiça e maldade que sofremos com a “Operação Gautama”, mesmo tendo sido totalmente inocentado de tudo, mesmo o Supremo Tribunal Federal tendo decidido unanimemente que minha prisão foi ilegal, arbitrária, absurda, inclusive criticando severamente a juíza que a determinou, mesmo assim o tempo ainda não foi suficiente para curar as feridas provocadas no meu coração pelo sentimento de indignação e revolta com a enorme injustiça e crueldade que sofremos!”Em outro trecho diz que é “extremamente grato a Brasília e aos meus amigos por tudo de bom que sempre me proporcionaram. Por isso, continuarei na política, continuarei militando politicamente, continuarei participando dos debates e discussões que busquem dias melhores em todos os sentidos para nossa cidade!”Leia a íntegra da carta
Aos meus amigos, amigas, eleitores, eleitoras, companheiros e companheiras do PMDB.Após pensar muito, com muita dor e muito sofrimento cheguei à seguinte conclusão: Ainda não estão definitivamente curadas as feridas abertas com a cruel injustiça e maldade que sofremos com a “Operação Gautama”, mesmo tendo sido totalmente inocentado de tudo, mesmo o Supremo Tribunal Federal tendo decidido unanimemente que minha prisão foi ilegal, arbitrária, absurda, inclusive criticando severamente a juíza que a determinou, mesmo assim o tempo ainda não foi suficiente para curar as feridas provocadas no meu coração pelo sentimento de indignação e revolta com a enorme injustiça e crueldade que sofremos! Sinto pelo carinho que tenho recebido de todos e pelo resultado das pesquisas que ganharíamos fácil essa eleição para Distrital! Continuo apaixonado por Brasília e pela Política! Vou atuar com toda minha força e capacidade de trabalho para ajudar Brasília a conquistar dias melhores. Nos quase 5 anos como deputado fui o que mais projetos apresentou, mais leis aprovou, mais assíduo e atuante. Atuei como deputado com amor intenso; me dediquei de corpo e alma exclusivamente ao mandato. Deixei totalmente minhas atividades empresariais, inclusive com perda significativa do meu patrimônio. Nos cinco anos que fui deputado meu patrimônio financeiro diminuiu muito! Em compensação vivi momentos maravilhosos, o sentimento de poder ajudar as pessoas, ajudar nossa cidade e o carinho recebido em reconhecimento pelo nosso trabalho é extremante gratificante e inesquecível! Aprendi muito, conquistei grandes e verdadeiros amigos que terei imenso prazer em conviver por toda vida! Tudo que tenho de importante na vida, tudo que amo; minha família, meus filhos, meus amigos estão em Brasília, pretendo viver aqui toda minha vida! Sou extremamente grato a Brasília e aos meus amigos por tudo de bom que sempre me proporcionaram. Por isso, continuarei na política, continuarei militando politicamente, continuarei participando dos debates e discussões que busquem dias melhores em todos os sentidos para nossa cidade! Pretendo continuar ajudando durante toda minha vida, meus amigos, Brasília, e as pessoas da nossa cidade em tudo que estiver ao meu alcance, como forma de retribuir tudo de bom que aqui conquistei. O Distrito Federal, meus filhos, minha família e meus amigos são o meu maior patrimônio, o que tenho de mais importante na vida, continuarei leal a eles, continuarei trabalhando com muito amor, carinho e dedicação em busca de um mundo cada vez melhor para todos! Mesmo sem nenhuma restrição que nos impedisse de disputar esta eleição, já com meu nome aprovado nas convenções do PMDB, com total chance de ganhar, sinto-me na obrigação de ser extremamente sincero e verdadeiro com todos e dizer que ainda não estou em condições pessoais de retornar a vida pública neste momento. Mesmo honrado e orgulhoso com a aprovação unânime de meu nome na convenção do PMDB, agradecido com o entusiasmo, carinho e apoio que tenho recebido de tantas pessoas, sou obrigado a dizer com muita sinceridade que neste momento não estou preparado pessoalmente para exercer novo mandato. Com isso solicitei de forma lisonjeada e agradecida a retirada do meu nome da legenda do PMDB para as eleições deste ano. Não serei candidato nas eleições de outubro de 2010. Certo de contar com a compreensão de todos; convicto de que na vida às vezes é importante recuar para ter como avançar, agradeço imensamente mais uma vez o carinho, atenção e apoio que tenho recebido! Vamos juntos como cidadãos brasilienses e eleitores ajudar a eleger em outubro pessoas que neste momento possam dar também a sua contribuição e ajudar a construir um mundo melhor. Um forte e carinhoso abraço a todos! Pedro Passos Julho/2010
Resultado bom para o Brasil numa Copa do Mundo é o titulo. Mas, justamente no Mundial que será disputado no país, a história não precisa ser bem assim. Aos olhos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para ser aprovada em 2014 basta à seleção colaborar com o enredo que visa alavancar a candidatura do dirigente à presidência da Fifa, entidade máxima do futebol mundial.Teixeira confidenciou a pessoas próximas avaliar que, bem-sucedido na organização na Copa do Brasil, ele teria grandes chances de reeditar a trajetória do seu ex-sogro João Havelange e chegar à presidência da Fifa. Mesmo que o atual dono do cargo, o suíço Joseph Blatter, já tenha sinalizado que, por ora, não irá declarar apoio ao brasileiro.Viabilizar construções de novos estádios, sejam públicos ou particulares, e garantir apoio político do novo Presidente da República para obras de infra-estrutura são as prioridades na agenda do cartola. Por isso Teixeira quer anunciar ainda este mês o novo técnico do Brasil.Se o papel inicial de Dunga foi acabar com privilégios dos mimados astros brasileiros, o do novo treinador será ajudar a imagem da CBF no cenário internacional e na promoção dos projetos do Mundial de 2014.Conforme o iG publicou na último domingo, Teixeira sonha com um técnico perfeito. Competente, respeitado internacionalmente e carismático, o que evitaria desgastes desnecessários com torcedores e imprensa, empecilhos típicos da era Dunga. Alguém que, mesmo com resultados iniciais ruins, não fosse massacrado a ponto de precisar ser trocado.Sem ainda ter o nome do técnico escolhido, o dirigente começou a trabalhar ao menos os jogadores em relação ao projeto de 2014. O iG apurou que, logo após a derrota para a Holanda, o dirigente foi ao vestiário, se reuniu com os atletas por alguns minutos e cumprimentou a todos pelo empenho