Em sua primeira visita ao Ceará como candidata à presidência da República, neste sábado, a senadora Marina Silva (PV-AC) ganhou o apoio da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), ex-mulher do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Apesar disso, o PDT está coligado com o PT em prol da candidatura de Dilma Rousseff (PT-SP).Antes de Marina Silva chegar ao local onde daria entrevista, a senadora pedetista fez elogios à presidenciável e disse que pleiteou junto ao PDT um apoio formal para a candidatura de Marina já que Patrícia não vê condições políticas do país ser administrado por Dilma Rousseff. Em tom animado, Patrícia chegou a dizer que é verde e declarou: "eu voto Marina".Além de não seguir a orientação de sua legenda em relação à candidatura de Dilma, no Ceará, Patrícia já anunciou que vai apoiar a reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), seu amigo pessoal, embora os tucanos não estejam na chapa encabeçada por Cid Gomes (PSB-CE), da qual o PDT faz parte.No evento, Marina Silva fez vários elogios a Ciro Gomes, a quem chamou de "parceiro", afirmando que seria bom para o debate e a democracia que o deputado federal tivesse entrado na disputa presidencial. Durante seu discurso, Marina disse que o Nordeste não tem mais medo "dos Silva", referindo-se também ao nome do presidente Lula. Informações do Portal Terra.
Quando assumiu o Governo do Distrito Federal, em 19 de abril, Rogério Rosso (PMDB) prometeu dar prioridade para a área da saúde. O desafio de fazer uma transformação no setor mais criticado pela população, no entanto, não vem sendo uma tarefa fácil. No Hospital de Base DF (HBDF), novos problemas continuam vindo à tona. O Correio apurou uma denúncia de que equipamentos usados para esterilizar materiais cirúrgicos estão encaixotados há pelo menos três meses. São seis máquinas termodesinfectoras que custam em média R$ 150 mil cada. Todas estão paradas num depósito da unidade, dividindo o espaço com entulho e até com motocicletas. Os produtos que custaram aos cofres públicos quase R$ 1 milhão acumulam poeira e nem mesmo existe uma previsão para começar a serem usados em benefício dos pacientes do maior hospital da capital.Os modernos aparelhos deveriam estar servindo à Central de Materiais Esterilizados (CME) do HBDF. O local recebe todos os instrumentos cirúrgicos, como pinças, bisturis e tesouras, que não sejam de uso único, ou seja, descartáveis. Depois de passarem pelas máquinas, os objetos ficam sem vestígios, prontos para serem usados novamente, sem risco de infecção para profissionais e pacientes. Hoje, o CME é equipado com cinco autoclaves antigas, que já deveriam ter siso substituídas.Segundo o diretor do HBDF, Luís Carlos Schimin, a aquisição das termodesinfectoras não teve como intuito a substituição das autoclaves. “As termodesinfectoras são equipamentos para a lavagem com água quente de materiais que não podem ser levados às autoclaves. Na verdade, servem como um complemento da limpeza. Nem está previsto ter esse tipo de equipamento no RDC (1), mas a compra foi feita para melhorar as condições de trabalho dos servidores”, argumenta Schimin.Ele também mostrou preocupação com a inoperância dos equipamentos, mas informou que eles só serão postos em funcionamento quando o CME passar por uma ampla reforma. “Depois que todas as modificações forem feitas é que as termodesinfectoras serão instaladas”, explica.O problema é que ainda não existe previsão de o projeto sair do papel. Em nota, a Secretaria de Saúde limitou-se a dizer que aguarda um parecer técnico da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) para só então dar inicio à reforma. Enquanto uma definição não sai, a garantia dos produtos pode expirar sem ao menos eles terem sido ligados. No corredor que dá acesso ao CME, outras 22 caixas menores, com peças secundárias dos equipamentos, atrapalham o trabalho dos funcionários. Um servidor do HBDF, que preferiu não se identificar, acredita que algumas delas já estão danificadas. “Já vi muita gente transferindo essas caixas de um lugar para outro. As peças que estão dentro delas são sensíveis. Acredito que, quando, de fato, elas forem instaladas, muitas dessas peças já terão de ser substituídas”, conta.O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde/DF), Levi Gomes, considerou a denúncia grave e garantiu que a entidade vai tomar providências. “Não podemos aceitar que tratem a população de Brasília com esse descaso. Estão jogando o dinheiro público pelo ralo e nós do sindicato vamos levar essa denúncia adiante, a fim de que o Ministério Público e outras instituições tomem alguma providência”, afirma. Informações do Correio Braziliense.
