A ampliação até 2033 de vigência da Zona Franca de Manaus, com características de área livre de comércio, exportação, importação e incentivos fiscais, foi aprovada pelo Senado. A proposta irá para deliberação da Câmara dos Deputados.A Proposta de Emenda à Constituição 17/2008 também prorroga até 31 de dezembro de 2029 a concessão de benefícios fiscais à capacitação do setor de tecnologia da informação e a vigência da Lei 11.077/2004, que trata dos benefícios fiscais destinados à capacitação de tecnologia da informação.No encaminhamento da votação, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) pediu o voto a favor da prorrogação "não só em nome da segurança nacional, mas também em nome da ecologia". Também em favor do meio ambiente, o senador Jefferson Praia (PDT-AM) defendeu a aprovação da matéria. Na mesma direção, Alfredo Nascimento (PR-AM) orientou a bancada do seu partido a aprovar a proposição.O senador José Agripino (DEM-RN) destacou o esforço de Arthur Virgílio para que a matéria fosse aprovada. Ele revelou que o senador colocou a votação da PEC como imprescindível para que houvesse acordo para a votação de matérias pelo Plenário. Magno Malta (PR-ES) lembrou que Jefferson Peres (senador que morreu em 2008) também foi defensor da Zona Franca de Manaus. Segundo o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), Arthur Virgílio mereceu assistir o Plenário votar de forma unânime em favor de sua proposta."Essa votação unânime vem premiar a um dos mais bem sucedidos projetos de industrialização do país", declarou o senador Tasso Jereissati minutos após a aprovação da PEC em primeiro turno. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) pediu tratamento igual, ou seja, a aprovação, de proposta de sua autoria que cria uma zona franca em São Luís. Flexa Ribeiro (PSDB-PA), da mesma forma, defendeu que o Pará também tenha direito a uma zona franca em Marabá, Santarém ou Barcarena. Com informações da Agência Senado.
Um dia dedicado a ouvir as reivindicações do segmento da construção civil e da população de Samambaia. Essa foi a agenda de campanha dos candidatos ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB). O primeiro compromisso foi um café da manhã com empresários da construção civil.Agnelo e Filippelli estiveram acompanhados de lideranças partidárias, entre elas os candidatos ao Senado Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) e à Câmara dos Deputados, Geraldo Magela (PT) e Luiz Pitiman (PMDB). O presidente do Sinduscon-DF, Elson Ribeiro e Póvoa, falou das dificuldades com a indefinição dos contratos em andamento, as licitações que foram realizadas, mas não contratadas, além da espera por licitações que já deveriam acontecer.Póvoa lamentou que o governo de José Roberto Arruda (ex-DEM) tivesse sofrido “uma derrocada”, pois considera que vinha realizando uma boa gestão. “Nós temos aí 65 mil trabalhadores formais na construção civil do DF, sem contar com os informais. Nós temos responsabilidade com essas pessoas”, comentou o dirigente. Póvoa demonstrou estar preocupado com o desemprego, ainda este ano, por conta da desaceleração. O candidato a vice-governador, Tadeu Filippelli, lembrou sua experiência em gestão no DF, destacou a importância das entidades representativas e celebrou sua aliança.
“Essa união é real e demonstra, sobretudo, respeito pelo DF. Estamos deixando de lado a briga partidária para ter um compromisso com o resgate de Brasília”. Como empresário, Filippelli disse compreender a angústia do presidente do Sinduscon. “O empresário vive um momento de dificuldades. Ele investe, corre riscos. Por outro lado gera empregos, gera riquezas, paga impostos. Não é um mar de rosas. Nós temos nossas dificuldades”, comentou.Filippelli reconheceu que deverá haver, este ano, depressão no crescimento da indústria da construção civil “mesmo que se faça algo de imediato”.
Aproveitar o excelente momento econômicoO candidato a governador Agnelo Queiroz destacou que “o Brasil decolou e nós temos que embarcar rapidamente nesse foguete”, se referindo à política federal. Ele destacou que, no Distrito Federal, a responsabilidade é “gigantesca” e isso foi compreendido pelas forças políticas que formaram a coligação Um Novo Caminho. Para Agnelo, todos os brasileiros depositam nos políticos e moradores de Brasília a atribuição de cuidar da capital da pátria. “Isso não é pouco e não pode ser visto de uma forma imediatista, populista, para ganhar eleição, para destruir a cidade. Nós temos tudo para crescer e vamos crescer com planejamento”, ressaltou, ao se comprometer com a melhoria do transporte e a estratégia de trabalhar linhas de desenvolvimento, de eixos econômicos, investimento nas cidades e de políticas para o Entorno. Agnelo e Filippelli almoçaram no Restaurante Comunitário de Samambaia e participaram de entrevista na Rádio Comunitária Ativa FM da cidade. Ainda à tarde, eles caminharam pelas ruas de Samambaia e pelo comércio local. No final da tarde, se reuniram com lideranças comunitárias. Informações do Jornal Coletivo.
A Receita Federal divulgou nota hoje para informar sobre o andamento das investigações para apurar o suposto vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. A Receita afirma que "não houve violação ou invasão por parte de terceiros aos sistemas informatizados da instituição".O órgão acrescenta ainda que foram identificados todos os acessos às declarações do contribuinte Eduardo Jorge dos exercícios de 2008 e 2009. Esses "acessos ocorreram por pessoas autorizadas, mediante uso de senha pessoal e certificação digital", informa a Receita.Segundo a nota, as investigações prosseguem através da instauração de processo administrativo disciplinar para apurar se os acessos foram motivados por razão de serviço. "Caso contrário, o responsável pelo acesso imotivado estará sujeito à penalidade de advertência ou suspensão de até noventa dias".A Receita informa ainda que, se a investigação indicar a ocorrência de vazamento de informações sigilosas e concluir pela quebra de sigilo, o autor estará sujeito à demissão e o inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal para adoção de medidas na esfera criminal. Informações da AE.
O almoço no restaurante Piantella reuniu, hoje, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que concorre ao governo do DF, com os candidatos majoritários da chapa Esperança Renovada, o deputado federal Jofran Frejat (PR), vice de Roriz, Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e Alberto Fraga (DEM), candidatos ao Senado, além de Osório Adriano (DEM). O objetivo do encontro foi demonstrar que os partidos estão afinados e vão decidir juntos as estratégias de campanha, além de enumerar os temas que levariam para a reunião marcada para o final da tarde de hoje, ondes estarão reunidos os presidentes dos dez partidos que fazem parte da coligação que são: Valério Neves do PSC, Izalci Lucas do PR, Jaqueline Roriz do PMN, Paco Britto do PTdoB, Silvana Siqueira do PSDC, Silvana Amaral do PTS, Caio Donato do PRTB, Márcio Machado do PSDB, e Benedito Domingos do PP.Candidatos da coligação de Joaquim Roriz almoçaram juntos e debateram as estratégias de campanha que serão adotadasFoto: Sandro AraújoCandidatos da coligação de Joaquim Roriz almoçaram juntos e debateram as estratégias de campanha que serão adotadas.No almoço, os presentes levaram sugestões, mas só no final da tarde serão definidos os pontos acordados. O assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona, explicou que também seriam abordados temas referentes à organização da campanha e a ida dos candidatos às reuniões nos cerca de 80 dias da campanha. “Foi um almoço descontraído para afinar o discurso político”, explicou Fona, esclarecendo que é um modelo que deverá ser seguido para demostrar que estão unidos como nunca.A escolha do Piantella para esse encontro não foi por acaso. Fona revelou que sempre, nas campanhas eleitorais, Roriz já tem o restaurante como garantido em seu roteiro. Ele atribui essa escolha a uma frase do proprietário, o chef Marco Aurélio Costa, de que todo início das campanhas disputadas por Roriz, ele almoça no local, e isso dá sorte. Fona compara esse comportamento a de um juiz de futebol, que usa o mesmo terno ou a mesma gravata nas partidas vitoriosas. “Almoçar aqui, para o Marco Aurélio, dá muita sorte porque toda vez que Roriz faz isso ele ganha a eleição”, brincou o assessor, atribuindo ao Piantella o papel de talismã. Informações do Jornal Coletivo.
