Do blog da Paola LimaOs advogados do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) vão fazer uma correção na declaração de patrimônio do candidato ao GDF entregue ao Tribunal Regional Eleitoral. Isso porque eles deixaram de fora do valor total do patrimônio os bois de propriedade do ex-governador. Daí, o valor de R$ 1,1 milhão, bem abaixo do declarado por Roriz em 2006.Na declaração de 2006, o ex-governador listou a posse de 6.227 bois, no valor de R$ 2,8 milhões (veja aqui). Agora, os bois retornam à declaração de bens: são 6.717 cabeças de gado, avaliadas em R$ 4 milhões. Com isso, o valor total do patrimônio do candidato passa a ser de R$ 5,1 milhões.
Vannildo Mendes – O Estado de S.PauloO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou os partidos a usar livremente nas campanhas estaduais a imagem, a voz e o apoio de candidatos presidenciais, mesmo que pertençam a uma aliança nacional diferente. A ampla flexibilidade valerá até o início de agosto, após o término do recesso do Judiciário, quando o tribunal voltará a deliberar sobre o tema e tomar uma decisão definitiva.A proibição do uso de apoios diferentes da coligação nacional, aprovada na semana passada pelo TSE, causou uma rebelião nos partidos, que fizeram mesclas estaduais múltiplas, conforme as conveniências regionais. Eles viram na medida a volta da verticalização partidária, derrubada desde 2006. Diante da gritaria, o tribunal suspendeu a publicação do acórdão e, portanto, a entrada em vigor da restrição.A formalização política do adiamento, vez que a não publicação do acórdão já não deixava dúvidas, da decisão foi acertado em reunião dos partidos com o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, também favorável à revisão da matéria. “Parabenizo o TSE por entender que a decisão era inadequada e pode ser corrigida’, comemorou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). “A constituição não verticaliza a campanha eleitoral”, lembrou.Para o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), o jogo está zerado, fica valendo a situação anterior e não haverá decisão sobre o tema até agosto. “Os líderes vão fazer ampla consulta partidária para formular uma proposta que contribua para uma nova regra o mais consensual e justa possível”, explicou. “A realidade vai se impor e no fim prevalecerá o bom senso”.Participaram da reunião também representantes do PSDB, PSB, PSOL, PV e PR. Os partidos entenderam que a medida ressuscita a verticalização eleitoral, que colocava camisa de força sobre as alianças regionais, obrigando os candidatos nos estados a seguirem a aliança nacional das legendas em torno da candidatura para presidente. Eles querem uma fórmula que impeça que a coligação nacional quebre as alianças regionais.
Enquanto o candidato do PT, Agnelo Queiroz, passava o dia em Ceilândia, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) passou a manhã de hoje e parte da tarde tirando as fotos oficiais de campanha para as eleições de outubro. O fotógrafo Kazuo fez as fotos do governador e dos integrantes da chapa majoritária, como o deputado federal Jofran Frejant (PR) e ao Senado, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e o deputado federal Alberto Fraga (DEM).
O Tribunal Superior Eleitoral multou nesta terça-feira o candidato tucano à presidência da República, José Serra, pela primeira vez, em R$ 5 mil, por propaganda eleitoral antecipada. O PSDB da Bahia também foi multado e terá de pagar R$ 7,5 mil. As informações são da Folha.A punição, aplicada pelo ministro auxiliar Joelson Dias, ocorreu por conta de inserções veiculadas na Bahia pelo partido em 19 de maio, quando Serra aparece na inserção e diz: "Ainda tem muita coisa para fazer e dá para fazer. Com união, seriedade e trabalho, eu tenho certeza: o Brasil pode muito mais".O PSDB e o próprio Serra haviam argumentado no processo que, por se tratar de propaganda regional, o TSE não teria competência para julgar o caso, mas Joelson Dias não concordou. Para ele, Serra aparece nas inserções "já na notória condição de pré-candidato".A multa foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral. Serra e PSDB-BA podem recorrer ao plenário do TSE, que só voltará a se reunir no mês de agosto.
A Holanda é a primeira finalista da Copa do Mundo de 2010. Nesta terça-feira, a Laranja repetiu um desempenho fulminante no segundo tempo e garantiu a vitória por 3 a 2 sobre o Uruguai, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. O resultado recoloca a seleção em uma final depois de 32 anos.Assim como fez contra o Brasil, a Holanda deixou seu melhor futebol para depois do intervalo. O primeiro tempo acabou com o placar igual, com gol laranja de Van Bronckhorst e celeste de Diego Forlán. Porém, na etapa complementar, os dois principais jogadores da seleção de Bert Van Marwijk voltaram a desequilibrar. Sneijder e Robben marcaram um gol cada e garantiram o triunfo, apesar de Maxi Pereira ter descontado nos acréscimos. Depois do apito final, houve um princípio de confusão, mas logo resolvido.Agora, a Holanda espera o vencedor do duelo entre Alemanha e Espanha, que será realizado na quarta-feira. A decisão do torneio na África do Sul acontece no domingo, no estádio Soccer City, em Johanesburgo. Um dia antes, o Uruguai disputa o jogo pelo terceiro lugar.Sem nenhum título mundial em sua história, a Holanda sonha com o feito inédito. As melhores campanhas da Laranja foram em 1974 e 1978, quando perdeu na final. O jogo - A Holanda teve mais iniciativa assim que a bola começou a rolar, principalmente em jogadas rápidas. Robben avançou em velocidade pela direita e cruzou, Muslera espalmou, mas a bola sobrou livre para Kuyt, que mandou por cima do travessão. Enquanto o Uruguai se posicionou para aguardar o momento de encaixar o contragolpe, a Laranja insistiu em jogadas individuais e pouco eficientes.O jogo, então, passou por alguns instantes de pouca emoção, até que Giovanni Van Bronckhorst mexeu no placar. Aos 17 minutos, o capitão holandês recebeu pela esquerda e soltou um foguete em direção ao ângulo. A bola