Durante a inauguração hoje (22) dos comitês eleitorais na Candangolândia e no Núcleo Bandeirante, o candidato Joaquim Roriz (PSC-20) disse que o povo do DF vai ” retomar a auto-estima e que no meu governo ninguém se sentirá envergonhado”. Para tanto, pediu a cada um dos presentes que fizessem um convite a um vizinho, a um amigo, aos parentes, para que votassem na Coligação Esperança Renovada : “Falem com eles sobre nós, todos candidatos preparados e de bem, e que têm compromisso com Brasília. Assim, venceremos a eleição já no primeiro turno".No terceiro dia consecutivo de inaugurações de comitês no DF, Roriz renovou seu compromisso de abrir um em cada cidade. "Voltaremos a todas elas para realizar pronunciamentos e anunciar compromissos públicos. Vocês poderão anotar item por item. E fiquem certos: como sempre fizemos, nós cumpriremos todas as metas prometidas”, garantiu. O ex-governador reiterou que não deixará nenhuma família sem ter um lugar onde morar. "Quando eu terminar o governo, vou poder dizer: Deus, aqui está uma cidade feliz! Todos têm moradia, todos têm emprego e todos têm saúde. O meu sonho é transformar o DF num verdadeiro paraíso. Esse é meu sonho”, revelou.
Os candidatos a governador e vice governador da Coligação Novo Caminho, Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB), juntamente com os candidatos ao Senado Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), passaram toda a tarde desta quinta-feira em contato com os eleitores do Recanto das Emas.A agenda pública de Agnelo e Filippelli começou por volta das 12h30m. Eles se reuniram para almoçar no Restaurante Comunitário da cidade onde conversaram com os eleitores. Em seguida concederam entrevista na rádio comunitária Lider FM onde responderam as perguntas dos ouvintes. Dentre os principais temas levantados pela população estavam as demandas da saúde, educação, segurança pública e habitação.Durante a entrevista Agnelo falou sobre as medidas que o futuro governo deverá implantar sobre as questões levantadas pelos moradores. Médico de formação, ele disse que “pretende implantar em todas as regiões administrativas do DF as chamadas policlínicas” que terão papel fundamental para desafogar os hospitais públicos. Agnelo disse ainda que o programa “Médico de Família” está entre as principais prioridades da saúde em seu futuro governo. Juntamente com o senador Cristovam Buarque (PDT) candidato a reeleição, Agnelo reafirmou seu compromisso em implantar em todas as escolas do Distrito Federal o ensino integral para que os alunos possam ter uma educação mais aprofundada e passar mais tempo na escola.Quando falava sobre a habitação Filippelli aproveitou a oportunidade para a agradecer aos moradores do Recanto das Emas a votação expressiva que sempre obteve na cidade. Ele disse que essa relação com o povo do Recanto vem desde o tempo que ele foi presidente da SHIS, órgão do governo que foi responsável pela implantação do Recanto das Emas e várias outras cidade do DF. “Eu lembro que no dia que as primeiras famílias foram contempladas com os lotes aqui só existia o chão vermelho do cerrado e cada vez que volto e vejo uma cidade consolidada me alegro e me sinto muito feliz de fazer parte dessa história de sucesso”, declarou. Depois da entrevista à rádio Líder FM, Agnelo, Filippelli, Cristovam e Rollemberg seguiram em visita aos moradores e comerciantes da avenida principal da cidade. No fim da tarde inauguraram três comitês residenciais de campanha.
O artigo do bispo de Guarulhos,Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que recomendava que os "verdadeiros cristãos e católicos não votem na candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff," não está mais no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB). O texto publicado, na segunda-feira, ainda pode ser encontrado no site da Diocese do bispo.A reportagem do Terra procurou o Secretariado Geral da CNBB, mas foi informada que apenas o padre Geraldo Martins estava autorizado a falar sobre o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa, a comunicação seria difícil porque ele estaria palestrado em um evento em Aparecida (SP) e, por isso, não responde aos telefones da reportagem. O padre Geraldo, segundo os assessores, é o coordenador do site da instituição. O bispo Dom Luiz também não foi encontrado.Apesar de ressalvar a importância da separação entre política e religião, Dom Luiz justificava o pedido contra Dilma pela posição do PT em relação ao aborto. "A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita (...) não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto", escreveu o sacerdote.Sob o título "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", o texto de Bergonzini defende a interferência dizendo que a Igreja Católica deve se manifestar em campanhas eleitorais em casos em que um "partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família". O Bispo fez menção na nota aos Congressos Nacionais do PT de 2007 e 2010, no qual o partido ratificou o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), e se posicionou publicamente a favor da legalização do aborto.A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou em maio, no encerramento de sua 48.ª Assembleia Geral, em Brasília, uma declaração na qual incentivou os cidadãos a escolher "pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana".Mesmo sem referência à questão do aborto, ficou implícito, com a fala cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer, de que a Igreja não apoia candidatos que defendem a posição. "Além da descriminalização do aborto, há outras distorções inaceitáveis, como a união, dita casamento, de pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por pessoas unidas por relação homoafetiva e a proibição de símbolos religiosos (em repartições públicas)", disse em coletiva. Informações do Terra.
A candidata da PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, respondeu nesta quinta-feira a um artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinado por d. Luiz Gonzada Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP), recomendando o boicote à candidatura dela por causa da defesa do aborto nos casos permitidos por lei. A petista declarou que a opinião do religioso não é a posição da CNBB. O texto, intitulado “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, foi publicado na segunda-feira, mas não está mais disponível para leitura no site.No artigo, d. Luiz diz não pertencer a nenhum partido, mas ressalta que, como bispo, “denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus, como o suicídio, o homicídio, assim como o aborto, pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender”. “Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto”, diz o texto. “Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não deem seu voto à senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.”Em entrevista à rádio Marano, de Garanhuns (PE), concedida nesta manhã, Dilma afirmou que a posição de d. Luiz não representava a da CNBB como um todo. “Até onde eu sei não é a posição da CNBB”, disse. A candidata avaliou que o aborto não deve ser tratado como uma questão religiosa, mas de saúde pública."(O artigo) parte do pressuposto incorreto. Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei", completou a petista, que participará de um comício com Lula amanhã na cidade.“Não conheço nenhuma mulher que ache aborto uma coisa maravilhosa. Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública”, afirmou. “(O bispo) parte de pressuposto incorreto. Tanto eu quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não somos pessoas que acham que o aborto é algo para se falar que se defende. O aborto é uma violência contra corpo de mulher.”Dilma mudou o próprio discurso sobre o aborto. Em outubro de 2007, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, ela se mostrou favorável à descriminalização. No entanto, em suas últimas manifestações públicas sobre o tema, a petista tem defendido o cumprimento da legislação em vigor. Atualmente, o aborto só não é considerado crime no Brasil em duas situações: estupro e risco de vida materno.
