Embora José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estejam empatados na corrida presidencial, segundo a mais recente pesquisa Datafolha, mais eleitores apostam em uma vitória da petista sobre o tucano do que o contrário. Para 41% dos eleitores, a vencedora da disputa será Dilma, contra 30% que acreditam em uma vitória de Serra. Realizada do dia 20 ao dia 23 em todo o país, a pesquisa apontou o tucano com 37% das intenções de voto, e a petista, com 36%. Há ainda 2% dos eleitores que apostam em uma vitória de Marina Silva (PV), e 26% não sabem quem sairá eleito. A margem de erro é de dois pontos percentuais.O Datafolha também monitorou o grau de convicção dos entrevistados com relação ao voto. Os eleitores de Dilma se dizem mais decididos do que os de Serra.No caso da petista, 78% dos que a apoiam dizem estar "totalmente decididos" -mesmo índice da pesquisa anterior-, contra 19% que admitem mudar de candidato -eram 20%. O eleitorado de Serra se declara menos convicto: 30% afirmam que podem mudar de voto -eram 28%-, enquanto 67% dizem estar "totalmente decididos" -contra 70% auferidos no levantamento anterior.Os eleitores de Marina são os menos decididos: 38% admitem mudar de voto, enquanto 58% estão convictos.Para o total da pesquisa, 69% dizem já ter escolhido o candidato com convicção, ao passo que 27% admitem ainda poder mudar de ideia. Os homens (74%) se dizem mais decididos em relação ao voto do que as mulheres (64%), e os eleitores mais jovens (39% dos que têm de 16 a 24 anos) são os que mais admitem mudar de voto -os mais velhos são os que menos admitem essa possibilidade (16% entre os que têm 60 anos ou mais).APROVAÇÃO DE LULASerra continua recebendo votos de um terço dos eleitores que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom: são 32%, contra 34% na pesquisa anterior -o patamar se mantém estável desde março.Dilma recebe o voto de 43% dessa fatia do eleitorado, e Marina, de 10%. Dos 19% que avaliam o governo Lula como regular, mais da metade (54%) vota no tucano. Entre os 4% para os quais a gestão presidencial é ruim ou péssima, a maioria (58%) vota em Serra. Informações da Folha.
O eleitor que quiser acompanhar as promessas dos candidatos à Presidência nesta eleição de 2010 pode usar como aliado o blog Promessas de Políticos. Com um “promessômetro” logo no topo, o blog lista e enumera as falas e entrevistas de todos os presidenciáveis em que eles se comprometem em fazer ou resolver algo.O promessômetro, atualizado pela última vez na terça-feira (20), indica que a candidata do PT, Dilma Rousseff, é a atual vencedora no quesito promessa, com 69 falas citando melhorias e mudanças que pretende fazer caso seja eleita. O tucano José Serra está em segundo por prometer 64 vezes. A candidata do PV, Marina Silva, promete menos e marca o placar de terceiro lugar com 45 promessas.As categorias principais nos discursos dos candidatos revelam o currículo de cada um. Dilma, ex-ministra da Casa Civil, tem como foco os setores de infraestrutura e economia. Como herança do governo Lula, a petista carrega em suas falas a continuidade dos programas sociais do governo, o que põe o setor social como número 1 em suas promessas.Serra, ex-governador de São Paulo, Estado que se destaca pela participação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, dá destaque a melhorias na infraestrutura e na economia. Também ex-ministro da saúde no governo FHC, Serra diz poder melhorar o setor.Já Marina, senadora pelo Estado do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, tem suas propostas divididas entre o social, o setor político, e, claro, o setor ambiental.O blog é mantido por três estudantes universitários gaúchos, que dizem ter o objetivo de listar e guardar as promessas feitas durante a campanha para que nenhum eleitor se esqueça e possa cobrar seu candidato depois de ele assumir o mandato.Os blogueiros usam dados de diversos jornais, sites e meios de comunicação em geral. Eles definem promessa como “tudo aquilo que é ‘prometido’, ‘planejado’, ‘proposto’ ou ‘pensado’ pelos candidatos, relacionado a ações de governo”. Informações do R7.
A partir de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixará de receber oito tipos de ação em papel, passando a aceitá-las apenas pela internet. Entre elas está o habeas corpus, que pede o direito constitucional do cidadão de ir e vir.A medida, no entanto, não é obrigatória para os cidadãos que entram com a ação sem a ajuda de advogados, o que corresponde a uma parcela significativa dos pedidos que chegam à Corte. O STF não tem o número total desse instrumento impetrado diretamente pelos cidadãos, porém um dado ajuda a entender a importância da continuidade do documento em papel.Entre abril de 2008 e abril de 2010, 23% dos habeas corpus que chegaram ao Supremo tiveram origem em cartas enviadas para a Central do Cidadão, seção da Corte destinada ao atendimento à sociedade. Em números, isso corresponde a 1.524 ações em um universo de 8.489 que tramitaram no STF no período.Para o coordenador da central, Marcos Silva, a manutenção do instrumento em papel é fundamental. "O país tem dimensões continentais, e o acesso à tecnologia ainda não chegou de forma igual a todos os cidadãos. Mas como a Constituição garante que o acesso à Justiça é para todos, e o número de habeas corpus sem advogado é significativo, é importante manter esse canal aberto", disse.As cartas que chegam ao Supremo pedindo habeas corpus são enviadas, principalmente, por presidiários e seus parentes, já que o autor não precisa ser aquele que está sofrendo impedimento no direito de ir e vir.Muitas vezes as cartas são escritas à mão, em linguagem que não está dentro dos padrões jurídicos. Caso tenham elementos suficientes para virem a ser habeas corpus, as cartas são adaptadas pelos técnicos do Supremo, ou encaminhadas para defensorias públicas ou tribunais competentes.Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jayme Asfora, a manutenção do habeas corpus em papel é essencial para atender à população de baixa renda."Temos uma defensoria pública no Brasil pouco estruturada para atender as demandas. Esses casos sem advogados são minoritários e não causarão atraso significativo nos processos do Supremo, mas garantirão o acesso a um mecanismo que pode decidir a vida de uma pessoa".Os interessados em enviar pedidos de habeas corpus em papel para o Supremo têm duas opções: protocolar a ação sem qualquer custo diretamente na Corte, ou enviar uma carta à Central do Cidadão, no endereço disponível na página inicial do Supremo: www.stf.jus.br. Informações do Terra.