Brasília comemorou 50 anos no dia 21 de abril. Uma data emblemática para a história do País e um incentivo a mais para agendar a sua próxima viagem. E quem pensa que a “casa” oficial do Presidente da República não tem muitos atrativos turísticos, está extremamente enganado. Brasília reserva experiências singulares que só conhecendo para confirmar. No Brasil, milhares de crianças, jovens e adultos não conhecem a capital do próprio país. E é justamente para reverter este cenário que o Brasília Convention & Visitors Bureau, em parceria com ABARE – Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo, SEBRAE, TAM, TAM Viagens e ABIH-DF apresentam o projeto “O Brasil Visita Brasília”. Este projeto trabalha ações promocionais onde o objetivo é criar condições para que estudantes do Brasil inteiro conheçam Brasília, estimulando o senso cívico-patriótico e uma atitude política responsável.Dentro da proposta pedagógica do Projeto O BRASIL VISITA BRASÍLIA os visitantes terão aulas de civismo e cidadania, subsidiando e estimulando os estudantes a assumirem posturas mais proativas dentro do seu contexto social, político e cultural.Memorial e Ponte JK, Catedral Metropolitana, Alameda dos Estados, Congresso Nacional, Lago Paranoá, Palácio da Alvorada, Complexo Cutural da República, Catetinho, Praça dos Três Poderes, Palácios do Itamaraty e Justiça, Igrejinha de Fátima, Museu de Valores, Quartel General do Exército, Museu Vivo da Memória Candanga e Jardim Botânico são alguns dos pontos turísticos escolhidos para visitação.Com tarifas convidativas – pacote completo de três dias custa R$ 799,00, por pessoa, incluindo refeições e passeios, com saídas das principais capitais brasileiras chegando até R$ 948,00 de cidades mais distantes ou com menor fluxo aéreo para a capital –, a proposta é incentivar, principalmente, jovens a fazerem turismo e ao mesmo tempo terem aulas de cidadania e história do Brasil, in loco. As principais agências de viagem do País já comercializam programa de incentivo que estará disponível para todos os finais de semana até dezembro de 2010. A expectativa é que mais de 12 mil estudantes sejam incentivados pelas ações do projeto, envolvendo mais de 1.500 escolas em todo o Brasil.Vale ressaltar que, a cada pacote vendido será recolhido o valor de R$ 1,00 para compra de material escolar. Com o montante deste valor, até o final do projeto, os materiais comprados serão sorteados entre as escolas com menor índice de desenvolvimento educacional no Brasil.Por dentro da capitalO cerrado do Distrito Federal ganhou contornos mais convidativos quando em 1960 era aberta ao mundo a capital federal moderna, Brasília. Toda a trajetória de construção da nossa capital federal pode ser encontrada em diversos pontos da cidade. O programa “O Brasil Visita Brasília” contempla entre outros o Memorial JK , onde é possível descobrir detalhes da vida do ex-presidente Juscelino Kubtischek.A volta ao passado toma formas modernas com toda arquitetura do espaço, promovendo uma simbiose entre o passado, o presente e o futuro. Isso ficará mais evidente quando o visitante se propor a ir às vias públicas, largas e planejadas, que evidenciam estrutura diferenciada de todo o restante do País.O passeio deve continuar pela Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, Alameda dos Estados e passa pelo Congresso Nacional. Não estranhe se você cruzar com chefes de estado e/ou parlamentares que você só vê pela TV. Afinal, lá é o local de trabalho deles. Além disso, a movimentação de pessoas do País inteiro e do exterior circulando pela capital, somado a diversidade cultural que formada por moradores da capital oriundos de todas as partes do Brasil, desfaz a idéia de um destino “frio” e nada aconchegante.O ponto alto do passeio por Brasília acontece quando se visita Palácio da Alvorada, Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes. Lá estão os principais personagens da política federal, entre eles o Presidente da República e os seus ministros. E coloque na programação passagens pela Biblioteca Nacional, Palácio do Itamaraty, finalizando pela Igreja de Fátima e Museu Vivo da Memória Candanga.Depois desse tour pela cidade dos poderes, nada melhor que um passeio pelo Jardim Botânico que reserva uma diversificada gama da flora e da fauna características do cerrado. Trata-se do único jardim botânico implantado no cerrado, o qual oferece avistagem de animais quase em extinção como o veado-campeiro, tatu-canastra e tamanduá-bandeira. Além disso, é possível observar aves como papagaios, tucanos, carcarás e seriemas.Mais informações no www.brasiliaconvention.com.br, www.brasilvisitabrasilia.com.brPrograma Tour Cívico-PedagógicoValor: a partir de R$ 799,00, por pessoaInclui: aéreo ida e volta, hospedagem, transfers in/out, 4 (quatro) refeições, tour cívico-pedagógico e passeios turísticosValidade: até dezembro de 2011
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, comentou, em entrevista nesta quinta-feira, o caso do assassinato de Eliza Samudio e fez um apelo para que a indignação e a repulsa contra esse "crime bárbaro" resulte em uma punição exemplar para os culpados.- É um crime bárbaro. Acho que nós todos, todo o Brasil, repudia um crime com essa barbaridade, com essa perversidade, porque ele cria na gente aquela repulsa instintiva que o ser humano tem diante da carnificina. Acho que é fundamental que esse sentimento se converta em providências muito objetivas para que este crime não fique impune.Dilma afirmou que também repudia o crime por se tratar de violência contra uma mulher, e lembrou que a impunidade em casos menos graves contribuiu para a ocorrência de crimes graves.- Além disso, repudio porque é um crime contra uma mulher - disse Dilma, que lembrou a aprovação da Lei Maria da Penha.- É uma lei para prevenir crimes deste porte. As pessoas têm de perceber que quando houver um primeiro indício de crime contra a mulher, pode ser a violência mais banal, doméstica, ela tem de ser coibida, porque, se não, abre espaço para alguém supor que pode ficar impune matando uma mulher dessa forma - acrescentou.O envolvimento de um menor de idade no crime também levou a candidata a comentar o problema da dissolução nos lares brasileiros e defendeu a "retirada" e "tratamento" de jovens envolvidos. Porém, deixou claro que "pena de morte não resolve", citando os Estados Unidos como exemplo de um país onde existe essa penalidade e no qual também ocorrem crimes bárbaros. Informações de O Globo.