O deputado federal e candidato ao Senado Alberto Fraga (DEM-DF) divulgou nota em relação a polêmica questão da volta das vanas às ruas. O parlamentar explica que “não faz o menor sentido, depois de ter lutado durante um ano e meio, enfrentado sucessivos protestos, ações judicias e até ameaças de morte para acabar com as vans irregulares, querer trazê-las de volta”.Segundo o jornal Coletivo, o candidato ao Senado Alberto Fraga (DEM) falou na terça-feira que, caso seja eleito, vai voltar com as vans em Brasília. Fraga foi secretário de Transportes entre 2007 e 2010, período em que acabou com as vans que eram utilizadas como alternativa no transporte público, muito deficiente em Brasília.Ainda segundo o jornal, a briga de Fraga, que agora é aliado de Roriz, se tornou um dos símbolos de sua gestão. Porém, em campanha com sua chapa – formada por Joaquim Roriz (PSC), Jofran Frejat (PR) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – na região de São Sebastião, o deputado federal foi interpelado por um morador que reclamou da retirada das vans no governo anterior. Fraga respondeu que os eleitores "podem votar em mim sem medo, vou voltar com elas", de acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense de ontem.Leia a nota de esclarecimento do deputado: “Ao contrário do que foi publicado em alguns jornais locais, o deputado federal Alberto Fraga (DEM) e candidato ao Senado pela coligação Esperança Renovada afirma que é absolutamente contrário à volta das vans às ruas. “Não faz o menor sentido, depois de ter lutado durante um ano e meio, enfrentado sucessivos protestos, ações judicias e até ameaças de morte para acabar com as vans irregulares, querer trazê-las de volta”, afirma Fraga.Segundo o parlamentar e ex-secretário de Transportes do DF, a substituição das vans pelos microônibus foi uma das maiores vitórias já conquistadas. “Além de mais seguros e confortáveis, os microônibus possuem os validadores dos cartões automáticos que possibilitam o controle fidedigno da demanda de passageiros e a integração deste serviço com o ônibus e o metrô”, esclarece. “Não há mais espaço para as vans no sistema. Isso seria um retrocesso”, complementa.Fraga relembra que os 450 microônibus que operam no sistema possuem acessibilidade universal e são licitados, ao contrário das quase 2 mil vans que receberam permissão precária e não eram adaptadas. Ademais, o microônibus convencional possui capacidade para transportar 25 pessoas e o especial 21, enquanto as vans apenas 16.Por fim, Fraga diz que os microônibus atendem a Lei nº 4.011/ 2007, que prevê que as modalidades rodoviárias devem ser operadas com veículos capazes de atender os níveis de demanda e com tecnologia adequada, o que não é possível com as vans. O mesmo ocorre na resolução nº 4725, do Conselho de Transporte Público Coletivo do DF, que aprovou as especificações técnicas da Frota do Sistema Integrado de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal, definindo ônibus e microônibus como aqueles possíveis de operarem no transporte coletivo do DF. Assessoria de comunicação do deputado federal Alberto Fraga Confira a portaria assinada por Alberto Fraga que revogou as permissões das vans:PORTARIA Nº 34, DE 1º DE JULHO DE 2008 _REVOGA PERMISSÕES DO STPAPORTARIA Nº 34, DE 1º DE JULHO DE 2008.O SECRETÁRIO DE ESTADO DE TRANSPORTES DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 1º do Regimento aprovado pelo Decreto nº 27915, de 02 de maio de 2007; tendo em vista as disposições contidas na Lei nº 4.011, de 12 de setembro de 2007, e considerando que a nova classificação dos serviços de transporte público coletivo imposta no artigo 5º e seus §§ 1º e 2º, da Lei nº 4.011, de 12 de setembro de 2007, exclui o Serviço de Transporte Público Alternativo – STPA, com a conclusão de processos licitatórios realizados no âmbito da Secretaria de Estado de Transportes;Considerando que a Lei Distrital nº 3229/2003, pretendeu indevidamente prorrogar as permissões do Serviço de Transporte Público Alternativo – STPA que já se encontravam vencidas, sendo, inclusive, objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade, o que se tenta dar continuidade com a edição das disposições vazadas no § 4º do artigo 7º da Lei nº 4.011, de 12 de setembro de 2007;Considerando que para a implantação da nova gestão do transporte público, é imprescindível o controle fidedigno da demanda de passageiros, a fim de evitar perda da receita, o que será possível com a utilização das catracas eletrônicas (bilhetagem automática), equipamento com instalação inviável em veículos tipo van;Considerando a imprescindibilidade da bilhetagem eletrônica para a integração ônibus X metrô X microônibus;Considerando que os atuais veículos tipo vans proporcionam desconforto e insegurança aos usuários;Considerando que o programa Brasília Integrada, o qual foi concebido por técnicos da Secretaria de Transportes, consultores e o BID prevê a operação do transporte coletivo de Brasília com 1900 ônibus e 450 microônibus;Considerando que a van é um veículo de transporte destinado ao deslocamento de pessoas entre locais previamente determinados, sem os constantes embarques e desembarques que ora ocorre no sistema alternativo;Considerando que a Lei nº 4.011 de 12 setembro de 2007 prevê que as modalidades metroviária e rodoviárias serão operadas com veículos capazes de atender os níveis de demanda e com tecnologia adequada, o que não é possível com as vans;Considerando que a resolução nº 4725 do Conselho de Transporte Público Coletivo que aprovou as especificações técnicas da Frota do Sistema Integrado de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal definiu ônibus e microônibus como aqueles possíveis de operarem no transporte coletivo do DF; Considerando que toda a frota de ônibus do distrito Federal já opera com catraca eletrônica, sendo que a continuidade das vans prolongaria indefinidamente a falta de informações sobre o fluxo de passageiros e controle da receita, prejudicando a gestão de todo o sistema;considerando que os veículos vans são responsáveis por 68% das irregularidades detectadas em blitze realizadas pela Secretaria de Transportes desde o começo do ano, resolve:Art. 1º - Revogar todas as permissões outorgadas aos operadores do então Serviço de Transporte Público Alternativo do Distrito Federal – STPA/DF.Art. 2º - Estabelecer a data limite de 25 de julho de 2008 como sendo o último dia permitido para operação dos veículos que compõem o então Serviço de Transporte Público Alternativo do Distrito Federal – STPA/DF.Art. 3º - Determinar à Transporte Urbano do Distrito Federal – DFTRANS que adote as providências administrativas necessárias à retirada de operação dos veículos indicados no artigo 2º desta Portaria, no prazo fixado, bem como garanta a continuidade do atendimento às necessidades dos usuários dos serviços de transporte público coletivo do Distrito Federal.Art. 4º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.JOÃO ALBERTO FRAGA SILVA
