As centenas de placas e milhares de bandeiras espalhadas ao redor da Igreja da Candelária, no Centro do Rio, eram a mostra de que foi pequena a mobilização para a primeira caminhada e comício da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, na capital fluminense. Cerca de 6 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, encararam a chuva fina que caia sobre a cidade nesta sexta-feira, 16, para prestigiar o evento.Dilma chegou 45 minutos depois do horário previsto e percorreu apenas metade do trajeto esperado, entre a Candelária e a Cinelândia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), chegaram há pouco ao evento que marcaria a primeira participação oficial do presidente na campanha da petista.A caminhada provocou o fechamento da principal avenida do Centro do Rio, a Avenida Rio Branco, e todas as ruas adjacentes. O trânsito ficou um caos e muita gente não pôde pegar o ônibus para voltar para casa. A maior parte dos militantes vinha de bairros e comunidades populares das zonas norte e oeste do Rio. Vieram em ônibus alugados por políticos que integram a coligação que apoia Dilma e Cabral, candidato à reeleição. Os veículos ficaram espalhados por várias ruas do Centro.Dilma acabou furando todos os esquemas preparados pela organização do evento. A expectativa era que ela atravessasse a Rio Branco numa picape que ficaria na frente de uma carro que levava fotógrafos. Como chegou atrasada, ela subiu na caçamba de um veículo utilitário, na companhia de seu vice, Michel Temer (PMDB), de Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB), candidatos da chapa de Cabral ao Senado, Marcelo Crivella (PRB), que também concorre ao Senado sem coligação formal, do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e do vice-governador do Estado, Luiz Fernando Pezão.Chuva forteA chuva passou a cair mais forte, o que esvaziou ainda mais a Cinelândia. Militantes que carregavam bandeiras dos partidos aliados de Dilma e do governador do Rio eram quem resistiam no local. Alguns confirmaram que estavam ali porque recebiam dinheiro para isso. Segundo militantes que carregavam faixas pró-PMDB, o pagamento chegava a R$ 600 por mês.Deputado federal do PP e capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro também compareceu. Foi, no entanto, para protestar contra Dilma - apesar de seu partido já ter confirmado o apoio informal à candidatura da petista. O parlamentar pendurou três faixas em postes da Cinelândia. "Dilma, ficha suja de sangue", "Dilma, cadê os 2,5 milhões de dólares roubados do cofre do Adhemar", em referência à ação de grupos guerrilheiros dos anos 70, que roubaram o valor do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, e "Lula, vá para o Mobral. Dilma, para o Bangu Um"."Estou mostrando um pouco do passado do qual ela diz que tem orgulho", justificou Bolsonaro, que militava na linha dura do Exército no período da redemocratização do País. Informações do Estadão.
O Jornal da Comunidade publica na edição do final de semana uma pesquisa do Instituto Dados em que o candidato do PSC ao GDF, o ex-governador Joaquim Roriz, tem 36,3% e o do PT, o ex-ministro Agnelo Queiroz, está em segundo lugar com 27,5% da preferência do eleitorado do Distrito Federal. Para o Senado, Cristovam Buarque está com 37,6%. A pesquisa é composta por 3.000 entrevistas feitas entre os dias 10 e 15 de julho. A margem de erro é de 1,8% para mais ou para menos. De acordo com a legislação, a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 20.587/2010. Vamos divulgar parte do resultado para governador e senador.Confira parte dos resultados: GOVERNADOR - ESPONTÂNEARoriz (PSC) 18,3%Agnelo (PT) 14,5%GOVERNADOR - ESTIMULADARoriz (PSC) – 36,3%Agnelo (PT) – 27,5%GOVERNADOR - REJEIÇÃORoriz (PSC) – 25,4%Agnelo (PT) 13,6%SENADO - ESPONTÂNEACristovam Buarque (PDT) – 10,3%Rodrigo Rollemberg (PSB) – 3,2%Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 2,8%Alberto Fraga (DEM) – 1,6%SENADO - ESTIMULADACristovam Buarque (PDT) – 37,6%Rodrigo Rollemberg (PSB) – 20,3%Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 17,7%Alberto Fraga (DEM) - 6,7%
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, classificou como "catastróficas" as avaliações que qualificam o déficit das contas do setor como "rombo". Ele afirmou que "não há rombo nenhum, apenas o ministério faz atualização dos dados a cada comportamento de pagamentos, o que influencia a projeção de gastos". Dessa forma, ele justificou o aumento dos gastos previdenciários como decorrente do reajuste de 7,72% para aposentados e pensionistas aprovado pelo Congresso Nacional.Mesmo negando o “rombo”, Gabas estima que, no quadro atual, haverá "necessidade de financiamento" da Previdência Social este ano de R$ 47 bilhões, para equilibrar a relação entre receita e despesa. A projeção original apontava para um déficit de R$ 50 bilhões, conforme mencionou, depois reduzida para R$ 45 bilhões. A previsão, agora, se eleva para R$ 47 bilhões no fechamento deste ano, contra um déficit de R$ 43 bilhões registrado em 2009.O ministro disse que a Previdência "tem evoluído muito, com o controle de gestão, que levou à redução de fraudes e pagamentos indevidos e à melhora no atendimento ao segurado. Na medida em que a economia cresce arrecada-se mais e o resultado será mais favorável". Carlos Eduardo Gabas participou da abertura do seminário "Fundamentos para Registro de Benefícios Previdenciais a Empregados", promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).Na ocasião, o ministro destacou que, "na verdade, não há déficit nenhum na Previdência Social. Apenas o sistema cumpre a Constituição Federal, promulgada em 1988, e subsidia as aposentadorias rurais, que partem de um salário mínimo por mês para a mulher trabalhadora que complete 60 anos de idade e para o agricultor que complete 65 anos de idade". Por esta razão, o ministério passou a mostrar as contas de pagamentos de aposentadorias e pensões de forma separada para aposentados urbanos e rurais.Na avaliação dele, "esse é um benefício social justo, pois 70% dos alimentos produzidos no país vêm do trabalho desses agricultores, que só estavam vindo para a periferia das cidades porque não tinham outra saída para sua vida. Com o apoio que vêm recebendo do governo, eles agora preferem ficar onde gostam mesmo de ficar, que é na zona rural", completou o ministro. Agência Brasil