O goleiro Bruno e o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, estão sendo levados para o presídio Bangu II, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A penitenciária é conhecida por concentrar presos de alta periculosidade. Pouco antes, Bruno e o amigo fizeram exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML), na Leopoldina. O advogado Ércio Quaresma, que assumiu a defesa do goleiro Bruno nesta quinta-feira, afirmou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Bruno é suspeito de envolvimento no sumiço da ex amante Eliza Samudio. Quaresma está em Belo Horizonte e está na dependência de receber a cópia do decreto de prisão do atleta para fazer o pedido ainda nesta quinta-feira.
O juiz Mário Mazza, da 32ª Vara Criminal do Rio, condenou nesta quinta-feira a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant’Anna Gomes a oito anos e dois meses de prisão. A procuradora recebeu a sentença por torturar uma menina de 2 anos, que pretendia adotar. Vera Lúcia ainda pode recorrer da decisão. As informações são de O Dia. Depois de dois abandonos, a esperança de ter um larApesar de ter apenas 2 anos, a vida de T. nunca foi fácil. Abandonada duas vezes pela mãe biológica, a menina morou em abrigos quase todo o seu tempo de vida e depois de algus meses passou a receber as visitas da procuradora, depois de autorização da Justiça. Carinhosa, T. rapidamente se afeiçoou a Vera Lúcia, a quem já chamava de mãe. O novo lar confortável e a nova mãe pareciam ser perfeitos.Para conseguir a guarda provisória da menina, a procuradora passou por um rigoroso e longo processo. Durante um ano, ela participou de reuniões mensais com membros do Conselho Tutelar e profissionais da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso. Depois Vera passou por avaliação psicológica e por uma pesquisa social até, finalmente, obter a habilitação para adoção, quando o juiz autoriza o candidato a ter visitas com a criança.“Ela passou por todas as etapas e foi considerada apta. O que aconteceu foi um choque para todos. O processo de adoção tem que ser por amor e não por ver a criança como uma mercadoria que você pega da prateleira para experimentar. Mais de 90% dos casos são bem sucedidos. O pior desse caso é que tinha um casal também habilitado e muito interessado pela menina”, disse a magistrada Ivone Ferreira Caetano. Há na vara 800 pessoas inscritas para adotar uma criança.
Em entrevista coletiva, realizada nesta quinta-feira em Belo Horizonte, o delegado Edson Moreira, um dos responsáveis pelo Departamento de Investigação de Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou que o goleiro Bruno é um monstro pelo que fez com Eliza Samudio. "Este crime é realmente chocante. Um ídolo de um grande time e um monstro pelo que fez com ela (Eliza Samudio)", disse Edson Moreira.
O delegado afirmou também que agora sim a polícia pode considerar que a estudante esteja morta. "A materialidade indireta está comprovada. Agora sim podemos dizer que a Eliza está morta", completou. Delegado conta detalhes do assassinato Demonstrando estar emocionado, o delegado Edson Moreira contou detalhes do crime. Ele afirmou que Eliza foi morta com requintes de crueldade e que 80% do que foi dito pelo menor J., apreendido na casa de Bruno no Recreio dos Bandeirantes, pode ser considerado verdade.
Na versão da polícia de Minas, Eliza foi estrangulada, asfixiada, morta e ainda teve o corpo desovado. O responsável direto pela morte foi o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Marquinhos Paulista ou Bola - ele teria beijado, cheirado as mãos de Eliza e, em seguida, amarrou os braços da jovem para trás dando uma gravata. Antes de morrer, Eliza apanhou muito e chorava compulsivamente. Poucos antes de morrer, disse: ‘Não aguento mais apanhar‘. Marquinhos Paulista teria respondido: ‘ você não vai apanhar mais, você vai morrer‘. Após o crime, o ex-policial teria jogado partes do corpo para um cão Rottweiler.
As investigações mostram que Bruno estava na casa de Marquinhos paulista na hora da execução de Eliza e saiu para beber cerveja logo após o crime. O filho de Eliza e Bruno, Bruninho, presenciou o crime na casa de Marquinhos Paulista, no município Vespaziano. No período em que manteve Eliza em cárcere privado, o goleiro mandava a jovem ligar para as amigas e dizer que estava tudo bem - ele usava um aparelho de som que ficava próximo à piscina em volume máximo para parecer que a ex-amante estava em uma festa.
Participação de Dayanne fica para depois
A polícia acredita que no dia em que as autoridades estiveram na casa de Marquinhos Paulista, na tarde de quarta-feira, uma pessoa estava na casa e teria fugido após perceber a movimentação policial - a pia desmonstrava uso recente e a janela estava aberta. O delegado Edson Moreira disse ainda que durante as investigações a polícia vai descobrir outros pontos onde o restos mortais podem ter sido jogados.
Perguntado sobre o destino de Dayanne de Souza, esposa de Bruno, que continua presa em Belo Horizonte, Edson Moreira não quis dar mais detlahes. "Sobre a Dayanne vamos ver isso depois. Agora é a hora de olharmos para os outros", disse o delegado.
Bruno e Macarrão vão para Bangu Bruno e Macarrão passaram a noite em celas separadas na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Eles dormiram em colchões e com cobertores levados por seus advogados. Ele não comeram nada durante a noite e, antes de dormir, ainda conversou sobre futebol com policiais. Após ter o pedido de transferência para Minas Gerais negada, a dupla será transferida para o presídio de Bangu 2, em Bangu, na Zona Oeste. Um avião da Polícia Civil está no aeroporto Santos Dumont caso a Justiça dê parecer favorável à transferência deles.
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa. Contudo, foi colocada em liberdade logo depois. O bebê foi entregue ao avô materno. O goleiro do Flamengo e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança. Informações de O Dia.