A 4ª edição da mostra Morar Mais por Menos Brasília que começou nessa quarta-feira (21) trouxe uma homenagem à vice-governadora Ivelise Longhi. Os alunos da Progettare Arquitetura e Interiores criaram o quarto do casal do apartamento inspirado em Ivelise e seu estilo de vida. “A ideia era construir um ambiente que ao mesmo tempo fosse aconchegante e funcional para uma mulher moderna e bem-sucedida”, afirmou Cristina Ortiz, uma das criadoras do projeto. Ao entrar no ambiente, a vice-governadora, arquiteta e urbanista de formação, ficou encantada com o painel montado com fotos dela em momentos especiais, como no aniversário dos 50 anos de Brasília e no encontro com Oscar Niemeyer. “É a minha cara. Vocês conseguiram captar bem o que eu sou”, afirmou Ivelise. O quarto que mede 30 metros quadrados combina simplicidade e sofisticação. As cores neutras contrastam com cores mais escuras e a iluminação brinca com o jogo de luzes e sombras, valorizando o ambiente. O espaço ainda garante o aconchego necessário para o casal, mas também apresenta locais apropriados para o trabalho e lazer. A mostra Morar Mais por Menos acontece até o dia 29 de agosto na União dos Escoteiros do DF, ao lado do MDO Squash, Setor de Clubes Sul, Lote 3. A meia-entrada custa R$ 15.
CÉLIA FROUFE - Agência EstadoO governo fará uma força-tarefa no Congresso depois das eleições para tentar barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aprova o fim da contribuição previdenciária dos servidores inativos. A tarefa caberá aos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. O texto substitutivo à PEC de 2006 foi aprovado na semana passada, em Comissão Especial na Câmara dos Deputados.O novo texto, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), prevê isenção da contribuição a partir dos 65 anos e cria um redutor de 20% por ano a partir dos 61 anos. O documento segue agora ao plenário, mas o ministro da Previdência acredita que o tema só deverá ser debatido após a eleição. O impacto financeiro previsto com a medida se ela for aprovada é de R$ 1,8 bilhão por ano, que é a arrecadação do Executivo com essa contribuição."Isso é um contrassenso. O ministério se posicionou contrário a isso. Expusemos nossos motivos ao deputado Faria de Sá para que isso não prosperasse", afirmou Gabas. Ele avalia que o momento atual é delicado para senadores e deputados por conta da proximidade das eleições. "O Congresso é sensível a segmentos mais organizados da sociedade, mas isso acaba prejudicando os segmentos que não são tão organizados."O ministro acredita que a grande pressão pelo fim da contribuição se dá porque o Legislativo e o Judiciário possuem tetos mais altos. Ele disse também que os futuros servidores terão o mesmo teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e contarão com um fundo complementar, que será optativo. "Isso será mais justo com o RGPS porque é a sociedade que paga essa conta." Segundo ele, o governo é favorável à aproximação das regras dos regimes. "É para ser mais justo", sintetizou.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira, 22, o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois do embaixador de Bogotá na OEA acusar Caracas de esconder 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu território. "Me vejo obrigado a romper as reações por dignidade", disse Chávez no palácio de Miraflores ao lado do técnico da seleção argentina, Diego Armando Maradona. "Isso me causa uma lágrima no coração. Espero que a razão chegue à Colômbia que pensa", acrescentou. Informações do Estadão.comChávez decretou ainda alerta máximo na fronteira e advertiu sobre o risco do presidente colombiano, Alvaro Uribe optar por uma ação armada contra a Venezuela. Em Washington, o embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderón, classificou as acusações mostradas pelo colega colombiano Luis Hoyos de mentiras evidentes e maliciosas.Segundo a Colômbia, há cerca de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em três acampamentos em território venezuelano. Hoyos apresentou fotos de guerrilheiros mortos, segundo ele, na fronteira com a Venezuela. O embaixador pediu a criação de uma comissão da OEA para verificar a presença guerrilheira no pais vizinhoO diplomata colombiano assegurou que há três acampamentos das Farc na Venezuela, batizados de ‘bolivariano‘, Ernesto e Berta‘. Alguns deles estariam há 23 km dentro da fronteira venezuelana, no estado de Zulia. As informações apresentadas na reunião, ainda de acordo com o embaixador, vieram do computador do ex-líder das Farc Raúl Reyes, morto em uma ação no Equador em março de 2008 e de guerrilheiros desmobilizados.
Ao se ver comparada com Larissa Riquelme, a empresária e ex-modelo paraguaia Veronica Casitñeira ficou inconformada. "Eu tenho uma carreira, fui modelo desde os 13 anos. Larissa é um produto da mentira”, diz Veronica, que morou no Brasil por 15 anos e posou nua para Playboy e Sexy.
Ex-modelo Veronica Castiñeira na revista Playboy, em 1993, e em foto recente
A empresária, também conhecida como Zuny, ataca a Musa da Copa 2010, dizendo que Larissa não tem nada de natural: tudo ali é resultado de uma série de plásticas. “Nem a sobrancelha é dela!”, diz Veronica, que comanda a revista de celebridades “Zeta”, responsável por lançar Larissa na mídia. Atualmente, a ex-modelo de 45 anos divide seu tempo entre Paraguai e Grécia e pretende lançar candidatura à presidência do Paraguai, em 2013.
