O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou, nesta segunda-feira, a criticar os integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje, ele declarou que a ministra-chefe da Casa Civil, a ministra Dilma Roussef - considerada a candidata do PT para as eleições à Presidência deste ano - "é reflexo de um líder"."Ela não é uma líder, é reflexo de líder", declarou. Perguntado se o presidente Lula era um líder, FHC respondeu: "Claro, eu não sou bobo".O ex-presidente aproveitou para fazer uma comparação entre Lula, Dilma e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), possível candidato tucano à Presidência em 2010."O governo atual (do presidente Lula) tem um líder. O meu governo teve um líder. O (José) Serra é líder de São Paulo. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela não teve essa oportunidade. Mas eu não estou aqui condenando. Simplesmente estou dizendo que, para mim, Serra é competente, é um líder e inspira confiança. A outra (Dilma), para mim, ainda não".Os repórteres perguntaram também a FHC sobre a possibilidade de formação de uma chapa puro-sangue do PSDB nas eleições presidenciais, com José Serra como presidente e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, vice. Segundo ele, a aliança vai depender das "circunstâncias do momento".As declarações foram feitas durante evento do governo de São Paulo. O governador José Serra, também presente à cerimônia, não quis comentar as declarações de FHC.No último sábado, FHC começou a subir o tom das suas críticas ao atual governo. Na ocasião, ele disse que Dilma é um "boneco" controlado pelo presidente Lula, seu "ventríloquo". Um dia depois, FHC publicou um artigo em diversos jornais, intitulado "sem medo do passado". No texto, ele diz que o presidente Lula passa por "momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades".
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) preparou uma série de medidas ao longo do ano passado para começar o ano letivo de 2010 com o pé direito. A partir da próxima quarta-feira (10), primeiro dia de aula, começam a ser executadas as ações planejadas para elevar a qualidade de ensino, melhorar as condições de estudo e ampliar o atendimento para a população. Entre elas estão a inauguração de escolas, implementação de programas pedagógicos, verba para a manutenção de todas as unidades escolares e mais profissionais dentro e fora de sala de aula para atender os cerca de 530 mil alunos da rede pública – 10 mil a mais do que no ano passado. Três centros de Ensino Fundamental serão inaugurados na primeira semana do ano letivo – em Itapoã, São Sebastião e Planaltina. Cinco mil alunos serão beneficiados com a escola mais perto de casa. Até o fim de 2010, o DF deverá ganhar mais 208 salas de aula que vão beneficiar mais de 4,2 mil alunos da rede pública. Também haverá a construção de 150 quadras cobertas em escolas que adotaram educação em tempo integral. De 2007 a 2009, a SEDF construiu 937 novas salas de aula. Foram 32 escolas construídas, 15 ampliadas, 14 reconstruídas e seis reformadas. A Educação Infantil também será reforçada. Segundo a secretária de Educação em exercício, Eunice Santos, cinco jardins de infância estão em processo de licitação e devem atender, ainda este ano, parte dos quatro mil pedidos de matrícula para alunos até 5 anos que ficaram de fora do sistema. “Nossa meta é universalizar a Educação Infantil em 2011”, destacou a secretária. Mais profissionais na rede pública O time de profissionais que fazem o ensino na rede pública ficou maior. Foram nomeados recentemente 975 novos servidores que irão garantir a aplicação do plano pedagógico. São 275 professores de disciplinas que apresentavam carências, como Educação Física e Espanhol. Cem novos secretários escolares e outros cem técnicos reforçam a área administrativa. Já os 500 monitores de nível médio contratados por concurso chegam para realizar tarefas básicas na Educação Infantil e Especial, como dar banho, trocar fraldas e alimentar as crianças e os alunos especiais que necessitarem deste tipo de ajuda. Outra novidade para este ano é a universalização da merenda escolar. Antes, as refeições eram servidas somente aos alunos do Ensino Fundamental. A partir de agora, todos terão direito ao lanche. A medida inclui o Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Este último também passa a contar com novo material didático, que