tocou na trave e estufou as redes dos sul-americanos.Não demorou para o jogo esquentar. Cáceres arriscou uma bicicleta na entrada da área e acertou o chute no rosto de Demy de Zeeuw, que caiu e precisou de atendimento médico. Os holandeses reclamaram e houve um princípio de confusão, mas rapidamente controlado.Para evitar o desespero dos minutos finais, o Uruguai ignorou o risco de se abrir diante de um adversário perigoso e foi para cima. A zaga holandesa deu bobeira na saída de bola pela esquerda, e Cavani avançou para a área, mas, em vez de chutar, carregou demais e perdeu a jogada. No lance seguinte, Álvaro Pereira cruzou da esquerda e Forlán subiu mais que a zaga, mas mandou para fora.Com dificuldades para furar o bloqueio laranja, Diego Forlán resolveu seguir o exemplo de Van Bronckhorst e testar a Jabulani. Aos 40, de longe, o atacante uruguaio chutou com força, a bola fez curva e o leve toque do goleiro Stekelenburg não foi suficiente para evitar o golaço.A entrada de Van der Vaart no intervalo (na vaga de De Zeeuw) não mudou o estilo de jogo holandês, com base na velocidade, que mostrou ineficiente diante da forte zaga uruguaia. Assim, do outro lado, a seleção de Oscar Tabárez quase virou a contagem.Boulahrouz recuou mal para Stekelenburg, que teve de sair da área para dividir com Cavani. A sobra ficou para Álvaro Pereira bater por cobertura, mas Van Bronckhorst apareceu para tirar de cabeça.As duas equipes se lançaram ao ataque, mas ambas esbarraram nas defesas bem posicionadas. De um lado, o escanteio cobrado por Robben parou na cabeça do defensor. Do outro, Forlán desviou mal bola alçada na área.A ampla maioria de holandeses nas arquibancadas não teve reflexo em campo, com um jogo equilibrado. A responsabilidade de duelar por uma vaga na final da Copa do Mundo também pesou, já que ambas as seleções exibiram extrema cautela.Sem se arriscar, a Celeste ameaçou em batida de falta de Forlán, que o goleiro foi buscar no canto. Mas, na resposta, os holandeses desperdiçaram chance incrível. Van Persie fez excelente passe para Van der Vaart finalizar de dentro da área. Muslera se esticou para espalmar, mas o rebote caiu nos pés de Robben, que mandou por cima.O gol animou a Holanda, que persistiu e recuperou a vantagem. Aos 24, Sneijder pegou na entrada da área e chutou. A bola desviou de leve em Van Persie e foi para as redes. Os uruguaios pediram impedimento do atacante, mas o árbitro uzbeque Ravshan Irmatov validou o gol e o creditou a Sneijder.E o Uruguai desmoronou apenas três minutos depois, quando a Laranja marcou o terceiro. Robben recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou fora do alcance do goleiro. O técnico Oscar Tabárez ainda tentou aumentar o poder de frente do Uruguai, com Sebastian Loco Abreu na vaga de Álvaro Pereira, mas a Holanda soube trabalhar a bola e fazer o jogo correr.Sem alternativa, Tabárez também tirou Diego Forlán para a entrada de Sebastian Fernandez. Mas o resultado foi o contrário do esperado pelo treinador. Foi Robben que teve oportunidade na cara do gol, mas desperdiçou. Nos acréscimos, Maxi Pereira chegou a mandar para as redes, mas, apesar da forte pressão, era tarde para a reação. Informações da Gazeta Esportiva.
O início da campanha do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, com uma caminhada na tarde desta terça-feira pelo centro de Curitiba (PR), foi marcada pela desorganização e falta de material de campanha. Sem ter ainda o CNPJ fornecido pela Justiça Eleitoral para começar a registrar as despesas de campanha, a equipe tucana teve que improvisar.As bandeiras, feitas de última hora e a título de doação, não tinham o nome de Serra, apenas o número 45 do PSDB. Não houve a distribuição dos tradicionais folhetos ou santinhos. Um carro de som foi improvisado com uma bicicleta e uma caixa acústica. A equipe de organização da campanha espera resolver em até cinco dias esta questão burocrática para que os próximos eventos já possam contar com material de campanha.A caminhada também foi tumultuada. Cercado por dezenas de jornalistas, seguranças e militantes, Serra mal conseguiu ter contato com os eleitores. Na maior parte do tempo, ele apenas acenou à distância para os que paravam na porta das lojas para saber o motivo do alvoroço no principal calçadão da cidade, na Rua XV de Novembro.A caminhada, até um local tradicional do centro conhecido como Boca Maldita, foi dividida em duas partes e durou cerca de uma hora. Nas fotos, Serra fazia com os dedos o tradicional "v" da vitória. O candidato recebeu de uma eleitora um chaveiro em formato de tucano e com a bandeira do Brasil estampada.- É para dar sorte - disse a eleitora Lola Alfredo.Serra mostrou-se bem-humorado durante toda a campanha. Ele terminou a caminhada em cima de um banquinho, cedido por um dos fotógrafos que o acompanhavam, e com um megafone nas mãos.- Vou sair de Curitiba com muito mais energia do que cheguei. Minha companha vai ser assim, no corpo-a-corpo, que nem todo mundo faz. Nesse momento ele foi hostilizado por um grupo que passava e começou a gritar "Dilma, Dilma". O ato foi respondido imediatamente pela militância tucana com gritos de "Serra, Serra". Informações de O Globo.
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta terça-feira que o Congresso poderá não entrar em recesso em julho caso a oposição cumpra ameaça de obstruir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). As informações são da Reuters.A Constituição determina que o recesso parlamentar só pode começar após a votação da LDO, que fixa os parâmetros para a lei orçamentária do ano seguinte."Se a oposição continuar obstruindo, não haverá recesso", afirmou Vaccarezza a jornalistas. "Hoje na reunião de líderes a oposição avisou que pode obstruir até a LDO."O recesso parlamentar está previsto para começar no próximo dia 18.O projeto da LDO encaminhado pelo governo ao Congresso em abril prevê a manutenção de uma meta de superávit primário equivalente a 3,3 por cento do PIB até 2013. Ele também estipula um reajuste de 5 por cento para o salário mínimo.