Fausto Macedo - O Estado de S.PauloQuando o tema é confiança nas instituições públicas, a Justiça vai mal e só ganha do Congresso e dos partidos políticos. A informação sobre o elevado grau de descrédito da toga consta da mais recente investigação do ICJBrasil (Índice de Confiança na Justiça), iniciativa da Escola de Direito da FGV para verificar resultados das relações entre o cidadão e o Judiciário ? só 33% dos entrevistados dizem confiar nos tribunais, 28% no Legislativo e 21% nas agremiações partidárias.A apuração, realizada no segundo trimestre, mostra que a população confia bem mais em outras sete instituições citadas, até na polícia ? corporação frequentemente alvo de denúncias por corrupção e arbítrio. As Forças Armadas lideram a tabela dos que estão bem acreditados, com 63% de aprovação. Depois, seguem grandes empresas (54%), governo federal (43%), emissoras de TV (42%), imprensa escrita (41%), polícia (38%), Igreja Católica (34%)."Essa é a grande novidade do trabalho, a comparação do patamar de confiança no Judiciário e outras instituições, públicas e privadas", diz Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ. "É uma questão que chama muito a atenção nesse momento por causa do resultado. A Justiça só ganha do Congresso e dos partidos."O radar ICJBrasil ouviu 1.550 pessoas de diversas faixas de renda e de escolaridade e crava que a avaliação da Justiça segue negativa porque ela não desgruda de características anacrônicas: lenta, cara e pouco acessível.A credibilidade do Poder nos quesitos honestidade, imparcialidade e competência para solucionar os casos que são de sua alçada também está em baixa. Ainda assim, a maioria dos entrevistados respondeu que não hesitaria em procurar o Judiciário para solucionar eventuais conflitos.Quase metade dos entrevistados já acionou a Justiça. Questões trabalhistas (28%)e de família (24%)lideram razões para busca do Judiciário. Outros motivos são relativos a direitos do consumidor (19%), causas previdenciárias (8%), criminais (6%), trânsito (3%).O ICJBrasil adotou quatro categorias para a consulta: muito satisfeito, pouco satisfeito, muito insatisfeito e pouco insatisfeito.Os muito insatisfeitos e aqueles que se declararam pouco satisfeitos somam 49%. Quanto menor a renda, menor o contingente de entrevistados que foram à Justiça ? 19% dos que disseram já ter batido à porta dos tribunais recebe até dois mínimos; e 57%, mais de 4 e até 12 mínimos.A maioria dos entrevistados já consultou advogado ? 75%, dos quais 34% acessaram a defensoria pública. "Ou seja, o Judiciário não é tão desconhecido assim", destaca Luciana Gross.No item Judiciário e resolução de conflitos trabalhistas, apesar de depositar pouca confiança na Justiça a população ainda prefere decisão do juiz a acordo por mediador ou conciliador.Outro lado. "Essa conta não é só nossa", reagiu Mozart Valadares, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). "Não quero dizer que não haja casos de juízes que deixam a desejar, mas existem outros fatores que provocam o desgaste da imagem do Judiciário", diz, citando que tem ministro do Superior Tribunal de Justiça com 13 mil processos. "Em Pernambuco, juízes e promotores respondem simultaneamente por até três comarcas distantes 100 quilômetros uma da outra."Para Valadares, "tudo o que é lentidão" jogam na conta do Judiciário. "Na ação penal o titular é o Ministério Público", anota. "Há verdades nessa pesquisa (ICJBrasil), mas também há injustiças porque a população precisa enxergar onde é que está o verdadeiro gargalo", alerta.Em São Paulo, os dados mostram grande produtividade dos juízes, reconhecida pelo Banco Mundial, segundo Paulo Dimas De Bellis Mascaretti, presidente da Associação Paulista de Magistrados. "Mas mesmo assim não conseguimos passar uma imagem positiva", afirma ele.
As primeiras decisões – votos divergentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em âmbito liminar sobre o Ficha Limpa – indicam que a lei que veta candidaturas de políticos com folha corrida não vai pegar. Na avaliação de Claudio Abramo, diretor executivo de Transparência Brasil, ONG que fiscaliza a conduta de parlamentares e também a eficiência e tendências da mais alta instância judicial do País, “muitos candidatos vão escapar da lei pela firula juridicante, pelas peculiaridades processuais”. As informações são do Estadão.Em agosto, o Pleno do STF vai decidir o alcance da Ficha Limpa. Nos últimos dias, ministros examinaram questões processuais, provocados que foram por políticos que têm condenações impostas por colegiados e que querem driblar o rigor da Lei 135/2010.Alguns ministros acolheram provisoriamente os argumentos apresentados e abriram caminho para condenados, outros rejeitaram. A divergência é notória na corte.“A gente tem que esperar o que vai acontecer no STF”, disse o diretor de Transparência, pouco antes de participar da mesa “Órgãos de controle e o desenvolvimento”, painel de debates promovido pelo II Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado, em Brasília, evento que reúne 2.500 juízes, procuradores, defensores públicos e delegados de polícia.Para Abramo, Ficha Limpa vai sofrer um duro revés. “A formulação da legislação é estranha e além do mais é imensa a possibilidade que se tem no Brasil de inventarem firulas em torno dos dispositivos legais e suas interpretações diversas. Então, tem que ver o que ocorre enquanto tendência do STF. Mas já ficou claro que possivelmente não vai haver uma tendência, mas sim um exame de caso a caso, detalhes recônditos das circunstâncias em que foram proferidas sentenças judiciais.”Ele teme que “esse assunto não vai se tornar muito claro para o cidadão”. “Alguns políticos vão escapar, outros não”, acredita. “Não é chocante quando você se dá conta do caos que é a legislação, de como funciona a mente jurídica nesse País, um negócio de louco, um labirinto ininteligível.”Abramo anota que o Congresso “jogou a bronca” no colo do Supremo. “Eles (políticos) conhecem isso. Era de se esperar uma coisa dessas, que a coisa não seria assim pão pão, queijo queijo, está claro, é assim taxativamente.”Para o executivo de Transparência, o Pleno do STF vai examinar caso a caso. “Isso é ruim. Não vai ter um caso parâmetro, cada processo vai ter sua peculiaridade em termos de condenações, disso e daquilo. Ficha Limpa vai ficar amarrada, o espírito da lei não será aplicado a vários candidatos por causa de firulas legais. Alguns talvez serão impedidos de se candidatar, mas muitos vão escapar pela firula juridicante, aquela idiotice.”
Começou a via crucis do ex-governador Joaquim Roriz, candidato do PSC ao GDF nas eleições do próximo mês de outubro. É que hoje o presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do Distrito Federal, Antônio Carlos de Andrade, o Toninho, apresentou o pedido de impugnação da candidatura do ex-governador. O pedido será apreciado pela Mesa de Comissão Julgadora do tribunal.O pedido do PSOL tem como base a Lei da Ficha Limpa, que pune com a inelegibilidade por oito anos qualquer político que tenha renunciado a um mandato para escapar de um processo de cassação. De acordo com o partido, o pedido tem como base o artigo 2º da Lei da Ficha Limpa que na letra K - qualquer membro do Congresso Nacional que renunciar ao mandato não poderá ser candidato.Segundo o Correio Braziliense, Toninho lembrou que o PSOL foi o partido que provocou a renúncia de Roriz ao cargo de senador em 2007. "O PSOL é o partido da ética, não tem corrupção e nem mensaleiros, pretendemos ganhar com a Ficha Limpa", declara. A renúnciaO então senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) renunciou no dia 4 de julho de 2007 ao mandato parlamentar para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Por meio de carta, lida pelo senador Mão Santa (PMDB-PI), Roriz fez críticas ao "desapreço" dos colegas, à atuação do corregedor-geral Romeu Tuma (DEM-SP) e ao "furor da imprensa". Com a renúncia, Roriz evitava o processo que, no limite, poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível até 2022 --quando terá 86 anos. Na época, Roriz disse que sua decisão foi tomada em respeito aos eleitores do Distrito Federal. "São por essas razões que sou obrigado a tomar [essa decisão], por respeito ao povo do Distrito Federal. Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história." Denúncias Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura. A partilha seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. As gravações foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB. O ex-governador negou as acusações e disse que pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Nenê --quantia descontada de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário. O dinheiro, segundo ele, teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo.