mostrado durante a competição.Mas imediatamente convocou o grupo a ajudar no projeto da Copa no Brasil, que considera a próxima missão de todos — embora vários integrantes da atual equipe, como Lúcio, Gilberto Silva e Juan, sejam veteranos que dificilmente estarão na seleção para a disputa no torneio no Brasil.Muitos amistososDe acordo com integrantes da cúpula da CBF, o nome preferido de Teixeira para substituir Dunga é o de Luiz Felipe Scolari. O técnico está na África do Sul como comentarista de uma TV local. Chegou a ser contatado por telefone pelo dirigente. Por ora, ressalta seu compromisso recém-firmado com o Palmeiras. Mas não descarta participar do projeto de 2014. “São quatro anos até a Copa. E eu vou estar onde?”, disse o técnico ao iG.No caso de uma recusa de Felipão — o Palmeiras já sinalizou que não pretende liberar nem "dividir" o técnico —, a CBF trabalha com outros nomes, todos de menor prestígio. Mano Menezes, técnico do Corinthians, tem o apoio de Andrés Sanchez, presidente do clube e hoje próximo de Teixeira a ponto de ter sido do chefe da delegação brasileira na África do Sul. O ex-jogador Leonardo é cotado para ser coordenador técnico.A urgência na definição também se deve ao calendário. Na primeira quinzena de agosto, a seleção terá um amistoso contra os Estados Unidos, em Nova York. Esse jogo será comandado pelo novo técnico, que não chamará os atletas que disputaram o Mundial da África do Sul. O time será formado, em sua maioria, por jogadores que atuam no Brasil.O trabalho do novo técnico será o de renovar o time de olho na disputa de 2014. Justamente por ser sede do torneio, o Brasil está classificado automaticamente. O privilégio traz um problema: a dificuldade de testar a equipe, já que não poderá disputar as eliminatórias.A ideia da CBF é utilizar os jogos amistosos para formar um time competitivo para o próximo Mundial. O iG apurou que partidas caça-níqueis contra adversários fracos como Omã, Canadá, Kuwait e Pais de Gales, fato comum nos últimos anos, seriam, a princípio, deixadas de lado. Mas, antes, a entidade precisa convencer a Kentaro, empresa suíça que detém os direitos na venda de jogos da seleção brasileira.Durante os próximos quatro anos, a seleção terá 38 datas Fifa para disputar amistosos. O problema é contra quem o Brasil poderá jogará na maioria desses compromissos. Desse número total, em mais da metade das datas — são 28 no total — as seleções da América do Sul e da Europa estarão na maioria das vezes disputando as eliminatórias tanto para o Mundial, quanto, no caso dos europeus, para a Eurocopa de 2012.Apenas em 10 oportunidades nos próximos quatro anos o Brasil terá a certeza de poder enfrentar as equipes mais poderosas do planeta. Isso ocorrerá nas datas destinadas pela Fifa para os amistosos das seleções. Invariavelmente, elas ocorrem em períodos sem torneios oficiais. Competições oficiais para disputar a seleção terá a Copa América de 2011, na Argentina, e a Copa das Confederações, no Brasil, em 2013. Informações do IG
"É bom ter alguém que transmita calma, em vez de pressão e pânico aos seus atletas. Mesmo após sofrermos o primeiro gol contra o Brasil, ele ficou tranquilo. Prefiro um técnico assim ao lado do campo a idiotas como Dunga ou Maradona", disse o meio-campista, em entrevista à revista holandesa "Helden". Van Marwijk assumiu a seleção holandesa em 2008 e destacou-se pela campanha 100% nas eliminatórias européias.A Holanda classificou-se à semifinal da Copa do Mundo com uma vitória sobre o Brasil por 2 a 1, de virada. Autor dos dois gols de sua seleção (um deles dado pela Fifa), Sneidjer acredita que o time demonstrou maturidade no segundo tempo de partida, quando conseguiu os tentos, e que chegará à decisão do Mundial se mantiver a postura diante do Uruguai na semifinal."Quando o árbitro reiniciou a partida, deu para sentir que tudo seria diferente. Robinho e Kaká tentavam brincar comigo, mas fiquei sério durante todo o tempo e só olhava para frente. Fomos mais corajosos e mostramos que também poderíamos jogar", afirmou o jogador da Inter de Milão.Holanda e Uruguai se enfrentam nesta terça-feira (6), às 15h30 (horário de Brasília), na Cidade do Cabo. O vencedor do confronto irá disputar a final da Copa do Mundo contra quem triunfar no encontro entre Alemanha e Espanha, que jogam na quarta (7), também às 15h30. O perdedor disputa o terceiro lugar no Mundial contra o derrotado entre alemães e espanhóis. Com Gazeta Esportiva
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou nesta segunda-feira (5), por volta de 13h, o pedido de registro para a candidatura de Levy Fidelix à Presidência da República. O próprio candidato apresentou o documento na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Fidelix declarou que irá gastar até R$ 10 milhões em sua campanha e disse possuir patrimônio de R$ 150 mil. Sobre a possibilidade de vitória, Fidelix recorreu à Copa da África para dizer que nem sempre os favoritos ao título ganham o campeonato. “Quando eu for para a televisão, vou com um discurso muito forte. Você vê a Copa da África agora. Aqueles que em tese seriam os que poderiam ganhar a copa, ficaram para trás. Vieram surpresas. No mundo político quando o candidato mostrar a que veio, o eleitor vai ver a consistência do candidato, não a estrutura partidária”, afirmou Fidelix.Batizado de “Decálogo do Brasil Pra Frente”, o plano de governo prevê “mudança de modelo de desenvolvimento nacional” e “mini-reforma constitucional” com enfoque no sistema bancário e financeiro do país para promover a redução da carga tributária.O candidato do PRTB também propõe transformar o Programa Bolsa Família e outros programas sociais no programa “salário família”. “O Bolsa Família é esmola. Queremos pagar R$ 510 para cada família”, afirma Fidelix.O candidato também prevê eliminar impostos de dez produtos da cesta básica e criar o “Banco da Juventude” para promover o desenvolvimento de estudantes de baixa renda, entre outras propostas.Questionado sobre as dificuldades de financiamento de campanha e o baixo orçamento, Fidelix disse esperar que a popularidade de suas propostas aumente as receitas: “Apresentamos um patamar de R$ 10 milhões, dentro da viabilidade. Na medida que a sociedade e o setor produtivo do Brasil observarem que a candidatura veio pra valer, veio séria, veio com propostas limpas, as contribuições poderão ser ampliadas.” Informações do G1.