A pesquisa do Instituto Dados/Grupo Comunidade revela que disputa por uma vaga de deputado federal está acirrada. Confira os nomes dos 10 primeiros colocados. Reguffe - 1,8%Magela - 1,7%Izalci Lucas - 1,4%Érika Kokay - 1,3%Paulo Tadeu - 1,1%Bispo Rodovalho - 0,9%Laerte Bessa - 0,9%Jaqueline Roriz - 0,8%Augusto Carvalho - 0,6%Adelmir Santana - 0,3%
Leandro Loyola e Marcelo Rocha Com Naiara Lemos, da revista Época Votar é um ato simples, mas requer um raciocínio prévio que a cada dia fica menos simples. Os brasileiros nunca tiveram tantas informações para conhecer os candidatos antes de decidir em quem votar. Informações sobre a vida pregressa, a atuação dos políticos quando governaram, como eles votaram no parlamento, como gastaram suas verbas de custeio pessoal, se cometeram crimes, se são investigados por mau uso do dinheiro público e quanto dinheiro possuem. Desde 2002, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga os candidatos a apresentar uma lista com seus bens. Apesar de algumas falhas, essa declaração abre aos eleitores a chance de ter uma noção da situação financeira dos candidatos.ÉPOCA fez um levantamento baseado nas informações enviadas até a semana passada pelos mais de 20 mil candidatos inscritos para a eleição de outubro. Foram usados dados disponíveis no TSE e nos sites Políticos do Brasil e Transparência Brasil. A pesquisa permite medir quem são os políticos mais ricos do país, aqueles que mais enriqueceram durante seus mandatos – e o grau de transparência de cada um com a própria riqueza.Para medir o enriquecimento, a pesquisa feita por ÉPOCA levou em conta os candidatos que exercem mandato desde 2006, no caso de governadores, senadores e deputados federais, ou desde 2002, para o caso de parte dos senadores. Dos 499 candidatos examinados, 365 têm patrimônio maior neste ano do que tinham antes. O TSE ainda está alimentando a lista com dados de candidatos. Mas os números permitem dizer que a política enriquece. “Há uma correlação positiva entre o número de mandatos e o aumento do patrimônio declarado dos políticos”, diz o cientista político Leôncio Martins Rodrigues. “Ninguém entra para a política para ficar mais pobre.” Em seu livro Mudanças na classe política brasileira, Rodrigues examinou o perfil profissional dos parlamentares em legislaturas anteriores. Entre outras coisas, descobriu que a carreira política é um bom negócio. Pouquíssima gente fica mais pobre depois que entra na política.Ser rico, sempre é bom lembrar, não é nenhum crime. Ao contrário. Quanto mais gente rica um país tem, melhor. A prosperidade de cada vez mais cidadãos é uma das conquistas mais desejadas, mais necessárias e mais importantes para o futuro do Brasil. É dessa riqueza que vêm o investimento em novos negócios, novos empregos e o crescimento econômico que beneficia todo o país. E, em boa parte, é fato que a riqueza de muitos políticos apenas espelha a evolução do país e o tino empresarial dos homens de negócio bem-sucedidos. É o caso do candidato mais rico de todos: Guilherme Leal, presidente da empresa de cosméticos Natura e postulante ao cargo de vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), declarou ter um patrimônio de R$ 1,2 bilhão (leia a lista dos mais ricos abaixo). Ou de políticos como o ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Blairo Maggi (PR) e de parlamentares que também são empresários do agronegócio, um dos setores que mais têm crescido na economia nacional.Mas há casos que chamam a atenção por razões menos nobres. A má fama dos políticos brasileiros, corroborada por seguidas denúncias de desvio de recursos públicos e conduta ética condenável, deixa dúvidas sobre o crescimento de muitos patrimônios. Certas dúvidas podem até ser sanadas por explicações técnicas, como erros de digitação ou de omissão (os detectados foram apontados nos quadros). Alguns políticos desprezaram as declarações anteriores e afirmam ter fornecido dados incompletos. Outros eram muito pobres ou de classe média baixa e, com o salário de parlamentar ou governador, melhoraram de vida. E há, evidentemente, aqueles cujas explicações não são convincentes.