O candidato ao governo do Distrito Federal pelo Partido Social Cristão (PSC), Joaquim Roriz, esteve hoje na feira do Guará onde fez uma caminhada de meia hora.Roriz andou pelos corredores e estandes cumprimentando feirantes e simpatizantes. Após 15 minutos de caminhada, o candidato ao Buriti sentou para descansar, tomou água de coco e aproveitou para tirar fotografias com pessoas que estavam na feira.Além de Roriz, estiveram presentes na caminhada o candidato da chapa à vice governador, Jofran Frejat (PR) e os candidatos ao Senado Maria de Lourdes Abadia (PSDB), Adelmir Santana (DEM) e Alberto Fraga (DEM). Sem fazer nenhum discurso, o candidato foi embora por volta das 12h, onde terminou a agenda política deste domingo. Antes da caminhada na Feira, Roriz deu uma entrevista a uma revista no Park Way.
Já o candidato a governador do Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Agnelo Queiroz, passou a manhã deste hoje, em São Sebastião. Como tem feito desde o início da campanha eleitoral, o concorrente ao Buriti andou pelas rua da cidade, em corpo a corpo com a população local.Por volta de 14h20, Agnelo almoçava na feira da cidade . Mas cedo, ele e seus companheiros de coligação andaram pelo local e pelo comércio de São Sebastião. Além do corpo a corpo, o grupo inaugurou mais um comitê de campanha. Durante a agenda de hoje, o correligionários de Roriz passaram pelos simpatizantes de Agnelo por algumas vezes, mas não houve confrontoParticiparam, junto com o candidato a governador, o vice, Filipelli, os candidatos ao Senado, Rodrigo Rolemberg e Cristovam Buarque, Paulo Tadeu, que almeja uma vaga de deputado federal, e Cabo Patrício que concorre à Câmara Legislativa do DF. Com informações do Correio Braziliense.
A partir de meia-noite deste domingo (25), a nova rodoviária interestadual de Brasília começou a operar normalmente para o embarque e desembarque de passageiros e compra de passagens. Durante a manhã do primero dia de operações do novo terminal, a vice-governadora Ivelise Longhi fez uma vistoria técnica no local, acompanhada dos secretários de Transporte, Gualter Tavares, de Obras, João Padilha, e de representantes de outros órgãos do governo. Eles circularam pelo saguão e visitaram as plataformas e guichês de venda, para verificar o andamento dos trabalhos.Durante todo o dia, a nova rodoviária recebeu pessoas de várias partes do DF que aproveitaram o domingo para conhecer o terminal. “Esse movimento todo nos surpreendeu, espero que todos tenham gostado do que viram. Este é um terminal moderno, mais amplo e bonito”, disse Ivelise. As vistorias são realizadas em todas as obras liberadas pelo Comitê de Acompanhamento, Controle e Monitoramento de Obras entregues à população.O acesso para embarque no novo terminal será controlado por catracas e bilhetes eletrônicos. Na área dos ônibus está permitida a presença apenas de passageiros e funcionários, o que dará mais segurança a quem está embarcando.Todas as empresas de ônibus que funcionavam antes na Rodoferroviária, e algumas linhas interestaduais que saíam da Rodoviária do Plano Piloto, passam a operar no novo terminal. A nova rodoviária atenderá todos os passageiros com destino superior a 75 quilômetros da capital federal. A expectativa de atendimento chega a 140 mil pessoas por mês.Compra de passagens Pessoas com passagem comprada para outras cidades devem dirigir-se ao local no dia da viagem com pelo menos uma hora de antecedência para efetuar a troca das passagens antigas por bilhetes eletrônicos no guichê da empresa. A recomendação é do gerente do terminal, Antonino Alibrando, da empresa Socicam, responsável pela administração da nova rodoviária. “Essa troca deverá ser realizada no mesmo dia da viagem para não haver problemas com perda ou danificação do bilhete eletrônico”, afirmou. O novo terminal está localizado em área de fácil acesso – na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), ao lado da Estação Shopping do Metrô. Para facilitar a vida do usuário, desde o início do mês o DFTrans começou a testar duas novas linhas de ônibus que atenderão a rodoviária interestadual. Uma das linhas fará o trajeto Nova Rodoviária/Estação Shopping do Metrô/Fórum/Terminal da Asa Sul/Rodoviária do Plano Piloto/Rodoferroviária, passando pela W3. A outra, temporária, é uma espécie de circular. Ela vai operar entre a Rodoferroviária e o novo terminal de embarque. A condução irá passar pela Candangolândia. Os usuários também contam com várias linhas de ônibus que já passavam pela EPIA e chegam até a nova rodoviária. O novo terminal também oferecerá diversos serviços para a comodidade dos usuários. Os passageiros terão à disposição guarda-volumes, painéis eletrônicos com informações sobre partidas e chegadas, banheiros gratuitos, fraldário e carrinhos para transporte de bagagens, entre outros. Além disso, o transporte de bagagens realizado por carregadores na antiga Rodoferroviária foi transferido para o local. PrioridadeCriado para agilizar obras emergenciais em andamento no DF, o comitê dirigido pela vice-governadora