Advogados do PT registraram no final da manhã desta segunda-feira o pedido de candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. Com o ingresso de última hora do nanico PTN, Dilma terá oficialmente dez partidos em sua coligação, a maior aliança da história do PT.Sob o nome "Para o Brasil Seguir Mudando", a coligação estipulou teto de gasto de R$ 187 milhões, R$ 30 milhões a mais do que havia sido anunciado. A diferença se refere ao valor que o PMDB, que indicou o vice na chapa de Dilma, estipulou como teto de gasto. A coligação oficial de Dilma é formada por PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PC do B, PRB, PTN, PSC e PTC.A declaração patrimonial da petista soma R$ 1.066.347,47, sendo R$ 113 mil em dinheiro em espécie, R$ 47 mil em caderneta de poupança e R$ 50 mil em joias. O bem mais caro declarado é um apartamento de R$ 290 mil em Porto Alegre.No total, a petista declarou possuir três apartamentos, uma casa e um lote financiado. Dilma declarou também possuir apenas um veículo, um Fiat Tipo, ano 96, no valor de R$ 30,1 mil.Já o vice, Michel Temer (PMDB), listou patrimônio cinco vezes maior, de R$ 6.052.779,19, sendo a maior parte relativa a imóveis.Devido a uma inovação na lei para as eleições deste ano, a candidata também apresentou a proposta de governo, totalizando 17 páginas.Em suma, são as mesmas aprovadas na convenção do partido que fez um lançamento prévio de sua candidatura, em fevereiro. As propostas do PMDB não foram incorporadas nesse registro. "O futuro chegou, e o pós-Lula é Dilma", diz trecho do documento.José Serra (PSDB) não havia feito o registro de sua chapa até as 12h50, mas sua campanha afirmou que ele estipulará teto de gasto de R$ 180 milhões. Marina Silva (PV) fez seu pedido na semana passada. Seus documentos informaram teto de R$ 90 milhões para gastos e patrimônio de R$ 150 mil. Informações da Folha.
Sarah Mohn, do jornal Opção Após uma das semanas mais tensas deste ano nos bastidores políticos, os próximos dias prometem movimentar com novidades os passos das três coligações majoritárias que se firmaram na disputa ao governo de Goiás. No intervalo entre o período para registro de candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral e a liberação de CNPJ para cada coligação, do lado do PMDB, tudo indica que o start da campanha tenha início com a inauguração da sede do comitê, como é costume nas campanhas peemedebistas. Até o fim desta semana, um espaço de fácil acesso, localizado na Avenida T-4, no Setor Bueno, mas que ainda é preservado pela equipe do candidato Iris Rezende (PMDB), passará a abrigar toda a base estrutural da campanha peemedebista ao governo do Estado.Coordenador da campanha irista, Sodino Vieira afirma que Iris tende a continuar viajando pelo Estado dentro do “périplo já estipulado”, para participar de eventos, solenidades, entregas de títulos, mas que, assim que o CNPJ da campanha for liberado pelo TRE, outro ritmo terá início dentro do PMDB. Sodino cita como pontapé inicial a produção de material de campanha, como a confecção de adesivos, bandeiras e camisetas, e deixa claro como essencial a reunião de todos os candidatos da chapa majoritária para traçar a agenda inicial do grupo.Com a desistência oficial do DEM de se coligar com o PMDB, na quarta-feira, 30, o partido definiu que o deputado federal peemedebista Marcelo Melo e o presidente estadual da sigla, Adib Elias, entram definitivamente nas disputas pelo Palácio das Esmeraldas e Senado, respectivamente. Depois de reunião que se estendeu durante um dia inteiro de conversações, PMDB, PT e PCdoB escolheram os dois nomes para ocupar as vagas que estavam em aberto, desde a convenção conjunta, ocorrida no Centro de Convenções de Goiânia, no dia 26. Com o PC do B de fora, a chapa majoritária ficou composta por Iris Rezende (candidato ao governo), Marcelo Melo (candidato a vice-governador), Pedro Wilson e Abid Elias (candidatos ao Senado).Nos bastidores, tentou-se emplacar o nome de Marina Santa´Anna para a vice de Iris Rezende, mas o índice de rejeição interna dentro do próprio PT pelo nome da petista inviabilizou a afunilamento da chapa em torno do nome da ex-vereadora de Goiânia. Como afirmou um próprio peemedebista à reportagem, o nome de Marina é mais benquisto dentro do PMDB do que do próprio PT. Boa parte dos peemedebistas preferiu o nome de Marina, que segundo eles tem boa aceitação entre o eleitorado jovem e feminino. Todavia, pesou também o fato de Marina pertencer à Tendência Cerrado, o mesmo grupo do deputado federal Pedro Wilson, que já ocupa uma das duas vagas destinadas à disputa pelo Senado.Com a petista de fora, o nome do deputado federal Rubens Otoni foi colocado à mesa para compor a chapa majoritária, mas o representante de Lula em Goiás optou por manter sua campanha ruma à reeleição na Câmara dos Deputados. Norteados pela proposta de fortalecimento do Entorno do Distrito Federal, as legendas optaram pela candidatura de Marcelo ao posto de vice-governador de Goiás. Aos 51 anos, Marcelo foi deputado estadual por dois mandatos (1999-2003 e 2003-2007) e desde fevereiro de 2007 está em Brasília como deputado federal. O postulante ao cargo de vice-governador do Estado também foi presidente do diretório municipal do PMDB de Luziânia, cidade onde nasceu, além de líder da bancada peemedebista de 2000 a 2002. O deputado é filiado ao partido desde o ano de 1980.Com 57 anos, Abid Elias tem no currículo mais de 40 anos de militância. Antes de ser prefeito da cidade de Catalão, município onde nasceu, e do atual posto de presidente do PMDB goiano, Adib cumpriu dois mandatos como deputados estadual, foi líder da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa, presidente da CPI sobre o Tribunal de Contas do Estado de Goiás, em 1997; diretor regional da Organização de Saúde do Estado de Goiás (Osego), em Catalão, além de líder estudantil na Faculdade de Medicina Souza Marques, no Rio de Janeiro, onde se formou na década de 70.Os nomes do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende e do deputado Pedro Wilson estão definidos desde a data da convenção, quando as candidaturas foram aprovadas por filiados do PMDB, PT e PCdoB em evento no Centro de Convenções. Na ocasião, Pedro foi aprovado candidato ao Senado e o ex-deputado Aldo Arantes (PCdoB) como suplente.MarketingEnquanto não tem início a campanha gratuita em cadeia de rádio e televisão, a estratégia de marketing do ex-prefeito Iris Rezende vai se pautar no bom e velho corpo a corpo. Segundo o responsável pela área, o publicitário Hamilton Carneiro, Iris não vai dispensar, especialmente no mês de