O técnico do Corinthians, Mano Menezes, assumirá o comando da seleção brasileira. Com a recusa de Muricy Ramalho, que não foi liberado pelo Fluminense, a CBF fez o convite ao treinador do clube paulista na noite desta sexta-feira. O convite foi aceito, segundo pessoas ligadas a Mano Menezes.O próprio Mano fará o anúncio da novidade na manhã de sábado, durante treino do Corinthians, que no domingo enfrentará o Guarani pelo Campeonato Brasileiro.O site da CBF divulgou comunicado às 19h22m informando que a tentativa de contratar Muricy tinha sido frustrada. Dizia o texto: "A CBF convidou Muricy Ramalho, nesta sexta-feira pela manhã, para ser o técnico da Seleção Brasileira. No final da tarde, Muricy Ramalho respondeu dizendo que não poderia aceitar o convite, em virtude de não ter sido liberado pelo Fluminense, o clube com o qual tem contrato".Mais tarde, às 20h37m, um novo comunicado no site da Fifa informava que o convite tinha sido feito a Mano Menezes:"O presidente Ricardo Teixeira convidou Mano Menezes para ser o técnico da Seleção Brasileira. O convite foi feito em conversa o início da noite desta sexta-feira, e Mano Menezes anuncia a sua decisão na entrevista coletiva que será promovida pelo Corinthians, amanhã, em São Paulo. Mano Menezes fazia parte de uma relação de três treinadores, elaborada ainda na África do Sul, e teve seu nome confirmado depois da conversa com Ricardo Teixeira, quando se mostrou afinado com o projeto de renovação traçado pela CBF para a Copa do Mundo de 2014".No site há ainda uma declaração de Ricardo Teixeira:"Conversei com muitas pessoas, assisti a debates em vários programas esportivos e ouvi também torcedores para chegar a três nomes. O que determinou a escolha foi o entendimento de que é necessária uma imediata renovação na Seleção Brasileira, o que o Mano Menezes iniciará já na convocação para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos".Ainda de acordo com o site da CBF, "na conversa que teve com Mano Menezes, Ricardo Teixeira assegurou que o técnico terá o apoio irrestrito para exercer sua tarefa". Informações de O Globo.
Do blog da Paola LimaOs advogados do candidato petista Agnelo Queiroz entregaram nesta sexta-feira (23) a defesa do pedido de impugnação da candidatura do ex-ministro, feito pelo PTdoB. O documento reúne as principais certidões de nada-consta de Agnelo, como o atestado dado pelo Tribunal de Contas da União de que não há contas da gestão do petista reprovadas no órgão e o atesto do Ministério Público Eleitoral de que não há pendências eleitorais.Na defesa, o coordenador jurídico da Coligação Um Novo Caminho, Luiz Carlos Alcoforado, ainda pesou nas críticas contra o PTdoB. Classificou a legenda como “de aluguel”, por que teria apresentado o pedido de impugnação sem motivos concretos, mas para desgaste político.A irritação da coligação com o PTdoB rendeu ainda uma ação por danos morais na Justiça comum, também protocolada nesta sexta-feira. Na ação, é pedida uma indenização no valor de R$ 150 mil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje em Feira de Santana (BA) que quer levar a "experiência acumulada de política social" durante a Presidência para a África e América Latina, após deixar o cargo no final deste ano."Quero passar o que nós aprendemos aqui com vocês para o continente africano, porque nós devemos muito para a África e nós temos que ajudar o continente africano a se desenvolver", afirmou para agricultores durante cerimônia de abertura do 2º Encontro Nacional da Agricultura Familiar.Casa onde Lula nasceu em Caetés vira ponto turísticoLula disse ainda que, a partir de 2011, irá continuar a viajar e "fazer caravana neste país". Durante a cerimônia, ele citou que neste ano serão disponibilizados R$ 16 bilhões de financiamento no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar).Hoje, o presidente participou também da entrega de 440 unidades habitacionais do programa "Minha Casa, Minha Vida". O governo já registrou 560 mil unidades contratadas _a meta da primeira etapa é de 1 milhão.De Feira de Santana, Lula voltou de helicóptero para Salvador, de onde embarcou para Garanhuns (PE). À noite, ele irá participar de um comício ao lado de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. Informações da Folha.com
MÔNICA BERGAMOColunista da Folha de S.PauloO presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está aguardando um telefonema do técnico Muricy Ramalho para que ele diga se quer ou não comandar a seleção. "Se ele quiser, nós vamos dar um jeito. Pagamos a multa contratual com o Fluminense e ele vem", diz um assessor de Teixeira.A esperança de que isso aconteça, no entanto, não é grande. "Vamos aguardar", diz o interlocutor do cartola. A entrevista coletiva dos dirigentes do Tricolor surpreendeu Teixeira, que aguarda então o telefone tocar para decidir o que fazer.
Dados coletados por satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram queda de 47% do desmatamento na Amazônia entre agosto de 2009 e maio deste ano. A queda, registrada a dois meses da coleta da taxa anual, é maior que a registrada no ano passado (42%), e, se confirmada nos próximos meses, poderá representar redução recorde.Comparando maio a abril, porém, verifica-se que o desmatamento da Amazônica mais que dobrou, passando de 51 km² para 109,6 km² nos dois meses.Em maio, Mato Grosso foi o Estado que mais registrou destruição da vegetação nativa: 51,9 km², seguido por Pará (37,2), Rondônia (10,7 km) e Amazonas (9,8 km).Os números podem ser maiores, pois 45% das áreas dos nove Estados da Amazônia Legal estavam encobertas por nuvens, o que impediu os satélites de detectar todo o desmatamento.Deter e ProdesO Deter, sistema de detecção do desmatamento do Inpe em tempo real, captou durante o período de agosto de 2009 e maio deste ano o corte de 1.567 km² da Floresta Amazônica, área maior do que a cidade de São Paulo. O sistema serve de alerta para que o Ibama faça operações onde o problema está concentrado.O sistema não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares, o que pode gerar diferenças entre os dados obtidos em tempo real e o Prodes, usado para calcular a taxa oficial do desmatamento, divulgada anualmente. No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. Informções eBand.
Os juizados especiais criados para solucionar problemas relacionados ao serviço de transporte aéreo começam a funcionar nesta sexta-feira nos aeroportos de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília. As informações são da Agência Brasil.Os passageiros poderão resolver, por meio de acordo, eventuais conflitos como overbooking (venda de passagens em número maior do que a capacidade do avião), atrasos e cancelamentos de voos, extravio, violação e furto de bagagens, falta de informação, entre outros.O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, participa às 14h da cerimônia de inauguração das unidades judiciárias no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, na capital federal.Também participam da solenidade o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barboza, e do presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Otávio Augusto Barbosa.A cerimônia marca o início do funcionamento dos juizados especiais em cinco aeroportos brasileiros: Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas e Guarulhos, em São Paulo e Juscelino Kubitschek, em Brasília.No Rio, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Luiz Zveiter, inaugura o juizado do Santos Dumont às 14h. Em São Paulo, o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargador Roberto Luiz Haddad, assina portaria para regulamentar o funcionamento das unidades. A cerimônia está marcada para as 14h, na sede do TRF-3.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta sexta-feira, o advogado Ercio Quaresma afirmou que recebeu uma denúncia de que Eliza Samudio foi reconhecida com vida, em um shopping no Rio de Janeiro. Quaresma defende o goleiro Bruno e seu amigo Macarrão no caso do suposto sequestro da estudante.O advogado disse que vai repassar um e-mail com fotos de Eliza quando receber a mensagem. Ele afirmou, contudo, que a princípio é apenas uma denúncia e que ele ainda não tem provas concretas de que a estudante está viva. Ele sustenta a tese de que Eliza não morreu e diz que quem tem que encontrá-la é a polícia.