Perguntada porque ela ficou ofendida ao ser comparada com Larissa Riquelme, Veronica Casitñeira explicou: "Ela é um produto da mentira. É tudo falso ali. Foram dezenas de cirurgias. A primeira foi bancada por um juiz paraguaio, com quem ela tinha um caso. Depois não parou mais. Diminuiu as gengivas, colocou colágeno os lábios, afinou o rosto, operou o peito umas três vezes, fez lipo umas oito. O cabelo é megahair, a bunda foi arredondada. Nem a sobrancelha é dela! Eu tenho uma carreira, fui modelo desde os 13 anos. Desfilei para a alta costura. Quando posei para a “Playboy”, já tinha tido um filho. Naquela época não tinha photoshop. Tudo meu era natural. Meus peitos ficaram famosos no Brasil. Não posso ser comparada a uma mulher artificial."Informações do Correio da Bahia.
Vice na chapa do ex-governador Joaquim Roriz, o deputado Jofran Frejat já está sabendo que, se eleitos, não ficará restrito à substituição eventual do titular. É que a cada pesquisa fortalece-se a convicção de que a Saúde, como principal preocupação dos brasilienses, será o tema crucial para a campanha.Essa convicção é partilhada tanto pela equipe de Roriz quanto a de Agnelo. Como Agnelo já avisou que durante os primeiros meses de governo acumulará a função de secretário de Saúde, a estratégia de Roriz será utilizar a experiência de Frejat, que já ocupou o cargo por quatro vezes. Não é algo inteiramente novo: o receber o convite para a vice,Frejat já sabia que a Saúde ficaria em sua esfera de influência.No caminho para a inauguração dos comitês eleitorais de Riacho Fundo I e II, no início da noie de ontem, Roriz e Frejat acertaram que passarão a seguir rumos diferentes no dia a dia da campanha. Haverá atividades comuns, mas a partir de hoje, Frejat fará caravanas próprias. A ideia é multiplicar esforços. Informações do Jornal de Brasília.
Candidata do PV à Presidência, Marina Silva defendeu ontem, em Nova York, a manutenção da política macroeconômica atual. Pediu, porém, mais investimentos em infraestrutura e redução de gastos públicos. Em almoço com empresários brasileiros e americanos, no Council of the Americas, a senadora afirmou que o Brasil "vive momento privilegiado" e precisa "transformar essa janela de oportunidade em uma grande porta".Acompanhada do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, Marina disse que "o Brasil passou por essa crise [iniciada em 2008] sem grandes sobressaltos, e o que nós queremos é manter o tripé da política econômica". Ela prometeu manter "o controle de inflação, o câmbio flutuante e as nossas reservas, o superavit primário". Disse ainda que o país precisa reduzir gastos públicos, mas sem diminuir investimentos em "áreas estratégicas, como saúde e educação", e sim "evitando o desperdício de recursos".No encontro com cerca de 40 empresários, Marina foi questionada sobre a infraestrutura do Brasil para investimentos externos. A candidata respondeu que é preciso investir "na infraestrutura física, planejando, e na humana, investindo muito forte em educação".Marina pediu ainda o fim da taxação americana ao etanol brasileiro e afirmou que "o Brasil tem dado uma contribuição importante [aos EUA], inclusive no processo de recuperação americana, porque o nosso país importa mais do que exporta".POLÍTICA EXTERNASobre outra questão que opõe Brasil e Estados Unidos, o Irã, a candidata fez duras críticas ao apoio do governo Lula ao regime de Mahmoud Ahmadinejad. "Conversar não é proibido, mas eles [iranianos], infelizmente, têm uma tradição de tentar construir a bomba atômica, e o tempo todo estão perseguindo esse objetivo", afirmou Marina a jornalistas.O governo brasileiro defende o direito de o Irã enriquecer urânio com fins pacíficos. Para os EUA, o país persa busca armas nucleares. Marina inaugurou ontem a primeira Casa de Marina no exterior. Hoje, ela volta a se reunir com empresários, em encontro promovido pela Bovespa que já levou Dilma Rousseff (PT) a Nova York. Informações da Folha.
O candidato do PSC ao GDF, o ex-governador Joaquim Roriz, negou ontem as versões divulgadas pelos adversários de que não será candidato. Durante a inauguração dos comitês do Riacho I e II, o ex-governador Joaquim Roriz alertou os eleitores contra as mentiras e garantiu que o objetivo do seu retorno é “trazer paz, alegria, saúde, moradia e emprego para a população”.O ex-governador mostrou um dos caminhos do seu futuro governo:“Há uma grande quantidade de jovens saindo das escolas, mas que não ficam no DF, vão trabalhar em outras cidades. Isso não pode acontecer. Seu filho formado aqui tem que ter emprego aqui, trabalhar aqui, porque nasceu aqui e aqui tem de morar”, disse Roriz. Ele também lembrou que "quem ainda não tem moradia, vai morar sob a ação do tempo, ficar debaixo da tempestade, na chuva, no calor, ou no frio? O Brasil tem 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados de terra. Será que o país irá empobrecer se dermos um pedacinho para cada família?”, questionou o ex-governador. Ao apresentar o médico e deputado federal Jofran Frejat (PR), vice candidato na sua chapa, Roriz disse que ele comandará a área de saúde. “Frejat ajudará a resolver um dos problemas mais graves do DF. Ele estará a meu lado 24 horas por dia. Vamos fazer de tudo para resolver o problema de saúde no DF”.
Mais de 12 mil eleitores do Entorno transferiram os títulos eleitorais para votar no Distrito Federal em outubro. O município campeão das transferências é Águas Lindas de Goiás, com 2,037 mil mudanças.Novo Gama também tem um índice alto, com 1,693 mil transferências, seguido de Valparaíso de Goiás, com 1,575 mil. Dos vizinhos mineiros, Unaí é que apresenta o maior número de pedidos de transferências, com 507 casos. No total, 12,969 mil pessoas do Entorno pediram para votar no DF no próximo pleito. Os dados são da assessoria de planejamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).Os números, embora altos, apresentam uma diminuição em relação às eleições passadas, em 2006, quando 14,691 mil eleitores do Entorno pediram para passar a votar no DF. E é sobre esses dados que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vai se debruçar, assim que receber detalhadamente os dados do TRE sobre os eleitores e as respectivas justificativas para o pedido de transferência. Informações do Jornal de Brasília.