Ivelise Longhi estabeleceu a inauguração da nova rodoviária de Brasília como uma das prioridades. “Os moradores da cidade merecem uma rodoviária mais bonita e com mais conforto, por isso juntamos esforços para colocá-la em funcionamento o mais rapidamente possível”, explicou Ivelise. O consórcio vencedor da licitação investiu R$ 55 milhões na construção do terminal. A empresa recebeu uma concessão para administrar o local por 30 anos. De acordo com o edital para construção da nova rodoviária, venceria a concorrência a empresa que apresentasse o menor valor para erguer a obra e o maior valor para um dos lotes vizinhos, que seria dado em pagamento pela construção. A diferença seria devolvida aos cofres do GDF.A construção do prédio e a administração do novo terminal ficou a cargo de um consórcio formado pelas empresas JCGontijo, Artec e Socicam, que ganharam a licitação lançada em 2007. Inicialmente a expectativa era de que a nova estação pudesse começar a operar até o fim de junho. No entanto, a necessidade da construção de novos acessos e alguns ajustes técnicos da obra junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acabaram atrasando a transferência do controle para a Secretaria de Transporte, uma das etapas finais do rocesso.Eficiência energéticaA preocupação com o meio ambiente fez parte do projeto da nova rodoviária. Nele foram privilegiadas a iluminação natural e a preservação da vegetação nativa, o que reduz o consumo de energia. Além disso, o uso de ar-condicionado deu lugar a climatizadores que também garantem menor gasto de energia. O local terá ainda reaproveitamento de águas pluviais para limpeza e irrigação, gerando uma diminuição do consumo de água. A partir da avaliação da fachada e da cobertura das instalações, a obra foi considerada modelo de conservação de energia e recebeu etiqueta de maior eficiência energética (A) em sua envoltória por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para edifícios. É o primeiro edifício com esse selo na cidade. Existem apenas outros 10 em todo Brasil.De acordo com o Laboratório de Controle Ambiental e Eficiência Energética da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Unb), responsável pelos estudos e avaliação da estrutura, a combinação de cores claras, materiais adequados e proteção solar garantem um bom desempenho térmico e energético ao complexo. Desde 1984, os consumidores são informados quanto à eficiência energética de eletrodomésticos por meio de etiquetas. Somente a partir de julho do ano passado, os edifícios também passaram a ser avaliados e etiquetados. Os sistemas avaliados na etiquetagem de edifícios são a Envoltória (fachada e cobertura), Iluminação e Condicionamento de Ar. Os níveis de eficiência energética podem variar de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).RodoferroviáriaA rodoferroviária funcionará como embarque e desembarque de ônibus interestaduais apenas até o sábado (24). Segundo Ivelise, o governo vai estudar a melhor destinação para o prédio, localizado em um ponto central do Plano Piloto. Atualmente funcionam no local a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), o DFTrans e parte administrativa da Polícia Federal.
Uma operação articulada pelo senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão está por trás do projeto de retomada da exploração de ouro no lendário garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará. A operação envolve pagamentos suspeitos a cabos eleitorais de Lobão e um emaranhado de empresas - algumas de fachada - abertas no Brasil e no Canadá.O projeto de retomada da exploração do garimpo ganhou força quando Lobão esteve no comando do ministério, de janeiro de 2008 a março deste ano. Com aval do governo, a exploração será feita pela Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, empresa criada a partir de um contrato entre a desconhecida Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, no Canadá, e a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), que reúne 40 mil garimpeiros e detém os direitos sobre a mina.Este ano, por duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a programar visita a Serra Pelada para anunciar a reabertura do garimpo. Mas as duas viagens foram canceladas de última hora. Nas palavras de um auxiliar do presidente, a desistência se deu porque o Planalto avaliou que o acordo com a Colossus é prejudicial aos garimpeiros. ‘Os leões querem ficar com todo o ouro‘, disse o assessor.Por ordem da Presidência, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o ministério tiveram de firmar um termo de compromisso com a Colossus em que a empresa canadense se compromete a ajustar cláusulas do contrato com potencial de prejuízo aos garimpeiros. Até o fechamento desta edição nada havia mudado.Como senador e depois como ministro, Lobão atuou pessoalmente em várias frentes, dentro e fora do governo, para possibilitar o negócio. Primeiro, operou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo.Nos bastidores, ainda em 2007, como senador, Lobão atuou para conseguir que o