É difícil de acreditar, mas os dois candidatos favoritos ao governo do Distrito Federal informaram à Justiça Eleitoral praticamente o mesmo patrimônio. Segundo o Correio Braziliense, Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) declararam possuir bens no valor total de R$ 1,1 milhão. A diferença ficou em R$ 38 mil a mais para Agnelo.Confira os valores declarados ao Tribunal Regional EleitoralAgnelo Queiroz (PT) R$ 1.150.322,00Joaquim Roriz (PSC) R$ 1.111.541,00Newton Lins (PSL) R$ 416 milO Toninho do Psol R$ 155,6 milEduardo Brandão (PV) R$ 60 milRicardo Machado (PCO) R$ 13 milRodrigo Dantas (PSTU) Não declarou nenhum bem
A Seleção Brasileira não conseguiu o hexa na África do Sul, mas nas eleições do Distrito Federal homônimos como Kaká e até um Cafu - seria o sósia do veterano lateral direito? - pleiteiam a preferência do eleitorado em busca de uma vaga na Câmara Legislativa. Em uma Casa cuja imagem foi abalada pelo escândalo do mensalão divulgado no final do ano, o eleitor poderá também depositar suas esperanças em um candidato que se intitula "Zé Ninguém" ou ainda dar um voto de confiança àqueles que, em meio à campanha do Ficha Limpa, se oferecem à população como "Bueno do Bem" ou "Certinho do PV".Se ainda assim o eleitor achar que apenas uma ajuda suprema - ou até sobrenatural - seria capaz de reverter a imagem política de Brasília, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apresenta como candidatos "Rei Jorge" ou "Arcanjo Amigo". No caso de uma opção por preces, o eleitor poderá recorrer a uma espécie de "bancada da fé" com Irmã Socorro, Missionária Francisca, Abençoado ou Irmã Marilene, ou por um candidato que, se depender do nome, poderia banir "ratos" da política. Neste caso, o voto para distrital poderia ser depositado em nome de "Magal Exterminador de Insetos".Para anunciar aos quatro ventos uma eventual mudança do perfil dos políticos em Brasília, as urnas apresentarão, conforme registro parcial dos 773 candidatos no TRE, o nome de "Wagner Dantas, o locutor do povo", e o perfil nacionalista de "Raimundinha, a Pátria".Se ainda assim persistir a dificuldade na escolha de um dos 24 deputados distritais que definirão as leis para Brasília e cidades-satélite, o eleitor da capital federal também pode escolher seu eleito com base na profissão do eventual deputado. Nas urnas, "Veinho Vendedor", "Nosso Cantor Wellington José", "Engenheira Glória" ou "DJ Macarrão".No dia 3 de outubro, o eleitor de Brasília e das cidades-satélite terá, além dos distritais, de definir suas preferências, por ora, entre sete candidatos a governador, 12 a senador e 105 candidatos a deputado federal. Informações do Terra.
A modelo e atriz paraguaia Larissa Riquelme começou os preparativos para o ensaio fotográfico em que irá posar nua, em homenagem ao bom desempenho do Paraguai na Copa do Mundo na África do Sul. A equipe comandada pelo técnico Gerardo Martino alcançou as quartas de final - sua melhor participação na história do torneio.
Por meio de seu perfil oficial no Twitter, Larissa postou três fotos nesta terça-feira, onde mostra os bastidores do ensaio que ela fez no Estádio do Cerro Porteño, time de coração da modelo. A modelo trajava biquini com as cores da "Albirroja", como é conhecida a seleção local: branca, vermelha e azul. Larissa ganhou notoriedade durante a Copa, torcendo efusivamente pelo Paraguai e chamando atenção pela beleza e pelo lugar incomum (entre os seios) onde guardava seu celular durante as partidas.
Chamada de "a namorada do Mundial", as diversas aparições durante os jogos do Paraguai lhe renderam até um patrocício estampado no seio durante a última partida da equipe no torneio, na derrota para a Espanha por 1 a 0, nas quartas de final. Informações de O Dia.