julho, a presença em comícios, carreatas, encontros políticos e mobilização de lideranças de segmentos específicos. “Vamos começar a dar formatação na campanha gratuita, mas enquanto isso a campanha não vai parar”, alerta.Hamilton diz que a chapa oficializada por PMDB, PT e PC do B trabalha com tempo televisão em torno de 6 minutos e que começará a partir deste mês a dar corpo ao trabalho voltado aos programas de TV. “As estratégias de comunicação, a composição de jingles, vamos começar as gravações possíveis, mas ainda estamos formando equipes. Será uma campanha diferente de 2008, porque nela vendemos Goiânia, a importância de Iris ser reeleito. Agora, pode até haver linguagens parecidas, mas as demandas e as oportunidades são diferentes”, diz Hamilton. O responsável pelo marketing sugere que devam ser exploradas, além das cores do partido, as paisagens e belezas naturais do Estado.O uso de ferramentas na internet também promete ganhar destaque na campanha majoritária do PMDB neste mês de julho. Segundo Hamilton, nos próximos dias todo o aparato virtual preparado para a campanha irista será lançado na rede — ainda não se sabe se haverá solenidade formal para inauguração dessas ferramentas. “A parte de internet está praticamente pronta. Levando em conta que internet tem um público com conteúdo bem definido, a linguagem não será a mesma que a utilizada no rádio e televisão, apesar de o conteúdo ser o mesmo.”
Alguns tucanos garantem que o impasse na indicação do suplente da candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia se parece muito com a música "Cotidiano", de Chico Buarque. Em referência ao ex-governador Joaquim Roriz eles lembram do trecho da música que diz "Todo dia ela faz/tudo sempre igual”.
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, prepara um plano detalhado de governo com "100 ações para mudar o Brasil". Serra quer o documento pronto em agosto, quando tem início o horário eleitoral gratuito.Uma prévia está sendo elaborada por especialistas em diversas áreas, como segurança e agronegócios. A equipe de coordenação do plano de governo reunirá suas propostas sob o guarda-chuva das quatro diretrizes que o PSDB apresenta hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada um dos tópicos será aprofundado. O documento, com todas as ideias reunidas, será submetido ao crivo de Serra. Ele apontará as cem ações que deverão compor o texto final do plano de governo.Entre as ações que estão sendo discutidas está a criação de uma Justiça Juvenil. Adolescentes com idade entre 16 e 21 anos seriam alvo de políticas específicas. O assunto é polêmico e poderia exigir mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente.Outra novidade é o combate às drogas como política de saúde pública - não de segurança. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, passaria para o Ministério da Saúde, com tratamento de viciados e especial atenção ao crack. Ações de prevenção seriam municipalizadas, com repasse de verbas federais e o envolvimento das pastas da Educação e Assistência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Diferentemente dos resultados da última pesquisa Ibope, divulgada há pouco mais de uma semana, os números revelados pelo instituto sábado à noite mostram não só um empate numérico entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), como o avanço do tucano sobre a petista em regiões como Norte, Centro-Oeste e Sudeste e também entre eleitores de menor e maior escolaridade.A análise da pesquisa mostra que, embora na margem de erro, houve um sobe-e-desce da preferência dos eleitores de acordo com a região onde vivem.No Sudeste, por exemplo, segundo o novo levantamento, Serra subiu cinco pontos e chegou a 41%, contra 34% de Dilma. O levantamento divulgado em 23 de junho apontou empate técnico entre eles, com 37% para Dilma e 36% para Serra. Já o Datafolha divulgado em 1º de julho mostrava Serra com 43% e Dilma com 33%.Segundo o último Ibope, Serra cresceu no Norte e no Centro-Oeste, e manteve-se com o mesmo patamar, 30%, no Nordeste.No levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Serra e Dilma estão empatados hoje com 39% das intenções de votos — resultado parecido com o do Datafolha de 1º de julho, que indicou 39% para Serra e 38% para Dilma. No Ibope anterior, de 23 de junho, o tucano tinha 35% e Dilma, 40%. Já a candidata do PV, Marina Silva, passou de 9% para 10% das intenções de voto pelos últimos números do Ibope.Rejeição de Dilma e Serra cresceSegundo o último Ibope, Dilma caiu justamente no Norte, Centro-Oeste e Sudeste. No Nordeste, passou de 47% para 50%. Na maioria dos cenários, a candidata do PV oscilou dentro da margem de erro. Marina tem 10% das intenções de voto no Norte/CentroOeste, 11% no Nordeste, 7% no Sudeste e 12% no Sul. Para os tucanos, o fato de Serra patinar nos estados nordestinos tem explicação nas alianças da adversária petista com os governos locais.— Os governos nordestinos, exceto Alagoas, são vinculados à campanha de Dilma. Até de 30 de junho houve uma orgia publicitária — diz o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA).A diretora-executiva do Ibope, Márcia Cavallari, tem explicação técnica para a oscilação: — Houve um volume grande de inserções do Serra na TV. As inserções são mais eficientes que os programas partidários porque são curtas, o que faz com que os eleitores as assistam.Em relação ao fato de a última pesquisa do Ibope não mais apontar distância de cinco pontos percentuais entre Serra e Dilma, mas empate numérico, como mostrou também o mais recente levantamento do Datafolha, Márcia diz que os dois institutos mediram a mesma percepção do eleitor em períodos muito semelhantes: — Houve superposição de campos pesquisados. Na pesquisa passada, quando Dilma estava cinco pontos acima do Serra, houve superposição com dados do Vox Populi — diz, lembrando que o placar foi semelhante: Dilma com 40% e Serra, 35%.Se no levantamento anterior Dilma estava sete pontos percentuais à frente de Serra entre eleitores que concluíram apenas a 4°série (o placar era de 41% a 34%), agora aparece empatada com o tucano em 39%. O candidato do PSDB avançou entre eleitores com ensino superior — onde perdia para Dilma de 39% a 36%, segundo o Ibope do dia 23. Agora, tem 41% contra 37%.Segundo o Ibope, a rejeição aumentou para Dilma e para Serra. Em 23 de junho, 23% responderam que não votariam na petista em hipótese alguma.Agora são 28%, segundo o Ibope. Já 30% disseram que não votariam no tucano, dois pontos percentuais a mais do que o número de pessoas que declararam que nunca votariam nele. Informações de O Globo.
Condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2008, Rosinha Garotinho (PR) está oficialmente fora do comando da Prefeitura de Campos a partir de hoje. Com a saída da prefeita e de seu vice, Arthur de Souza Oliveira, assume o presidente da Câmara dos Vereadores, Nelson Nahim (PR), um dos três irmãos do ex-governador do Rio Anthony Garotinho. Com isso, Nahim não poderá mais disputar vaga de deputado estadual em outubro.Segundo o TRE, Rosinha teria se aproveitado dos meios de comunicação de Campos para favorecer sua candidatura à prefeitura. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido de liminar de Rosinha para que permanecesse no cargo até o julgamento do mérito da condenação, que a tornou inelegível pelo prazo de três anos.Garotinho, marido de Rosinha, também havia sido condenado a três anos de inelegibilidade no mesmo processo por abuso de poder econômico. Na última quarta-feira, porém, conseguiu liminar no TSE. Ele iria concorrer ao governo do estado pelo PR, mas decidiu disputar vaga na Câmara Federal nas próximas eleições.
Do blog do Kenard Em 2006, José Reinaldo Tavares poderia ter saído candidato a senador com eleição garantida. Para isso teria de se desincompatibilizar e entregar o Governo do Maranhão ao grupo Sarney. Pôs o projeto pessoal de lado e cumpriu o mandato até o fim. Mais: foi o articulador de uma grande frente, chamada Frente de Libertação do Maranhão, unindo a oposição pela primeira vez em torno de um projeto. O resultado foi a vitória de Jackson Lago (PDT), dois anos depois deposto pelo TSE para acomodar Roseana Sarney no cargo.O blog entrou em contato com o ex-governador, agora candidato a senador pelo PSB, e perguntou da possibilidade de abrir um espaço em sua agenda de candidato para conceder entrevista. Sempre afável, aceitou prontamente. As perguntas lhe foram enviadas na sexta-feira por e-mail. No sábado foram devolvidas prontamente respondidas. O resultado o leitor acompanha abaixo:Blog do Kenard – Como o Sr. viu a cassação do governador Jackson Lago?José Reinaldo –Como a maior violência política já acontecida no nosso estado. Foi uma decisão política, sem base jurídica, e na seqüencia descumprindo a Constituição que manda nesses casos fazer nova eleição. A perdedora jamais poderia assumir. Foi um ato de força, ilegítimo.BK - Eles condenavam os convênios feitos no seu governo. Agora estão fazendo uma verdadeira enxurrada de convênios, em ano eleitoral, às pressas e suspeitos. A oposição pretende fazer alguma coisa?JR –A oposição está guardando tudo para futuras ações. Nunca se viu tal derrama de dinheiro público, sem nenhum benefício para a sociedade, pois dificilmente reverterá em algum benefício para a população. São eleitoreiros.BK – Em 94, Roseana Sarney venceu o então candidato Cafeteira numa eleição até hoje sob suspeita. Ela assumiu e entregou o governo ao marido Jorge Murad. Em 2009, Roseana toma o governo de Jackson Lago no TSE. Ela assume e entrega o governo ao cunhado Ricardo Murad. O que o Sr. diz sobre isso?JR – Que a Roseana é ficção política que vive de marketing. É tão grave a sua ausência no governo que tem como maior exemplo uma publicação da Secretaria de Planejamento divulgada em Novembro de 2009 que considera os seus períodos de governo anteriores como a década perdida tal a ausência de resultados sócios econômicos para a população do Maranhão. E no capítulo seguinte afirma que tudo mudou entre 2002 e 2007 quando o Maranhão cresceu mais que o Nordeste e do que o Brasil. É verdade confirmada pelo IBGE, mas se ela governasse, sabendo como ela é, jamais permitiria a divulgação da verdade nesses termos. Não sabe de nada do que se passa em seu próprio governo. É uma ausente.BK – O Sr. tem demonstrado confiança na vitória da oposição. O que lhe leva a pensar assim?JR – Pesquisas repetidas por todos que estão na disputa mostram que 65% da população querem renovação política no estado. Querem uma saída nova para os problemas do estado. É aí que Flávio vai crescer, é entre a maioria que quer mudanças e um nome novo confiável para colocar o Maranhão no rumo certo e definitivo. Hoje já é um fenômeno que varia entre 15 e 20 % de votos. Sem dúvidas vai crescer.BK – O Sr. tem feito várias viagens com Flávio Dino ao interior maranhense. Quais são as possibilidades de Dino como candidato a governador?JR – Imensas. O povo o aceita facilmente por onde passa. O seu discurso transmite confiança a quem já não tinha esperanças das coisas melhorarem. Todos que viajam juntos com ele, têm a mesma opinião.BK – Numa possível vitória da oposição, o que deverá ser feito para finalmente o Maranhão deixar o atraso que amarga há 45 anos?JR –Segundo o IBGE entre 2002 e 2007 o Maranhão cresceu rapidamente, multiplicou o seu PIB por dois e a sua renda per capita por três. Experimentou números de crescimento quase chineses. E a agenda é simples. Melhorar o IDH, cuidando de assegurar ao povo o que é essencial para uma vida digna, ou seja, casa com banheiro, água potável, coleta de lixo, assistência de saúde e educação de qualidade. Segurança e assistência técnica e ambiente sadio para atrair empresários. E através do exemplo combater, sem tréguas, a corrupção que corrói o estado e os seus recursos.BK – O Diap, recentemente, pôs