Até o final desde ano, os clientes do Banco de Brasília (BRB) poderão contar com quase 400 novos caixas de atendimento em todo o Distrito Federal. Até lá, a rede bancária vai implantar mais 21 unidades tradicionais do BRB Conveniência e 376 novas unidades simplificadas desse modelo. Segundo o gerente de superintendência do banco, Humberto Costa Ferreira, as unidades simplificadas do BRB Conveniência serão instaladas para facilitar o acesso da população aos serviços bancários. “Assim como no modelo tradicional, as novas unidades terão os mesmos serviços, como pagamento de contas, depósitos, saques, entre outros. Terão apenas limites operacionais reduzidos”, explica. Ainda segundo Humberto Costa, o novo modelo tem como objetivo reduzir custos, tanto para o banco como para a empresa contratada para instalação da unidade. “Esse novo modelo terá estrutura e operação mais simplificada. Por exemplo, cada instalação vai operar com apenas uma estação de caixa e não será necessária a construção de estrutura blindada para o guichê - o que encarece muito a instalação”, acrescentou o gerente. O gerente conta ainda que 33% das contas pagas em todo o Brasil são realizadas através de correspondentes bancários. “Estamos contribuindo principalmente com as classes de menor poder aquisitivo. Muitos desses usuários não possuem uma conta-corrente”, diz Costa. As unidades do BRB Conveniência estão disponíveis aos clientes de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, e aos sábados, das 9h às 13h.
Memélia Moreira (*) Algum de vocês viu, ou teve notícia da presença de David Cameron, o primeiro-ministro da Inglaterra, visitando o Brasil logo depois de eleito? Ou, de Nicolas Sarkozy presidente francês, pasaseando pelo Rio de Janeiro, Amazônia e Foz do Iguaçu durante a campanha? E Obama, em 2008, por acaso anunciou nos Estados Unidos estar com apoio deste ou daquele partido no Brasil? Claro que não. Eles se respeitam.Pois é! Há muito tempo, desde quando comecei a acompanhar política, seus atores, campanhas, eleições (é bem verdade que vi poucas eleições presidenciais. Afinal de contas passamos 29 anos sem esse direito), uma pergunta sempre me intrigou: por que imediatamente depois de eleitos, os presidentes do Brasil deixam o país para um tour pela Europa via Estados Unidos? Essa prática, que parece ter se tornado uma tradição da vida republicana brasileira nos últimos 60 anos atinge os eleitos de qualquer tendência. Juscelino, Jânio, Tancredo, Collor, Fernando Henrique, Lula, nenhum deles escapou dessas inexplicáveis viagens.Jânio e Juscelino, eu até entendo. Naquele tempo não havia vídeo-conferência, internet (alguém se lembra desse tempo?). Precisavam ser vistos “em carne-e-osso”. Foram eleitos no tempo que um telefonema, nacional ou internacional dependia de uma telefonista e a espera podia durar horas. Mas hoje, quando as comunicações são intantâneas e quando até uma discagem DDI pode sair pelo custo de uma ligação local, pelo sistema VOIP, essas viagens não apenas se tornaram desnecessárias, quase inúteis, e também, um tanto suspeitas.Desnecessária, suspeitas e, pior ainda. Elas são o exemplo mais acabado do nosso imenso talento para repetir a onipresente submissão de colonizado que, talvez até involuntariamente, carregamos como se fosse um estigma.E mesmo que o presidente Lula repita em todas as esquinas e mares do mundo que o Brasil não é mais portador da “síndrome de vira-lata”, suas palavras se perdem na rosa dos ventos. Porque ele mesmo, quando eleito em 2002, correu para a sede colonial e, de Washington, anunciou o nome de dois ministros. E os nomes anunciados não foram de ministérios de segunda linha. Claro que não. Ele anunciou nomes de duas áreas estratégicas nesse século que já começa a envelhecer. Foi em Washington que Lula, sentado ao lado de George W. Bush, então presidente dos EUA confirmou Marina Silva (para o Meio Ambiente) e Antonio Palocci (para a Economia), como se quisesse dizer “Gringos do todo o mundo, acalmai-vos”. Santa inocência! Maldita submissão!E como se não bastasse os presidentes logo que eleitos sairem para pedir a benção do mundo rico de olhos azuis, agora até os candidatos se iniciaram nessa prática. É o caso de Dilma Roussef Linhares, a ungida sucessora do presidente Lula.Alguém pode me dizer exatamente o que foi fazer a candidata do PT à presidência da República em sua alegre excursão à Europa no início de junho, além de assistir o jogo Brasil x Coréia do Norte num cabaret da banlieue parisiense? Por favor, peço respostas convincentes. Ok, recebeu apoio do Partido Socialista Francês, aahha!! E...o quê mais? Bom, esteve na sede do Parlamento Europeu. Ah, sim. A verdade é que nossa síndrome de vira-lata está cada dia mais acentuada a ponto de torcermos pela Alemanha contra a Argentina (não me venha falar de “rivalidades históricas”. É ridículo). Não conseguimos superar a submissão dos colonizados que, diz Albert Memmi, filósofo francês, nascido na Tunísia, “são condicionados de que sua inadequação os torna incapazes de assumir um papel na História. Assim, a coragem do colonizado é destruída, levando a deficiências de autoconfiança e orgulho”. Aí está a explicação. Quem sabe está na hora de romper esse estigma, livrar-se da síndrome de vira-lata e construir, de fato, uma nação soberana. Estamos quase atrasados.
(*) Memélia Moreira é jornalista
Diante das liminares concedidas a alguns candidatos pelo Supremo e pelo TSE, permitindo registros de candidatos condenados por órgão colegiado pergunta-se: a Lei da Ficha Limpa caminha para frente ou para trás?Para frente. Três sinais: primeiro, porque as liminares concedidas não atacam a constitucionalidade da lei. Esta sim seria grande preocupação. A lei conquista passo a passo sua constitucionalidade no Judiciário. Segundo, porque se resolve outra grande controvérsia: a lei se aplica sim nestas eleições. As liminares têm tido este ponto como pacífico. Ayres Britto e Ricardo Lewandowski negaram 13 pedidos nestes dois dias. Nada a temer até aqui.O que está ocorrendo, e é natural, é que nenhuma lei pode prever todas as hipóteses. Nem a aplicação da lei é algo instantâneo. Em geral, é um processo fragmentado e gradual. Os candidatos têm o direito de ir à Justiça.O terceiro e último sinal é que as dúvidas já chegaram ao STF. O Supremo pode tudo dirimir. Basta decidir a tempo. Como o STF tem o controle de sua pauta, pode fazê-lo. Se o assunto é urgente, e neste caso é, nada impede que ele logo decida. E sua decisão reoriente todos. Inclusive a dúvida sobre qual o tribunal é competente para suspender a elegibilidade.A necessidade de o STF decidir a tempo de modo a não prejudicar o direito fundamental do candidato concorrer é a tese que se deduz do ministro Gilmar Mendes ao permitir o registro da candidatura do senador Heráclito Fortes -que entrou com seu pedido no STF em setembro de 2000, há quase dez anos.A Lei da Ficha Limpa a médio prazo pode mudar a política brasileira. E já produziu esse bônus: levantou a tese de até que ponto a lentidão dos tribunais pode legalmente afetar o direito do cidadão? Informações da Folha.