Convidado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, para assumir o cargo de técnico da Seleção Brasileira, Muricy Ramalho continuará no Fluminense. Pelo menos é o que afirmou o presidente do clube tricolor, Roberto Horcades, nesta sexta-feira, em entrevista concedida nas Laranjeiras. Além dele, estavam presentes o vice de futebol, Alcides Antunes, e o presidente da Unimed (patrocinadora do clube), Celso Barros."O Fluminense precisa de profissionais como o Muricy. Ele vai ficar no Fluminense. Ele ja estava apalavrado até 2012 e vai cumprir o contrato", afirmou o presidente Horcades. Alcides Antunes usou a mesma linha para comentar o assunto."Conversamos com o representante dele, o Márcio Rivellino, e em momento algum foi discutido de ficar nos dois (Fluminense e Seleção). Foi comentado apenas de o Muricy ter falado com o Ricardo (Teixeira, presidente da CBF) de estar apalavrado com um contrato até dezembro de 2012", disse."Ele (Muricy) vai cumprir os contratos, está muito satisfeito no Fluminense, e nós estamos também muito satisfeitos com o trabalho dele. Ele sempre foi um técnico que desejávamos há bastante tempo e agora conseguimos, assumimos a liderança do Campeonato Brasileiro", emendou.Apesar de admitir surpresa com o convite feito pela CBF na manhã desta sexta, no Itanhangá Golf Club, na Barra da Tijuca, Alcides Antunes enfatizou o acordo que já havia sido fechado com o treinador."A surpresa foi grande com o convite, mas ele colocou essas situações. Como já estava apalavrado, ele é pessoa de cumprir contratos com o Fluminense. Evidentemente, estamos no início de trabalho e esperamos que seja um trabalho longo e vitorioso. Foi tudo feito desta forma, vamos honrar os compromissos assumidos", analisou o vice de futebol do Flu.Celso Barros elogiou a postura de Muricy durante o episódio e afirmou que a patrocinadora também está feliz com a permanência do técnico."O Muricy abraçou esse projeto, está muito feliz e vai continuar assim, fazendo o belo trabalho que sempre fez. Não vai faltar oportunidade", afirmou o presidente do principal patrocinador do clube.O convite oficial da CBF aconteceu na manhã desta sexta, após reunião entre Ricardo Teixeira e Muricy Ramalho no Itanhangá Golf Club, na Barra da Tijuca.Em declaração dada após a reunião, o presidente da CBF confirmou o convite, mas afirmou que Muricy só poderia assumir como o novo técnico da Seleção com exclusividade, ou seja, sem dividir as funções entre Brasil e Fluminense. Informações do Terra.
O ator e diretor Sylvester Stallone - que filmou ‘Os Mercenários‘ no Rio de Janeiro em abril de 2009 - fez declarações nada gentis sobre o Brasil e os brasileiros durante entrevista de divulgação do longa-metragem na Comic-Com 2010, em San Diego, nos Estados Unidos, de acordo com informações do Jornal do Brasil.
"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) diziam obrigado", declarou ele, antes de completar: "Diziam ‘obrigado, Obrigado e leve um macaco‘!".
Ator Sylvester Stallone é criticado por fazer piada de péssimo gosto com o Brasil
Não satisfeito, Stallone insistiu na "brincadeira" ao fim da entrevista, afirmando que a temporada foi boa por "podermos ter explodido vários prédios e todos ficaram felizes e ainda trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo".
O astro hollywoodiano, que já havia sugerido problemas com a equipe de filmagem na Cidade Maravilhosa também fez uma série de piadas sobre a violência local - dizendo que foram necessários 70 seguranças para garantir o bem estar de sua equipe - e sobre o símbolo do B.O.P.E (Batalhão de Operações Especiais) "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar".
O ensaio nu de Cleo Pires para revista Playboy, que contou com dois renomados fotógrafos, terá entre 40 e 60 páginas, de acordo com o jornal "Diário de S. Paulo". A atriz posou para Jacques Dequequer "completamente mulherão" no Arpoador. Já Bob Wolfensonn clicou Cleo "num clima menininha", em Santa Tereza.
Os dois ensaios serão publicados em agosto, mês de aniversário da publicação. Mas a revista ainda não decidiu se publicará os dois ensaios na mesma edição ou lançará duas revistas diferentes no mesmo mês. A publicação também vai contar com um pôster de Cleo.
A partir deste domingo (25), a nova rodoviária interestadual de Brasília começar a operar normalmente para o embarque e desembarque de passageiros e compra de passagens. Mais ampla e moderna, o acesso para embarque será controlado por catracas e bilhetes eletrônicos.Pessoas com passagem comprada para outras cidades devem dirigir-se ao local no dia da viagem com pelo menos uma hora de antecedência para efetuar a troca das passagens antigas por bilhetes eletrônicos no guichê da empresa. A recomendação é do gestor de contratos de empreendimentos especiais, Antonino Alibrando, da empresa Socicam, responsável pela administração da nova rodoviária. “Essa troca deverá ser realizada no mesmo dia da viagem para não haver problemas com perda ou danificação do bilhete eletrônico”, afirmou. Todas as empresas de ônibus que funcionavam antes na Rodoferroviária, e algumas linhas interestaduais que saíam da Rodoviária do Plano Piloto, passam a operar no novo terminal. A nova rodoviária atenderá todos os passageiros com destino superior a 75 quilômetros da capital federal. A expectativa de atendimento chega a 140 mil pessoas por mês. O novo terminal está localizado em local de fácil acesso – na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), ao lado da Estação Shopping do Metrô. Para facilitar a vida do usuário, desde o início do mês o DFTrans começou a testar duas novas linhas de ônibus que atenderão a rodoviária interestadual. Uma das linhas fará o trajeto Nova Rodoviária/Estação Shopping do Metrô/Fórum/Terminal da Asa Sul/Rodoviária do Plano Piloto, passando pela W3. A outra, temporária, é uma espécie de circular. Ela vai operar entre a Rodoferroviária e o novo terminal de embarque. A condução irá passar pela Candangolândia. Os usuários também contam com várias linhas de ônibus que já passavam pela EPIA e chegam até a nova rodoviária. A nova rodoviária também oferecerá diversos serviços para a comodidade dos usuários. Os passageiros ainda terão à disposição guarda-volumes, painéis eletrônicos com informações sobre partidas e chegadas, banheiros gratuitos, fraldário e carrinhos para transporte de bagagens, entre outros. Além disso, o transporte de bagagens realizado por carregadores na antiga Rodoferroviária foi transferido para o local. PrioridadeCriado para agilizar obras emergenciais em andamento no DF, o comitê dirigido pela vice-governadora Ivelise Longhi estabeleceu a inauguração da nova rodoviária de Brasília como uma das prioridades. “Os moradores da cidade merecem uma rodoviária mais bonita e com mais conforto, por isso juntamos esforços para colocá-la em funcionamento o mais rapidamente possível”, explicou Ivelise. O novo terminal custou R$ 45 milhões, valor bancado pelo consórcio vencedor da licitação, que recebeu uma concessão para administrar o local por 30 anos. De acordo com o edital para construção da nova rodoviária, venceria a concorrência a empresa que apresentasse o menor valor para erguer a obra e o maior valor para um dos lotes vizinhos, que seria dado em pagamento pela construção. A diferença seria devolvida aos cofres do GDF.Desse modo, a construção do prédio e a administração do novo terminal ficou a cargo de um consórcio formado pelas empresas JCGontijo, Artec e Socicam, que ganharam a licitação lançada em 2007. Inicialmente a expectativa era de que a nova estação pudesse começar a operar até o fim de junho. No entanto, a necessidade da construção de novos acessos e alguns ajustes técnicos da obra junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acabaram atrasando a transferência do controle para a Secretaria de Transporte, uma das etapas finais do processo.Eficiência energéticaA preocupação com o meio ambiente fez parte do projeto da nova rodoviária. Nele foram privilegiadas a iluminação natural e a preservação da vegetação nativa, o que reduz o consumo de energia. Além disso, o uso de ar-condicionado deu lugar a climatizadores que também garantem menor gasto de energia. O local terá ainda reaproveitamento de águas pluviais para limpeza e irrigação, gerando uma diminuição do consumo de água. A partir da avaliação da fachada e da cobertura das instalações, a obra foi considerada modelo de conservação de energia e recebeu etiqueta de maior eficiência energética (A) em sua envoltória por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para edifícios. É o primeiro edifício com esse selo na cidade. Existem apenas outros 10 em todo Brasil.De acordo com o Laboratório de Controle Ambiental e Eficiência Energética da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Unb), responsável pelos estudos e avaliação da estrutura, a combinação de cores claras, materiais adequados e proteção solar garantem um bom desempenho térmico e energético ao complexo. Desde 1984, os consumidores são informados quanto à eficiência energética de eletrodomésticos por meio de etiquetas. Somente a partir de julho do ano passado, os edifícios também passaram a ser avaliados e etiquetados. Os sistemas avaliados na etiquetagem de edifícios são a Envoltória (fachada e cobertura), Iluminação e Condicionamento de Ar. Os níveis de eficiência energética podem variar de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).RodoferroviáriaA rodoferroviária funcionará como embarque e desembarque de ônibus interestaduais apenas até o sábado (24). Segundo Ivelise, o governo vai estudar a melhor destinação para o prédio, localizado em um ponto central do Plano Piloto. Atualmente funcionam no local a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), o DFTrans e parte administrativa da Polícia Federal.