governo federal convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa seus direitos de exploração de ouro e outros metais nobres em Serra Pelada. A Vale submeteu a proposta a seu conselho de administração, que concordou em atender ao pedido de Brasília e, em fevereiro de 2007 assinou um ‘termo de anuência‘ repassando à cooperativa dos garimpeiros o direito de explorar a mina principal.No ano passado, já com Lobão ministro, o governo fez nova gestão em favor do negócio e obteve da Vale os direitos sobre mais 700 hectares de Serra Pelada.Ao Estado, o secretário de Geologia e Mineração, Claudio Scliar, que elogia o desempenho de Lobão na condução da reabertura de Serra Pelada, admitiu ser amigo de geólogos brasileiros que integram o comando da Colossus, como Pérsio Mandetta, Darci Lindenmeyer e Augusto Kishida. ‘O Darci chegou a ser meu chefe no passado‘, diz.Garantido formalmente o direito da Coomigasp de operar no garimpo, Lobão lançou outra ofensiva. Desta vez, para tomar o controle da cooperativa. Num processo conturbado, marcado por ações judiciais e violência, garimpeiros do Maranhão ligados ao ex-ministro conseguiram assumir a Coomigasp.É justamente nessa época que surge a Colossus. A proposta de contrato com a empresa foi aprovada a toque de caixa pelos associados da cooperativa. Pelo acerto, a Colossus entra com capital e tecnologia e a cooperativa cede seus direitos sobre a mina. Pesquisas autorizadas pelo DNPM indicam haver pelo menos 20 toneladas de ouro no subsolo de Serra Pelada. Geólogos com acesso às sondagens mais recentes afirmam, porém, que a quantidade pode passar de 50 toneladas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Acabou numa grande pizza italiana o jogo de equipe que a Ferrari fez no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula-1 . Após analisar as imagens e tomar os depoimentos do chefe Stefano Domenicali, dos pilotos e dos engenheiros da escuderia, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) puniu a equipe apenas com uma multa de US$ 100 mil (R$ 176 mil). O resultado na pista, porém, foi mantido. Assim, o espanhol Fernando Alonso, beneficiado pela ultrapassagem, se manteve como o vencedor da prova com Felipe Massa ficando em segundo e o alemão Sebastian Vettel foi o terceiro.Além da multa, o caso foi encaminhado para o conselho mundial da FIA, que na próxima reunião pode aprovar novas punições. No encontro, a FIA também pretende aprovar novas medidas sobre o trabalho das equipes para tornar as regras mais claras. Embora o regulamento da entidade preveja que é proibido o jogo de equipe, não há uma punição específica para isso. Assim, é a FIA que decide que medida tomar após julgar cada caso. O jogo da equipe foi criticado por membros das escuderias rivais da Ferrari.- Esse é o mais claro jogo de equipe que eu já vi - protestou o chefe da RBR, Christian Horner.- É errado para o esporte. Os pilotos deveriam ter permissão para correr - completou o inglês Lewis Hamilton, da McLaren.Campeão pela Ferrari em 1975 e em 1977, o austríaco Niki Lauda, tricampeão da F-1, também disse após a corrida que o jogo de equipe feito pelos italianos "foi uma vergonha".Manobra aconteceu a 16 voltas do fim da provaNa 51ª volta (de um total de 67) da prova disputada em Hockenheim, o brasileiro, que liderava a corrida, ouviu uma mensagem no rádio do seu engenheiro, Rob Smedley, dizendo que que o espanhol estava mais rápido do que ele.- Pode confirmar que entendeu a mensagem? - afirmou Smedley, dando a entender que Massa deveria ceder passagem ao bicampeão do mundo.Depois que Alonso ultrapassou Massa, Smedley disse ao brasileiro pelo rádio.- Bom trabalho. Basta se manter no ritmo agora. Desculpe.Após a prova, o engenheiro disse que Massa tinha sido "muito, muito, muito magnânimo".No pódio, porém, o brasileiro estava visivelmente chateado. Mas na coletiva preferiu desconversar.- Eu não preciso dizer nada sobre isso.Durante a coletiva, o piloto também foi muito questionado se ele agora era o número 2 da equipe. Enquanto Alonso foi perguntado se a vitória não era parecida com a do GP de Cingapura em 2008, quando o também brasileiro Nelsinho Piquet bateu de propósito com a sua Renault, que acabou causando a entrada do safety car na pista, o que beneficiou o espanhol na prova.Ao site da FIA, Massa disse depois que não fez jogo de equipe.- Isso não foi um caso de ordem da equipe. Meu engenheiro me manteve constantemente informado do que estava acontecendo atrás de mim, especialmente quando o carro estava perdendo rendimento. Então eu decidi fazer a melhor coisa para a equipe, e uma dobradinha é o melhor resultado, não?Não foi a primeira vez que a Ferrari fez jogo de equipe. No grande prêmio da Áustria, de 2002, Rubens Barrichello também recebeu a ordem para deixar Michael Schumacher ultrapassá-lo. Na ocasião, até o alemão ficou constrangido e colocou Rubinho na posição de primeiro lugar no pódio. Por esse jogo de equipe, a equipe foi punida com uma multa de US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão). Informações de O Globo.