vai permitir aulas presenciais ou semipresenciais. “Muitos não podem ou não conseguem passar cinco horas dentro da sala de aula, até mesmo pela idade avançada. Esse método irá otimizar o aprendizado”, explicou Eunice. Meta de qualidade A preocupação com a qualidade do ensino também é uma prioridade para a secretaria, que este ano implementa o Índice de Desempenho Educacional do Distrito Federal (IDDF). O novo indicador medirá a qualidade da educação das escolas públicas por meio da combinação de outros dois indicadores: o desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais (Siade) e a taxa de movimentação (admissão de novos estudantes, aprovações, repetência e abandono).Segundo a secretária, existem metas para serem alcançadas no ano. Os dois pilares do programa são elevar o nível de rendimento e diminuir a taxa de reprovação. Os resultados permitirão aplicar modelos de sucesso em escolas que não avançaram. “Não é para penalizar ninguém, mas serve como instrumento para monitorar”, destacou Eunice Santos. Há ainda discussões sobre um programa que poderá dar bônus aos profissionais e escolas que se saírem melhor na avaliação do IDDF. O modelo pedagógico para 2010 foi amplamente discutido antes do início das aulas. Nos dias 25, 26 e 27 de janeiro, a SEDF promoveu I Encontro de Gestores da Educação. Além de tratar da metodologia aplicada, com base em sugestões e experiências de sucesso, os profissionais da área discutiram Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDFA), que já liberou R$ 31 milhões para as escolas investirem em manutenção e garantir que não haja imprevistos ao longo do ano. “Os diretores precisam saber como investir corretamente esse dinheiro nas escolas”, alertou a secretária. Ela ressaltou que este ano houve aumento no valor aplicado por aluno no PDFA. Em 2009 eram R$ 40. Agora, os cálculos são feitos com R$ 45. O programa, criado em 2007, destinou às escolas R$ 32 milhões em 2008 e planeja mandar R$ 70 milhões este ano. Segurança na volta às aulasA Operação Volta às Aulas, do Batalhão Escolar da Polícia Militar com apoio da SEDF, vai reforçar o policiamento a pé e motorizado nas proximidades das escolas públicas e particulares. Soldados farão blitze para abordar pais e responsáveis nos horários de entrada e saída das aulas. Eles serão orientados sobre medidas que podem ajudar na segurança de crianças e adolescentes. Para ajudar, uma cartilha será distribuída. A segurança no transporte também é uma preocupação da secretaria, que programou a vistoria nos 450 ônibus que transportam os alunos que moram longe da escola ou em áreas rurais. O objetivo da inspeção é garantir que os veículos atendam às normas de segurança e qualidade previstas nos contratos com as oito empresas que realizam o serviço no DF. Os 450 ônibus vistoriados farão 409 percursos, para atender 37 mil estudantes. Isto equivale a 800 viagens por dia, em um total de 28.500 km/dia.
A proposta de implantação do Veiculo Leve sobre Pneus (VLP) do DF foi apresentada à população nesta segunda-feira (8), em audiência pública realizada na Administração Regional do Gama. O novo sistema que vai ligar as cidades do Gama e de Santa Maria ao Plano Piloto promete ser um novo modelo de transporte público, com mais comodidade, segurança e rapidez no trajeto até o centro de Brasília.O diretor-presidente do Metrô-DF, José Gaspar de Souza, explicou que haverá corredores exclusivos para o VLP, fazendo com que o trajeto até o Plano Piloto ocorra sem nenhuma parada. “O corredor exclusivo contará com câmeras para evitar que a pista seja utilizada de forma indevida por outros tipos de veículos”, afirmou. Além disso, Gaspar disse que este é um sistema que complementa a proposta do Brasília Integrada, que visa à integração dos transportes públicos do DF, com tarifa única e qualidade no serviço. Ainda não há prazo, no entanto, para o início das obras do novo sistema. A responsável pelo relatório de impacto ambiental do projeto, Ione Fonseca, também participou do encontro para apresentar as medidas que foram tomadas para evitar grandes impactos ambientais na implantação da obra. Segundo ela, o projeto do VLP está adequado às leis ambientais. “Fizemos um estudo completo, com todas as indicações necessárias e medidas que devem ser tomadas para se evitar, ao máximo, uma agressão ao meio ambiente do DF”, assegurou. Informações de Fabiana Bandeira, da Agência Brasília.