O mistério está por terminar. Depois de uma breve reunião com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na manhã desta sexta-feira, Muricy Ramalho aceitou o convite para assumir o comando técnico da seleção brasileira. O técnico, de 54 anos, pedirá sua liberação do Fluminense, com quem tem contrato até o final do ano. O presidente do clube, Roberto Horcades, demonstrou irritação sobre a possível saída de Muricy. "Se é para falar de Muricy... Ele tem um contrato em vigor. Manda procurar o Mano Menezes [técnico do Corinthians]", disse Horcades ao Estado. A equipe carioca tinha tudo certo para renovar por mais dois anos com o treinador.Se assumir a seleção, Muricy Ramalho terá como missão reformular o elenco para a disputa da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Seu primeiro grande teste será na Copa América de 2011, na Argentina. Na segunda, o técnico deverá convocar a seleção para o amistoso diante do EUA, dia 10 de agosto, em Nova Jersey.Muricy Ramalho disputou o cargo de técnico da seleção com outros nomes fortes, como Luiz Felipe Scolari, Mano Menezes, Carlos Alberto Parreira e Vanderlei Luxemburgo, ganhando a preferência do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por ser um técnico que não possui rejeição por parte da opinião pública. Informações do Estadão.
Depois de ter ficado confortavelmente na liderança das pesquisas de forma isolada, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) viu os seus percentuais serem reduzidos nas últimas pesquisas eleitorais. Depois da terceira pesquisa mostrando a queda, Roriz resolveu entrar em campanha de verdade.Tanto que hoje o ex-governador fez campanha na Feira dos Importados, cujo acesso está péssimo. Agora à noite, o candidato Joaquim Roriz (PSC) vai inaugurar mais dois comitês de campanha em cidades que criou. O primeiro comitê será inaugurado às 19 horas em Sobradinho II, na AR 9 – Conjunto 1A, e o segundo na Fercal, na DF-150 – Avenida Engenho Velho.
De O GloboEm seu primeiro relatório sobre desenvolvimento humano para a América Latina e Caribe em que aborda especificamente a distribuição de renda, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) constatou que a região continua sendo a mais desigual do planeta. Dos 15 países do mundo nos quais a distância entre ricos e pobres é maior, 10 estão na América Latina e Caribe. O Brasil tem o terceiro pior Índice de Gini — que mede o nível de desigualdade e, quanto mais perto de 1, mais desigual — do mundo, com 0,56, empatando nessa posição com o Equador.Concentração de renda pior só é encontrada em Bolívia, Camarões e Madagascar, com 0,60; seguidos de África do Sul, Haiti e Tailândia, com 0,59. O relatório considera a renda domiciliar per capita e o último dado disponível em que era possível a comparação internacional.No caso do Brasil, porém, a desigualdade de renda caiu fortemente nos últimos anos e, em 2008, o Índice de Gini estava em 0,515.Na região, os países onde há menos desigualdade são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai, com Gini inferior a 0,49. Na média, segundo o Pnud, o Índice de Gini da América Latina e do Caribe é 36% maior que o dos países do leste asiático e 18% maior que os da África Subsaariana.O relatório, denominado “Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeneracional da desigualdade”, mostra que a concentração de renda na região é influenciada pela falta de acesso aos serviços básicos e de infraestrutura, baixa renda, além da estrutura fiscal injusta e da falta de mobilidade educacional entre as gerações.No Brasil, educação dos pais tem forte influência No Brasil, por exemplo, a escolaridade dos pais influencia em 55% o nível educacional que os filhos atingirão.O estudo também mostra que ser mulher indígena ou negra na região é, em geral, sinônimo de maior privação. As mulheres recebem menor salário que os homens pelo mesmo tipo de trabalho, têm maior presença na economia informal e trabalham mais horas que os homens. Em média, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, em comparação com a população branca.Ainda segundo o relatório, a desigualdade na região é historicamente “alta, persistente e se reproduz num contexto de baixa mobilidade social”. No entanto, para a entidade, é possível romper esse círculo vicioso — não com meras intervenções para reduzir a pobreza, mas com a implementação de políticas públicas de redução da desigualdade. Um exemplo são mecanismos de transferência de renda.De 2001 a 2007, gasto social cresceu 30% na região “A desigualdade deve ser combatida per se, como objetivo de política explícito”, diz o documento.Mas essa diretriz parece não ter funcionado na região. “Os altos níveis de desigualdade têm sido relativamente imunes às diferentes estratégias de desenvolvimento implementadas na região”, conclui o estudo.Entre as conquistas da América Latina e Caribe, o estudo mostra que as mudanças na política social da região na década de 1990 se refletiram na distribuição de renda. O gasto público social apresentou tendência crescente e gira em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) dos 18 países da região, apesar das limitações fiscais enfrentadas pela maioria dessas economias.Além disso, registrou-se na região um aumento do gasto social por habitante, em média, de quase 50% entre 1990 e 2001. Entre 2001 e 2007, o aumento foi de 30%. A maior parte do dinheiro concentrouse nas áreas de seguridade e de assistência social — esta última, representada principalmente pelo aumento no número de aposentados.
O vice-presidente da República, José Alencar, sofreu derrota judicial ontem, quando o juiz da Comarca de Caratinga (MG), José Antônio Cordeiro, determinou que o político reconheça a paternidade da professora aposentada Rosemary de Morais, 55 anos. O advogado de Alencar, José Diogo Bastos Neto, afirmou que vai recorrer.Natural de Caratinga, a professora adotará o nome Rosemary de Morais Gomes da Silva (sobrenome de Alencar). O Diário Oficial de Justiça de Minas Gerais publicará a sentença hoje, segundo informação do processo que tramita na Justiça estadual. As informações são do jornal O Dia.INTIMAÇÃOEm 2001, Rosemary ajuizou ação de investigação de paternidade contra o vice-presidente. O processo demonstra que, depois de diversos recursos apresentados pela defesa de Alencar, ele foi intimado a fazer o exame de DNA para comprovar o parentesco, mas se recusou a fornecer o material. Segundo o advogado, o vice-presidente se recusou a fazer o exame, porque “não havia nenhuma prova que pudesse indicar a paternidade”.Um dos advogados de Rosemary, Vinícius Mattos Felício lembrou que para decidir, a Justiça se baseou nas provas incluídas ao longo de 10 anos no processo. Alencar ainda não se pronunciou sobre o assunto.