dois candidatos ao Senado com boas possibilidades: Edison Lobão (reeleição) e José Reinaldo Tavares. É possível vencer a máquina do Estado e ainda disputar com tantos candidatos ao Senado pela oposição?JR – Se torna mais fácil quando o governo não tem credibilidade como o de Roseana. Tenho ao meu favor o antissarneísmo, as organizações sociais e a sociedade organizada e a confiança dos prefeitos que experimentaram durante o meu governo uma maneira melhor e mais parceira para administrar. Tenho muitos amigos na classe política. E os eleitores sabem que o Maranhão precisa de senadores que defendam o estado e quebrem a manipulação política que tanto atrasa o Maranhão. Os eleitores sabem que podem contar comigo defendendo os interesses maiores da população. Poderia ser mais fácil se tivéssemos na oposição uma concentração de votos em dois candidatos o que foi impedido.O povo saberá escolher.
A três meses das eleições, a maioria dos brasileiros ignora os nomes dos candidatos a vice-presidente e afirma que eles não terão qualquer influência em seu voto.De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, 58% dos eleitores do país dizem que não pensarão no vice ao escolher um dos presidenciáveis.Outros 25% afirmam que o segundo nome da chapa influenciará pouco sua decisão de voto, e apenas 17% admitem levá-lo muito em conta diante da urna eletrônica.Os eleitores com maior grau de escolaridade são os que mais se importam com o vice. Dos que concluíram o ensino superior, 46% dizem que ele não exerce qualquer influência sobre seu voto, e 19%, que influencia muito.No grupo que não ultrapassou o ensino fundamental, o percentual de brasileiros que dizem não se importar com o vice salta para 64%. Os que afirmam se importar muito são 14%.Como só 13% dos eleitores têm ensino superior, a balança pende contra o papel dos vices na corrida presidencial.ANONIMATOA pesquisa também revela que os candidatos a vice são desconhecidos do eleitor. Dos entrevistados, 94% não souberam dizer o nome do companheiro de chapa de Dilma Rousseff (PT). A desinformação chegou a 96% com José Serra (PSDB) e a 98% com Marina Silva (PV).O vice mais citado (6%) foi o de Dilma, Michel Temer (PMDB), que teve a indicação confirmada em maio. Mesmo assim, 1% apontou outros nomes na chapa petista.A longa indefinição sobre o vice de José Serra (PSDB) confundiu os eleitores. Descartado por pressão do DEM, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) foi citado por 2%. O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que herdou a vaga na tarde de quarta-feira, por 1%.A pesquisa foi realizada entre quarta e quinta-feira da semana passada.Vice de Marina Silva (PV), o empresário Guilherme Leal foi citado por 1%. Outro 1% respondeu com expressões como "empresário" e "dono da Natura", mas não soube dizer seu nome.A escolha do vice se arrastou como novela nas campanhas dos três protagonistas da corrida residencial. Michel Temer enfrentou bombardeio de petistas e até do presidente Lula antes de ser confirmado como vice na chapa de Dilma.A recusa do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) deixou Serra sem vice até a semana passada. Quando ele pensou ter resolvido o problema, com a indicação de Alvaro Dias, o DEM promoveu uma rebelião que quase implodiu seu palanque.A vaga de vice de Marina foi oferecida ao PSOL, mas o partido optou pela candidatura própria. Plano B, Leal atrasou a decisão por meses, alegando razões pessoais. Informações da Folha.
Catia Seabra e Daniela Lima, da Folha de S.PauloO comando de campanha de José Serra (PSDB) prevê um gasto de R$ 180 milhões na corrida presidencial. Esse teto é 14,65% superior à estimativa da petista Dilma Rousseff: R$ 157 milhões.O prazo para registro de candidaturas e previsão de gastos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vence hoje.Há um mês, as previsões de petistas e tucanos beiravam R$ 250 milhões. Mas os tesoureiros duvidaram da capacidade de arrecadação.Ainda assim, o orçamento dos dois comitês supera significativamente os custos declarados em 2006.A estimativa do PSDB é 119,78% maior do que o gasto registrado pela campanha de Geraldo Alckmin à Presidência (R$ 81,9 milhões).Já a previsão de Dilma é 50,96% superior aos R$ 104,3 milhões declarados pelo comitê de Lula em 2006. A inflação acumulada no período é de cerca de 20%."Fixamos o custo em R$ 180 milhões. Esperamos gastar menos", disse o coordenador administrativo da campanha de Serra, José Henrique Lobo. O gasto do PSDB com comunicação deve chegar a R$ 50 milhões.INÍCIO NO SULTecnicamente empatados, Serra e Dilma escolheram a região Sul para a largada oficial da campanha.Disposto a consolidar vantagem de 19 pontos na região, Serra participará de evento em Curitiba.Ele deve enfrentar constrangimentos por causa da substituição do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pelo deputado Indio da Costa (DEM-RJ) na vice de sua chapa."Só vou se o Serra pedir muito", disse Dias.Dilma, que foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul, fará caminhada no centro de Porto Alegre.Segundo o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a estratégia da campanha continua: colar a imagem do presidente Lula em Dilma. "A Dilma é a candidata da continuidade."