Os candidatos registrados na Justiça Eleitoral dão o pontapé inicial, nesta terça-feira, 6, na corrida por um cargo eletivo. A partir de agora está liberada a campanha eleitoral, com debates, comícios e - grande novidade desta eleição - o amplo uso da internet.Com cerca de 56 milhões de brasileiros com acesso à rede mundial (dados do IBGE) e as novas regras eleitorais, mais liberais na internet, a campanha virtual deve ganhar fôlego. No entanto, ainda há algumas proibições a que os candidatos devem estar atentos.Veja a seguir o que o candidato pode ou não pode fazer nestas eleições:InternetPode: Na internet, a campanha está liberada. Os debates podem cocorrer em blogs, redes sociais e sites. Ao longo da campanha, também estará liberado a propaganda por meio e-mail e mensagens de celular de internautas cadastrados pelo candidato. Quem se cadastrar e se arrepender, deve ter o direito de descadastramento atendido em 48 horas.Não pode: Os sites dos postulantes também não podem ser apócrifos. Tudo deve ser registrado na Justiça Eleitoral. Excessos como ofensa, calúnia e difamação na rede pode ser punido com multa e direito de resposta.ComíciosPode: Pode fazer comício, passeata e carreata e usar carro de som tocando jingles ou mensagens dos candidatos.Não pode: Os showmícios, como na eleição passada, estão vetados.SomPode: O candidato pode usar alto-falantes nas sedes dos seus partidos políticos ou em veículos próprios para isto das 8h às 22h. Comícios com aparelhagem de som pode ocorrer das 8h às 24h.Não pode: os amplificados não podem ficar a menos de 200 metros de locais como as sedes dos três poderes, nem hospitais. Perto de escolas, bibliotecas e igrejas, só quando estes locais estiveram fora do horário de funcionamento.Material gráficoPode: Faixas, placas e cartazes devem ter no máximo quatro metros quadrados. A partir de hoje também está liberado a distribuição de adesivos e santinhos.Não pode: O uso de outdoors, no entanto, está proibido, sob pena de pagar multa entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. Distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas ou qualquer material que configura vantagem ao eleitor também é vetada.PropagandaPode: A propaganda paga só é permitida em mídia imprensa. Na internet, a propaganda só pode ser feita no site do próprio candidato.Não pode: Os candidatos são proibidos de pagar pela veiculação de propaganda na TV, rádio e internet. Aparecer em rede nacional, agora, só em 17 de agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito. Informações do Estadão.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal terá novo desembargador. O juiz João Egmont Leôncio Lopes, titular do Tribunal do Júri de Brasília, tomará posse como desembargador na sexta-feira (9/7), no Salão Nobre do TJ-DF, às 19h. Ele irá ocupar a vaga deixada pela desembargadora Maria Beatriz Parrilha, que se aposentou no mês de junho. O juiz foi promovido pelo Conselho Pleno Administrativo, reunido no dia 29 de junho.O novo desembargador é natural de Fortaleza (CE) e ingressou na magistratura brasiliense em 1990 como juiz de Direito substituto. Em 1992, foi promovido a juiz titular. Ele foi juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública e da 6ª Vara de Família de Brasília.Também foi diretor do Fórum de Brasília em 2008 e eleito membro titular para compor o colegiado do TRE-DF. Atualmente, ocupava o cargo de juiz titular do Tribunal do Júri de Brasília. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.
Daniela Lima, da Folha de S.PauloUm tumulto fez a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, cancelar seu primeiro evento público de campanha. Cerca de 4.000 pessoas, segundo a campanha petista, se reuniram hoje no centro da cidade para receber Dilma, mas o empurra empurra no local fez a candidata cancelar seu almoço no Mercado Público. Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o público era de 1.000.Após receber a Medalha do Mérito Farroupilha, na Assembleia Legislativa do Estado, Dilma seguiu de carro até a Esquina Democrática, subiu num carro de som e fez um discurso de cerca de 15 minutos. Logo depois, quando iniciou sua caminhada em direção ao Mercado Público, o tumulto começou.Eleitores queriam tirar foto e pedir autógrafo à ex-ministra de Lula, que ainda tentou manter o bom humor. Ela estava acompanhada do candidato do PT ao governo do Estado, Tarso Genro. Ao perceber que a situação não seria controlada, Dilma desistiu.Mais cedo, a petista afirmou que espera uma disputa de "alto nível, em que predomine o debate de ideias". Ela escreveu em seu Twitter que, com uma discussão em torno de conteúdos, os eleitores terão oportunidade de escolher democraticamente seus candidatos. "Chegou a hora de ir às ruas. Queremos uma campanha de alto nível, em que predomine o debate de ideias para que o eleitor escolha democraticamente", disse.Dilma convocou a militância a se engajar na campanha, prestigiando os eventos de rua. Essa é a aposta do partido para a candidatura ganhar fôlego enquanto o horário eleitoral na TV e no rádio não começa --o início está marcado para o dia 17 de agosto."Hoje começa uma fase nova, com o início da campanha oficial. Vamos fazer uma caminhada no centro de Porto Alegre, e amanhã em São Paulo."Tecnicamente empatados na preferência do eleitorado nas últimas pesquisas de intenção de voto, Dilma e José Serra (PSDB) escolheram a região Sul do país para iniciar a campanha pela Presidência da República.Enquanto Serra busca consolidar sua vantagem no Sul, Dilma optou pela região onde tem seu pior desempenho para tentar reduzir a dianteira do adversário.A última pesquisa Datafolha, divulgada sexta-feira, apontou 50% de intenções de voto para o tucano na região, ante 31% de Dilma. A justificativa da coordenação da petista para iniciar a campanha por Porto Alegre é o fato de a cidade ser um dos principais redutos políticos de Dilma.
O envolvimento no maior escândalo político da história de Brasília, o "mensalão do DEM", não impedirá que diversos deputados distritais, federais e suplentes tentem um mandato nas eleições deste ano. É o caso, por exemplo, do deputado distrital Geraldo Naves (DEM). Naves chegou a ficar preso por cerca de 60 dias por tentativa de suborno de uma das testemunhas do "mensalão do DEM". Ele pediu, na segunda-feira, 5, ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) o registro para tentar a reeleição à Câmara Legislativa.O deputado foi preso com outras cinco pessoas, dentre elas o ex-governador José Roberto Arruda, acusado de tentar subornar uma testemunha da Operação Caixa de Pandora, o jornalista Edson Sombra, para que ele mudasse o depoimento à Polícia Federal. Naves entregou um bilhete escrito por Arruda a Edson Sombra e acabou arrolado ao caso. A mensagem, que continha, entre outras frases, a expressão "quero ajuda", foi interpretada como tentativa de suborno. Ao Estadão.com.br, o deputado negou mais uma vez a denúncia e disse não temer que o envolvimento no caso atrapalhe o plano de reeleição. "Onde eu vou recebo manifestações de carinho", disse.Mensalão. Outros quatro deputados distritais e dois suplentes citados como beneficiários do esquema de corrupção também tentarão um mandato na Câmara Legislativa. São eles os deputados Benedito Domingos (PP), Aylton Gomes (PR), Rôney Nemer (PMDB) e Benício Tavares (PMDB); e os suplentes Berinaldo Ponte (PP) e Pedro do Ovo (PRP). Todos são citados em conversas interceptadas pela Polícia Federal como possíveis receptores do dinheiro do esquema e negam as acusações.Apesar das acusações, os envolvidos no "mensalão do DEM" não são impedidos de concorrer pela Lei do Ficha Limpa porque ainda não houve condenações sobre o caso. De acordo com a lei, apenas a condenação por decisão colegiada deixa um político inelegível.O "mensalão do DEM" foi investigado pela Operação Caixa de Pandora, do Superior Tribuna de Justiça (STJ). De acordo com o inquérito, empresários locais pagavam propina para o esquema e o dinheiro era distribuído entre secretários de governo, assessores e deputados. O chefe do esquema, segundo as investigações, seria o ex-governador José Roberto Arruda.Fora das eleições. Outros personagens do escândalos, como o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente, no entanto, não poderão concorrer. Arruda foi preso acusado de tentar subornar uma testemunha, foi expulso do DEM e teve o mandato cassado. Sem legenda, não pode disputar o pleito.Prudente também foi expulso do DEM e renunciou para fugir do processo de cassação na Câmara Legislativa. Pela Lei Ficha Limpa, quem renuncia para se livrar do processo por quebra de decoro também é impedido de concorrer. Prudente é o ex-deputado flagrado em vídeo guardando dinheiro de suposta propina nas meias.Também estarão fora das eleições a ex-deputada Eurídes Brito (PMDB), cassada por quebra de decoro, e Júnior Brunelli (PSC), que renunciou ao mandato. Eurides foi filmada em um dos vídeos da Operação Caixa de Pandora guardando maços de dinheiro na bolsa. Brunelli é o ex-deputado que, depois de receber dinheiro, faz uma oração, conhecida como "oração da propina". Informações do Estadão.