De O Dia A pouco mais de cinco meses de deixar o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gosta de relembrar sua própria história de vida para dar a dimensão do que considera as vitórias de seus oito anos de governo. Lula conta que, na juventude, comprava cerveja quente no supermercado porque era mais barata que a gelada. Resfriava a bebida num balde, num poço perto de casa. É a imagem que usa para falar do “salto de qualidade” das classes D e E e do crescimento do consumo na Classe C. Afinal, segundo ele, hoje é muito mais fácil ter geladeira em casa e a energia elétrica chega às áreas mais distantes da Amazônia. “Deixo ao meu sucessor um país infinitamente mais sólido, justo e democrático”, disse, em entrevista aos jornais O DIA e Brasil Econômico, em seu gabinete no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência.Foto: Antonio MilenaAo defender a política externa, o presidente afirma não concordar com prisões políticas e mostra-se decepcionado com o colega americano Barack Obama, sobretudo nas negociações de paz no Oriente Médio. Lula descartou risco de um acidente no pré-sal como o da BP nos EUA, insinuando que a petrolífera foi negligente: “O barato sai caro e deu no que deu”. Também fez críticas ao candidato José Serra (PSDB) e alfinetou seu antecessor, Fernando Henrique. Descontraído, tratou da sucessão no comando da seleção brasileira. Revelou a preferência por Felipão.Presidente, qual é a diferença entre o país que o senhor recebeu em 2003 e o que entregará ao seu sucessor ou sucessora?Tenho a convicção de que entregarei um Brasil infinitamente mais sólido, justo e democrático do que o de 1º de janeiro de 2003. A situação econômica é infinitamente melhor, com estabilidade e crescimento. As reservas cambiais são suficientes para enfrentar qualquer crise externa, como as ocorridas na Rússia, México ou mesmo a do subprime (Estados Unidos). O salário do trabalhador está crescendo, com 90% das categorias obtendo ganhos reais nas negociações. As classes D e E deram um salto de qualidade e a C ganhou projeção. A educação melhorou substancialmente, conforme revelam dados do ministério, embora muito da qualidade do ensino básico dependa de estados e municípios e não da União. Criei 12 universidades e espero entregar outras duas ainda este ano: a Luso-Afro-Brasileira e a da América Latina. Em oito anos, inaugurei 214 escolas técnicas contra 140 em um século. A pobreza recuou muito. E, sobretudo, o Brasil ganhou respeitabilidade no mundo e autoestima no plano interno. Deixo o País mais preparado para continuar dando um salto de qualidade. A minha tese é que, se continuarmos crescendo nesse ritmo atual ao longo dos próximos anos, estaremos entre as cinco maiores economias do mundo em 2016, ano da Olimpíada do Rio. Por mais que a Globo queira falar mal do governo, tem melhoras que o cidadão mais pobre percebe no lugar onde mora, nos cantos mais remotos do Brasil. É impossível negar isso.Olhando para trás, o que o senhor gostaria de ter feito de diferente no governo?Na reflexão que fizer, vou perceber o que deveria fazer e não fiz. O líder espanhol Felipe Gonzáles costuma dizer que ex-presidente é que nem vaso chinês. Enquanto está no poder, é posto no lugar mais nobre da sala. Depois, ninguém nunca sabe o que fazer com ele. Pode virar um incômodo, um chato, um cara que fica lamentando a vida, rancoroso. Para mim, o melhor ex-presidente é o que não palpita. Eu quero ser o melhor ex-presidente. E, quando aproveitar essa condição, certamente, vou refletir sobre meu governo. A reforma tributária, por exemplo, que não consegui fazer. Parece que tinha um inimigo oculto, que impedia a coisa de andar. Mandei dois projetos de lei para o Congresso. A primeira proposta eu entreguei junto com os 27 governadores, em abril de 2003. Na segunda, em fevereiro de 2008, com o apoio de sindicalistas, empresários e líderes políticos, pensei que iria ser votada em três meses. Nada até hoje. Acho que cada um tem a sua reforma na cabeça. Apesar de enviar duas propostas que também não foram votadas, outra reforma que vou me dedicar é a da política, para acabar com a corrupção eleitoral, evitar o caixa dois e fortalecer os partidos. Precisamos do financiamento público de campanha, para saber quanto custa o voto com toda a transparência. A partir de 1º de janeiro de 2011, serei um militante do meu partido, o PT, e vou batalhar junto ao Congresso Nacional pela reforma política todo dia. Não é possível um governador cassado a menos de um ano de terminar o mandato poder concorrer logo depois ao Senado e ser eleito para mais oito anos. Também é preciso criar um sistema político no qual é possível fazer acordos efetivos com os partidos e não ter de ficar negociando separadamente com terceiros. Independentemente de ter um Congresso de esquerda ou direita, queria ver coalizões envolvendo acertos partidários, como há em outros países. Além disso, seria bom que o Legislativo fosse terminativo, sem riscos de judicialização de alguns temas.O senhor também disse que pretende, depois de sair do governo, levar sua experiência em políticas sociais para a África e a América Latina...Brasil tem acúmulo de experiências de políticas públicas bem-sucedidas e pode contribuir com a África e a América Latina. Essas políticas precisariam ser adaptadas conforme cada realidade, respeitando a cultura local. Nunca gostei de receber receitas prontas. O primeiro grande acerto de nossas políticas sociais está num cadastro de pessoas bem feito. Desta forma, não se joga dinheiro fora. O sucesso do Bolsa Família está no fato de o governo federal não saber quem são os beneficiados. As prefeituras fazem o cadastro e não nos importamos qual é o partido político do prefeito ou o perfil do beneficiado. Por fim, a Caixa Econômica Federal paga o benefício por meio de um cartão magnético. Em segundo lugar, provamos ser barato cuidar dos pobres. Difícil é cuidar dos ricos. O Banco Nacional do Nordeste (BNB) emprestou R$ 1,3 bilhão para um milhão de pequenos produtores. Ou seja, R$ 1 bilhão gerou um milhão de postos de trabalho. Se fosse para uma grande empresa, geraria só 300 ou 400. Em 2002, o BNB emprestou R$ 262 milhões, com 37% de inadimplência. Ano passado, foram R$ 22 bilhões, com 3% de calote. Por quê? Porque pobre quer pagar. O fato é que dá status às empresas dever R$ 10 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mas pobre não gosta de dever. Até porque isso ameaça o seu próprio nome, o único patrimônio que tem. O retorno das políticas sociais é extraordinário, como mostram as ações dos Territórios da Cidadania. O Bolsa Família custa R$ 12 bilhões por ano, só 1% do Orçamento. O Luz para Todos custou outros R$ 14 bilhões. Não é gasto, é investimento.O senhor fará indicações de ministros num eventual governo Dilma Rousseff?Não posso escalar ministério para a companheira Dilma. Além do mais, falar em ministro agora é sentar na cadeira antes do resultado da eleição, igual ao Fernando Henrique Cardoso fez na eleição para prefeito de São Paulo em 1985. Ela terá total liberdade de escolha e encontrará dentro do governo e nos partidos aliados quem pode formar seu governo. Tenho certeza que formará uma equipe extraordinária. Aí, sim, poderia contribuir com ela para dizer o que houve de errado no governo para que não se repita de novo. Foto: Antonio MilenaComo o senhor enfrentou a crise financeira internacional?Economia não tem mágica e é muito prática. Você faz no governo as coisas conforme as necessidades, tomando as medidas duras ou não e até voltando atrás se preciso. Prova disso foram as ações anticíclicas que adotamos quando surgiu a crise dos EUA. Ao invés de fazer contenção, buscamos elevar o investimento doméstico, sobretudo por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), além de estimular o consumo de bens duráveis. Desoneramos a construção civil e vários produtos, como carros, geladeiras e máquinas de lavar. Compramos carteiras bancárias em dificuldades e tivemos a coragem de decidir comprar a Nossa Caixa (SP) e metade do Banco Votorantim. Enfrentamos a retração de crédito externo. Lançamos o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida no auge da crise e completaremos este ano um milhão de moradias contratadas. Veio a crise e a Petrobras me