A proximidade das eleições e o surgimento da lei da Ficha Limpa já começaram a surtir efeito. Com a exposição de nomes que correm risco de impugnação, o eleitor começa a ficar mais atento a quem vai às urnas nesta eleição. Para não votar errado e passar quatro anos com a uma pedra no sapato, o eleitor precisa ir um pouco mais a fundo e pesquisar o passado de seus candidatos. Nos sites dos órgãos do Judiciário o eleitor pode pesquisar pelo nome dos candidatos suas condenações, desde que elas não corram sob segredo de justiça, evitando colocar um ficha-suja na vaga parlamentar.O professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer diz que o eleitor deve se inteirar se o candidato tem ficha suja e que ele a atenção tem que se voltar também para o novos candidatos, já que esses não possuem uma ficha tão conhecida, quanto os já eleitos em outros pleitos.Fleischer pede ao eleitor que fique atento aos velhos e novos candidatosFleischer pede ao eleitor que fique atento aos velhos e novos candidatosUm ponto positivo destacado pelo professor foi as eleições de 2006 no Rio de Janeiro, quando a justiça impediu que candidatos com processos e condenações fossem candidatos. Na ocasião nenhum dos impugnados consegui se eleger ou reeleger. Fleischer destaca que a não observância pode custar caro para os cofres públicos.Para o coordenador de projetos da ONG Transparência Brasil (www.transparenciabrasil.org.br) Fabiano Angélico a culpa não pode ser atribuída ao eleitor. Apesar dos vários meios de informação, como a internet, que possui inúmeros sites, incluindo de tribunais em que o cidadão pode consultar processos contra candidatos, ele acredita que a rotina cansativa das pessoas não contribui para que elas procurem se aprofundar na vida dos seus representantes. Fabiano diz que a responsabilidade deveria ser maior por parte das próprias autoridades e da imprensa na divulgação dessas informações.Fleischer diz também que além do Ficha Limpa outra medida que deveria ser posta em prática é o fim da imunidade parlamentar, uma das grandes muralhas que protegem os corruptos, preservando apenas a imunidade da palavra – que dá ao político a liberdade de expressão do pensamento sem o risco de um processo. Ele cita como exemplo os Estados Unidos onde o político é condenado como um cidadão comum.“Eu já vi, nos EUA, político poderoso indo para a cadeia. Aqui na Câmara tem político acusado de pedofilia e condenado por causas graves. Precisamos mudar as leis para que os políticos sejam passiveis de punição”, afirma o cientista político.Para maiores informações de como pesquisar sobre os candidatos o cidadão pode acessar os sites da Justiça Eleitoral do DF (www.tre-df.gov.br), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (www.tjdft.jus.br) e da Transparência Brasil. Informações do Jornal da Comunidae.