Pesquisas qualitativas da coligação Um novo Caminho, encabeçada pelos candidatos Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filipelli (PMDB), apontam que podem ultrapassar os números de Joaquim Roriz (PSC) já no mês de agosto. Embora não revele suas estratégias, fontes próximas aos dois afirmaram que os últimos números divulgados na semana passada pelo Instituto O&P Brasil, com 1.200 entrevistas em todo o Distrito Federal, entre os dias 15 a 19, mostram esta tendência de crescimento. Com uma margem de erro de 2,8%, com intervalo de confiança de 95%, a cartela estimulada colheu os seguintes resultados para a corrida ao Palácio do Buriti: Joaquim Roriz (PSC) 37%, Agnelo Queiroz (PT) 31%, Toninho do PSol (PSol) 1,5%, Eduardo Brandão (PV) 1,2%, Rodrigo Dantas (PSTU) 0,7%, Ricardo Machado (PCO) 0,6% e Newton Lins (PSL) 0,4%. Nenhum/Branco/Nulo 12,5% e NS/NR 15%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 19.745/2010 e no TRE com o número 21.113/2010.Diante de uma diferença tão pequena de 6% num eleitorado de 1.836.280 aptos a votar, esta diferença aproximada de 109 mil eleitores realmente acendeu a luz vermelha na coligação de Joaquim Roriz. Outro fato que desperta a atenção dos apoiadores de Roriz, é que na faixa etária entre 16 anos, dos que votam pela primeira vez até os 34 anos, são 810.662 eleitores que, pela natureza contestadora, tendem a votar num candidato mais progressista. Estas análises preocupam as cabeças pensantes da campanha de Joaquim Roriz. Para contrabalancear este impacto, ele estimulou a chamada juventude azul a sair às ruas. Com isso, ele pretende mostrar à sociedade de que ele é um candidato moderno, que aposta na renovação. Informações do jornal Opção.
Wilson Silvestre, do Jornal Opção
“O chamado núcleo ético e mais radical do PT já olha o neoaliado peemedebista Tadeu Filippelli com ares de admiração e respeito”, contou um petista de carteirinha que tem acompanhado as andanças dos dois desde o dia em que teve início a agenda de candidato. “Filippelli é um homem experiente no embate político e amadureceu muito no exercício da articulação de bastidores, tanto que os governos de Joaquim Roriz, que sempre teve ojeriza pelo varejo da política, delegou esta tarefa para Filippelli, que acabou sendo prejudicado pela sombra do velho cacique”, lembra o petista. De fato, Filippelli nunca pôde ultrapassar a fronteira de deputado federal por conta dos acordos em que Roriz fazia em toda disputa eleitoral, relegando Filippelli a um papel de coadjuvante. Ao se aproximar do presidente nacional do PMDB, Michel Temer, o destino começou a girar a roda de oportunidades para Filippelli que, atento, percebeu que o PMDB do DF precisava ser depurado sob pena de morrer por falta de renovação em seus quadros. “O candidato era sempre Joaquim Roriz e a cada eleição, mais cargas de denúncias vinham à tona e o partido acabava sendo visto como o mais corrupto do Brasil”, lembra um aliado de Filippelli.Para muitos, Filippelli é um humanista frontal, suprapartidário, que iniciou este projeto de depuração do PMDB em conversas com o colega na Câmara Federal, Geraldo Magela, considerado por muitos, um radical de esquerda. “Filippelli é um homem que não foge do bom combate político, sem medo e que nunca se rende ao primeiro fracasso. Sonha com um PMDB alegre, idealista, voltado para novos desafios, em reposicionar o Distrito Federal como uma unidade respeitada como Capital do País e não um lugar que só tem corrupção”.Esta escolha não foi fácil, como conta Filippelli: “Era preciso escolher entre viver a reboque do passado ou construirmos um novo caminho. Poderíamos até permanecer sob o conforto do passado, mas carregando sob os ombros o fardo da desconfiança da sociedade, se realmente o partido poderiam ser o fiel depositário das esperanças de mais de 2,5 milhões de brasilienses. Escolhemos o caminho da depuração. Incompreendido por muita gente, companheiros que se acomodaram com as facilidades do poder sem atentar pela transformação da sociedade, das forças produtivas e da renovação de costumes.”Realmente a escolha não foi fácil: ou se ficava com os dinossauros ou se migrava para outra cultura de costumes, acompanhando a sociedade que vive em permanente transformação.
A coluna Painel (Folha de S.Paulo) informa que o PT distribuiu aos candidatos petistas e aliados cartilha com orientações sobre a movimentação de dinheiro na campanha presidencial. O texto diz que "para vencer uma eleição presidencial, não basta ter uma ótima candidata, um projeto aprovado por 80% do povo brasileiro e uma militância engajada". "É preciso também que todos os partidos da coligação e seus candidatos consigam arrecadar recursos suficientes para fazer uma campanha eficiente."