procurou para solucionar o problema de financiamento gerado pela quebra de grandes bancos internacionais. A empresa recorreu à Caixa Econômica Federal, mas decidi que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Tesouro apoiariam o seu grande programa de US$ 224 bilhões em investimentos previstos até 2014, com sondas, plataformas e navios. Se não agíssemos desta forma, não seria possível colher os resultados do pré-sal em 2017. Temos na riqueza do pré-sal a oportunidade de superar um século de atraso na educação. Por isso, propus a criação de um fundo para investir no setor, além de pesquisa. Investir em ciência e tecnologia é a condição sine qua non para que o País dê um salto de qualidade. É preciso lembrar que em paralelo à macroeconomia há uma microeconomia, que responde por uma boa parte da economia em geral. Em 2003, havia R$ 380 bilhões de crédito bancário, agora chegamos a R$ 1,5 trilhão. Entrou nessa conta o crédito consignado, que tem como garantia a folha de pagamento. Não havia antes e chegamos a R$ 120 bilhões em circulação no País. A agricultura familiar, por sua vez, saiu de R$ 2,4 bilhões de financiamento para R$ 16 bilhões. Para ajudar o setor, resolvemos comprar de produtores locais pelo menos 30% da merenda escolar servida diariamente a 34 milhões de crianças. Investimos R$ 14 bilhões para levar energia a 15 milhões de pessoas. E, quando a eletricidade chega às famílias, vem geladeira, a televisão e a casa de farinha. Hoje, o cidadão da Amazônia que recebe luz elétrica, ele sai do século 19 com um aperto de botão. Sei bem o que é isso. Eu tenho 64 anos e muitos não se lembram de como as coisas eram antes. Quando eu morava com minha família na Vila Carioca, em São Paulo, a gente costumava comprar cerveja quente, que era mais barato. Então, sabe o que a gente fazia? Colocava a cerveja num balde, descia num poço lá perto e ficava lá 40 minutos para gelar.Mais ainda falta muito por fazer no País, não é?Sim, claro. Mas tudo será mais fácil de agora em diante. O Brasil mudou de cara e avançou em várias áreas. A classe C reúne agora mais de 30 milhões. Na crise, foram os pobres que saíram às compras quando as A e B ficaram com medo. Na véspera do Natal de 2008, ousei convocar o brasileiro em rede nacional de rádio e televisão a consumir, explicando que era a maneira de manter a roda gigante da economia girando. Se parasse de comprar, a empresa pararia de produzir e o próprio trabalhador corria risco de perder o emprego. Comprar era uma forma de gerar emprego. Por isso, mostrei que o momento permitia até se endividar, desde que não comprometesse sua renda. É preciso reconhecer a importância de investir em políticas que dessem sustentação à macroeconomia. Fiquei brigando com a indústria automotiva por um ano para que as prestações dos carros novos coubessem no salário do trabalhador. O importante não era o preço final, mas o número de prestações. A desoneração fiscal esticou o prazo do financiamento para até 80 meses. Caber no bolso é fundamental para fomentar as vendas. Tiramos lições da crise econômica. Meu sucessor encontrará uma sociedade mais consciente e exigente. O povo apreendeu a reivindicar, sempre querendo mais. O trabalhador ganha aumento de salário, já no terceiro mês pleiteia mais. Isso é algo extraordinário da democracia. Quando achei, por exemplo, que tinha concedido a maior reivindicação das universidades, a autonomia, os reitores me apresentam outra. Fui o único presidente que não tinha medo de se reunir com os reitores.Como o senhor responde às críticas de que há descontrole dos gastos públicos?Trato a questão do gasto público com a maior seriedade, tendo por base minha história pessoal. Sou casado há 36 anos e nunca fiz uma despesa que não pudesse pagar. Só comprei TV em cores quando podia. Assim faço com o Brasil. Não queremos deixar as coisas desarrumadas para o próximo governo. Digo que não governo o Brasil, mas cuido do Brasil, assim como cuido da família. Levo muito a sério as contas públicas. Nesse sentido, os companheiros Henrique Meirelles (presidente do Banco Central) e Guido Mantega (ministro da Fazenda) tiveram importante papel. Não vou me descuidar da inflação. Não é porque estamos em período eleitoral que não subiremos os juros se necessário for. Não queremos mais a volta da inflação. Até 5% anual é suportável. Já vivi como assalariado e inflação de 80% ao mês e sei o que sofremos com isso. Quando colocamos R$ 100 bilhões do Tesouro no BNDES é porque quero que ele seja dez vezes maior que o Bird (Banco Mundial). Não quero merrequinha, quero um BNDES internacional (Eximbank). Os empréstimos saíram de R$ 34 bilhões em 2006 para R$ 139 bilhões em 2009 e chegarão logo a R$ 200 bilhões. Por isso, acho engraçado o candidato (José Serra, PSDB) dizer que estamos privatizando dinheiro público. Vamos emprestar dinheiro para quem? Para nós mesmos? Precisamos, sim, ajudar no aproveitamento da riqueza do petróleo. Temos hoje carga tributária de 34,5%, mas é preciso comparar esse percentual com a economia. Se pegar os 20 países mais pobres, encontraremos peso médio de 11%. Mas aí não existe Estado. Defendo a reforma tributária porque quero alíquotas menores, simplificação, desonerar a produção.Como o senhor reage às críticas à sua política externa, de que teria rompido com a tradição democrática brasileira de defesa dos direitos humanos ao apoiar ditaduras?As pessoas que estão presas acham que podem contar com a defesa de todos que estão do lado de fora. Quando fui preso, não tive a solidariedade de todos. Mas é óbvio que gostaria que não houvesse preso político em lugar nenhum do mundo. Queria que todos os países tivessem o mesmo grau de liberdade que temos no Brasil. Quem pode dizer que há país mais livre do que o Brasil? Duvido que exista. Na conferência de comunicação ano passado, alguns veículos não participaram por achar que era coisa arbitrária do governo, que quer se meter. Quando dirigente critica jornal é censura. O cidadão da imprensa é o único que não aceita críticas. Estranhei quando o presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre) disse que eu ameaçava a democracia. Ele se esqueceu da homenagem que me fez meses atrás e da carta que me enviou. O Brasil está tranquilo com o seu Estado democrático, está provado que temos plena democracia. Participei de 70 conferências nacionais, como as de segurança pública, portadores de deficiência, moradores de rua, índios, negros e mulheres. Não há um só segmento da sociedade com quem não tenha falado, para ter subsídios para construir políticas públicas de modo mais democrático. Todo ano, Brasília recebe passeatas, que me entregam pauta de reivindicações. Eu as redistribuo para 20 ou 30 ministérios, recebo retorno e depois vejo o que é possível ou não atender. É uma outra forma de fazer política. Tenho me encontrado mais com sindicalistas no exterior do que os presidentes dos países deles. Nos encontros do G20, os sindicalistas entregam a pauta de reivindicações para mim, em razão de minha origem e de minha relação de Estado com os sindicatos.Como o senhor avalia os resultados da política externa de seu governo?O Brasil definiu que iria procurar diversificar suas relações políticas e comerciais no plano internacional. Em 25 de janeiro de 2003, no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), disse ao Celso Amorim (chanceler) que iríamos ter nova política externa. É preciso acabar com a mesmice do século 20. Por isso, não fazia sentido olhar para a Europa sem enxergar a África, olhar para os EUA sem enxergar o Oriente Médio e o restante da América Latina. O Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteira seca, só não fazemos fronteira na América do Sul com Chile e Equador. Tenho orgulho de ter sido o primeiro presidente brasileiro a visitar todos os países árabes. Fui a todos os da América Central e o primeiro chefe de Estado desde o imperador Pedro II a ir a países como o Líbano. Fiz oito viagens à África, com quem elevamos a balança comercial de US$ 3 bilhões para US$ 26 bilhões. Tiramos uma visão tacanha e o Brasil pôde aproveitar as oportunidades com a África. Se não fizer, a China fará. Só que temos a vantagem de mais apego, similaridades e afinidades com os africanos, sobretudo os países da região que falam