Uma única, violenta e avassaladora tempestade que varreu toda a floresta amazônica em 2005 pode ter destruído meio bilhão de árvores, diz um estudo americano. As informações são da BBC Brasil. Embora tempestades sejam uma causa conhecida de mortes de árvores na Amazônia, o novo estudo - feito por especialistas da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Unesp - é o primeiro a oferecer uma contagem mais precisa.Segundo seus autores, o trabalho revela perdas muito maiores do que se pensava, sugerindo que tempestades cumprem um papel bem mais importante do que se supunha na dinâmica da floresta amazônica.FatoresOs cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera. O estudo será publicado na revista científica Geophysical Research Letters.Uma pesquisa anterior tinha atribuído um aumento na mortalidade de árvores em 2005 na região a uma seca prolongada que afetou partes da floresta naquele ano. Mas o estudo recente identificou uma área não atingida pela seca onde houve grande perda de árvores (a região de Manaus).Segundo os cientistas, entre 16 e 18 de janeiro de 2005, uma única linha de instabilidade com 1000 km de comprimento e 200 km de largura cruzou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste, levando tempestades violentas, com raios e chuvas pesadas, provocando várias mortes nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém.Ventos verticais fortes, com velocidades de 145 km/hora, arrancaram ou partiram árvores ao meio. Em muitos casos, ao cair, as árvores atingidas derrubaram outras a seu redor.CálculosPara calcular o número de árvores mortas, os pesquisadores usaram uma combinação de imagens de satélite, contagens feitas por especialistas em áreas pré-selecionadas da floresta e modelos matemáticos.O uso associado de imagens de satélite e observações feitas no campo permitiu que os pesquisadores incluíssem quedas de grupos menores de árvores (menos de dez unidades) que não podem ser detectadas pelo satélite.Os cálculos iniciais, relativos a áreas afetadas pela tempestade na região de Manaus, foram depois usados como base para se chegar ao número total de mortes em toda a floresta.Os cientistas concluíram que entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta. Nas regiões mais atingidas, cerca de 80% das árvores foram atingidas.
Segundo deputado distrital mais votado nas eleições de 2006, Cristiano Araújo (PTB) tenta repetir a proeza buscando reeleger-se para a Câmara Legislativa. Desta vez, o parlamentar inicia a campanha com a candidatura impugnada, aguardando julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com base na chamada "Lei da Ficha Limpa". Nesta rápida entrevista, ele fala de suas expectativas sobre o processo eleitoral deste ano. Deputado, por que o senhor foi impugnado?Primeiro devemos lembrar que impugnar significa "questionar" e não "cassar". Então, tive minha candidatura apenas questionada em razão de ter sofrido uma condenação no TRE na qual fiquei inelegível por três anos. Recorri ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ainda não houve julgamento final. Mesmo assim, cumpri integralmente a pena que foi estabelecida entre 1 de outubro de 2006 e 1º de outubro de 2009. Então, acredito que não nosso ser punido duas vezes por um mesmo fato.Então, o senhor está fora do páreo?De maneira alguma. Minha campanha está nas ruas onde tenho recebido muito apoio da população que tem reconhecido meu trabalho nos últimos anos na Câmara. O povo está percebendo a diferença entre o meu caso e o de outros candidatos que tiveram as candidaturas impugnadas, embora nem sempre tenham acesso a essa informação pela imprensa. Tenho conversado e explicado para as pessoas, uma a uma, o que existe na Justiça Eleitoral em relação a mim.E se sua candidatura for cassada?Eu não trabalho com essa hipótese. Já cumpri a pena que me foi estabelecida, mesmo sem que o julgamento tenha transitado em julgado . Confio na Justiça e na população que tem me apoiado em todos os lugares onde eu tenho visitado.
A Estrutural recebe, nesta segunda-feira (19), uma força-tarefa para deixar a cidade de cara nova. Durante duas semanas, servidores de vários órgãos do GDF, liderados pela Coordenadoria das Cidades, irão trabalhar na limpeza geral em todos os bairros. Está previsto no cronograma de trabalho a retirada de entulho, limpeza, roçagem, capina, desentupimento de bocas-de-lobo, pintura de lombadas e faixas de pedestre, corte de árvores, retirada de galhos e patrolamento. A ação inclui não só na área de limpeza, mas todo o reparo necessário na cidade, como troca de lâmpadas, por exemplo. Mais de 200 homens da CEB, Novacap, Detran, Caesb, SLU e Administração Regional foram destacados para prestar o serviço à comunidade. Para realização do trabalho foram disponibilizados a eles 30 caminhões, três pás mecânicas e cinco retro-escavadeiras. Além dos reparos, os funcionários vão orientar a população local quanto ao depósito e destinação de lixo e cuidados com redes elétricas e de água. A ideia é estimular a adoção de uma postura mais consciente. Para focar os serviços, a administração da Estrutural realizou ao longo desta semana um levantamento dos locais com necessidades de reparos. Duas equipes de servidores foram às ruas para averiguar locais com mato alto, lixo e entulho na rua e árvores que precisam de poda. Também identificaram lâmpadas públicas queimadas, bueiros e esgoto entupidos e carros velhos abandonados. Segundo o administrador regional da Estrutural, Maurizon Alves, o mutirão torna mais eficiente o atendimento às demandas da cidade. Em sua análise, uma cidade limpa e bem-conservada ajuda, inclusive, na melhoria da auto-estima da qualidade de vida dos moradores. “Todos esses serviços são importantes, principalmente, para a manutenção das condições sanitárias da cidade uma vez que ajudam a prevenir doenças como a dengue e a leptospirose, por exemplo”, lembra. Outras ações que não podem ser resolvidas de imediato também estão estudadas. Um exemplo é o endereçamento que já permitir a implantação do serviço postal. As placas já estão sendo confeccionadas e em um prazo de 60 dias já devem começar a serem colocadas. Também está em fase final as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário com redes coletoras com 7.400 ligações e ainda duas estações elevatória de esgotos. A abertura oficial da força-tarefa acontecerá, às 8h, na praça localizada na área central da cidade, ao lado da Administração Regional. As máquinas e os homens que vão trabalhar na operação se concentrarão no local.