Fred Raposo, iG Brasília
O que há em comum entre os deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Jader Barbalho (PMDB-PA), Nice Lobão (DEM-MA) e Sandro Mabel (PR-GO)? Todos poderiam ter tido os mandatos cassados por faltarem a um terço das reuniões ordinárias da Câmara dos Deputados, em pelo menos uma das três últimas sessões legislativas. Foram salvos pelo fato de a Mesa Diretora acolher suas justificativas.Levantamento inédito do iG revela que 35 parlamentares se enquadram neste perfil. As justificativas são previstas no regimento da Casa. Mas, juntos, os 35 parlamentares com o maior número de faltas abonadas em sessões ordinárias apresentaram, entre 2007 e 2009, 1.402 justificativas.A maior parte delas refere-se a licenças médicas ou missões político-partidárias. Com isso, conseguiram impedir abatimentos nos seus contracheques, além de manter benefícios como o acesso à cota parlamentar – usada para despesas com combustível, passagens aéreas e alimentação, e que chega a ultrapassar R$ 30 mil mensais, dependendo do estado de origem do deputado.Para o levantamento, o iG teve acesso à natureza das justificativas - documento mantido em sigilo pela Terceira Secretaria - que os parlamentares usam para abonar as ausências. Depois, cruzou os dados com o registro das sessões plenárias computados nos últimos três anos pela Secretaria-Geral da Mesa e pelo site da Transparência da Câmara.Mais de cem ausênciasAs licenças médicas lideram o “ranking” de justificativas: foram 872 (ou 62% do total). Há casos expçlicáveis, como o do deputado Miguel Martini (PHS-MG), que no ano passado contabilizou 114 faltas justificadas, de 118 sessões ordinárias realizadas, para tratamento de saúde. O parlamentar passou por um tratamento de quimioterapia, entre janeiro e junho. Depois, segundo afirma passou a “trabalhar de casa”.“Tinha baixa imunidade, não podia ter contato com as pessoas sob risco de ficar doente”, conta o deputado, que não abriu mão do salário no período em que ficou afastado. “Como qualquer trabalhador impossibilitado, tenho direito à remuneração. Por telefone, aprovei o acordo Brasil-Vaticano. A atividade política é diferente da industrial, não é ficar dentro do plenário como em uma fabrica de biscoito”.Também por motivos médicos, a deputada Nice Lobão (DEM-MA), mulher do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, ausentou-se em 54 das 97 sessões de 2008 e em 105 das 118 realizadas em 2009. O chefe de gabinete de Nice Lobão, Jorge Mota, afirma que a deputada sofre de “problemas na estrutura óssea”. Segundo ele, Nice passou por operação na coluna em 2006, nos Estados Unidos, mas voltou a sentir dores em 2008.“Todas as ausências foram justificadas, está tudo legal”, ressalta Mota. Ele assinala que a deputada “está com 73 anos”, o que dificultaria a presença regular em plenário. Apesar dos problemas de saúde, Nice se candidatou à reeleição. “Ela está até animada (com a campanha), não quer parar de trabalhar”.Nice Lobão faz parte de um seleto grupo de seis parlamentares cujo alto número de faltas justificadas espraia-se por dois mandatos. Nele, também se inclui o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Em 2007, o parlamentar se ausentou em 35,5% das sessões ordinárias e, em 2008, a 45,2% -- sendo 38 faltas justificadas por missões político-partidárias. Procurado desde a última segunda-feira, em seu escritório no Ceará, Ciro não retornou as ligações da reportagem.Somados, os 35 parlamentares apresentaram 458 justificativas (ou 32% do total) de ausências por “missão político-partidária”. As licenças vão desde participações em convenções a inaugurações de obras. O recordista da “categoria” foi o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Com 34 presenças em sessões ordinárias no ano passado, das 127 possíveis, Jader alegou estar em missão em 66 delas. O iG procurou o deputado desde segunda-feira, mas uma assessora do deputado no escritório no Pará disse que não conseguiu contato com ele.Presença automáticaO regimento prevê ainda que líderes partidários, como os deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Sandro Mabel (PR-GO), não precisam justificar ausências, que são automaticamente abonadas pela Câmara. Em 2007, Alves se ausentou em 48 sessões ordinárias e, em 2009, Mabel faltou a 42. Nos respectivos anos, eles apresentaram baixo número de justificativas: Alves teve seis, por afastamento do país, e Mabel sete, sendo três por afastamento do país e quatro por missão político-partidária.A assessoria de imprensa de Sandro Mabel diz que, “regimentalmente”, a Casa “libera líderes políticos” para cumprirem compromissos externos. Muitos deles em Goiânia, estado pelo qual Mabel se elegeu, completa. Já Henrique Eduardo Alves não retornou recado deixado na caixa postal de seu celular.O levantamento junto às justificativas apresentadas pelos 35 parlamentares aponta 18 ausências por impossibilidade de transporte, 12 por audiências judiciais, 23 por tratamento de familiares, 15 por afastamento do país e quatro por morte de familiares. A assessoria jurídica da Secretaria-Geral lembra que o afastamento dos deputados tem previsão constitucional.Para justificar a falta, os parlamentares devem apresentar requerimento acompanhado de documentação ao à Terceira Secretaria ou à Presidência da Câmara. O prazo é de 30 dias a partir da data da falta, à exceção da licença médica, cujo atestado pode “ser apresentada a qualquer tempo”.O desconto na folha salarial é feito no mês seguinte ao que foi computado a falta. Apresentada a justificativa, o parlamentar é ressarcido. Na semana passada, a Mesa Diretora aprovou o Ato 66/2010, queobriga a Casa a divulgar em seu portal de Transparência o motivo das ausências justificadas. Porém, a documentação apresentada à Câmara pelos deputados continua inacessível ao público.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, publicou ontem no Diário Oficial da União portaria nomeando a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, como a terceira na linha sucessória da chefia do Ministério Público Federal. Ontem, como Gurgel e sua vice, Deborah Duprat, estavam fora de Brasília, coube a Sandra, a quem o presidente Lula se referiu como “uma procuradora qualquer”, assumir por um dia a chefia do MP. Hoje, Deborah volta de férias e reassume o comando do órgão até a volta de Gurgel.No início da semana, o PT ameaçou denunciar Sandra por conduta imprópria, após ela ter anunciado que abriria uma investigação por abuso de poder político contra o presidente Lula. Na semana passada, num comício da candidata petista Dilma Rousseff, o presidente criticou a atuação da procuradora.— O que eles querem é me inibir, para fingir que eu não conheço a Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela (Dilma), tem uma procuradora qualquer aí..., e eu vou passar de costas viradas e fingir que não a conheço. Mas eu não sou homem de duas caras — disse Lula.Recentemente, a procuradora disse que Lula “não consegue ficar com a boca fechada” e, por isso, é multado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por fazer campanha indevida em favor de Dilma. Segundo a procuradora, lula teria feito campanha em evento oficial no CCBB, semana passada, quando citou Dilma como uma das maiores responsáveis pelo projeto do trembala entre Rio e São Paulo.O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chegou a anunciar que denunciaria Sandra ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) — órgão também presidido por Gurgel.Mas desistiu após conselho do departamento jurídico do PT.Diante da ameaça do PT, Gurgel divulgou nota em apoio à colega e considerou a atitude uma tentativa de intimidação.Associações de membros do Ministério Público e do Judiciário também saíram em defesa da procuradora.Levantamento publicado ontem pelo jornal “O Estado de S.Paulo” mostra que Sandra apresentou mais ações contra o PSDB e o candidato José Serra do que contra o PT e Dilma, no TSE. Das 28 ações do Ministério Público Eleitoral, 16 eram contra a campanha tucana e 12 contra a petista. As ações contra o PT foram apresentadas e julgadas primeiro, dando a impressão de que a legenda foi mais acionada. Informações de O Globo.