Presidente mais popular desde o retorno do país à democracia -com 77% de aprovação, segundo a última pesquisa Datafolha-, Luiz Inácio Lula da Silva tem influência limitada na eleição para governador nos três Estados com mais eleitores. Segundo o levantamento, realizado pelo instituto do dia 20 ao dia 23 em parceria com a TV Globo, o petista influi decisivamente sobre apenas cerca de um terço do eleitorado na escolha dos governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.Pela primeira vez no atual processo eleitoral, o Datafolha perguntou aos eleitores de sete Estados e do Distrito Federal se o apoio de Lula os faria votar num candidato ou se os faria não votar. Em São Paulo, só 24% responderam afirmativamente. Em Minas Gerais, o percentual é de 27%. No Rio, 31%. Esses três Estados juntos reúnem 56,4 milhões de eleitores (41,5% do país).Em nenhuma eleição estadual nem na presidencial a influência de Lula sobre os eleitores Chega perto da sua taxa de popularidade. A pesquisa ouviu 10.905 eleitores em 379 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Quando se trata da disputa presidencial, 42% dizem que o apoio de Lula a alguém os levaria a "a escolher esse candidato com certeza".Tem aumentado, entretanto, a taxa dos que não votariam no nome indicado por Lula para ser o próximo presidente: 21% em dezembro de 2009, 23% em março passado e 28% agora. Em São Paulo, Estado nunca governado pelo PT, a influência de Lula não serviu até agora para alavancar o candidato do partido, Aloizio Mercadante, que tem 16%. Enquanto só 24% dos paulistas votariam com certeza em um candidato suportado por Lula, 39% dizem que o apoio do presidente seria um fator impeditivo do voto.Em Minas Gerais e no Rio, os candidatos apoiados por Lula têm um desempenho nas pesquisas superior à taxa dos que se dizem influenciados pelo presidente. Hélio Costa (PMDB), tem 44% das intenções de voto. O percentual (27%) dos mineiros que apoiariam com certeza um candidato lulista é idêntico ao dos que não votariam em nenhuma hipótese. No Rio, Sérgio Cabral (PMDB) está com 53% no Datafolha. Lá também o número dos que não votariam no candidato lulista iguala o dos que votariam com certeza.Nos sete Estados analisados pelo Datafolha, a maior influência de Lula é em Pernambuco: 52% dizem que o apoio do presidente os levaria a votar no governador.Ocorre que o candidato apoiado pelo petista é o atual governador, Eduardo Campos (PSB), cuja taxa de intenção de votos é de 59%.Depois de Pernambuco, a Bahia é o Estado no qual Lula tem maior influência, de 46% -quase o mesmo percentual de intenção de voto do atual governador, o petista Jaques Wagner, com 44%. Além de São Paulo, o número dos que não votariam de jeito nenhum num aliado de Lula supera o dos que votariam com certeza no Paraná e no Rio Grande do Sul. iInformações da Folha.
A espanhola Pilar Del Río quer tornarse portuguesa e ganhar a mesma nacionalidade do marido escritor, que se tornou o único Nobel de Literatura de nosso idioma. Com fôlego invejável, a viúva de José Saramago se desdobra para dar conta de tantas homenagens a ele. No sétimo dia de sua morte, ela deu partida a uma maratona de 15 horas de leitura de “O ano da morte de Ricardo Reis”; no 30º, participou de um brinde, com vinho, levantado pelos “saramaguianos”, ato que será repetido no dia 18 de cada mês.Agora é a vez de o Brasil render tributo ao escritor: na noite de 7 de agosto, ele será destaque na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), numa mesa agendada para substituir o músico Lou Reed, que cancelou sua participação. Serão exibidos trechos inéditos do documentário “José & Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, e haverá debate com o cineasta, mediado por Arthur Dapieve. O diretor acompanhou o casal por três anos para montar um retrato de seu cotidiano.Pilar virá ao Brasil para participar, mês que vem, de uma outra homenagem ao marido, no lançamento, pela Companhia das Letras, de uma coletânea de artigos e entrevistas organizada por Fernando Gómez Aguilera.Nos últimos 24 anos, Pilar e José foram cúmplices e inseparáveis. Vinte e oito anos mais nova, a jornalista espanhola se apaixonou primeiro pela obra.Em 1986, esbarrou num exemplar de “Memorial do convento” numa livraria de Sevilha. Devorou todos os seus livros. Quis conhecê-lo para dizer o que havia experimentado. Aterrissou em Lisboa com o telefone do escritor.Combinaram um café.Corresponderam-se, marcaram encontros, entre Lisboa e Sevilha, até se casarem, dois anos depois. Nesta entrevista ao GLOBO, por e-mail, a primeira a um jornal brasileiro após a morte do marido, Pilar conta que enfrenta a ausência de Saramago com as vivências que compartilharam.O GLOBO: Saramago deixou inacabado o romance “Alabardas, alabardas! Espingardas, espingardas!” Do que trata? Ele será publicado? PILAR DEL RÍO: Trata da fabricação de armas. Não do comércio internacional de armas, e sim do conflito moral de alguém que trabalha em uma fábrica de armas e vai se descobrindo em suas próprias contradições e no diálogo com a mulher. A decisão de publicar será tomada com seus editores e a agente literária.É um texto incompleto, mas tem muita força, são páginas muito belas. Não sei se temos o direito de privar seus leitores desse relato, ainda que inacabado.Que outros textos inéditos há em seu espólio, e qual será o destino deles? PILAR: Não há muitos inéditos: Saramago era um escritor de maturidade, que começou a escrever tarde e publicava tudo o que escrevia. De sua juventude, há um romance acabado, “Claraboia”, que ele não queria ver publicado em vida, mas a cuja publicação póstuma não se opunha.Não há pressa. Naturalmente, todos os seus originais, seus papéis, seu espólio, tudo é da Fundação Saramago e nela ficará à disposição de leitores e pesquisadores.Um mês após a morte de Saramago, que homenagens mais a comoveram? PILAR: O carinho das pessoas.Ver jovens lendo obras de Saramago em transportes públicos. As homenagens com uma taça de vinho e a leitura de algum livro seu, seguindo uma convocação no Facebook. A reunião, no dia 18, de um grupo de amigos com músicos num olival para interpretar e ouvir as músicas preferidas dele. Ao ar livre, junto a árvores amadas... E, claro, a leitura ininterrupta de “O ano da morte de Ricardo Reis” na Casa Fernando Pessoa, do meio-dia às três da madrugada, gente lendo sem parar e com a maior emoção. Terminaram dizendo “Obrigado, Saramago” e abraçando-se diante da beleza contida.