A coluna Tribuna Livre (Tribuna do Brasil) informa que alguns candidatos a deputado distrital têm feito demagogia com a verba indenizatória que recebiam da Câmara Legislativa. Alardeiam que durante a campanha irão abrir mão de receber a ajuda de custo. Mas nenhum deles disse ainda que fosse entregar os cargos que tem no GDF. E olha que todos têm.
Fausto Macedo, de O Estado de S. PauloCaos, insegurança e frustração ameaçam Ficha Limpa nos tribunais, alertam juristas e advogados com larga atuação no direito eleitoral. Nem bem ganhou vida no intrincado arcabouço jurídico, a Lei Complementar 135/2010 já sofre um bombardeio.Sua eficácia é alvo de ceticismo e questionamentos. Há muitas incertezas sobre candidatos com antecedentes, se podem ou não concorrer ao pleito de outubro. Também se o eleitor corre risco de votar em alguém que, depois, terá a diplomação embargada."O tumulto habitual nas demandas judiciais pode se multiplicar com a Ficha Limpa", adverte Tito Costa, especialista em direito eleitoral.Ficha Limpa abriu caminho para procuradores impugnarem condenados por colegiados, mas a ofensiva não escapa aos códigos e recursos cabíveis em todas as instâncias e cortes. As dúvidas afligem candidatos, seus advogados, partidos e eleitores.Tito Costa, advogado, há 42 anos no ramo - é de 1968 a primeira das nove edições de seu Recursos em matéria eleitoral - aponta para uma situação. "O candidato impugnado por uma corte regional pode recorrer ao TSE e aí aquela decisão fica suspensa. Isso causa insegurança. O político fica na ilusão. Mesmo impugnado ele poderá ter sucesso lá adiante na esfera comum da Justiça onde responde a uma ação."Conflito. O advogado destaca que a questão não está definida no Supremo Tribunal Federal, cujos ministros divergem - Gilmar Mendes e Dias Toffoli acolheram petições de condenados, Ayres Brito, não. "A concessão da liminar não significa necessariamente que será confirmada pelo colegiado, isso só faz aumentar o grau de incerteza para o candidato e para seu eleitor. Voto nele ou não voto?", indaga Tito."Essas questões fazem parte do cenário eleitoral, sempre haverá questionamentos jurídicos", diz o procurador regional eleitoral Pedro Barbosa Pereira Neto. "Faz parte de legislação nova que não teve tempo para devida regulamentação. Vamos ter dificuldades, nada que não possa ser superado. É importante para o País que a Ficha Limpa seja aplicada pelos TREs e pelo TSE, para depois o STF se manifestar.""Esse quadro traz grande insegurança diante da possibilidade de causar ao interessado mal irreparável", alerta Tales Castelo Branco, criminalista. "Não havendo trânsito em julgado, prevalece o direito daquele que ainda pode ter seu desejo satisfeito. Será extremamente injusto negar-se o direito a um político que ainda tem chance de ter seu recurso acolhido, de ver uma sentença modificada, o que o habilitaria a concorrer.""A matéria está colocada no STF quanto à vigência nestas eleições e aplicação da lei no tempo alcançando fatos pretéritos", afirma o ministro Marco Aurélio Mello, do STF. "A lei não pode ser súbita, surpreendido o cidadão. Rege para o futuro. A sociedade se submete à Constituição. Hoje se força a mão para chegar-se a esse objetivo. Amanhã qual será o objetivo eleito a justificar o atropelo à ordem jurídica? Precisamos observar princípios. Se alguém é eleito e não pode ser empossado haverá frustração. Não é bom porque deixa de prevalecer a vontade das urnas."
Sionei Ricardo Leão, do Jornal de BrasíliaCientistas políticos acreditam que, em outubro, o eleitor do Distrito Federal vai dar um golpe de misericórdia nos candidatos envolvidos em escândalos que, por enquanto, conseguiram escapar da degola jurídica dos tribunais. E não são poucos os que estão nesta condição. David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB), é um dos que acreditam na memória longa do eleitorado. Ele lembra o que ocorreu com políticos cariocas impugnados, em 2006, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Os concorrentes conseguiram, com recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, resgatar o direito de participar da campanha. Mas foram surpreendidos com o veto das urnas. Um dos candidatos que teve frustrado o desejo de conquistar o mandato foi o folclórico Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco da Gama. Para o TRE-RJ, ele não tinha condições de disputar a eleição por "falta de condições morais". O diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, menciona os denunciados de participar da Máfia das Ambulâncias, em 2006. Dos 80 congressistas citados, apenas quatro conseguiram reconquistar a vaga. Não se tem notícia de condenações desses parlamentares, mas em grande parte foi rejeitada pelos eleitores. Caixa de Pandora Se tais previsões estiverem corretas, os remanescentes do inquérito da Caixa de Pandora têm muito com o que se preocupar. Depois de renúncias, expulsões partidárias e cassações, restam alguns personagens numa espécie de "corda bamba" eleitoral. É o caso dos distritais Rôney Nemer (PMDB), Aylton Gomes (PR) e Benedito Domingos (PP), que respondem na Câmara Legislativa processos por quebra de decoro parlamentar. Todos foram citados no inquérito da Polícia Federal. O também distrital Benício Tavares (PMDB) está nesse universo. O Ministério Público Eleitoral pediu nesta semana a impugnação de sua candidatura. Completam o grupo os suplentes de distrital Pedro do Ovo (PRP) e Berinaldo Pontes (PP). A situação do ex-distrital Junior Brunelli (PSC) é mais difícil. A legenda negou-lhe vaga para ser candidato. Protagonista de imagens de grande impacto entre os vídeos divulgados pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ano passado, Brunelli renunciou ao mandato para não perder os direitos políticos. O ex-corregedor do GDF, Roberto Giffoni (DEM), e o ex-secretário de Educação do DF, José Luís Valente (PMDB), também são concorrentes com a marca Caixa de Pandora. Giffoni tenta convencer os eleitores que merece um mandato de deputado federal. Valente quer ser um dos novos parlamentares da Câmara Legislativa.