Chico vigilante (*) Em tese, a experiência é fundamental para a eficácia. Isso, em tese. No campo da realidade essa máxima não é verdadeira. Se não, como explicar que Casas Legislativas com uma história tão longa e repleta de assessores tarimbados possam cometer tantos equívocos, como ocorre com o Congresso Nacional. Esse é um ponto controverso e que deixa margem apenas para duas respostas possíveis: ou é incompetência ou é má fé. No limbo em que os textos são construídos, sobra para o Judiciário o papel de interpretar as leis aprovadas pelos nossos pródigos senadores e deputados da República. O resultado é desastroso: normas esdrúxulas e interpretações dos doutos juízes mais bizarras ainda. O último descalabro produzida por esse roteiro afetado pela idiossincrasia política brasileira e a tão falada Lei do Ficha Limpa. O texto, de iniciativa popular foi, digamos, melhorado pelos parlamentares e tornou-se uma das situações jurídicas mais confusas da história da recente democracia do Brasil. Desde que foi aprovado, gerou uma enxurrada de consultas aos tribunais sobre a nova legislação ou sobre as que já existiam. A última deixou as eleições deste ano mais confusas e menos perto da realidade do que nunca, deixando brecha para o descompromisso de partidos e candidatos ou as negociatas e campanhas feitas por baixo dos panos, para usar um termo mais inteligível. Em resposta à consulta feita pelo PPS sobre o tempo de televisão das legendas, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que as coligações regionais não podem se favorecer de alianças feitas no plano nacional. A dúvida era se candidato a governador, vice-governador ou senador poderia ter a participação na propaganda eleitoral do estado de candidato à presidência, mesmo se os partidos forem rivais na disputa nacional. Trocando em miúdos, os juízes entenderam que não seria possível que um candidato isolado de um partido na aliança nacional participasse no horário eleitoral regional. A tese defendida pelo relator e aprovada no plenário do TSE é que o candidato não pode puxar para o regional a coligação que não existe. Na prática, isso quer dizer que o próprio PPS brasiliense não poderia fazer campanha utilizando imagem ou voz de José Serra no Distrito Federal, uma vez que estão coligados com o PT no plano local e com o PSDB e o DEM no plano nacional. Caso semelhante ao do candidato ao governo do Rio de janeiro pelo PV. Gabeira conta com apoio do PV, PSDB, o DEM e PPS. Na esfera nacional, o PV está com Marina e PSDB, DEM e PPS apoiam candidatura de José Serra à Presidência. Ou seja, nem Serra, nem Marina poderiam participar da propaganda eleitoral de Gabeira. Tá. Tudo bem. O TE reviu sua postura inicial, mas a espada da dúvida ainda pesa sobre a cabeça de partidos e candidatos e o medo de novas interpretações nesse sentido ainda é um imperativo nas costuras políticas. Somada essas decisões esquizofrênicas com o oportunismo político de partidos e candidatos, o quadro eleitoral é de completo desgoverno e uma miscelânea confusa que não trará nenhum benefício para o eleitor ou transparência no processo. Volto a dizer, se o Judiciário contribui para esse quadro de incertezas, o Congresso, como já disse, é a fonte de todas as possibilidades de interpretação errônea dos juízes. Em vez de talhar leis claras e objetivas, em atendimento as necessidades urgentes, como o financiamento público de campanha, a obrigatoriedade da fidelidade partidária e a exigência de, no mínimo, três anos de filiação para candidaturas a cargos eletivos, os pretensos representantes do povo mantém o olho nas realizações pessoais. As eleições deste ano deixarão claro que essas mudanças são urgentes. Os partidos estão entrando na disputa por cargos eletivos em frangalhos, em coligações que não guardam coerência política nenhuma e são verdadeiros Franksteins ideológicos. Longe da realidade, as legendas têm costurado alianças esquizofrênicas. No Distrito Federal, por exemplo, partidos que apoiam a candidatura do PT ao Palácio do Buriti, militam pela candidatura de José Serra no plano nacional, em total desarmonia com a coesão ideológica de que a cidade precisa. As agremiações deixaram os ideais de lado para manter o status quo com a proteção de figuras públicas que visam tão somente à vitória nas urnas. Com isso, construímos vias bizarras que podem desembocar em uma Torre de Babel política e sem efetividade na defesa de Brasília e dos brasilienses. Brasília e o Brasil precisam de um novo cenário político em que o povo seja o principal roteirista. A Justiça Eleitoral precisa ter uma definição clara das suas atribuições, sendo os juízes balizadores do processo e não legisladores, como acontece hoje, quando,por exemplo, arbitrariamente, dão fim ao horário eleitoral gratuito nos estados e reduzem o tempo das inserções nacionais para dez minutos. A Justiça Eleitoral tem de ser um braço da democracia e o Congresso não pode se acovardar na luta para emperrar as alianças políticas eleitoreiras,costuradas sem a linha dos projetos de benefício de toda a comunidade, mas apenas com o objetivo de salvar alguns políticos. Sem essas mudanças, a nossa democracia não se sustenta. O que espero, de verdade, é que o congresso aprenda com essa lição e passe a fazer leis claras, objetivas e de fácil aplicação.(*) Chico Vigilante é ex-deputado e ex-presidente do PT-DF