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Os resultados divergentes das recentes pesquisas do Datafolha e do Vox Populi sobre as eleições presidenciais acirraram ânimos entre políticos e diretores dos dois institutos. Em pesquisa divulgada anteontem, o Vox Populi mostra Dilma Rousseff (PT) com 41% das intenções de voto, oito à frente de José Serra (PSDB).Já no levantamento do Datafolha, divulgado ontem, há empate técnico: o tucano tem 37% e a petista, 36%.O comando da campanha tucana levantou suspeitas de que o Vox Populi tenha manipulado dados para favorecer Dilma, o que gerou uma guerra entre os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do PT, José Eduardo Dutra, no Twitter.Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, disse que a diferença pode ser resultado da metodologia adotada: — O Datafolha entrevista as pessoas na rua, não nos domicílios, e pega o número dos telefones.Por isso, só fala com pessoas quem têm telefone. Isso pode provocar uma diferença.Diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino reagiu: — Isso é mentira. Não é verdade que o Datafolha entrevista só quem tem telefone. Pegamos o telefone para as checagens, mas esse é só um dos meios de checagem utilizado. Me surpreende um profissional qualificado como Marcos Coimbra falar uma coisa dessa. É preciso analisar o histórico do instituto.No Twitter Guerra acusou o PT de usar “expedientes deploráveis” em disputas democráticas para depois “posar de vítima”. Exemplo disso, segundo ele, seria “o uso do Vox Populi para manipular a opinião pública com pesquisas eleitorais, inventando uma liderança que não existe”.Dutra reagiu com ironia: “Conclusão óbvia das pesquisas: nada mudou. Ataques da oposição não surtiram efeito e Dilma continua c/ viés de alta. 17/8 tem TV.Aguardem”, respondeu, para depois provocar Guerra: “ Tá nervoso? Faltam só 71 dias”. Guerra também provocou o petista: “Dutra como vocês botam a Vox Populi numa trapalhada dessa? Nove pontos de diferença cara?”.Na verdade, são oito pontos.Coimbra falou ao GLOBO antes das acusações dos tucanos.Procurado novamente, não atendeu as ligações.Para o cientista político Rubens Figueiredo, a divergência mostra que há algo errado: — Um das pesquisas está certa e a outra, errada. O Datafolha mostra uma tendência e o Vox Populi outra. Não tem nenhum grande fato, do ponto de vista da comunicação de massa, que explique a subida de um ou de outro candidato.O professor emérito de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fábio Wanderley Reis, também avalia que a diferença indica erro de uma dos institutos: — Certo não dá para os dois estarem. A diferença é muito grande. Informações de O Globo.
Fábio Fabrini, de O GloboMesas de sinuca, carteiras de habilitação, caixas d’água, notas rasgadas, um punhado de dentaduras ou até um pintinho amarelinho, na palma da mão. Com isso e mais um pouco — na maioria das vezes, muito pouco — compra-se um voto no Brasil. Análise do GLOBO sobre 200 casos de cassação de mandato e de candidatura das últimas cinco eleições, citados em relatórios do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e arquivos da Justiça, não deixa dúvidas: pode-se dizer de tudo sobre os acusados, menos que não tenham criatividade de sobra.Para turbinar a popularidade e garantir o cargo, vale arrematar do eleitor a camiseta que ele usa com propaganda do adversário, oferecer serviços de advogado pelo rádio e até pagar para um cidadão não votar. Dado o retrospecto dos candidatos, não faltará trabalho à Polícia Federal, que montou esquema especial de fiscalização.Muitos condenados estão de volta agora, de olho num naco de poder.Segundo o MCCE, a principal causa de cassação de políticos no país é a compra de votos — prática secular que se mantém no Brasil do século XXI, e que se liga ao cabresto do coronelismo, ocorrendo desde pelo menos a República Velha (18891930), como mostraram obras como “Coronelismo, enxada e voto”, do jurista Victor Nunes Leal.De 2000 a 2010, nas contas do MCCE, ao menos 700 políticos perderam seus cargos por causa do artigo 41-A da Lei 9.840/99, que prevê punição para a chamada “captação ilícita de sufrágio”, a popular compra de voto.Construíram uma escola de fraudes, que se supera a cada pleitoCandidato foi pegar de volta caixa d’águaEm Jussiape (BA), o então candidato a prefeito Sílio Luz Silva (PMDB) se tornou o primeiro político conhecido por, após presentear um casal de eleitores — dona Maria e seu Lourival — com uma caixa d’água e um padrão de luz, em 2000, voltou para buscá-los. Motivo: desconfiou que não ganhou o voto prometido.Diante do desaforo, dona Maria procurou o Ministério Público para reclamar. Nos autos, ela conta que só foi “denunciar após as eleições porque Sílio foi lá lhe ameaçar para tomar as coisas”. Julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se tornou duas vezes pioneiro: a partir daí, os ministros entenderam que a compra de só um voto é bastante para a cassação.Também em 2000, Tiago Ramos Vieira se elegeu vereador em Sobral (CE) prometendo dentaduras aos eleitores. A protética Vanda Maria de Souza Mendes devia R$ 1.078 à mulher do político e se dispôs a quitar o débito com a própria produção. Como fez 24 peças de R$ 80, “na melhor resina”, a conta fechou em R$ 1.920 e ela