Vox Populi - 11 de março de 2010Roriz – 42%Agnelo – 16%Soma – 15 de marçoRoriz – 46%Agnelo – 15%Branco/nulo – 17%Indecisos – 6%Exata – 14 de abrilRoriz – 36%Agnelo – 27%Branco/nulo – 17%Indecisos – 9%Dados – 24 de abrilRoriz – 35%Agnelo – 27%Toninho do PSOL - 3%Branco/nulo – 17%Indecisos – 12%Soma – 4 de maioRoriz – 39%Agnelo – 21%Toninho do PSOL – 2%Branco/nulo – 19%Indecisos – 11%Vox Populi – 8 de maioRoriz – 42%Agnelo – 32%Soma – 18 de maioRoriz – 38%Agnelo – 25%Toninho do PSOL – 2%Branco/nulos – 17%Indecisos – 9%Opinião Pública (OP) – 21 de maioRoriz – 41%Agnelo – 28%Toninho do PSOL – 3%Branco/nulo – 15%Indecisos – 9%Exata – 24 de maioRoriz – 35%Agnelo – 26%Toninho do PSOL – 3%Branco/nulo – 13%Indecisos – 13%Dados – 3 de junhoRoriz – 34%Agnelo - 23%Toninho do PSOL – 2%Soma – 18 de junhoRoriz – 40%Agnelo – 20%Toninho do PSOL – 5%Branco/nulo – 15%Indecisos – 12%Soma – 6 de julho de 2010Roriz – 46%Agnelo – 26%Toninho do PSOL – 3%Eduardo Brandão - 1%Rodrigo Dantas – 1%Branco/nulo – 14%Indecisos – 9%As pesquisas continham um ou mais destes nomes: Reguffe, Alberto Fraga, Maurício Correa, Tadeu Filippelli, Rogério Rosso ou Cristovam Buarque.
Uma eleição, dois fortes candidatos a governador do Distrito Federal e duas campanhas bem diferentes. O petista Agnelo Queiroz não perdeu tempo. Desde que foi dada a largada na corrida pelos votos, no último dia 6, ele investiu no corpo a corpo com eleitores. Em nove dias, visitou 10 cidades. Já o principal adversário de Agnelo nas urnas, Joaquim Roriz (PSC), preferiu passar as duas primeiras semanas fechando os últimos detalhes para os próximos três meses — salvo o dia em que ele inaugurou o ponto de apoio na Vila Planalto. Roriz promete, no entanto, aumentar o ritmo a partir de amanhã, quando a Coligação Esperança Renovada lança oficialmente a campanha com uma carreata pelo DF. As informações são do Correio BrazilienseCom a programação organizada ao longo de todo o ano, Agnelo aproveitou o raiar do sol do primeiro dia de campanha para ir às ruas. O ponto de partida foi Ceilândia, um dos redutos eleitorais de Roriz. Por mais de 11 horas, o petista encontrou eleitores e visitou estabelecimentos comerciais. Nos dias seguintes, ele tirou fotos 3x4 na Praça do Relógio, em Taguatinga, andou abraçado com o palhaço Pirullito na feira do Gama, conversou com comerciantes e almoçou em restaurantes comunitários. “Entendemos que, durante a campanha eleitoral, o candidato tem que estar nas ruas diagnosticando e debatendo os problemas das cidades com a população”, explicou o coordenador de comunicação da campanha de Agnelo, Luís Costa Pinto. Daqui até outubro, Agnelo deverá visitar uma região administrativa por dia e, quão mais próximo estiver da votação, intensificará o ritmo.Agnelo concorre pela primeira vez ao GDF. Ele já ocupou o cargo de ministro do Esporte, em 2003. Três anos depois, disputou uma vaga no Senado contra Joaquim Roriz, mas acabou derrotado com 544.313 votos — 42% do total. “Como ele já concorreu ao Senado, temos um recall dos eleitores daquela época. Esta pode ser a primeira eleição dele ao governo, mas tem muita bagagem administrativa e política. Não vemos isso como um problema”, explicou Costa Pinto. Agnelo espera ansiosamente pelo início da propaganda eleitoral gratuita, em 17 de agosto: terá direito a 10 minutos na TV e no rádio. Roriz contará com pouco mais de dois minutos. “Pensamos em uma agenda inteligente e vamos investir nas propagandas de TV. Assim podemos atingir uma quantidade ainda maior de pessoas”, explicou o coordenador.Ponto de apoioO primeiro dia de campanha de Roriz foi mais tranquilo. Ele passou a manhã no estúdio Casa da Luz Vermelha, onde posou sozinho e acompanhado dos aliados majoritários para as fotos oficiais. No dia seguinte, prestigiou o Pastor Egmar, suplente da candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia, em um evento evangélico. Ali, aproveitou a oportunidade para discursar pela primeira vez. Na última terça-feira, ele teve o primeiro contato corpo a corpo com a população na inauguração do ponto de apoio político na Vila Planalto. A presença do candidato a governador causou tumulto entre os eleitores que tentavam garantir pelo menos uma foto do momento do discurso. “Já estamos fazendo campanha, mas ela só será oficializada sábado, às 14h”, explicou Roriz.A partir de amanhã, no entanto, o ritmo de campanha da coligação formada por PSC, DEM e PSDB será mais acelerado. Roriz começará o sábado com uma missa no Paranoá, um culto evangélico em Santa Maria. E, na parte da tarde, uma carreata do Balão do Torto a Samambaia, onde será realizado um comício. Na tarde de ontem, o candidato do PSC se reuniu com assessores políticos e presidentes dos partidos aliados em seu escritório no Setor de Indústria e Abastecimento para decidir os últimos detalhes. “Não estamos acomodados, mas também sabemos que quem tem que andar nas ruas o dia todo é ele (Agnelo), que está bem abaixo da gente nas pesquisas de voto. Não me preocupo com isso”, afirmou Roriz. Durante os próximos 15 dias, o ex-governador quer inaugurar 30 pontos de apoio nas regiões administrativas.O númeroR$ 21 milValor máximo da multa por propaganda eleitoral em local proibido ou contrária às especificações do TRE