O cantor sertanejo Renner, da dupla Rick e Renner, nascido Ivair dos Reis Gonçalves, mandou um recado aos eleitores nesta segunda-feira ao registrar sua candidatura ao Senado, em Goiânia. "Não quero que ninguém vote em mim porque sou cantor. O cantor não resolve nada", disse. "As pessoas vão conhecer o Ivair, o homem público. Não quero que as pessoas pensem que veio mais um artista para a política. Com o tempo vou provar isto a vocês, espero", afirmou. O cantor, que faz parte da chapa do PR, do candidato ao governo Vanderlan Cardoso, revelou os motivos de pausar a carreira musical de 20 anos pela vida pública. "Eu tenho um tino para a política, gosto muito", admitiu. "Acho que Rick e Renner formaram muita opinião. (Agora) quero dar um pouco mais de mim, além da música", resumiu. "É bom o entretenimento, mas soluções para os problemas sociais é melhor", disse. "Às vezes é necessário poder para você mudar um Estado", arrisca. Ele está filiado ao PP desde 2007, mas foi convidado pelo próprio governador Alcides Rodrigues (PP) para estrear sua primeira eleição em posição de destaque. Ivair defende uma campanha sem agressões aos adversários. "A gente não está aqui para bater em ninguém", avisa. Sobre não ter preferido começar a carreira política por um cargo mais "modesto", como deputado, Ivair deu uma resposta curta. "Um dia desses eu também não sabia tocar violão. E nós chegamos onde chegamos", disse. Ivair já tem um objetivo principal, se eleito for para ocupar uma cadeira no Senado. "Vou defender o Estado, nacionalmente, o meu País. Internacionalmente também", disse. "Vou ajudar o Lula, em primeiro lugar", disse, logo depois emendando: "Através da Dilma, caso for eleita", completou. "Fazer um Brasil melhor, cada vez mais", aponta. "O Brasil é um país extremamente cultural, onde eu não vejo ser valorizada a cultura", citou, como exemplo.
O cantor, que faz parte da chapa do PR, do candidato ao governo Vanderlan Cardoso, revelou os motivos de pausar a carreira musical de 20 anos pela vida pública. "Eu tenho um tino para a política, gosto muito", admitiu. "Acho que Rick e Renner formaram muita opinião. (Agora) quero dar um pouco mais de mim, além da música", resumiu. "É bom o entretenimento, mas soluções para os problemas sociais é melhor", disse. "Às vezes é necessário poder para você mudar um Estado", arrisca. Ele está filiado ao PP desde 2007, mas foi convidado pelo próprio governador Alcides Rodrigues (PP) para estrear sua primeira eleição em posição de destaque. Ivair defende uma campanha sem agressões aos adversários. "A gente não está aqui para bater em ninguém", avisa. Sobre não ter preferido começar a carreira política por um cargo mais "modesto", como deputado, Ivair deu uma resposta curta. "Um dia desses eu também não sabia tocar violão. E nós chegamos onde chegamos", disse. Ivair já tem um objetivo principal, se eleito for para ocupar uma cadeira no Senado. "Vou defender o Estado, nacionalmente, o meu País. Internacionalmente também", disse. "Vou ajudar o Lula, em primeiro lugar", disse, logo depois emendando: "Através da Dilma, caso for eleita", completou. "Fazer um Brasil melhor, cada vez mais", aponta. "O Brasil é um país extremamente cultural, onde eu não vejo ser valorizada a cultura", citou, como exemplo.
Um dia após sofrer uma crise hipertensiva, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, deixou nesta terça-feira o Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, onde permaneceu internado realizando exames para avaliar a gravidade dos sintomas. Por orientação médica, Dutra ficará de repouso por mais dois dias.Com isso, ele, que é coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, ficará afastado dos dois primeiros eventos oficiais da candidata, que preveem até quarta-feira caminhadas em Porto Alegre e no centro de São Paulo, para o chamado corpo a corpo.Dutra disse em seu Twitter que as avaliações da equipe médica foram normais e que deve voltar a praticar caminhada. "Acabo de deixar o hospital. Exames todos normais. Pelo jeito, este velho coração petista e botafoguense continuara batendo forte. Mais uma vez agradeço as manifestações e orações de todos. Agora, são só 2 dias de repouso relativo e vamos à luta. Prometi voltar a caminhar", disse.Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, o petista teve um "pico hipertensivo proveniente de estresse. Ele evoluiu durante a internação lúcido, estável e com a pressão normal" e os exames descartam "a possibilidade de doença coronariana".Dutra passou mal ontem durante reunião da Executiva nacional na sede do partido, em Brasília, que discutia alianças nos Estados. Ele recebeu os primeiros socorros do ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que é médico, mas foi levado ao hospital por uma ambulância. Informações da Folha.
Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) aceitaram ontem pedidos de registro de candidatos para o pleito de outubro sem analisar se os políticos se enquadram no conceito de "ficha suja" previsto na Lei Eleitoral.A legislação veta candidaturas de condenados por órgãos colegiados do Judiciário, como Tribunais de Justiça estaduais e TREs.Os cartórios dos tribunais só realizaram o protocolo dos requerimentos de inscrição e dos documentos exigidos pelas regras eleitorais, como as declarações de bens e as certidões de antecedentes.O exame da situação dos "fichas-sujas" só vai ocorrer após os TREs publicarem na imprensa oficial as listas de quem pediu registro.Em São Paulo, a expectativa do TRE é que tais publicações comecem após uma semana -até a conclusão desta edição o tribunal registrava 3.000 pedidos de registro.Somente após essa fase o Ministério Público Eleitoral e os partidos políticos poderão pedir a impugnação das inscrições dos "fichas-sujas".As impugnações serão analisadas pelos TREs, que podem decidir pelo indeferimento dos pedidos de registro dos condenados.O prazo para que os TREs julguem esses processos de inscrição termina no dia 5 de agosto. Os candidatos que não conseguirem o registro podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).A aplicação da Lei da Ficha Limpa preocupa o procurador Felipe Peixoto, de Minas Gerais. Segundo ele, a lei modificou as inelegibilidades, mas não a documentação necessária para comprovar a aptidão da candidatura.Ele alega não ter meios de verificar se os postulantes se encaixam em alguns dos casos previstos pela nova lei. "Não há nada que possa aferir se um servidor público foi demitido ou se alguém foi excluído da profissão pelo órgão competente. Não tenho como saber isso, gente!"SEM INFORMAÇÕESPeixoto diz já ter procurado a Advocacia-Geral da União e a Advocacia-Geral do Estado para que informassem nomes com a "ficha suja", mas não recebeu resposta. Ele também pediu ajuda aos promotores e aos órgãos fiscalizadores de profissão.A Procuradoria terá cinco dias, a partir da publicação das inscrições, para impugnar os registros. O tempo é considerado exíguo pelo procurador, que só tem três assessores e seis estagiários para analisar 2.000 pedidos.Até o final da tarde de ontem, os ex-governadores cassados Marcelo Miranda (PMDB-TO), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA) haviam registrado suas candidaturas. Os dois primeiros disputam vagas no Senado e Lago, o governo estadual. Eles negam que sejam atingidos pela lei.Também pediram registro o ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por compra de votos e candidato a governador, e o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), condenado por conduta lesiva ao patrimônio público e candidato à reeleição. Informações da Folha.
Eles provavelmente tomaram posse no dia primeiro de janeiro de 2007 com a expectativa de chegar na votação seguinte, quatro anos depois, em condições de ampliar o eleitorado ou até mesmo buscar um cargo mais elevado na hierarquia política. Mas quatro deputados distritais — Rogério Ulysses (sem partido), Eurides Brito (PMDB), Leonardo Prudente (sem partido) e Júnior Brunelli (PSC) — chegaram ontem, prazo final para o registro das candidaturas, vetados para novas disputas. Cristiano Araújo (PTB) está ameaçado pela Lei da Ficha Limpa e Pedro Passos (PMDB), que renunciou ao mandato em 2007, sustenta motivos pessoais para suspender seus projetos na vida pública.Enquanto isso, o deputado Geraldo Naves (DEM) conseguiu na Justiça o direito de retornar à legenda e concorrer a um novo mandato na Câmara Legislativa. O nome dele consta da nominata de candidatos a deputado distrital registrada ontem pelo Democratas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Naves passou quase 60 dias preso numa ala federal do Complexo Penitenciário da Papuda, denunciado pela subprocuradora-geral da República Raquel Dodge como um dos intermediários de suposta proposta de suborno ao jornalista Edson Sombra, como forma de alterar provas do inquérito 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para favorecer o ex-governador José Roberto Arruda.Apesar da ação penal, Naves não deve ser ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, uma vez que não tem condenações de órgãos colegiados da Justiça. Está em situação mais tranquila que Cristiano Araújo. Condenado em 2008 pelo TRE-DF por abuso de poder econômico durante a campanha de 2006, o distrital petebista entrou ontem com pedido de aceleração do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do recurso contra esta condenação que valeria até 2009. A nova lei ampliou de três para oito anos as penas por crime eleitoral. O presidente do TSE, Ricardo Lewandoswki, negou o pedido. O PTB vai levar a discussão até o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a candidatura de Cristiano.Caso tivesse se inscrito na disputa, Pedro Passos também teria o registro impugnado pelo Ministério Público Eleitoral. Ele está em situação parecida à do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Em episódios diferentes, os dois renunciaram ao mandato em 2007 para evitar um processo de cassação de mandato. A Lei da Ficha Limpa estabelece a inelegibilidade para quem abriu mão do cargo quando já havia uma representação por descumprimento da Constituição ou da Lei Orgânica protocolada contra si. Passos(1) afirma que conversou com vários especialistas, inclusive ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve um parecer de que a candidatura seria confirmada caso optasse pela corrida eleitoral. Mesmo assim, preferiu sair de cena.Prudente e Brunelli não poderão concorrer, mas ambos tentarão emplacar seus sucessores. O deputado das meias tenta eleger o ex-assessor William de Almeida (DEM). Brunelli, que antes da crise da Caixa de Pandora trabalhava para eleger-se senador, deve despejar a estrutura de campanha na candidatura de sua irmã, a Pastora Lilian Brunelli (PTdoB).1 - MágoaEm nota divulgada ontem, o ex-deputado Pedro Passos afirma que depois de pensar muito chegou à seguinte conclusão: “Mesmo sem nenhuma restrição que nos impedisse de disputar esta eleição, já com meu nome aprovado nas convenções do PMDB, com total chance de ganhar, sinto-me na obrigação de ser extremamente sincero e verdadeiro com todos e dizer que ainda não estou em condições pessoais de retornar à vida pública neste momento” .O número792Número de candidatos à Câmara somado das duas maiores coligações, uma encabeçada por Agnelo Queiroz e a outra, por Joaquim Roriz. Informações do Correio Braziliense.