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, reagiu ontem à declaração do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que acusou o comitê de campanha petista de envolvimento na divulgação de seus dados fiscais. Dilma disse que essa é uma ilação infundada e uma acusação sem provas.A candidata reagiu às acusações de que um grupo do PT estaria fazendo dossiês contra adversários, em entrevista à “TV Brasil”: — Quem deduzir isso está fazendo ilações infundadas, está jogando acusações sem provas e está sobretudo cometendo injúria e difamação sem prova — disse Dilma.Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Receita é quem precisa prestar esclarecimento: — A Receita é intocável, é intocável para todos, para presidente da República. Se eu pedir declaração do meu pior inimigo, a Receita tem que me denunciar.Dilma afirmou ainda que declarações como a de Eduardo Jorge são uma tentativa de se tirar proveito eleitoral: — A gente tem de ter cautela e cuidado para não sair por aí fazendo insinuações que só tendem a beneficiar alguém dentro do processo eleitoral. Tem de ter cuidado. Acho que é de todo oportuno, para preservação da qualidade do momento político brasileiro, que todas as acusações sejam feitas com provas.Nem ilações podem ser feitas.O PT também reagiu. O presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, negou envolvimento da sigla e disse que o partido é o maior interessado em esclarecer os fatos: — Se ele (Eduardo Jorge) está fazendo uma acusação, tem de provar. Do ponto de vista eleitoral, o que a gente ganharia em vasculhar a vida do Eduardo Jorge, que é o famoso “quem”? Tenham a santa paciência! Somos os maiores interessados a que se chegue ao responsável.Tenho convicção de que esse dossiê não partiu do PT.Dutra: “Pedimos abertura do inquérito à PF” Na avaliação de Dutra, o PSDB quer usar o caso ao máximo para atingir Dilma: — Pedimos abertura do inquérito à PF, o PSDB não. Não queremos ficar com essa “fita banana” neste período eleitoral, para eles ficarem fazendo ilação sobre nós — disse.O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PTSP), também negou envolvimento de petistas. Informações de O Globo.
Alvo do vazamento de seus dados fiscais, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, disse ontem acreditar que a analista tributária Antônia Aparecida Silva, suspeita de ser responsável pelo acesso ilegal de sua declaração de Imposto de Renda, não teria agido sozinha.Ele voltou a acusar o comitê de campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, de envolvimento no crime: — Não tenho dúvida de que o documento (com dados vazados) publicado na imprensa teve origem no comitê de campanha do PT. Vazaram meu IR de cinco anos, então quero que essa investigação seja feita a fundo, já que outras pessoas também podem ter tido acesso a dados de outros anos — disse ele, que já havia entrado com uma ação na Corregedoria da Receita pedindo que o órgão divulgasse o nome de quem vazou seus dados. As informações são de O Globo.Nas informações vazadas à imprensa, constam depósitos na conta corrente do tucano, feitos com recursos vindos de venda de imóveis, como registrado no IR, no total de R$ 3,9 milhões.— Não adianta só revelar quem acessou, mas por qual motivo essa pessoa fez isso — afirmou Eduardo Jorge.O candidato tucano à Presidência, José Serra, disse ontem no Rio que o uso da máquina pública para quebrar o sigilo fiscal do vice-presidente de seu partido é um crime contra a Constituição. Ao comentar a acusação de Eduardo Jorge de que o vazamento teve origem no comitê do PT, Serra disse que isso não o surpreende: — Isso não é surpresa nenhuma.Isso é crime contra a Constituição.Quebrar sigilo, usar a máquina pública para disputar a eleição é erradíssimo — disse Serra, após corpo a corpo relâmpago em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, acompanhado de seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM-RJ).O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), culpou o PT pelo vazamento.Segundo ele, a campanha de Dilma atua “nos subterrâneos da conspiração”. Ele aproveitou o episódio para ironizar declaração recente de Dilma de que tucanos estavam baixando o nível ao associar o PT às Farc: — A Dilma disse que nós estávamos baixando o nível da campanha, mas são eles que atuam no subterrâneo da conspiração. Eles (PT) trabalham com grupos de fiscalização, com grupos de quebra de sigilo. É preciso ter juízo, gente.