português. É um continente com 800 milhões de habitantes que aprende a democracia e que tem países crescendo 8% ao ano.O senhor se decepcionou com o presidente americano Barack Obama?De vez em quando, fico desapontado por achar que as pessoas evoluíram. Muitos ainda não entendem que o mundo criado pelo pós-guerra mudou. Acabou a guerra fria e a bipolaridade, dando lugar à multipolaridade. O Muro de Berlim caiu, mas se ergueram os muros de Gaza e do México. Quem disse que o processo de paz no Oriente Médio tem de ser conduzido apenas pelos EUA? Onde está escrito que só os americanos devem ser mediadores? Está na Bíblia, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, nas resoluções da ONU? Queremos construir um grupo de países com neutralidade e que atuem na solução do conflito, além do líder da Autoridade Palestina e do primeiro ministro de Israel. Quem vai conversar com o Hamas e o Hezbollah? Precisa envolver mais gente no processo, conversar com os radicais, o presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad), o emir do Catar (Hamad bin Khalifa Al-Thani), que tem base militar dos EUA no seu território, mas também apoia o Hamas. Os líderes dos EUA e dos países envolvidos no conflito não resolvem nem formam um clube de amigos. É preciso que Palestina e Israel estejam unidos na negociação. A conferência de paz de Annapolis (EUA, 2007) tinha marcado uma segunda reunião que até hoje não se realizou. Surge então uma dúvida em minha cabeça: será que as pessoas querem mesmo a paz? No encontro de cúpula do G20 em Pittsburgh (EUA), ano passado, conversei por duas horas com Ahmadinejad sobre a sua negação do Holocausto e da ameaça de destruir Israel. Saí convencido de que era possível construir uma mesa de negociação. Perguntei na mesma reunião ao Obama, ao Sarkozy (França) e à Angela Merkel (Alemanha) se tinham conversado com Ahmadinejad. Nenhum falou. Só tinha conversado o Dmitri Medvedev (Rússia). Como resolver um conflito político sem conversar com as pessoas, terceirizando a tarefa para outras. Ora, somos políticos e fomos eleitos para isso. Obama é o presidente do país mais importante do mundo e poderia chamar o presidente do Irã para uma conversa. As pessoas não conversam. Eu me convenci de que poderia levar o Ahmadinejad à reunião de Viena. A Turquia acreditou e nos apoiou na busca de um entendimento. Fizemos exatamente a intermediação que o Obama nos pediu em carta. Não sei se foi ciúme ou rancor pelo Brasil estar se metendo em coisa deles. O que me preocupa agora são as sanções contra o Irã. São de dois tipos: as multilaterais, do Conselho de Segurança da ONU; e as unilaterais, dos EUA. Vamos ficar atentos para que não haja dois pesos e duas medidas. Não podemos permitir que acabem retaliando lá uma empresa brasileira ou argentina e não uma russa ou chinesa.Como o senhor avalia a guerra federativa em que se transformou a discussão no Congresso sobre os royalties do petróleo?Em primeiro lugar, entendo que esse problema só ocorre por conta da democracia. Numa reunião na Presidência, em agosto de 2009, que terminou às duas da manhã, eu, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a ministra Dilma, os governadores de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro e outros parlamentares fizemos um acordo enviado ao Congresso Nacional para evitar que a questão do royalties fosse discutida em ano eleitoral. Somente depois da eleição, com a cabeça fria, o tema poderia ser tratado de forma adequada. Mas a coisa chegou ao ponto que chegou por interesses eminentemente eleitorais. Cada um preferiu fazer seu proselitismo e os estados produtores perderam na futura divisão generalizada e até o que já tinham. Reconheço que o petróleo é da União e que deve haver uma divisão, mas os estados produtores têm direito a algo mais. O Brasil todo tem de se beneficiar, garantindo um pouco mais para os estados produtores. Não é a melhor coisa jogar a riqueza do pré-sal no ralo do custeio dos estados e municípios. Por isso, defendemos que os recursos se destinem ao meio ambiente, cultura, saúde, educação, e ciência e tecnologia, o que permitiria ao Brasil se consagrar como grande nação em 20 ou 30 anos. Agora vou esperar o que vai sair da Câmara. Não sei se vão votar este ano, embora a questão da partilha seja importante para nós.O acidente da BP no Golfo do México (EUA) ameaça os projetos do pré-sal?Não estamos falando de um acidente comum. O que houve lá é que quiseram fazer o mais barato. E como diz o ditado, o barato pode sair caro. A BP apenas abriu o poço com tampão para medição, sem se cercar dos devidos cuidados. Deu no que deu.Como o senhor viu a evolução da atual crise econômica da Europa?O Brasil foi o primeiro a colocar US$ 14 bilhões no FMI (Fundo Monetário Internacional). Nenhum dos grandes sócios colocou. Na verdade, só os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) colocaram. A Europa não aceitou que déssemos palpites na crise deles, embora sempre tenham dado nas nossas. Mas fizeram agora uma articulação séria, que garante uma aferição real nos bancos sobre os títulos podres, com a mediação da Alemanha, que está mais forte. O fato é que demoraram muito para ajudar a Grécia, um país pequeno que não poderia ter causado o impacto que causou.Qual será a marca de sua presidência no Mercosul a partir de agosto?Na presidência do Mercosul vou buscar a consolidação do acordo comercial com a União Europeia. O grande obstáculo é a Franca, com a velha questão do protecionismo à agricultura. Mais do que meu compromisso é minha prioridade à frente da presidência do bloco avançar nessa negociação. Vou conversar com o companheiro Nicolas Sarkozy (presidente da França) para convencê-lo e chegar a um consenso.Presidente, o candidato José Serra (PSDB) propõe a criação de um Ministério da Segurança para combater a crescente onda de violência. O que o senhor acha disso?Se tudo fosse resolvido com a criação de ministério, não haveria problema algum. Os tucanos têm experiência à frente de governos de grande estados. Suas ações poderiam servir de exemplo. Agora, propor ministério é algo muito pobre. No Ministério da Justiça, criamos nos últimos três anos uma política para conter a crise da segurança pública. Nunca houve um governo federal que tenha repassado tanto dinheiro aos estados para apoiar o combate da violência como o nosso. Por meio do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), tivemos bons resultados em parcerias com os governos de Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará. A segurança deve ser construída mais com inteligência do que com a força. Estou preocupado com o crack, que é uma nova questão, ainda por ser estudada. É uma droga devastadora, a pior que já vi, com efeitos de cinco a 15 minutos, obrigando o viciado a voltar a consumir rápido. E o pior de tudo é que ela chegou à periferia de cidades do interior.As medidas que o senhor anunciou esta semana retiram as dúvidas sobre a preparação para a Copa 2014?Acredito que, sobre a questão da Copa do Mundo de 2014, os principais problemas já estão equacionados. Reservamos R$ 400 milhões para cada estado com cidades-sede. Outros R$ 5,6 bilhões estão garantidos para a reforma dos aeroportos, sem falar dos recursos para a mobilidade urbana previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Vamos fazer uma bela Copa do Mundo, mas não no modelo Berlim. Vamos fazer no padrão Brasil, com a preocupação também de sermos campeões. A escolha do novo técnico é um desafio para a confederação de futebol (CBF). Concordo com os nomes cotados - Felipão, Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes. Desses, a melhor lembrança que nós temos é a do Felipão. O técnico da Seleção não pode ser como técnico de clube. O time não é de tenentes, mas de generais. Precisa de alguém com autoridade moral e respeitabilidade. É bom ressaltar que liderança não pode ser baseada no medo, mas sim no respeito. O Brasil não pode esperar até 2012 para escolher o técnico da Copa de 2014, porque temos de formar uma equipe. Não teremos mais vários craques da atualidade no próximo mundial. Muitos deles estarão com mais de 30, caso do Robinho e do Kaká. Por isso, a fase de preparação será de garimpo, observar os jogadores com 20 e 21, que terão 25 e 26 na época. Uma boa oportunidade é observar alguns no campeonato sub-20. Gostaria de sugerir ainda para a CBF uma turnê de jogadores jovens pelo Brasil depois do campeonato brasileiro, antes que partam para jogar na Europa. Eles querem jogar fora e, ainda, ganhar uma vaga na Seleção. O problema é que estamos vivendo um grave período de entressafra de craques, que exige maior atenção nossa. Veja só o caso do Neymar, uma grande esperança nossa na Copa 2014. Ele atravessa uma fase ruim, anda nervoso. Falta aí uma figura paterna para orientá-lo. Para mim, jogador de Seleção não precisa apenas jogar bem a bola, tem de ter alma, amor pela camisa. Pelo menos nessa última Copa gostei de ver que todos os jogadores cantaram o hino nacional. Foi uma loucura não ter levado o Hernanes do São Paulo.Entrevista concedida a Alexandre Freeland, Ricardo Galuppo e Silvio Ribas