Lilian Tahan, do Correio Braziliense Foi dada a largada para a campanha eleitoral de 2010 na capital do país, cujo primeiro prêmio é o Palácio do Buriti. Quem vencer em outubro ganha o direito de comandar um orçamento anual de R$ 21 bilhões. Não de graça. O volume de dinheiro investido para ter acesso ao poder também tem cifras para lá de consideráveis. Somando a estimativa informada pelos próprios concorrentes, em três meses as campanhas para governador, senador, deputados federais e distritais podem movimentar no Distrito Federal até R$ 1,7 bilhão.No ato de registro das candidaturas, as chapas são obrigadas a informar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) quanto pretendem gastar na campanha. Devem registrar a despesa máxima prevista. Esses dados são monitorados pela própria Justiça, que pune com multa as coligações que extrapolarem o limite informado. Na tarde de ontem, representantes das oito chapas com postulantes ao Governo do Distrito Federal calcularam os valores de suas campanhas.O maior volume de dinheiro ficará concentrado nas candidaturas de Agnelo Queiroz (PT) e do ex-governador Joaquim Roriz (PSC)(1). Os dois, aliás, chegaram a se encontrar ontem em frente ao TRE, no momento do registro das candidaturas. O petista declarou ao TRE que gastará, no máximo, R$ 35 milhões. Roriz, por sua vez, informou que seu teto é R$ 10 milhões. A coligação liderada pelo PT, que reúne 11 partidos, entre eles o PMDB de Tadeu Filippelli, prevê injetar até R$ 5 milhões para promover cada candidato a deputado federal. E calcula o limite de R$ 2 milhões no caso das disputas à Câmara Legislativa.Como a chapa PT/PMDB lançará, no total, 500 candidatos para os cargos de governador, vice, senador, deputados federais e distritais, o investimento total, caso os candidatos utilizem o máximo dos gastos informados, seria de R$ 1,1 bilhão. No grupo liderado por Roriz, que indicará 388 nomes para a disputa de outubro, a soma dos valores declarados ao TRE equivale a uma média de R$ 550 milhões. Na coligação do ex-governador, há partidos, como o PSC, cujos candidatos a deputado federal informaram à Justiça que não pretendem passar de R$ 1 milhão. Outros, o PMN por exemplo, onde está abrigada Jaqueline Roriz, trabalham com margem cinco vezes maior, de R$ 5 milhões.Campanha milionáriaHá quatro anos, o balanço de gastos informado ao TRE também revelou campanhas milionárias. Em 2006, José Roberto Arruda, então candidato vitorioso, gastou R$ 9,6 milhões em valores corrigidos entre outubro daquele ano e maio de 2010 pelo IPCA(2). Na ocasião, o grupo da segunda colocada, Maria de Lourdes Abadia, havia investido na campanha R$ 8,6 milhões, também em cifras atualizadas pelo IPCA. A petista Arlete Sampaio foi, na época, a candidata mais econômica, tendo declarado despesa de R$ 1,7 milhão (quantia igualmente atualizada).O volume de dinheiro informado no ato do registro de candidatura não é necessariamente o que os candidatos vão usar. Em alguns casos, o resultado final será menor. Mas há a chance também de revisão para cima. O concorrente que quiser aumentar a quantia declarada à Justiça terá de pedir uma autorização formal da correção de despesa.De acordo com a assessoria de imprensa do candidato petista ao governo, Agnelo Queiroz, a campanha será transparente e o valor informado de R$ 35 milhões equivale ao máximo do que pode ser gasto e não, necessariamente, será usado. Joaquim Roriz, por meio de sua assessoria, também frisou que os R$ 10 milhões declarados ao TRE são uma estimativa e que os valores mais robustos apresentados pelos adversários têm o objetivo de “dar visibilidade a candidato desconhecido da maioria da população”.E se é para falar de máximo, o PV, com pretensões de eleger Eduardo Brandão, não foi tão modesto quanto Roriz. Prevê gastar na campanha no máximo o dobro(R$ 20 milhões) do que o ex-governador. Mesmo montante informado pela coligação formada pelo PSL e o PTN, que quer emplacar Newton Lins. Bem menos dispendiosa será, em princípio, a campanha de Rodrigo Dantas do PSTU de, no máximo, R$ 30 mil ou a de Ricardo Machado PCO, com teto fixadoem R$ 20 mil. Toninho do PSol planeja chegar aos R$ 950 mil: “Será uma campanha franciscana”.1 - Nomes das chapasOnze legendas compõem a coligação que vai fazer campanha na tentativa de eleger o petista Agnelo Queiroz, tendo como vice Tadeu Filippelli (PMDB). A chapa foi batizada de Um novo caminho. Já Esperança renovada é o nome da coligação de partidos reunidos em torno da candidatura de Joaquim Roriz. Ao todo, nove legendas se aliaram em prol do ex-governador.2 - InflaçãoO Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o indicador oficial usado pelo governo federal para aferir a inflação em determinado período.O número1.838.866Total de eleitores registrados no Distrito Federal