Luísa Medeiros, do Correio BrazilienseOs dois principais grupos adversários da campanha eleitoral no Distrito Federal tiveram ontem o primeiro embate nas ruas. Ao fazer uma caminhada na avenida comercial do Riacho Fundo I, militantes da dobradinha PT-PMDB foram atiçados por apoiadores do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que gritaram, fizeram buzinaço e até jogaram bombas caseiras contra os inimigos políticos. Apesar do tumulto, as manifestações contrárias à aliança de Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB) na disputa ao Palácio do Buriti cessaram sem precisar de intervenção policial. Os manifestantes foram embora um pouco antes de terminar o corpo a corpo dos candidatos, no fim da tarde.Antes de começar a caminhada, que atrasou quase duas horas, o grupo opositor já estava no local. Eles ficaram distantes da aglomeração PT-PMDB, na altura da Quadra 14, segurando cartazes com fotos de Roriz e gritando o nome do ex-governador. Os manifestantes dispararam algumas vezes um tipo de bomba, chamada de cabeção, na rua e contra o carro de som que chamava atenção da população para a chegada de Agnelo e Filippelli. Os militantes da coligação Um novo caminho não revidaram as provocações, mas mostraram insatisfação ao esperar tanto tempo pelos candidatos majoritários.Na agenda oficial, a ação estava marcada para às 14h30, mas Agnelo só chegou ao local às 16h15. Uma das mulheres que seguravam bandeiras do PT agradeceu ao ver Filippelli saindo do carro, por volta das 16h. “Ainda bem que ele chegou porque o outro (Agnelo), sei lá onde está”, disse ao colega. Mas o vice só começou as andanças no comércio local quando o companheiro de chapa apareceu. Agnelo atrasou porque, depois de visitar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional DF (OAB-DF), Francisco Caputo, e sair da sede da entidade por volta das 13h, foi aparar o cabelo e a barba num salão no Setor Comercial Sul. O petista ainda almoçou com integrantes da coordenação da campanha.Ao chegar à avenida comercial, Agnelo acelerou o corpo a corpo. Cumprimentou os militantes e foi ao ponto de apoio da coligação, numa quadra perpendicular à avenida. Logo após, saiu acompanhado de Filippelli e do candidato à reeleição ao Senado, Cristovam Buarque (PDT), em direção às lojas. Quando o grupo caminhava na altura da Quadra 14, foi surpreendido pelas manifestações dos rorizistas. Alexander de Lima Lamounier, 25 anos, era um dos mais exaltados. Vestido com uma camisa com dizeres pró-Roriz, ele culpou a aliança PT-PMDB pela exoneração dele da Administração do Riacho Fundo I.
Se a vida política já estava complicada para o ex-deputado distrital Júnior Brunelli, devido à Operação Caixa de Pandora, agora ela terá de ser, pelo menos, adiada. A Comissão Executiva Nacional do PSC divulgou ontem nota para comunicar a expulsão de Brunelli da legenda. O motivo alegado pelo partido foi o pedido individual de registro de candidatura ao cargo de deputado federal.Segundo o diretório nacional, o pedido não tem validade jurídica, uma vez que Brunelli não foi escolhido em convenção regional. “Tal ato por si só representa falta gravíssima e deve ser punida com a expulsão do filiado”, diz a nota assinada pelo presidente nacional do PSC, Vitor Nósseis, e pelo secretário-geral, Antonio Oliboni.Brunelli ficou marcado pela oração da propina. Ele foi gravado recebendo dinheiro de Durval Barbosa, que denunciou um suposto esquema de corrupção no governo Arruda. Em outro vídeo, o ex-distrital ora pela vida de Durval com o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente, que foi filmado colocando dinheiro nas meias.Devido às denúncias, Brunelli respondia a processo ético no partido, motivo pelo qual não foi escolhido para disputar as eleições. Além disso, ele corria o risco de ter a candidatura impugnada de acordo com a Lei da Ficha Limpa, uma vez que renunciou ao mandato para fugir da cassação.Mais impugnaçõesSubiu para 77 o número de pessoas que deverão enfrentar a Justiça Eleitoral para manter as candidaturas no DF. Na última quarta-feira, o Ministério Público Eleitoral (MPE) do DF impugnou mais quatro postulantes a deputado distrital. A lista pode aumentar até domingo, quando será encerrada a análise das candidaturas individuais.Os quatro impugnados são do PTB, da Coligação Novo Caminho. Conforme adiantou o Correio na edição de ontem, um dos nomes é o da socialite Wilma Magalhães. Ela foi enquadrada na Lei Ficha Limpa por já ter sido condenada em duas ações penais. Os outros três são Osmaldo de Souza, Marcio Valério e Antônio Resende. Eles teriam perdido o prazo para desincompatibilização.Até ontem, 75 ações de impugnações foram ajuizadas pelo MPE-DF e seis por adversários políticos dos candidatos, em um total de 81 processos que têm como alvo 77 pessoas. Na lista estão quatro pretendentes ao cargo de governador.Os dois principais candidatos ao GDF dependem da decisão judicial para prosseguir na disputa. Joaquim Roriz (PSC) caiu na Lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao mandato de senador para fugir de processo por quebra de decoro parlamentar. Os aliados do ex-governador dizem que ele não pode ser enquadrado na lei que passou a vigorar depois do episódio.Agnelo Queiroz (PT) foi impugnado pelo PTdoB. O partido alega que o Ministério dos Esportes teve as contas rejeitadas quando Agnelo era responsável pela pasta. A defesa do ex-ministro(1) refuta a ação. Como trunfo, apresentou a manifestação do MPE-DF a favor do deferimento da candidatura. Mas o Ministério Público Eleitoral não recebeu a ação do PTdoB para se manifestar sobre o caso específico.1 - Danos moraisA coligação encabeçada pelo PT avisou que vai processar o PTdoB por danos morais e por exercício temerário do direito, sob o argumento de que não existe qualquer condenação contra Agnelo que o enquadraria nos impedimentos da Ficha Limpa. Informações do Correio Braziliense.