Brechas na legislação eleitoral devem permitir que políticos "fichas-sujas" disputem a eleição deste ano e sejam votados normalmente, avaliam procuradores eleitorais e entidades que apoiam a Lei da Ficha Limpa.Para especialistas, a tendência é que as punições aos "fichas-sujas" só ocorram após a votação ou mesmo depois da posse dos eleitos. Segundo o calendário eleitoral, o Ministério Público e os partidos políticos já podem pedir a impugnação dos registros de políticos "fichas-sujas" à Justiça Eleitoral.Após o início dos processos, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terá até 19 de agosto para decidir sobre as impugnações, segundo a lei. Porém mesmo os "fichas-sujas" impugnados pela Justiça Eleitoral poderão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para conseguir liminares que os autorizem a participar do pleito. O procurador-regional eleitoral de São Paulo, Pedro Barbosa, afirma que essa possibilidade ficou assegurada com a entrada em vigor do artigo 16-A da lei 9.504, criado pela minirreforma eleitoral do ano passado.A regra prevê que "o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição".Barbosa diz que a permissão "vai exigir do Judiciário e do Ministério Público muita rapidez no tratamento da matéria" e "vai promover uma guerra jurídica sobre a questão". Segundo a assessoria do TSE, o artigo 16-A tornou regra uma interpretação recorrente em julgamentos do tribunal.Integrantes do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), um dos promotores da "Campanha Ficha Limpa", também admitem que dificilmente os "fichas-sujas" deixarão de participar das eleições.Segundo um dos membros do comitê do MCCE, o juiz eleitoral Márlon Reis, o artigo 16-A até pode ter sua validade questionada nos tribunais, mas a legislação relativa aos recursos judiciais no país permite aos "fichas-sujas" buscarem liminares e serem votados em outubro.Reis diz esperar que decisões finais do STF sobre o tema ocorram pelo menos antes da posse dos eleitos, uma vez que a Lei da Ficha Limpa estabelece prioridade no julgamento dessas causas. Para o juiz, candidatos "fichas-sujas" amparados por liminares carregarão "um peso extra" nas campanhas e essa condição poderá causar prejuízos eleitorais a eles. Informações da Folha.
Isabel Paz, do Jornal de Brasília Oex-governador Joaquim Roriz (PSC) começou a campanha para a disputa do Palácio do Buriti em marcha lenta. A baixa velocidade seria por causa das investigações relacionadas à Operação Caixa de Pandora, cujas denúncias feitas pelo ex-assessor de Relações Institucionais Durval Barbosa podem atingi-lo. Roriz se preocupa ainda com a interpretação de que a Lei da Ficha Limpa é uma ameaça à sua candidatura.Diferentemente de seu principal adversário político, o petista Agnelo Queiroz, nesta primeira semana de campanha Roriz não sairá às ruas. Com uma agenda externa enxuta – somente compromissos partidários –, o ex-governador ainda não teve contato com eleitorado, apesar de ser apontado nas pesquisas de opinião como o primeiro colocado nas urnas."Esse é o chamado efeito Arruda", avaliou Paulo Kramer, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), sobre o recolhimento de Roriz ante o eleitorado.Segundo o professor, antigos aliados de Arruda estão "pisando em ovos", com receio de que as investigações tragam novos fatos e, com isso, o consequente enfraquecimento de candidaturas já colocadas."Essa primeira semana foi de análise para também contornar a condição de ter menor tempo de TV que a chapa formada por Agnelo Queiroz", explicou Kramer. As propagandas eleitorais começam em 17 de agosto. A chapa composta por Roriz tem três minutos a menos que a do petista.VITÓRIAMas, na leitura do professor, Roriz teve uma recente e expressiva vitória. Para ele, a derrota no Supremo Tribunal Federal do pedido de intervenção foi mais um obstáculo que Roriz superou. "Se tivesse intervenção, quem seria o maior beneficiário é o PT, seu principal adversário". Kramer crê que "quando Roriz entrar de verdade na campanha, vai criar muito incômodo".
O candidato ao governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) tem evitado tecer comentários ou disparar acusações contra o principal adversário político nestas eleições, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). As retificações na declaração de bens de Roriz ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até mesmo o fato de Roriz não estar em ritmo de campanha, não são sequer tratados pelo petista, que segue em caminhadas e apertos de mãos com a população, e encontros com empresários e lideranças.Até mesmo a impugnação da candidatura de Roriz foi deixada de lado pela chapa PT-PMDB, que tem se focado quase que exclusivamente no próprio trabalho. Não que não saibam do potencial político de Roriz, que desponta em todas as pesquisas de intenção de voto no DF em primeiro lugar. Mas é que a estratégia adotada é a de não vitimizar o adversário, que poderia sair ainda mais fortalecido com a argumentação de que estaria sendo “perseguido” pelos opositores.Em uma entrevista a uma emissora de rádio, durante a agenda política, ele evitou falar diretamente de Roriz, quando perguntado sobre a candidatura do ex-governador mesmo diante das acusações que lhe recaem na Justiça. “O nível dos candidatos para a Presidência da República, com a Dilma, até mesmo Serra e a Marina, demonstra que o Brasil não comporta mais aquele tipo de direita de antigamente. Mesmo nos lugares mais atrasados já não há mais espaço para esse tipo de político e aqui em Brasília é uma questão de tempo”, afirmou.MOSTRANDO A CARAOntem, Agnelo cumpriu mais um dia extenso de agenda política. O foco foi Taguatinga. Na região, ouviu moradores, comerciantes e eleitores. O candidato acredita que o corpo a corpo é muito importante. “Cada um tem um estilo, mas considero esse tipo de campanha fundamental, até para conhecermos mais de perto os anseios da população”, disse, lembrando que é a primeira vez que concorre ao governo e que, por isso, nem todos o conhecem.O segundo dia de campanha contou com mais militantes petistas, bandeiras e dois pequenos carros de som que anunciavam não só a candidatura dele, como de outros membros da coligação – como a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), os candidatos ao Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT), e Geraldo Magela (PT) para a Câmara dos Deputados. Na agenda de ontem, Agnelo passou pela Feira dos Goianos e pela Comercial Norte. Já Chico Vigilante (PT), que concorre a uma vaga na Câmara Legislativa, acompanhou mais uma vez Agnelo na comitiva pelas ruas e demonstrou desenvoltura e boa receptividade entre a população.Outros candidatos a distritais também compuseram o grupo, como Maria Cristina (PT), que tentará mais uma vez o pleito, mesmo estando afastada por algum tempo das eleições. “É sempre uma experiência positiva”, avaliou. Informações do Jornal de Brasília.