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chamou ontem em Porto Alegre o vice de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), de ""mercadoria", fruto de "troca de cargos".Ao defender a indicação de Indio da Costa (DEM) para seu vice, Serra disse que o presidente Lula não queria Temer como vice de Dilma, mas teve que "engolir" o nome por "troca de cargos"."É mercadoria. No nosso caso, é política e ideologia", afirmou, ao justificar a escolha de seu vice. "O Indio tem quatro eleições nas costas e na última foi muito mais votado que Temer, que entrou na repescagem, na soma de votos de legendas."Temer disse que a declaração foi "raivosa e destemperada" e que espera a retomada do debate de ideias. "Este não é o Serra que conheci." Questionado sobre a declaração de Indio ligando o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao tráfico, Serra disse que "é preciso que o PT, que a Dilma explique as ligações" com o grupo.O tucano afirmou que os membros das Farc são "sequestradores, pessoas que cortam cabeças de gente". "Dilma nomeou a mulher de um deles no governo [o ex-padre Olivério Medina]. Dilma está devendo essa explicação da vinculação com essas forças terroristas", disse. Informações da Folha.
O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, José de Filippi Jr. (PT-SP), 53, omitiu da declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral, a propriedade de uma empresa de engenharia responsável por dois empreendimentos imobiliários em São Paulo.Alertado por perguntas enviadas pela Folha, Filippi reconheceu a omissão e atribuiu a "falha" ao seu contador. Ele enviou anteontem uma correção à Justiça.O tesoureiro admitiu que a mesma omissão ocorreu nas suas declarações de Imposto de Renda de 2009 e de 2008, mas prometeu corrigi-las.Filippi foi prefeito de Diadema (Grande SP) até final de 2006 e agora é candidato a deputado federal pelo PT.Ao deixar a prefeitura, Filippi abriu a AFC 3 Engenharia, com capital de R$ 10 mil. Ele disse à reportagem que a AFC se tornou a sua principal fonte de renda, com retiradas mensais que oscilaram de R$ 10 mil a R$ 15 mil.A AFC apresentou, em 2009, um faturamento de R$ 649 mil, fruto de serviços prestados a nove empresas da região do ABCD, dentre as quais, a Papaiz, fabricante de fechaduras.No mesmo ano, a AFC começou a construir, em sociedade com empreiteiros, prédios de apartamentos na Chácara Santa Maria (zona sul). O mais adiantado, que deve ser entregue até o final do ano, é um de cinco andares e 20 apartamentos.O preço de cada unidade oscilará de R$ 120 mil a R$ 130 mil.Em frente ao prédio, a AFC comprou um terreno de 4.000 metros quadrados, por declarados R$ 200 mil, onde deverá ser erguido outro prédio, com 80 apartamentos.Os sócios da AFC nos dois empreendimentos são petistas e empreiteiras. Em ambos, Filippi atua como representante da AFC.No segundo projeto, a empresa é sócia do atual secretário de Obras de Diadema, Luiz Carlos Theophilo; do ex-secretário de Saúde do município Osvaldo Misso (ambos do PT); e de duas empresas da construção civil, a PRB Engenharia e a JCH.Nenhuma dessas atividades consta da declaração de bens entregue por Filippi ao TRE paulista. Ele declarou um patrimônio de R$ 1,23 milhão. Seus maiores bens seriam duas salas comerciais, avaliadas por corretores em R$ 400 mil. Informações da Folha.
Depois de quase dois anos de negociação, o Banco de Brasília (BRB) pôs um ponto final nas conversas envolvendo a sua venda para o Banco do Brasil (BB). A desistência da operação será comunicada ao mercado nos próximos dias, seguindo a determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula e fiscaliza as bolsas de valores. O Governo do Distrito Federal (GDF) achou por bem manter o controle da instituição, por entender que o melhor momento para um acerto com o BB ficou para trás. A transação foi atropelada pela Operação Caixa de Pandora, detonada no início deste ano, que derrubou o então governador, José Roberto Arruda, e seu vice, Paulo Octávio. Para completar, às vésperas das eleições, não há mais clima para a aprovação da venda do BRB na Câmara Distrital, também esfacelada por denúncias de corrupção.Por questão de sobrevivência, o BRB ampliará seu foco de atuação. Em vez de oferecer produtos apenas para servidores do GDF, passará a atacar todos os públicos hoje atendidos pelos concorrentes. O primeiro passo nesse sentido foi dado pela sua financeira, que fechou contrato com vários órgãos do governo federal, com o Judiciário e o Legislativo para oferecer crédito consignado (com desconto em folha). A ordem é entrar com tudo na Esplanada. Foi fechada ainda uma parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para empréstimos a aposentados e pensionistas.A próxima etapa se dará por meio da empresa de cartões. Hoje, o BRB só pode oferecer o dinheiro de plástico para os servidores distritais. São 180 mil clientes ativos que usam cartões de débito e de crédito. Ao quebrar a barreira, oferecendo esses produtos a qualquer pessoa, o banco planeja chegar a 400 mil usuários em, no máximo, três anos. Outra frente a ser atacada é a do crédito imobiliário, que fideliza os correntistas a longo prazo — em média, os empréstimos são de 20 anos.Essa estratégia tem uma única explicação: a partir de janeiro de 2012, o Banco de Brasília perderá a exclusividade das contas dos servidores do GDF. Ou seja, eles poderão escolher em qual instituição receberão seus salários. A folha de pagamento do funcionalismo distrital, superior a R$ 10 bilhões por ano, é o maior ativo da instituição. Era justamente ela o maior objeto de desejo do BB. A atual direção do BRB decidiu também transformar a instituição no “Banco do Centro-Oeste”, com a abertura de agências em Cuiabá (MG) e em Campo Grande (MS).NamoroO fim do namoro entre o BRB e o Banco do Brasil começou a fazer água ainda com Arruda no poder. O ex-governador insistia em pedir R$ 1,2 bilhão pelo controle da instituição distrital. De posse de todas as informações, o BB chegou a oferecer, no máximo, R$ 900 milhões, com esse valor podendo ser reduzido caso se descobrisse algum rombo depois de fechado o negócio. Arruda manteve a posição, sustentado por pressões de bancos privados. O Bradesco e o Santander manifestaram interesse em participar de um eventual leilão do BRB, temendo um crescimento espetacular do BB na capital do país.Pelos dados enviados ao Banco Central, o BRB tinha, em março, ativos totais de R$ 6,5 bilhões, situando-se entre as 40 maiores instituições financeiras do Brasil. Com os lucros registrados nos últimos semestres, o banco distrital pôde reforçar seu patrimônio e corrigir uma deficiência de caixa próxima de R$ 300 milhões no fim de 2006. O BRB tem 100 pontos de atendimento no Distrito Federal.LUCRO RECORDE DE R$ 30 MILHÕES» O Banco de Brasília (BRB) bateu mais um recorde em junho, quando lucrou R$ 30 milhões — o melhor resultado da história do banco em um único mês. No acumulado do ano, o BRB alcançou R$ 101,12 milhões de lucro, o que corresponde a um crescimento de 41% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, quando o montante não passou de R$ 71 milhões. Os números, divulgados ontem, serão detalhados no balanço do banco, previsto para ser publicado na segunda quinzena de agosto. Em 2009, o BRB obteve o maior lucro líquido de sua história: foram R$ 190,5 milhões, 72,6% a mais do que o resultado de 2008. Informações do Correio Braziliense.