Ana Maria Campos, do Correio BrazilienseAcabou o ensaio. Começa nesta segunda-feira a corrida para as eleições de 3 de outubro. O registro das candidaturas hoje, prazo final para a inscrição das chapas na Justiça Eleitoral, confirmará um embate polarizado entre dois grandes blocos de partidos, liderados pelo petista Agnelo Queiroz e pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Outros seis nomes estão no páreo: Eduardo Brandão (PV), Newton Lins (PSL), Toninho do Psol, Rodrigo Dantas (PSTU), Frank Svensson (PCB) e Ricardo Machado (PCO). Mas, a julgar pelo conjunto de forças que conseguiram agregar até o momento, esses concorrentes terão dificuldades para protagonizar a disputa. O crescimento dessas candidaturas, no entanto, pode levar a briga para o segundo turno.Com a aglomeração das maiores legendas em torno de Agnelo e Roriz, o Distrito Federal enfrentará mais uma vez uma eleição com duas torcidas antagônicas. A divisão do eleitorado deve começar a ficar mais clara a partir de amanhã, quando terá início oficialmente a campanha. Os concorrentes ficam liberados para fazer comícios, carreatas, usar carros de som com alto-falantes e divulgar suas plataformas em propagandas. O horário eleitoral na televisão e no rádio, no entanto, não começa agora. As gravações de imagem e som serão veiculadas durante 45 dias, a partir de 17 de agosto, até dois dias antes da votação.Dos 20 minutos dedicados ao programa de governador três vezes por semana, quase 18 minutos serão divididos entre os dois grandes concorrentes, com uma vantagem para o petista. Segundo dados estimados, Agnelo contará com 10’44’’ e Roriz poderá se exibir ao eleitor em 6’58’’. Na avaliação de estrategistas do ex-governador, essa diferença não terá influência na campanha porque ele já é um dos políticos mais conhecidos no Distrito Federal. “Temos pesquisas que indicam que o nível de conhecimento de Roriz é de 95% da população”, afirma Paulo Fona, assessor de imprensa do político que governou o DF quatro vezes entre 1988 e 2006.Nas campanhas ao Senado, também haverá uma polarização entre dois grupos que saem na frente. De um lado, o senador Cristovam Buarque (PDT) e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB). Do outro, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e o deputado Alberto Fraga (DEM). Na avaliação da coordenação das campanhas, os destinos dos dois candidatos de cada chapa estão atrelados, embora sejam adversários diretos porque estão de olho no mesmo cargo. Tradicionalmente no DF as urnas nunca escolhem dois nomes de uma mesma coligação. Mesmo assim, Abadia terá de pedir votos para Fraga e vice-versa. A mesma regra vale para Cristovam e Rollemberg.A avaliação é de que se o grupo de Roriz despejar os votos para um dos concorrentes da chapa adversária e ele tiver ainda o apoio do eleitorado de Agnelo, este candidato poderá acabar tirando os dois nomes lançados pelo ex-governador. Esse raciocínio é feito por correligionário de Roriz como forma de convencer Fraga de que os anti-arrudistas entre os eleitores rorizistas não vão boicotar a sua candidatura. Havia uma expectativa de que muitos optassem por Rollemberg para tirar a chance do amigo de Arruda. De qualquer forma, o deputado do PSB pretende fazer uma campanha propositiva, sem ataques a Roriz. Seus analistas políticos o advertiram de que brigar com o ex-governador significaria perder votos entre pelo menos 40% dos eleitores, segundo indicam as pesquisas.ImpugnaçãoAssim que inscrever a sua candidatura, Roriz terá de começar um outro embate. O procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill, vai impugar o registro sob o fundamento de descumprimento das exigências de elegibilidade. A Lei da Ficha Limpa estabelece que quem renunciou ao mandato para escapar de processo por quebra de decoro parlamentar fica sem condições de concorrer nas eleições seguintes. A suspensão vale ainda por oito anos, a contar do último dia do mandato. A assessoria de Roriz sustenta que a medida é inconstitucional e deverá ser derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que uma lei não pode retroagir para prejudicar.Na última semana, o STF suspendeu duas situações de inelegibilidade provocadas pela Lei da Ficha Limpa. As decisões do ministro Gilmar Mendes e Dias Toffoli beneficiaram, respectivamente, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO). Mas o ministro Carlos Ayres Britto, que estará no exercício da presidência do Supremo nesta primeira quinzena, rejeitou três pedidos de suspensão de restrições da lei. Em todos os casos, a palavra final será do plenário do STF.TorcidasNas eleições de 1998 e 2002, o eleitorado se dividiu entre petistas e rorizistas, com cabos eleitorais que mais pareciam torcedores de futebol. Nos dois turnos, os embates foram duros e marcados pelas cores de cada lado, vermelho e azul. Na última campanha, sem Joaquim Roriz no páreo, o embate ao GDF foi mais morno e José Roberto Arruda venceu as eleições no primeiro turno.
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) vai tentar hoje aparar as arestas com o PSDB num almoço oferecido em sua casa, no Park Way. Estão convidados o presidente regional da legenda, Márcio Machado, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, os deputados distritais Milton Barbosa e Raimundo Ribeiro, além de Antônio Barbosa, que integra a executiva regional. Na pauta, as suplências ao Senado de Abadia. Há um impasse na coligação, uma vez que Roriz convidou para o posto o ex-deputado federal Osório Adriano (DEM) e o Pastor Egmar Tavares (PTdoB), mas havia uma expectativa no PSDB de que a chapa seria toda tucana.Márcio Machado seria o primeiro substituto e Barbosa, o segundo. O assunto foi discutido ontem em reunião com membros da executiva nacional. Por enquanto, não há solução. A direção regional até ameaça romper a aliança. O problema é que essa decisão deixaria o PSDB isolado, sem possibilidade de fazer coligações proporcionais, o que prejudicaria as eleições de deputados federais e distritais. Não interessa, então, a parte da legenda. “Vamos conversar e buscar uma solução para retomarmos o acordo que já estava fechado”, afirma Márcio Machado. “O PSDB é um partido importante. Temos o candidato à Presidência da República”, argumenta.A direção do PSDB não está satisfeita com as condições oferecidas ao PSDB, primeiro grande partido a aderir à campanha de Roriz. O DEM teve a liberdade para indicar o deputado Alberto Fraga ao Senado, escolher seus dois suplentes, Anna Christina Kubitschek e João Batista Machado, e ainda o primeiro substituto de Abadia, que será Osório Adriano. No DEM, por sua vez, também há uma insatisfação. Nenhum partido da aliança de Roriz aceitou fechar coligação para deputado distrital com o DEM, uma vez que a legenda tem candidatos com grandes condições de competitividade, como Eliana Pedrosa, Raah Massouh e Paulo Roriz, que concorrem à reeleição. “Havia um acordo para que o DEM fechasse com o PRTB”, reclama Fraga. Informações do Correio Braziliense.