No último dia determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO), os governadoriáveis registraram as candidaturas na última hora. O prazo final era às 19h, sendo que a maioria, chegou ao TRE depois das 18h. Os advogados de Marconi Perillo (PSDB) representaram o senador. A previsão de gastos para a campanha do tucano são de R$ 30 milhões. Em segundo lugar dos gastos, está Vanderlan Cardoso (PR), com a estimativa de R$ 22,8 milhões. Iris Rezende (PMDB) registrou R$ 19,8 milhões e os candidatos Washington Fraga (PSol) e Marta Jane (PCB), R$ 500 mil, cada um. O gasto de todos soma R$ 73,6 milhões.Para senador, a previsão de gastos do PSDB é de R$ 10 milhões, para deputado federal, de R$ 5 milhões e para estadual, R$ 2,5 milhões. Segundo informação veiculada no twitter, o patrimônio declarado de Marconi é de R$ 1,637,136,72. Os dados oficiais de todos os candidatos, o TRE ainda não informou.Com o nome de “Goiás rumo ao futuro”, o PMDB estipulou para senador R$ 7 milhões. Candidato a deputado federal terá R$ 2 milhões e estadual – os peemedebistas – R$ 1 milhão. Iris, que foi o último a chegar ao TRE, não considera que por ter uma coligação considerada pequena – PT e PCdoB – em relação as outras campanhas que realizou, será uma desvantagem na corrida eleitoral. “O nível de politização do nosso povo e até um certo desprestígio do mundo político brasileiro, leva o povo escolher o candidato e não o partido. Lamentavelmente é isso que está acontecendo.Você pode constatar, hoje com apenas 90 dias que anunciei minha candidatura, estamos com uma posição satisfatória. Isso é um sinal que o povo vai analisar a vida de todos os postulantes e vai definir o melhor. Claro que quero ser o melhor”, disse.Para os candidatos da Nova Frente, a candidatura de senador tem previsão de R$ 10 milhões, deputados federal e estadual, R$ 6 e R$ 2 milhões. Vanderlan chegou acompanhado pelo governador Alcides Rodrigues (PP), o vice Ernesto Roller (PP) e os candidatos ao Senado, Paulo Roberto Cunha (PP) e Renner (PP). Vanderlan disse que o registro da candidatura “é um momento ímpar” de sua vida, por todos os contratempos do período da pré-campanha. Alcides disse que será cabo eleitoral de Vanderlan. “Sei que vamos enfrentar forças poderosas (nas eleições). Mas com fé em Deus, com muito trabalho e vontade de vencer por parte dos nossos candidatos, haveremos de chegar lá. Vou ser um eleitor e trabalhar para os meus candidatos. Fora do tempo de trabalho normal, estarei pedindo votos que as pessoas avaliem essa candidatura, que é para valer e vai dar o que falar positivamente”, disse.O PSol registrou a estimativa de R$ 300 mil para senador. Os cargos de deputado federal e estadual terão gastos de R$ 300 mil para as duas candidaturas. Washington disse que a declaração de seu patrimônio soma cerca de R$ 230 mil. Os bens, de acordo com o candidato, são um carro Parati ano 2006, uma casa no valor de R$ 60 mil e um imóvel de R$ 150 mil. “Goiás para você e não para eles”, é o slogan da campanha do PSol. Com uma campanha com menores recursos em relação aos adversários políticos, Washington acredita que isso não será um empecilho para a eleição. “Nossa campanha não vai ser igual às dos outros candidatos que têm a estrutura da prefeitura e do Palácio para fortalecer as candidaturas. Vamos entrar nessa campanha com uma proposta que atende os interesses da população de Goiás. Questão da educação, saúde, transporte, defendemos as empresas públicas sob o controle da sociedade, para que haja a fiscalização para que não aconteça o que aconteceu com a Celg”, disse.A única mulher a concorrer ao governo, Marta Jane (PCB), teve sua candidatura homologada na última quarta-feira (30). Estreante no cenário político, Marta é professora municipal e disse que a proposta de governo do PCB é trazer para a sociedade uma nova esfera de poder para que classe trabalhadora possa intervir nas decisões. “Queremos construir o poder popular, na perspectiva de questionar as instituições que estão colocadas.Vamos trazer para o cenário do debate eleitoral, a ideia de que as eleições não resolvem os problemas da classe trabalhadora. A partir do momento que se tem ideia de que o processo eleitoral é um momento da democracia. Vamos questionar exatamente isso”, disse. O partido tem chapa única e prevê gastos de R$ 300 mil para a vaga de senador, que é de Bernardo Bispo (PCB). Informações do Diário da Manhã.
Vannildo Mendes - O Estado de S.PauloEm mais uma ação contra a presença de candidatos ficha-suja nas eleições deste ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, negou nesta segunda-feira, 5, sete pedidos de liminar em ações cautelares e recursos movidos por pré-candidatos de vários estados. Eles buscavam afastar a inelegibilidade imposta pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/09). Segundo o ministro, "não havia argumento jurídico plausível para suspender as inelegibilidades".Ao responder em maio a uma consulta formulada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o TSE já havia entendido que a Ficha Limpa deve ser aplicada já a partir das eleições de 2010 e alcança candidatos condenados antes da vigência da lei.As liminares negadas atingem recursos apresentados por Ana Maria Vieira (MG); Charly Jhone Santos (MG); José Carlos Moretes, vereador de Colombo (PR); Amaro Alves Saturnino (MG); Christianno Nogueira Araújo (DF); Wellington Gonçalves de Magalhães e em uma ação movida por partido político.A lei atinge registro de candidatos que tenham sido condenados por órgão colegiado antes da publicação da norma e, ainda, aumenta prazos de inelegibilidade de três para oito anos para quem está sendo processado ou já foi condenado com base na redação anterior da Lei das Inelegibilidades. Esse é o entendimento do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria de votos, em resposta a uma consulta formulada pelo deputado federal Ilderlei Cordeiro (PPS).Segundo Lewandowski, a lei tem por objetivo defender os valores republicanos e vem a completar os direitos e garantias e os valores individuais e coletivos estipulados pela Constituição Federal. "A meta é proteger a probidade administrativa e a moralidade eleitoral, que são valores fundamentais do regime republicano", disse.