De O PopularOs principais candidatos ao governo de Goiás intensificaram ontem as atividades de campanha, levando eventos e militantes para as ruas, dando a primeira demonstração de como será o tom da campanha eleitoral. O senador Marconi Perillo (PSDB), o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) e o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PR) trocaram críticas administrativas e ataques. Em visita a feiras de Goiânia, Marconi soltou suas farpas contra o governo Alcides Rodrigues (PP) e Vanderlan, apoiado pelo pepista. Também em Goiânia, na inauguração do comitê central do PMDB, Iris e aliados de PT e PC do B voltaram os ataques sobretudo contra o tucano, mas não pouparam Alcides e Vanderlan. Marconi também foi o principal alvo as críticas do governador e do ex-prefeito de Senador Canedo em comício realizado à noite no município do candidato republicano. Alcides e Vanderlan, no entanto, também não desviaram as farpas do peemedebista, a quem compararam com os tucanos, ao retomar o mote da panelinha cunhada por Marconi.Os eventos de campanha foram uma tentativa de demonstração de força dos candidatos, que buscam matéria- prima para o horário eleitoral gratuito, que começa no dia 17 de agosto no rádio e na televisão - daqui pouco mais de um mês. Marconi testou sua popularidade ao percorrer feiras da capital. Iris e Vanderlan apostaram em seus principais redutos eleitorais.Tucano mira AlcidesEm caminhada ontem à tarde no centro de Goiânia, o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) disparou duras críticas contra o governo do ex-aliado Alcides Rodrigues (PP), destacando que a atual gestão é "vista e falada como a mais incompetente da história de Goiás". A crítica foi feita quando o tucano respondia sobre a polêmica do suposto déficit de R$ 100 milhões que Alcides diz ter herdado das gestões de Marconi.Na quarta-feira, o governo contestou relatório da Fipe, consultoria contratada pela Assembleia para analisar as contas do Estado, que apontava para a ausência de déficit no final do governo de Marconi (abril de 2006). A atual gestão diz que o trabalho técnico não levou em conta dados repassados pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).O candidato disse que o debate do déficit não deve ser tratado de forma politiqueira e que o governo deveria "no mínimo, respeitar o trabalho técnico das pessoas e parar de tentar encontrar culpados para sua própria incompetência". Marconi afirmou ainda que a posição do Estado sobre o déficit não passa de "falácia para atingir a honra e a biografia das pessoas".Assalto Marconi falou também do assalto que sua equipe de campanha sofreu na manhã do último domingo, perto da produtora contratada para sua campanha, no Setor dos Funcionários, em Goiânia. O tucano afirma que vai pedir reforço à polícia federal e diz não ter dúvida de que a ação violenta teve conotação política."Se a polícia fizer um esforço pequeno, chegará à conclusão de quem é o autor intelectual ou mandante desse crime. Não é tão difícil. Se a campanha do PMDB foi assaltada e a minha campanha (também foi), dá pra tirar conclusões", ponderou o candidato.
A Caixa Econômica Federal vai oficializar os famosos bolões nas lotéricas, organizados por grupos de apostadores. O banco também permitirá que jogos sejam feitos pela Internet. As duas modalidades vão estar disponíveis até o fim do ano. O anúncio foi feito ontem pelo vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco.“A Caixa não estimula o uso do bolão, mas para evitar a quebra dessa tradição, a instituição criou um produto em parceria com lotéricos. O modelo oficial dará segurança a apostadores e correspondentes. Isso porque cada pessoa que fizer parte do bolão terá comprovante”, explica Moreira Franco. As informações são do jornal O Dia.Se o grupo contar com 50 apostadores, por exemplo, este será o número de comprovantes emitidos pela lotérica.O vice-presidente da Caixa afirma que o canal lotérico é muito amplo, principalmente no que diz respeito ao processo de bancarização. “As lotéricas estão mais perto dos brasileiros do que as agências da Caixa, por isso vamos ampliar os serviços para concessão de financiamento habitacional, crédito consignado, cartões e seguros. Atualmente, algumas lotéricas já oferecem estes produtos”, diz.Do total da arrecadação das loterias prevista para este ano, de R$ 8,5 bilhões, a Caixa deve destinar 50% a programas sociais, que envolvem áreas como Esporte, Cultura, Educação, Saúde e Segurança, além de entidades como o Comitê Olímpico. Hoje, Moreira Franco assina a liberação de R$ 3,5 bilhões do FGTS para o Porto Maravilha.
A aliança de noivado não está mais no dedo anelar da mão direita. Magoada com o aparecimento de outra amante de Bruno e assustada com as acusações do crime bárbaro que o levaram para trás das grades, a dentista Ingrid Oliveira, 24 anos, diz que não vai visitá-lo na cadeia. Ela confirma que o ex-capitão rubro negro viajou para Minas Gerais depois de um jogo no Macaranã, no dia 5 de junho, mas acredita na inocência do amado. Para ela, Bruno seria incapaz de mandar matar Eliza Samudio, com quem se envolveu quando Ingrid se recuperava de uma cirurgia. Ela está abalada. Diz que se sente humilhada, que ora por Bruno, mas que também quer Justiça. “Não acredito nisso, mas se algo for provado contra o Bruno, ele vai viver a vida dele e eu, a minha. Todo mundo tem direito à vida. Nada justifica a morte de alguém”.
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De O Globo
O primeiro comício no Rio nestas eleições com a presença do presidente Lula e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deverá mobilizar militantes de todo o estado, especialmente da capital e da Baixada Fluminense. Dirigentes dos 16 partidos da coligação que apoia a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), anfitrião do evento, foram convocados a organizar caravanas.O comitê da candidatura de Cabral pediu que vereadores, prefeitos e candidatos a deputado federal e estadual colocassem suas estruturas de campanha à disposição para transportar os militantes.Pela programação, haverá uma concentração a partir de 15h30m, na Candelária. Depois, por volta de 17h, uma caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde Lula, Dilma, Cabral, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, além dos candidatos ao Senado Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB) farão discursos. Caso o dia amanheça com chuva, a direção do PMDB e do PT vão avaliar se a programação será mantida.A prefeitura criou um esquema especial de trânsito, com fechamento total ou parcial de ruas a partir de 16h.Candidata estreará o “Dilmamóvel” Na caminhada de hoje, a campanha de Dilma vai estrear uma espécie de “Dilmamóvel” — um carro aberto para que a candidata vá acenando para os eleitores.— Nessas caminhadas tem sempre um exército de militantes, jornalistas, fotógrafos, candidatos. Ninguém nem vê o candidato. Então vamos colocá-la num jipinho ou uma pequena caminhonete para ela ir acenando e o povo andando ao seu lado — disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra.A ideia do evento surgiu numa conversa entre Lula, Dilma e Cabral na segunda-feira à noite.O presidente desafiou o governador a organizar em menos de uma semana o comício.Para evitar ciúmes, haverá revezamento de palanques Só PT e PCdoB vão usar cerca de 250 ônibus para levar militantes.De Queimados, município governado pelo peemedebista Max Lemos, a expectativa é de que dez ônibus saiam lotados para o comício. Em Nova Iguaçu, petistas e pedetistas alugaram mais ônibus.Por questão de segurança e para evitar ciúmes entre aliados, os organizadores vão fazer revezamento no palanque.Os candidatos ao Senado Jorge Picciani, Lindberg Farias e Marcelo Crivella, deputados da base, além de ministros e ex-ministros permanecerão no palanque. Os demais aliados farão um rodízio.O palanque do primeiro comício de Dilma e Cabral será palco de uma espécie de duelo entre os candidatos ao Senado.Picciani quer mostrar força, e sua equipe convocou todos os prefeitos, vereadores e candidatos que o apoiam para levar claques e faixas em favor de sua candidatura. Ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias conseguiu que o diretório petista no município alugasse ônibus para o transporte de militantes. Já o senador Marcelo Crivella (PRB) usou sua amizade com o presidente Lula para garantir presença no palanque.O governador Sérgio Cabral se mostrou otimista com a caminhada, na noite de ontem: — A motivação está cada vez maior porque as pessoas estão cada vez mais, como diria Nelson Rodrigues, na vida como ela é, percebendo o que significa essa for te aliança entre o Lula e o nosso governo e, amanhã, entre Dilma e o nosso governo.