De O Globo
A analista fiscal Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, de 45 anos, funcionária da Receita Federal em Santo André, no ABC paulista, está sendo investigada pela Corregedoria da Receita Federal em Brasília por ter acessado “imotivadamente” os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas. A movimentação financeira do tucano, protegida por sigilo fiscal, foi parar em suposto dossiê preparado pela campanha da presidenciável petista, Dilma Rousseff, que nega envolvimento.Antônia Aparecida recebeu ontem intimação para depor no processo administrativo aberto pela Corregedoria da Receita como suspeita de ter acessado, sem motivação profissional, os dados da movimentação financeira do tucano. Ela é filiada ao Sindicato Nacional da Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) e, entre 2005 e 2007, foi secretária-geral do Sindireceita de Santo André. É funcionária da Receita desde 1995.Analista diz não se lembrar de acessoCom base nas suspeitas sobre Antônia Aparecida, levantadas em sindicância interna, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, determinou há duas semanas o afastamento dela de um cargo de confiança que ocupava numa unidade da Receita em Mauá.Numa conversa com o presidente em exercício do Sindireceita , Hélio Bernardes, a analista disse, segundo ele, que não se lembra de ter acessado as declarações de renda de Eduardo Jorge.Ela disse que iria fazer um levantamento sobre papéis e anotações pessoais para checar se, de fato, fez consulta aos dados fiscais do tucano. E levantou a hipótese de que sua senha tenha sido usada por outra pessoa.Relatório final da sindicância interna da Corregedoria da Receita informa que os dados fiscais de Eduardo Jorge foram acessados indevidamente em outubro do ano passado, numa unidade da Receita em São Paulo (seria uma referência ao estado). A partir do resultado da sindicância, a corregedoria abriu processo administrativo disciplinar, que pode resultar até na demissão da servidora. Antônia está lotada na Receita de Santo André e exercia um cargo de confiança DAS 1 em Mauá.Secretário não falou do afastamentoOtacílio Cartaxo determinou o afastamento de Antônia do cargo de confiança no dia 8. Uma semana depois, Cartaxo compareceu à Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), mas não revelou o nome da suspeita e disse que ainda estava investigando se o acesso tinha sido imotivado ou não. Segundo ele, a investigação da corregedoria estava sob sigilo, conforme estabelece a lei 8.112, o estatuto do servidor público.A corregedoria tem até 120 dias para concluir as investigações.Mas o corregedor-geral, Antônio Carlos D’Ávila, disse que deve encerrar a apuração em até 60 dias.No Senado, Otacílio Cartaxo disse que os dados do tucano teriam sido acessados “cinco ou seis vezes”. A corregedoria exclui os outros acessos porque teriam sido feitos por ordem judicial a partir de uma investigação que estava em curso contra Eduardo Jorge na Procuradoria da República no Distrito Federal.Ao receber a intimação ontem, Antônia Aparecida, que mora em Mauá e está de férias, ligou para o sindicalista Hélio Bernardes negando que tenha acessado as declarações fiscais de Eduardo Jorge, embora a sua senha tenha sido usada para um dos cinco ou seis acessos às informações sigilosas do tucano. Embora ela seja do ABC, nega que seja filiada ao PT.Segundo ela disse por telefone ao presidente do Sindireceita, nunca foi filiada a partido político.O presidente do Sindireceita, que é filiado ao PTB de Goiás, diz que a entidade não tem cor partidária e não é ligada a uma central sindical.— No Sindireceita tem gente filiada a vários partidos, do PT ao PR e PTB, aos mais variados partidos, mas o Sindireceita não é filiado a nenhuma central sindical e não acredito que os funcionários da Receita possam ser manipulados por qualquer partido político — disse Bernardes.Ele afirmou que Antônia Aparecida foi de fato delegada do Sindireceita em Santo André e São Bernardo do Campo de 2005 a 2007, mas que hoje é apenas sindicalizada, sem ocupar cargo na direção do sindicato.O Sindireceita pôs um advogado à disposição de Antônia Aparecida, para que ela possa se defender no processo administrativo aberto contra ela pela Corregedoria da Receita.Antônia Aparecida disse ao presidente do Sindireceita que não sabe como sua senha foi usada para ter acesso aos dados de Eduardo Jorge.— O acesso foi imotivado com o uso de sua senha. Mas, durante a investigação, precisamos saber qual o IP do computador em que a senha foi usada. Afinal, como ela nega que tenha acessado os dados de Eduardo Jorge, precisamos saber agora em que máquina foi usada a senha da Antônia, para ter os acessos feitos em outubro do ano passado. No curso do processo administrativo vamos saber o IP do computador e ver se ela está falando a verdade ou não — disse Hélio Bernardes, que põe em dúvida a transparência da investigação.— O mais grave não é saber quem acessou os dados do Eduardo Jorge, mas quem vazou os dados para a imprensa. Afinal, investigação sobre acessos imotivados é corriqueira na Receita e pode ser punida com advertência ou suspensão do cargo.Ele disse que ofereceu assessoria jurídica a Antônia Aparecida para ela se defender, mas que, se for culpada, o sindicato não vai passar a mão na cabeça.— Estamos oferecendo amplo direito de resposta a ela, mas, se ela for culpada, deve ser punida conforme a legislação.