O candidato da coligação Goiás Rumo ao Futuro, Iris Rezende (PMDB), é o governadoriável que declarou o maior patrimônio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na última segunda-feira. Iris declarou patrimônio total de R$ 14,63 milhões. Vanderlan Cardoso (PR) declarou R$ 6,82 milhões. Já o senador Marconi Perillo (PSDB) tem patrimônio de R$ 1,63 milhão. A soma dos bens declarados pelos candidatos ao governo ultrapassa R$ 23 milhões. Em relação à declaração de 2008, quando foi candidato à re-eleição pela prefeitura de Goiânia, quando Iris informou valor de R$ 6,01 milhões, houve variação de 143,4%. O peemedebista é dono de seis fazendas, 11.994 cabeças de bois e búfalos no valor de R$ 8,4 milhões, 365 cavalos, dois apartamentos, três imóveis – incluindo um no Rio de Janeiro –, 32 lotes no Setor Cidade Vera Cruz em Aparecida de Goiânia, além de duas caminhonetes e cinco carros. Apartamento de Iris no Setor Oeste é avaliado em R$ 520 mil.Das seis fazendas que é proprietário, a de maior valor está localizada em Britânia, avaliada em R$ 1,15 milhão. Iris também declarou um pulverizador agrícola de R$ 358 mil e a propriedade de uma empresa avaliada em cerca de R$ 315 mil. A casa de maior valor é de R$ 360,8 mil.Além de ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan é empresário do ramo alimentício. Com um patrimônio avaliado em R$ 6,82 milhões, os bens vão desde ações de empresas a imóveis. O maior valor foi atribuído a uma casa no condomínio Alphaville Flamboyant, no valor de R$ 2,38 milhões. O governadoriável tem 13 ações de empresas em que é sócio majoritário e minoritário. O saldo declarado em duas contas correntes é de R$ 34 mil e de R$ 27 mil. Em 2008, ao candidatar-se à reeleição para prefeito, Vanderlan declarou um patrimônio de R$ 6,78 milhões, o que mostra aumento de cerca de R$ 300 mil.Também houve variação no patrimônio de Marconi quando comparado a última declaração ao concorrer ao Senado em 2006. Apesar de apresentar o menor valor e discriminação de bens em relação a Iris e Vanderlan, o senador aumentou seu patrimônio em mais de R$ 800 mil. A declaração de 2010 traz patrimônio avaliado em R$ 1,63 milhão, enquanto que ao concorrer ao Senado, declarou R$ 747,8 mil.Dentre os bens estão dois carros importados, avaliados em R$ 75 mil e R$ 90 mil. Uma casa no Alphaville Flamboyant de R$ 417,81 mil e dois lotes no mesmo condomínio, avaliados em R$ 205,8 mil. O tucano também declarou uma linha telefônica no valor de R$ 134,70 mil. O bem mais valioso é um apartamento no Jardim Goiás avaliado em R$ 336,58, além da edificação da sede de uma fazenda em Pirenópolis, avaliada em R$ 219,90 mil. Em Palmeiras de Goiás, cidade onde Marconi nasceu, foram declarados dois lotes de R$ 30,80 mil.O patrimônio de Marconi, Iris e Vanderlan é maior que os bens declarados por José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). A soma dos bens declarados pelos candidatos ao governo ultrapassa R$ 23 milhões. Serra declarou possuir patrimônio no valor de R$ 1,42 milhão. Dilma tem R$ 1,06 milhão e Marina, R$ 149 mil. Informações do Diário da Manhã.
O goleiro Bruno, do Flamengo, que se entregou à polícia no fim da tarde de ontem, poderá ser condenado a uma pena de até 17 anos de prisão por crimes investigados em dois inquéritos.No que apura o desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos, ele foi indiciado como mandante de sequestro. Em outro inquérito, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, o atleta foi denunciado por lesão corporal e sequestro, crimes que também teriam sido cometidos contra a jovem, desaparecida há cerca de um mês. A pena total, no entanto, pode chegar a 56 anos diante das suspeitas que ainda pesam contra o jogador: homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Amigo e funcionário de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também se entregou ontem. Os dois se apresentaram na Polinter do Andaraí.Bruno e Macarrão chegaram à unidade por volta das 17h, acompanhados do advogado Michel Asseff Filho. A chegada dos dois atraiu dezenas de curiosos, que gritaram “assassino” para o jogador. Eles passaram mais de uma hora na Polinter e foram levados de carro para Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, onde se recusaram a prestar depoimento, afirmando que só vão falar em juízo. Os dois seriam transferidos mais tarde para Belo Horizonte — onde estão concentradas as investigações sobre o sumiço de Eliza —, mas antes passariam pelo Instituto Médico-Legal (IML), para fazer exame de corpo de delito.O delegado titular da Divisão de Homicídios no Rio, Felipe Ettore, disse ontem que Macarrão e um menor de 17 anos, que, anteontem, admitiu ter agredido Eliza dentro de um carro a caminho de Minas Gerais, foram indiciados como executores do sequestro e por lesão corporal.— Há sérios indícios de que Bruno mandou sequestrar, e Macarrão e o menor executaram o crime. A vítima foi tirada do Rio e teve sua liberdade cerceada. Isso é crime de sequestro — disse Ettore.Bruno: ‘resolvam o problema’O depoimento do primo de Bruno, de 17 anos, que está ajudando a polícia a encontrar o corpo de Eliza, incrimina ainda mais o goleiro. O menor contou que o jogador, ao ver Eliza em seu sítio, disse a Macarrão e Sérgio Rosa Sales, outro amigo, que eles deveriam “resolver o problema”, pois não queria mais confusão para o seu lado. O goleiro teria dito ainda que “já tinha acontecido uma merda da primeira vez e que não queria que o problema se repetisse”, referindose ao sequestro de sua ex-amante em outubro do ano passado.Ettore contou que todo o depoimento foi repassado a policiais da Divisão de Homicídios de Minas Gerais, que apuram o caso. Na delegacia, o adolescente disse que Bruno chegou ao seu sítio, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, depois dele, e ficou apenas duas horas no local.De acordo com Ettore, o goleiro fugiu assim que o menor de 17 anos foi detido em sua casa, no condomínio Nova Barra Residence, no Recreio dos Bandeirantes, na tarde de terça-feira.Durante boa parte do dia de ontem, Bruno e o amigo Macarrão foram considerados foragidos. Desde o início da manhã, policiais das divisões de Homicídios do Rio e de Minas Gerais fizeram buscas em mais de 15 endereços, para tentar prender os dois. Ao todo, foram mais de dez telefonemas anônimos recebidos pelo DisqueDenúncia, com informações sobre o paradeiro do atleta do Flamengo.Foram feitas buscas no Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca, em São Gonçalo, no Alto da Boa Vista e em outros bairros.A polícia também procurou o goleiro no apartamento de uma outra amante dele, em Jacarepaguá.Ainda na tarde de ontem, os policiais de Minas Gerais e do Rio cumpriram mandados de busca e apreensão no apartamento da mulher de Bruno, Dayanne, no Recreio.Durante todo o dia, o movimento de jornalistas do Rio, de outros estados e até do exterior foi grande na porta da Divisão de Homicídios. A movimentação de policiais e jornalistas chegou a provocar congestionamento na rua onde fica a unidade, no Jardim Oceânico, na Barra.A prisão de Bruno poderia ter acontecido com um dia de antecedência.O goleiro não foi levado à delegacia para depor anteontem porque o adolescente detido em sua residência negou que estivesse sendo mantido em cárcere privado, ao contrário do que denunciara um amigo da família do jovem em entrevista à Rádio Tupi.As críticas feitas pelo chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Edson Moreira, à divulgação, pelo Ministério Público do Rio, do pedido de prisão do goleiro Bruno gerou mal-estar na cúpula do MP fluminense. A assessoria de imprensa do órgão negou que tenham sido publicadas no site do Ministério Público informações sobre o pedido de prisão temporária do jogador do Flamengo.Durante uma entrevista coletiva realizada em Belo Horizonte, o delegado Edson Moreira chegou a atribuir a fuga de Bruno e de seu amigo Macarrão à divulgação do pedido de prisão: — Você, que é jornalista do Rio, pode dizer se é normal o promotor anunciar um pedido de prisão? Tenho 30 anos de polícia e nunca vi um caso semelhante. Estava tudo acertado para uma operação conjunta com a Divisão de Homicídios e a Polinter do Rio, mas agora o Bruno está foragido — disse o delegado, horas antes de o goleiro e Macarrão se entregarem na Polinter do Andaraí.Responsável pelo envio do pedido de prisão de Bruno ao plantão do Tribunal de Justiça do Rio, o coordenador da 1aCentral de Inquéritos do MP, promotor Homero das Neves Filho, não foi localizado para comentar as críticas feitas pelo delegado mineiro. Informações de O Globo.