Com mais de três horas de atraso, a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, subiu, anteontem à noite, em Curitiba, no palanque assegurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná, com a missão de reverter a desvantagem no Sul do país.Em seu discurso, dirigido a prefeitos paranaenses, Dilma disse acreditar que a aliança do PT com PDT e PMDB pode ajudar a diminuir a diferença em relação ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que no Paraná tem 50% das intenções de voto contra 39% da petista, segundo o Datafolha.O esforço de construção de um palanque forte no estado foi reforçado pelo candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias. A aliança em torno de Dias tem apoio na chapa do PT e do PMDB.Dias, irmão do senador tucano Álvaro Dias, também revelou que sua candidatura a governador foi decidida com o empurrão de Lula. Álvaro Dias, cotado para ser vice do candidato tucano à Presidência, José Serra, perdeu lugar na chapa por causa da decisão de Osmar Dias de se manter candidato.— Uma das maiores obras que Lula fez no país, que foi o Luz para Todos, já seria suficiente para eu ter obedecido à ordem que ele me deu, porque eu recebi uma ordem dele — admitiu o senador pedetista, que vai enfrentar nas urnas a candidatura de Beto Richa, candidato do PSDB.— Uma campanha que nasce sob a insígnia dessa construção de unidade é um projeto que conquistou todos os requisitos para ser vitorioso — disse Dilma a centenas de prefeitos.Prefeitos do DEM e do PSDB aderem a Dilma O discurso de Dilma, direcionado aos problemas enfrentados pelas prefeituras, especialmente com a defasagem do repasse do Fundo de Participação de Municípios (FPM), também voltou-se a dar recados a prefeitos de oposição que lá estavam.Pelo menos três prefeitos do DEM e dois do PSDB se voltaram contra a decisão partidária e demonstraram apoio a Dilma no evento da noite de anteontem. O apoio à petista se explica pela adesão à candidatura de Osmar Dias, que tem força no interior do Paraná e, como consequência, deve atrair alguns tucanos e democratas para a campanha.Pelo DEM, estavam os prefeitos de Itambaracá, Amarildo Tostes; de São José das Palmeiras, Nelton Brum; de Florestópolis, Onicio de Souza; e o vice-prefeito de Santa Amélia, Aníbal Eumann.Pelo PSDB, demonstraram apoio os prefeitos de Candói, Elias Farah Neto; de Cantagalo, Pedro Borelli; e de Chopinzinho, Vanderlei Crestani. Informações de O Globo.
De O Globo A vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, deverá entrar com ação de investigação eleitoral sobre o presidente Lula por ele ter enaltecido a candidata Dilma Rousseff (PT) em duas solenidades oficiais do governo, esta semana. Ela já pediu à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e a emissoras de TV privadas os vídeos com os discursos de Lula. A procuradora acha que ele cometeu abuso de poder político no lançamento do trem-bala, dia 13.— Ele (Lula) está proibido por lei de fazer, em qualquer ato público, propaganda para candidato. Está proibido de usar a máquina pública. O que os jornais relatam é que ele disse que a responsabilidade é de Dilma, que ela é a mãe do trem-bala. Preciso ver as mídias (imagens e discursos) para ver se cabe uma ação de investigação eleitoral por abuso de poder político — disse Sandra.— Não pode falar que ela é responsável por tudo. Isso é uso da máquina que desequilibra o pleito. É o que aconteceu com o Jackson Lago (exgovernador do Maranhão, cassado pelo TSE).Imagens serão usadas para comprovar campanha Para dar entrada com o pedido de investigação no TSE, a procuradora afirmou que precisa das fitas com as imagens, uma exigência da Corte. Uma ação de investigação eleitoral pode levar até mesmo à cassação do registro do candidato ou do eleito, se já tiver sido diplomado e assumido o cargo: — Não é apenas uma citação do nome dela (Dilma), dizer que ela foi responsável.Não pode falar, principalmente em solenidade oficial.Em conversas com assessores, Lula não tem demonstrado preocupação com as multas, porque, em sua avaliação, elas fazem parte do jogo político.Mas ele diz que não gostaria de passar a imagem de que está provocando a Justiça Eleitoral.Ao justificar os deslizes do presidente, um ministro disse que é como numa partida de futebol: os times sabem que serão punidos se fizerem faltas, mas continuam fazendo para segurar o adversário. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, rechaça a tese de abuso de poder e alega que a lei não pode engessar os governantes: — Querer transformar isso em abuso de poder é uma forçação de barra muito grande.O Goldman (Alberto Goldman, governador de São Paulo) também cita o Serra em várias inaugurações e eventos de governo — disse Dutra. — A lei não pode engessar ou impedir que governantes, e isso vale para Goldman e para Lula, nas inaugurações ou ações de governo, façam referência a pessoas que tiveram uma contribuição para aquela obra.Para o presidente do PT, Lula não desafiou a lei, tanto que pediu desculpas: — Não há como estabelecer uma mordaça para governantes.Isso não é de caso pensado, nem para desafiar a lei. É da natureza política.A oposição ainda não resolveu se vai entrar ou não com uma ação contra Lula. Mas decidiu reforçar o discurso atribuindo ao governo e ao PT o estímulo à prática da ilegalidade.O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a afronta sistemática da legislação eleitoral pelo presidente Lula demonstra a insegurança com o desempenho da candidata governista: — Essa forçação de barra do Lula em falar da Dilma é sintomática. Caso contrário, ele não estaria apelando desse jeito. O certo é que, toda vez que o presidente se afasta da candidata do PT, seu desempenho nas pesquisas cai.O tucano ainda criticou os recuos do PT e de Dilma sobre seu programa de governo: — O PT não tem coragem de assumir seus compromissos com o MST e sua política de invasões, e em relação à proposta de controle da mídia.