Do Jornal da Comunidade A disputa para o Senado começa a ganhar definição com os nomes dos candidatos determinados e as alianças sacramentadas. A pesquisa do Instituto Dados entrevistou três mil pessoas e na estimulada a grande vantagem de Cristovam Buarque (PT) é perceptível com 37.6%. Diante desse resultado, o ex-governador e atual senador mantém a vantagem sobre Rodrigo Rollemberg (PSB), que teve 20.3%. Ambos são da chapa de Agnelo, em coligação com o PT. O terceiro lugar é ocupado por Abadia (PSDB) com 17,7%. Entretanto, Rollemberg e Abadia estão com uma diferença pequena, por isso, o segundo lugar pode vir a sofrer alterações. O maior eleitorado de Cristovam está concentrado na população com renda entre cinco e vinte salários mínimos, em oposição a Abadia que continua tendo força entre a renda mais baixa.O candidato Alberto Fraga (DEM) tem 6,7. E Chico Santana aparece com 1.7%. Os demais candidatos, como Pr. Milton Tadashi, Robson, Geronimo, Jorge Antunes, Moacir Bueno, Gilson Dobbin e Cadu Valadares estão abaixo do 1%.Uma curiosidade é que Cristovam tem maior aceitação entre o público feminino e eleitorado de 40 a 59 anos dados que se destacam na pesquisa espontânea e estimulada.Em um segundo cenário, onde a pesquisa é espontânea Buarque continua liderando com 10.3%.Seus principais adversários Rollemberg e Abadia estão próximos entre si com 3,2%, e 2,8% respectivamente. Com relação a regiões administrativas, Cristovan Buarque se mantém consistente em todas e disputa a popularidade com Maria Abadia nas áreas mais carentes, como Varjão.Pesquisa do Instituto Dados/Grupo Comunidade começa a revelar que a briga pelas vagas a deputados federais e distritais está acirrada. O eleitorado agora passa a conhecer melhor cada um e, mesmo sem o início da propaganda partidária nas rádios e televisões, a população já seleciona seus candidatos. As eleições podem trazer boas surpresas e nomes conhecidos se destacam enquanto novas caras buscam o reconhecimento da população.Nas ruas a pesquisa espontânea mostra que dos candidatos citados no levantamento à Câmara Federal, apenas cinco ultrapassaram 1% das intenções de votos entre os três mil entrevistados. Já entre os distritais dois ultrapassam a marca de 1% dentre os citados.Nomes importantes da história recente da política do DF caíram no gosto da população e são fortes candidatos à promoção de distrital a federal como é o caso de Reguffe (PDT), que após os episódios do mensalão de Brasília saiu fortalecido para a disputa e lidera à frente de nomes conhecidos para o Congresso, como Geraldo Magela (PT), que foi cogitado para a vaga ao governo e acabou vencido na convenção do partido, que preferiu o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz (PT).Entre os candidatos à Câmara Legislativa a batalha está ainda mais apertada. Entre os 72 lembrados pela população na pesquisa Dados, apenas dois alcançaram 1%, Chico Leite e Cabo Patrício, ambos do PT. Os outros concorrentes ainda buscam se firmar e a disputa promete ficar mais acirrada daqui para frente. Treze candidatos com chances potenciais de crescimento têm entre 0,5% e 0,3% e devem começar a aparecer com maior intensidade.Candidatos que ficaram de fora nas últimas eleições reaparecem, como Izalci Lucas (PR), que mesmo com a simpatia de eleitores mais jovens não alcançou número suficiente de votos no pleito de 2006, e está entre os preferidos à Câmara Federal.Ainda entre os federais, há espaço para novos nomes como Adelmir Santana (DEM) e outros mais conhecidos, como Augusto Carvalho (PSB) e Jaqueline Roriz (PMN).A paridade entre os candidatos a distrital é evidente na pesquisa. A proximidade entre eles demonstra que nomes já consolidados possuem vantagem e que surpresas não estão descartadas. Entre o terceiro colocado e o 25º candidato citado a diferença fica entre 0,5% e 0,2%. Alguns eleitos no último pleito aparecem em evidente crescimento, porém ainda estão a margem do que fizeram deles vencedores nas últimas eleições, como Cristiano Araújo (PTB), que possui 0,2% das intenções de voto.