O PSDB mineiro e o governador Aécio Neves vão se contrapor à ofensiva que o PT e o presidente Lula prepararam para hoje e amanhã em Minas Gerais. Os tucanos fazem questão de dividir as atenções da imprensa nesse período pré-eleitoral. Até a sede do PSDB-MG será reinaugurada.Enquanto Lula estiver amanhã no leste mineiro inaugurando obras com a ministra Dilma Rousseff, a pré-candidata petista à Presidência, o tucano Aécio estará no norte mineiro fazendo o mesmo.Aécio estará na companhia do seu vice, Antonio Anastasia, virtual candidato do PSDB ao governo de Minas.Na noite de hoje, com a presença de Dilma, o PT realiza em Belo Horizonte um ato político para marcar a posse da diretoria regional da sigla e para homenagear o vice-presidente José Alencar (PRB-MG), que receberá o inédito título de "militante honorário" do partido.No mesmo horário, também na capital mineira, o PSDB promoverá a "reinauguração da sede do partido". Vale tudo para ocupar os espaços no segundo colégio eleitoral do país.Poucas vezes Aécio não foi recepcionar Lula em território mineiro no últimos sete anos. Isso ajudou a alimentar a expressão "Lulécio", refletida nas boas votações que Lula e Aécio tiveram nas disputas eleitorais de 2002 e 2006 no Estado.Para evitar problemas com aliados, Aécio decidiu neste ano que não iria acompanhar Lula nas suas viagens -e ainda vai contra-atacar também com inauguração de obras.Amanhã, Aécio e Anastasia participam de inaugurações e lançam a terceira etapa do programa Luz Para Todos em Montes Claros (428 km de BH).Seus aliados, entretanto, dizem que essas inaugurações já estavam programadas. "Não estamos preocupados com eles, estamos fazendo o nosso papel", disse o presidente do PSDB-MG, deputado federal Narcio Rodrigues.São muitos os pré-candidatos em Minas, mas apenas o nome de Anastasia parece certo.Entre os aliados de Lula, há quatro nomes. Os ministros Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT) e o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) não abrem mão da indicação, exceto se o andidato for Alencar.Embora Alencar seja a nova opção dos aliados, no final de semana Patrus e Costa deram declarações sinalizando que não tiraram o pé do acelerador.Mesmo dizendo que seria "cabo eleitoral" de Alencar, Costa disse: "Entendo que o vice, neste momento, está concorrendo ao Senado". Patrus falou que Alencar tem prioridade, mas afirmou que ainda quer disputar prévia no PT-MG contra Pimentel. Informações da Folha de S.Paulo
Em encontro nacional, o PC do B oficializou ontem, em São Paulo, a intenção do partido em apoiar o PT na próxima eleição presidencial. O documento, que prega candidatura única no campo governista e sob o patrocínio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não cita o nome da ministra da Casa Civil e pré-candidata petista, Dilma Rousseff.Pelo cronograma do partido, a aliança com o PT só será formalmente anunciada em abril, num segundo encontro partidário. Antes, o partido quer aguardar a definição oficial do PT. De acordo com o documento aprovado nesse fim de semana, o objetivo do PC do B para 2010 será "lutar para garantir a vitória do empreendimento político das forças progressistas da nação, dando continuidade ao projeto político iniciado em 2002 com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil."Ainda segundo o texto, o momento exige "ampla unidade de forças políticas e sociais em torno de uma candidatura e na elaboração programática que a sustente." A iniciativa do PC do B em apoiar o PT enfraquece a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência. O PC do B fazia parte do já desfalcado bloquinho (PSB, PDT, PC do B, PRB e PMN). O PDT já havia anunciado adesão à candidatura de Dilma.Após o encontro de ontem, o partido defendeu a ampliação da bancada comunista na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e o apoio à candidatura de Flávio Dino ao governo do Maranhão, sempre "considerando as circunstâncias eleitorais no âmbito nacional". Informações da Folha de S.Paulo
Com a recondução do deputado Michel Temer (SP) à presidência do PMDB e o consequente fortalecimento da tese a favor da aliança com o PT na eleição presidencial, a ala peemedebista que faz oposição ao governo federal começa a articular a reversão do quadro - hoje favorável à coligação com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Há oposicionistas favoráveis à candidatura própria e outros que defendem coligação com o PSDB.A política de alianças tem ainda de ser referendada na convenção nacional do PMDB em junho, e é com esse tempo que os oposicionistas pretendem jogar. "A eventual disputa será na convenção. Ainda é possível mudanças", disse o ex-governador Orestes Quércia, que articula reunião com os governadores Roberto Requião (PR) e Luiz Henrique (SC) e os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE)."Como dizia o Tancredo Neves, voto secreto dá uma vontade de trair", disse Simon, ao comentar que a tese de candidatura própria pode ser beneficiada com votos de governistas. "Até a convenção, Requião continua pré-candidato a presidente." Na avaliação de setores do PMDB, diretórios da Bahia e de Minas Gerais podem ainda virar o jogo e se alinhar aos que defendem a candidatura de José Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), sofreu mais uma baixa em seu gabinete em decorrência da sucessão de escândalos que atingem o governo. No sábado, Rodrigo Diniz Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda, pediu afastamento da função. Ele é apontado como um dos articuladores da suposta tentativa de suborno de uma importante testemunha do chamado "mensalão do DEM".Em nota, Arantes classificou o episódio como uma farsa e disse que decidiu deixar o gabinete do tio "até a completa apuração dos fatos". "Meu nome foi citado indevida e maldosamente pelo senhor Antônio Bento da Silva numa história fantasiosa e absurda, construída como parte da farsa arquitetada contra o governador José Roberto Arruda", afirma o texto. (AE)