acabou virando credora. Ao reclamar o pagamento, ouviu que não receberia nada. Procurou a Promotoria Eleitoral, entregou o esquema e interrompeu o mandato do parlamentar.Eleição pós eleição, a inventividade é maior. Empresário da área de diversões, Antônio Idalino de Melo (PRTB), candidato à Assembleia Legislativa de Roraima em 2006, isentou donos de bares do estado de lhe pagar aluguel por suas mesas de sinuca na campanha e por mais um ano.Em Macapá (AP), não era preciso fazer aulas ou exames de direção para sair do Detran com uma carteira de motorista em 2002. Bastava procurar o candidato a deputado federal Antônio Nogueira (PT) ou um irmão dele para obter um documento “por fora”, contaram testemunhas do processo de cassação, que chegou ao TSE.Hoje prefeito reeleito de Baraúna (RN), Aldivon Nascimento (PR) reconhece: seu adversário em 2004, José Araújo Dias (do PFL, hoje DEM), era “bom estrategista”. Na disputa, os eleitores de Nascimento eram identificados com camisetas verdes. Ele fez estoque para desovar nos últimos dias da eleição. Mas o oponente, diz a ação que o cassou, pagou até R$ 50 para quem trocasse de cor, usasse vermelho e lhe desse um voto.— Perdi quase a metade das camisas.O prejuízo foi enorme. Ele colheu o que plantou, mas foi inteligente — diz o prefeito, que perdeu por 31 votos e esperou dois anos para assumir o cargo, após a cassação do eleito.Para o juiz Márlon Reis, do MCCE e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procurador e s e Pr o m o t o r e s E l e i t o r a i s (Abramppe), os políticos exploram as carências de cada comunidade.— Eles vão em cima daquilo que falta. E isso varia muito, conforme a cultura, o padrão social e o perfil das comunidades — diz Reis, acrescentando que a prática traz prejuízos nefastos para o país. — Por um segundo de esperteza, o cidadão que cede à tentativa de fraude abre mão do controle sobre as políticas públicas.Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, tanto esforço para agradar ao cidadão pode não dar resultado.A partir de pesquisa com grupos de eleitores, ele concluiu que não dá para saber quem, de fato, usa quem.— De cada dez que vendem o voto, só dois votam no candidato (comprador) — afirma.CAIXA D‘ÁGUA DE VOLTAEm Jussiape (BA), o candidato a prefeito Sílio Luz Silva (PMDB) presenteou um eleitor com uma caixa d‘água em 2000. Mesmo eleito, segundo o TSE, desconfiou de que realmente tenha conquistado o voto e cobrou o agrado de volta. Acabou se inscrevendo na História do tribunal como o primeiro a punir eleitor que, supostamente, não deu a contrapartida esperada. E o primeiro a ser cassado pela compra de um único voto.CARTÃO MAGNÉTICOCandidato a deputado estadual em Roraima nas eleições de 2006, Sebastião César de Sena Barbosa (PSC) dava aos seus eleitores cerca de R$ 20 e um cartão magnético, que dizia estar equipado com um chip. Cabia ao cidadão passar a tarjeta sobre a urna para registrar se realmente foi fiel. Só assim, conforme as investigações da Polícia Federal, receberia mais R$ 80.DENTADURAS E CALOTETiago Ramos Vieira queria ser vereador em Sobral (CE). Oferecendo dentaduras à população, segundo apurou o Ministério Público, conquistou o sorriso dos eleitores e o cargo, em 2000. Mas acabou cassado dois anos depois. Motivo: teria dado calote na protética, que, por isso, o denunciouCOMPRANDO CAMISETA DE ADVERSÁRIOEm Baraúna (RN), José de Araújo Dias (PFL) armou uma estratégia inusitada para se eleger prefeito em 2004, conforme ação que o levou, mais tarde, a perder o cargo: comprava o voto do eleitor e, de quebra, investia contra a campanha adversária. Os cidadãos recebiam entre R$ 20 e R$ 50 para entregar as camisetas do candidato opositor aos cabos eleitorais de Dias e declarar apoio a ele, que acabou eleito por uma diferença de 31 votos
Os presidentes do PSDB e do PT usaram suas páginas pessoais no site de microblog Twitter para ironizar o comportamento um do outro por conta dos resultados dos últimos levantamentos de intenção de votos para a corrida presidencial, neste sábado.A pesquisa Vox Populi colocou a petista Dilma Rousseff oito pontos percentuais à frente do tucano José Serra e a Datafolha apontou empate técnico entre os principais candidatos à Presidência, com vantagem de um ponto para Serra.Sérgio Guerra escreveu em seu Twitter: "o PT nunca se reduz à luta democrática normal. Sempre usa expedientes deploráveis e depois posa de vítima. O mais recente é o uso do Vox Populi para manipular a opinião pública com pesquisas eleitorais, inventando uma liderança que não existe". O presidente ainda comemorou que tudo teria sido desmentido no mesmo dia por uma "pesquisa séria" (Datafolha), feita por um instituto que "não se rende a nenhum interesse". Guerra ainda alfinetou o colega ao perguntar "Dutra como vocês botam a Vox Populi numa trapalhada dessa? Nove pontos de diferença cara?"."Nunca tinha visto dirigente partidario defendendo instituto de pesquisa", contra-atacou o petista José Eduardo Dutra em sua página, aproveitando para devolver a provocaçao: "calma @Sergio_Guerra! Tá nervoso? Faltam só 71 dias". O presidente petista ainda escreveu "Conclusão óbvia das pesquisas: nada mudou. Ataques da oposição näo surtiram efeito e Dilma continua c/ viés de alta. 17/8 tem TV.Aguardem". Informações da eBand.