A coluna Panorama político (O Globo) informa que programa Bolsa Família virou uma quase unanimidade. Turbinado no governo Lula, ele atende 12,6 milhões de famílias. Agora, o candidato José Serra anunciou que, se eleito, mais 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O discurso da ‘porta de saída’ ficou sem porta-voz. O atual governo gastará ao fim de oito anos R$ 66,4 bilhões com o programa.A ampliação, proposta por Serra, implicará num gasto anual adicional em torno de R$ 15 bilhões, sem contar reajustes.No impulso que os programas sociais são ampliados a cada eleição, o país vai acabar adotando o programa da Renda Mínima, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
O caso do goleiro Bruno, do Flamengo, suspeito de envolvimento no desaparecimento de sua ex-amante, Eliza Samudio, ganha destaque em veículos da imprensa internacional.Nesta quinta-feira, as redes britânica BBC e americana CNN já repercutem o último episódio do caso, quando Bruno se entregou à polícicia carioca após o Ministério Público emitir pedido de prisão preventiva. Ambos os sites fazem referência ao fato de que Bruno é goleiro do mais popular time brasileiro.O jornal italiano Corriere della Sierra também reporta sobre o caso, falando de Bruno como "um ídolo da torcida do Flamengo, o clube mais popular do Brasil". Ontem, o portal de notícias alemão Focus já trazia a informação de que Bruno era procurado pela polícia por suspeita de participação no caso, denominado "uma história de sexo e crime".Bruno e seu amigo Macarrão se entregaram na noite de quarta à polícia. Eles passaram a madrugada na Delegacia de Homicídios carioca e devem partir para Minas Gerais na manhã desta quinta-feira, onde devem prestar depoimento. Informações do Terra.
O técnico Émerson Leão sempre foi uma pessoa que não foge de polêmica. Em entrevista nesta quarta-feira, o treinador elogiou bastante a estrutura de trabalho oferecida no Goiás, mas aproveitou para cutucar a CBF, especificamente o presidente Ricardo Teixeira, desafeto do treinador desde a época em que o mesmo deixou o comando da Seleção Brasileira. Indagado sobre a demissão de Dunga, o atual comandante do clube goiano ironizou."Eu pensei que ele ia fazer parte da lista de dispensa também. Já se somou os anos que esse senhor vai ficar até 2014? De quando ele entrou até 2014 significa 21 anos de poder. Demite todo mundo, mas esquece de olhar no espelho. Nós temos preocupação com a vergonha que ocorre dentro da CBF, acho que o governo deveria tomar partido", disparou o treinador.Sobre o Goiás, o discurso do treinador foi mais ameno. Leão definiu a estrutura física do clube como boa, mas que ainda pode ser melhor. Para o treinador, o que precisa ser feito são melhorias nos centros de treinamentos, como novos campos e até mesmo um "novo" local de concentração."Precisa concluir o segundo campo no CT e transportar essa mini-concentração daqui para o CT, com lavanderia, refeitório, tudo que precisamos separado. Aí sim terá uma estrutura maravilhosa, porque tudo que já tem lá é ótimo", afirmou o comandante. Informações do Terra.
Madeleine Peyroux no show do cd "Half the perfect world"
Distritais que tiveram os nomes envolvidos nas investigações da Operação Caixa de Pandora não se sentiram intimidados com a repercussão negativa do maior escândalo político do Distrito Federal. Dos 10 deputados citados no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), seis demonstraram disposição em enfrentar as urnas mesmo diante do desgaste da imagem pública e fizeram o registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Desses seis, quatro farão campanha enquanto tramita contra eles na Comissão de Ética da Câmara Legislativa processo por quebra de decoro parlamentar.Aylton Gomes (PR), Rôney Nemer (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e Benedito Domingos (PP) — além dos suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP) — são investigados pelo Ministério Público e pelos próprios colegas de legislatura por suposto envolvimento em esquema de corrupção no qual integrantes do governo Arruda pagariam propina em troca do apoio político de parlamentares da base na Câmara. Sem condenação, o que caracterizaria um impedimento legal, esses deputados se sentem aptos para tentar a permanência no poder. Contra os dois suplentes não foi aberto processo por quebra de decoro.A candidatura dos peemedebistas incluídos na Caixa de Pandora chegou a ser um dos pontos de divergência entre dirigentes do PT e do PMDB, quando os dois partidos negociavam uma coligação. Uma ala do PT defendia a exclusão dos políticos investigados. Mas os distritais pressionaram e conseguiram reverter a exigência. Eurides Brito ficará de fora, pois teve o mandato cassado ao ser considerada culpada por embolsar dinheiro pago por Durval Barbosa. Ela foi a única dos demais citados a ser punida pela quebra de decoro parlamentar.TraumaDois meses de prisão não espantaram Geraldo Naves (DEM) da política. Ao contrário, o distrital espera se redimir do trauma com um novo mandato. De preferência, na condição de titular. Ele é segundo suplente na Câmara Legislativa, mas assumiu a cadeira de parlamentar com o strike provocado pelas denúncias de corrupção, que limaram da Casa Leonardo Prudente (sem partido) e Júnior Brunelli (PSC). Os dois renunciaram no auge da crise para escapar da cassação e não vão concorrer em outubro (leia quadro).Naves não é investigado na Operação Caixa de Pandora. Ele, porém, se tornou um dos protagonistas do escândalo político porque foi acusado de participar de uma tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, considerado testemunha-chave nas investigações sobre o esquema de corrupção do DF. Para evitar que o distrital atrapalhasse as apurações, Naves foi preso na Papuda, onde permaneceu por dois meses. Enquanto esteve detido, foi expulso do DEM, mas conseguiu na Justiça garantir a legenda e o direito de se candidatar. “Não há saia justa em ser candidato. Se me recolho, estou assinando confissão, uma culpa que não tive. Não tenho que provar que sou inocente. O ônus da prova é de quem me acusa”, considera o candidato.A Caixa de Pandora não é o único complicador de deputados interessados em manter o status de parlamentar. Cristiano Araújo (PTB) pode ser um dos políticos a cair na malha fina da Lei da Ficha Limpa. Foi condenado em 2008 e cumpriu pena de inelegibilidade de três anos. Como as novas regras estabelecem prazo de oito para as punições eleitorais, o petebista terá de lutar até a última instância da Justiça para prosseguir com a candidatura. iInformações do Correio Braziliense