Lilian Tahan, do Correio BrazilienseA redistribuição do grupo político de José Roberto Arruda, órfão desde o início da Caixa de Pandora, foi bem administrada do ponto de vista formal. As coligações dos dois grupos que se consolidaram para disputar as eleições em outubro (comandados por Agnelo Queiroz, do PT, e Joaquim Roriz, do PSC) absorveram as lideranças políticas escanteadas em função das denúncias de corrupção. Muito mais do que afinidades pessoais ou ideológicas, as alianças se pautaram por critérios pragmáticos.(1) Duas semanas depois do início das campanhas de rua, no entanto, está evidente que as acomodações sistematicamente calculadas não funcionam tão bem na prática. As alianças estão partidas. Dentro das duas principais forças que disputam o governo, parte dos candidatos proporcionais optou por candidaturas solo.Considerados cabos eleitorais de peso, alguns deputados adotaram agenda própria de campanha, alheia aos compromissos dos concorrentes majoritários. Os deputados do DEM, por exemplo, quase não são vistos no palanque de Joaquim Roriz. O partido entrou na coligação do ex-governador na última hora permitida para as junções políticas. A dobradinha, no entanto, não deu liga e já produziu suas primeiras saias justas. Eliana Pedrosa, Raad Massouh e Paulo Roriz trabalham isolados. Juntos, eles somaram 43,4 mil votos em 2006. Potencial que não pode ser desprezado para 2010, mas com o qual os candidatos majoritários da coligação Esperança Renovada não podem contar.Em suas andanças, Eliana Pedrosa pede voto para si. Não estende a reivindicação para os concorrentes ao governo nem ao Senado. O material de campanha da deputada, todo ele com referências pessoais a ela, também é um registro da disposição da política em cuidar da própria situação na campanha deste ano. Raad Massouh tem evitado o palanque de Roriz. Avalia que ganhará mais descolado do candidato, que até o ano passado era tido como um adversário político.Nariz torcidoPaulo Roriz aceitou de nariz torcido a coligação na chapa do tio, Joaquim Roriz. Ele está rompido com o ex-governador. Nos bastidores houve até uma tentativa de reaproximação. Os termos da trégua foram apresentados pelo distrital. Ele exigiu que a prima Liliane Roriz desistisse da candidatura à Câmara Legislativa. Assim, seria o nome da família para a reeleição na Casa. Não conseguiu impor sua vontade e mantém-se afastado do palanque de Roriz. O desinteresse tem mão dupla. O troco de Joaquim Roriz para os distritais sem entusiasmo vem revestido de ironia. Durante evento no Paranoá, na noite de terça-feira, o ex-governador, em busca do quinto mandato, disse à plateia que não ia ficar citando nomes de deputados. Imediatamente abriu exceções para as duas filhas, Jaqueline e Liliane.Mesmo quem passou por cima do próprio orgulho e resolveu vestir a camisa da coligação liderada por Roriz está enfrentando dificuldades. Candidato ao Senado no grupo do ex-governador, Alberto Fraga (DEM) está deslocado. Já foi vaiado em dois eventos ao lado de Roriz. E ameaça partir com o tempo de televisão debaixo do braço se a hostilidade continuar: “Não vou aceitar essa violência. Nunca fui vaiado e, se precisar, seguirei sozinho”. O ultimato começou a produzir efeitos. No Riacho Fundo ontem, os dois dividiram o palco sem sobressaltos.No grupo oficialmente constituído em torno de Roriz, o desfalque de cabos eleitorais com mandato não vem só de representantes do DEM. O deputado Bispo Rodovalho, do PP, por exemplo, caminha só. Não tem participado dos compromissos de campanha de Roriz. O presidente do partido, Benedito Domingos, que até os últimos intantes do prazo regimental para a formação das coligações não sabia se faria composição com Roriz ou Agnelo, considera natural que os candidatos a deputado cuidem das próprias campanhas. “Se eu não correr atrás do meu prejuízo levo um tombo danado”, acredita.1 - Minutos a maisO tempo de televisão foi um dos argumentos colocados na ponta do lápis. Os minutos de exposição em rede de rádio e TV foram a principal moeda de troca na negociação entre integrantes do DEM e o grupo de Roriz, que com a adesão do PP somou quase sete minutos de propaganda eleitoral. Com uma coligação integrada por 11 partidos, o PT conquistou 10’44, pouco mais da metade do período reservado aos candidatos.Exceto em Goiás, presos provisórios e adolescentes em unidades de ressocialização poderão votar este ano. Segundo o TSE, 424 estabelecimentos prisionais terão locais de votação.
Saias justas do outro ladoA coligação pró-Agnelo Queiroz também tem seus constrangimentos. Há concorrentes proporcionais que evitam o quanto podem aparecer ao lado de integrantes do PMDB. Representadas da ala mais à esquerda não negam o mal-estar do casamento por conveniência com o partido dono do maior tempo de televisão e com fôlego financeiro para amparar a coligação liderada pelo PT.Segundo distrital mais bem votado do PT em 2006, com 23.109 votos, Chico Leite marcou posição em 2010 contra a aliança com o PMDB de Tadeu Filippelli, mesmo a contragosto da direção do partido. Tem evitado os eventos em que a militância petista está misturada à de peemedebistas. Da mesma forma, age Érika Kokay, que manda material e representantes de seu grupo político, mas dá prioridade aos eventos selecionados por sua coordenação de campanha.Representante do PDT com boa performance segundo as pesquisas de opinião, José Antônio Reguffe também está descolado do grupo majoritário. Não faz restrição a Agnelo, mas com um discurso amparado na ética e nos bons costumes, tem preferido manter distância do palanque eventualmente dividido por pessoas citadas na Caixa de Pandora. Considera que a vinculação pode lhe prejudicar.Apesar de alguns ausências, a coordenação de campanha do PT afirmou ao Correio que desconhece constrangimentos nos eventos da coligação e que se existirem são fatos pontuais e não expressam o sentimento da coletividade. Os assessores da coligação dizem que a composição entre os 11 partidos tem funcionado na prática e ganha a cada dia mais adesão. Representantes do grupo de Roriz, por sua vez, alegam que as ausências de distritais são naturais na dinâmica de uma campanha e não produzem diferença substancial no resultado das eleições.
Joaquim Roriz (PSC)12h – Almoço no Restaurante Comunitário da Ceilândia - CNM 1 – Bloco 01 – Lote 1 – Ceilândia Centro19h – Inauguração do Comitê de Roriz na Candagolândia - QOF – Conjunto E – loja 820h – Inauguração do comitê de Roriz no Núcleo Bandeirante - Avenida Central – lote 1.060Agnelo Queiroz (PT)12h30 - Almoço com lideranças do Recanto das Emas - Restaurante Comunitário da Cidade 14h - Entrevista na Rádio Comunitária do Recanto das Emas - Líder FM14h30 - Caminhada no Comércio do Recanto das Emas Concentração no estacionamento do Supermercado Via Box – Recanto das Emas17h - Inauguração de Comitê Residencial (na casa do Elimar) - Quadra 603, Casa 09 D, Av. Ponte Alta - Recanto das Emas17h30 - Inauguração de Comitê Residencial (na casa da Rosa) - Quadra 605, Conjunto 1B, Casa 32 – Recanto das Emas 18h - Inauguração de Comitê Residencial (na casa da Alaídes) - Quadra 306 Conjunto 12 Casa 17 – Recanto das Emas20h - Reunião com Condomínio Mini- Chácaras do Lago Sul - Centro de Convenções - Israel PinheiroAntônio Carlos de Andrade (PSOL)5h - Panfletaço Terminhal Rodoviário de Santa Maria7h - 8h - Café da manhã com apoiadores em Santa Maria9h - 10h - Panfletaço na comercial 202/203 de Santa Maria10h - 12h – Panfletaço no Hospital Regional de Santa Maria12h30 - Almoço com apoiadores em Santa Maria14h - 18h - Visitas à lideranças comunitárias em Santa Maria19h - 21h - Visitas à apoiadores em Santa Maria Os demais candidatos não enviaram suas agendas