Juliana Boechat, do Correio Braziliense Dos 1,8 milhão de eleitores aptos a votar no pleito de outubro no Distrito Federal, 138.233 são filiados a partidos políticos, o equivalente a 7,5% — há quatro anos, essa proporção estava em 6,6%. Dentro desse universo, cerca de 103 mil deverão garantir votos para os dois principais concorrentes ao Palácio do Buriti: Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC). Apesar de o primeiro ter ao seu lado o PMDB, partido com maior número de filiados no DF, e o PT, tradicional por sua militância, é Roriz quem conseguiu reunir mais apoio de militantes.A Coligação Esperança Renovada, encabeçada pelo ex-governador do DF, conta com 73.021 eleitores filiados, ou 52,8% do total de pessoas vinculadas a partidos políticos. Já o grupo de Agnelo reúne 60.354 votos de filiados, ou 40,6%. Adesões costuradas na reta final da pré-campanha garantiram a Roriz um exército maior de militantes: ele atraiu para sua coligação o Democratas (segundo maior, com 18.782 filiados, ou 13,5% do total); o PP (terceiro, com 14.651, ou 10,6%) e o PSDB (quarto colocado, com 14.651, ou 10,4%). O levantamento foi feito com base nos números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).As estatísticas mostram ainda a migração de militantes provocada pela saída de Joaquim Roriz do PMDB e sua ida para o Partido Social Cristão (PSC) — em outubro de 2009, o ex-governador trocou de legenda após um embate interno com Tadeu Filippelli. Presidente do PMDB no DF, Filippelli tinha planos de ser o candidato a vice na chapa de José Roberto Arruda à reeleição. Com a Caixa de Pandora e a ruína política de Arruda, o peemedebista acabou mesmo se tornando candidato a vice, mas na chapa do petista Agnelo Queiroz.Com a filiação de Roriz, o PSC cresceu como nunca no Distrito Federal. Logo após as últimas eleições, em novembro de 2006, 1.951 pessoas dedicaram apoio político ao partido. Nos anos seguintes, a quantidade de filiados à legenda caiu para 1.699. Após setembro de 2009, com a chegada do ex-governador, mais de 8 mil pessoas se filiaram à legenda. O crescimento do quadro de apoio político chegou a 413,5% nos últimos quatro anos. Hoje, 10.019 pessoas estão ligadas ao partido cristão, o equivalente a 7,2% do total de eleitores filiados.“Nos últimos três meses, tivemos adesão de 3 mil filiados. Esse movimento se deve à vinda de Roriz. As pessoas seguem uma pessoa não só politicamente, mas também partidariamente”, acredita Valério Neves, presidente regional do PSC. Ele sabe, no entanto, que grande parte desses fieis poderão deixá-lo para trás caso Roriz saia da legenda em um futuro próximo.
A responsabilização das empresas, e não apenas dos seus executivos, foi apontada como instrumento fundamental para o combate à corrupção pela procuradora da Seção de Fraudes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Kathleen Hamann.- O propósito de criminalizar uma empresa é interromper a conduta [ilícita] e impedir futuras violações da lei.A declaração foi feita durante a Conferência Latino-Americana de Responsabilidade Corporativa na Promoção da Integridade e no Combate a Corrupção.De acordo com ela, a apuração de irregularidades envolvendo empresas transnacionais é ainda mais delicada. Com subsidiárias e negócios em diversas partes do mundo, elas têm “relações complexas” em seus negócios e com os governos.- É difícil rastrear o dinheiro, ter acesso aos livros de registro.A procuradora alertou ainda que as investigações sobre grandes empresas exigem precauções. Isso porque, assinalou, a veiculação pela mídia sobre suspeitas, principalmente se envolver corrupção, pode causar prejuízos a uma determinada companhia.- Quando começo uma investigação, tenho que estar ciente do impacto sobre os funcionários, acionistas e clientes daquela companhia.Outra questão importante, segundo Kathleen, refere-se à sanção a aplicar sobre a empresa corruptora. A lei norte-americana, lembrou ela, permite penas que podem falir a empresa.O Chile aprovou recentemente uma lei que permite a punição de empresas por crimes de corrupção. Segundo chefe de gabinete do Ministério da Justiça chileno, Germán Subercaseaux, a legislação é importante porque grande parte dos investimentos em infraestrutura no país é realizado por meio de concessões.No Brasil, o governo federal encaminhou em fevereiro um projeto de lei que prevê a responsabilização civil e administrativa de empresas envolvidas em corrupção. Da Agência Brasil.
Joaquim Roriz (PSC)11h – Caminhada na Feira dos ImportadosEndereço: Setor de Indústria e Abastecimento (SIA)19h – Inauguração do comitê em Sobradinho IIEndereço: AR 9 – Conjunto 1A20h – Inauguração do comitê na FercalEndereço: DF-150, Avenida Engenho Velho, nº 29 Agnelo Queiroz (PT)8h — Café da manhã em Ceilândia, na QNR 05, entre os conjuntos A e B (próximo ao Setor de Indústria, ao lado BR-070)10h — Caminhada na QNM 02, , Avenida Hélio Prates, de Ceilândia11h30 — Visita à Feira Central, na CNM 02, em Ceilândia Centro12h30 — Almoço na Feira Central, CNM 02, em Ceilândia Centro14h — Entrevista em Rádio Comunidade 98.1 FM de Ceilândia, na QNM 18 Conjunto A, Lote 6, Sala 20416h — Manifestação pela acessibilidade de pessoas com deficiência com caminhada até o comitê do candidato. Concentração em frente ao Conjunto Nacional (chegada Setor Comercial Sul, Quadra 3)19h — Lançamento da candidatura de Flávia Portela a deputada federal, no Conic – Praça Vermelha19h30 — Inauguração do comitê majoritário do PT do Plano Piloto, SHIS 707, Bloco A, Casa 13, W3 Sul – Asa SulToninho do PSol9h — Caminhada no Riacho Fundo I12h — Almoço com apoiadores no Riacho Fundo II1330h — Visitas a lideranças populares no Riacho Fundo I e II20h — Festa junina da Casa do Estudante da Universidade de Brasília21h — Visitas a bares do Guará em companhia dos candidatos a deputado federal Neto e a distrital, ManinhaNewton Lins (PSL)10h — Reunião com lideranças evangélicas no Lago Norte12h – Almoço com o candidato a vice-governador Paulo Vasconcelos no Shopping Iguatemi14h – Reunião com o candidato a deputado distrital Alberto Meireles, em Ceilândia19h – Reunião com o candidato a deputado distrital Alberto Meireles, em Samambaia NorteEduardo Brandão (PV)8h — Participa de café da manhã com lideranças comunitárias de Sobradinho e Grande Colorado que apoiam o candidato ao Senado Moacir Arruda.18h — Participa de corpo a corpo com eleitores na Rodoviária do Plano Piloto.