O manifesto com ataques ao candidato tucano à Presidência, José Serra, assinado por cinco centrais sindicais e divulgado pelo PT, causou malestar na Força Sindical. A corrente sindicalista tucana da entidade se insurgiu contra a conduta do presidente interino da central, Miguel Torres. Pressionada por Serra, a corrente pede a revisão do documento, que acusa o tucano de atuar contra os trabalhadores e de mentir, ao dizer que criou o FAT e o segurodesemprego. Em reunião, na próxima segundafeira, a Força deverá recuar nos ataques a Serra. Ambos os lados negam, porém, que haja um racha ou ameaça de saída de filiados.Anteontem, Serra cobrou uma posição de seus aliados nos sindicatos. Em público, acusou em discurso a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT e idealizadora do manifesto, de ser a “entidade superpelega” da era Lula. O tucano participou de ato na União Geral dos Trabalhadores (UGT), única das seis centrais reconhecidas pelo governo a não se manifestar a favor da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.Sindicalistas tucanos cobram respeito à pluralidade A rebelião na Força é liderada por dois vice-presidentes da central, ambos do PSDB. E aproveita uma lacuna de liderança na entidade, com a licença do presidente, o deputado Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho. Os dois tucanos dizem que o presidente interino errou por inexperiência, e cobram uma correção, baseada no respeito à pluralidade partidária da entidade.Segundo esses sindicalistas, cerca de 25% da Força são ligados ao PSDB e, assim, não é aceitável usar o nome da central para prejudicar Serra.— Foi uma atitude precipitada, da inexperiência de dirigir uma central sindical. A condição para o Miguel assumir, e não eu, era ficar neutro. Ele já assumiu compromisso de fazer uma reunião na segunda e revisar esse documento. Reconheceu que ficou pesado. A maioria dos dirigentes sindicais está envolvida na campanha da Dilma, mas não pode falar em nome da central — disse Melquíades de Araújo, 1ovicepresidente da Força e um dos coordenadores da campanha de Serra no setor sindical.A Força, segundo o seu secretáriogeral, João Carlos Gonçalves, o Juruna, já tinha uma reunião agendada, mas confirmou que o assunto será debatido segunda-feira: — Não entendo o motivo dessa polêmica toda. A Força sempre conviveu com essas manifestações. Vamos reafirmar o respeito à pluralidade.De acordo com Antonio Ramalho (PSDB), vice-presidente licenciado da Força e candidato a deputado estadual, não há razão para rompimento porque Miguel Torres pôs panos quentes.— Não acredito num racha. O Miguel já me ligou e isso será revisto.Ele disse que assinou na “empolgação”, sem ver direito.Até brinquei: “tá parecendo a candidata Dilma, que assina sem ler?” — disse Ramalho. A assessoria da Força informou que Miguel Torres está em viagem e não foi contatado. Paulinho não respondeu a recados deixados em seu celular. Informações de O Globo.
Projeto liderado pela primeira-dama Karina Rosso leva mais dois espaços de lazer aos pacientes infantis da rede pública de saúde. Objetivo é humanizar o atendimento e amenizar o sofrimento daquelas que estão em tratamento médico Nesta quinta-feira (15), mais um hospital público do DF foi beneficiado pelo projeto Mutirão do Bem das Madrinhas de Briquedotecas Hospitalares. Desta vez foi o Hospital Regional do Paranoá (HRPa) que recebeu o espaço idealizado para proporcionar tratamento mais humanizado e menos dolorido às crianças que passam por atendimento médico. A iniciativa é da primeira-dama do DF, Karina Rosso, que já implantou a primeira brinquedoteca no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no último dia 23 de junho. Segundo Karina Rosso, a ideia surgiu com o objetivo de aplicar o que já determina a Lei Federal nº 11.104/05, que torna obrigatória a implementação de brinquedotecas em unidades de saúde com atendimento pediátrico. “Só estou tentando executar o que já manda a lei. Minha meta é levar a todos os hospitais públicos do DF uma brinquedoteca e, se possível, há alguns postos de saúde mais necessitados”, contou a primeira-dama. Karina explicou que o projeto é patrocinado pela iniciativa privada. Empresárias do DF decidiram se unir e investiram na montagem e manutenção dos espaços. “Consegui até agora algumas madrinhas para apoiar a ideia. Tenho certeza que várias outras vão surgir para contemplarmos todas as regionais de saúde”, acrescentou. O instituto ABC de Solidariedade, um dos parceiros da iniciativa, também se propôs na manutenção das brinquedotecas. No HRPa, dois espaços infantis foram montados. A primeira brinquedoteca foi instalada na sala de espera do pronto socorro da pediatria, que deverá receber cerca de 100 crianças por dia. Já a outra vai funcionar no terceiro andar do hospital e será destinado às crianças internadas no setor pediátrico. Ambas as instalações contam com um ambiente colorido, com cadeirinhas, mesas, livros e brinquedos, inclusive pedagógicos. Profissionais do hospital e psicopedagogos ficarão responsáveis pelas atividades didática e lúdicas dentro das brinquedotecas. Para Patrícia Santos, o espaço vai oferecer mais alegria às crianças. “Minha filha já está aqui brincando faz tempo e esqueceu que estamos esperando atendimento em um hospital. É bem interessante esse espaço”, avaliou a dona de casa. Já para Ruana Aline, de 12 anos, a brinquedoteca faz o tempo passar sem perceber. “Adorei esse lugar. Já estou internada há 12 dias e brincando aqui nem percebi o tempo passar, consegui me distrair. Antes ficava só no quarto”, contou a paciente. A próxima brinquedoteca prevista para ser inaugurada é do Hospital Regional de Sobradinho. A data ainda não foi definida. Informações da Agência Brasília.