O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não pode ser chamado de democrático".Segundo ele, Lula pode ser comparado a Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina) que, apesar de eleitos democraticamente, usam o governo para reduzir a liberdade de imprensa.O "apoio moral" que o Brasil dá à ditadura em Cuba, a tentativa de aprovar leis no Congresso que limitam a liberdade de imprensa e o uso da publicidade oficial foram citados por Aguirre como sinais de fraqueza da democracia no Brasil, assim como na Argentina e no Equador."Temos governos que se beneficiaram das instituições democráticas, de eleições livres, e estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas. Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. Não podem seguir falando em nome de líderes democráticos do mundo porque não atuam dessa forma", disse.Questionado se Lula faria parte do grupo de governantes, respondeu que "sim". Aguirre também criticou Lula por não ter se pronunciado contrário à censura ao jornal "O Estado de S. Paulo", imposta pela Justiça há um ano e que proíbe a publicação de reportagens sobre a Operação Faktor, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, empresário e filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).O Palácio do Planalto não comentou as críticas. A Venezuela, disse o presidente da SIP, é o país onde mais claramente se expressa a tendência de interferência. No Equador, o Congresso discute lei que a entidade considera "bastante restritiva" à liberdade de expressão. Além da interferência de governos, a SIP aponta a crescente violência contra jornalistas como um risco à liberdade de expressão no continente -17 jornalistas foram assassinados neste ano e 11, sequestrados.A SIP é uma organização sem fins lucrativos composta por 1.300 jornais que define sua missão como "defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas". A Folha é integrante da entidade. Informações da Folha.
Marta Salomon - O Estado de S.PauloOs gastos com publicidade do governo Lula em 2010 já ultrapassaram, na administração direta, o limite previsto pela legislação eleitoral. O Estado aplicou a interpretação que o próprio governo faz da regra eleitoral aos dados igualmente oficiais de gastos com publicidade. A diferença foi de pouco mais de R$ 41 milhões acima do limite legal.O valor já gasto excede em 12% a média das despesas com publicidade institucional e de utilidade pública registradas nos três anos anteriores à eleição, entre janeiro e dezembro de cada ano, de acordo com informações fornecidas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que administra o Portal da Transparência. O sistema não capta os gastos das empresas estatais.A média de gastos registrados entre 2007 e 2009 já havia sido ultrapassada em 30 de junho, última data de atualização oficial das despesas orçamentárias. A CGU relata pagamentos no valor de R$ 361,9 milhões acumulados até essa data. A Lei Eleitoral determina o limite para os pagamentos feitos até 3 de julho, ou três meses antes das eleições.O limite para os gastos com publicidade foi estabelecido pela Lei Eleitoral de 1997 entre outras restrições impostas a agentes públicos, como usar materiais ou serviços públicos para favorecer candidaturas. O objetivo, diz a lei, é conter condutas que afetam a igualdade de oportunidades entre os candidatos.Na cartilha que orienta o governo para as eleições de 2010, a Advocacia-Geral da União informa, com base em entendimento da Justiça Eleitoral, que é proibido gastar com publicidade dos órgãos públicos federais ou das empresas estatais até 3 de julho mais do que a média anual dos gastos dos três anos anteriores ou do ano imediatamente anterior à eleição. Entre os dois valores, vale o menor, destaca a AGU.Os gastos com publicidade na administração direta reúnem investimentos na imagem do próprio governo, a chamada publicidade institucional, e campanhas de utilidade pública. Neste ano, o Planalto bancou pesquisas de opinião sobre o impacto do Programa de Aceleração do Crescimento e o Minha Casa Minha Vida, entre outras ações do governo.Na publicidade de utilidade pública, o Ministério das Cidades liderou os pagamentos, sobretudo com campanhas educativas sobre o trânsito. Foi seguido pelo Ministério da Saúde. Mas a maior fatia foi concentrada na Presidência da República.Pressão. Uma análise das informações lançadas no Sistema Informatizado de Acompanhamento dos Gastos Federais (Siafi) mostra que os gastos com publicidade continuarão em alta depois da eleição. Compromissos de pagamentos já assumidos superam os pagamentos já feitos.Até o fim de junho, o Siafi registrou pagamentos pendentes de R$ 400 milhões nas ações de publicidade institucional e de utilidade pública, aponta consulta feita por meio da ONG Contas Abertas. São despesas já assumidas, mas ainda não pagas, chamadas empenhos, além de pagamentos pendentes de anos anteriores ? os restos a pagar. Caso a conta não seja quitada até o fim do ano, o pagamento terá de ser feito no mandato do sucessor de Lula.No período eleitoral, a lei só autoriza publicidade em caso "de grave e urgente necessidade pública", previamente reconhecida pela Justiça Eleitoral. A propaganda de produtos e serviços de empresas estatais que concorram no mercado também fica liberada.
Um vídeo colocado ontem no YouTube pelo blogueiro Ricardo Gama mostra uma Kombi a serviço da Prefeitura do Rio supostamente transportando material de campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O veículo tem um cartaz no vidro dianteiro no qual está escrito: "A serviço da Prefeitura do Rio - Habitação".Em seu blog, Gama diz que o vídeo foi feito por volta das 15h30, na Cinelândia. Lá estava montado o palanque para comício de Dilma, que contou com a participação do presidente Lula e do governador Sérgio Cabral. No início da gravação, a Kombi está parada com a porta traseira aberta e é possível ver bandeiras e embalagens fechadas em seu interior. Parte de um panfleto, no qual é possível identificar o número três, também está visível. Logo surge um homem e fecha a porta.Procurada, a Secretaria de Habitação disse desconhecer o ocorrido. Segundo o órgão, a utilização de veículos em campanha será investigada para que sejam adotadas as "medidas cabíveis".
Começa hoje a segunda fase da campanha de Joaquim Roriz (PSC), candidatos a governador do Distrito Federal. Nos últimos 11 dias, ele priorizou reuniões internas com assessores para definir os detalhes da campanha e negociar com aliados. Mas, ao longo dos próximos meses, a corrida por votos ganhará um ritmo acelerado. Ele investirá no corpo a corpo com os eleitores. Apesar da idade avançada, 74 anos, Roriz realizará comícios em feiras e locais de grande concentração popular e deverá inaugurar, em média, dois pontos de apoio político por dia nas regiões administrativas. Roriz garante que a campanha já começou, mas que o lançamento será oficializado hoje, às 14h, com uma carreata por várias cidades do DF.O candidato do PSC passou a sexta-feira em casa, no Park Way. Na parte da manhã, reuniu-se com os advogados que compõem a equipe jurídica da campanha para definir as tarefas e funções de cada um. Um deles, por exemplo, ficará responsável pelos casos de direito de resposta na imprensa. Outro especialista acompanhará os trâmites da ação de impugnação por conta da Lei da Ficha Limpa, no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).À tarde, Roriz recebeu os assessores responsáveis pela organização do lançamento da campanha nas ruas. A equipe do candidato a governador pediu apoio do Departamento de Trânsito para não perturbar a circulação normal dos carros, além da Polícia Militar e dos bombeiros. A carreata ainda será escoltada por uma equipe médica e uma ambulância para caso alguém passe mal.FiéisA maratona de hoje começa às 9h, com uma missa no Paranoá (leia agenda completa ao lado). Em seguida, Roriz seguirá para um culto evangélico em uma igreja Assembleia de Deus de Santa Maria. Católico fervoroso, o candidato se aliou a pastores para atrair votos. Só no DF, a igreja evangélica conta com 100 mil fieis.Após o intervalo do almoço, começa a concentração para a carreata, no estacionamento do Parque de Exposição da Granja do Torto. A saída está prevista para as 14h. O carro aberto com Roriz e aliados seguirá pelos eixos Norte e Sul até o Guará, continuará pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG) em direção à Avenida Helio Prates, a Ceilândia Norte e a Samambaia. Nessa cidade, na feira da QN 202, ele fará um comício.A partir de 17 de agosto, Roriz investirá também na campanha pela televisão e pelo rádio. Com a coligação Esperança Renovada, que reúne nove legendas, o ex-governador terá direito a 6 minutos e 58 segundos de propaganda eleitoral gratuita. Informações do Correio Braziliense.